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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Lição 05 – Jesus Escolhe seus Discípulos -  03.05.2015
Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
2º. Trimestre / 2015
                                             Lucas 14.25-35  

Reflexão: O chamado para a salvação é de graça, mas o discipulado tem custos.

Jesus ensina a uma grande multidão o custo de ser discípulo (Lc 14.25-35) – O Senhor Jesus revela aos discípulos as condições do discipulado, sob cinco aspectos:

1) Uma escolha de lealdade a ser feita pelo discípulo (v.26) – Jesus exige sincera e plena lealdade a ele e a seu evangelho. Mais do que aos próprios pais, patrões, nação ou à própria vida.

Aborrecer, porém, não significa, de modo nenhum, odiar, desprezar, mas apenas é no sentido de amar menos do que a Cristo (Mt 10.37).

Lealdade a Cristo é um princípio fundamental do cristianismo. Isto, no que diz respeito ao discipulado, porquanto o Senhor, no seu eterno propósito, já havia chamado e escolhido a cada um destes crentes para serem seus discípulos, como o fizera com os doze e com os setenta, sob aspecto especial.

“Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designeis para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15.16).

O Senhor, pois, tem sempre a iniciativa e preeminência em tudo. Ele é o Senhor. Mas, como já consideramos acima, ele exigia lealdade, amor, sacrifício e voluntariedade em segui-lo.

2) O preço do discipulado a ser pago – O genuíno discípulo de Cristo está pronto a sofrer tudo por amor à bendita Causa do evangelho.

Disto temos prova, não somente do exemplo de centenas, senão de milhares de seus servos, que o seguiram no seu ministério, aqui na terra, e prosseguiram no tempo apostólico e através dos séculos, e até nossos dias.

Outrossim, o genuíno discípulo de Cristo está pronto a seguir seu Mestre em todos os seus santos mandamentos.

E, repitamos: Lealdade a Cristo é um princípio fundamental do Cristianismo. E o preço do discípulo deve ir mesmo até ao sacrifício da própria vida: tomar a sua própria cruz e segui-lo (v.27).

3) O preço do discipulado deve ser pago, ainda, com inteligência, nobreza, seriedade, honra e louvor a Deus – O discípulo de Cristo deve estar também preparado intelectual, moral e doutrinariamente. Precisa ter conhecimento intelectual pelo menos à altura da mentalidade e cultura da sociedade no meio da qual vive e age.

Precisa inteligentemente discernir o grau moral da sociedade, para poder alcançar a estatura e compreensão dos homens moralmente.

Precisa, ainda, ter um conhecimento doutrinário seguro e verdadeiro do evangelho, para poder dar a razão de sua fé.

O discípulo de Cristo deve envidar todos os esforços para adquirir conhecimento sobre todas as doutrinas genuinamente bíblicas.

Para tanto, deverá buscar preparo intelectual e espiritual em nossas instituições, desde os cursos de estudos bíblico para obreiros, feitos pela igreja e seus pastores, até aos Institutos, Escolas, Seminários e Faculdades Teológicas até o Doutorado.
Todos esses cursos, sem exceção, são necessários e preciosos para o discípulo de Cristo. Nenhum deles deve ser desprezado.

4) Mais: O discípulo de Cristo terá de pagar o preço do seu discipulado, com renúncia de todos os bens terrestres, por amor aos bens celestes, para ele e para o povo a quem prega a felicidade eterna em Cristo.

Não pode ser discípulo, que honre o Mestre, aquele que se deixa levar por sentimentos e honrarias humanas.

Não pode ser discípulo do Mestre divino, aquele que tem acanhamento em declarar-se cristão verdadeiro.

5) Finalmente, o espírito de sacrifício e serviço coroará o discipulado de Cristo (vv. 34,35) – Ser discípulo de Cristo é ter a maior honra que o homem pode alcançar na terra.

Ser discípulo de Cristo importa em dar os frutos bons do discipulado, pelo serviço a Cristo e sua bendita Causa, até ao sacrifício.

Ser discípulo de Cristo é permanecer fiel e leal à nova vida, à nova natureza em Cristo, doutro modo, não se é digno de ser chamado discípulo.

Para ser um verdadeiro discípulo de Cristo, é preciso pois, ter um profundo senso de responsabilidade, pensar e calcular seriamente e, ainda, considerar inteligentemente a obra que se vai fazer.

“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar?

O discípulo deve considerar o começo, o meio e o fim completo da obra, semelhantemente a um rei que vai entrar em guerra, e que precisa inteligentemente e com muita prudência fazer os planos e considerar se pode ou não iniciar a guerra e vencer o inimigo.

Em caso contrário, é preferível que não entre na luta e peça condições de paz, a fim de não ser destruído.

Assim, o discípulo de Cristo precisa compreender e estar preparado para a luta contra as trevas e contra as hostes infernais.

Nada deve fazer sem a ordem suprema de seu Senhor, Jesus Cristo. Precisa ser um discípulo apto para a luta da grande tarefa.

Depois de passar uma noite em oração, Jesus escolhe os doze apóstolos (Lc 6.13-16; 14.25-35).

1) Jesus e a oração, a sós, com Deus – “Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar; e passou a noite toda em oração a Deus”.

Jesus estava em pleno ministério da oração. Já passara, certamente, outras noites e madrugadas em oração, mas agora, necessário lhe era passar uma noite em comunhão com Deus.

Posto que não nos é dado saber o que Jesus falou a Deus, nessa noite de oração, contudo, o texto sagrado nos deixa inferir pelo menos quatro atitudes que Jesus tomou diante do Pai:

Jesus orou secretamente: “retirou-se para o monte a fim de orar”.
Jesus orou insistentemente: “e passou a noite toda em oração”.
Jesus orou com submissão absoluta: “em oração a Deus”.
Jesus orou com objetivo definido: “chamou seus discípulos, e escolheu doze entre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos”.

Jesus orou muitas vezes em companhia de seus amados discípulos (Jo 12.28; Jo 17; Mt 11.25,26), mas as oração em secreto, a sós, lhe era insubstituível.

É a oração em espírito. É a oração sem palavras audíveis. É a oração que pode ser incessante. A esta oração Jesus se referiu, mais tarde, dizendo aos discípulos:

“Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6.6).

A oração para ser atendida por Deus, deve ser feita com absoluta submissão à vontade do Espírito Santo, porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).

E finalmente, a oração a Deus deve ter sempre um objetivo definido. Orar mecanicamente, é mera reza e não oração. A verdadeira oração é comunhão íntima com Deus.

2) Jesus escolhe seus doze apóstolos – “Depois do amanhecer, chamou seus discípulos, e escolheu doze entre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos” (Lc 12.13).

Jesus após haver passado a noite em oração, depois do amanhecer, desceu o monte, cujo nome e local nos é declarado no texto, para um local mais plano, onde estava grande multidão de discípulos e do povo que ali se ajuntara naquela manhã histórica para o cristianismo.

Então Jesus chamou dentre o grupo de discípulos, os que ele quis, doze, aos quais deu também o nome de apóstolos.

Esta é a terceira chamada de Jesus a estes discípulos – a chamada ao apostolado. A primeira foi para a salvação; a segunda, para serem pescadores de homens; a terceira, ao apostolado.

Apóstolo significa enviado, mensageiro, embaixador. Os apóstolos seriam embaixadores de Cristo; imediatamente às doze tribos de Israel; e imediatamente, a todos os povos da terra.

Seus requisitos como apóstolos eram:

a) Ser testemunhas palpáveis, oculares e auriculares do Filho de Deus, em carne; dos acontecimentos de sua vida ministerial; de seu ensino e doutrina; de seu caráter; de seu poder humano e divino; do seu sacrifício vicário na cruz; de sua morte; de sua sepultura e de sua ascensão.

“É necessário, pois, dos varões que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrava e saia entre nós, começando desde o batismo de João até o dia em que dentre nós foi recebido em cima, um deles se torne testemunha conosco da sua ressurreição”

b) Ser chamados e escolhidos pelo Senhor; e disto não fazem exceção, tanto Matias quanto Paulo, porque o primeiro foi eleito após a oração da igreja, para que o Senhor mostrasse qual dos dois ele havia eleito (At 1.24-26).

E o segundo, Paulo, foi chamado pelo Senhor Jesus para o apostolado, no caminho de Damasco, e viu também a sua glória (At 9; Rm 1.1; 1Co 1.1; etc).

3) nome dos apóstolos e sucintas biografias:
Nas quatro listas dos apóstolos, dadas pelos Sinóticos e por Atos dos Apóstolos, o nome de Pedro vem sempre em primeiro lugar, enquanto que Judas Iscariotes vem sempre em último.

Entre os apóstolos havia três pares de irmãos; e quanto aos nomes dos outros apóstolos, há pequena diferença, tanto dos nomes, quanto da ordem em que estão colocados.

As discrepâncias que aparecem, porém, são aparentes. Todos eles eram da Galileia, à exceção de Judas, que era da Judéia.

Possuíam dons variados, mas constituíram um maravilhoso grupo de homens a serem treinados pelo maior Mestre do mundo, no trabalho do reino de Deus.

Será que eles justificarão a escolha de Jesus? Ele havia arriscado tudo com eles, e os escolhera como disse mais tarde, porque os conhecia...

Será que Jesus errou ao escolher esses homens? Onde poderia ele ter achado homens mais adaptados aos seus propósitos? Mesmo Judas Iscariotes tinha aptidões especiais, ou não teria sido tesoureiro... Ele teve a sua oportunidade, apesar de não ter aproveitado bem dela.

Relação dos discípulos:
01 – Simão Pedro: Cujo sobrenome significa pedra. Na língua siríaca é Cefas, e, na grega, Petros.
02 – André: Seu nome significa varonil. Era irmão de Simão Pedro e também pescador.
03 – Tiago: Seu nome significa suplantador, era filho de Zebedeu e Salomé, e irmão de João – o evangelista.

Devemos distinguir 3 Tiagos; Tiago, comumente chamado o maior – que foi o apóstolo acima descrito, Tiago, chamado o menor – que era filho de Alfeu e de Maria, e Tiago o irmão do Senhor (Gl 1.19; Mc 13.55; Mc 6.3; At 12.17).

04 – João: Seu nome significa a quem Deus ama, era filho de Zebedeu e Salomé. Jesus chamou-o também, filho do trovão. Era de caráter impulsivo e violento (Lc 9.55), mas transformado pelo Senhor, passou a ser calmo, amoroso, idealista e espiritual. Por isso é chamado o apóstolo amado.

05 – Filipe: Seu nome significa amador de cavalos.
06 – Bartolomeu: Seu nome significa filho de Tolmai – Fez a Jesus sua profunda confissão; “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel” (Jo 1.45,51 e 21.2).

07 – Tomé: Vocábulo hebraico “taom” que significa gêmeo. É também chamado Dídimo, que, no grego, traduz-se por gêmeos.
08 – Mateus: É da mesma raiz que Matias, e significa dom de Jeová – Era também chamado Levi, o filho de Alfeu. Fora empregado público, cobrador de impostos.

09 – Tiago, filho de Alfeu: é Chamado, o menor, para distingui-lo de Tiago, filho de Zebedeu e Salomé. Sua mãe chamava-se Maria.
10 – Judas, irmão de Tiago, ou Tadeu e Lebeu: Seu nome real era Judas mesmo, mas para ser distinguido de outros Judas, era então chamado de Tadeu e Lebeu.

11 – Simão, o cananeu, ou Simão, o Zelote: Era irmão de Tiago, filho de Alfeu, e Judas, não o Iscariotes.

12 – Judas Iscariotes: Era o único apóstolo não galileu. Parece ser natural de da vila Keriot ou Queriote. Ele fora designado, pelo Mestre, para ser o tesoureiro, o administrador do patrimônio do “Colégio Apostólico”.

Mas era mesquinho, infiel, avarento, traidor e diabólico. Entretanto, Jesus o sabia desde o princípio (Jo 6.70; Mt 26.14-29; Mc 14.10; Jo 13.2; Mt 26.47-50; At 1.18). Seu fim foi sumamente trágico.

O apostolado – Apóstolo: Palavra que significa enviado, mas que também subentende aquele que faz serviço especial, em nome e pela autoridade de quem o enviou.

É empregada por Mateus pela primeira vez, (Mt 10.2). Mas os trechos paralelos de Mc 3.13-19 e Lc 6.12-16) mostram que foram escolhidas antes do Sermão do Monte, depois que Jesus passou a noite inteira em oração.

O termo não é usado exclusivamente para fazer alusão aos doze, mas também se refere a Jesus em Hb 3.1. Mais tarde alude a Paulo em diversas ocorrências, alude a Barnabé em At 14.124; alude a Matias, escolhido para ocupar o lugar de Judas Iscariotes em At 1.16-26.

Em seu sentido mais restrito, aplica-se ao ofício especial dos apóstolos (Ef 4.11).

Os sinais confirmatórios dos apóstolos são:
1. Tinham de ser testemunhas oculares (At 1.21,22; 1Co 9.1) escolhidas pelo próprio Cristo.
2. Eram dotados de poderes miraculosos, como suas credenciais (Mt 10.1; At 5.15,16.
3. Eram preceptores especiais, tanto do reino como da igreja (Mt 10.5,6; Ef. 2.20).
4. Um serviço definido esperava-os no futuro (Mt 19.28).

               

                Fonte de pesquisa: GONÇALVES, José – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 2 Trimestre 2015 / GONÇALVES. José. Lucas. O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Janeiro de 2015. /GIOIA, Egídio .Notas e Comentários À Harmonia dos Evangelhos. Editora JUERP. 2ª. Edição. RJaneiro, 1981 / MACARTHUR, John. Uma Vida Perfeita – Tudo que a Bíblia revela de Jesus, de Gênesis a Apocalipse. Edit. Thomas Nelson. RJaneiro, 2014. / Bíblia Sagrada Tradução King James – Atualizada. / Bíblia de Estudo Macarthur. CHAMPLIN. R.N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Edit Hagnos.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Lição 04 – A Tentação de Jesus - 26.04.2015


Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
2º. Trimestre / 2015
                                             Lucas 4.1-13   

Reflexão: Jesus firmou-se na palavra de Deus para vencer Satanás. Assim devemos agir para obter a vitória.

No estudo e meditação destas três tentações na vida de Jesus, devemos ter em mente, que Jesus era um homem que em tudo foi tentado, mas sem pecado (Hb 4.15).

Pelo que convinha que, em tudo, fosse feito semelhante a seus irmãos, para ser misericordioso e fiel Sumo Sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.

Porque, naquilo em que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados (Hb 2.17,18).

Estas três tentações foram tanto reais como típicas, em essência. A expressão “mas sem pecado” confirma, que todas as tentações que veio sobre Jesus não tiveram origem em sua mente. Mas, uma investida de Satanás, portanto, uma tentação exterior, pois o texto Lucano diz: “E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou ao Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto” (Lc 4.1).

A tentação é o ato pelo qual Satanás procura induzir o homem a pecar contra Deus.
O fato de o homem ser tentado não constitui pecado, porém, cair na tentação, sim, é pecado.

Durante toda sua vida na terra, Jesus suportou fortes e complexas tentações, em algumas delas a Bíblia não nos revela os detalhes.

Todavia, esse embate mereceu especial destaque, pois, esteve em questão todo o futuro da humanidade.

Os ataques do Diabo foram contra o Messias (o ungido de Deus) – At 10.38,
o cabeça da nova humanidade (Cl 2.15).

Jesus foi tentado de forma extrema, sutil, ardilosa e não menos poderosa. Contudo, venceu por nós.

O comentarista Pr. José Gonsalves, no seu livro: Lucas, o evangelho de Jesus – O homem perfeito, pág. 50, diz que a palavra grega peirasmos (Lc 4.2), dependendo do texto, pode significar tentação ou prova.

Enfatiza, que no contexto, onde Deus está por trás da ação, neste caso, o crente está sendo provado. Por outro lado, quando é o Diabo quem está por trás da ação, o crente está sendo tentado.

Em outras palavras, Deus nos prova, e o Diabo, nos tenta. Deus nos testa para nos aperfeiçoar.

Em Lc 4.1-3, Jesus é enviado pelo Espírito para ser testado, e em Gn 22.1, Deus testa Abraão em relação à morte de seu filho Isaque. Porque Deus a ninguém tenta.

Na citação de Lucas, o Diabo aproveitando-se das condições frágeis do homem Jesus, pois estava jejuando a quarenta dias e sentindo fome, procurou tirar proveito desta situação.

Nesta ocasião, a prova que Jesus estava sendo submetido, tornou-se uma tentação.  “Porque Deus não pode ser tentado pelo mal e a ninguém tenta” (Tg 1.13).

O apóstolo Tiago adverte seus leitores a não culpar Deus, mas procurar compreender a causa e o resultado da tentação.

Ao ser tentado, ninguém deve dizer: “Deus está me tentando”, porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e nem ele tenta ninguém. Porém, cada um é tentado quando, seu próprio desejo perverso é atraído e seduzido.

Então depois de o desejo haver concebido, dá luz ao pecado; e o pecado, uma vez completamente amadurecido, dá luz a morte (Tg 1.13-15).

O crente que passa pelo teste é bem-aventurado, mas aquele que fracassa, fica com remorso.

O que fracassa nas tentações, nunca admite sua falta de fé e encontra sempre um culpado. Foi assim com Adão e Eva, e será sempre assim (Gn 3.8-13).

Ninguém deve dizer “sou tentado por Deus”. Tiago está dizendo, que Deus criador de todas as coisas, não é a causa do mal.

Em sua santidade, Deus está acima do mal e não pode ser influenciado pelo mal. Por causa de sua perfeição, Deus não tem nenhum contato com o mal e o mal não pode tenta-lo.

Além do mais, Deus a ninguém tenta. Não diga: Deus é culpado por meus fracassos.
Jesus ensinou os crentes a orar: “e não nos deixes cair em tentação” (Mt 6.13; Lc 11.4). Em outras palavras, peça a Deus para lhe guardar de cair em tentação.

Quem tenta é Satanás, ele é chamado de tentador (Mt 4.3; 1Ts 3.5). Assim, entendia o apóstolo Paulo: “Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; mas juntamente com a tentação vos dará livramento, de sorte que possais suportar” (1Co 10.13).

Deus testa o crente para fortalecer sua fé. Em sua providência, Deus permite que Satanás tente o cristão.

Deus permitiu, por exemplo, que   Satanás tirasse de Jó todos os seus bens, mas Jó louvou a Deus (Jó 1.21).

Mesmo quando sua esposa o incentivou a amaldiçoar Deus, Jó permaneceu fiel (Jó 2.9,10).

Por ter sido fiel nas provas e tentações, Deus abençoou a Jó, devidamente (Jó 42.10).
Satanás tentou Jesus com o desejo da carne (Mt 4.2,3), com o desejo dos olhos (Mt 4.8,9), e com o orgulho da vida (Mt 4.5,6; 1Jo 2.16).

Jesus não comeu nada durante os quarenta dias. Evidente, que a tentação de Jesus ocorreu durante todo o tempo do seu jejum. Diferente do que aconteceu com Moisés e Elias (Dt 9.9,18; 1Re 19.8).

Durante os quarenta dias de jejum, Satanás, o adversário, se aproximou de Jesus para o tentar.

O local onde Jesus estava era deserto, de acordo com Marcos, havia muitas feras, mas, os anjos de Deus o servia. Jesus não estava só (Mc 1.12,13).

Toda tentação é humana, é externa, e se comunica com o pecado que está dentro do coração do homem (Mc 7.21,23; Jr 17.9; Pv 4.23).

Mas, a natureza humana de Jesus, não se originou na queda. Sua tentação não era uma luta interna, emocional ou psicológica, mas um ataque externo por um ser pessoal, no auge da fome:

“Se és o Filho de Deus, ou, já que Você é o Filho de Deus, transforme estas pedras em pão. Jesus responde: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Dt 8.3).

Todas as três respostas que Jesus deu ao Diabo estão em Deuteronômio.
A Bíblia é a palavra de Deus revelada ao homem para todos os momentos (Ef 6.11; 2Tm 3.16,17; Hb 4.12,13).

Na segunda tentação Satanás cita as Escrituras (Sl 91.11,12). Aqui Satanás conduziu Jesus ao pináculo do templo, uma altura aproximada de cento e cinquenta metros. Jesus responde a Satanás com a Bíblia (Dt 6.16; Ex 17.2-7).

Por fim, de um alto monte, Satanás oferece a Jesus, os reinos do mundo. Satanás já é o príncipe deste mundo (Jo 12.31; 14.30; 16.11), e o deus deste século (2 Co 4.4), quando está sujeito ao seu poder (1Jo 5.19; Dn 10.13).

Jesus repreende Satanás com Dt 6.13,14). Como homem Jesus foi um vencedor.


Fonte de pesquisa:
GONÇALVES, José – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 2 Trimestre 2015
GONÇALVES. José. Lucas. O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Janeiro de 2015.
GIOIA, Egídio Notas e Comentários À Harmonia dos Evangelhos. Editora JUERP. 2ª. Edição. RJaneiro, 1981
COSTA Samuel. Capelania Cristã. Edit.Silvacosta. RioJaneiro, 2013
CAMPOS, Heber Carlos de. As Duas Naturezas do Redentor – A Pessoa de Cristo. Edit. Cultura Cristã. SPaulo, 2004
MACARTHUR, John. Uma Vida Perfeita – Tudo que a Bíblia revela de Jesus, de Gênesis a Apocalipse. Edit. Thomas Nelson. RJaneiro, 2014.
Bíblia Sagrada Tradução King James – Atualizada.
Bíblia de Estudo Macarthur
Bíblia Em Ordem Cronológica – A Nova Versão Internacional – Edit. Vida
LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. Editora Hagnus. SPaulo, 2003

STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento. Editora Atos. SPaulo, 2008

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Lição 03 – A Infância de Jesus - 19.04.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
2º. Trimestre / 2015
                                             Lucas 2.46-49; 3.21,22   
Reflexão: Crescer de forma integral e uniforme, como Jesus cresceu, deve ser o alvo de todo cristão.


O escritor aos Hebreus tem uma frase muito interessante a respeito da pessoa do Senhor Jesus Cristo: Ele se refere aos “dias da sua carne” (Hb 5.7).

Esta frase não só aponta indiretamente para o fato de ter tido ele uma existência anterior à encarnação; mas, quando fala dos “dias da sua carne”, ele está falando diretamente da sua existência entre nós, como ser humano igual a nós.

O propósito do autor é falar da real humanidade de Jesus Cristo. Além disso, o evangelista Lucas está pressupondo a historicidade de Jesus Cristo, que nasceu, viveu e sofreu entre nós.

O processo de vida pelo qual nosso Senhor Jesus passou aqui nos “dias da sua carne” foi de desenvolvimento e de aperfeiçoamento, para que pudesse exercer plenamente os seus ofícios mediatoriais.

Ele cresceu e aprendeu como qualquer outro ser humano com as suas experiências. 

Portanto, não é correto pensar que Jesus Cristo tenha vindo ao mundo com a plenitude de suas capacidades físicas, mentais, sociais e ministeriais.

É uma insanidade pensar dele como alguém que não experimentou desenvolvimento, pois tal pensamento retiraria dele a sua verdadeira humanidade.

Não é sem razão que o evangelista Lucas fala com palavras de forma muito clara desse desenvolvimento.

“E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.40,52).

Os evangelhos inspirados tratam Jesus Cristo como um verdadeiro homem. A sua informação corresponde à realidade e não é fantasiosa como as narrativas feitas pelos evangelhos apócrifos.

Estes últimos falam de loucas fábulas a respeito da onipotência arbitrária do menino Jesus e da sua onisciência mágica.

Os evangelhos apócrifos são fantasiosos e irreais, desumanizando a  pessoa de Jesus. As informações dadas em Lc 2.52, são praticamente a última da sua infância.

Então, vêm os anos de silêncio passados na Galileia que devem ser considerados os anos do seu pleno desenvolvimento humano.

Trinta anos são passados de sua vida, e neles o redentor é preparado em todas as esferas: física, mental e relacional.

Quando completou trinta anos que é a idade da maturidade na mentalidade judaica, Jesus já havia se desenvolvido nas várias formas de seu caráter, é quando ele inicia seu ministério público.

“E crescia Jesus... em estatura.” O desenvolvimento de Jesus e seu crescimento foi como os dos demais seres humanos.

Ele não veio à manjedoura com todas as suas características humanas desenvolvidas. Tudo que ele havia recebido de sua mãe (a sua natureza humana) havia de crescer de acordo com as leis da natureza.

E existe uma máxima de que a natureza não dá salto. Ela obedece as leis físicas estabelecidas na criação.

O desenvolvimento humano de Jesus Cristo aconteceu com o passar do tempo; ele veio à existência como vieram os demais seres humanos.

Jesus nasceu como nasce os outros bebês. Tinha provavelmente a média do tamanho das outras crianças, assim como o peso delas.

Os seus órgãos físicos se desenvolveram conforme podemos ler no Salmo 139. “Tu me cercaste em volta e puseste sobre mim a tua mão. Pois, possuíste o meu interior; entreteceste-me no ventre de minha mãe.

Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.  Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas essas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formada, quando nem ainda uma delas havia” (Sl 139.5, 13, 15,16).

Depois de nascer o corpo de Jesus cresceu e se fortaleceu. É o que o evangelista Lucas fala no seu evangelho.

O fortalecimento gera o crescimento em estatura, que é o que diz o nosso texto sob análise.

O menino Jesus teve um desenvolvimento em sua natureza imaterial “e crescia jesus em sabedoria” (Lc 2.52).

É de grande importância perceber que o menino Jesus teve sua potencialidade intelectual desenvolvida num tempo de pobreza e de ignorância em que vivia o seu povo e a sociedade em geral.

Todo o contexto educacional de sua vida foi contra o desenvolvimento de sua natureza intelectual, pois a grande maioria dos de sua época não puderam desenvolver normalmente o seu intelecto, devido a pobreza predominante.

Ele mesmo nasceu num estábulo e viveu os seus primeiros meses como um refugiado o Egito (Mt 2. 13, 20-23).

Foi criado num lar de um carpinteiro, numa cidade de reputação muito ruim como era Nazaré da Galileia. 

Não é sem razão que Natanael perguntou a Filipe anos mais tarde a respeito de Jesus: “De Nazaré, pode sair alguma coisa boa?” (Jo 1.46).

Tornou-se um carpinteiro, aprendendo a profissão do pai, José. Não teve, portanto, nenhuma educação formal de um nível mais alto. Apenas foi treinado como era a maioria das crianças do seu tempo, um treinamento-padrão de todo judeu.

Aprendeu a ler, para conhecer as Escrituras, como um bom judeu deveria fazer. Não havia nenhum aparato que tornasse mais rápido o seu desenvolvimento mental e intelectual. 
Todavia, ele “crescia em sabedoria”.

E certamente nisso ele sobrepujou a todos os homens de seu tempo. A sabedoria da qual ele se desenvolveu (embora tenha vindo de Deus, como a de Salomão veio de Deus) não era a sabedoria da divindade, porque esta não se desenvolve. O que se desenvolve é o que pertence a esfera da humanidade.

E Jesus tinha mente e comportamento humanos, e nessas coisas ele crescia, certamente com a ajuda do Espírito Santo.

Samuel Costa, em seu livro “Capelania Cristã”, conta que de acordo com fonte oral, na época em que Jesus esteve no mundo dos viventes e em forma corpórea, todas as crianças israelenses, com seis anos de idade eram matriculadas em uma sinagoga e lá permaneciam em tempo integral até os dez anos de idade, aprendendo a Torá.

Cremos que Jesus, tendo sido uma dessas crianças, foi matriculado em uma sinagoga, e com os ensinamentos que recebera dos rabinos, cresceu em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens, conforme documentou o médico Lucas que foi um dos biógrafos de Jesus.

A sabedoria com que ele dava resposta às perguntas mais difíceis que os adversários lhes fizeram, é produto de um crescimento que levou anos e se aperfeiçoou à medida que tinha experiência com Deus e com os homens, somando-se a isso, a ação do Espírito de Deus em sua vida.

Não é sem razão que o seu desenvolvimento intelectual causou espanto e admiração aos que ouviam Jesus responder coisas de modo tão sábio e inteligente (Lc 2.47). ”E todos que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas”.

Jesus teve um desenvolvimento em sua natureza relacional “e crescia Jesus... em graça”. Todo crescimento relacional de Jesus Cristo pode resumir-se nessas palavras: “em graça”.

Crescer em graça significa crescer na simpatia daqueles com os quais convivia. Por outro lado, lemos em Lucas 2.40 que a graça de Deus era com ele.


Foi pela graça de Deus que, nos anos de silêncio, ele aprendeu a relacionar-se com as pessoas com as quais vivia constantemente.

O menino aprendeu a viver em submissão aos seus pais. Essa informação também é dada nos últimos registros de sua infância (Lc 2.51). Não é um aprendizado de rebeldia para submissão, mas, um desenvolvimento no aprendizado da obediência. 

Os anos da obscuridade foram anos de obediência aos seus pais.O menino aprendeu a relacionar-se com Deus. 

O conhecimento que ele veio a ter de Deus não foi dado de maneira imediata, mas foi o produto do seu aprendizado com seus pais e através da leitura das Escrituras na sinagoga.

O desenvolvimento foi tão grande, que já aos doze anos, ele sabia mais que alguns doutores da lei, e, “todos que o ouviam muito se admiravam da sua inteligência e das suas respostas” (Lc 2.47).
O relacionamento do menino de Nazaré com Deus, passou por um processo de desenvolvimento, e à medida que estudava a lei de Deus passava a ter um maior conhecimento daquele a quem, no desenvolvimento da sua messianidade somado à sua divindade, veio a chamar Deus, de meu Pai (Lc 12.49).

“E ele lhes disse: porque é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?

Os anos de obscuridade foram anos em que ele aprendeu obedecer a Deus, para que os propósitos de Deus fossem cumpridos na sua vida, pois, desde a infância, fazer a vontade de Deus era a sua comida e a sua bebida (Jo 4.32,34).

O menino aprendeu a relacionar-se em todas as esferas de sua vida terrena. Com toda probabilidade, ele foi tentado já na sua infância. As tentações eram enfrentadas dia após dia, e vencidas.

Porque  haveremos de crer que ele só foi tentado depois do batismo. Aquele foi o teste maior, mas, certamente ele foi tentado a quebrar princípios divinos desde a sua infância.

Todavia, os anos de silêncio lhes foram certamente de aprendizado e de desenvolvimento a fim de que pudesse exercer com perfeição anos mais tarde, seu ministério público, à vista de todos.

É também significativo que todo desenvolvimento pelo qual Jesus passou foi sem riqueza. Foi um homem que trabalhou duro, com seu pai, legal (Mt 13.55,56; Mc 6.3,4).

Ele possuiu o suficiente para o seu desenvolvimento: amor, apoio da comunidade, oportunidades mínimas de aprender e um material básico. Com poucas coisas à disposição, ele realizou os propósitos do Pai celestial em sua vida terrena.

As providências naturais para a vida humana de Jesus Cristo, podem também serem as mesmas para nós.

Devemos aprender a aplicar algumas leis básicas em nossas vidas. Se forem analisados textos como Pv 30.8,9; 2Co 8.13-15 e Hb 13. 5,6, perceber-se-á quão significativo pode ser nossa vida quando realizarmos plenamente a obra de Deus com os recursos básicos que ele nos dá.

Muitos que ignoram esses princípios bíblicos perdem a grande oportunidade de se desenvolver, para chegarem à estatura da varonilidade de Jesus Cristo, para o qual fomos chamados (Ef 4.3).

Fonte de pesquisa:
GONÇALVES, José – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 2 Trimestre 2015
GONÇALVES. José. Lucas. O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Janeiro de 2015.
GIOIA, Egídio .Notas e Comentários À Harmonia dos Evangelhos. Editora JUERP. 2ª. Edição. RJaneiro, 1981
COSTA Samuel. Capelania Cristã. Edit.Silvacosta. RioJaneiro, 2013
CAMPOS, Heber Carlos de. As Duas Naturezasdo Redentos – A Pessoa de Cristo. Edit. Cultura Cristã. SPaulo, 2004
MACARTHUR, John. Uma Vida Perfeita – Tudo que a Bíblia revela de Jesus, de Gênesis a Apocalipse. Edit. Thomas Nelson. RJaneiro, 2014.
Bíblia Sagrada Tradução King James – Atualizada.
Bíblia de Estudo Macarthur
Bíblia Em Ordem Cronológica – A Nova Versão Internacional – Edit. Vida
LADD, George Eldon. Teologia do Novo Testamento. Editora Hagnus. SPaulo, 2003

STERN, David H. Comentário Judaico do Novo Testamento. Editora Atos. SPaulo, 2008