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domingo, 29 de dezembro de 2013

O livro de Êxodo e o Cativeiro de Israel no Egito - Lição 01 – 1º. Tri EBD CPAD - 05.01.2014
Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Êxodo 1.1-14     
  
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:

1.   Ressaltar os aspectos principais do livro de Êxodo.
2.   Delinear os aspectos biográficos de Moisés.
3.   Saber que o zelo precipitado de Moisés e sua fuga não impediram os propósitos divinos em sua vida.

II  - CONTEXTUALIZAÇÃO
Jacó desceu ao Egito com sua família aos 130 anos de idade – “E trouxe José a Jacó, seu pai, e o pôs diante de Faraó; e Jacó abençoou Faraó. E Faraó disse a Jacó: Quantos são os dias dos anos de tua vida? E Jacó disse a Faraó: Os dias dos anos das minhas peregrinações são de 130 anos; poucos e maus foram os dias dos anos da minha vida e não chegaram aos dias dos anos da vida de meus pais, nos dias das suas peregrinações” (Gn 47.7-9).
José tinha então 39 anos de idade quando seu pai e seus irmãos chegaram ao Egito. E Jacó viveu depois que chegou ao Egito, 17 anos – “E Jacó viveu na terra do Egito dezessete anos; de sorte que os dias de Jacó, os anos da sua vida, foram cento e quarenta e sete anos” (Gn 47.28). E viveu José mais 54 anos depois da morte de Jacó.
O último versículo do livro de Gênesis informa-nos suscintamente que José morreu da idade de 110 anos (Gn 50.26). E antes de dar seu último suspiro José fez jurar aos filhos de Israel, dizendo: “Certamente, vos visitará Deus, e fareis transportar os meu ossos daqui”  (Gn 50.25; Ex 13.19; Js 24.32; Hb 11.22).
Quando a família de Abraão, Isaque e Jacó, que no tempo dos patriarcas já eram conhecidos como os hebreus, desceram ao Egito nos dias de José o rei ordenou que José os colocasse na terra de Gózen, ao oeste do delta do Nilo ao sul da cidade do Cairo.

Durante o reinado de Amenemés III, 1.850 a.C., os israelitas viveram um período de muita paz e prosperidade e mais ou menos antes de 1730 a.C., o Egito foi conquistado gradualmente por um outro povo e o país passou a ser governado por uma aristocracia estrangeira – os hicsos, um povo semita vindo da Ásia.

Gózen foi uma das primeiras áreas conquistadas e a escravidão foi imposta aos filhos de Israel. Mais tarde os hicsos foram derrotados pelos egípcios, mas as coisas não melhoraram para os filhos de Israel pois o povo havia crescido muito, e antes haviam estado muitos próximos dos reis hicsos – um povo asiático, do que dos egípcios.

 III – DESENVOLVIMENTO
1. O livro de Êxodo - O livro do Êxodo descreve o principal acontecimento histórico para os israelitas: Além de ser o criador de todo o universo e aquele que estabeleceu uma aliança com a família de Abraão, Deus, em Êxodo, emerge como libertador e salvador dos israelitas.

Ele os livrou da escravidão egípcia e, neste processo, moldou-os na qualidade de nação, como prometera a Abraão em Gn 12.1-3. Da mesma forma que uma criança, Israel “nasceu” como nação no Êxodo, cresceu e desenvolveu-se no deserto, e atingiu a fase adulta na Terra Prometida.

O livro registra a origem desse povo e pode ser considerada a Carta Patente Fundamental de Israel. Ao longo de toda esta obra dramática, Deus demonstrou seu poder e sua santidade por meio de sinais miraculosos e maravilhas. Por fim, por intermédio de Moisés no monte Sinai, o Senhor ensinou a seu povo como se tornar um reino de sacerdote e uma nação santa dedicada a servir-lhe e adorá-lo (Ex 19.6).

Êxodo foi escrito para que tivéssemos um registro histórico e permanente dos atos de Deus, pelos quais Israel foi liberto do Egito e organizado como sua nação escolhida. Através dos atos divinos, Israel recebeu a revelação escrita, do concerto entre Deus e aquela nação.

Êxodo também foi escrito como um elo extremamente importante da auto revelação geral e progressiva de Deus, tendo o seu ponto culminante na pessoa do Senhor Jesus Cristo no NT.

O livro de Êxodo começa com a descrição do sofrimento dos descendentes de Jacó no Egito, a saber: opressão, escravidão e infanticídio, e termina com a presença, o poder e a glória de Deus manifesto no Tabernáculo, no meio do seu povo já liberto, no deserto. O êxodo de Israel para fora do Egito, é declarado em todo o AT como a mais grandiosa experiência de redenção do velho concerto.

2. O nascimento de Moisés - Nos dias de Tutmés I, que foi o grande construtor do império egípcio, ele considerou a presença dos filhos de Israel que eram considerados como estrangeiros no Egito, uma ameaça à estabilidade da nação.

Então ordenou que as parteiras matassem os meninos recém-nascido dos hebreus. Quando isso não funcionou, o rei ordenou que os egípcios pegassem os meninos nascidos nas famílias hebréias e lançassem no rio Nilo. A situação tornou-se desesperadora para os filhos de Israel.

O menino Moisés nasceu em um momento de crueldade, sofrimento e desepero. Ele começou a viver numa época sombria, muito depois da meia noite... O dia mais negro da história do povo hebreu até então. Mesmo assim a vida continuou para o povo judeu.

Homens e mulheres se casavam, cuidavam de seus filhos e tentavam viver como família, mesmo debaixo da opressão e de brutalidade por parte dos egípcios. Nos primeiros versículos do cap.2 de Êxodo, lemos a respeito de um casamento celebrado  sobre essas condições difíceis: “Foi-se um homem da casa de Levi e casou com uma descendente de Levi. E a mulher concebeu e deu à luz um filho; e, vendo que era formoso, escondeu-o por três meses” (Ex 2.1,2).

Moisés tornou-se um grande homem de fé porque os pais de Moisés tinham fé. Eram levitas, isso significa que eles eram comprometidos com as coisas de Deus. Pois assim se expressa o escritor da carta aos Hebreus cap.11: “Pela fé Moisés, apenas nascido, foi ocultado por seus pais, durante três meses, porque viram que a criança era formosa; também não ficaram amedrontados pelo decreto do rei” (Hb 11.23).

Esse rei era Faraó, o governante avarento do Egito. Ficamos sabendo aqui que essa criança foi protegida durante três meses pela fé. Seus pais temiam mais o Deus dos céus do que um rei terreno, perverso e mau. Não deve ter sido fácil esconder um menino sadio. Mas, em vista de sua reverência a Deus e confiança no Senhor vivo, eles fizeram exatamente isso.

Embora o Êxodo não mencione, Moisés não era o primogênito, ele tinha uma irmã mais velha, Miriam – ainda menina, e um irmão mais velho chamado Arão. “Não podendo, porém, escondê-lo por mais tempo, tomou um cesto de junco, calafetou com betume e piche, e, pondo nele o menino, largou-o à beira do rio”  (Ex 2.3).

Com grande cuidado e ternura, Joquebede preparou uma substância parecida com betume, encontrada nas margens do Nilo, e cobriu as laterais de um pequeno cesto de junco, tornando-o impermeável. A mãe de Moisés provavelmente, entrou na água e prendeu o cesto num lugar especial.

Ela não o empurrou simplesmente na correnteza, mas colocou-o exatamente onde queria, Joquebede tinha um plano. Ela procurou preparar o melhor plano possível em meio àquelas terríveis circunstâncias, deixando os resultados finais para o Deus soberano.

É possível que Joquebede tivesse identificado certos hábitos na filha de Faraó, ela sabia que nun certo lugar, numa certa hora, a princesa ia banhar-se no rio. Pensou também que, se pusesse o cesto no lugar certo e na ocasião certa, a princesa e suas criadas o veriam, ou pelo menos ouviriam o choro do bebê. E foi exatamente isso que aconteceu. Joquebede retornou para sua casa e Miriam, ficou de longe, para observar o que lhe havia de suceder.

Desceu a filha de Faraó para banhar-se no rio, e as suas donzelas passeavam pela beira do rio (Ex 2.1,2).  Naquela conjuntura da história do Egito, duas filhas de Faraó reinavam por algum tempo como corregente sobre uma região do Nilo. Pode ser que Joquebede soubesse disso e tivesse colocado deliberadamente seu amado filho perto de uma dessas corregentes.

Joquebede esperava que a princesa, pessoa de grande influência visse a criancinha indefesa e se apiedasse dela. Os egípcios consideravam o Nilo um de seus deuses. Será que a princesa acreditaria que um de seus deuses trouxera o menino? Parece que Joquebede acreditava que sim. Mas como ter certeza? Só podia por seu filho e à si mesma à mercê de Deus. Não restava mais nada a fazer.

3. O zelo precipitado de Moisés e sua fuga – As Escrituras, dizem simplesmente que quando a princesa abriu  o cesto de jnunco e viu a criança, o menino chorava. A princesa teve compaixão do menino e disse: Este é menino dos hebreus. Tinha certeza que aquela criança era hebréia e que sua mãe não teve coragem de afogar o próprio filho.

Miriam irmã de Moisés sutilmente se aproximou. Eis o que a Bíblia diz: “Então disse sua irmã à filha de Faraó: Queres que eu vá chamar uma das hebréias que sirva de ama e te crie a criança?” (Ex 2.7). Miriam não contou a princesa que a ama hebréia era a própria mãe do bebê.

Possivelmente a menina havia sido treinada para que tudo pudesse parecer natural e espontâneo, era como se dissesse: Talvez eu possa arranjar alguém para ajudá-la, princesa. Respondeu-lhe a filha de Faraó: Vai, saiu a moça e chamou a mãe do menino. Então lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino e cria-mo; pagar-te-ei o teu salário.

A mulher lhe tomou o menino e o criou (Ex 2.9). Joquebede não só recuperou o filho da morte, como obteve sanção e proteção oficial da filha de Faraó, e também ganhou para criá-lo. As Escritura nos dizem: “Sendo o caminho dos homens agradáveis ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos” (Ex 2.1,2).

“A mulher tomou o menino, e o criou. Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou ele a ser filho. Esta lhe chamou Moises, e disse: Porque das águas o tirei”  (Ex 2.9,10). O pequeno Moisés ganhou não só seu próprio quarto, como também váriios outros aposentos.

Não aprendeu as lições escolares mais em casa, sob os cuidados de Joquebede, mas com os cultos tutores egípcios. Estes começaram a instruir o confuso rapazinho quanto ao protocolo, estilo de vida, e cultura egípcia. Ele teve de passar por todos os processos de reorientação para o trono.

Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios ” (At 7.22). O texto original diz: Em toda sabedoria do Egito”. Nos tempos de Moisés menino, as pessoas se referiam a um indvíduo brilhante “como tendo a sabedoria dos egípcios”. Embora educado no Egito, Moisés não se deixou absorver por  essa cultura.

Desde bem cedo, Moisés mostrou ser homem dotado de visão, espírito de sacrifício e determinação. Só um homem assim poderia livrar os israelitas do exílio do Egito. Ele observou a pesada servidão deles, e teve compaixão de seu povo. E, ao defender um compatriota hebreu, matou o egípcio atacante.

Além do trabalho pesado, os hebreus estavam sendo maltratados. Moisés observou isso, e seu coração voltou-se para o seu povo. Moisés ocultava as evidências de seu crime; mas a questão não terminou com o egípcio sepultado na areia. No dia seguinte, Moisés tentou interromper uma briga entre dois hebreus.

Mas acabou sabendo, da parte de um dos antagonistas, que seu ato homicida tinha sido visto e, sem dúvida, discutido entre os observadores. Isso significava que, em breve, a história inteira seria descoberta, e Moisés passaria  a ser caçado pela justiça de Faraó.

Este estaria agora ouvindo as notícias ou em breve as ouviria, de que Moisés matara um egípcio. Então mandaria matar Moisés. E assim Moisés fugiu para seu exílio de quarenta anos na terra de Midiã, o segundo grande círculo de sua vida.

IV – CONCLUSÃO:  Nas Escrituras Moisés é retratado como um ser plenamente humano, seu nascimento nada tem de especial, embora, as circunstâncias sejam raras. Quando recém-nascido, deveria ser posto à morte por ordem de Faraó (Ex 1.16.22; 2.1-3).

Providencialmente, foi resgatado e guardado em segurança dentro do próprio palácio de Faraó. Foi preparado para seu papel único na corte do Egito e também instruído para o papel que haveria de cumprir no deserto, na própria área onde deveria servir como agente de Deus em favor do seu povo. Seu chamado para o serviço não foi usual, mas o chamado foi real (Ex 3.4-12).

Depois Deus falou a Moisés numa sarça ardente, ele não era mais apenas um israelita ou um pastor a serviço de um midianita. Ele era um homem com um mandato divinamente atribuído. Ele tinha uma insigne missão e pôs-se imediatamente a cumprir as várias tarefas que constituiam essa missão. Moisés serviu como portador de Deus a Israel e a Faráo.




Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 1º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Antônio Gilberto).
COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas Moisés, o Êxodo e o Caminho à Terra Prometida. Rio de Janeiro, 2013. Editora CPAD.
Bíblia de Estudo Pentecostal
READMACHER. Early D. O Novo Comentário do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, 2010. 1ª. Edição
DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. São Paulo 2005 – 1ª Edição. Editora Hagnos.
CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol.1 Editora Hagnus
SWINDOLL. Charles R. – José – Um homem íntegro e indulgente. São Paulo, 2000. Editora Mundo Cristão

SWINDOLL. Charles R. – José – Um homem íntegro e indulgente. São Paulo, 2000. Editora Mundo Cristão

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Natal de 2013

 É Natal 


E junto com ele desejamos 
que na paz de nosso Senhor Jesus Cristo, você 
sempre possa continuar nesse caminho
 e que, este caminho seja trilhado com muita Fé.

Coragem: Para assumir e enfrentar as dificuldades do dia à dia.

Perseverança: Para que jamais você desista ou desanime dos seus sonhos, porque as pessoas envelhecem quando abdicam de seus sonhos.

Esperança: Para que à cada novo dia você possa ver novos horizontes.

Amor: Amor que motiva todos os outros sentimentos para que você sempre fique cercado de respeito, compreensão de solidariedade e dedicação.

Que sua vida seja abençoada e que transborde em paz, saúde e harmonia.

O nosso maior desejo é que a paz de Deus que excede a todo o entendimento
seja permanente em sua vida durante todos os dias da sua vida.

Aceite a nossa eterna gratidão pela sua doce companhia, neste nosso veículo de comunicar o conhecimento, a graça, o amor, a paz, e o desejo de Deus para a vida de cada um de nós, a fim de continuarmos servindo-o fielmente e fazendo a sua vontade pelos dias de vida que ele nos conceder.

Você, amigo visitante é o motor que nos move à cada semana, neste nosso pequeno oceano de livros com o objetivo de contribuir para que
você possa
apresentar aos seus alunos da EBD, e para o seu conhecimento pessoal, conteúdo bíblico de qualidade, livre  de quaisquer resquícios poluentes.

Para você exclusivamente os subsídios às lições EBD-CPAD - à luz da Bíblia.

E assim como quando os filhos de Israel partiram de Gósen protegidos pela coluna de nuvem durante o dia e pela coluna de fogo durante a noite, no salmo 105.37, quando trazia á memorias os feitos de Deus no passado, o salmista cantou assim:

"Tirou-os para fora com prata e ouro e entre as suas tribos não houve um só enfermo". Todos tinham saúde para caminhar. 
Assim Deus possa fazer consigo e com toda a sua família, parentes e amigos.

Desejamos-lhes, pois, um Feliz Natal e mais um Ano Novo Feliz!!!!

Tema a Deus em todo Tempo - Lição 13 – 4º. Tri EBD CPAD - 29.12.2013

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Eclesiastes 12.1-8     
  
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:

1.           Saber que somos criatura; Deus, é o Criador.
2.          Explicar os dois grandes momentos da vida (juventude e velhice).
3.           Guardar os mandamentos do Senhor e praticar a sua justiça.

II  - INTRODUÇÃO: A palavra portuguesa vida vem do termo latino vita, uma palavra de sentido amplo, que pode indicar qualquer tipo de vida física ou espiritual. Essa palavra também pode ser usada para indicar “maneira de viver”, ou seja, vida metaforicamente compreendida; também pode estar em foco a alma.

No campo da teologia, entretanto, a vida é sempre uma realização espiritual, derivada da fonte divina, se for verdadeira vida. Inúmeros sinônimos hebraicos aramaicos e gregos significam vida na Bíblia, tai como: carne, corpo, sopro, alma, sangue etc. Sem definir vida, a Bíblia pressupõe em toda parte, que a vida vem de Deus.

Somente ele é o Deus vivo (1Sm 17.26; Is 40.18-26; At 14.15) que tem a vida em si mesmo, em comparação com ídolos que não possuem vida (Is 41.21-24; Jr 10;1-6; 1Tm 6.16). Ele é a única Vida não criada que cria a vida pela sua palavra (Gn 1.1,24; Ap 4.8-11).

Deus dá vida e a tira (Gn 6.3,7; Dt 32.39; 1Sm 2.6; Os 1.10). então, a vida é sagrada (Ex 20.13). Deus define a vida por meio de sua palavra. A vida humana é frágil e finita, mas a palavra de Deus permanece para sempre (Is 40.6-8). Jesus disse: “Eu sou o caminho e a verdade e a vida...” (Jo 14.6; 5.26).

A vida é muitas vezes retratada em termos de duração e qualidade. A vida é boa quando é longa, próspera e vivida diante de Deus em paz. A vida de qualidade é um tema destacado no livro de Provérbios (Pv.8.35). A sabedoria define e direciona ao caráter ético da verdadeira vida.

Deus é a fonte de toda a vida porque só ele tem vida necessária ou vida independente. Isso significa que somente Deus tem uma vida que se gera e sustenta a si própria, e que não depende de quem quer que seja para o seu começo ou continuação.

A expressão vida necessária destaca o fato de que ela é imperiosa, sendo o tipo de vida que não pode cessar de existir. Toda e qualquer outra vida é contingente, e não necessária, o que significa que depende da vida necessária de Deus para poder existir.

III – DESENVOLVIMENTO
1 Uma verdade que não pode ser esquecida – Somos criaturas de Deus. O livro de Eclesiastes inicia o capítulo 12 com uma exortação: “Lembra-te do teu Criador”. Uma das doutrinas bem definidas na Bíblia é a da criação por Deus de todas as coisas. Deus é o Criador, e o homem como um dos seres viventes é a criatura  (Gn 2.7).
Salomão exorta os jovens a se lembrarem do seu Criador nos dias de sua mocidade. Muitas vezes, os jovens agem como se fossem viver para sempre. Por isso, em Eclesiastes 12 há uma alusão a terceira idade alertando os jovens: 
“Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias e os anos dos quais venhas a dizer não tenho neles contentamento”.Com certeza há muitos idosos que não estão nas condições dessa passagem.
 Deus não nos criou porque precisasse de nós para lhe fazer companhia; Deus nos criou para sua própria glória. Na análise da independência divina observamos que Deus se refere a seus filhos e filhas das extremidades da terra como “.....aquele que criei para minha glória” (Is 43.7).
A passagem das Escrituras que deve ser considerada no estudo da criação do homem e da mulher estão em Gn 1.26-30 e 2.7-25. Estas passagens são consideradas como base e fonte de numerosas outras passagens nas Escrituras que se referem à origem da criação do homem por Deus (Gn 5.1; 6.7; 9.6), falam da criação da humanidade.
Moisés, enfatizando aos israelitas que só Deus é Deus e Senhor, referia-se ao dia em que Deus criou o homem na terra (Dt 4.32). Davi cantou sobre Deus ter feito o homem e o haver colocado na mais alta posição real na criação (Sl 8).
O escritor de Eclesiastes chama jovens, homens e mulheres para se lembrar de seu Criador (Ec 12.1). Isaias se refere repetidamente à criação da humanidade por Deus (Is 43.7, 15; 45.12; 54.16). 
O profeta pós exílico Malaquias, exortou o remanescente de Israel a lembrar-se de que todos nós temos um Pai; um Deus que nos criou (Ml 2.10). Paulo escreveu sobre Deus o criador dos seres humanos (Rm 1.20,25). E observou ao escrever aos Efésios que eles foram criados à imagem de Deus (Ef 4.24; Cl 3.10). O testemunho das Escrituras é claro – Deus criou o homem e a mulher, Adão e Eva.
Genesis 1.1 é majestoso e abrangente. É majestoso por várias razões. Na sua referência ao tempo – “no princípio” é dada ao leitor uma formidável visão do antes do tempo, do começo do tempo, e do que marcou o começo do tempo.
É insinuado que, antes do tempo Deus era; ele era ativo no começo do tempo. Foi então que Deus trouxe a existência o cosmo; de acordo com o Apocalipse de João, será dada ao cosmo sua mais completa e mais perfeita forma, quando o tempo terminar, na consumação. Assim Gn 1.1, abre diante de nós uma tremenda extensão de tempo em uma formidável e majestosa sena.
 2. Os dois grandes momentos da vida –  A juventude não é simplesmente aquela etapa da vida que corresponde a uma pequena quantidade de anos. Como dom de Deus, a juventude é um período em que deve ser produzido frutos para a vida da família, da sociedade e da igreja; é o tempo  da busca do amor e da elaboração dos grandes projetos.
A juventude é também o tempo de procura e respostas para as grandes questões da vida: No evangelho de Mc 10.17 um jovem pergunta a Jesus: “Bom Mestre, o que farei para herdar a vida eterna? O evangelho é a resposta certa para todas as perguntas, quando Jesus afirma em Jo 14.6 “...Eu sou o caminho a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim”.
Deus quer que o seu povo se alegre e que os jovens desfrutem da sua juventude.  Mas todo esses regozijo deve ser moderado pelo reconhecimento de que Deus responsabilizará cada um por seus atos pecaminosos.
Se o jovem permitir que sua vida espiritual degenere  em mediocridade e na prática de coisas pecaminosas, o resultado será aflição e sofrimento no presente, e julgamento no futuro.
Uma vida sem Deus pode produzir amargura, solidão e desespero na velhice. Uma vida centrada em Deus pode ser mais interessante e mais tolerável, mesmo quando estivermos diante da incapacidade, das enfermidades ou em desvantagens. Ser jovem é excitante, mas o vigor da juventude pode vir a ser um obstáculo para a pessoa ter intimidade com Deus se ela entregar-se a prazeres passageiros e não atentar para os valores eternos.
O jovem deve colocar o seu vigor à disposição de Deus enquanto ele o possui. Não deve desperdiçá-lo em atividades sem sentido, cujas, tornarão seus hábitos ruins e sua vida insensível à voz de Deus. Deve buscá-lo agora.
Buscar a Deus nos dias da juventude é a exortação do Pregador (Ec 12.1; 11.9,10). O Pregador instruiu os jovens a aproveitar a vida mas também lembar-se que o dia do juízo iria chegar.
A velhice  - Os dias difíceis de Ec 12.1, talvez se refiram aos tempos de tribulação ou das enfermidades da velhice. Uma série de metáforas é utilizada para descrever as características da velhice (Ec 12.2-6) – “A velhice como o inverno da vida é um tempo de escuridão” (v.2)  .
“Os guardas da casa representam os braços” (v.3) – “Homens fortes, sugerem as pernas” (v.3) – “Moedores, são os dentes” (v.3)  – “E as janelas, representam os olhos” (v.3) – As portas, podem representar os lábios ou os ouvidos” (v.4) – Filhas da música, deve ser uma referência as mulheres cantoras” (v.4; 2Sm 19.35).
O versículo também pode sugerir que o homem idoso retratado não conseguia mais cantar, emitindo apenas gemidos melancólicos. Muitas vezes o medo acompanha a velhice. – “Floresce a amendoeira é uma referência ao cabelo branco dos mais idosos” (v.5) –
“A casa eterna, é o túmulo, indicando o caráter definitivo da morte” (v.5) – “Os pranteadores, indicam um funeral” (v.5). Há quatro referência à morte, todas simbolizando a vida que fluiu e terminou com a morte” (v.6):
1ª.“Antes que se quebre a cadeia de prata, refere-se a um fio físico espiritual que prende o espírito ao corpo, uma forma de energia que se parece com uma corrente de prata, corda fina que liga o corpo físico ao corpo espiritual e imaterial, ou espírito-alma”,
2ª. “E se despedace o copo de ouro, se refere a morte cerebral”; 3ª. E se despedace o cântaro junto à fonte, se refere ao coração, quando ele pára”, 4ª.E se despedace a roda junto ao poço; quando os pulmões deixam de funcionar”. Quando acontece tudo isso, então: “O pó volta à terra como o era, e o espírito retorna a Deus que o deu” (Ec 12.7).
3. As diferentes dimensões da existência humana – A Escritura não vê nosso corpo como sendo algo mau ou ruim. Pelo contrário, a Bíblia mostra que a nossa dimensão temporal é tão importante quanto a espiritual. Devemos pois, cuidar do nosso corpo e fazer uso dele para a glória de Deus (1 Co 6.12-20).
A real importância da dimensão corporal do homem não tem sido bem entendida na nossa cultura ocidental. Isso se deve à influência da cultura grega que herdamos. Para os gregos, que se valiam de métodos metafísicos nas suas análises antropológicas, a parte mais importante do homem, para eles, era a alma e não o seu corpo.
Todavia, os judeus tendo em Filo de Alexandria o seu expoente maior, e o cristianismo Paulino, já via o homem nas dimensões: somática (corpo); psíquica (alma) e espiritual (espírito) – espiritual e psíquica: Se por um lado possuímos uma dimensão corporal, por outro, Ec 12.7 revela também que possuímos uma outra dimensão, a espiritual (Ec 12.7; Gn 2.7; 3.19). Temos assim duas dimensões que dependem uma da outra. Por isso se diz que o homem é um ser integral, constituído de espírito, alma e corpo (1Ts 5.23).
4. Prestando conta de tudo – Salomão começou Eclesiastes com com uma avaliação negativa da vida como vaidade, algo irrelevante, mas no fim ele concluiu com um sábio conselho, a indicar onde se pode encontrar o sentido da vida.
No temor de Deus, no amor a Ele, e na obediência aos seus mandamentos, temos o propósito e a satisfação que não existem em nada mais.
Todas as pessoas comparecerão diante do Senhor e serão julgadas pelo que fizeram. Não serão capazes de usar as contradições da vida como desculpas por terem fracassado em agir corretamente.
Que a leitura de Eclesiastes possa ajudar-nos a: 1. Reconhecer que o esforço humano sem a presença de Deus é inútil; 2. Colocar Deus em primeiro lugar a partir de agora; 3. Receber todas as coisas boas como dádivas de Deus; 4. Compreender que Deus julgará a todos, que tenham vivido de um modo bom ou mal (2 Co 5.10).
IV – CONCLUSÃO:  Os lados presente e futuro da vida.  Poema de Gióia Júnior. São Paulo.
Eterna Juventude
Senhor, o tempo foge aos arrancos, Vai-se o brilho do olhar, vem os cabelos brancos.
A mocidade passa e, sem que se pressinta, a velhice depois é uma figura extinta...
O tempo esmaga o corpo, aperta a fronte, encurva
A coluna de prata e torna a baça e turva a nitidez azul do espaço indefinido...
O olhar, indagador, misterioso, atrevido, que alcança a curva ideal da imensidão que abriga
É como um círio aceso e que depois se apaga... Não quero envelhecer, quero esta agilidade
Em sublime, perpétua, heróica mocidade... Quero voltar, Senhor, ao meu desembaraço
Que sorvia num salto a vertigem do espaço. Revivescer! Ressuscitar! Felicidade!
Sentir recuperada a antiga agilidade... Romper com a manhã sem preconceitos falsos
O cabelo revolto, os pezinhos descalços... O corpo é como o bronze – o tempo, num momento
Transformas, desfigura o altivo monumento! Senhor, cuida de mim, esperança imortal,
Quero revivescer na vida espiritual. Quero ressuscitar, sepultar o homem velho,
E ser um porta voz da nova do evangelho... satisfaz esta sede imensa de verdade,
Transforma numa glória a minha mocidade; Deus do bem e do amor, da paz e da verdade,
Conserva para sempre a minha juventude!


Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 4º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Pr. José Gonçalves).
Bíblia de Estudo Pentecostal –  Bíblia de Estudo da Mulher –  Bíblica de Aplicação Pessoal
READMACHER. Early D. O Novo Comentário do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, 2010. 1ª. Edição
CHAFER. Teologia Sistemática – Vls. 1,2 – São Paulo, 2008. 2ª. Edição -Editora Hagnus. R, Early D.
DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. São Paulo 2005 – 1ª Edição. Editora Hagnos.
GONÇALVES, José. Sábios conselhos para um viver vitorioso – Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Rio de janeiro, 2013, 1ª. Edição
CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. V.4.
CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. V.5
GRONINGEN. Gerard Van. Criação e Consumação – O Reino, A Aliança e o Mediador. São Paulo, 2002 – Editora Cultura Critstã
GEISLEN. l. Norman. Ética Cristã – Opções e Questões Contemporâneas. São Paulo 2010 – Editora Vida Nova.

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domingo, 15 de dezembro de 2013

Lança o teu Pão sobre as Águas - Lição 12 – 4º. Tri EBD CPAD - 22.12.2013

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Eclesiastes 11.1-10     
  
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
1.           Saber como viver uma vida sem propósitos.
2.           Decidir viver uma vida dinâmica com fé e esperança.
3.           Viver a vida com responsabilidade diante de Deus e dos homens.

II  - INTRODUÇÃO: Atitude é uma norma de procedimento que leva a um determinado comportamento. É a concretização de uma intenção ou propósito. De acordo com a psicologia, a atitude é comportamento habitual que se verifica em circunstâncias diferentes.

As atitudes determinam a vida anímica de cada indivíduo. As atitudes são patenteadas através das reações repetidas de uma pessoa. Este termo tem particular aplicação no estudo do caráter, como indicação inata ou adquirida, relativamente estável, para sentir e atuar de uma forma determinada.
No contexto da pedagogia, atitude é uma disposição subjacente que, com outras influências, contribui para determinar uma variedade de comportamentos em relação a um objeto ou a uma classe de objetos e que inclui a afirmação de convicções e de sentimentos a seu respeito e a respeito de ações de atração ou de rejeição. A formação de atitudes consideradas favoráveis ao equilíbrio do indivíduo e ao desenvolvimento da sociedade é um dos objetivos da educação.
Na sociologia, atitude consiste em um sistema de valores e crenças, com certa estabilidade no tempo, de um indivíduo ou grupo que o predispõe a sentir e reagir de uma determinada forma perante dados estímulos.
Tendo em conta que a filosofia é o caminho de quem ama a sabedoria, uma atitude filosófica significa não aceitar algo que é considerado como verdade absoluta sem antes pensar sobre essa determinada "suposta verdade".
É ter pensamento crítico e não se basear no senso comum, que muitas vezes pode levar a enganos. (As considerações citadas acima foram extraídas através de pesquisa no site http://www.significados.com.br).

No início do texto bíblico em estudo o rei Salomão exorta seus leitores sobre a necessidade de tomar uma atitude na vida e os convida a lançar o seu pão sobre as águas. Lançar o pão sobre as águas é uma atitude que demonstra ser condescendente com os pobres e com todos aqueles que sofrem de alguma necessidade e precisam de ajuda.
Salomão entendia que devíamos fazer alguma coisa e não apenas se contentar em contemplar a miséria alheia. “Trazer o pão de longe para alimentar os famintos” (Pv 31.14).
 III – DESENVOLVIMENTO
1 Vivendo com propósito – O crente deve tomar uma atitude diante da vida e suas circunstâncias vivendo com propósitos benéficos e generosos entre os quais pode ser destacado o de lançar o seu pão sobre as águas (Ec 11.1).
 “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás”. – No seu comentário sobre Eclesiastes, Champlin assegura que  a interpretação espiritual deste versículo é contribuir para bons empreendimentos, tanto com dinheiro como com esforço pessoal.
É ser generoso para com os que padecem necessidade; é pagar salário descente aqueles que se dedicam no seu trabalho. E então em harmonia com a lei moral da colheita segundo a semeadura, a pessoa generosa receberá de volta ampla recompensa, novamente sobre a forma de dinheiro ou outras coisas valiosas, especialmente as recompensas nos céus no pós vida.
Essa é uma interpretação cristã e espiritual que não deve ser esquecida, mas o sentido original quase certamente era econômico, falando de um sábio investimento.
Um dos sentidos da palavra hebraica traduzida por “pão” é o grão usado em  panificação. A referência aqui pode ser ao costume egípcio de espalhar sementes ou grãos sobre as águas que inundavam suas terras anualmente, quando o rio Nilo transbordava.
Parecia que aqueles grão ficavam soterrados e esquecidos, mas no devido tempo surgia colheita. Podemos aplicar este fato a nossa disposição de ser generosos e prestimosos (vv.2). Devemos dar liberalmente, pois um dia, talvez, nós mesmos venhamos a enfrentar uma grande necessidade (2Co 8.10-15).
2. Vivendo com dinamismo – No livro de Provérbios vimos que Salomão se valia com muita frequência de uma linguagem metafórica para melhor compartilhar suas ideias. Percebemos isso porque ele usou o exemplo do trabalho dinâmico das formigas para contrastar com a vida do preguiçoso (Pv 6.6).
No livro de Eclesiastes encontramos Salomão usando esse mesmo recurso metafórico  ao afirmar: “Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará” (Ec 11.4). Muitos intérpretes da Bíblia observam que a ideia aqui é a de movimento e imprevisibilidade.
O vento está se movimentando o tempo todo e as nuvens são imprevisíveis em seu movimento. É uma metáfora da vida que está em constante movimento e que não pode deixar de ser vivida por causa da sua imprevisibilidade. É o tempo presente no qual se vive e que exige uma tomada de decisão diante dos desafios que ele impõe.
Não podemos ficar olhando para a vida e se queixar das coisas que acontecem sem tomar nenhuma atitude frente aos seus desafios. Essa pessoa se assemelha aquele que apenas fica a olhar o vento e as nuvens.
Talvez para alguns a natureza não esteja cooperando como deveria, pois atrapalha a agricultura; assim, eles deixam de trabalhar quando deveriam. Não se deve esperar da natureza atos de perfeição.
O trabalho contínuo e a espera pela cooperação da natureza são o melhor afazer. O homem temeroso, que continua observando as nuvens e o vento, perderá sua oportunidade. Este versículo encoraja os homens a entrar em ação, a despeito das aparentes incoerências da natureza. 
Se fizermos o que puder, certamente Deus abençoará os nossos esforços. Independentemente do que aconteça, Deus continua no controle das coisas. Ele decreta todas as regras, garante todas as colheitas, bem como todas as falhas de safra.
Como não sabemos o que ele tem garantido para cada um de nós, continuemos trabalhando e esperando pelo melhor. Outro tanto se aplica a todos os empreendimentos da vida humana, e não somente às atividades agrícolas.
3. Vivendo com fé e esperança –  Pela manhã, semeia a tua semente e, à tarde, não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas” (Ec 11.6).
O sábio Salomão já havia orientado em Ec 11.1, o lançar agora ele pede o semear. A metáfora tem por objetivo reforçar o que ele já dissera no início desse capítulo usando a figura do agricultor para dar vida ao seu argumento.
Um agricultor tem que ser ativo pela manhã e à noite, semeando e efetuando os atos normais envolvido na agricultura. O que o agricultor fizer pode dar certo; todas as suas esperanças podem estar de acordo com aquilo que Deus já determinou, mas também pode discordar.
Ele continua sempre trabalhando e esperando pelo melhor. O labor humano é vão (vv.8; Ec 1.3), mas precisamos cumprir nossa parte, deixando todas as coisas nas mãos de Deus. O destaque aqui é a arte de semear. Assim como é preciso “lançar” também é necessário “semear”.
O destaque aqui é a arte de semear. Lançar e semear requer ação, é preciso plantar a semente, pois só colhe quem planta (2Co 9.6; Gl 6.7). Muitas vezes o solo da vida é duro, seco e arenoso e por isso semear se torna um trabalho árduo e difícil.
Muitos desistem de semear porque as condições não são favoráveis. Desistem logo diante das primeiras dificuldades que a vida lhes impõe. Embora ninguém possa controlar o futuro é melhor se preparar para ele tão cuidadosamente quanto possível.
Vimos que podemos semear, mas não podemos fazer a semente germinar: “Não retires a mão, porque não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas”. A atividade de semear e plantar é uma operação de risco e exige fé de quem semeia ou planta.
Pode ser que a semente plantada não germine e tudo que o semeador semeou tenha sido em vão. Mas esse risco ele precisa correr. Não há dúvida de que Salomão via a vida como um grande campo e com ele uma grande variedade de solos.
Com certeza havia muitos solos nos quais não fosse tão atrativo semear, mas o agricultor só saberia se a semente germinaria se semeasse. O que dependeria também do clima. Era, preciso fé, perseverança e esperança. Uma bela metáfora da lei da semeadura espiritual.
De nada adianta ficarmos observando o caos social e não tomarmos nenhuma atitude. É preciso que façamos a nossa parte semeando a genuína palavra de Deus nesse solo duro e pedregoso (Lc 8.5-15).
4. Vivendo com responsabilidade – Fazer escolhas responsáveis é uma séria admoestação de Salomão aos jovens em Ec 11.9, onde ele os exorta a uma vida de propósitos, haja vista estarem no alvorecer da vida.
Salomão não nega o lado alegre da vida: “Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelo caminhos que satisfaz o teu coração e agrada os teus olhos” (Ec 9.11).
O jovem é convidado a viver a vida com intensidade e responsabilidade. Isso inclue fazer de Deus e das coisas que o agradam o centro da satisfação de sua vida, pois tudo que Deus fez foi para o nosso contentamento (1Tm 6.17).
Esse viver alegre , mas de forma responsável tem uma razão de ser – nossas ações têm consequências. É isso que o sábio diz: “Sabe, porém,  que de todas estas coisas Deus pedirá contas. Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade” (Ec 11.9.10 – ARA) ”.
Viver a vida com intensidade está longe do viver desregrado, onde é dado vasão aos instintos numa espécie de “vale tudo”. É viver sabendo que nossas ações gerarão consequências. Consequências estas que quem vive na primavera da vida não costuma se lembrar nem medir. Devemos viver a vida para Deus e dessa forma não nos lamentaremos quando chegar a velhice.

IV – CONCLUSÃO:  Em Gálatas 6.7 encontramos a seguinte exortação do apóstolo Paulo: “Não vos enganeis; Deus não se deixa escarnecer; pois tudo que o homem semear isto também ceifará”. Ninguém zomba de Deus.
O que uma pessoa plantar, é isso mesmo que colherá. Se plantar no terreno da sua natureza humana, desse terreno colherá a morte. Porém, se plantar no terreno do Espírito de Deus, desse terreno colherá a vida eterna. Deus falou por meio do profeta Oséias:
Preparemos campo para a lavoura, semeiem a justiça e colham as bênçãos que o amor produzirá. Pois já é tempo de vocês se voltarem para mim, o Senhor, e eu farei chover sobre vocês a chuva da salvação” (Os 10.12 – NTLH).
 Deus diz que sempre ceifamos o que semeamos. Mesmo depois de sermos perdoados precisamos lidar com as consequências de nossos atos.
Pode levar tempo para que possamos terminar de sofrer as consequências negativas de nossos pecados passados, mas isso não nos deve desencorajar.
Fazer um inventário daqueles que nós machucamos é um passo em direção ao plantio de boas sementes. No tempo certo veremos uma boa safra começando a crescer.


Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 4º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Pr. José Gonçalves).
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
READMACHER. Early D. O Novo Comentário do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, 2010. 1ª. Edição
CHAFER. Teologia Sistemática – Vls. 1,2 – São Paulo, 2008. 2ª. Edição -Editora Hagnus. R, Early D.
DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. São Paulo 2005 – 1ª Edição. Editora Hagnos.
GONÇALVES, José. Sábios conselhos para um viver vitorioso – Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Rio de janeiro, 2013, 1ª. Edição
CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. V.4.
CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. V.5.
GEISLEN. l. Norman. Ética Cristã – Opções e Questões Contemporâneas. São Paulo 2010 – Editora Vida Nova.
SPU4RGEON. C.H. Esboços Bíblicos de Salmos. São Paulo, 2005 – Shedd Publicações.
Bíblias de Estudo Almeida.- Bíblia de Estudo de Genebra