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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

CONTRARIANDO OS FALSOS PROFETAS - LIÇÃO N.5

 

LIÇÕES EBD-CPAD 4º. TRIMESTRE 2022

Uma abordagem transversalizada e contextualizada com esse novo tempo

Por: Pr. João Barbosa e Miss. Laudicéa Barboza

http://nasendadacruz.blogspot.com

TEMA DO TRIMESTRE: A JUSTIÇA DIVINA – A PREPARAÇÃO DO POVO DE DEUS PARA OS ÚLTIMOS DIAS NO LIVRO DE EZEQUIEL

Lição n.05- Contrariando os Falsos Profetas - 30.10.2022

Ezequiel 13. 1-10

APRESENTAÇÃO

O profetismo foi uma atividade que surgiu logo após a queda do homem. E entre os dez patriarcas antidiluvianos alguns deles exerceram o ofício profético com destaque para Enoque (Jd vs.14,15)- E destes profetizou também Enoque o sétimo depois de Adão dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos para fazer juizo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele. Conforme podemos ver na construção da arca e da maldição sobre o seu filho mais novo Canaã (Gn 9.22,24,25)- E viu Cão, o pai de Canaã, a nudez do seu pai e fê-lo saber a ambos seus irmãos do lado de fora. E despertou Noé do seu vinho e soube o que o seu filho menor lhe fizera. E disse: Maldito seja Canaã, servo dos servos seja aos seus irmãos. Quando Moisés e Arão iam no deserto (Nm 11,25-29), Deus tirou do seu Espírito que estava sobre Moisés e derramou sobre os setenta anciãos os quais profetizaram só naquela ocasião.

DESENVOLVIMENTO: Os profetas são a voz de Deus na terra. É fato que onde há verdadeiros profetas há também falsos profetas, por isso Moisés advertiu o povo sobre o surgimento de falsos profetas mesmo entre os profetas legítimos (Dt 18.18-24). O apóstolo Pedro lembra que, da mesma forma dos profetas enviados por Deus no AT no seio da igreja também haverá de se levantar falsos profetas e falsos mestres (2Pe 1.19-2.1). Há no AT dois casos que podem ser usados como prova da declaração de Pedro: O relato de Zedequias filho de Quenana e sua companhia de profetas que conseguiram impressionar o rei Acabe (1Re 22.5-28; 2Cr 18.4-27), e o de Hananias, um falso profeta que decidiu desafiar o profeta Jeremias, mas se deu mal (Jr 28.1-17). Jeremias profere um duro e longo discurso contra ests falsos profetas que estavam na Babilônia e se comunicavam com os seus colegas em Jerusalém (Jr 29.20-28). Como testemunha independente entre os exilados em Quebar, Ezequiel confirma o testemunho de Jeremias depois do pronunciamento do juízo devino em Jerusalém com seus príncipes e o próprio rei de Judá, quando Ezequiel se dirige nessa passagem contra os falsos profetas. O oráculo do profeta Ezequiel estã dividido em três partes:

A)   A obra dos profetas insensatos (Ez 13.1-7);

B)   O julgamento de Deus sobre os profetas ímpios (Ez 13.8-16);

C)   Maneiras das falsas peofecias (Ez 13.17-22).

O oráculo começa com a introdução profética tradicional indicando a fonte do discurso: A palavra do Senhor veio a mim. Essa palavra é uma ordem para Ezequiel profetizar contra os profetas de Israel (Ez 13.2). Ezequeiel ridiculariza esses mensageiros usando o título de “Profetas”, como eram conhecidos. Essa expressão “Profetas de Israel” só aparece três vezes no AT, e apenas Ezquiel faz uso delas (Ez 13.2,16; 38.17). É um título louvável e de alto nível, no entanto o contexto revela que os profetas tinham traído sua posição de privilégio. O contexto da profecia deixa claro que os destinatários originários destas mensagens são falsos profetas (Ez 13.3-7). Não existe no AT hebraico a expressão “falso profeta”. A diferença entre o verdadeiro e o falso se reconhece pelo contexto ou adjetivo que acompanha a palavra “profeta”. Deus fala deles usando a expressão “meus servos, os profetas” (2Re 9.7; 17.13; Jr 7.25). Moisés, Samuel, Elias e Eliseu são chamados nas Escrituas de “homens de Deus” (Dt 33.1; 1Sm 9.6, 2 Re 4.9). O termo é aplicado a Eliseu vinte e nove vezes, a Moisés sete vezes e a Samuel seis vezes, sem contar o seu emprego aos profetas anônimos (1Sm 2.27; 1Re 20.28; 2Cr 25.7.9). Curiosamente, os mesmos termos hebraicos navi, ‘profeta”, hozeh, “vidente”; usados para os profetas do Deus vivo ou videntes como Samuel, Natã e Gade (1Cr 29.29) são também aplicados aos falsos. È o contexto que vai diferenciar o verdadeiro do falso. A Septuaginta emprega dez vezes a palavra grega pseudoprophretes, “falso profeta” para traduzir “navi” (Jr 6.13;33.7,8,11,16;26.7,8,11,16;34.8; 27.9; 35.1; 28.1; 36.1-8;29.1,8; Zc 13.9) é a mesma palavra usada pelo apóstolo Pedro (2Pe 2.1). A mensagem contra os falsos profetas é porque profetizam o que lhes vem ao coração. Jeremias teve também de profetizar contra os colegas deles em Jereusalém (Jr 23,16). Falar em nome de Javé sem que ele tenha mandado constituia crime em Israel,  e era o que os falsos profetas estavam fazendo. Assim, o ofício que exerciam não era legítimo, pois não eram pessoas qualificadas para o exercício do ministério. Diziam que o seu discurso era a palavra de Javé (Ez 13.6,7) no entanto, eles precisavam ouvir a palavra de Deus (Ez 13.2c). A sentença é reiterada de forma mais enfática: Minha mão sera contra os profetas que tem visões falsas e que advinham mentiras. O emprego antropormófico da “mão de Javé” para o julgamento é frequente em Ezequiel 6.14;14.9,13;16.27.25,7,16,16;35.3. Essa expressão aparece também em Is 5.25;10.4. Usando tal expressão Deus anuncia três tipos de punição: Não entrarão no conselho do meu povo, não serão inscritos nos registros da casa de Israel, nem entrarão na terra de Israel.

CONCLUSÃO: Não serão inscritos nos registros da casa de Israel. Algumas passagens do AT mencionam a existência de um registro dos cidadãos de Israel (Jr 17.13; Ed 2.62; Ne 7.64). Se a palavra profética nessa passagem se referiu a essa lista, significa a exclusão dos falsos profetas da comunidade judaica. No entanto, a Bíblia fala de um livro divino com o nome dos justos. Esse registro pode ser uma lista divina, o livro da vida (Ex 32.32; Sl 69.28;Is 4.3;Dn 12.1;Lc 10.20; Ap 3.5;13.8;17.8;2012,15;21.17). Segundo Feinberg, Ezequiel estava falando de um acordo público na terra com implicações eternas (Lc 10.20; Ap 3,5;20.15). Nem entrarão na terra de Israel com o fim da hegemonia babilônica, Javé se compromete a levar o povo de volta para a terra de Israel depois de setenta anos (Jr 25.11;29.10), mas os falsos profetas e seus descendentes ficarão de fora da comunidade do retorno (Jr 29.32). Eles serão “extirpados”, termo usado por Greenberg.

(Obs. Esse subsídio foi escrito utilizando parte do livro do Pr Esequias Soares comentarista da lição).

Bibliografia

Revista EBD CPAD – Adultos - 4 trimestre 2022– Comentarista Esequias Soares / Livro A Justiça Divina – Esequias Soares & Daniele Soares Edit. CPAD 2022

Novo Comentário Bíblico São Jerônimo – Antigo Testamento-Raymond Brawn  outros Editora Paulus 2007

Israel no Exílio – Uma Interpretação Teológica – Ralph W. Klein – Editora Paulus 2012

Comentário Bíblico Brice – Antigo e Novo Testamento NVI – 2 edição 2012. Editora Vida.

Bíblia de Estudo Pentecostal / Bíblia do Pregador Pentecostal / Bíblia de Estudo Profética Tim Lahaye – Almeida Corrigida Fiel/

Novo Dicionário da Bíblia John Davis Editora Agnus 2005

Enciclopédia Histórico-Teológica da igreja Cristã – Ed Vida Nova - 2009

Todas as profecias da Bíblia – John F. Walvoord – Editora Vida 2012

                         

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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Lição n.04- Quando se vai a Glória de Deus - 23.10.2022 Ezequiel 9.3; 10.4,18,19; 11.22-25

 

LIÇÕES EBD-CPAD 4º. TRIMESTRE 2022

Uma abordagem transversalizada e contextualizada com esse novo tempo

Por: Pr. João Barbosa e Miss. Laudicéa Barboza

http://nasendadacruz.blogspot.com

TEMA DO TRIMESTRE: A JUSTIÇA DIVINA – A PREPARAÇÃO DO POVO DE DEUS PARA OS ÚLTIMOS DIAS NO LIVRO DE EZEQUIEL

Lição n.04- Quando se vai a Glória de Deus - 23.10.2022

Ezequiel 9.3; 10.4,18,19; 11.22-25

 

APRESENTAÇÃO

O AT adverte que qualquer tipo de idolatria é uma usurpação da glória de Deus e uma desonra ao seu nome. Cada vez que Deus se manifesta como nosso Redentor e Senhor, seu nome é glorificado (Sl 79.9; Jr 14.21). Todo ministério de Cristo na terra redundou em glória ao nosso Deus (Jo 14.13; 17.1,4,5). A idolatria exercia um grande fascínio sobre os filhos de Israel; as nações pagãs que circundavam Israel criam que a adoração a vários deuses era superior à adoração a um único Deus. Criam que quanto mais deuses, melhor.  Os deuses pagãos das nações vizinhas de Israel não requeriam o tipo de obediência que o Deus de Israel requeria de seu povo. Muitas religiões pagãs incluiam a imoralidade sexual religiosa no seu cuilto, tendo para isso as prostitutas cultuais. Essa prática, sem dúvida, atraia muito os israelitas. Deus, por sua vez, requeria que o seu povo obedecesse aos altos padrões morais da sua Lei, sem o que, não haveria comunhão com ele.

DESENVOLVIMENTO: Foi por causa da idolatria que a glória de Deus se afastou do templo visto que os israelitas tinham substituído a adoração a Deus pelos ídolos, principalmente Tamuz. O profeta Ezequiel viu a glória de Deus partindo do templo para o monte das Oliveiras, e dali subiu ao céu. E só retornará no fim dos tempos quando for construído o templo milenar. Hoje a glória de Deus não habita em templo feito por mãos de homens. A glória de Deus é o símbolo da sua presença. Quando Moisés terminou a construção do tabernáculo cuja construção foi exigida por Deus quando ele falou a Moisés me façam um tabernáculo e habitarei no meio dos filhos de Israel (Ex 25.8). Quando esse tabernáculo foi concluído e colocado dentro dele todos os móveis conforme as ordenanças do Senhor a nuvem cobriu a tenda da congregação e a glória do Senhor encheu o tabernáculo de maneira que Moisés não podia entrar na tenda da congregação porquanto a nuvem ficava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo. Quando, pois, a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, então os filhos de Israel caminhavam em todas as suas jornadas. Se a nuvem, porém, não se levantava, não caminhavam até o dia em que ela se levantava; porquanto a nuvem do Senhor estava de dia sobre o tabernáculo, e o fogo estava de noite sobre ele, perante os olhos de toda casa de Israel, em todas as suas jornadas. A glória do Senhor é tratada de muitas formas e às vezes é chamada de glória Shekhinah. Essa glória era uma espécie de nuvem muito suave que havia no santo dos santos sobre a tampa da arca do testemunho – o propiciatório. E gravitava entre os rostos dos querubins que estavam sobre a arca. A glória de Deus também se refere à presença de Deus visível entre o seu povo, foi essa glória que os rabinos em tempos posteriores chamaram de Shekhinah. Este nome não encontra-se na Bíblia pois ele pertence ao chamado hebraico talmúdico e significa “morada em”. Comumente era usada entre os judeus para identificar a “presença de Deus”, e, às vezes, esta glória referia-se ao próprio Deus. Moisés viu a Shekhinah de Deus na coluna de nuvem e de fogo (Ex 13.21). Em Ex 29.43, é chamada “minha glória” (Is 60.2). Esta glória cobriu o monte Sinai quando Deus outorgou a Lei (Ex 24,16,17), encheu o tabernáculo (Ex 40.34), guiou Israel no deserto (Ex 40.36-38) e mais tarde encheu o templo de Salomão (2Cr 7.1; 1Re 8.11-13). Mas precisamente, Deus habitava entre os querubins no lugar santíssimo do templo (1Sm 4.4; 2Sm 6.2; Sl 80.1). O profeta Ezequiel viu a glória do Senhor levantar-ser e afastar-se do templo por causa da idolatria que se praticava ali (Ez 10.4,18,19). O equivalente da glória Shekhinah no NT é Jesus Cristo que, como a glória de Deus em carne humana veio habitar entre nós (Jo 1.14). Os pastores de Belém viram a glória do Senhor no nascimento de Cristo (Lc 2.9), os discípulos também viram esta glória na transfiguração de Cristo (Mt 17.2; 2Pe 1.16-18). Estevão também viu esta glória durante o seu martírio (At 7.55) e o apóstolo Paulo também a viu no caminho de Damasco (At 9.3-5).

CONCLUSÃO: A glória de Deus é revelada em Jesus Cristo. Quando o profeta Isaias falou da vinda de Jesus Cristo, profetizou que nele seria revelada a glória de Deus para que toda raça humana pudesse ver a glória de Deus no seu eterno filho (Is 40.5). Tanto o evangelista João como o escritor aos hebreus testifica que Jesus Cristo cumpriu essa profecia (Jo 1.14; Hb 1.3). A glória de Cristo era a mesma glória que ele tinha com o Pai antes da fundação do mundo (Jo 17.5). A glória do seu ministério ultrapassou em muito a glória do AT (2Co 3.7-11). Paulo chama Jesus “o Senhor da glória” (1Co 2.8). E o apóstolo Tiago o chama ”nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória” (Tg 2.1).

 

Bibliografia

Revista EBD CPAD – Adultos - 4 trimestre 2022– Comentarista Esequias Soares

Livro A Justiça Divina – Esequias Soares & Daniele Soares Edit. CPAD 2022

Novo Comentário Bíblico São Jerônimo – Antigo Testamento-Raymond Brawn  outros Editora Paulus 2007

Israel no Exílio – Uma Interpretação Teológica – Ralph W. Klein – Editora Paulus 2012

Comentário Bíblico Brice – Antigo e Novo Testamento NVI – 2 edição 2012. Editora Vida.

Bíblia de Estudo Pentecostal / Bíblia do Pregador Pentecostal / Bíblia de Estudo Profética Tim Lahaye – Almeida Corrigida Fiel/

Novo Dicionário da Bíblia John Davis Editora Agnus 2005

Enciclopédia Histórico-Teológica da igreja Cristã – Ed Vida Nova - 2009

Todas as profecias da Bíblia – John F. Walvoord – Editora Vida 2012

 

 

 

 

 

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JOAO BARBOSA DA SILVA

 

sábado, 15 de outubro de 2022

As Abominações do Templo

 

LIÇÕES EBD-CPAD 4º. TRIMESTRE 2022

Uma abordagem transversalizada e contextualizada com esse novo tempo

Por: Pr. João Barbosa e Miss. Laudicéa Barboza

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TEMA DO TRIMESTRE: A JUSTIÇA DIVINA – A PREPARAÇÃO DO POVO DE DEUS PARA OS ÚLTIMOS DIAS NO LIVRO DE EZEQUIEL

Lição n.03- As Abominações do Templo - 16.10.2022

Ezequiel 8.5,6,9 -12,14,16

 

APRESENTAÇÃO

O livro do profeta Ezequiel é uma profecia que foi anunciada durante o exílio da Babilônia. Os oráculos ditados no livro estão entre 593 a.C. e 571 a.C. escrito na perspectiva do exílio, ele prediz e explica a queda e destruição final de Jerusalém pelos babilônios em 587 a.C. e o futuro do povo de Deus depois desse evento devastador.

O livro em si é formado por quatro partes principais: 1. O chamado e comissionamento do profeta (Ez 1-3). 2. Oráculo de juízo contra Judá e Jerusalém (Ez 4-24). 3. Oráculo de juízo contra as nações (Ez 25-32). 4. Oráculos de restauração para Judá e Israel (Ez 33-48).

 

DESENVOLVIMENTO: O próprio Ezequiel é especificamente chamado no livro de ben-âdâm, uma frase normalmente traduzida por “filho do homem”, mas que literalmente significa “filho de Adão”. Assim como o primeiro Adão recebeu o fôlego da vida (Gn 2.7), também Ezequiel “filho de Adão” recebe infusão do espírito divino. O Espírito Santo levanta Ezequiel do estado prostrado em que ficou diante da visão da espantosa glória de Deus (Ez 2.1,2). Como o primeiro Adão, ele é testado na obediência que gira em torno da questão do comer, embora nesse caso o profeta é ordenado a comer tudo que o Senhor mandar (Ez 2.8).

Ezequiel foi levado em espírito ao portão Norte do templo (cap 8.1-4). Colocado na entrada do páteo, recebeu a ordem de olhar por um buraco que havia na parede. Ali ele viu “todas as formas de répteis e animais abomináveis de todos os ídolos da casa de Israel pintados na parede em todo o redor. Setenta homens dos anciãos da casa de israel com Jasanias filho de Safã que se achava no meio deles, estava em pé diante das pinturas, tendo cada um na mão, o seu incensário, e subia o aroma da nuvem de incenso” (cap 8.10,11). De volta à entrada do portão Norte do templo, Ezequiel viu algumas mulheres que lamentavam por Tamuz, um deus sumério relacionado à vegetação. Os adoradores desse ídolo acreditavam que, quando a seca chegava, no verão, ele morria; mas ressuscitava na primavera seguinte e trazia a chuva (cap 8.14,15). Tamuz era uma divindade da Babilônia que denominavam dumuzi ou duzi, que pode significar ”filho da vida” de onde vem a palavra Tamuz; era adorado em toda a Babilônia, na Assíria, na Fenícia e na Palestina. Deu nome ao quarto mê do ano semítico. Segundo essa lenda pagá, Tamuz era esposo da deusa Istar e rei do mundo inferior, deus das pastagens e patrono dos rebanhos e dos pastores. Ele próprio se denominava pastor. Morria anualmente para de novo aparecer no ano seguinte. Segundo entendiam alguns, o deus Sol Shamash é quem o matava. Como se pode observar, é uma história puramente mitológica. Todavia em seus pormenores simboliza o curso do sol, desde o nascimento ao ocaso, e a morte e o renascer da vegetação.

O profeta Ezequiel, em visão, presenciou, na porta da casa do Senhor que olha para a banda do Norte, umas mulheres que, assentadas, choravam a Adonis ou Tamuz, divindade pagã que havia entrado na Palestina (Ez 8.14),

CONCLUSÃO: Cirilo de Alexandria e Gerônimo identificavam-no com o deus fenício Adonis, com aceitação geral. Diz Gerônimo que os sírios celebravam uma solenidade anual a Adonis no mês de junho. Nesse mês, as mulheres choravam sua morte; depois que voltava a vida entoavam-lhe cânticos. Sabe-se de outras fontes que em Biblos, na Fenícia, existia o centro do culto a Adonis. Celebrava-se a festa anual em sua honra nas vizinhanças do templo de Afrodite no monte Líbano e durava sete dias. Começava pela comemoração do desaparecimento do deus. Enchiam vasilhas de terra com rebentos de trigo, de cevada, de alface e de funcho, a que chamavam jardins de Adonis, e os expunham ao calor do sol. O murchar das plantes simbolizava a morte da mocidade pelo deus-fogo morte. Depois saiam as mulheres à procura do deus Adonis. Finalmente o encontravam em um dos jardins. Este encontro era celebrado com atos de luxúria e cantos. Depositavam a imagem em um esquife, mostrando em seu corpo a ferida que lhe fez o simbólico javali causador da morte do jovem deus. O povo se assentava no chão ao redor do ataúde, rasgavam os vestidos e as mulheres soltavam estrondosas lamentações. Ofereciam sacrifícios ao deu morto e sepultavam o ídolo.

 

 

Bibliografia

Revista EBD CPAD – Adultos - 4 trimestre 2022– Comentarista Esequias Soares

Livro A Justiça Divina – Esequias Soares & Daniele Soares Edit. CPAD 2022

Novo Comentário Bíblico São Jerônimo – Antigo Testamento-Raymond Brawn  outros Editora Paulus 2007

Israel no Exílio – Uma Interpretação Teológica – Ralph W. Klein – Editora Paulus 2012

Comentário Bíblico Brice – Antigo e Novo Testamento NVI – 2 edição 2012. Editora Vida.

Bíblia de Estudo Pentecostal / Bíblia do Pregador Pentecostal / Bíblia de Estudo Profética Tim Lahaye – Almeida Corrigida Fiel/

Novo Dicionário da Bíblia John Davis Editora Agnus 2005

Todas as profecias da Bíblia – John F. Walvoord – Editora Vida 2012

 

 

 

 

 

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JOAO BARBOSA DA SILVA

sábado, 8 de outubro de 2022

Vem o fim

 LIÇÕES EBD-CPAD 4º. TRIMESTRE 2022


Uma abordagem transversalizada e contextualizada com esse novo tempo


Por: Pr. João Barbosa e Miss. Laudicéa Barboza

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TEMA DO TRIMESTRE: A JUSTIÇA DIVINA – A PREPARAÇÃO DO POVO DE DEUS PARA OS


ÚLTIMOS DIAS NO LIVRO DE EZEQUIEL

Lição n.02- Vem o Fim - 09.10.2022


Ezequiel 7.1-10


APRESENTAÇÃO

Neste texto sagrado, o profeta Ezequiel profetiza a chegada do fim para os quatro cantos da terra. Nós

percebemos ao longo da história, que vários reinos e várias civilizações chegaram ao fim e

desapareceram. O fim pode ser também o encerramento de um ciclo e o início de um novo ciclo da vida

humana. Para os salvos em Cristo, o fim desta terra e deste céu atmosférico pode ser o começo de um

novo céu e uma nova terra nos quais habita a justiça (2Pedro 3.10-13).

O juízo divino descrito no discurso profético do capítulo 7 de Ezequiel é endereçado à “terra de Israel”, ou

seja particularmente a seus habitantes, mas, tem implicações globais. Os contemporâneos do profeta

Ezequiel na Babilônia, e até mesmo em Jerusalém recusaram a mensagem dos profetas, principalmente

de Ezequiel e Jeremias, por não acreditarem que Javé permitisse que os ímpios conquistasse a cidade e

destruísse o templo.

DESENVOLVIMENTO

Embora o profeta Ezequiel estivesse no exílio, longe de Jerusalém e do templo, ele recebeu uma gloriosa

visão da magestade divina. Em particular, ele viu “quatro seres viventes” (Ez 1.5), semelhantes ao homem,

mas, com quatro rostos. O primeiro era de um homem; o segundo, de um leão; o terceiro, de um boi; e o

quarto, de uma águia. Os teólogos diferem quanto à interpretação desta passagem, mas parece razoável

entender o rosto humano como uma indicação da inteligência; o do leão como demonstração da

autoridade; o do boi, uma representação da força; e o da águia, a mais nobre das aves, uma referência à

nobreza. Apesar das mensagens concedidas a Ezequiel variarem, elas tinham o propósito de representar

a glória de Deus mencionada várias vezes no livro. (Ez 1.28; 3.12,23; 8.4; 9.3; 10.4,18, 19; 11.22,23;

30.21; 43.2,4,5; 44.4).

Depois dessas gloriosas revelações, o profeta Ezequiel caiu prostrado com o rosto em terra e ouviu a voz

de um ser mencionado no cap 1.25. Embora o profeta Ezequiel fosse sacerdote por meio de sua linhagem

humana ele recebeu a vocação especial para ser um profeta de Deus. Foi-lhe dito que seria enviado a um

povo duro e obstinado cap.2.4. Ele recebeu a missão de entregar-lhes a mensagem, que ouvissem ou que

deixassem de ouvir cap 2.7. Recebeu também um rolo que, estendido, continha “lamentações, suspiros e

ais” cap.2.10.

No cap 6.1-14 do livro do profeta Ezequiel, Deus predisse a destruição desses montes de Israel, bem

como dos ribeiros e vales (Ez 6.1-3). Os judeus deveriam adorar no templo em Jerusalém, mas a idolatria

pagã fizera com que eles construíssem altares nos autos, por toda a terra. O Senhor predisse que tais

monumentos seriam feitos em pedaços, que os cadáveres dos israelitas mortos seriam espalhados em

frente aos seus ídolos e suas cidades seriam destruídas cap 6.5-7. Quando estivessem numa terra

distante, os que escapassem se lembrariam da razão pela qual o Senhor julgou a Israel, e a nação

conheceria o poder de Deus cap 6.8-10.

Por causa de seus pecados, o país ficaria desolado cap 6.11-14. E se cumpriu no exílio babilônico (2Cr

36.11-15). Deus fora clemente com Israel por muitos anos, mas a sua paciência chegara ao fim. Ele

descarregaria sobre o povo a sua ira e não mais o pouparia cap 7.1-4. Por toda Canaã haveria pânico,

quando o dia da ira de Deus fosse derramada sobre ela. Israel saberia que era o Senhor quem o punia cap

7.5-9. O dia de seu juízo chegára, semelhante ao momento em que a flor desabrocha plenamente,

Ninguém possuiria a terra, nem o vendedor nem o comprador cap 7.11-14. No tempo da destruição os

israelitas vestiriam panos de saco, raspariam as cabeças e jogariam pelas ruas os seus tesouros de ouro e

de prata cap 7.15-20. Seus despojos seriam para os saqueadores, que tomariam toda a sua riqueza e

profanariam seu lugar sagrado cap 7.22. A tristeza e a destruição se estenderiam a todo povo. Deus faria

que não apenas os reis e príncipes se lamentassem, mas toda nação fosse tomada de terror cap 7.23-27.

Tudo isso se cumpriu no exílio babilônico. Quando chegar a vez do sofrimento de Judá, a destruição será


2


completa. A última parte do ver 10 e a primeira parte do ver 11 foram traduzidas da seguinte forma: “A

arrogância floresceu. A insolência brotou. A violência tomou a forma de um rebento de maldade”. Nada de

importante ou de extraordinário será deixado pelo rei da Babilônia em toda a terra.

CONCLUSÃO: A palavra “fim” possui vários significados em nossa língua portuguesa. Em sua acepção

clássica, fim significa termo, remate ou conclusão de alguma coisa. Porém, fim pode significar também um

propósito, um alvo, um tempo, ou conclusão de alguma coisa. Sabemos que no passado remoto, um

dilúvio universal veio sobre os quatro cantos da terra e pôs fim a uma civilização inteira por causa da

corrupção do gênero humano. Porém, Deus, por sua infinita graça e misericórdia, proveu uma arca por

causa de Noé e sua família (Gn 7.1). Da mesma forma quando o fim chegar aos quatro cantos desta terra,

Deus proverá um lugar seguro para o povo salvo que aceitou Jesus como Salvador, que desfrutará de um

novo céu e uma nova terra (Is 65.17; 66.22; Ap 21.1)


Bibliografia

Revista EBD CPAD – Adultos - 4 trimestre 2022– Comentarista Esequias Soares

Livro A Justiça Divina – Esequias Soares & Daniele Soares Edit. CPAD 2022

Novo Comentário Bíblico São Jerônimo – Antigo Testamento-Raymond Brawn outros Editora Paulus 2007

Israel no Exílio – Uma Interpretação Teológica – Ralph W. Klein – Editora Paulus 2012

Comentário Bíblico Brice – Antigo e Novo Testamento NVI – 2 edição 2012. Editora Vida.

Bíblia de Estudo Pentecostal / Bíblia do Pregador Pentecostal / Bíblia de Estudo Profética Tim Lahaye – Almeida Corrigida Fiel/

Todas as profecias da Bíblia – John F. Walvoord – Editora Vida 2012


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terça-feira, 4 de outubro de 2022

Ezequiel o Atalaia de Deus

 LIÇÕES EBD-CPAD 4º. TRIMESTRE 2022

Uma abordagem transversalizada e contextualizada com esse novo tempo

Por: Pr. João Barbosa e Miss. Laudicéa Barboza

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TEMA DO TRIMESTRE: A JUSTIÇA DIVINA – A PREPARAÇÃO DO POVO DE DEUS PARA OS ÚLTIMOS DIAS NO LIVRO DE EZEQUIEL

Lição n.01- Ezequiel o Atalaia de Deus - 02.10.2022

Ezequiel 3.16-21,27

APRESENTAÇÃO: Ezequiel significa “força de Deus” ou “fortalecido por Deus”. Este é um nome adequado para um homem piedoso, de forte caráter, particularmente à luz das dificuldades que teve ele de enfrentar durante sua vida e ministério. Ezequiel era um sacerdote, chamado por Deus ao ministério profético com trinta anos de idade passando também a exercer seu ministério sacerdotal segundo a lei de Moisés. Da idade de trinta anos para cima até os cinquenta anos serão todo aquele que entrar neste serviço, para fazer o trabalho da congregação (Nm 4.3).

DESENVOLVIMENTO

Ele foi levado cativo para a Babilonia na segunda deportação por Nabucodonozor; embora o rei da Babilônia não entendesse os mistérios de Deus, ao enviar o profeta para viver entre os cativos de Judá junto ao rio Quebar, cumpria um proósito de Deus a fim de que o seu povo fosse assistido mesmo no exílio. Ao mesmo tempo Deus permitiu que Nabucodonozor deixasse em Jerusalém entre os nãos deportados, Jeremias – que também era sacerdote e profeta. Na primeira deportação o rei levou também Daniel acompanhado dos seus companheiros Ananias, Mizael e Azarias todos de linhagem nobre para viverem no palácio real onde Deus chamou Daniel para exercer o ministério profético dentro do palácio do rei. Dessa forma vemos que Deus deixou um sacerdote e profeta entre os cativos de Judá junto ao rio Quebar, província da Babilônia, um sacerdote e profeta em Jerusalém para assistir os que não foram deportados – Jeremias, e levou Daniel para o palácio real onde o chamou para o ministério profético, de forma tal que o cuidado de Deus era manifesto ao seu povo onde eles estivessem como atalaias de Deus. (Ez 1.1-3; Dn 1.4-6,8; Jr 1.1-5).

Ezequiel 33:1–9 explica o papel e a importância de um atalaia. O Senhor chama profetas, outros líderes da Igreja e do sacerdócio, e os pais para que sejam atalaias para Seu povo. A ação do atalaia é direcionada tanto para justos como para injustos. Como atalaia, Ezequiel alertou sobre o futuro juízo de Jerusalém. O profeta não só lida com Jerusalém e Judá antes da destruição do templo, mas também profetiza contra as nações vizinhas: Amom, Moabe, Edom, Filistia, Tiro, Sidom, Babilônia e Egito. Castigos contra essas nações agora estão registrados nos livros de história (Ez 25 – 32). O livro de Ezequiel contem profecias concernentes aos judeus de hoje. No livro estão as profecias sobre a restauração da terra, da cidade, do templo e da glória do Senhor no meio de Israel. Ezequiel também é relevante para os cristãos, pois é por meio deste livro que Deus revela parte do seu plano para consumar a história no vindouro “dia do Senhor” e no mundo glorioso do futuro (Ez 33.7). “A ti, pois, ó Filho do Homem, te constitui por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lha anunciarás da minha parte”. Este poderoso profeta obtinha sua força de quatro fontes: Primeiro, das visões de Deus e seu trono, que eram espantosas e motivadoras. Segundo, “a Palavra do Senhor” mencionada cinquenta vezes vinha até ele. Além disso, “a mão do Senhor” (ocorre sete vezes) e “o Espírito de Deus” (mencionado 26 vezes) o fortalecia.

Ezequiel é classificado juntamente com Daniel e Zacarias, no AT, e com Apocalipse, no NT, como um dos livros de maior conteúdo apocalíptico da Bíblia. Não é sem razão que o livro de Apocalipse faz alusão a Ezequiel sessenta e quatro vezes. No clímax do livro, está a descrição de um templo glorioso (Ez 40-48). Alguns acham que esta é uma representação simbólica de um centro de adoração ideal e que nada tem a ver com os grandes templos espalhados pelo mundo afora.

O atalaia é uma pessoa que está encarregada de vigiar determinada área. Nesse caso, é sinônimo de sentinela ou vigia. “Ficar de atalaia” é uma expressão que indica o ato de ficar de guarda, à espreita, vigilante e atento a algo que possa estar para acontecer ou alguém que possa estar se aproximando. No caso, o atalaia de Cristo é uma pessoa encarregada de proclamar ao mundo que algo grandioso está para acontecer e que o dia da volta do Senhor está se aproximando. Cada cristão é um atalaia incumbido de levar as pessoas a Cristo, a fim de escaparem dos juízos que virá sobre a humanidade pecadora. Em 2Re 9.17, é dito que “o atalaia estava na torre de Jezrreel, e viu atropa de Jeu que vinha, e disse: vejo uma tropa... “ A função principal do atalaia era alertar todos sobre a aproximação do inimigo; alertá-los do perigo! O profeta Isaias escreveu: “Porque assim me disse o Senhor: vai, e põe uma sentinela, e ela que diga o que vir”. O atalaia precisa anunciar o que está vendo! Em Is 21.8, o profeta Isaias ainda disse: “E clamou como um leão: Senhor, sobre a torre de vigia estou em pé continuamente de dia, e de guarda me ponho noites inteiras”. O atalaia nunca poderá ser omisso.

CONCLUSÃO: Deus levantou profetas desde Moisés como Samuel, Natã, Elias, Eliseu, Isaias, Jeremias, Ezequiel, Daniel e tantos outros como grandes atalaias (Lc 24.44). No NT ele dá uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores. Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos a unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente. (Ef 4.11-14). Além de tantos outros pregadores que Deus tem levantado como atalaias sobre a nova aliança hoje, Deus ainda levanta atalaias para alertar o mundo sobre a iminente volta do Senhor Jesus Cristo para arrebatar a sua igreja (2Pe 3.1-7).

 

Bibliografia

Revista EBD CPAD – Adultos - 4 trimestre 2022– Comentarista Esequias Soares

Novo Comentário Bíblico São Jerônimo – Antigo Testamento-Raymond Brawn  outros Editora Paulus 2007

Israel no Exílio – Uma Interpretação Teológica – Ralph W. Klein – Editora Paulus 2012

Comentário Bíblico Brice – Antigo e Novo Testamento NVI – 2 edição 2012. Editora Vida.

Bíblia de Estudo Pentecostal / Bíblia do Pregador Pentecostal / Bíblia de Estudo Profética Tim Lahaye – Almeida Corrigida Fiel


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JOAO BARBOSA DA SILVA