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sábado, 26 de agosto de 2017

Lição 09 -A Necessidade de Termos uma Vida Santa - 27.08.17 - EBD CPAD

 Evangélica Assembleia de Deus em Abreu e Lima Pernambuco
 Pr Presidente Roberto José do Santos
Subsídios Bibliológicos para o Tema: A razão da nossa Fé – Assim cremos e assim vivemos:
1 Pe 1.13-22
                                                         Por: Pr. João Barbosa                                                         
Encontramos no hebraico do Antigo ou no grego do Novo Testamento, três palavras surgem da mesma raiz, a saber, santo, sagrado e santificar ou santificação.
Nenhuma introdução sobre a verdade da santidade será completa, portanto, senão incluir todas as passagens onde as três palavras aparecem.
Uma coisa pode ser santa por causa de sua relação com Deus – por exemplo, o santo lugar, o santo dos santos.
Uma coisa pode ser santa por causa de sua efetiva associação com Deus ou com o propósito divino – por exemplo, uma nação santa, irmãos santos.
Aqueles que vão viver para Deus em comunhão com eles são ordenados a ser santos na vida. Visto que o Criador é santo em si mesmo, totalmente separado do mal (Sl 22.3; 1Jo 1.6; Tg 1.17).
A obrigação de ser santo – simplesmente em razão de ele ser santo – repousa igualmente sobre toda criação de Cristo.
Deus é santo (Sl 99.1-9; Is 6.2,3; Hc 1.13; 1Jo 1.5). Sendo separados ou santificados, alguns homens são santos (Hb 3.1).
Os anjos fiéis são santos, por serem separados do mal (Mt 25.31).
Encontramos um texto incomum na Palavra de Deus: “Sede santos, porque eu sou santo” (Lv 11.44; 1Pe 1.16).  Da criatura humana é claramente requerido que ela seja igual ao seu Criador.
Esta obrigação é incomum e se constitui numa lei inerente e intrínseca, que envolve todos os seres criados.
Após ser salva e trazida em união vital com Cristo, uma nova responsabilidade é gerada para que uma pessoa ande de modo digno da salvação, isto significa ser como ele era neste mundo.
A santidade do homem é sujeita a uma tríplice consideração:
a) O que é conhecido como posicional. No momento em que a pessoa nasce de novo diz-se que ela é santificada. “Tais fostes algum de vós, mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1Co 6.11).
Esta é a santificação posicional. Neste momento, a santidade de Jesus é atribuída ao crente. Cristo é feito em nós justiça e santificação (1Co 1.30).
b) O processo da santificação: prático – Paulo fala dos cristãos em Tessalonica como tendo sido santificados (2Ts 2.13) e ora também a Deus por sua santificação.
“O mesmo Deus de paz, vos santifique em tudo, e todo vosso espírito, alma e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.23).
Paulo reconhece que estes Cristãos foram santificados no sentido da santidade de Cristo ter sido atribuído a eles, mas agora precisava que essa santificação imputada se tornasse progressiva e prática na sua vida diária (Cl 3.8-12).
c) Santificação completa e final. A perfeição sem pecado e a santificação completa, aguardam a vinda do Senhor Jesus. Nessa ocasião seremos libertados do corpo dessa carne (Fp 3.20,21; 1Ts 3.13; 1Jo 3.2).
Somos encorajados a crescer na graça e conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (2Pe 3.18).
Os meios da santificação – Com respeito aos meios da santificação existe um lado divino e outro humano.
O lado divino: Deus o Pai. Jesus orou ao Pai pelos seus discípulos. “Santifica-os na verdade. A tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).
Paulo orou ao Pai “O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo” (!Ts 5.23,24).
O Pai imputa a santidade de Jesus aos crentes que o recebe como Salvador e Senhor (1Co 1.30).
O Filho, o Senhor Jesus Cristo: Ao derramar seu precioso sangue na cruz (Hb 10.10). Por isso foi também que Jesus para purificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta (Hb 13.12).
O Espírito Santo: Eleito segundo a presciência de Deus pai em santificação do Espírito (Rm 15.16; 1Pe 1.2).
O poder interior e a unção do Espírito Santo, são possivelmente os maiores agentes para nos dá a vitória sobre a carne (Rm 12.13; Gl 5.17,19-23).
O lado humano:  Paulo nos diz que Deus é quem efetua em nós tanto o querer como o efetuar segundo a sua boa vontade (Fp 2.13).
Mas ao mesmo tempo nos é dito em várias passagens das Escrituras que o cristão deve santificar-se  (Lv 20.7; 2Cr 30.3; Js 3.5; 2Co 7.1; 2Tm 2.20,21).
Os meio que Deus colocou à disposição dos seus servos para a santificação:
“...A fim de que recebam eles remissão de pecados e herança dos que são santificados pela fé em mim” (At 26.18).
É pela fé que o crente se apropria pelo sangue purificador referido em Atos 15.9.
Obediência à Palavra: A Palavra de Deus é tida como sendo um grande meio de santificação (Jo 17.17; Ef 5.26; 1Jo 1.7; Sl 119.105).
A única maneira pela qual a Palavra de Deus pode ser um agente purificador em nossas vidas é através da obediência.
Rendição ao Espírito Santo: O Espírito Santo jamais faz pressão sobre quem quer que seja. É necessário que haja uma entrega e uma rendição de nossos membros, á sua unção (Jo 16.13).
Resultado do crescimento cristão: O novo crente é imaturo em sabedoria, em conhecimento, em experiência e em graça.
Em tais esferas eles são designados para crescer, e o crescimento deles deveria ser manifesto. Eles devem “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Contemplando a glória do Senhor como no espelho, eles são “transformados na mesma imagem de glória em glória, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co 3.18).
Esta transformação terá o efeito de estabelecê-los mais e mais separados para Deus. Um cristão pode ser “inculpável”, embora não possa ser dito verdadeiramente dele que ele não tem pecado.
Uma criança laborando para escrever suas primeiras letras pode bem ser inculpável na obra que faz, mas o seu trabalho não é sem erro.
Um crente pode andar na medida plena do seu entendimento hoje; todavia, ele não deve saber que não vive agora a luz aumenta e na experiência em que ele estará amanhã através do crescimento.
Há uma perfeição relativa, então, dentro dessa imperfeição. Os cristãos que estão relativamente incompletos, imaturos, que relativamente se dão ao pecado, podem, entretanto, “permanecer” na videira.
Eles podem ter comunhão com o Pai e com seu Filho. Há também imperfeição dentro da perfeição. Os salvos que realmente são incompletos, imaturos e dados ao pecado, estão mesmo posicionalmente agora santificados e completos “nele” o Senhor Jesus Cristo.
O crescimento do cristão e a santificação experimental não são a mesma coisa, pois um é a causa, e o outro é o efeito.
O cristão estará mais e mais separado à medida que ele cresce a imagem de Cristo pelo Espírito. O aspecto definitivo da santificação que está relacionado à perfeição final do salvo, será seu na glória.
Por sua graça e poder transformador Deus terá mudado todo Filho seu – em Espírito, alma e corpo – para que cada um deles seja “igual a ele” e “conformado à imagem de seu Filho”.
Ele, então, o apresentará “sem mancha” perante a presença de sua glória. A noiva de seu Filho será livre de toda “mancha ou ruga”.
Portanto, todos os cristãos devem se abster do mal. “E o próprio Deus de paz vos santifique completamente: e o vosso espírito, e alma e corpo sejam conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 13.3).
Três agentes de santificação são enfatizados nas Escrituras:
1. O Espírito Santo (1Co 6.11; 2Ts 2.13; 1Pe 1.2). 2. O Filho (Hb 10.10). 3. A verdade de Deus (JO 17.17.Ef 5.26).
Santo é uma palavra que vem da mesma raiz no original que santificar e refere-se ao que o crente é em virtude de sua posição em Cristo.
A palavra santo é usado cinquenta vezes no AT, para denotar Israel, e sessenta e duas vezes no NT, para designar o crente.
Os filhos de Deus são chamado crentes cerca de cinquenta vezes e irmão cerca de cento e oitenta vezes, enquanto que o nome comum de hoje, cristão, é usado apenas três vezes nos escritos apostólicos.
O termo nunca indica caráter ou dignidade pessoal. Por já serem separados para Deus em Cristo, todo os cristão são agora santos desde o momento em que são salvos.
O fato de eles serem santos, então, não é um aspecto futuro. Todos os crentes são santos, quando posicionalmente considerados (1Co 1.2).
Bibliografia:
Lições Bíblicas EBD CPAD - 3º. Trimestre 2017. Comentarista: Pr. Esequias Soares
SOARES Esequias. A Razão da nossa Fé – Assim cremos, assim vivemos. CPAD RJaneiro 2017
LEWIS Sperry Chafer. Teologia Sistemática Vl 8. Edit. Hagnus. SPaulo, 2003
SHAFFER.Enciclopédia de Bíblia teologia e Filosofia Vl 6. Edit Hagnus. SPaulo, 2008
ELWELL Walter A. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. Editora Vida Nova. SPaulo, 2009
HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática – Uma perspectiva Universal. CPAD. RJaneiro 1996

Bíblia de Estudo Almeida revista e Atualizada da tradução João Ferreira de Almeida

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