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domingo, 3 de julho de 2011

SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA DE PAULO - Estudo Bíblico sobre Missões

Pr. João Barbosa da Silva e Mssª Laudicéa Barboza

INTRODUÇÃO

Prosseguindo o estudo das viagens missionárias de Paulo, apresentaremos uma visão panorâmica dos resultados alcançados na primeira e segunda viagens e como o evangelho chegou na cidade de Éfeso, onde Paulo estabeleceu sua base missionária para evangelização da região da província da Ásia menor, da Frígia, Psídia, Panfília, Bitínia, Capadócia, Galácia, Macedônia e Acaia e como se propagou em pouco tempo chegando na Trácia, no Ponto, Ilíria, Itália, Ilha de Chipre, Ilha de Creta e até mesmo na Espanha.

O apóstolo Paulo chegou à Macedônia, nesta sua segunda viagem, acompanhado de Silas que tinha seguido com ele desde Jerusalém (At 15.40), o jovem Timóteo, que se juntara à comitiva em Listra (At 16.1-3), e Lucas o médico amado que se uniu á comitiva missionária em Trôade (At 16.10,11).

Depois de ser impedido pelo Espírito Santo de pregar o evangelho na província da Ásia que ficava localizada no Oeste da Ásia Menor e incluía a cidade de Éfeso onde Paulo pretendia estabelecer uma base missionária, mas ainda não tinha chegado o tempo de Deus.

Então, o apóstolo pensava seguir viagem para a Bitínia  mas o Espírito de Deus o impede (At 16.6,7).

2. DESENVOLVIMENTO

PAULO CHEGA A REGIÃO FRÍGIO-GÁLATA
Não podendo pregar o evangelho na Àsia e na província da Bitínia que ficava próxima ao Mar Negro, a  comitiva missionária partindo de Listra, seguiu para Noroeste.

Circundando o território da Ásia Menor, passaram próximo ao território da Bitínia e se voltaram para Oeste. Contornaram a Mísia e chegaram à Trôade, na Costa do Mar Egeu, cidade próxima da antiga e lendária Tróia.

Em Trôade, através de uma visão á noite, um homem macedônio rogou a Paulo que para que fosse à sua terra, Macedônia, para o ajudar. Paulo e Silas entenderam que Deus os chamava para pregar o evangelho na Macedônia (At 16.9,10).

LUCAS O MÉDICO AMADO JUNTA-SE Á COMITIVA
Acompanhados por Lucas, natural da região, chegaram á Macedônia.
Paulo seguiu pela via Ignácia de Filipos até Tessalônica.

E poderia ter continuado por ela em direção Oeste, pois era para Macedônia que ele fora chamado para pregar o evangelho e a Via ignácia atravessava a Macedônia até o Mar Adriático e terminava no Porto de Dirrácio.

Saindo de Tessalônica, Paulo deixou a estrada principal e se dirigiu á Beréia que ficava ao Sul.
A cidade de Beréia era chamada por Cícero de “oppidum devium” que significa “fora do caminho”. Embora as circunstâncias obrigassem a Paulo seguir para Beréia, pois ele foi levado pelos seus amigos. A intenção dele era seguir pela Via Ignácia de Leste ao Oeste, até Dirrácio, atravessar o Mar Adriático e chegar na Itália e assim à Roma.
Sete anos depois quando escreveu sua carta aos romanos, ele mencionou o seu desejo de chegar até Roma, mas fora impedido (Rm 1. 13; 15.22).

PAULO EM BERÉIA
Na Beréia os judeus ouviram-no de modo cortês e sem preconceitos, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram de fato como Paulo falava em relação às profecias do Antigo Testamento.

Entretanto aqueles que haviam criado dificuldades para Paulo em Tessalônica, vieram e suscitaram semelhante agitação ali. Era aconselhável que Paulo saísse da Macedônia até que até que a agitação na província se acalmasse.

Por isso, os irmãos da Beréia o levaram até à Costa, o embarcaram em um navio e o acompanharam até Atenas, que ficava na Província da Acaia. Passaram pela Tessália entre Beréia e Atenas porque os irmãos entenderam que a Tessália não oferecia segurança para Paulo (At 17.13-15).

O EVANGELHO NA ACAIA      

Ao chegar em Atenas, Paulo havia deixado para trás três congregações: Filipos, Tessalônica e Beréia.
A ida de Paulo à Macedônia não fora em vão. Paulo tinha certeza que se os cristãos da Macedônia assumissem um compromisso sério com o evangelismo, a obra de Deus poderia prosperar naquela região, o que se confirmou mais tarde. “Por vós soou a Palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou” (1 Ts 1.8).

PAULO EM ATENAS
Após sua chegada em Atenas ainda sentindo as marcas da perseguição que havia enfrentado em Listra, Icônio, Antioquia da Pisídia, Filipos, Tessalônica e Beréia, pela primeira vez Paulo não sofria perseguição ou violência física.

Mas a frieza espiritual dos atenienses e sua indiferença para com a Palavra de Deus, era mais difícil para Paulo que as dificuldades enfrentadas nas cidades acima mencionadas.

Atenas era uma das principais cidades da Grécia, considerada líder nas Artes e na Filosofia. Nela havia os filósofos epicureus que criam que a felicidade e o prazer eram o sumo bem da vida.
Em sua análise, Paulo percebeu que os atenienses eram extremamente idólatras (At 17.16).
Lucas, conta que Paulo via os templos, os altares e as imagens de Atenas, com os olhos de quem foi criado dentro do monoteísmo judaico e do princípio de não fazer imagens, segundo o decálogo.
O que os levou a escrever: “As coisas que os gentios sacrificam, aos demônios as sacrificam, e não a Deus” (1 Co 19.20).

E acrescenta: “Outros mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível ou qualquer outra coisa....” Rm 1.23-25).

Atenas fora para Paulo bem menos encorajadora do que as cidades da Macedônia. Provavelmente, não estava no seu programa quando atravessou o Mar Egeu até à Macedônia, virar para o Sul para a província da Acaia.

Mas ele foi correndo de uma cidade da Macedônia para outra, como se não houvesse lugar para ele naquela província.

Apesar da certeza anterior de que Deus o chamara para pregar o evangelho na Macedônia, sua pregação deixou muitos frutos.

Em Filipos, tinha Lídia e Lucas. Em Tessalônica, Jasom, Aristarco e Secundo. Na Beréia, tinha Sóprato, filho de Pirro.

O EVANGELHO EM CORINTO

                     
 Desde o ano 27 a.C. a cidade de Corinto tinha se tornado a capital da província romana da Acaia e ficava 80 km a Sudoeste de Atenas.

Corinto estava localizada na Costa Ocidental de um ínstmo estreito que ligava a Grécia Setentrional à Meridional. Esta estreita faixa de terra estava na rota marítima entre a Ásia Menor e a Itália.

Corinto oferecia muitas vantagens comerciais e estava situada entre os portos de Cencréia e Lechauem. Paulo chega a Corinto cansado e com o espírito quebrantado, provavelmente pelas experiências  nas cidades anteriores: Listra, Derbe, Icônio, Filipos, Tessalônica, Beréia e Atenas.

Enquanto Atenas era a capital da cultura, Corinto era a capital da depravação e uma das cidades mais devassas da época.

Tinha um porto de forte comércio com muitos marinheiros de diferentes regiões e muitas atrações ao prazer e à licenciosidade.

Ali estava o templo de Afrodite, com mais de mil prostitutas cultuais, que à noite saíam dos templos, infiltrando-se na cidade com suas práticas abomináveis.

A cidade era tão devassa, que o termo “korintianizomai” que significa agir como um Corinto, tinha adquirido o sentido de “cometer fornicação”.

Apesar da condição moral, foi nesta difícil cidade que o apóstolo Paulo organizou uma das maiores igrejas do mundo gentílico.

Paulo chegou na cidade de Corinto por volta  dos anos 50 d.C.
Corinto tinha mais de duzentos e cinquenta mil habitantes livres e quatrocentos mil escravos, segundo relato da Bíblia de King James, na introdução da Carta 1º. Coríntios.

CORINTO SE RENDE À PALAVRA DE DEUS
Quando Paulo chegou em Corinto, Deus já havia providenciado todas as condições necessárias para a evangelização daquela cidade.

A sua chegada em Corinto coincidiu com a saída dos judeus de Roma por um decreto do Imperador Cláudio, expulsando a Colônia Judaica daquela cidade.

Paulo encontrou um casal de judeus expulsos de Roma: Áquila e Priscila, sua esposa. Ele era natural de Ponto, uma província no extremo Norte da Galácia e da Capadócia às margens do Mar Negro, atual Turquia Oriental.

E Priscila era natural de Roma. Tinham uma fábrica de tendas, onde Paulo arrumou emprego para ganhar o seu sustento (At 18.1-2).

Por esse tempo, Silas e Timóteo chegaram da Macedônia (At 18.5) e Deus teve um encontro com Paulo, onde o Senhor lhe fala em visão: “Não temas, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade” (At 18.9-11).
Paulo permaneceu em Corinto, um ano e seis meses.

O EVANGELHO PENETRA NA ALTA SOCIEDADE DE CORINTO
Neste período de tempo, pessoas influentes daquela cidade começaram a aceitar Cristo como Salvador.
A primeira igreja coríntia foi na casa de Tito, o Justo, um dos homens mais nobres daquela cidade, um gentio que aceitou a fé cristã na sinagoga.

Era cidadão romano e pertencia a uma família nobre próxima do Imperador. Acredita-se que ele era Gaio, que Paulo chama de meu hospedeiro (Rm 16.23; At 18.7).

Depois, Jesus salvou Crispo, um dos principais da sinagoga a quem Paulo batizou, com toda sua casa (At 18.8).

Em toda sua vida, Paulo não teve amigos ou ajudantes mais leaIs do que Áquila e Priscila. Mais tarde, quando escreveu sua carta aos romanos diz: “Saudai a Priscila e Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus. Os quais pela minha vida expuseram suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço mas também todas as igrejas dos gentios” (Rm 16.4,5).

                     PAULO SEGUE PARA ÉFESO
Na primavera do ano 52 a.C. Paulo deixa Corinto e com seus amigos Priscila e Áquila, atravessa o mar Egeu e chega à Éfeso (At 18.1-9).

Como de costume, inicialmente visitou a sinagoga e os judeus ficaram tão impressionados com o que Paulo tinha a dizer que pediram para ouvir mais.

Porém Paulo desculpou-se por causa de um compromisso em Jerusalém. Acredita-se que ele devia estar em Jerusalém por ocasião da Festa da Páscoa ou Pentecostes (At 18.21).

Havia se passado mais de dois anos que Paulo tinha partido de Jerusalém junto com Silas.
Assim, embarcou no Porto de Éfeso e viajou aproximadamente mil e trezentos quilômetros até Cesaréia na Palestina, deixando em Éfeso, Priscila e Áquila para continuar a obra que tinha começado.

De Cesaréia ele seguiu um pouco mais de cem quilômetros até Jerusalém. Visitou a igreja mãe e depois seguiu para o Norte até a Antioquia da Síria, sua Igreja de origem, refazendo os contatos com os irmãos e amigos.



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