Total de visualizações de página

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

OS ANTEPASSADOS DE JESUS: CD Volume 4: SUA GENEALOGIA E FILIAÇÃO MESSIÂNICA

Pr. João Barbosa da Silva



Adquira os Cds das Mensagens do Programa Andando por Onde Jesus Andou e também Mensagens do Pr. João Barbosa em Portugal, entrando em contato conosco pelo MSN ou email laudiceabarboza@hotmail.com ou pelos telefones: 81 81937981 / 4104 1491 
Temas: Missões, Ecologia, Escatologia, Cura Divina, Idolatria, A Obra do Esp.Santo


 INTRODUÇÃO:
O livro de Rute nos fala da família de Perez em suas gerações até o aparecimento do rei Davi (Rt 4.18-22). Antes de falarmos sobre o rei Davi queremos analisar alguns pontos salientes sobre a pessoa de Jessé, pai de Davi. O texto bíblico nos fala de uma árvore genealógica começando com Perez, Esrom, Arão, Aminadab, Naasson, Salmon, Boaz, Obede, Jessé e Davi.

DESENVOLVIMENTO:
Jessé filho de Obede, neto de Boaz e Rute a moabita, e bisneto de Raabe (Js 2.1-14; 6.16,17: Mt 1.5; Hb 11.30,31).

O nome Jessé segundo se crê, em hebraico significa “Deus existe ou dádiva”, tinha oito filhos e duas filhas (1 Sm 16.10-13; 17.12; 1 Cr 2.13-17). Um dia, o rei Saul zombando de Davi em sinal de escárnio o chamou de “o filho de Jessé” (1 Sm 22.7-9; 2 Sm 20.1; 1 Re 12.16).

Deus transformou essa zombaria em bênção (2 Sm 23.1; 1 Cr 10.14; Sl 72.20; At 13.22).

Desde então Jessé passou a ser mencionado dentro do contexto messiânico. Em Isaias Cristo é chamado de raiz de Jessé (Is 11.1), e pendão dos povos (Is 11.10). O apóstolo Paulo também reconhecia esta origem humana de Jesus (Rm 15.12). O nome de Jessé entrou definitivamente na genealogia dos antepassados do Messias (Mt 1.5,6; Lc 3.32).

A genealogia de Jesus: Davi que no hebraico significa “amado”, era bisneto de Rute a moabita e Boaz, o mais jovem entre oito irmãos (1 Sm 17.12).
Dentro da economia da família sua responsabilidade era de pastor onde desenvolveu habilidades e coragem que veio a usar nos anos de guerreiro, os quais consolidaram seu reinado (1 Sm 17.28,29).

Saul se torna rei: Embora Saul tenha se tornado rei, mesmo assim ele tinha vários desvios de caráter e problemas de origem espiritual muito sérios.
Muito antes de Davi ser conhecido, Deus o chamou de “homem segundo o meu coração” (1 Sm 13.14).
Deus repreende Samuel pelo apego que ele tinha com Saul e o manda ungir um dos filhos de Jessé (1 Sm 16.1-13). Logo que Davi foi ungido rei, Deus retirou o seu espírito de Saul e um espírito mau o atormentava. Davi que era um excelente harpista foi enviado para ajudar Saul (1 Sm 16.14-23).

Davi foi ungido rei três vezes: Primeiro – Pelo profeta Samuel (1 Sm 16.10-13); Segundo – Em Hebrom, sobre a tribo de Judá (2 Sm 2.1-11); Terceiro – Ainda em Hebrom. Depois de sete anos, Davi é ungido rei sobre Israel (2 Sm 5.1-5).

Davi entendia que Deus o exaltava por amor ao seu povo (2 Sm 5.10-12).
Depois de reinar sobre as doze tribos Davi toma a fortaleza de Sião, chamada de Jerusalém e a torna capital do seu reino (2 Sm 5.7,8).

Em 2  Sm 7.8-16, 25, 29, Deus faz um pacto com Davi. Depois desta promessa todos esperavam que Deus cumprisse as beneficências de Davi (Is 55.3,40).

O Antigo Testamento não diz que Cristo seria descendente de Salomão e sim descendente de Davi (2 Sm 7.13, 14, 16; Jr 23.5).
Nasce a Davi, um filho que ele teve através de Bate-Seba, o qual ele chamou de Salomão. Mas, o profeta Natã o chamou de Jedidias (2 Sm 12.24,25). No hebraico, Salomão significa “pacífico” e Jedidias “amado do Senhor.
 O evangelista Mateus narra a genealogia do filho de Davi, Salomão (Mt 1.6). Salomão foi um antepassado de José. Lucas registra a genealogia do filho de Davi, Natã (1 Cr 3. 1, 5; Lc 3.31), que foi um antepassado de Maria.
José e Maria eram descendentes de Davi, mas eram de duas famílias diferentes: Uma por Salomão e outra por Natã.

Fontes:
CHANPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia Filosofia eTeologia -  Edit. HAGNOS
COENEN. Lotar e BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Edit. Vida Nova
CHANPLIN, R. N. Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Edit. HAGNOS
CHANPLIN, R. N. Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Edit. HAGNOS
ANGUS, Joseph. História, Doutrina e Interpretação da Bíblia - Edit. HAGNOS
LEE, Witness. Comentário ao Evangelho de Mateus Volume 1 e 2 – Edit. Árvore da Vida
Bíblia de Estudo de Genebra.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

O EXERCÍCIO MINISTERIAL NA CASA DO SENHOR - Lição 10 - 4º. Trimestre 2011 EBD-CPAD (Esboço)

Neemias 13.1-8
Pr. João Barbosa
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:


1. Conscientizar-se de que o líder deve ser comprometido com o Reino de Deus.


2. Saber que os recursos financeiros na Casa de Deus devem ser administrados com transparência e fidelidade.


3. Compreender que as ofertas e dízimos são importantes para a expansão do Evangelho.

11º.Aniversário da Oração Missionária
COMADALPE Casa Caiada - Olinda-PE - 27.11.2011
Pr. Presidente: Roberto José dos Santos
 


 INTRODUÇÃO
Somente pessoas especiais escolhidas por Deus podem exercer a função de despenseiro ou ministro na Casa de Deus pela amplitude de responsabilidades que lhe são delegadas –  “Que os homens nos
considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se nos despenseiros, que cada um se ache fiel” (1 Co 4.1,2).
O despenseiro é um guardião da propriedade alheia e administra bens que não lhe pertence. Em se tratando da Casa do Senhor, tal exercício exige muito temor e tremor implicando isto em uma administração transparente e fidedigna como recomenda o apóstolo Paulo em 1Tm 4.12 – “.....sê o exemplo dos fiéis na palavra, no procedimento e no trato”. Cabe ao ministro ou despenseiro questionar-se a si próprio que tipo de fazer, que forma de agir, lhe outorgará a caracterização de um  sábio e fiel despenseiro para em subordinação ao Senhor, desenvolver o exercício ministerial em sua Casa, consciente de que nada lhe pertence, mas tudo pertence a Deus e nós somos apenas seus mordomos e despenseiros, pela função delegada como seus servos.
ESBOÇO
Pouco depois da restauração dos muros precedido do grande avivamento conforme Ne 13.1-8, o sacerdote Eliasibe profanou a administração da Casa do Senhor procedendo não como um mordomo mas como dono do patrimônio e das finanças da Casa do Senhor o que levou o povo a desprezar e se abster dos compromissos assumidos:
1. Servir a Deus e sua Palavra com inteireza de coração (Ne 10.29);
2. Manter-se separado do mundo – como povo santo  (Ne 10.30, 31);
3. Sustentar a obra do Senhor com seus dízimos e ofertas voluntárias (Ne 10.32-39).

Na economia hebréia um décimo da receita do povo era separado para o custeio do culto público a Deus. Assim Moisés determinou: “Todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do Senhor; santas são ao Senhor.......No tocante a todas as dízimas de vacas e ovelhas, de tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao Senhor” (Lv  27.30,32).

Mas o sistema de dízimos não se originou com os hebreus. Desde os primitivos tempos o Senhor reivindicava como Seu o dízimo; e tal reivindicação era reconhecida e honrada.
Abraão pagou dízimo a Melquisedeque, sacerdote do Altíssimo Deus (Gn 14.20). Em Betel, Jacó exilado e errante prometeu ao Senhor: “De tudo quanto me deres, certamente pagarei o dízimo” (Gn 28.22).

Quando os israelitas estavam prestes a estabelecer-se como nação, a lei do dízimo foi confirmada, como um dos estatutos divinamente ordenados, da obediência da qual dependia a sua prosperidade.

O Senhor declara: “Meu é todo o animal da selva, e as alimárias sobre milhares de montanhas”. “Minha é a prata, e Meu é o ouro”. E é Deus quem dá aos homens poder de adquirir riquezas. Sl 50.10, Ageu 2.8; Dt 8.18.

Como reconhecimento de que todas as coisas provêm dEle, o Senhor determinou que parte de Seus abundantes dons Lhe fosse devolvido em dádivas e ofertas para manterem o seu culto.
O dízimo era dedicado exclusivamente ao uso dos levitas, a tribo que fora separada para o serviço do santuário. Mas este não era o limite das contribuições para os fins religiosos.

Tanto o tabernáculo quanto o templo, foram levantados pelas ofertas voluntárias e como medida de provisão para os reparos necessários do templo e outras despesas; Moisés determinou que todas as vezes que o povo fosse recenseado, cada um deveria contribuir com meio ciclo para o serviço do tabernáculo.

No tempo de Neemias fazia-se anualmente uma contribuição para esse fim (Ne 10.32,33). De tempos em tempos eram trazidas a Deus ofertas pelo pecado e ofertas de gratidão. Essas eram apresentadas em grande número nas festas anuais. E fazia-se pelos pobres a mais liberal provisão.

Mesmo antes que o dízimo pudesse ser reservado, tinha havido já um reconhecimento dos direitos de Deus.  Aquilo que em primeiro lugar amadurecia dentre todos os produtos da terra era-Lhe consagrado.

A primeira lá quando as ovelhas eram tosqueadas; o primeiro trigo quando este era trilhado; o primeiro óleo, o primeiro vinho, eram separados para Deus. Assim também o eram os primogênitos de todos os animais, e pagava-se um resgate pelo filho primogênito.

As primícias deviam ser apresentadas diante do Senhor no santuário, e eram então dedicadas ao uso dos sacerdotes.
As contribuições exigidas dos hebreus para fins religiosos e caritativos montavam  a uma quarta parte completa de suas rendas.

Uma taxa tão pesada sobre os recursos do povo poder-se-ia esperar que os reduzisse à pobreza; mas, ao contrário, a fiel observância desses estatutos era uma das condições de sua prosperidade.

Sob a condição de sua obediência, Deus lhe fez essa promessa “Por causa de vós repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide no campo vos não será estéril...... E todas as nações vos chamarão bem-aventurados: porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos exércitos” (Ml 3.11, 12).
Nos dias de Israel os dízimos e as ofertas voluntárias eram necessários para manterem as ordenanças do serviço divino. O princípio estabelecido por Deus é que nossas ofertas sejam proporcionais àquilo que ganhamos.

“A qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou muito mais se lhe pedirá” (Lc 12.48). “De graça recebestes, de graça daí” (Mt 10.8).

A ampliação da obra do Senhor na terra, requer  maior provisão para seu sustento do que o que era exigido antigamente, e isto torna agora as leis de dízimos e ofertas de mais imperiosa necessidade.

Se o povo de Deus contribuísse mais liberalmente para Sua causa pelas suas dádivas voluntárias, em vez de recorrer a métodos não cristãos e profanos a fim de encher o tesouro, Deus seria honrado, e muito mais almas seriam ganhas para Cristo.

Deus fez dos homens os Seus despenseiros.  A propriedade que Ele pôs em suas mãos são os meios que Ele proveu para a propagação do evangelho. Aqueles que se mostrarem mordomos fiéis Ele confiará maiores bens.

Diz o Senhor: “Aos que me honram honrarei” (1Sm 2.30). “Deus ama ao que dá com alegria” (2Co 9.7). E quando seu povo de coração agradecido lhe traz seus dízimos e ofertas, não com tristeza ou com necessidade, Sua bênção os acompanhará, conforme Ele prometeu.
“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu vos não abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós uma bênção tal, qual dela vos advenha a maior abastança” (Ml 3.10).

Fontes:
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico –  Antigo Testamento. Edit. Central Gospel.
WHITE, Ellen G. Patriarcas e Profetas. Casa Publicadora Brasileira - 1976
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia - Editora Hagnos
DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. Editora Hagnos
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. Editora Vida Nova
RICHARDS, Lawrence. Comentário Bíblico do Professor. Editora Vida
Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Encyclopaedia Britannica do Brasil. Publicações Ltda.
LOPES, Hernandes Dias. NEEMIAS – O líder que restaurou uma nação – Edit. Hagnos
Manual do Professor de Jovens e Adultos do 4º. Trimestre 2011– EBD-CPAD
Bíblias: Estudo Pentecostal-CPAD / Estudo Despertar – NTLH – Soc. Bíb.do Brasil
Estudo de Genebra – Editora Cultura Cristã 

domingo, 27 de novembro de 2011

O DIA EM QUE O SOL PAROU NO TEMPO - Programa 041 de 25.11.11

Programa Missionário “Andando Por Onde Jesus Andou”.
45 anos juntos a serviço do Rei Jesus




Produção e Apresent. do Pr. João Barbosa da Silva e da Mssª. Laudicéa Barboza
Às 5ª e 6ª. Feiras de 12 às13h (Horário do Brasil em PE) www.radioplenitude.com.br
Em nosso SITE www.nasendadacruz.com  assista diariamente a reapresentação de um de nossos Programas “Andando por Onde Jesus Andou”
Texto Bíblico Chave
(2 Re 20.11)
“E fez voltar a sombra dez graus, pelos graus que já tinha reclinado no relógio de sol de Acaz.” 
Existem algumas pessoas que nasceram para uma finalidade específica, entre estas podemos citar: Moisés, Sansão, João Batista e Jesus Cristo.
Deixando de lado estes casos especiais, parece que o tempo de nascer aqui é empregado de maneira simples e natural e os nascimentos vão ocorrendo à proporção que homem e mulher se unem sexualmente.
O “profundo respeito pela vida no estágio pré-natal” que observamos no Antigo Testamento é revelado pela estipulação mosaica para que quem fizesse mal à criança não nascida ainda no ventre da mãe fosse castigado:
“Mas, se houver morte, então, darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe.” (Ex. 21.23.24)
Como podemos observar as Escrituras consideram que 




a vida humana tem seu início na concepção e que não existe um direito humanode tirar a vida de uma criança não nascida.
Essa idéia está em harmonia com a declaração bíblica de que Deus é o Deus da vida e de que toda a criação (especialmente os seres humanos) é preciosa e digna de ser preservada – “Ó Senhor, Senhor nosso, quão admirável o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus! Da boca das crianças e dos que mamam tu suscitaste força, por causa dos teus adversários, para fazeres calar o inimigo e o vingativo.
12.10.2011 
Quando vejo os teus céus, obra dos teus dedos e a lua e as estrelas que preparaste; que é o homem mortal para que te lembres dele. Ou o Filho do homem para que o visites. Contudo, pouco menor o fizeste do que os anjos e de glória e de honra o coroaste.
Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras de tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés: todas as ovelhas e bois, assim como os animais do campo; as aves dos céus, e os peixes do mar, e tudo o que passa pelas veredas dos mares. Ó Senhor,Senhor nosso, quão admirável o teu nome em toda a terra!” (Salmo 8.1-9).
Embora as tentativas de aborto fossem comuns no Mundo Antigo, mais corriqueiro ainda era o abandono de bebês depois do nascimento. 
Um dos principais motivos de o aborto ser menos comum era a grande probabilidade de a mãe morrer ao abortar.






                                                       Ademais, os meninos eram mais valorizados do que as meninas, de modo que as pessoas esperavam até depois do nascimento para saber o sexo do bebê. Caso fosse menina, optavam muitas vezes por abandoná-la. O bebê era abandonado em um montão de lixo ou em um local isolado.
Outra realidade triste era que, por vezes, mercadores de escravos recebiam bebês e os criavam para vendê-los como escravos ou, no caso de meninas para servirem de prostitutas.
No mundo grego romano o abandono de bebês não era considerado infanticídio, mas sim, recusa em recebê-lo na sociedade, uma idéia desprovida de implicações morais negativas. Essas práticas contrastavam nitidamente com a lei judaica que, com base em Êxodo 21.22-25, proibia o aborto e o abandono.
A passagem de Êxodo citada acima estipula que quem ferisse uma gestante e lhe causasse dano deveria ser castigado com a mesma moeda: “Vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento, golpe por golpe.”
Para a lei judaica, essa pena deixava implícito que a vida antes do nascimento tinha o mesmo valor que a vida depois do nascimento.
 Sobre a morte, no entanto, o assunto é mais interessante e também mais vivenciado. E, apesar de a Bíblia não trazer um pronunciamento específico sobre o assunto, podemos inferir alguns ensinamentos que muito nos ajudarão.
Segundo os relatos bíblicos; no início da civilização, a vida durava séculos. Adão, por exemplo, viveu 930 anos (Gn 5.5); Sete, um dos filhos de Adão, viveu 912 anos (Gn 5.8); Metuselá ou Matusalém, como transliteram algumas traduções, foi o homem, na Bíblia, que mais viveu: 969 anos (Gn 5.27).
Mais tarde, pelo tempo do dilúvio, por causa da corrupção humana, Deus fixou o tempo de vida do ser humano em 120 anos (Gn 6.3). Mesmo assim, alguns continuaram a ultrapassar esta média, como foi o caso de Abraão, que morreu com 175 anos (Gn 25.7). Mas o Salmo 90 já dizia que o tempo de vida útil alcançava apenas os 70 anos; e o que passava disso era canseira e enfado (Sl 90.10).
ADM-Odivelas-Portugal
O tempo determinado para morrer pelo texto de Eclesiastes cap.3, ver.2, não dá para definir se Deus está falando de uma pré determinação para cada pessoa morrer, ou se está falando que cada pessoa chegará ao seu momento de partir, simplesmente, sem que isto represente um determinismo.
No Livro de Jó cap.14, ver.5, lemos que os dias do homem estão determinados por Deus, até mesmo os meses, e que Deus lhe pôs limites que não serão ultrapassados.  Alguns estudos teológicos concluem que o tempo da vida está determinado não como dia certo, mas com uma certa elasticidade podendo durar um pouco mais, ou um pouco menos, dependendo da maneira como cada pessoa exerceu a sua existência.
ADM-Pontinha
A Bíblia relata um caso interessante – o do rei Ezequias que orou, e Deus lhe concedeu mais quinze anos de vida, como vemos na narrativa de 2 Reis 20.1-11.
Naqueles dias, adoeceu Ezequias de morte; e o profeta Isaias, filho de Amoz, veio a ele e lhe disse: Assim diz o Senhor: ordena tua casa, porque morrerás e não viverás.
Então, virou o rosto para a parede e orou ao Senhor dizendo; 
Irmãos da Bahia em visita na Pontinha-Portugal
Há! Senhor! Sê servido de te lembrar de que andei diante de ti em verdade e com o coração perfeito e fiz o que era reto aos teus olhos.
E chorou Ezequias muitíssimo. Sucedeu, pois, que, não havendo Isaias saído ainda do meio do pátio, veio a ele a Palavra do Senhor, dizendo: Volta e diz a Ezequias, chefe do meu povo: Assim diz o Senhor, Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; eis que eu te sararei; e ao terceiro dia subirás á casa do Senhor.
 E acrescentarei aos teus dias quinze anos e das mãos do rei da Síria te livrarei, a ti e a esta cidade; e ampararei esta cidade por amor de mim e por amor de Davi, meu servo. Disse mais Isaias: tomai uma pasta de figos. E a tomaram e a puseram sobre a chaga; e ele sarou.
Escola  Dominical-Queluz-Portugal
E Ezequias disse a Isaias: Qual é o sinal, de que o Senhor me sarará e de que, ao terceiro dia, subirei à casa do Senhor? E disse Isaias: Isto te será sinal, da parte do Senhor, de que o Senhor cumprirá a sua palavra que disse:
Adiantar-se-á a sombra dez graus ou voltará dez graus atrás. Então, disse Ezequias: É fácil que a sombra decline dez graus; não aconteça isso, mas volte a sombra dez graus.
Então, o profeta Isaias clamou ao Senhor; e fez voltar a sombra dez graus, pelos graus que já tinha reclinado no relógio de sol de Acaz.
No caso de Ezequias, o Profeta Isaias foi ao rei para dizer-lhe que morreria. Ele estava doente, naturalmente, mas parece que havia chegado o seu tempo.
O sinal oferecido e concedido a Ezequias através do Profeta Isaias é bastante estranho: Foi retrocedido em dez graus a sombra do relógio do Rei Acaz.
Pelo texto, não dá para entender se Deus usou este artifício como mero sinal, ou se ele realmente retrocedeu o tempo para que Ezequias, que já tinha o seu tempo vencido, pudesse recuperar mais quinze anos de vida.
O quinto mandamento, em Êxodo cap.20, vers.12 – determina que quem honra pai e mãe tem seus dias prolongados sobre a face da terra.
Paulo chama isto de Mandamento com Promessa.” Podemos concluir, então, que Deus tem um tempo para cada vida, que pode estar determinado na “Engenharia Genética” de cada pessoa, podendo, no entanto, esse tempo ser aumentado ou diminuído.
Se está correta a informação de que há um dia de 24 horas perdido na história; e se está correta, ainda, a informação de que 23.40m desse dia perdido está na Batalha de Aijalon, quando o 
Sol se deteve para que Josué continuasse lutando de dia (Josué 10.12-27); Se está correta, finalmente, a informação de que esses dez graus no relógio de Acaz representa os vinte minutos que faltavam nas 24 horas do dia perdido na história, 
então Deus realmente retrocedeu o tempo para acrescentar 15 anos na vida do rei Ezequias.

Fontes
VAUX, Roland de – Instituições de Israel No Antigo Testamento - Edit.
ANKEERBERG, John e WELDON, John – Os Fatos sobre o Aborto – Chamada da Meia Noite
Revista Veja – 15.08.2001 – Aulas do Curso de Capelania
MEILAENDER, Gilbert – BIOÉTICA –Um Guia para os Cristãos
Bíblias: Estudo Pentecostal (CPAD)
Estudo de Genebra (Edit.Cultura Cristã e Soc. Bíblica do Brasil)
LARAYE, Tim. Estudo Profética. Editora Hagnus-Juerp
Estudo Defesa da Fé. CPAD

LIÇÕES DE ORGANIZAÇÃO E LIMPEZA NO MILAGRE DA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES - Programa 041 de 24.11.2011

Programa Missionário “ Andando Por Onde Jesus Andou”.
".....O meu cálice transborda" (Sl 23)



Produção e Apresent. do Pr. João Barbosa da Silva e da Mssª. Laudicéa Barboza
Às 5ª e 6ª. Feiras de 12 às13h do Brasil em PE. www.radioplenitude.com.br
Em nosso SITE www.nasendadacruz.com assista diariamente a reapresentação de um de nossos Programas

                                              Texto Bíblico Chave
João 6.1-13
“ Depois disso, partiu Jesus para o outro lado do mar da Galiléia, que é o de Tiberíades. E grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos.... Então, Jesus, levantando os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão para esses comerem?
 Mas dizia isso para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer. Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão para que cada um deles tome um pouco.
E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isso para tantos?
E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.
 E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos, pelos que estavam assentados; e igualmente também os peixes; quanto eles queriam.
E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca. Recolheram-nos, pois, e encheram doze cestos de pedaços dos cinco pães de cevada, que sobejaram aos que haviam comido.

 A Bíblia nos deixa bem claro que há pessoas que nasceram com uma finalidade específica, entre estas pessoas podermos citar Moisés, Sansão, João Batista e Jesus Cristo.
De acordo com o versículo em contextualização, podemos entender que embora Jesus não tivesse o propósito de tratar de questões ecológicas, todavia neste milagre da multiplicação dos pães, ele nos dá seis lições preciosas de organização e limpeza para preservação do meio ambiente.
A ausência de uma boa estrutura de saneamento básico e a carência de organização, limpeza e controle de tudo que circunda o meio físico onde habitamos, exerce ou podem exercer efeitos prejudiciais ao bem estar físico, mental ou social do ser humano.
Afirma o escritor do Livro “Pensamento Ecológico” – Prêmio Global 500 da ONU para o Meio Ambiente – Vilmar S. Demamm Berna: “Todos sabem que lixo não existe. O que denominamos desse modo é só matéria prima e recursos naturais misturados e fora do lugar”.
Assim, o que classificamos como lixo, na verdade é apenas o desperdício de recursos naturais, como os restos de comidas, cascas de frutas e legumes que podem ser transformados em excelentes adubos para hortas realizadas em regime de cooperativas nos terrenos vazios e abandonados das grandes cidades.
O lixo tem se tornado em um dos mais complicados problemas ambientais nas grandes cidades, aliado de forma bastante acentuada à precariedade em muitas áreas, de um sistema de saneamento adequado.
Isso leva não apenas à morte e contaminação de ecossistemas inteiros, mas aumenta os casos de doenças e mortalidade, especialmente de crianças e idosos; pois o lixo é o local ideal para transmissores de doenças e ratos, baratas, mosquitos, e todos animais peçonhentos.
No caso dos resíduos sólidos, um dos itens do saneamento refere-se ao problema da queima do lixo não coletado. Um dos principais fatores da perda de florestas e vegetação das cidades que geralmente estende o fogo para o capim seco e atinge as árvores e florestas.
Desta forma, lixo, desmatamento e mortalidade infantil andam lado a lado na deterioração do meio ambiente urbano. Além de revelar falta de educação de quem vive com tais pratica, esse tipo de ação constitui crime ambiental, segundo o artigo 41 do Decreto Federal nº. 3.179, de 21 de setembro de 1999, que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais, e pune com multas que variam de mil a cinqüenta milhões de reais quem “causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora”.
No inciso V do mesmo decreto, o artigo é bem explícito: “incorre nas mesmas multas quem lançar resíduos sólidos, líquidos ou gasosos ou detritos, óleo ou substâncias oleosas em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos”.
Nosso país, bem como nós – igreja, devemos aprender na lição dada por Jesus como manter limpo os lugares onde fazemos nossas festas, bem como nosso meio ambiente.
O desperdício é o grande problema do nosso mundo. A Bíblia, na pessoa do próprio Filho de Deus, nos ensina a não desperdiçarmos os recursos da natureza.




Ao realizar o milagre da multiplicação dos pães, Jesus nos ensinava já nos dias de seu ministério terreno a dois milênios passados, seis lições de organização e limpeza para preservarmos o nosso meio ambiente, ter saúde e contribuir para o bem estar físico, mental e social dos nossos semelhantes.
A primeira lição está na organização da distribuição de alimentos.
Se fizermos um paralelo com o texto de Marcos cap. 6 vers. 40, observamos que Jesus os fez assentar na relva repartindo-os em grupos de 100 e de 50 em 50.
Vamos notar os seguintes detalhes:
a) Como o texto relata a quantidade de 5.000 homens, pelo sistema judaico de contagem de pessoas podemos aproximar evidentemente um grupo de cerca de mais ou menos 15.000 pessoas entre homens, mulheres e crianças;
b) Jesus mandou o povo se sentar na relva;
c) Mandou se agruparem em grupos de 100 e de 50 pessoas.
Esta é uma lição que os grandes líderes que desenvolvem ações de combate à fome mundial precisam aprender e começar a seguir o exemplo de Jesus: organização na distribuição de alimentos.
A segunda lição é a da oração de gratidão. Jesus orou ao Pai agradecendo o alimento que tinha chegado às suas mãos para que o mesmo fosse multiplicado. Com certeza, o nosso mundo vivencia cada vez mais o desespero da fome porque não reconhece que o alimento é uma provisão de Deus que criou todas as coisas.
A terceira lição é de economia. Concluída a refeição, quando todos já estavam satisfeitos, Jesus mandou recolher o que sobejou. Mesmo que tenhamos alimento em abundância precisamos aprender a não desperdiçar e usar de forma racional tudo aquilo que Deus nos tem dado através da natureza. Nada podemos descartar ou jogar fora. Alguns comentaristas bíblicos acreditam que as sobras daquele dia foram possivelmente usadas para a próxima refeição dos apóstolos que o acompanhavam.
A quarta lição vem com a observância do cuidado para que não houvesse desperdício, bem como a degradação do ambiente. Note-se que Jesus mandou recolher os pedaços que sobejaram, e ainda acrescentou a frase: “para que nada se perca”. Jesus procurou evitar o desperdício.
A Bíblia trabalha muito no combate ao desperdício. Um outro exemplo disso é o maná que no deserto caiu do céu como provisão alimentar para o povo de Israel durante 40 anos. O povo deveria colher apenas a porção suficiente para cada dia (Ex 16.4).
A quinta lição é a da poluição. Torna-se bastante significativo o fato de Jesus ordenar o recolhimento de todas as sobras, o que para nós, talvez pudesse ser considerado como resto, sobejo ou sobra, isto é, algo imprestável, que só servia para jogar fora, foi valorizado por Jesus.
Imaginemos quantos pedaços de pão, pedaços e espinhas de peixe, uma multidão de quase 15.000 pessoas deve ter jogado no chão.








Sabemos que grande parte desses resíduos alimentares seria consumida por pequenos roedores, pássaros 
e até insetos que habitavam naquele local. Mas isso não seria suficiente para eliminar o fator “poluição” do ambiente. Jesus teve o cuidado de mandar limpar a relva onde o povo estava sentado.






Finalmente, temos a sexta lição – a dos coletores de lixo. Não se sabe onde os apóstolos conseguiram tão facilmente 12 cestos. Mas eles foram providenciados para que a distribuição tivesse uma organização necessária e também aquela coleta de lixo pudesse acontecer para preservação do ambiente.
Como podemos ver nas lições dadas por Jesus no milagre da multiplicação dos pães houve organização e limpeza do meio ambiente. O sucesso da limpeza só pode se tornar realidade porque o lixo foi coletado na sua origem.


Ao incentivar o sistema de Coleta Seletiva, o Poder Público poderá devolver ao sistema produtivo toneladas de papel, plásticos, metais, vidros, além de aumentar a vida útil dos atuais aterros sanitários.
Diante do crescimento das cidades e da consciência ambiental adquirida pela sociedade, não há mais como mascarar a questão do lixo; nem tampouco há como tentar se livrar do problema jogando o lixo “lá fora”, em qualquer lugar sem critério, pois tudo está no Planeta.
Logo, medidas como o jogar lixo em um canto escondido qualquer são infrutíferas.
É urgente que esse assunto seja tratado de forma adequada, com gestão compartilhada, tecnologias adequadas e, principalmente, muita educação e comunicação ambiental.
Não se trata apenas de deficiência pura e simples no sistema de coletas e destino final do lixo, mas também de falta de educação da população, já que em muitos locais onde há o serviço de limpeza o lixo continua sendo jogado nas ruas e terrenos abandonados.
O poder público pode estimular a formação de cooperativas e de reciclagem.
Além de ajudar o meio ambiente, essa providência auxilia na geração de emprego e renda para a população mais carente e de mão de obra não especializada.




Nestas seis lições de limpeza e organização podemos ressaltar o ensino paulino na sua primeira carta aos Coríntios cap.10, ver. 31 – “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus”.



Fontes
DERMAN, Paulo Wilmar S. Demamam. Pensamento Ecológico. Editora Paulinas-2006.
BRITO, Roberto Borges de. Missão Integral – Ecologia e Sociedade. W4 Editora – S.Paulo 2006.
Bíblias: Estudo Pentecostal (CPAD)
Estudo de Genebra (Edit.Cultura Cristã e Soc. Bíblica do Brasil)
LARAYE, Tim. Estudo Profética. Editora Hagnus-Juerp
Estudo Defesa da Fé. CPAD

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO RELIGIOSO-Lição 09 - 4º. Trimestre 2011 EBD-CPAD (Esboço)

Neemias 12.27-31,43
Pr. João Barbosa
  
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
 1. Conscientizar-se de que Os obreiros da Casa do Senhor devem ser santos.
2. Saber que o culto divino deve ser conduzido com reverência.
3. Compreender que Deus não mais aceita sacrifícios de animais.

 INTRODUÇÃO
Organização é a disposição de alguma coisa para poder funcionar. É um conjunto de formas sistemáticas de cooperação humana e individual que combinado ao esforço de outros, tem por finalidade alcançar objetivos que seriam impossíveis realizar com qualidade por uma única pessoa.
A organização é de importância vital para o crescimento e bom funcionamento de todo empreendimento e indubitavelmente deve ser um dos primeiros passos a ser seguido quando se trata da obra de Deus.
A organização do serviço religioso nos dias de Neemias precedeu toda uma estrutura de apoio à organização já conhecida de todos nós pois trata da restauração dos muros e portas de Jerusalém.
A partir daí pode ser restabelecido o ministério levítico e os sacerdotes reiniciar suas atividades na festa de dedicação dos muros.

ESBOÇO
O ministério sacerdotal era atribuído aos descendentes de Levi e tinham eles a missão de representar o povo diante de Deus, exercendo variadas atividades: fazer a expiação pelos pecados da nação, ensinar a Lei de Deus e como adorá-lo, queimar incenso e cuidar do castiçal e da mesa dos pães da proposição (Lv 10.11; Ez 44.23).
Era uma exigência de Deus para todo sacerdote no desempenho de seus deveres religiosos serem santos e irrepreensíveis diante de Deus e das pessoas, às quais deviam solenemente ensinar o caminho de Deus.  O não cumprimento desse requisito era tão grave que acarretava a pena de morte (Lv 10.8-11).

O ofício e as funções sacerdotais estavam divididos entre o sumo sacerdote, os sacerdotes e os levitas. Todos descendiam de Levi. Assim sendo, todos os sacerdotes eram levitas. Porém, nem todos os levitas eram sacerdotes.

As obrigações menores, algumas vezes até manuais, como de limpeza, arranjo e arrumação no templo, cabiam aos levitas não sacerdotais que eram as três famílias da tribo de Levi, as quais Deus ordenou a Moisés separar no deserto de Sinai para cuidar do serviço sacerdotal em Israel. 
Eram também os levitas o responsável pelo desenvolvimento do culto e sua respectiva ordem. Na divisão dos trabalhos entre os levitas coube a cada um a seguinte responsabilidade:
Os gersonitas cuidavam e tratavam dos elementos do tabernáculo, como as cortinas ou coberturas do tabernáculo, que eram em número de três: a primeira, na entrada do pátio da tenda da congregação, a segunda ficava localizada na entrada da tenda (Nm 3.31; 4.25); e a terceira, separava o lugar santo do lugar santíssimo (Nm 4.5).
As tarefas dos coatitas ficaram concentradas no cuidado dos móveis e utensílios sagrados do tabernáculo, enquanto que as tarefas dos filhos de Merari ficaram concentradas nas atividades estruturais como as tábuas, varais, colunas, bases, estacas, cordas do tabernáculo e em seus utensílios.
Nunca um levita poderia exercer o sacerdócio, somente aqueles que descendiam de Arão. Estes ministravam o sacerdócio, que se dividia em sumo sacerdote e sacerdotes comuns.
O sumo sacerdote era o mais importante dentre eles, era único, e ao morrer tinha por substituto o mais velho de seus filhos.
Nesse caso, muitos desses sacerdotes jamais chegavam a função de sumo sacerdote para ministrar no santíssimo; mas Davi posteriormente corrigiu essa falha para que outros tivessem oportunidade, dividindo em vinte e quatro turnos ou ordens, que se revezavam no ministério sacerdotal (1 Cr 24.1-19).
A mais importante função do sumo sacerdote era fazer expiação uma vez por ano, pelos pecados do povo. Tinham a seu cargo a supervisão geral do santuário e as demais atividades sacerdotais.
Os levitas, mais tarde, com o desenvolvimento da nação e a necessidade do trabalho, exerceram também a função de escribas, pois, coube aos levitas a nobre tarefa de preservar, copiar e interpretar a Lei de Moisés, bem como outros textos bíblicos.
Na terra, os levitas ficaram espalhados em quarenta e oito cidades por todo Israel, cidades estas conhecidas como cidades levitas, para que pudessem ensinar aos filhos de Israel.
Dessa forma, os levitas tornaram-se uma grande bênção para toda a nação, sendo eles vistos como uma classe muito respeitada no povo de Israel por serem de grande conhecimento.

Depois do grande templo de Salomão os levitas tornaram-se também músicos, cantores e compositores, função essa que só podia ser exercida por um levita.
Uma grande festa espiritual precedida de muitos louvores aconteceu na dedicação dos muros de Jerusalém. Os levitas, encarregados de celebrar, dentre eles haviam muitos cantores, instrumentistas, compositores bem como regentes.
Com Neemias podemos aprender algumas lições nessa celebração da restauração dos muros de Jerusalém:
1. Devemos celebrar louvores a Deus pelas nossas vitórias (Ne 12.27). A cidade de Jerusalém viveu mais de cem anos debaixo de escombros. No momento em que o povo presenciou os muros reconstruídos e as portas levantadas, celebraram a Deus com intenso e grande júbilo (Tg 5.13).
A música marca as grandes vitórias do povo de Deus. Encontramos após a travessia do Mar vermelho, Miriam cantando, bem como Davi cantou ao trazer a Arca da Aliança para Jerusalém.
2. Devemos celebrar louvores a Deus com união entre os irmãos (Ne 12.27-29, 43). Uniram-se os sacerdotes, levitas e cantores que vindo de todos os lugares para a grande celebração, trouxe alegria entre todo o povo (Ne 12.43).
Os líderes juntamente com todo o povo celebraram ao Senhor. Havia uma verdadeira comunhão. Sem comunhão não pode existir adoração.
COMADALPE-Tacaruna
3. Devemos celebrar louvores a Deus com grande alegria (Ne 12.27,43). Neemias proclamou: “A alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10). A alegria é uma das características marcantes do povo de Deus, pois o reino de Deus é alegria.

A alegria é fruto do Espírito. Quando Jesus nasceu, a atmosfera celeste encheu-se de um majestoso canto angelical (Lc 2.14). Jesus voltará para buscar a sua igreja ao som de trombetas (1 Ts 4.16).  No céu louvaremos para sempre, pois é o único lugar onde os louvores jamais deixarão de existir (Ap 5.5-13).
4. Devemos celebrar a Deus com vida pura (Ne 12.30). Os sacerdotes e os levitas se purificaram e purificaram o povo. Como nação santa e geração eleita que somos ( Pe 2.9), devemos adorar ao Senhor com vidas santas e mãos consagradas.
5. Devemos celebrar louvores a Deus com ordem e arte (Ne 12.8,9.24,27,36,42). Encarregados da celebração, os levitas era organizados e doutos na arte musical, tendo uma grande parcela de contribuição para a restauração do louvor na casa de Deus.
Dentre eles havia os cantores, os instrumentistas e os compositores além dos regentes. Tudo era feito com muita ordem e elevada arte.
6. Devemos celebrar louvores a Deus com a fidelidade dos nossos dízimos e nossas ofertas alçadas (Ne 12.44-47). Louvamos a Deus com  nosso lábios e honremos a Deus com as primícias de toda a  nossa renda (Pv 3.9; Mq 3.6-12). Quem ama a Deus dá com alegria.



Fontes:
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico –  Antigo Testamento. Edit. Central Gospel.
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia - Editora Hagnos
DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. Editora Hagnos
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. Editora Vida Nova
RICHARDS, Lawrence. Comentário Bíblico do Professor. Editora Vida
Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa. Encyclopaedia Britannica do Brasil. Publicações Ltda.
LOPES, Hernandes Dias. NEEMIAS – O líder que restaurou uma nação – Edit. Hagnos
Manual do Professor de Jovens e Adultos do 4º. Trimestre 2011– EBD-CPAD
Bíblias: Estudo Pentecostal-CPAD / Estudo Despertar – NTLH – Soc. Bíb.do Brasil
Estudo de Genebra – Editora Cultura Cristã