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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Vídeo da Lição 6 - A Lei, a Carne e o Espírito

Este capítulo trata a respeito da libertação da Lei. Para que os romanos compreendessem bem o assunto, Paulo faz uma analogia entre a Lei e o casamento.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

A Maravilhosa Graça - Lição 05 - 01.05.16 - EBD CPAD

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
2º. Trimestre 2016
Romanos 6. 1-12
Reflexão: Cristo Jesus é a graça divina manifestada em forma humana.

Paulo inicia o capítulo 6 de Romanos fazendo uma refutação aos Antinomistas, que diziam, se onde abundou o pecado superabundou a graça, então quanto mais pecar quanto mais graça. Por isso diz o apóstolo:

 “Que diremos pois? permaneceremos no pecado para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum! Nós que estamos mortos para o pecado, como
viveremos ainda nele?... (Rm 6.1,2-6).

O que é Antinomismo? O termo significa literalmente "contra lei". Não no sentido de oposição à lei, mas no sentido de não aceitar que exista de fato alguma norma geral que seja capaz, por si mesma, de classificar a mentira como sendo certo ou errado. Talvez a palavra mais correta fosse mesmo "anomia", isto é, "sem lei, ou ausência de lei".

Antinomismo é a especulação a respeito de um problema filosófico realizada por intermédio de dois argumentos, ambos coerentes e críveis em suas formulações respectivas, mas antagônicos em suas conclusões.
O Antinomismo é a doutrina que assevera não haver mais necessidade de se pregar nem observar as leis morais do Antigo Testamento.

Sabemos que a lei cerimonial, esta, foi abolida por Cristo, mas as leis morais têm valor eterno. O Antinomismo foi um dos principais inimigos da graça nos dias de Paulo, e ainda continua sendo em nossos dias.

Outro grande inimigo da graça é o legalismo. A palavra "legalismo" é usada por alguns cristãos evangélicos para descrever uma posição doutrinária que apresenta um conjunto de regras e prescrições para alcançar a salvação e o crescimento espiritual. Os Legalistas admitem a necessidade de ter uma aceitação rigorosa e literal a essas regras e prescrições.

De acordo com a Palavra de Deus essa posição é contrária à graça de Deus. Aqueles que defendem tal posição podem até deixar de entender o verdadeiro propósito da lei, principalmente da lei de Moisés no Velho Testamento, a qual é um guia para nos conduzir a Cristo (Gálatas 3:24).

Em relação à visão de alguns, legalismo é o oposto de ser gracioso. Dessa forma conforme estes afirmam até crentes podem ser legalistas.
O apóstolo Paulo, no entanto, nos admoesta a ser graciosos uns com os outros: "Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões" (Romanos 14:1).

É lamentável o fato de que alguns defendem sua posição escatológica de uma forma tão contundente que terminam eliminando outras pessoas de sua comunhão antes de conceder-lhes o direito de expressar sua própria opinião. Isso também se denomina Legalismo.

O Antinomismo e o Legalismo são inimigos da graça de Deus (Rm 6.15-19; Ef 2.8-10). A graça destrói o domínio do pecado porque o pecado é como um tirano impiedoso que não poupa os seus súditos. Ele reinou desde eu entrou no mundo e seu domínio parecia não ter fim.
Mas a graça de Deus destrói todo domínio do pecado (Rm 6.6-10). Podemos dizer que a graça é o auxílio divino e a força que recebemos por meio da Expiação de Jesus Cristo. Por meio da graça, somos salvos do pecado e da morte.
Além disso, a graça é um poder capacitador que nos fortalece a cada dia e nos ajuda a perseverar até o fim. É necessário esforço de nossa parte para receber a plenitude da graça do Senhor. ...”Porque onde o pecado abundou superabundou a graça; (Rm 5.20b).
A Bíblia nos mostra dois tipos de graça: A graça comum e a graça salvadora.
A graça comum – Segundo afirma Hernandes Dias Lopes, um dos principais frutos da graça comum são as muitas bênçãos naturais que os seres humanos recebem nesta vida presente.
Quanto a esse fruto em particular, a graça comum pode ser definida como aquelas bênçãos gerais, como a chuva e o fulgor do sol, o alimento e a bebida, a vestimenta e o teto, as quais Deus concede a todas as pessoas sem relutância ou discriminação.
Embora muitos façam pouco caso das bênçãos de Deus, ainda assim eles recebem abundantes provas da bondade do Senhor todos os dias, mesmo que eles não sejam eficazmente chamados para a salvação.

Há várias passagens bíblicas revelando que Deus derrama suas bênçãos sobre todas as pessoas sem exceção, isto é, sobre justos e injustos, eleitos e não eleitos, como por exemplo: Gn 17.18,20; 39.5; Sl 36.6; 104.16-30; 145.9,15,16; Jn 4.10,11; Mt 5.44,45; Mc 8.2; Lc 6.35,36; At 14.16,17; 1Tm 4.10. Essas dádivas vêm como bênçãos não só para os bons, mas também para os maus.

A graça de Deus é um favor concedido a pecadores indignos. Deus não nos amou, escolheu, chamou e justificou por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. A causa da salvação não está no homem, mas em Deus; não está no mérito do homem, mas na graça de Deus, não está naquilo que fazemos para Deus, mas no que Deus fez por nós.
Deus não nos amou porque éramos receptivos ao seu amor, mas amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Deus nos escolheu não por causa da nossa fé, mas para a fé; Deus nos escolheu não porque éramos santos, mas para sermos santos; não porque praticávamos boas obras, mas para as boas obras; não porque éramos obedientes, mas para a obediência.
A graça de Deus não é o resultado das obras, mas as obras são o resultado da graça. Graça e obras estão em lados opostos. Não podem caminhar pela mesma trilha como a causa da salvação.

A graça salvadora – Aqueles que se esforçam para alcançar a salvação pelas obras rejeitam a graça e aqueles que recebem a salvação pela graça não podem ter a pretensão de contribuir com Deus com suas obras.

A salvação é totalmente pela graça, mediante a fé, independente das obras. As obras trazem glória para o homem; a graça exalta a Deus. A graça desemboca nas obras e as obras proclamam e atestam a graça. As obras são o fruto e a graça a raiz.

As obras são a consequência e a graça a causa. As obras nascem da graça e a graça é refletida através das obras. A graça de Deus é recebida pela fé e não por meio das obras. A salvação que a graça traz em suas asas é recebida pela fé e não por meio das obras.

Não somos aceitos diante de Deus pelas obras que fazemos para Deus, mas pela obra que Cristo fez por nós na cruz. A fé não é meritória, é dom de Deus. A fé é o instrumento mediante o qual tomamos posse da salvação pela graça. O apóstolo Paulo sintetiza este glorioso ensino, em sua carta aos Efésios:

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.8-10).

Os pensamentos se transformam em hábitos; os hábitos se transformam em caráter e o caráter determina o destino.

Bibliografia:
Lições Bíblicas EBD CPAD - 2º. Trimestre 2016. Comentarista: Pr.José Gonçalves.
 GONÇALVES. José. Maravilhosa Graça – O Evangelho de Jesus revelado na Carta aos Romanos. CPAD. RJaneiro 2016
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento com Recursos Adicionais. Editora Central. RJaneiro, 2010
CHAMPLIN. R.N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Editora Hagnus. SPaulo, 2002
DYKE, Fred Van, e outros.A Criação Redimida – A base Bíblica para a Mordomia Ecológica. Edit. Cultura Cristã. Spaulo 1999
ERICKSON, Millard J. Teologia Sistemática. Edições Vida Nova. SPaulo, 2015
CHAFER, Lewis Sperry – Teologia Sistemática. Vl 7 & 8. Editora Hagnos. SPaulo, 2003
GOPPELT. Leonhard – Teologia do Novo Testamento Vls 1 e 2 – Editora Sinodal Vozes. R.Janeiro, 1982.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. CPAD. RJaneiro 2012
RICHARDS. Lawrence. Comentário Bíblico do Professor. Editora Vida. SPaulo 2004

BARBAGLIO. Giuseppe. As Cartas de Paulo Vl 2. Edit. Loyola. São Paulo, 1991.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Video da Lição 5 - A Maravilhosa Graça


Nesta lição vamos abordar a respeito da nova vida em Cristo. O apóstolo mostra que o nosso velho homem já foi crucificado com Cristo. Não somos mais escravos..

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Video da Lição 5 de Jovens - Deixando Pai e Mãe

O primeiro mandamento de Deus para o homem (não o maior mandamento) é que, antes de casar, deve deixar seus ....

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Lição 04 - Os Benefícios da Justificação - 24.04.16 - EBD CPAD

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
2º. Trimestre 2016
Romanos 5. 1-12
Reflexão: A justificação pela fé em Cristo nos libertou de Adão, símbolo do velho homem, para nos colocar em Cristo, onde fomos feitos uma nova criação.

A justificação é uma declaração de Deus a respeito do cristão, de que ele foi feito para sempre justo e aceitável diante de Deus.

Para que algo assim seja declarado deve haver uma realidade inalterável sobre a qual possa repousar. Essa base é a posição á qual o cristão foi trazido pela graça de Deus.

Todos a quem Deus predestinou são chamados, e todos os que são chamados são justificados, e todos os que são justificados o são agora glorificados (Rm 8.29,30).

Deus não condena aquele que antes justificou (Rm 8.33). Na verdade, quatro grandes realidades que dão suporte devem ser mencionadas a esta altura: “Quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes, quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8.34).

Assim, o estado de justificação deve ser imutável visto que a base sobre o qual ele repousa é assim segura para sempre.

Do cristão, contudo, é revelado que: ele é uma nova criação. “Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Mas, todas as coisas provêm de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da conciliação” (2Co 5.17,18).

Ele é tornado justiça de Deus através do estar em Cristo. “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” (1Co 1.30).
“Aquele que não conheceu o pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fossemos feitos justiça de Deus” (2Co 5.21; Fp 3.7-9).

Ele é aperfeiçoado para sempre. De acordo com Hb 10.14, o cristão é aperfeiçoado para sempre na posição de cristão, embora não ainda na vida diária.

Ele tem a plenitude de Cristo. Além do mais, está em Cristo, como todas as pessoas salvas estão pelo batismo do Espírito. Significa que a plenitude de Cristo se torna posição inalterável deles.

Considere com cuidado especial as espantosas declarações que tratam disto: “Pois todos nós recebemos da sua plenitude e graça sobre graça” (Jo 1.16).

“Porque aprouve a Deus que nele habitasse toda plenitude” (Cl 1.19).
“Porque nele habita corporalmente toda plenitude da divindade, e tendes a vossa plenitude nele, que é a cabeça de todo principado e potestade” (Cl 2.9,10).
“Está completo nele” E’ apenas uma afirmação de João 1.16.

Uma pessoa não pode assim estar perfeitamente em Cristo (1Co 12.13), e não participar de tudo que Cristo é.
O termo grego para justificação é derivado do verbo grego dikió, que significa absorver ou ser declarado justo (Rm 4.2; 5.1).

Trata-se de uma terminologia legal, usada para fazer referência a um veredito favorável a um julgamento. A palavra descreve a configuração de uma corte, onde Deus preside como juiz, determinando a fidelidade de cada pessoa em relação à lei.

Na primeira seção de Romanos, Paulo deixa claro que ninguém pode escapar do julgamento divino (Rm 3.9-20).

A lei não serve para justificar os pecadores, mas para expor os seus pecados. Para remediar essa deplorável situação, Deus enviou seu Filho Jesus Cristo para morrer pelos nossos pecados. Quando cremos em Jesus, Deus imputa a nós a sua justiça, declarando-nos justos diante dele (Rm 5.12).

Um homem, isto é, Adão – através dele entrou o pecado no mundo. O pecado trouxe a morte. Como consequência do pecado é que a morte tornou-se uma experiência universal.

A frase “Porque todos pecaram”, não é uma referência a qualquer pecado que alguém cometa em algum momento da vida, como se fosse alusiva aos pecados individualmente cometidos.

Paulo está conduzindo seus leitores ao início da história humana, conduzindo-os ao pecado original, aquele que acarretou a morte de todos nós.

Aqui se manifesta a unidade do gênero humano. Em Adão, todos nós pecamos (1Co 29.22). O resultado é a morte física e espiritual do ser humano. Todos nós herdamos de Adão a natureza pecaminosa. Além disso, como resultado do nosso pecado em Adão, nós enfrentamos um castigo comum a todos – a morte (Rm 5.13,14).

Antes da lei de Moisés ter sido determinada, o pecado humano não foi imputado. Ou seja, não foi lançado na conta de ninguém, como uma anotação em um livro.

Em outras palavras, o pecado estava presente no mundo desde Adão até Moisés, mas Deus não levava em conta os pecados cometidos, antes do estabelecimento da lei. Pois, não havia nenhuma legislação que pudesse ser obedecida, ou desobedecida.

Todos aqueles que viveram depois de Adão e antes de Moisés não cometeram quaisquer transgressão, pois não havia qualquer regulação semelhante a lei de Moisés, estabelecida para eles.

Mas eles pecaram, e a forma pela qual pecaram é que a morte também reinou sobre eles (Rm 5.15). Através de um só homem, Adão, veio a morte.

Mas através de um só homem, Jesus Cristo – veio a graça e o dom da vida de Deus, a vida eterna foi concedida.  
A condenação veio ao mundo através de Adão. A palavra é alusiva à punição que segue uma sentença judicial.
Assim, por intermédio de Cristo, recebemos o dom gratuito de Deus, que resultou na nossa justificação. Ou seja, o objetivo ou meta do dom é a justificação ou retribuição de retidão (Rm 15.18).

A mesma palavra é traduzida por “ato de justiça” (Rm 5.17). Quando a morte reina, há destruição, quando Cristo reina, somos guiados á vida eterna e passamos a compartilhar sua glória.

Por meio de Adão veio a condenação, por meio de Cristo veio a graça sobre todos os homens para justificação da vida, ou seja, a justificação que produz como resultado a vida.

Existem muitas controvérsias nessa porção da carta aos Romanos. Essa talvez seja uma das passagens mais difíceis das Escrituras.

Um monge por nome Pelágio, que no ano 409 saiu de Roma para Catargo, no Norte de África, fugindo da invasão de Alarico, ensinava, que Deus não atribui ao homem nem a natureza pecaminosa de Adão, nem a culpa a ele imputada.

Sabemos que este ensino é uma heresia e foi combatida por todos os pais da igreja, inclusive Agostinho de Hipona. Pois, se assim fosse, não teria sido necessária a morte de Cristo.

Jacó Armínio, um pastor da igreja holandesa reformada, afirmava que Deus atribui a corrupção do pecado de Adão ao homem, mas não a culpa, no sentido de “culpabilidade”.

A posição calvinista se baseia numa compreensão muito séria e bem literal das declarações de Paulo em Rm 5.12-19, que afirma que o pecado entrou no mundo por intermédio de Adão, e a morte através do pecado, de modo que ela atingiu a todos, pois todos pecaram. Pelo pecado de uma só pessoa, todos pecaram.

Milard J. Erickson, em sua teologia sistemática enfatiza que Paulo está falando dos pecados pessoais de todos os seres humanos.

Todos pecaram como indivíduos e mediante os próprios atos incorremos na mesma culpa pessoal que Adão incorreu, por causa do seu ato.

Portanto, a oração poderia ser assim traduzida, desse modo, a morte veio a todos os homens, pois todos pecaram, em consonância com o princípio das responsabilidades pelos atos pessoais e somente por Eles.

O sentido seria que todos morrem porque todos são culpados, e todos são culpados porque cada um pecou por responsabilidade própria.
 Bibliografia:
Lições Bíblicas EBD CPAD - 2º. Trimestre 2016. Comentarista: Pr.José Gonçalves.
 GONÇALVES. José. Maravilhosa Graça – O Evangelho de Jesus revelado na Carta aos Romanos. CPAD. RJaneiro 2016
RADMACHER, Earl D. O Novo Comentário Bíblico – Novo Testamento com Recursos Adicionais. Editora Central. RJaneiro, 2010
CHAMPLIN. R.N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Editora Hagnus. SPaulo, 2002
DYKE, Fred Van, e outros.A Criação Redimida – A base Bíblica para a Mordomia Ecológica. Edit. Cultura Cristã. Spaulo 1999
ERICKSON, Millard J. Teologia Sistemática. Edições Vida Nova. SPaulo, 2015
CHAFER, Lewis Sperry – Vl 7 & 8. Editora Hagnos. SPaulo, 2003
GOPPELT. Leonhard – Teologia do Novo Testamento Vls 1 e 2 – Editora Sinodal Vozes. R.Janeiro, 1982.
RICHARDS. Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. CPAD. RJaneiro 2012

BARBAGLIO. Giuseppe. As Cartas de Paulo Vl 2. Edit. Loyola. São Paulo, 1991.