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sexta-feira, 1 de março de 2019

Lição 09-CONHECENDO A ARMADURA DE DEUS-03.03.19- SUBSÍDIOS


Subsídios Teológicos e Bibliológicos para Estudo sobre:
Lição 09-CONHECENDO A ARMADURA DE DEUS-03.03.19
Efésio 6.13-20
Por: Pr. João Barbosa

Na batalha espiritual a Palavra de Deus e a oração são as duas principais armas que o crente deve usar na batalha espiritual. Este é o padrão necessário que encontramos quando estamos envolvidos em uma batalha espiritual.

Devemos estar sempre lembrados de que Deus é aquele que nos dá a provisão. São muitas as armas que podem ser usadas em uma batalha espiritual. Mas para cada batalha espiritual existe uma arma específica que não se encontra em nenhum manual.

Senão vejamos o que disse o apóstolo Paulo em 2Co 10.3-6: “Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne, porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo os conselhos, e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo entendimento à obediência de Cristo; estando prontos para vingar toda a desobediência, quando for cumprida a vossa obediência”.

Davi em sua batalha contra o gigante filisteu Golias não aceitou nenhuma orientação do rei de como devia enfrentar aquele gigante. Mas se proveu de uma funda e um seixo (1Sm 17.32-50).

Contra os inimigos filisteus numa das mais duras batalhas travadas por Sansão, ele se utilizou de uma queijada fresca de jumento e com ela feriu mil homens (Jz 15.15,16). Mas, quando a sede lhe sobreveio naquela batalha, pois haviam restado muitos inimigos, a sua arma foi a oração (Jz 15.18,19).

Moisés tinha sempre em mãos a vara de Deus que era sua principal arma para qualquer batalha. Ele a usou primeiro no seu encontro com Deus no Sinai, depois perante Faraó no Egito nos milagres efetuados que resultaram nas pragas, na rocha em Horebe (Ex 17.5-7) e na travessia do Mar (Ex 14.16).

Josafá usou três armas para obter o livramento de Deus contra os moabitas, contra os filhos de Amon e os da montanha de Seir: a oração, o jejum e o louvor (2Cr 20.17-23).

Armas espirituais é um conjunto de armas ofensivas e defensivas que Deus coloca à disposição de seus guerreiros fiéis. Essas armas não são carnais nem materiais, no entanto são poderosas em Deus para destruir as fortalezas do inimigo com o objetivo de livrar os servos de Deus e protege-los nos campos de batalhas espirituais.

Para que o crente entre numa batalha espiritual basta que ele esteja firme em Cristo Jesus. Isto é o suficiente para que ele se torne inimigo do mundo. Qualquer objeto numa batalha pode ser usado como uma arma, para atacar ou ameaçar um inimigo, bem como pode servir para autodefesa.

A utilização de um objeto como arma não transforma a natureza desse objeto numa arma em si. A orientação de Deus a Davi foi o que transformou aquele seixo em uma arma, mas isso não transformou a natureza do objeto. O seixo continuou sendo seixo. Mas se lhes atribui essa característica durante a sua utilização.

As armas espirituais existem e são reais. Deus nos deu para usarmos em nossas batalhas. O texto de 2Co 10.3-6 nos mostra a grande importância das armas de combate e como Deus fornece os equipamentos necessários para entrarmos na peleja.

Nas muitas batalhas contra o Diabo nosso posicionamento em combate será usar as armas espirituais. No entanto, os tipos de armas que usamos nas batalhas espirituais estão ligadas a dois níveis.

Primeiro, o nível defensivo que se relaciona as nossas atitudes e a nossa disposição para nos defendermos. O segundo nível é o ofensivo, em sentido espiritual isso significa quando o crente toma iniciativa no ataque contra as astutas ciladas do maligno.

Não devemos esquecer, portanto, o conselho que o apóstolo Paulo dá a todos os cristãos. O apóstolo pontua da seguinte forma “Orando em todo tempo com toda oração e súplica no espírito, e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18).

Oração, jejum e leitura da Bíblia são armas poderosas no mundo espiritual. Essas armas podem ser usadas tanto como arma de ataque ou como arma de defesa.

Observem o que diz o escritor aos Hb.4.12,13. “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intensões do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patente aos olhos daquele com quem temos de tratar”.

As armas defensivas em sentido tipológico são: escudo (Jr 46.3; Ef 6.16), capacete (Ef 6.17; 1Ts 5.8; Is 59.17), couraça (Jó 41.13; Ef 6.14), cinto (Is 11.5; 22.21; Jr 13.1-10).

As armas ofensivas são: espada (Ef 6,17; Sl 45.3), arco (Lm 3.12; Sl 18.34; 46.9), flecha (Sl 144.6; 45.5), funda (1Sm 17.49,50), lança (2Cr 26.14).

Essas são as armas da nossa milícia, não são carnais, mas são poderosas em Deus para destruir as fortalezas e devem ser usadas mediante os princípios de obediência e submissão a vontade soberana de Deus.

Na guerra defensiva uma atitude de defesa deve ser usada a nível individual e tem por objetivo defender o próprio crente e o local onde ele se encontra.

Nesse combate a batalha pende em nosso favor quando temos uma grande bênção de Deus a receber. Nesta batalha enfrentamos os ataques do inimigo, que nunca poderão ser vencidos com armas humanas.

Nesse conflito o crente não ataca o inimigo, mas contra ataca a partir dos próprios ataques do inimigo. Por esta causa estamos em constante guerra defensiva quando o inimigo de nossas almas mostra-nos suas forças.

Nesta ocasião devemos mostrar ao inimigo “quem é” que nos protege. O escudo é uma arma muito poderosa com a função tanto defensiva como ofensiva e serve para proteger o corpo inteiro e nos defender dos dados inflamados. Isto é a segurança de todos aqueles que creem nas providências de Deus.

Josafá alertou seus guerreiros da seguinte forma: “Crede no Senhor vosso Deus, e estarás seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis” (2Cr 20.20).

Na metáfora usada pelo apóstolo Paulo, o capacete é uma arma de defesa que serve para proteger a mente do crente contra as inverdades do inimigo.

O cinto é uma arma de defesa que protege nossa identidade porque ele representa a verdade. A couraça é uma arma também de defesa que produz os órgãos vitais de nosso corpo: como coração, pulmão, rins e estômago – é uma vestimenta espiritual que nos protege contra as acusações do inimigo, principalmente as do coração.

Assim se expressou Jeremias: “Enganoso é o coração, mas do que todas as coisas, e perverso; quem, o conhecerá?” (Jr 17.9).

A espada do Espírito que é a Palavra de Deus é a arma que pode ser usada tanto em sentido ofensivo quanto ofensivo. A guerra defensiva acontece quando o crente aplica os princípios básicos do reino de Deus: a fé, salvação, verdade e justiça.

Esses princípios uma vez aplicados, temos a força que vem de Deus para vencermos as batalhas onde todos estão intimamente ligados às armaduras espirituais: escudo, capacete, cinto e couraça, que são os fundamentos que nos protegem durante a caminhada espiritual.

Reportando-nos ainda a Josafá, diz-nos as Escrituras que ele recebeu o mensageiro dos inimigos que vinham pela montanha de Seir, junto ao deserto de Tecoa, dizendo que iriam atacar e que não iria sobrar ninguém.

Eram os mesmo inimigos que sempre se levantaram contra Israel, os amonitas, os moabitas e também os filhos da montanha de Seir que se levantaram contra Josafá. Ele disse ao povo: “Nesta batalha não tereis que pelejar; portai-vos, ficai parados, e vede a salvação do Senhor. Então Josafá se prostrou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram contra o Senhor, adorando-o.

Levantaram-se os levitas, dos filhos dos coatitas, e dos filhos dos coraítas, para louvarem ao Senhor Deus de Israel,         com voz muito alta. E pela manha cedo se levantaram e desceram ao deserto de Teco. E, ao saírem, Josafá pôs-se em pé e disse: ouvi-me, ó Judá, e vós moradores de Jerusalém: crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis” (2Cr 20.17-20).

Josafá compreendeu plenamente que as armas que seus soldados utilizavam naquele momento eram armas espirituais. Todos os levitas que estavam com ele ouviram a sua voz e seguiram fielmente suas ordens empunhando os escudos de adoração e celebração ao Senhor.

Aconselhou-se com o povo e ordenou cantores para o Senhor que louvassem a majestade santa, saindo diante dos armados, e dizendo: Louvai ao senhor porque a sua benignidade dura para sempre.

E, quando começaram a cantar e dar louvores, o Senhor pôs emboscadas contra os filhos de Amom e de Moab e os da montanha de Seir que vieram contra Judá, e foram desbaratados. Porque os filhos de Amom e de Moabe se levantaram contra os moradores da montanha de Seir para os destruir e exterminar; e, acabando eles com os moradores de Seir, ajudaram uns aos outros a destruir-se.

Nisso chegou a Judá atalaia do deserto; e olharam para a multidão, e eis que eram corpos mortos que jaziam em terra e nenhum escapou” (2Cr 20.21-24).

Quando você libera sua voz ao Deus que você confia e crê, isso trás confusão em todo plano diabólico do reino das trevas, pois o inimigo não espera que você tenha essa atitude.

O inimigo pensa que fomos programados somente para atacar com armas humanas. Armas carnais da murmuração, das palavras de derrotas, da precipitação, do suicídio. Mas quando o crente abre sua boca em louvor a Deus, isso produz desespero nas hostes infernais e desarticula, todo plano do adversário.

Quando morreu na cruz do Calvário, Jesus desceu as partes mais baixas e tomou as chaves da morte e do inferno. Foi isso que ele disse a João em Ap 1. 18.
Consultas no Trimestre:  SOARES Ezequias. Comentarista da Lição Bíblica EBD do 1º. Trimestre 2019 com o Tema: Batalha Espiritual.
SOARES Ezequias. Batalha Espiritual. CPAD. Rio de Janeiro, 2018
OLIVEIRA Miqueias. Batalha Espiritual por Princípios Bíblicos. BV Films Editora Eireli, Rio de Janeiro, 2016
GIOIA, Egídio. A Harmonia dos Evangelhos. Editora Juerpe. Rio de Janeiro, 1981
BARCLAY Willliam. As Obras da Carne e o Fruto do Espírito Vol.2. Editora Vida Nova São Paulo, 2010
BUBECK Mark I. O Adversário. Edições Vida Nova. São Paulo, 1993
BUBECK Mark I. O Reavivamento Satânico. Edições Vida Nova. São Paulo, 1993

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