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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Lição 08 - A Igreja de Cristo - 20.08.17 - EBD CPAD

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima Pernambuco
 Pr Presidente Roberto José do Santos
Subsídios Bibliológicos para o Tema: A razão da nossa Fé – Assim cremos e assim vivemos:

1 Co 12.12-20,25-27
                                                        Por: Pr. João Barbosa                                                         
Definição de Igreja – Jesus assevera, em Mt 16.18 “Edificarei a minha igreja”. Esta é a primeira entre mais de cem referências no NT que empregam a palavra grega primária para “igreja”: ekklesia, composta com a preposição ek (“fora de”) e o verbo kaleo (“chamar”).
Logo, ekklesia denotava originalmente um grupo de cidadãos chamados e reunidos, visando um propósito específico.
O termo é conhecido desde o século V a.C., nos escritos de Heródoto, Xenofontes, Platão e Eurípedes.
Este conceito de ekklesia prevalecia especialmente na capital, Atenas, onde os líderes políticos eram convocados como assembleia constituinte até quarenta vezes por ano.
O uso secular do termo também aparece no NT. Em Atos 19.32.41, por exemplo, ekklesia  refere-se à turba enfurecida de cidadãos que se reuniu em Éfeso para protestar contra os efeitos do ministério de Paulo.

Na maioria das vezes, porém, tem uma aplicação mais sagrada e refere-se àqueles que Deus tem chamado para fora do pecado e para dentro da comunhão do seu Filho, Jesus Cristo, e que se tornaram “concidadãos dos santos e da família de Deus” (Ef 2.19).
Ekklesia é sempre empregada às pessoas e também identifica as reuniões destas para adorar e servir ao Senhor.
A palavra grega ekklesia (igreja), literalmente refere-se à reunião de um povo por convocação (gr. ekkaleo).
No NT, o termo designa principalmente o conjunto do povo de Deus em Cristo, que reúne como cidadão do Reino de Deus (Ef 2.19), com o propósito de adorar a Deus.
A palavra “igreja” pode referir-se a uma igreja local (Mt 18.17; At 15.4) ou a igreja no sentido universal (JO 16.18; At 20.28; Ef 2.21,22).
A igreja é apresentada como o povo de Deus (1Co 1.2; 10.32; 1Pe 2.4-10), o agrupamento dos crente redimidos como fruto da morte de Cristo (1Pe 1.18,19).
É um povo peregrino que já não pertence a esta terra (Hb 13.12-14), cujo primeiro dever é viver e cultivar uma comunhão real e pessoal com Deus (1Pe 2.5; Hb 11.6).
A igreja foi chamada para deixar o mundo e ingressar no Reino de Deus. A separação do mundo é parte inerente da natureza da igreja e a recompensa disso é ter o Senhor por Deus e Pai (2Co 6.16-18).
A igreja é o templo de Deus e do Espírito Santo (1Co 3.16; 2Co 6.14 – 7.1; Ef 2.11-22; 1Pe 2.4-10).
Este fato, no tocante à igreja, requer dela separação da iniquidade e da imoralidade. A igreja é o corpo de Cristo (1Co 6.15,16; 10.16,17; 12.12-27).
Isso indica que não pode existir igreja verdadeira sem união vital de seus membros com Cristo. A cabeça do corpo é Cristo (Cl 1.18; Ef 1.22; 4.15; 5.23).
A igreja é a noiva de Cristo (2Co 11.2; Ef 5.23-27; Ap  19.7-9). Este conceito nupcial enfatiza tanto a lealdade, devoção e fidelidade da igreja a Cristo, quanto o amor de Cristo à sua igreja e sua comunhão com ela.
A igreja é um a comunhão (gr. kaoinonia) espiritual (2Co 13.14; Fp 2.1). Isto inclui a habitação nela do Espírito Santo (Lc 11.13; Jo 7.37-39; 20.22).
A unidade do Espírito Santo (Ef 4.4) e o batismo com o Espírito Santo (Lc 11.13; Jo 7.37-39; 20.22), a unidade do Espírito (Ef 4.4) e o batismo com o Espírito Santo (At 1.5; 2.4; 8.14-17; 10.44; 19.1-7).
Essa comunhão deve ser uma demonstração visível do mútuo amor e cuidado entre os irmãos (Jo 13.34,35).
A igreja é um exército engajado num conflito espiritual batalhando com a espada e o poder do Espírito (Ef 6.17). Seu combate é espiritual, contra Satanás e o pecado.
O Espírito que está na igreja e a enche, é qual guerreiro manejando a palavra viva de Deus, libertando as pessoas do domínio de Satanás e anulando todos os poderes das trevas (At 26.18; Hb 4.12; Ap 1.16; 2.16; 19.15-21).
A igreja é a coluna e o fundamento da verdade (1Tm 3.15), funcionando, assim, como alicerce que sustenta uma construção. A igreja deve sustentar a verdade e conservá-la íntegra, defendendo-a contra os deturpadores e os falsos mestres (Fp 1.17; Jd 3).
A igreja é um povo possuidor de uma esperança futura. Essa esperança tem por centro a volta de Cristo para buscar o seu povo (Jo 14.3; 1Tm 6.14; 2Tm 2.8; Tt 2.13; Hb 9.28).
A igreja é tanto visível como invisível.
A igreja visível é o conjunto dos crentes de uma determinada localidade unidos por sua fé viva em Cristo que chamamos de igreja local.
A igreja invisível consiste de congregações locais composta de crentes vencedores e fieis (Ap 2.11, 17, 26), bem como de crentes professos porém falsos (Ap 2.22) “caídos” (Ap 2.5), espiritualmente mortos (Ap 3.1) e “mornos” (Ap 3.16; Mt 13.24; At 12.5).
Mas no dia do Arrebatamento o Senhor Jesus levará consigo apenas os crentes fiéis. Todos aqueles que experimentaram o Novo Nascimento (Jo 3.6,7).

Bibliografia
Lições Bíblicas EBD CPAD - 3º. Trimestre 2017. Comentarista: Pr. Esequias Soares
SOARES Esequias. A Razão da nossa Fé – Assim cremos, assim vivemos. CPAD RJaneiro 2017
ELWELL Walter A. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Editora Vida Nova. SPaulo, 2009
FERREIRA, Ebenézer Soares. Manual da Igreja e do Obreiro. Edit. Juerpe. RJaneiro, 1985
MARETINS, Jeziel Guerreiro. Manual do Pastor e da Igreja. Santos Editora. Curitiba, Paraná, 2002
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática – Uma perspectiva Universal. CPAD. RJaneiro 1996

Bíblia de  Estudo Pentecostal

sábado, 12 de agosto de 2017

Lição 07 - A Necessidade do Novo Nascimento

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima Pernambuco
 Pr Presidente Roberto José do Santos
Subsídios Bibliológicos para o Tema: A razão da nossa Fé – Assim cremos e assim vivemos:
 13.08.17 - EBD CPAD
João 3.1-12
                                                            Por: Pr. João Barbosa                                                         
A regeneração, ou novo nascimento, é uma nova criação interior da natureza humana caída, mediante a ação soberana e graciosa do Espírito Santo (Jo 3.5-8)
A Bíblia concebe a salvação como a renovação redentora do homem, com base em um relacionamento restaurado com Deus em Cristo, e apresenta-a como algo que envolve “uma transformação radical e completa operada na alma (Rm 12.2; Ef 4.23) por Deus, o Espírito Santo (Tt 3.5; Ef 4.24).
Em virtude da qual nos tornamos novos homens (Ef 4.24, Cl 3.10), já não conformado com este mundo (Ef 4.22. Cl 39), mas no conhecimento e na santidade da verdade criado segundo a imagem de Deus” (Ef 4.24; Cl 3.10, Rm 12.2).  
No diálogo com Nicodemos (Jo 3.1-12), Jesus trata de uma das doutrinas fundamentais da fé cristã: a regeneração (Tt 3.5), ou o nascimento espiritual.
Sem o novo nascimento, ninguém poderá ver o Reino de Deus, e receber a vida eterna e a salvação mediante Jesus Cristo.
Vemos a seguir importantes fatos a respeito do novo nascimento. A regeneração é a nova criação e transformação da pessoa (Rm 12.2; Ef 4.23,24), efetuadas por Deus e o Espírito Santo (Jo 3.6; Tt 3.5).
Por esta operação, a vida eterna da parte do próprio Deus é outorgada ao crente (Jo 3.16; 2Pe 1.4; 1Jo 5.11) e este se torna um filho de Deus (Jo 1.12; Rm 8.16,17; Gl 3.26) e uma nova criatura (2Co 5.17; Cl 3.10).
Já não se conforma com este mundo (Rm 12.2) mas é criado segundo Deus “em verdadeira justiça e santidade” (Ef 4.24).
A regeneração é necessária porque à parte de Cristo, todo ser humano, pela sua natureza inerente e pecadora, é incapaz de obedecer a Deus e de agradá-lo (Sl 51.5; 58.3; Rm 8.7,8; 5.12; 1Co 2.14).
A regeneração tem lugar naquele que se arrepende de seus pecados, volta-se para Deus (Mt 3.2) e coloca a sua fé pessoal em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador (Jo 3.1,12).
A regeneração envolve a mudança da velha vida de pecado em uma nova vida de obediência a Jesus Cristo (2Co 5.17; Ef 4.23,24; Cl 3.10).
Aquele que realmente nasceu de novo está liberto da escravidão do pecado (Jo 8.36; Rm 6.14-23), e passa a ter desejo e disposição espiritual de obedecer a Deus e de seguir a direção do Espírito (Rm 8.13,14).
 Vive uma vida de retidão (1Jo 2.29), ama aos demais crentes (1Jo 4.7), evita uma vida de pecado 91Jo 3.9; 5.18) e não ama o mundo (1Jo 2.15-17).
Quem é nascido de Deus não pode fazer do pecado uma prática habitual na sua vida (1Jo 3.9).
Não é possível permanecer nascido de novo sem o desejo sincero e o esforço vitorioso de agradar a Deus e de  evitar o mal (1Jo 2.3-11, 15-17, 24-29; 3.6-24; 4.7.8,20; 5.1), mediante uma comunhão profunda com Cristo (Jo 15.4) e a dependência do espírito santo (Rm 8.12-14).
Aqueles que continuam vivendo a imoralidade e nos caminho pecaminosos do mundo, seja qual for a religião que professam demonstram que ainda não nasceram de novo (1Jo 3.6,7).
Assim como uma pessoa nasce do Espírito ao receber a vida de Deus, também pode extinguir essa vida ao enveredar pelo mal e viver em iniquidade.
As Escrituras afirma: “Se viverdes segundo a carne morrereis” (Rm 8.3; Gl 5.19-21).
O novo nascimento não pode ser equiparado ao nascimento físico, pois o relacionamento entre Deus e o salvo é questão do Espírito e não da carne (Jo 3.6).
Logo, embora a ligação física entre um pai e um filho nunca possa ser desfeita, o relacionamento de Deus Pai para filho que Deus quer manter conosco, é voluntário e dissolúvel durante nosso período probatório aqui na terra (Rm 8.13).
Nosso relacionamento com Deus é condicionado pela nossa fé em Cristo durante nossa vida terrena; fé esta demonstrada numa vida de obediência e amor sinceros (Hb 5.9; 2Tm 2.12).
Bibliografia
Lições Bíblicas EBD CPAD - 3º. Trimestre 2017. Comentarista: Pr. Esequias Soares
SOARES Esequias. A Razão da nossa Fé – Assim cremos, assim vivemos. CPAD RJaneiro 2017
ELWELL Walter A. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Editora Vida Nova. SPaulo, 2009
Bíblia de  Estudo Pentecostal, p.1576


sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Lição 06 – A Pecaminosidade Humana e a sua Restauração a Deus 30.07.17 - EBD CPAD

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima Pernambuco
 Pr Presidente Roberto José do Santos
Subsídios Bibliológicos para o Tema: A razão da nossa Fé – Assim cremos e assim vivemos:
Romanos 5.12-21
                                                    Por: Pr. João Barbosa                                                         
A natureza do pecado: As condições originalmente criadas eram perfeitas, e um Deus perfeito não pode fazer nada diferente de um mundo perfeito.

Num dado momento, por um mau uso do livre arbítrio, o pecado entrou no mundo e viciou a criação perfeita de Deus.

A isto, seguiu-se um estado de pecaminosidade no ser humano – no qual hoje nos encontramos – que é humanamente irreparável.

A nossa imperfeição é compreendida à luz do padrão final de perfeição, que é o próprio Deus. Este vívido contraste revela uma imagem deplorável da natureza e depravação humana.

A base bíblica da natureza e da pecaminosidade humana: Há dois tipos básicos de pecado. Todos os pecados podem ser classificados em duas categorias gerais: Os pecados de comissão e os pecados de omissão.

Os pecados de comissão ocorrem quando fazemos o que não deveríamos fazer; são descritos pelo apóstolo João neste versículo: “Qualquer que comete o pecado também comete a iniquidade, porque o pecado é iniquidade” (Jo 3.4).

Os pecados de omissão são a nossa falta de ação naquilo que deveríamos agir, como Tiago colocou “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tg 4.17).

Os sete pecados detestáveis por Deus: Deus explicitou sete pecados específicos que ele não tolera. “Estas seis coisas aborrece ao Senhor, e a sétima a sua alma abomina:

Olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam o sangue inocente, e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal, e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos”. (Pv 6.16-19).

Dito de forma simples, eles são: o orgulho, o engano, o assassinato, a premeditação de maldades, a pressa em fazer o mal, o falso testemunho, e a geração de conflitos.

Existem várias designações bíblicas para o pecado, muito mais do que para o bem. Cada palavra apresenta sua condição para formar a descrição completa dessa ação horrenda contra a santidade de Deus.

A palavra hebraica normalmente traduzida por pecado é “chata”, que significa “errar”, “ser confiscado” ou “estar em falta”. O uso de “chata” no Sl 51.4, traz a ideia por detrás deste termo.

Depois de cometer adultério e planejar um assassinato Davi confessou a Deus: “Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que a teus olhos é mau”.

A palavra básica para o pecado é “hamartia”, que significa errar o alvo (Rm 3.23).

Conceito bíblico de pecado: Na perspectiva bíblica, o pecado não é somente o ato de praticar o mal, mas também um estado de alienação de Deus. Para os grandes profetas de Israel, o pecado é mais do que a violação da vontade de Deus ou a transgressão de um estatuto externo.

Pecado significa o rompimento de um relacionamento pessoal com Deus, uma traição da confiança que ele tem em nós. Nos tornamos mais  conscientes da nossa pecaminosidade quando estamos na presença do Deus santo (Is 6.5; Sl 51.1-9; Lc 5.8).

Os atos pecaminosos têm sua origem no coração corrupto do homem (Gn 6.5; Is 29.13; Jr 17.9; Mc 7.21-23).

O testemunho bíblico afirma que o pecado é universal. “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23).

A essência do pecado é a descrença ou a dureza de coração. As manifestações principais do pecado são: o orgulho, a sensualidade e o medo. Outros aspectos relevantes do pecado são: a auto piedade, o egoísmo, o ciúme e a ganância.

O pecado é tanto pessoal como social, individual como coletivo. Ezequiel declarou: “Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas irmãs; mas nunca amparou o pobre e o necessitado” (Ez 16.49).

Entre as formas coletivas do pecado que são as pragas do mundo de hoje estão o racismo, o nacionalismo, o imperialismo, o conflito de gerações, o sexismo, etc.

Os efeitos do pecado são a escravidão moral e espiritual, a culpa, a morte e o inferno. Tiago explicou: “Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então a cobiça, depois de haver concebido, dá a luz ao pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1.14,15).

De acordo com Paulo, “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23; 1Co15.56). O coração humano é tão perverso que as próprias proibições da lei que visavam refrear o pecado servem, ao invés disso, para despertar o desejo pecaminoso (Rm 7.7,8).

A origem do pecado realmente é um mistério e está ligada com o problema do mal. Essa história nos conta que antes do pecado humano havia o pecado demoníaco que forneceu a ocasião para transgressão humana.

A Bíblia declara que Deus criou todas as coisas perfeitas (Gn 1.31; 1Tm 4.11), o que incluiria o arcanjo Luzbel, que passou a ser conhecido como Satanás.

Tanto em Deus quanto no céu, não existe pecado (Hc 1.13; Tg 1.13). Mesmo assim, Lúcifer pecou e se rebelou contra Deus (1Tm 3.6; Is 14.12-15; Ez 28.14-17. Ap 12;4).

Como uma criatura perfeita, criada por Deus, e colocado em um ambiente perfeito poderia cometer um pecado? O pecado não poderia ter emanado de um Deus perfeito nem do ambiente perfeito onde Lúcifer habitava, tão pouco da sua natureza perfeita. De ondem, afinal, veio o pecado?

O pecado surgiu, primeiramente, no universo a partir do livre arbítrio de Lúcifer, conforme já exposto acima.

Deus criou criaturas perfeitas e deu-lhes tanto uma natureza quanto uma liberdade perfeita. Com a liberdade, embora esta seja inerentemente boa, vem a capacidade de pecar.

A liberdade das criaturas é boa, mas ela, pela sua própria natureza, é portadora da possibilidade do mal. Deus criou Lúcifer perfeitamente bom; Lúcifer se tornou mau por opção própria.

Pecado imperdoável: O ensino cristão a respeito do pecado imperdoável tem sua origem num dito de Jesus registrado nos evangelhos sinópticos (Mt 12.31,32; Mc 3.28,29; Lc 12.10).

Mateus e Lucas referem-se ao perdão por “alguma palavra contra o Filho do homem”, ao passo que Marcos menciona as blasfêmias que os filhos dos homens proferem.

A apostasia contra o Filho teriam consequências igualmente drásticas (Hb 6.4-6; 10.26-31;1Jo 5.10).
Os cristãos evangélicos levam muito a sério a avaliação bíblica da natureza grave de certos pecados. 

O Senhor Jesus Cristo falou do pecado que não será perdoado (Mt 12.31,32; Mc 3.28,29; Lc 12.10). Paulo ensina que aqueles que participam de certos pecados específicos estão excluídos do reino (1Co 6.9; Gl 5.21; 1Ts 4.6).

João dá instruções claras a respeito da oração em favor daqueles que cometeram o “pecado para a morte” (Jo 5.16; Hb 4.6). Estas passagens não podem ser desconsideradas levianamente e exigem a mais minuciosa atenção exegética.

Os efeitos do pecado é a morte. A morte existe em três aspectos. A morte física (Rm 5.23; Gn 2.16,17; Gn 3.1-4), a morte espiritual que é a separação espiritual de Deus (Ef 2.1), e a morte eterna – a separação eterna de Deus, o lago de fogo, que é a segunda morte (Ap 20.14,15).

Controvérsia histórica sobre o pecado: No século V, Augustinho desafiou as opiniões do monge britânico Pelágio, que entendia que o pecado era basicamente um ato externo de transgredir a lei, e considerava o homem livre para pecar ou desistir do pecado.

Augustinho, apelando ao testemunho das Escrituras, sustentava que o pecado incapacita o homem para a prática do bem e, pelo fato de nascermos pecadores, não possuímos o poder de praticar o bem.

Mas, porque deliberadamente escolhemos o mal e não o bem, temos que sofrer as consequências do nosso pecado. Augustinho deu a ilustração do homem que, ao abster-se da comida necessária para a saúde, enfraqueceu-se de tal maneira que não consegui comer.

Embora continuasse sendo um ser humano, criado para sustentar sua saúde comendo, já não tinha a capacidade de comer. Semelhantemente, no evento histórico da queda, toda a humanidade tornou-se incapaz de fazer aquele movimento em direção a Deus – a própria vida por causa da qual ele fora criado.

Pelágio sustentava que a pessoa podia elevar-se pelos seus próprios esforços em direção a Deus, e, portanto, a graça seria a recompensa pela virtude humana.

Augustinho respondeu que o homem é incapaz de fazer o bem até que a graça venha sobre ele, e, quando a graça assim é dada, ele é atraído irresistivelmente para Deus e para o bem.


Bibliografia
Lições Bíblicas EBD CPAD - 3º. Trimestre 2017. Comentarista: Pr. Esequias Soares
SOARES Esequias. A Razão da nossa Fé – Assim cremos, assim vivemos. CPAD RJaneiro 2017
GIOIA Egídio. Notas e Comentários À Harmonia dos Evangelhos. Editora Juerpe – Rio de Janeiro, 1981
CAMPOS. Heber Carlos de. O Ser de Deus e os seus atributos. Coleção Fé evangélica. Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2002
BERKHOF Louis. Teologia Sistemática.  Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2015
 A Bíblia Apologética com Apocrifos. ICP – Edição Ampliada – RJaneiro, 2015
CHAMPLIN, R. N. PHD. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo Vol.5. Edit Hagnus. São Paulo, 2012
ELWELL Walter A. Enciclopédia Histórico-teológica da Igreja Cristã. Editora Vida Nova. SPaulo, 2009
GEISLER, Norman. Teologia Sistemática – Pecado, Salvação, A Igreja e as Últimas Coisas Vl 2 – CPÀD RJaneiro, 2010

CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. Vls 5 e 6. Editora Hagnus, SPaulo, 2008. 

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Lição 05 – A Identidade do Espírito Santo - 30.07.17 - EBD CPAD

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima Pernambuco
 Pr Presidente Roberto José do Santos
Subsídios Bibliológicos para o Tema: A razão da nossa Fé – Assim cremos e assim vivemos:

João 14.15-18,26
Por: Pr. João Barbosa                                                         
Quando nos dedicamos a estudar a pessoa do Espírito Santo por meio da experiência pessoal da redenção, estamos preparados para fazer uma consideração plena de duas linhas de ensino encontradas no NT.

a) Uma linha de ensino insiste na unidade da divindade (1Co 4.8; Tg 2.19).

b) A outra revela distinções dentro da divindade (Mt 3.16,17; 28.19; 2Co 13.13).

Vemos claramente que:
1. O Pai é Deus (Mt 11.25; Rm 15.6; Ef 4.6).

2. O Filho é Deus (Jo 1.1,18; 20.28; At 20.28; Rm 9.5; Hb 1.8; Gl 2.9; Fp 2.6; 2Pe 1.1).

3. O Espírito é Deus (At 5.3,4; 1C0 2.10,11; Ef 2.22).

4. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são distintos um do outro, enviando e sendo enviado, honrando e sendo honrado. O Pai honra o Filho, O Filho honra o Pai, e o Espírito Santo honra o Filho (Jo 15.26; 16.13,14, 17,1,8,18,23).

5. Não obstante, quaisquer que sejam as relações de subordinação que possa haver entre as pessoas no desenvolvimento da redenção, as três pessoas são igualmente consideradas como Deus. Na unidade da divindade há uma trindade de pessoas que desenvolvem a nossa redenção através de seu amor (Jo 3.16).

Deus o Filho é o Redentor, que se tornou homem para o propósito de nos redimir. Deus o Espírito Santo é o (executor da divindade), o (vigário de Cristo), que aplica a cada alma crente os benefícios da redenção. Vemos isto claramente em Hb 10.7-17, onde o Pai deseja, o Filho opera, e o Espírito testemunha.

Atributos divinos do Espírito Santo:
1. Eternidade (Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus) Hb 9.14.

2. Onipotência (Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no Espírito) 1Pe 3.18.
Por esta passagem a ressurreição de Cristo é crida como efetuada pelo poder do Espírito Santo. É afirmado por vinte e cinco vezes que Cristo foi ressuscitado pelo poder do Pai (At 2.23. Gl 1.1), e uma vez que ele ressuscitou pelo seu próprio poder (Jo 10.18).

Igualmente, Cristo disse: “Derribai este santuário (seu corpo), e em três dias o levantarei” (Jo 2.19).

No entanto, a onipotência imensurável que pode ressuscitar os mortos é atribuída também ao Espírito Santo. Esta é apenas uma realização onipotente.

3. Onipresença “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença? Se subir ao céu tu aí estás, se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá” (Sl 139.7-10).

4. Onisciência “Porque Deus no-las revelou pelo seu Espírito: Pois o espírito esquadrinha todas as coisas, mesmo as profundezas de Deus. Pois, qual dos homens entende as coisas do homem, senão o Espírito do homem que nele está? Assim também as coisas de Deus ninguém as compreende, senão o Espírito de Deus” (1Co 2.10,11).

Nada é jamais escondido da sondagem do espírito Santo, nem mesmo “as profundezas de Deus”. O texto definitivamente declara que o home sem ajuda do espírito Santo não pode conhecer as coisas de Deus (1Co 2.14), mas o Espírito Santo conhece todas as coisas.
É feita referência aos limites mais remotos da onisciência, e ninguém pode negar que, se o conhecimento que se o conhecimento que o Espírito Santo possui alcança as grandezas de Deus, tudo mais seria compreendido por ele.

Aqueles que são tentados a pecar em secreto podem bem se lembrar de que nada está escondido ao Espírito de Deus. É confortante saber que o Espírito Santo observa plenamente todo propósito sincero, seja capacidade de executar percebida ou não.

5. Amor “O fruto do Espírito é amor” (Gl 5.22). O atributo do amor pertence ao espírito Santo num grau infinito. Além do mais, ele é o executor das coisas de Deus. Assim, ele literalmente ama com compaixão divina através daquele em quem habita.
Conquanto esta seja uma provisão de vantagem inestimável para o cristão, o ponto a ser reconhecido é que o espírito exerce a plena medida do amor divino. Ele é sua fonte.

6. Fidelidade “O fruto do Espírito é... fidelidade” (Gl 5.22). Aqui não há referência á atitude de fé, mas antes, o Espírito é dito reproduzir a fidelidade divina no crente. O Espírito Santo compartilha plenamente deste atributo que pertence a Deus.

7. Veracidade “E o Espírito é o que dá testemunho porque o espírito é a verdade” (1Jo 5.6). Cristo havia chamado o Espírito de “o Espírito da verdade”. Assim pode ser observado que o Espírito não somente possui a verdade: Ele é a testemunha fiel da verdade. Como tal ele é o autor divino das Escrituras, e neste sentido concede testemunho da verdade.
Uma mentira contra o Espírito Santo foi instantaneamente punida com a morte (At 5.1-11). Consequentemente, a verdade infinitamente vital está relacionada ao Espírito Santo.

8. Santidade “O Santo Espírito”. Qualquer que seja a distinção subjacente dentro da trindade, não pode haver dúvida de que as escrituras dão a ênfase peculiar da terceira pessoa. O próprio título “Espírito Santo” testifica desta realidade solene.

Dele Cristo disse: “Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo, não será perdoada. Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do Homem isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo; não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro” (Mt 12.31,32).

A Deidade do Espírito Santo:
O Espírito Santo é Deus, igual em poder atributos e glória com o Pai e o Filho. O Espírito Santo recebe os nomes da Deidade. O Espírito Santo é chamado “Deus” ou “Senhor” (At 5.3,4). “Espírito de Deus” (1Co 3.16) “Senhor” (1Co 12.4-6) “Espírito Eterno” (Hb 9.14).

O Espírito Santo possui os atributos da Deidade. O Espírito Santo tem os atributos de Deus como vida (Rm 8.2), verdade (Jo 16.13), Amor (Rm 15.30), santidade (Ef 4.30), eternidade (Rm 9.14), onipresença (Sl 139.7), onisciência (1Co 2.11).

O Espírito Santo executa atos da Deidade. Entre as obras divinas estão o ato da criação (Gn 1.2; Jó 33.4, Sl 104.30), os atos da redenção (Is 63.10,11; Ef 4.30; 1Co 12.13), o desempenho dos milagres (Gl 3.2-5; Hb 2.4) e o favor dos dons sobrenaturais (At 2.4; 1Co 12.11).

O Espírito Santo está associado com Deus nas orações e bênçãos. Jd 20, exorta os leitores: “Vós, amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo”.
  • A benção de 2Co 13.13 contém os três membros da divindade: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus (Pai), e a comunhão do Espírito Santo, seja com vós todos”.
  • A formula batismal de Mt 28.19, contém o Espírito Santo, junto com o Pai e o Filho.
A personalidade do Espírito Santo:
Na Bíblia, todos os elementos da personalidade são atribuídos ao Espírito Santo. Ele tem uma mente (Jo 14.26; 1Co 2.11). Ele tem vontade (1Co 12.11). Ele tem sentimentos (Ef 4.30).
 O Espírito Santo também faz coisas que só uma pessoa pode fazer, como: Ensinar, comandar, (At 16.6), saber e perscrutar a mente (1Co 2.10,11) e orar (Rm 8.26).
A obra do Espírito Santo na criação (Gn 1.2; Jó 33.4; Sl 104.30).
O Espírito Santo na redenção: Ele regenera os incrédulos do pecado (Gn 6.3; Jo 16.8). Ele regenera os que estão mortos em delitos e pecados (Ef 2.1). Ele sela os crentes até o dia da redenção (Ef 4.30). Ele batiza todos os crentes no corpo espiritual de Cristo no momento da salvação (1Co 12.13).

Ele concedeu dons espirituais aos crentes (At 2.4; 1Co 12.11). Ele revela (1Co 12.10), ensina (Lc 12.12). Ele inspirou as escrituras (2Tm 3.16; 2Pe 1.20,21) e está iluminando os crentes à verdade de Deus (Ef 1.17,18).

Bibliografia
Lições Bíblicas EBD CPAD - 3º. Trimestre 2017. Comentarista: Pr. Esequias Soares
SOARES Esequias. A Razão da nossa Fé – Assim cremos, assim vivemos. CPAD RJaneiro 2017
GIOIA Egídio. Notas e Comentários À Harmonia dos Evangelhos. Editora Juerpe – Rio de Janeiro, 1981
CAMPOS. Heber Carlos de. O Ser de Deus e os seus atributos. Coleção Fé evangélica. Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2002
BERKHOF Louis. Teologia Sistemática.  Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2015
 A Bíblia Apologética com Apocrifos. ICP – Edição Ampliada – RJaneiro, 2015
CHAMPLIN, R. N. PHD. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo Vol.5. Edit Hagnus. São Paulo, 2012
LOYDE-JONES. Dr. Martin. Grandes Doutrinas Bíblicas. Deus o Espírito santo Vl.2
Editora PES. SPaulo, 1988.
CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. Vls 5 e 6. Editora Hagnus, SPaulo, 2008.