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sábado, 28 de março de 2015

Lição 13 – A Igreja e a Lei de Deus - 29.03.2015


Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
1º. Trimestre / 2015
                                             Mateus 5.17-20; Romanos 7.7-12    

Reflexão: “Anulamos, pois, a lei pela fé. De maneira nenhuma, Antes, estabelecemos a lei”. (Rm 3.31).

A lei e o evangelho se completam. A lei de Deus e os Dez Mandamentos não são a mesma coisa. 

Os Dez Mandamentos  encabeçam os demais preceitos entregues por Deus a Moisés no monte Sinai desde Êxodo 19.16-19, até Levítico 26.46; 27.34.

Esses preceitos são identificados com frequência como estatutos, juízos, leis e mandamentos.

Muitos deles são repetidos nos livros de Números e Deuteronômio. Todo esse sistema legal integra o Pentateuco, que aparece na Bíblia como lei, livro da lei, lei de Moisés, lei de Deus, lei do Senhor.

As expressões “lei de Deus”, “lei do Senhor” e “lei de Moisés”, dizem respeito a mesma coisa (Ne 8.1,8, 18; Lc 2.22,23).

Trata-se do Pentateuco no seu todo, e não apenas do Decálogo, do livro, e não das tábuas de pedra.

OS TRÊS TIPOS DE LEI – É comum ouvir falar de lei moral, lei cerimonial e lei civil. A lei moral de Deus é resumida nos Dez Mandamentos, (o Decálogo). 

Os preceitos morais estão resumidos nos Dez Mandamentos. São os que tratam dos princípios básicos morais.

Os Dez Mandamentos é a única porção do Pentateuco escrita pelo dedo de Deus em duas tábuas de pedra. A própria nação de Israel ouviu Deus entregando essa parte da lei a Moisés. Essa é uma característica distintiva do Decálogo.

A lei cerimonial é a parte que trata das festividades religiosas, do sistema de sacrifício e da adoração no santuário, dos alimentos limpos e imundos e das instruções sobre a pureza ritual, entre outros.

A lei civil diz respeito à responsabilidade do israelita como cidadão, são regulamentos jurídicos e instruções que regiam a nação de Israel.

Embora essa distinção tripartite seja antiga, seu uso como fundamento para explicar a relação entre os testamentos não é demonstravelmente derivada do NT.

Os preceitos cerimoniais e civis derivam dos preceitos morais. Esses três tipos de leis estão presentes no Pentateuco, entretanto, tudo é a lei de Moisés.

O Senhor Jesus cumpriu todos os preceitos morais durante sua vida terrena. Em nenhum lugar do NT diz que a lei moral se resume em amar a Deus e ao próximo, mas abrange toda a lei: “Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mt 22.40).

O apóstolo Paulo afirma: “Porque quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.8). Em seguida ele cita cinco mandamentos do Decálogo, mas não na sequência canônica, e depois volta a enfatizar que “o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13.10).

RESUMO DOS DEZ MANDAMENTOS – O Decálogo é o documento primário que governa a aliança de Deus com Israel no mente Sinai.

Tal como documentos de aliança secular, ele serve como a mais alta lei. Por isso Deus ordena que seja posto na parte mais santa de seu santuário “ao lado da arca do Senhor” (Dt 31.26).

Se Israel obedecesse a essas leis seria abençoado; caso contrário, seria amaldiçoado.
O documento começa com o nome do Senhor, Yahweh. Ele se identifica como o cabeça da aliança, e, especificamente, como o autor do documento.

Visto que essas são as palavras de Deus, elas têm autoridade absoluta. O nome de Deus também o identifica como aquele que “te tirei da terra do Egito, da casa da servidão (Ex 20.2).

A aliança é lei, mas começa com graça redentora. Deus escolheu Israel entre todas as nações, para ser seu povo especial, não devido ao seu tamanho (Dt 7.7) ou sua justiça (Dt 9.5,6), mas simplesmente devido ao seu amor por eles.

Esse amor o motivou a redimi-los da escravidão.  Eles devem obedecer a ele por gratidão a esse livramento.

Nós que temos um livramento ainda maior de todos os nossos pecados por meio de Cristo, também obedecemos por gratidão, não para merecer nossa entrada no céu.

Os primeiros quatro mandamentos se concentram no nosso relacionamento com Deus; os últimos seis, nos nossos relacionamentos uns com os outros.

Porém, nossas obrigações para com Deus têm implicações para nossos relacionamentos com nossos companheiros, e nós cumprimos nossas obrigações com eles devido à nossa lealdade com Deus.

Por exemplo, quem não tem outros deuses diante do Senhor (o primeiro mandamento) deve buscar trazer seus companheiros também para debaixo da influência exclusiva de Yahweh. Assim também, honrar nossos pais (quinto mandamento) inclui honrar nosso Pai celestial.

Visto que Jesus é Yahweh encarnado, a fonte da nossa redenção final, guardamos os mandamentos por causa dele. Adoramos apenas no seu nome (primeiro mandamento; Jo 14.6), consideramos que ele é a única imagem de Deus digna de adoração (segundo mandamento Hb 1.3), e assim por diante.

Os mandamentos têm tanto um sentido restrito, quanto amplo. Cada um se concentra numa área particular da vida humana, mas também cada um serve como uma perspectiva sobre todo o pecado e toda a retidão:

1. O primeiro mandamento nos ensina a adorar apenas a Yahweh. De modo mais amplo, ele nos ensina que nada é mais importante que ele em qualquer área da vida humana. De maneira particular, convoca-nos a honrar Jesus como rei, como indivíduos e em sociedade.

2. O segundo mandamento nos proíbe de fazer ídolos como objetos de adoração. De modo amplo, ensina-nos a viver exclusivamente pela revelação de Deus em tudo o que fazemos, especialmente sua revelação em Jesus, a imagem final de Deus.

3.O terceiro mandamento nos ensina a não usar o nome de Deus de maneira irreverente ou falsa. Mais precisamente ele nos proíbe de usar incorretamente qualquer coisa na revelação de Deus, ou seja, em todo o mundo.
Devemos especialmente honrar o nome de Jesus, que está acima de todo nome.

4. O quarto mandamento nos ordena a observarmos um dia em sete como um dia santo para Deus.Em geral ele nos ordena a usar todo o nosso tempo para sua glória e a buscar a plenitude do seu descanso redentor em Cristo.

5. O quinto mandamento nos ordena a honrar nossos pais. De modo mais amplo, ele nos a honrar todas as autoridades que Deus tiver ordenado, incluindo o próprio Deus e Jesus como rei.

6. O sexto mandamento nos ordena a não tirarmos vidas humanas inocentes. Ele nos ensina a honrar o Senhor da vida e a levar a todos a sua promessa de vida eterna.

7. O sétimo mandamento nos ordena a respeitarmos o leito matrimonial. Objetivamente ele nos convoca a sermos fiéis a Deus como nosso santo marido, e a Jesus como noivo da igreja.

8. O oitavo mandamento nos ordena a não tomarmos o que pertence a outros. Ele nos adverte contra tomarmos para nós mesmos o que pertence apenas a Deus.

9. O nono mandamento nos proíbe de distorcermos a verdade para ferir um próximo. Ele nos convoca a sermos testemunhas de Jesus, a verdadeira testemunha.

10. O décimo mandamento nos ordena a não desejarmos nada contrário à vontade de Deus. De modo mais amplo, ele nos ensina que todo os pecados começam nos desejos do coração.

Fonte de pesquisa:
SOARES Esequias – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 1tri 2015
SOARES Esequias. Os Dez Mandamentos – Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Outubro / 014
REIFLER, Hans Ulrich. A Ética dos Dez Mandamentos. Soc. Rel. Edições Vida Nova. SPaulo, 1992
GEISLER Norman l. Ética Cristã – Opções e questões contemporâneas. Edit. Vida Nova. SPaulo, 2010
ALEXANDER T. Desmond e ROSNER Brian S. Novo Dicionário de Teologia Bíblica. Edit. Vida. SPaulo, 2009
FRAME. John M. A Doutrina da Vida Cristã. Edit. Cultura Cristã. SPaulo, 2012
PORTELA, Solano. A Lei de Deus Hoje. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000
KEVAN, Ernest. A Lei Moral. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000


sábado, 21 de março de 2015

O QUE É O DEPARTAMENTO INFANTO JUVENIL DA IGREJA


Por Laudicéa Barboza
EBD - TEMPLO CENTRAL DA COMADALPE

 É competência do Departamento Infanto-Juvenil oferecer subsídios aos líderes para que se cumpra a formação doutrinária e a espiritual das crianças, de forma a também preservar a identidade da Igreja a que pertence (Evangélica Assembleia de Deus).
No desenvolvimento de crianças é importante se levar em conta o desenvolvimento físico, o cognitivo (inteligência) e o emocional, considerando também a importância da interação familiar. Como a aprendizagem se processa em distintas fases, para que aconteça com eficácia é conveniente atentarmos para a forma como os psicopedagogos distribuem esse seguimento infanto-juvenil:
Berçário 1 – 0 a 11 meses / Berçário 2 – 01 e 2 anos / Maternal 3 e 4 anos / Jardim de Infância 5 e 6 anos / Primários 7 e 8 anos / Juniores 9 e 10 anos / Pré-Adolescentes 11 e 12 anos / Adolescentes 13 e 14 anos / Juvenis 15 a 17 anos. “Semear a Palavra de Deus nos corações infanto-juvenis (0 a 17 anos), regar, cuidar e deixar florescer para que dê frutos; frutos da Salvação” – Essa é a nossa missão de forma conjunta onde quer que eles se situem:
Na Escola Bíblica Dominical, seguindo um Currículo Temático (CPAD) para conhecimento da Bíblia através de narrativas para os infantis até 10 anos e contextualização de assuntos e temáticas relevantes da Bíblia, transversalizados com o contexto hodierno do mundo que rodeia os Pré-adolescente, Adolescentes e Juvenis de acordo com as necessidades de cada faixa etária.
No Círculo de Oração Infantil com oração, ensinando a estes iniciantes do caminho para o Céu a como se relacionar com o seu Salvador, aprendendo a ser fiel a Ele, conhecer e viver de acordo com a sua vontade pelo Discipulado na aprendizagem das doutrinas bíblicas.
No Culto Infantil desenvolvendo louvor, adoração e gratidão a Deus pela salvação bem como levando o plano da salvação àqueles que estão à margem do caminho necessitando uma conversão para ingressar no serviço cristão.
No DEJEADALPE com interação social e crescimento espiritual tornando-os capazes de assumir a sua opção por Cristo e adotar o perfil de um verdadeiro cristão na igreja, em casa, na rua, na escola, no trabalho e onde quer que vá glorificando e dando testemunho de sua salvação, ajudando a si próprio e a todos quantos o seguirem pelos caminhos da vida afora.
Concluindo esta apresentação analítica, pode-se entender a necessidade de articulação conjunta entre os citados trabalhos oferecidos por nossa igreja com o apoio e entrelaçamento das respectivas lideranças, afim de que o processo educacional cristão de nossos infanto-juvenis seja efetivo, completo e produza frutos durante toda a sua vida.

A educadora cristã Sherron K. George diz: “A Educação Cristã facilita, promove, gera, guia, acompanha e estimula o desenvolvimento das pessoas, do nascimento até a maturidade e à morte”. Se plantarmos, hoje, a sementinha de amor no coração delas, veremos, amanhã, quando adolescentes, jovens, e adultos o caminho que seguirão. Que Deus esteja, a cada dia, abençoando e capacitando-nos ao maravilhoso trabalho de Semear a sua Palavra no coração dos nossos Infanto-Juvenis de mãos dadas e corações abertos em cooperação, humildade, amor e união para a glória do Senhor nosso Deus. A Ele seja toda glória e honras para sempre, amém.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Lição 12 – Não Cobiçarás - 22.03.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
1º. Trimestre / 2015
                                             Exodo 20.17; 1 Re 21.1-5,9,10,15,16    

Reflexão: “De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem a veste”. (At 20.33).

A cobiça pode ser definida como o desejo desordenado de adquirir coisas, posição social, fama, proeminência secular ou religiosa, etc. Pode incluir a tentativa de apossar-se do que pertence ao próximo.

A cobiça dá origem a uma infinidade de males, promove a alienação de Deus, a opressão e a crueldade contra o próximo a traição e as manipulações e desonestidades de todas espécies.

A cobiça é um dos principais fatores por traz de todas as guerras. Os indivíduos e os grupos mostram-se cobiçosos.

As nações incorporam o princípio da cobiça em suas leis. Os hebreus condenavam esse pecado, que aparece como um dos dez mandamentos.

Aparece em Êxodo 20.17 – A mensagem é que coisa alguma pertencente a outrem seja desejado.

Quase sempre o desejo desordenado da cobiça provoca alguma ação para que o cobiçoso adquira o que quer, ou para que persiga o possuidor do objeto ou da pessoa cobiçados.

O NT condena também a cobiça. Os cobiçosos anelam por ter mais dinheiro (At 20.33; 1Tm 6.9; Rm 7.7).

A cobiça pode expressar-se sob forma de violência (2Co 2.11; 7,2). Mas Jesus repudiou o espírito ganancioso (Mt 7.22).

A cobiça é alistada entre os pecados frisados por Paulo em Ef 4.19.

A cobiça é uma forma de auto adoração que expulsa Deus da vida do homem (Ef 5.5; Cl 3.5). Ela aparece na lista dos vícios dos povos pagãos em Rm 1.29.

Apesar de não ser especificamente alistada entre as obras da carne, em Gl 5.19-21, a cobiça é uma das causas de várias daquelas obras carnais.

Como o adultério, o ódio, as dissensões, a beligerância, etc., devendo ser incluída entre as tais coisas que Paulo mencionou e que não permitem que uma pessoa chegue ao reino de Deus (Gl 5.21).

Existem três palavras gregas que traduzem a ideia de cobiça. Uma é pleonexia, que significa o desejo incontrolável de possuir o mundo e seus bens materiais, poder, influência e prestígio. 

Outra palavra é philarguria, que significa amor desordenado pelo mundo. Este termo expressa que o mundo é o objeto da cobiça, o ídolo do qual o homem cobiçoso não se pode separar.

A terceira palavra grega no NT é ephitumia, que pode ser traduzida por cobiça, intenção impura, ambição, desejo intenso, desejo ardente, aspiração.

O mandamento não cobiçaras, se distingue dos outros nove por se tratar da motivação, e não do ato. Assim, é possível violar esse preceito sem que haja comprovação concreta.

É o décimo mandamento que golpeia a raiz do pecado, o coração pecaminoso e o desejo perverso.

O Senhor Jesus disse que é do mais íntimo do ser humano que procede todo o tipo de pecado: “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” (Mc 7.21-23).

Essas palavras mostram a verdadeira realidade:  o que o ser humano realmente é, isso afeta o que ele diz (Mt 12.34,35). Toda ação humana começa no seu coração (Tg 1.14.15).

O décimo mandamento era o recurso divino para o israelita se proteger de não violar nenhum dos mandamentos do Decálogo.

Mas, na graça, somos guiados pelo Espírito Santo, o qual controla os nossos desejos.
Assim, o preceito aqui em foco foi adaptado pela graça. Cabe a cada um vigiar e orar para não entrar pelo caminho da cobiça.

Jesus disse: “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer um não consiste na abundância do que possui” (Lc 12.15).

A avareza é o apego demasiado e sórdido ao dinheiro, é o desejo de adquirir e acumular riquezas. Desse modo, os bens materiais se transformam em deus para os tais avarentos.

A Bíblia afirma que a avareza é idolatria (Cl 3.5). A avareza e a cobiça caminham juntas. Ambas são impróprias para quem busca o reino de Deus (1Tm 6.9,10).

A vontade de Deus expressa nesse último mandamento do Decálogo é que haja pleno contentamento com aquilo que temos e com a nossa condição (Lc 3.14; 1 Tm 6.6).

Os relatos bíblicos estão cheios de cobiças destruidoras, a começar pelo primeiro casal: “E vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela” (Gn 3.6).

Aqui se expressa o que afirma exatamente o NT: “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1Jo 2.16).

Os irmãos de José desejavam a posição dele no coração de seu pai Jacó (Gn 37.4).

A cobiça causou a ruína de Acã; “Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos ciclos de prata e, uma cunha de ouro do peso de cinquenta ciclos, cobicei-os e tomei-os, e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata, debaixo dela” (Js 7.21).

O rei Acabe cobiçou a vinha de Nabote e isso resultou num escândalo nacional que levou ruína à casa real (1Re 21.1-16).

Ele e sua esposa, Jezabel, violaram o sexto mandamento: “Não matarás”; o oitavo “Não furtarás”; o nono: “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo”; e o décimo: Não cobiçarás”.

Dois outros casos de cobiça aconteceram na casa de Davi: seu filho Amnom violentou a própria irmã, Tamar, movido pela lascívia (2Sm 13.15).

E Absalão desejou ocupar o trono de seu pai enquanto Davi ainda era vivo e reinava em Israel (2Sm 15.16).

No NT encontramos Ananias e Safira, que desejavam prestígio na igreja, mas tentaram consegui-lo de maneira pecaminosa (At 5.1-11).

Simão Mago, de Samaria, tentou comprar os dons de Deus com dinheiro, pois almejava poderes sobrenaturais para ostentação pessoal (At 8.18).

Deus proíbe a cobiça de todo tipo, quando fala da casa do vizinho, de sua esposa, servo, boi, jumento ou de qualquer coisa que lhe pertença (Ex 20.17).

Todo ser humano tem desejos e vontades, e não existe nenhum mal nisso. O que o décimo mandamento proíbe é a ambição, o desejo ardente de possuir a todo custo o que pertence aos outros.

A conduta do cristão deve ser a de se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram (Rm 12.15).

Ninguém deve ser dominado pela inveja (Gl 5.26; Tg 4.14-16)., nem alimentar o sentimento de tristeza pelo sucesso alheio (Ne 2.10; Sl 112.9, 10).


Glorifiquemos a Deus pelo sucesso do nosso irmão, e certamente, seremos abençoados também, a nosso tempo (Ec 3.1-8).

Fonte de pesquisa:
SOARES Esequias – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 1tri 2015
SOARES Esequias. Os Dez Mandamentos – Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Outubro / 014
REIFLER, Hans Ulrich. A Ética dos Dez Mandamentos. Soc. Rel. Edições Vida Nova. SPaulo, 1992
GEISLER Norman l. Ética Cristã – Opções e questões contemporâneas. Edit. Vida Nova. SPaulo, 2010
ALEXANDER T. Desmond e ROSNER Brian S. Novo Dicionário de Teologia Bíblica. Edit. Vida. SPaulo, 2009
PORTELA, Solano. A Lei de Deus Hoje. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000
KEVAN, Ernest. A Lei Moral. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000 

quarta-feira, 11 de março de 2015

Lição 11 – Não Darás Falso Testemunho - 15.03.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
1º. Trimestre / 2015
                                             Exodo 20.16; Dt 19.15-20    

Reflexão: “Não admitirás falso rumor e não porás a tua mão com o ímpio, para seres testemunha falsa”. (Ex 23.1).


O nono mandamento protege o nome e a reputação do próximo. Ninguém deve fazer declarações falsas a respeito do caráter ou dos atos de outra pessoa.

Devemos falar de modo justo e honesto a respeito de quem quer que seja. ( Jo 8.44; 2 Co 12.20). Este mandamento inclui também a mentira em geral (Pv 14.5; Ef 4.25; Cl 3.9).

A proteção da honra humana é fundamental para a convivência social de qualquer comunidade ou nação.

Nenhum homem deseja que a sua reputação ou o bom nome de sua família sejam atingidos. A honra, talvez, seja a parte mais sensível do ser humano. O nono mandamento trata da proteção desta área pessoal.

O problema da mentira é tão antigo como a história da humanidade. Já no jardim do Éden, Satanás usa uma pergunta falsa para arruinar o homem: “será que Deus disse?” (Gn 3.1).

A mentira é portanto, uma declaração falsa que tem a intenção de enganar o próximo. Um exemplo clássico está em Juízes 16.10,13, quando Sansão mente três vezes para Dalila,

João Calvino descreve o teor e a aplicação principal deste mandamento com as solenes palavras: “Seu propósito: visto que Deus, que é a verdade, abomina a mentira, entre nós a verdade deve ser cultivada sem dissimulação.

A síntese, portanto, será que não prejudiquemos o nome de alguém ou com calúnias e incriminações falsas, ou, pela mentira o agravemos em seu patrimônio; enfim, não façamos mal a quem quer que seja pelo desenfreamento da maledicência e da mordacidade.

Esse mandamento se refere  ao dever de ajudar o próximo, garantindo-lhe o direito de ter honra e boa reputação, deixando ser justo o que é justo.

Caluniar o próximo é injusto e vergonhoso, portanto, ninguém deve causar dano ao próximo com a língua, quer se trate de amigo, quer de inimigo, nem deve falar mal dele, pouco importa se é verdade ou mentira.

Cumpre, ao contrário, fazer uso da língua para falar o melhor a respeito de todos, encobrir suas fragilidades, escusá-los e os embelezar e velar por sua honra.

Múltiplas são as facetas do pecado contra a honra do próximo: desrespeito, resposta evasiva (Gn 4.9), engano proposital ou falsidade deliberada (Gn 27.19), ambiguidade,
mordacidade, maledicência, injúria, ofensa, insulto, ódio, calúnia, detração, crítica desastrosa, murmuração, falsidade, malícia, logro (At 5.1-10), mexerico, zombaria, raiva.

Toda manifestação de mentira provém do coração enganoso (Jr 17.9), que evidencia o desrespeito e o desprezo em nossos pensamentos e desejos íntimos.

A Bíblia coloca a verdade entre os valores mais elevados. Satanás é visto como o grande mentiroso, o pai da mentira, que jamais se firmou na verdade (Jo8.44).

O AT condena a mentira na medida em que ela contradiz e destrói a comunhão baseada na fidelidade que o homem deve a Deus e a seus irmãos.

Enquanto Èxodo 20.16 e Deuteronômio 5.20 formulam: “Não dirás falso testemunho” ou “não serás testemunha falsa contra o teu próximo”, provavelmente referindo-se aos tribunais de justiça, Êxodo 23.1 refere-se às notícias falsas em geral, espalhadas fora dos tribunais.

Levítico aplica esse mandamento à mentira, (19.11), ao mexerico (19.16). Percebe-se que Deus reprime a falsidade, a mentira, a avareza e a mordacidade contra o próximo. A lei de Deus condena severamente a fraude (Lv  6.2,3).

O profeta Jeremias mostra a ruína espiritual de seu povo ao proferir as seguintes palavras: “... curvam a língua, como se fosse o seu arco, para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para a verdade, porque avançam de malícia em malícia, e não me conhecem, diz o Senhor”.

É o apóstolo João quem especifica que o mentiroso não fica impune e não escapa; “Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde como fogo e enxofre, a saber, a segunda morte” (Ap 21.8).

A triste história de Ananias e Safira (At 5.1-11), mostra o quanto Deus leva a sério a questão da mentira na dispensação da igreja. As inverdades proferidas por eles eram falsidades contra o Senhor e Seu Santo Espírito (At 53.6). A história revela também que a mentira é um mal desígnio do coração (At 5;4c).

O apóstolo Paulo vê a mentira como traço autêntico do velho homem. O novo homem não deveria mentir, uma vez que se despiu para sempre do velho homem (Cl 3.9).

Em 1Jo 5.10, o apóstolo afirma que todo homem que não crê no testemunho que Deus dá acerca de Seu Filho é mentiroso.

Percebe-se, então, que no NT mentir não é apenas dar falso testemunho, mas também, reter uma verdade que precisa ser dita publicamente.

Mas o apóstolo vai ainda mais longe, quando ensina aos cristãos da Ásia Menor que crer em Deus e odiar o próximo constitui uma mentira.

Também mentiroso é aquele que diz conhecer a Deus e não guarda os seus mandamentos (1Jo 2.4). Por isso, o destino final dos mentirosos que não se arrependem é o inferno (Ap.21.8).

O homem é criado à imagem de Deus e, portanto, é convidado por Deus a ser homem de verdade, integridade e fidelidade (Ex 18.21; Dt 1;13; Nm 7.2) e a andar na verdade (Sl 25.5; 43.3; 86.11).

O Senhor Jesus Cristo foi a principal vítima de falso testemunho. O sistema legal de Jerusalém foi arranjado por representantes da lei cujo propósito era fazer o linchamento parecer um julgamento justo conforme determina o sistema mosaico.

Seus acusadores eram as autoridades políticas e religiosas: “Os príncipes dos sacerdotes, e os anciãos, e todo o conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para poderem dar-lhe a morte, e não o achavam, apesar de se apresentarem muitas testemunhas falsas (Mt 26.59,60).

A passagem paralela de Marcos 14.55,56 afirma que as acusações dessas falsas testemunhas da elite do sinédrio “não eram coerentes”.

Estevão foi também vítima de falsas testemunhas. Essas pessoas foram subornadas para falarem mentiras contra um, homem justo; a  acusação era de blasfêmia contra Deus, contra Moisés, contra o templo e contra a lei (At 6.11-14).

Assim como o Senhor Jesus, Estevão foi condenado à morte (At 7.58-60). O apóstolo Paulo foi acusado, além das demais acusações falsas de introduzir gentios no templo de Jerusalém (At 21.27-33).

Os romanos o prenderam para livrá-lo de um linchamento por parte dos judeus radicais, mas este episódio foi o início do fim da carreira apostólica de Paulo.

O nono mandamento não somente defende a honra, mas também a vida. A pena era a mesma destinada ao réu, caso sua culpa fosse real.

O sistema  mosaico coloca a testemunha falsa sujeita a mesma pena  que ela esperava ser aplicada ao acusado (Dt 19.16-21). Mesmo assim, nunca faltou quem se apresentasse como falsa testemunha.

Fonte de pesquisa:
SOARES Esequias – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 1tri 2015
SOARES Esequias. Os Dez Mandamentos – Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Outubro / 014
REIFLER, Hans Ulrich. A Ética dos Dez Mandamentos. Soc. Rel. Edições Vida Nova. SPaulo, 1992
GEISLER Norman l. Ética Cristã – Opções e questões contemporâneas. Edit. Vida Nova. SPaulo, 2010
ALEXANDER T. Desmond e ROSNER Brian S. Novo Dicionário de Teologia Bíblica. Edit. Vida. SPaulo, 2009
PORTELA, Solano. A Lei de Deus Hoje. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000
KEVAN, Ernest. A Lei Moral. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000


sábado, 7 de março de 2015

Lição 10 – Não Furtarás -  08.03.2015
Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
1º. Trimestre / 2015
                                             Exodo 20.15; 22.1-9    


Reflexão: “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade”. (Ef 4.28).
O furto ou aquisição ilegítima de propriedades são abominação ao Senhor e prejudicam o próximo.

O oitavo mandamento é o terceiro da série de proibição absoluta expresso em duas palavras e fala basicamente sobre dinheiro e bens.

Mas na verdade, este mandamento vai muito além desses dois itens, estendendo-se a qualquer negócio com vantagem ilícita e que deixe o outro no prejuízo (Lv 6.2; 19.11,13).
Inclusive na relação empregado x empregador numa relação social justa e honrosa (Pv 14.34).

O propósito deste mandamento (Ex 20.15; Dt 5.19), é a proteção e o respeito pelos bens alheios e pelo próximo. O furto prejudica o próximo e envergonha o nome do Senhor.

Não haverá paz numa sociedade se não houver proteção da propriedade. Isso inclui o compromisso de cada um na construção de uma sociedade justa e saudável.

Adquirir legitimamente a propriedade é direito sagrado. Ninguém tem o direito de subtrair o que não lhe pertence.

Nem mesmo o Estado pode lançar mão da propriedade alheia. O rei Acabe se apoderou ilegitimamente do campo de Nabote e tal atitude levou Deus a ordenar que o profeta Elias ditasse o destino desse monarca com sua esposa Jezabel (1Re 21.17-19).

O mandamento “não furtarás” se dirigiu originalmente a sequestradores, segundo a maioria dos exegetas do Antigo Testamento, mas o contexto revela sua aplicação contra tudo o que é apropriação indébita, de coisas ou pessoas.

A ligação com o tráfico de pessoas é uma conclusão, e se baseia na inferência de Ex 21.16.

“E quem furtar algum homem e o vender; ou for achado na mão, certamente morrerá”. Este preceito reaparece mais adiante em (Dt 24.7).

Pessoas eram roubadas na antiguidade para serem vendidas como escravas, como aconteceu com José do Egito, que foi vendido pelos próprios irmãos (Gn 37.22-28).

Esse tipo de crime também era comum no período do NT (1Tm 1.10). Mas o preceito se refere também a furto de objetos (Gn 44.8).

O furto se distingue do roubo, já que o primeiro é a subtração do objeto sem violência e na ausência do dono, o roubo é a subtração da coisa na presença da vítima, também sem violência, como faziam os batedores de carteiras nas grandes cidades.

O assalto é o ataque súbito a alguém com ameaça e violência para subtrair alguma coisa.

O latrocínio é o roubo seguido de morte da vítima. O mandamento “não furtarás” é um dispositivo contra o roubo e todos os seus derivados.

O oitavo mandamento engloba muitas atividades desonestas condenadas na seguinte ordem:

O sistema mosaico aplica a pena capital a quem violar o oitavo mandamento no crime de tráfego de seres humanos (Ec 21.16; Dt 24.7).

A sanção contra os demais tipos de pecados e crimes previstos no presente mandamento é a restituição da coisa roubada ao dono.

O receptador de bens roubados ou furtados, é igualmente culpado com o autor do crime (Sl 50.18; Pv 29.24)

O sistema mosaico condena também as transações fraudulentas (Lv 19.35, 36; Dt 25.13-16).

Essa proibição aparece mais adiante na história de Israel (Pv 11.11). O que Deus espera de cada um de nós é que ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas (1Ts 4.6).

Isso envolve a opressão, a extorsão, o suborno e a usura (Lv 25.17,36; Dt 19.16; 23.29).

Quem toma emprestado deve pagar (Sl 37.21). Os moradores de Judá estavam envolvidos nestes pecados nos dias da apostasia que precederam a queda de Jerusalém (Ez 22.12).

É também violação do preceito em foco a remoção de marcos para aumentar a extensão da área de uma propriedade (Dt 19.14; 27.17; Pv 22.28).

O sistema determinado por Deus ao povo de israel, tinha por objetivo tornar o crime uma atividade não lucrativa, ou seja, fazer com que o crime não compensasse mesmo.

Consequentemente, ele é baseado no princípio da restituição ao lado ofendido ou prejudicado, com ônus para o lado que ofende.

Quebramos o oitavo mandamento:
Quando: fingimos trabalhar (Ef 4.28);
Quando compramos sem nota fiscal para sair mais barato (Mt 22.21);
Quando procuramos ganhos financeiros fora do esforço legítimo do nosso trabalho (Pv 13.11);
Quando deixamos de demonstrar reconhecimento de que tudo que temos provém de Deus, falhando nos nossos dízimos e ofertas (Ml 3.8-11);

Quebra o oitavo mandamento:

Todos os que adulteram pesos ou medidas, ou a própria mercadoria enganado os compradores (Dt 25.13-15; Lv 19.35-37; Pv 20.10,23).

Todos os que atrasam o pagamento de seus empregados (Lv 19.13), ou os que remuneram injustamente (Cl 4.1).

Todos os que se envolvem em esquemas para roubar o dinheiro arrecadado dos impostos, muitas vezes destinados a programas sociais (Pv 22.22,23; Tg 5.4).

Os governantes (Is 1.22,23):
1. Quando aceitam presentes para executarem as suas obrigações (Ex 23.8; Lv 19.15; Dt 16.19,20).

2. Quando emitem moedas diluindo o valor real da mesma. (Dinheiro inflacionado é a mesma coisa que uma medida adulterada).

3. Quando criam empresas fictícias.

4. Quando inventam fundos e impostos com supostos fins beneficentes, mas cujo único propósito é aumentar o caixa que administram.

5. Quando promovem o superfaturamento de obras para desviarem fundos e embolsarem vultosas comissões, ás vezes sobre pretexto de fundo de campanha.

Ninguém gosta de ser chamado de ladrão. Quando alguém é assim classificado, a própria lei “escrita no coração” dos homens repudia o assalto à propriedade alheia e gera vergonha.

Fiquemos portanto vigilantes o suficiente e vivendo de forma honesta e transparente para andarmos sem envergonhar o nosso nome e o nome do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo e assim ficarmos debaixo da bênção de Deus.

Fonte de pesquisa:
SOARES Esequias – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 1tri 2015
SOARES Esequias. Os Dez Mandamentos – Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Outubro / 014
REIFLER, Hans Ulrich. A Ética dos Dez Mandamentos. Soc. Rel. Edições Vida Nova. SPaulo, 1992
GEISLER Norman l. Ética Cristã – Opções e questões contemporâneas. Edit. Vida Nova. SPaulo, 2010
ALEXANDER T. Desmond e ROSNER Brian S. Novo Dicionário de Teologia Bíblica. Edit. Vida. SPaulo, 2009
PORTELA, Solano. A Lei de Deus Hoje. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000

KEVAN, Ernest. A Lei Moral. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000