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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Lição 04-POSSESSÃO DEMONÍACA E A AUTORIDADE DO NOME DE JESUS - 27.01.19 Marcos 5.2-13


Subsídios Teológicos e Bibliológicos para Estudo sobre:
Lição 04-POSSESSÃO DEMONÍACA E A AUTORIDADE DO NOME DE JESUS - 27.01.19 Marcos 5.2-13
Por: Pr. João Barbosa

Logo que Jesus e seus discípulos saltaram na praia “ao outro lado do mar, á terra dos gerasenos” ou “á terra dos gadarenos que está defronte da Galileia”, eis que “saíram-lhe a o encontro dois endemoninhados, vindo dos sepulcros”, isto é, do cemitério da vizinha cidade chamada Kersa, no território dos gadarenos.

Marcos e Lucas assinalam apenas um endemoninhado (Mc 5.1-20; Lc 8. 26-39), enquanto que Mateus assinala dois endemoninhados  (Mt 8.28-34), “e eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho, e, pelo menos um deles, “havia muito tempo não vestia roupa, nem morava em casas, mas nos sepulcros, e nem ainda com cadeias podia alguém prendê-los.

Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por eles feito em pedaços, e os grilhões em migalhas; e ninguém o podia domar; e sempre, de dia e de noite, andava pelos sepulcros e pelos montes, gritando, e ferindo-se com pedras”.

Origem e natureza de todos os espíritos malignos – Deus é o criador do universo e, portanto, o criador dos seres celestiais. Sendo ao homem vedado a saber a origem do mal. Portanto, pela revelação divina, nas Escrituras Sagradas, os homens entendem que hostes inumeráveis de anjos pecaram contra o seu criador e, por isso, foram expulsos do céu, precipitados no inferno e lançados em cadeias eternas, para as trevas (Lc 10.18; 2Pe 2.4; 1Jo 3.8; Jd 6).

Os anjos, mesmo possuindo inteligência, poder superior ao ser humano, estas faculdades lhes são limitadas. Assim o príncipe das trevas, Satanás, não é onipotente, não é onisciente, nem onipresente.Os anjos, sendo criaturas de Deus, na sua providência, Deus limitou seu poder e inteligência (Mt 24.36; 12.24; 13.19; Jo 8.44; 1Pe 1.12).

Deus, o supremo Senhor, segundo sua soberana vontade pode se utilizar tanto dos anjos bons quanto dos anjos maus e até dos demônios, na proteção dos crentes temente a Deus e no castigo dos incrédulos (Sl 78.49; 1Re 22.20-23; Lc 22.31) – “Lançou sobre eles o ardor da sua ira, furor, indignação, e angústia, mandando maus anjos contra eles”. Entretanto, os anjos são seres livres e, por isso, usando de seu livre arbítrio e de sua vontade livre, muitíssimos deles se tornaram espíritos malignos.

Eles têm liberdade até de se oporem a Deus e de se exaltarem sobre tudo o que é chamado de Deus (Mt 13.39; 1Pe 5.8). Consequentemente, os espíritos malignos podem exercer poder sobre o homem, tanto na vida espiritual, como na vida moral e física (Lc 13.11-16; At 10.38). Mas este poder dos espíritos malignos sobre o homem não é independente da vontade do homem – o homem muitas vezes contribui para que isto aconteça.

Os demônios muitas vezes agem aproveitando-se de atividades físicas ou mentais que afetam a mente e a vontade do homem (Lc 22.31-40; Tg 4.7). Tenhamos sempre em mente que o poder e a inteligência dos espíritos malignos são limitados pela vontade permissiva de Deus e pelo comportamento do homem (Jo 1.13; 2.10).

Existe somente um Diabo, mas demônios existem muitas legiões, que são serem obrigados a obedecer aos propósitos satânicos; e todos esses demônios são seres pessoais (Mc 4.15; 5.9; Mt 8.28-34; Lc 8 26-39;Jd 9).

A doutrina anti-bíblica do Espiritismo – A doutrina Espírita não crê e não aceita a revelação integral, perfeita e divina da Bíblia Sagrada, ensina que não há demônios e se os há, são os homens hipócritas no mundo que fazem do Deus justo um Deus má e vingativo  - e que Satanás é a personificação do mal sobre forma alegórica. É claro que esta doutrina é anti-bíblica e destituída da verdade revelada na Palavra de Deus as Escrituras Sagradas.

Basta a palavra do divino Mestre, para reduzir a pó a falsa doutrina do espiritismo sobre Satanás e seu anjos: “Vós tende por pai o Diabo, e quereis satisfazer ao desejo de vosso pai. Ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade; porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44).

Satanás é, portanto, uma personalidade, e não umas personificação do mal, sob forma alegórica. A doutrina espírita não vem de Deus, pois o espiritismo é a religião do Diabo – grifo nosso. Os espíritos malignos segundo nos diz a Bíblia, se acham debaixo da punição divina (2Pe 2.9; Lc 16.23).

Jesus expulsa os demônios dos endemoninhados gadarenos – Os dois endemoninhados, ao verem, de longe, a Jesus, gritaram: “que temos nós contigo Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo”? E um deles, “vendo, pois, de longe a Jesus, correu e o adorou; e, clamando com grande voz disse: que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes. Pois Jesus lhe dizia: Sai desse homem, espírito imundo” (Mc 5.6-8).

Jesus é Deus humanizado e, a seus pés, os espíritos imundos e os demônios prostram-se em oração conforme ordenado nas Escrituras: “ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mt 4.10). Jesus ordenou: “Sai desse homem, espírito imundo” respondeu o espírito imundo : “que tenho eu contigo Jesus, Filho do Deus Altíssimo? rogo-te que não me atormentes” – “qual é o teu nome?” perguntou-lhe Jesus.

O demônio respondeu: “legião; porque tinham entrado nele, no homem, muitos demônios. E rogavam-lhe que não os mandasse para o abismo. Ora, andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos; rogaram-lhe, pois, que lhes permitissem entrar neles; e lhos permitiu. E o demônio saído do homem, entraram nos porcos; e a manada precipitou-se, pelo despenhadeiro, no lago, e afogou-se” (Lc 8.30-33).

O fenômeno dos endemoninhados – Primeiramente podemos notar a diferença que há entre os termos Diabo e demônio. No NT os termos gregos traduzidos por “demônio” são  daimonion, “demônio, um deus, uma divindade”, para designar os deuses pagãos (Dt 32.17), daimon, “um espírito mau, demônio”.

Os demônios foram posteriormente concebidos como seres espirituais intermediários, ou seja, os anjos e os espíritos malignos. A natureza desses espíritos está associada ao mau, com toda a maldade do mundo. O caso em apreço, o dos endemoninhados, é de pessoas possessas de espíritos malignos, espíritos demoníacos (Mc 1.23; 5.18; At 8.7; Lc 4.33), enquanto que aquele que é possuído do Diabo é chamado diabólico, possuído de Satanás (At 10.38).

Os endemoninhados ou possessos, em geral, ou são pessoas afetadas de doenças de origem psicossomáticas que as predispõe a um mal maior, e assim, são impelidas a serem possessas de muitos espíritos demoníacas que lhes escravizam a mente e lhes dominam a vontade de estranhos e malignos poderes espirituais.

Podemos notar que o fenômeno do endemoninhado é tal que aparece naquele paciente duas personalidades distintas: uma, a do homem, e outra, a do demônio ou demônios, dominando as faculdades e até os membros do corpo humano.

A prova disso, é que Jesus quando expulsava os demônios falava aos mesmos diretamente: “Cala-te, e sai dele” (Mc 1.25; Mt 17.14-23; 12.22,23).
O endemoninhado não era um louco no sentido patológico; visto que muitos casos de loucura são curados pela medicina e mesmo pelos psiquiatras; portanto de modo nenhum estamos querendo dizer que os loucos são endemoninhados, não, o endemoninhado é diferente do louco propriamente dito.

“É, a forma particular de operação satânica à luz das Escrituras quando se refere a homens possessos de demônios, ai, não se refere propriamente ao físico e nem ao espírito, mas sim a estranha confusão existente entre o físico e o psíquico, quando um invade o domínio do outro”.

O homem, no exercício normal de suas faculdades mentais e volitivas, pode impedir um demônio de aninhar-se em seu ser. O temor de Deus no coração do homem é o segredo. Atender á voz da consciência à qual o Espírito de Deus misericordiosamente fala, impede o homem de praticar o mal (Rm 2.14,15).

Nos endemoninhados da narrativa bíblica, nota-se esta triste realidade: gritam desesperadamente, machucam-se, lapidam-se, põem em fuga os que dele se aproximam e são impelidos a praticar toda sorte de crimes. Um desses endemoninhados, manifestando a existência, de uma personalidade estranha, lança-se aos pés de Jesus em súplica e de pedido de socorro, mas, imediatamente depois, lhe suplica também que o deixe naquele estado.

Assim, claramente, notamos um choque de confusão e impacto de duas forças antagônicas, duas vontades agindo em forma simultânea e sucessiva, dois “eu” que luta tenazmente: um, frágil, defendendo seus domínios; outro, forte, invadindo violentamente o domínio daquele. No caso dos endemoninhados gadarenos, a pergunta de Jesus foi dirigida ao homem, e não ao demônio: “Qual é o teu nome?” A resposta foi rápida: “Legião”.

Notemos um fato importante: “não houve identificação individual”; e este fato, a ausência de identificação pessoal, é evidenciado, tanto na Bíblia, quanto também, nas supostas manifestações mediúnicas, o que vem provar que não existe pessoas de duas personalidades. Os endemoninhados não possuem duas personalidades. O que se dá, no fenômeno dos endemoninhados, é a introdução arbitrária, violenta, e diabólica de espíritos malignos em seres humanos.

Cujos corpos estão inválidos por doenças graves que afetam a mente, a razão e o físico, profundamente; ou, então, a intromissão em seres humanos tão depravados pelo pecado, que submetem voluntariamente, todas as suas faculdades a espíritos malignos. Os demônios fazem a Jesus um pedido: “Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. E ele lhos permitiu. Saindo, então, os espíritos imundos, entraram nos porcos; e precipitou-se a manada que era de uns dois mil, pelo despenhadeiro no mar, onde todos se afogaram”.

“Os espíritos imundos obtiveram o que pediram, mas, para sua própria ruína”. “Cristo não mandou os demônios entrarem nos porcos. Somente os expulsou do homem, tudo mais não era senão permissivo”.

O Senhor Jesus concedeu a este cerca de dois mil espíritos malignos a entrarem numa manada de porcos, que pastava nas colinas circunvizinhas. Devemos observar que foi os demônios que fizeram este pedido ao Senhor. Em segundo lugar, o Senhor não ordenou que os demônios entrassem nos porcos; eles, os demônios é que entraram.

Em terceiro lugar, o texto sagrado não diz que os porcos foram impelidos para se precipitarem com os demônios no despenhadeiro e perecerem. Outrossim o prejuízo material que os porqueiros tiveram não foi causado pelo Senhor Jesus e sim pela obra diabólica e perversa dos demônios.

Foram os demônios que escolheram sua própria ruína, precipitando-se no abismo e no mar. Os estudiosos da demonologia costumam afirmar que as fossas profundas dos mares são os abismos onde esses demônios e anjos caídos têm suas moradas.Onde nem sempre conseguem sair desse lugar. Daí o temor desses demônios ao pedirem a Jesus: não nos manda para os abismos (Lc 8.31).

O resultado desse triplo acontecimento foi, a expulsão dos demônios, o afogamento de uns dois mil porcos; e a fuga dos porqueiros que apavorados foram á cidade e divulgaram o acontecimento, de modo que o povo todo correu para contatar o fato.

E por incrível que pareça rogaram a Jesus que dali se retirasse; a cura física, moral e espiritual de duas preciosas humanas escravizadas pelos demônios a tantos anos que esses espíritos malignos os atormentava, nada significou para os habitantes daquela região.

Por fim, contemplamos um quadro tocante de gratidão: “e, entrando Jesus no barco, rogava-lhe o que fora endemoninhado que o deixasse estar com ele. Jesus, porém, não lho permitiu, mas disse-lhe: vai para tua casa, para os teus e anuncia-lhes o quanto o Senhor te fez, como teve misericórdia de ti. Ele se retirou, pois, e começou a publicar em Decápolis, tudo quanto lhe fizera Jesus, e todos se admiravam” (Mb 15.18-20).

Enquanto o povo gadareno suplicava ao Senhor que se retirasse por causa dos prejuízos materiais, os dois endemoninhados que foram curados e que haviam experimentado a compaixão, a misericórdia e o temor de Jesus, suplicavam que lhes permitisse ficar com eles e segui-lo. Jesus porém lhes disse, que fossem às suas casa para anunciar aos seus parentes e amigos quão grandes coisas o senhor lhes fizera e como deles teve misericórdia. E assim fizeram, com alegria, obediência e profunda gratidão. “E todos se admiravam”.
Consultas: SOARES Ezequias. Comentarista da Lição Bíblica EBD do 1º. Trimestre 2019 com o Tema: Batalha Espiritual.
SOARES Ezequias. Batalha Espiritual. CPAD. Rio de Janeiro, 2018
PEARLMAN Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. Editora Dois irmãos Ltda. Rio de Janeiro, 1963
OLIVEIRA Miqueias. Batalha Espiritual por Princípios Bíblicos. BV Films Editora Eireli, Rio de Janeiro, 2016
GIOIA, Egídio. A Harmonia dos Evangelhos. Editora Juerpe. Rio de Janeiro, 1981
BARCLAY Willliam. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito Vol.2. Editora Vida Nova São Paulo, 2010
BUBECK Mark I. O Adversário. Edições Vida Nova. São Paulo, 1993
LAHAYE Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica .CPAD. Rio de Janeiro, 2010
BUBECK Mark I. O Reavivamento Satânico. Edições Vida Nova. São Paulo, 1993
DAMASCENO Fábio. A Cura Interior. Editora Vinde. Rio de Janeiro, 1997
CHAFFER. Lewis Sperry Vol.1&2.Editora Hagnus. São Paulo, 2003
NEE Watchman. O Homem Espiritual – Vol 1. Editora Betania. Belo Horizonte, 2002

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