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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Lição 04 – O Senhor e Salvador Jesus Cristo - 23.07.17 - EBD CPAD

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima Pernambuco
 Pr Presidente Roberto José do Santos
Subsídios Bibliológicos para o Tema: A razão da nossa Fé – Assim cremos e assim vivemos
João 1.1-14
                                                          Por: Pr. João Barbosa                                                         
O estado pre-encarnado de Cristo: O Antigo e o Novo Testamento apresentam claramente que Cristo é o Filho eterno de Deus.

Como Filho, ele é eternamente submisso ao Pai, fato evidenciado na eternidade passada pela sua boa vontade em submeter-se à vontade do Pai para ser o Redentor da humanidade.

Jesus proclamou: “Então, disse: eis aqui venho no princípio do livro está escrito de mim, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Como acima diz: sacrifício e oferta, e holocausto, e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram, então, disse: eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez” (Hb 10,7-10).

Enquanto esteve na terra Cristo sempre obedeceu à vontade do Pai (Jo 15.10). Jesus sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte e morte de cruz (Fp 2.6-8).

Na eternidade vindoura, Cristo ainda se submeterá ao Pai. Assim escreveu Paulo: “Depois, virá o fim, quando tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo império e toda potestade e força.

Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. O ultimo inimigo que há de ser aniquilado é a morte. E quando todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, também o mesmo Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos” (1Co 15.24-26,28).

A filiação eterna de Cristo segundo o NT: Como a segunda pessoa da Santíssima Trindade Cristo não teve começo. João escreveu: “No princípio, era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus” (Jo 1.1).

Na realidade, “todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo 1.3). Paulo acrescentou: “Nele foram criadas todas as coisas que há nos céu e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl 1.16,17).
Jesus orou: “E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo 17.5).

“Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.58). Cristo é o Filho eterno do Pai eterno. Quando ele disse: “Eu e o pai somos um” (Jo 10.30). “Os judeus pegaram em pedras” (Jo 10.31), reivindicando o direito de mata-lo “Pela blasfêmia, porque, sendo tu homem te fazes Deus a ti mesmo” (Jo 10.33).

Na carta do apóstolo Paulo aos Colossenses 1.15 é dito acerca de Jesus o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criação. Justino Mártir diz que esse texto aponta para a divindade de Cristo, em contraste com a sua humanidade.

Novaciano do terceiro século de nossa era, ao referir-se a presente passagem diz que Cristo é unigênito por ser divino; porque na qualidade de palavra divina em relação ao Pai, era o unigênito, mas que a criação subsequente de outros seres fez dele o primogênito.

Portanto, esse é um título que indica posição, e não começo no tempo, embora essa relação com o mundo tenha começado dentro do tempo. Porém, o que é dito acerca da relação não pode ser aplicada ao ser essencial que não teve princípio.

A filiação eterna de Cristo segundo o AT: O Salmista escreveu: “Eu, porém, ungi o meu rei sobre o meu santo monte Sião. Recitarei o decreto: O Senhor me disse: Tu és meu filho; eu hoje te gerei.
Pede-me, e eu te darei as nações por herança e os confins da terra por tua possessão. Beijai o filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se inflamar a sua ira. Bem aventurados todos aqueles que nele confiam (Sl 2.6-8,12).

Provérbios acrescenta: “Quem subiu ao céu e desceu? Quem cerrou o vento nos seus punhos? Quem amarrou as águas na sua roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes” (Pv 30.4). Uma das extraordinárias provas da filiação e deidade pré encarnada de Cristo do AT é a sua aparição como “o anjo do Senhor”.

O mensageiro de Jeová é Jeová. No AT o termo “Jeová” (Senhor) é exclusivamente usado em alusão a Deus. E o próprio Deus proclamou: Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor Jeová e não há outro (Is 45.18).

Deus diz que este título é o seu “nome”, dizendo: “Eu sou o Senhor Jeová. E eu apareci a Abraão e a Isaque, e a Jacó, como o Deus Todo Poderoso, mas pelo meu nome, o Senhor, não lhe fui perfeitamente conhecido” (Ex 6.2,3).

O mensageiro do Senhor é Jeová: Este ponto está claro quando ele apareceu a Moisés, pois “apareceu-lhe o anjo do Senhor em uma chama de fogo, no meio de uma sarça” (Ex 3.2).
No v.7, ele é chamado “O Senhor (Jeová),” e no v. 14, ele dá o seu nome como “Eu sou o que Sou”. 

Em outros lugares do AT, o mensageiro do Senhor é chamado Deus.
Em Gn 18.1, um dos mensageiros (anjos) que apareceu a Abraão se chamava Jeová (“o Senhor”). Quando os outros dois anjos partiram para Sodoma, lemos: “Abraão ficou ainda em pé diante da face do Senhor (Jeová)” (Gn 18.22).

Semelhantemente, “o anjo do Senhor” que apareceu a esposa de Manuá (Jz 13.3) aceitou e respondeu a oração de Manuá, que ele “orou instantemente ao Senhor e disse: Há Senhor meu, rogo-te que o homem de Deus, que enviaste, ainda venha para nós outra vez e nos ensine o que devemos fazer ao menino que há de nascer” (Jz 13.8). Na realidade, Manuá lhe perguntou qual era o seu nome, ele disse que o seu nome era maravilhoso (Jz 13.18; Is 9.6).

O anjo do Senhor é uma pessoa diferente do Senhor. No AT, vez ou outra o anjo do Senhor, que é o Senhor, falou com outra pessoa que é chamada “o Senhor” “Jeová”.
Por exemplo, Zacarias registrou: “Então, o anjo do Senhor respondeu e disse: Ó Senhor dos exércitos, até quando não terás compaixão de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estiveste irado estes setenta anos. Respondeu o Senhor (Jeová), ao anjo” (Zc 1.12,13).

O mesmo tipo de conversa aconteceu entre o Pai e o Filho no Sl 110.1, onde Davi escreveu: “Disse o Senhor (Jeová) ao meu Senhor (Adonai): Assenta-te á minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.

Em Mt 22.42,45 Jesus confirmou esta interpretação do texto. No Sl 45, o Pai fala com o Filho dizendo: “O teu trono, ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade” (Sl 45.6; Hb 1.8).

O anjo do Senhor é Cristo. O anjo do Senhor é a segunda pessoa da trindade, verdade derivada de duas linhas de evidências importantes. Primeiro, o anjo do Senhor no AT desempenha o mesmo papel que Cristo desempenha no NT. O Pai é quem planeja e envia o Redentor, o Filho é quem é o Redentor, e o Espírito Santo é quem convence e aplica a redenção àqueles que são redimidos.

Segundo, assim que o Filho, Cristo, entrou em permanente forma encarnada (Jo 1.1,14; 1Jo 4.2) nunca mais o anjo do Senhor aparece, embora um anjo apareça de vez em quando (At 12.7). Nenhum anjo que ordena ou aceita adoração ou afirma ser Deus jamais aparece novamente.

O Cristo pré-existente se fez carne (Jo 14.15):
Nesse prólogo de profunda revelação divina o apóstolo inspirado apresenta o Cristo histórico do Evangelho na sua pré-existência eterna, sua divindade, sua obra criadora, sua relação com o pai, sua encarnação, sua missão redentora, sua revelação, sua graça e sua glória.

Jesus Cristo é o verbo eterno, a luz da vida em sua expressão real, perfeita, completa e infinita. O verbo eterno que se fez carne revelou a natureza e a paternidade de Deus, revelou o plano divino da salvação do homem e revelou seu amor, sua justiça, sua santidade, sua verdade e sua glória.

No princípio, isto é, antes que existissem quaisquer seres celestes, humanos ou animais, o verbo estava face a face com Deus.
No Filho unigênito de Deus estava a vida na sua essência e na sua maravilhosa expressão. E a vida que estava no Verbo era a luz dos homens – luz intelectual, luz moral, luz espiritual, luz divina.

Jesus Cristo é a revelação plena e perfeita de Deus aos homens: “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam” (Jo 1.3-6).
Luz é figura da verdade e do conhecimento. A luz dissipa as trevas e permanece: “Eu, que sou a luz, vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas” (Jo 12.46).

Verdadeiramente, “em ti está a fonte da vida; na tua luz, veremos a luz” (Sl 39.9). A luz divina, que é Jesus Cristo, o Filho de Deus, tem não somente o testemunho da verdade, mas até o testemunho humano de que ele é a vida e a luz.

Deus mesmo providenciou este testemunho na pessoa de João Batista. Sua missão singular e gloriosa era de testemunhar que Jesus Cristo era o Verbo eterno e verdadeiro Deus, a luz dos homens para iluminar os corações que jazem nas trevas do pecado e da morte (Jo 1.26-34).

Jesus Cristo, que era a luz, já estava no mundo que ele criou, mas o mundo não o conheceu (Jo 1.10,11). O mundo, na sua incredulidade e depravação, já não podia conhecer o seu criador. Entretanto, havia, na terra, um povo que devia conhecê-lo: era o povo de Israel, o povo escolhido de Deus, a quem através de milênios se havia revelado e lhe havia manifestado seu santo nome, sua personalidade, sua misericórdia e seu amor.

É deste Cristo histórico que testificam a Santíssima Trindade (Mt 3.13-17) e João Batista (Jo 1.15-34) e, ainda, todos os apóstolos, os evangelistas e os discípulos de Cristo, em todos os tempos. E o verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1.14).

Somente Jesus Cristo é cheio de graça, porque ele é Deus. Maria, a bendita virgem e mãe de Jesus, não era cheia de graça, mas, como afirma o texto sagrado, agraciada. Maria recebeu a graça de Deus e não é despenseira da graça. A graça pertence a Deus, e somente ele é quem distribui a quem ele quer.
  
Bibliografia:
Lições Bíblicas EBD CPAD - 3º. Trimestre 2017. Comentarista: Pr. Esequias Soares
SOARES Esequias. A Razão da nossa Fé – Assim cremos, assim vivemos. CPAD RJaneiro 2017
GIOIA Egídio. Notas e Comentários À Harmonia dos Evangelhos. Editora Juerpe – Rio de Janeiro, 1981
CAMPOS. Heber Carlos de. O Ser de Deus e os seus atributos. Coleção Fé evangélica. Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2002
BERKHOF Louis. Teologia Sistemática.  Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2015
GEISLER, Norman.Teologia Sistemática. CPAD. RJaneiro 2010.
CHAMPLIN, R. N. PHD. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo Vol.5. Edit Hagnus. São Paulo, 2012

 A Bíblia Apologética com Apocrifos. ICP – Edição Ampliada – RJaneiro, 2015

sexta-feira, 14 de julho de 2017

A Santíssima Trindade: Um só Deus em três Pessoas

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima Pernambuco
 Pr Presidente Roberto José do Santos
Subsídios Bibliológicos para o Tema: A razão da nossa Fé – Assim cremos e assim vivemos:
Lição 03 –  - 16.07.17 - EBD CPAD
1Co 12.4-6; 2Co 13.13
Por: Pr. João Barbosa e Prof. Laudicéa Barboza                                                                
No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus (Jo 1.1).
João está apresentando a genealogia sobrenatural e divina de Jesus Cristo, o eterno filho de Deus.

Jesus Cristo é o LOGOS divino, o VERBO eterno que se fez carne e habitou entre nós.
B.H.Caroll distingue três elementos essenciais da divindade do LOGOS:

a) A eternidade absoluta de seu ser: “No princípio era o VERBO”.
b) A personalidade distinta de seu ser: “E o VERBO estava com Deus” – duas pessoas juntas.
c) Natureza e essência da Deidade: “E o verbo era Deus”.

W.C.Taylor, interpretando o termo LOGOS, diz: “O termo LOGOS não significa somente Razão, mas a fala com que a razão se comunicou aos homens...”

O termo LOGOS tem duas linhas na sua hereditariedade...
Para o grego, o LOGOS era a razão que procede de Deus. Para o hebreu, o LOGOS era a Vontade e 

Plano de Deus entrando na história, para guia-la e controlar seu curso...
A ideia hebraica é a mais forte no significado resultante do vocábulo. O LOGOS é a plena expressão da mente divina e do seu coração, no tocante a redenção do homem...

O LOGOS de Deus, sua expressão de si mesmo, tomou para si uma realidade perfeita.
A expressão “no princípio”, nos versos 1 e 2, evidentemente “significa na eternidade”, pois o VERBO é o eterno Filho de Deus. É o próprio Deus.

Esta mesma expressão “no princípio”, acha-se também em Gênesis 1.1, porém se refere ao princípio ou origem ou começo de todas as coisas existentes pelo ato criador de Deus, em sentido absoluto da criação da matéria não existente, e que Deus criou-a do nada; e, também, dos seres celestiais e tudo quanto possa existir como criação de Deus.

Ainda temos a expressão “desde o princípio”, em João 8.44, que, indubitavelmente, não tem o mesmo sentido da de João 1.1,2, mas se refere ao começo de um ato de rebelião de um ser angélico criado por Deus, que é o diabo, e que, portanto, não era eterno.
2) A Trindade e a Triunidade de Deus

Os termos Trindade e Triunidade referindo-se a Deus, não se acham na Escritura Sagrada.
TRINDADE DIVINA não significa três deuses num só nem três pessoas numa só, e nem significa que Deus se manifesta em três modos diferentes.

A Escritura nos revela “Deus uno em essência e em três pessoas distintas eternas e iguais”.
“Essência é aquilo que faz que uma coisa seja o que é: natureza íntima das coisas”.
“Em Deus há três pessoas distintas e uma só divindade”.

As três pessoas da SANTÍSSIMA TRINDADE têm uma só essência, uma só personalidade, que chamamos TRIUNIDADE de Deus.
a) O Pai é Deus: “Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; pois neste, Deus, o Pai, imprimiu seu selo” (Jo 6.27).
b) O Filho é Deus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1)
c) O Espírito Santo é Deus: “Ananias, porque Satanás encheu o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno?... Não mentiste aos homens, mas a Deus” (At 5.3,4).

Deus é uno em essência e em três pessoas DISTINTAS.

“A essência de Deus é única e indivisível, mas tem três modos de subsistência, e não três modos de manifestação. A pluralidade da Divindade não é a pluralidade de essência, mas pluralidade pessoal”.

Portanto, a essência de Deus é única e indivisível, em três pessoas distintas e em três modos de subsistência.

Por isso o nome da TRIUNDIDADE DIVINA é: “EU SOU O QUE SOU”. EU SEREI O QUE SEREI”.

Deus é uno em essência e em três pessoas eternas.
O modo da triúna existência de Deus é inescrutável. Entretanto, a Escritura nos revela Deus nessa inescrutável existência eterna, e nós pela graça de Deus, CREMOS. E isso nos basta.

E negar a doutrina da TRINDADE E TRIUNIDADE de Deus porque é inescrutável ao homem, é pecado de presunção, pois o homem finito jamais poderá definir o Infinito.

Negar a TRINDADE de Deus é negar a Verdade da Palavra de Deus. Negar a TRINDADE é negar que Jesus Cristo é a Verdade.

Negar a TRINDADE é negar o Espírito da Verdade. Negar a TRINDADE é negar que Cristo é o verdadeiro Deus (1Jo 5.20).

Entre os muitos heréticos que negam a TRINDADE DIVINA acham-se os modernos “Testemunhas de Jeová” e os “Mórmons”.

Sua literatura é perniciosíssima, saturada de erros bíblicos de toda sorte, exatamente porque negam a doutrina da Trindade.

Mas a doutrina da trindade nos fornece a chave de todas as outras doutrinas bíblicas. Quem erra na doutrina da trindade, errará fundamentalmente em todas as demais doutrinas da Bíblia Sagrada.

A base bíblica para compreender a doutrina da trindade:
Embora esse termo Trindade aplicado a Deus Pai, Filho e Espírito Santo só tenha sido mencionado pela primeira vez por Tertuliano aproximadamente no ano 220 a.D, uma leitura atenta da Bíblia nos mostra que ambos os Testamentos fazem referência a essa matéria de maneira muito clara.

Veremos a seguir algumas evidências textuais da doutrina da trindade no NT.

Textos sobre o batismo de Jesus:
 (Mt 3.13-17; Mc 1.9-11; Lc 3.21-23; Jo 1.32-34). Estas passagens falam do filho encarnado que está diante de João Batista para ser batizado enquanto o Espírito desce do céu tomando a forma corpórea de uma pomba e ao mesmo tempo ouve-se a voz do Pai dizendo algo sobre o Filho amado.
Nesses textos percebe-se três pessoas que aparecem simultaneamente, e não três modos diferentes da mesma pessoa se apresentar, como pensam os modalista.
Embora a ênfase maior da pessoa recaia sobre o Pai (que fala) e o filho que está sendo batizado, todavia, o Espírito aparece de forma distinta das outras duas pessoas.

Textos sobre a fórmula batismal:
(Mt 28.16-20; Mc 16.15-18). Os textos sobre o batismo de Jesus mostram a presença simultânea das três pessoas de uma forma bem distinta.

Textos sobre a bênção apostólica:
 (1Co 13.13). Esta passagem bíblica nos mostra de maneira clara as três pessoas sendo apontadas como as beneficiadoras dos remidos de Deus.
Deve-se observar que esse texto mostra que as funções abençoadoras de cada uma das três pessoas tem um caráter pessoal.

A graça, o amor e a comunhão são propriedades de pessoas, não de energias ou de poderes. Há três pessoas distintas claramente ensinadas nessa passagem.
Ap 1.4,5 também nos mostra as três pessoas juntas, mas com nomenclaturas diferentes. Neste texto o 

Pai é chamado àquele que era, que é e que há de vir e aquele que está no trono; o Filho, Jesus Cristo, é chamado de a fiel testemunho o primogênito dos mortos e o soberano dos reis da terra;
O Espírito é chamado de “os sete Espíritos de Deus”. Portanto, graça, paz e amor vêm desse Deus Triuno.

O curioso é que a bênção aarônica de Nm 6.24-27 também mostra uma forma triúna à luz do ensino do NT (2Co 13.13).

Textos gerais sobre a Trindade:
(1Co 12.4-6). Nesta passagem há novamente a menção das três pessoas exercendo funções diferentes na capacitação da igreja. O Espírito é o mesmo que distribui os dons para os membros do corpo (v.4);
o Filho que aqui é chamado de Senhor, é quem, determina o lugar onde os membros do corpo vão trabalhar (v.5); e o Pai é quem dá a diversidade das realizações dos membros do corpo (v.6).
(Ef 4.4-6). 

Nesta passagem, Paulo trata da unidade do corpo, dando várias evidências da mesma. A característica importante é que essa unidade gira em torno das três pessoas da trindade. Há um só Espírito, um só Senhor e um só Deus e Pai de todos.

A Trindade, como no texto de 1Co 12.4-6, é a mola mestra da vida do corpo (a igreja). Sem as pessoas da trindade o corpo (a igreja) não pode funcionar.
(1Pe 1.1,2). Enquanto as duas passagens acima têm a ver com a capacitação da igreja, esta tem a ver com a obra sotereológica das pessoas da Trindade.

O Pai é o responsável pela eleição, segundo a sua presciência; a obra da redenção dos pecadores é feita pela aspersão do sangue de Jesus Cristo, o Filho, e a santificação dos eleitos e redimidos é feita pelo Espírito Santo.

(Jd 20-22). Esta passagem também nos mostra as três pessoas novamente exercendo funções diferentes na vida dos santos.

O Pai é quem guarda os santos no seu amor. O Filho é a expressão da misericórdia divina, na qual os santos devem esperar. O Espírito é o que edifica os santos na fé santíssima, ou seja, no corpo de doutrina recebido, a mesma fé que uma vez foi entregue aos santos.

CONCLUSÃO:
A Trindade é uma doutrina com sólidos fundamentos bíblicos e, mesmo sem conhecer essa terminologia os cristãos do período apostólico reconheciam essa verdade.

Essa doutrina está implícita no AT, pois há declarações que indicam claramente a pluralidade na unidade de Deus (Gn 1.26; 3.22; 11.6,7; Is 6.8-11)

Em Is 6.8-11 há de forma bem clara uma manifestação da Triunidade de Deus, pois deis o Pai está assentado no Trono enquanto o profeta Isaias está falando da pessoa do Filho (Mt 13.13-15; Jo 12.38-41), e do Espírito Santo (At 28.25-27).

Apesar da ênfase da doutrina monoteísta com o shemá: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus é o único Senhor” (Dt 6.4), reafirmada pelo Senhor Jesus Cristo (Mc 12.29), o AT mostra que a unidade de Deus não é absoluta.

O NT revela que essa pluralidade se restringe ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo (Mt 28.19; 1Co 12.4-6; 2Co 13.13; Ef 4.4-6; 1Pe 1.2).


Lições Bíblicas EBD CPAD - 3º. Trimestre 2017. Comentarista: Pr. Esequias Soares
SOARES Esequias. A Razão da nossa Fé – Assim cremos, assim vivemos. CPAD RJaneiro 2017
GIOIA Egídio. Notas e Comentários À Harmonia dos Evangelhos. Editora Juerpe – Rio de Janeiro, 1981
CAMPOS. Heber Carlos de. O Ser de Deus e os seus atributos. Coleção Fé evangélica. Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2002
BERKHOF Louis. Teologia Sistemática.  Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2015

 A Bíblia Apologética com Apocrifos. ICP – Edição Ampliada – RJaneiro, 2015

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Um amigo de Jesus

Um amigo não abandona o outro

Amigo mais chegado que um irmão

NA ANGÚSTIA NASCE O IRMÃO

Deus peleja pelo seu povo

Deus quer que os irmãos vivam em união Por Pr João Barbosa

Onde abundou o pecado superabundou a Graça de Deus Por Pr João Barbosa

O que o homem planta, isso colherá Por Pr João Barbosa

Jacó mentiu ao próprio pai Por Pr João Barbosa

Quando o ódio se torna mortal Pr João Barbosa

A mentira traz maldição Por Pastor João Barbosa

Jacó, Um Exemplo de um Caráter Restaurado Por Pr João Barbosa

Sara, uma mulher de fé Por Pr João Barbosa

A fé não olha para as circunstâncias Por Pr João Barbosa

Pela fé, Abraão, sendo chamado obedeceu a Deus Por Pr João Barbosa

Abraão creu contra a esperança Por Pr João Barbosa

Um nome dado por Deus Por Pr João Barbosa

Isaque, Um caráter pacífico Por Pr João Barbosa

Jesus, chamado por Deus Sumo Sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque...

Jesus, Sumo Sacerdote dos bens futuros Por Pr João Barbosa

Jesus, Sacerdote Eterno Por Pr Joao Barbosa

Jesus, apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão Por Pr João Barbosa

Sumo Sacerdote misericordioso e fiel Por Pr João Barbosa

Jesus, único mediador entre Deus e os homens Por Pr João Barbosa

Melquisedeque, o Rei de Justiça Por Pr João Barbosa

Abel, Morto por seu próprio irmão Por Pr João Barbosa

Abel, um caráter liberal para ofertar

Abel, um Caráter Justo e Santo Por Pr João Barbosa

Abel, um caráter de fé viva Por Pr Joâo Barbosa

terça-feira, 21 de março de 2017

Deus dá a semente Por Pr João Barbosa

Fruto para Santificação Por Pr João Barbosa

Uma Vida de Frutificação - Lição nº. 13 – 26.03.17

Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima PE.
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pr. Presid. Roberto José dos Santos – Superint.EBD: Pr Stivens Ribeiro -  1º Secret.Superint EBD: Pr. João Barbosa
Siga nosso Canal do Youtube:  Na Senda da Cruz – Pr. João Barbosa
Estude na ETEALDALPE

Lições EBD CPAD – Tema: As Obras da Carne e o Fruto do Espírito

Comentarista Pr Osiel Gomes
(IEAD Campo Tirirical – São Luis – MA)
Resenha tecida pelo Pr. João Barbosa e Mssa. Laudicéa Barboza (Comadalpe)
Texto Bíblico para Leitura em Classe: João 15.1-6

1.        APRESENTAÇÃO: A lição em estudo tem como Objetivo Integratório explicar que o crente só terá uma vida frutífera se estiver ligado á Videira Verdadeira.
2.      VERDADE PRÁTICA: O crente só terá uma vida frutífera se estiver ligado á Videira Verdadeira.
3.      PONTO CENTRAL: O crente precisa frutificar.
4.     TEXTO ÁUREO: “Toda vara em mim que não dá fruto, a tira, e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto”. Jo 15.2
5.      INTRODUÇÃO: Fomos chamados pelo Pai para dar bons frutos a fim de que o nome dele seja glorificado.
6.      DESENVOLVIMENTO: Os dons espirituais são importantes para o crente , mas estes precisam ser acompanhados do fruto, pois o fruto está relacionado ao caráter de Cristo em nós.
Ele evidencia a nossa comunhão com o Pai e o quanto temos aprendido com Ele.
I –A videira e seus ramos – A videira é o próprio Senhor Jesus Cristo e os ramos são todos os discípulos de Cristo.
Como discípulos, precisamos estar ligados à videira para termos uma vida frutífera (Jo 15.1).

I.1 – A parábola da vinha – Esta parábola encontra-se no texto da Leitura Bíblica em classe (Jo 15.1-6). Como lavrador o Pai tem cuidado de nós com zelo e amor para que possamos produzir frutos em abundância.
Fomos alcançados unicamente pela graça divina, e a única coisa que Ele exige de nós é que venhamos a frutificar.
I.2 – Condição para ser produtivo – Para a frutificação da videira faz-se necessário algum tempo e muitos cuidados. De igual modo na vida espiritual, é preciso o discipulado, ensino da palavra de Deus.
Contudo, para ser frutífero é imprescindível estar ligado a Cristo, a Videira Verdadeira.
I.3 – A poda – Podar é aparar os ramos que estão atrapalhando o desenvolvimento da planta.
A poda ajuda a produzir novos ramos, fazendo com que a produção de frutos seja maior.
II. – O fundamento da frutificação espiritual – Uma videira que produz muito fruto glorifica a Deus, pois Ele envia diariamente a luz do sol e a chuva para fazer crescer as colheitas, e nutre constantemente cada planta, preparando-a para florescer.
II.1 – Firmados no amor de Cristo – O amor é o fruto excelente (Gl 5.22). Fomos alcançados pela graça e o amor de Cristo (Rm 3.24).
 A graça divina, além de destruir os pecados, enxerta em nós a semente do amor.
O amor nos ajuda a vencer os efeitos da arrogância, o egoísmo e a incredulidade.
II.2 – Por que o amor é a base da frutificação? – Porque ele é o alicerce de todas as virtudes (1Co 13.13).
Não adianta dizer que ama e tem fé se não tiver as boas obras.
II.3– Cheios do espírito e de amor – O amor é gerado em nossos corações pela ação do Espírito Santo. Esta característica era uma das mais marcantes da Igreja Primitiva.
III. – Chamados para frutificar – O fundamento da frutificação espiritual está em ser cheio do Espírito Santo e de amor (At 4.34;60).
 III.1 –Revestidos com amor – Busquemos as coisas que são de cima (Cl 3.1,2). Nossas atitudes devem refletir tal verdade.
Mediante a fé no sacrifício de Cristo, já retiramos a “roupa velha”, nossos trapos de imundícia que é a vida pecaminosa.
O amor, fruto do Espírito, em nossa vida nos conduz:
a)      A frutificar em nosso relacionamento espiritual
b)      A ter um relacionamento conjugal frutífero (Ef 5.25).
c)      A ter um relacionamento familiar frutífero (Ef 5.22; 6-1).
III.2 – Se a Palavra estiver em nós – Só é possível frutificar se Cristo em suas palavras estiverem plantados em nós.
Esse também é a condição para que as nossas orações sejam ouvidas e respondidas (Jo 15.7).
III.3 – Cumprindo a lei – Na Epístola aos Romanos, Paulo trata com profundidade a respeito da lei. Ele mostra que somente o que ama cumpre a lei “[...] quem ama aos outros cumpriu a lei” (Rm 13.18).
CONCLUSÃO: Fomos chamados do mundo para glorificar para a glória de Deus.
O amor de Deus por nós é singular. Quando experimentamos desse amor somos transformados e, então passamos a produzir o fruto do Espírito.

BIBLIOGRAFIA

·        Pr. Gomes Osiel (Comentarista) Lições Bíblicas EBD CPAD 1º Trimestre 2017
·        Pr. Gomes Osiel. AS Obras da Carne e o Fruto do Espírito.  Editora CPAD. 2017, Rio de Janeiro.
·        Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
·        Bíblia Palavra Chave CPAD
·        Bíblia de Estudo Despertar (NTLH).
·        NEE Watchaman. O Homem Espiritual – (Vs I, II, III1). Editora Betânia. 1ª. Edição – Belo Horizonte, 2001.
·        CAMPOSTRINI Hildomar. O Homem de Adão a Cristo – Distribuição Ebar Editora. Rio de Janeiro 1995.
·        ANDRADE, Claudionor de. Dicionário de Profecia Bíblica. Editora CPAD. Rio de Janeiro, 2006 – 8ª. Edição.

·        BARCLAY, William (V.II). As Obras da Carne e o Fruto Espírito. Editora Vida Nova, São Paulo, 2000