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sexta-feira, 18 de novembro de 2016
Lição 08: Rute, Deus Trabalha pela Família - 20.11.16 - EBD CPAD
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
em Abreu e Lima Pernambuco
Pr Presidente Roberto José do Santos
Subsídios
Bibliológicos para o Tema: O Deus de Toda Provisão:
Rute
1.1-14
Por: Pr. João Barbosa e Prof. Laudicéa Barboza
DESENVOLVIMENTO:
Como podemos observar no evangelho de Mateus,
todos aqueles que se tornaram antepassados do Messias lutaram para alcançar o
direito de primogenitura que é uma decisão soberana de Deus.
Assim, Jacó, Tamar, Raabe, Boaz, e Rute a
Moabita (Mt 1.1-17).
O nome Moabe (Rt 1.1), relembra dois
incidentes desagradáveis: O nascimento de Moabe e o problema que seus
descendentes causaram a Israel durante sua difícil jornada até a Terra
Prometida.
Moabe nasceu logo depois da destruição de
Sodoma e Gomorra. Ló fugiu de Sodoma com a sua família e trouxe o pecado da
cidade consigo.
Sua esposa desobedeceu às ordens de Deus, e
foi transformada em uma estátua de sal (Gn 19.26).
As filhas de Ló planejaram embriagar o pai
para que ele lhes dessem filhos. Uma das filhas deu à luz, Moabe, a outa, Amom
(Gn 19.30-38).
Com o tempo, seus descendentes cresceram e
tornaram-se nações rivais que contenderam com Israel durante muitos séculos.
Uma das mais graves ofensas que Moabe cometeu
contra o povo de Deus aconteceu durante a peregrinação de Israel no deserto.
O rei de Moabe tentou pagar a Balaão o
vidente, para almadiçoar os filhos de Israel. Porém, em vez disso, Balaão
acabou abençoando-os (Nm 22 – 24).
Mas, o vidente inventou um plano para conduzir
os filhos de Israel à idolatria, enviando-lhes mulheres moabitas que os
seduzissem.
O plano deu certo, resultando na morte de
vinte e quatro mil pessoas, pois a lei proibia que um moabita ou um amonita se
tornasse membro da comunidade de Israel (Dt 3.3).
Pode algo bom vir de Moabe? Sim. De Moabe veio
Rute; de Rute veio Obede, de Obede veio Jessé, de Jessé, veio Davi (Rt 4.
16-22). E por intermédio de Davi, um bisneto de Rute veio Jesus Cristo (Mt 1.1,
5,6).
BOAZ
– O PARENTE REMIDOR OU GOÉL (Lv 25.25)
Boaz viveu aproximadamente 1266/1251 a.C. Foi
um rico belemita e parente chegado de Elimeleque, o marido falecido de Noemi.
Seu nome significa felicidade ou rapidez.
Foi um dos mais piedosos homens do seu tempo.
Boaz redimiu a herança do seu parente e casou-se com Rute (Rt 4.1-17).
Assim Boaz se tornou um notável antecessor do
Messias, Cristo. Boaz é um tipo de Cristo, era filho de Salmom com Raabe, a
meretriz, resgatada pela fé, da destruição de Jericó.
Do matrimônio de Boaz com Rute nasceu Obede
que foi o pai de Jessé, pai de Davi (Rt 4.18-22).
REDENÇÃO
(REDENTOR)
Palavra grega, tal como aparece no termo
latino “redimo”, indicava o preço
pago para comprar de volta um escravo tornando-lhe livre pelo pagamento de um
resgate – que os gregos chamavam de “lustrom”.
Dai passou a significar livramento do pecado e
de seu poder ou o perdão dos pecados (Rm 4.7,8), e uma nova vida em Cristo (Rm
8.23; Ef 1.7; 4.30; Cl 1.14).
O sangue de Cristo foi o preço da nossa
redenção (Mt 20.28; Mc 10.45).
RUTE
A MOABITA
Ela pertencia a tribo de Moabe (Rt 1.4). Moabe
era filho de Ló com suas filhas (Gn 19.30-38).
Segundo o que estava escrito na lei os
moabitas estavam proibidos de entrar na congregação do Senhor até a décima
geração.
Sendo assim Rute era excluída (Dt 23.3-5).
Porém Rute era uma mulher de amor (Rt 1.15-17).
Com a sua declaração “seu povo será o meu povo,
seu Deus será o meu Deus” Rt 1.16), Rute se qualificou com o Deus da Aliança
(Gn 12.3).
Tudo começou quando Noemi foi de Belém para
Moabe com seu marido, Elimeleque, cujo nome significa meu Deus é rei, e seus
filhos Malom que significa doentio e Quiliom que significa falhando ou defiado.
Ali os rapazes casaram-se com donzelas
moabitas de nomes Orfa e Rute (Rt 1.4). É possível que Orfa tenha sido mulher
de Malom e Rute mulher Quiliom (Rt 1.1-5).
A vida de Rute revela um princípio muito
prevalecente. Não importa quem somos ou qual foi o nosso passado.
A mãe de Boáz era Raabe, uma cananéia. Sua
esposa era Rute uma moabita. Ambas eram gentias. Ambas foram ligadas a Cristo.
Isto mostra que Cristo não está ligado somente aos judeus, mas também aos
gentios.
Passados dez anos os filhos do casal estavam
mortos, como também Elimeleque.
Daí resultou que Noemi e Rute resolveram
voltar a Judá, embora, só Noemi estivesse voltando porque Orfa preferiu ficar
com a sua gente, os moabitas.
Noemi muito insistiu que Rute ficasse entre os
seus parentes, mas ela preferiu ir na companhia de sua sogra.
Em tudo isso havia a mão providencial de Deus,
pois além do apego de Rute à sua sogra, ela também tinha um destino a cumprir
em Belém (Rt 1.16,17).
Noemi chegou a Belém muito desencorajada e até
queria mudar o seu nome de Noemi – “deleite”, para Mara – “amargura”.
Ela supunha que Deus estava lhe provando de
forma amarga (Rt 1.20).
Quando as coisas começaram a melhorar, Noemi
sugeriu as Rute que procurasse trabalhar para um certo parente dela de nome
Boaz.
Dai floresceu um romance entre Boaz e Rute,
quando então Boaz resolveu tornar-se parente remidor (Rt 4.5).
Boaz, pois, adquiriu para si tanto a
propriedade de Noemi quanto de Rute. Tornando-se esposa de Boaz, com o tempo,
ela deu à luz Obede, que foi avô do rei Davi.
Assim sendo, Rute a moabita, entrou na
linhagem de onde veio o Senhor Jesus Cristo. E a própria Noemi tornou-se a
sogra de uma antepassada do Messias.
O livro de Rute nos fala da família de Perez
em suas gerações até o aparecimento do rei Davi (Rt 4.18-22).
O texto bíblico nos fala de uma árvore
genealógica começando com Perez, Esrom, Arão, Aminadab, Naasson, Salmon, Boaz,
Obede, Jessé e Davi.
Bibliografia:
Lições Bíblicas EBD CPAD - 4º. Trimestre
2016. Comentarista: Pr. Elienai Cabral
CABRAL Elienai. O Deus de Toda Provisão.
CPAD RJaneiro 2016
RADMACHER Earl D e outros. Editora
Gospel RJaneiro 2010
O Novo Comentário Bíblico do Novo
Testamento.
CHAMPLIN R. N. O Antigo Testamento
Interpretado Versículo por Versículo Vl 1.
Editora Hagnus - São Paulo, 2001
Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
Bíblia de Estudo Almeida SBB
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Lição 07 - Fé em Meio as Injustiças - 13.11.16 EBD CPAD
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
em Abreu e Lima Pernambuco
Pr Presidente Roberto José do Santos
Subsídios
Bibliológicos para o Tema: O Deus de Toda Provisão:
Gênesis 37.1-11
Por: Pr. João Barbosa e Prof. Laudicéa Barboza
DESENVOLVIMENTO:
José foi o
filho favorito desde o seu nascimento. Ele era o primogênito da esposa favorita
de Jacó, Raquel, a quem muito amava. Era o filho da velhice de Jacó.
Deus tinha
um plano na vida dele e esse projeto lhe foi revelado, pelo Senhor, por
intermédio de alguns sonhos. Projeto esse não exclusivo para José, mas para ele
e sua família.
É
importante destacar que José compartilhou aquilo que Deus revelara apenas para
ele, com seus irmãos e seu pai no momento errado.
Por serem
os seus irmãos invejosos não aceitaram os sonhos de José, ao perceberem que
Deus iria colocá-lo em uma posição privilegiada na família.
Apesar de
José ser detentor dessas promessas de Deus para sua vida, nada o impediu de
passar pelas crises, o que também não foi capaz de endurecer o seu coração, nem
tampouco o afastar de Deus.
Pelo
contrário, as crises serviram de ponte para moldar o seu caráter, além de
prepará-lo para a estadia no palácio do rei Faraó.
Sofrimentos
e amarguras não foram capazes de afastar José do seu Deus, o qual lhe concedeu
sabedoria para administrar as crises.
As
adversidades na vida de José contribuíram para que as promessas feitas a Abraão
se cumprissem fielmente (Gn 13).
É possível
que Jacó favorecesse José por motivos diversos. E ele não só o amava mais do
que aos outros, como também mostrou-lhe imprudente favoritismo.
Os outros
filhos de Jacó não eram tolos. Eles poderiam ser cobiçosos, trapaceiros e
vingativos, mas, não estúpidos. Compreenderam rapidamente, pela evidência das
indulgências do pai para com José, que ele era o favorito da família.
Eles não
estavam disposto a deixar que esse estado de coisas continuassem passivamente,
e, na hora oportuna, extravasaram sua ira.
“Ora,
Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua
velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas e de várias cores” (Gn
37.3).
Um
confiável comentarista do Antigo Testamento, H.C. Leupold, diz com relação ao
estilo de José: “Essa túnica tinha mangas e se estendia até os tornozelos”. Ele
tirou essa conclusão do termo hebraico “passeem”,
que significa “punhos” ou “tornozelos”.
É difícil
trabalhar com uma roupa que tenha mangas e vá até os tornozelos, especialmente
se for um manto caro, ricamente bordado. Seria como enviar um soldador a uma
construção usando casaco de peles comprido.
Nos dias
de José, a roupa de trabalho era uma túnica curta, sem mangas. Ela deixava os
braços e as pernas livres para que os trabalhadores pudessem mover-se com
facilidade.
Como
pode-se imaginar, ao dar a José esse casaco cumprido e bordado, que era um
sinal de nobreza já naquela época, o pai estava declarando enfaticamente: “Você
pode usar essa roupa porque não tem de trabalhar como seus irmãos”.
UM PLANO ASSASSINO
Tendo José
dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos, sendo ainda jovem,
acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai.
Vendo,
pois, seus irmãos, que o pai o amava mais do que a todos os outros filhos,
odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente (Gn 37.2-4).
O lar em
que José fora criado se compunha de uma família de pessoas cheias de ódio,
inveja e falsidade. Nesse ambiente hostil, os outros filhos de Jacó, observaram
durante dezessete anos o pai favorecer José.
A inveja
deles transformou-se em ressentimento e passaram a desprezá-lo de tal modo que
não podiam sequer dizer-lhe uma palavra bondosa. A vida parecia um barril de
pólvora prestes a explodir.
Teve José
um sonho e o relatou a seus irmãos. Por isso, o odiaram mais ainda (Gn 37.5-8).
Ao ouvir a história os irmãos escarneceram:
O que você
está dizendo? Pensa que vai ser nosso superior? Que nós vamos servir você? Mas
José lhes falou: Esperem não acabei, e relatou o segundo sonho, explica (Gn
37.9-11).
Passado
algum tempo, foram os irmãos apascentar os rebanhos do pai em Siquém e por ser
um lugar muito perigoso Jacó enviou José para observar como iam os seus irmãos
e trazer-lhe notícias (Gn 37.12-14).
Então
seguiu José atrás dos seus irmãos e os achou em Dotã, onde ao ver-lhe os irmãos
conspiraram contra ele (Gn 37.17-20).
A essa
altura os irmãos tinham um crime em mente (Gn 37.21,22). Mas Ruben, o irmão
mais velho, ouvindo o plano maléfico interferiu, e decidiram jogá-lo dentro de
uma cisterna tirando-lhe a túnica em sinal de humilhação (Gn 37.21,25).
Na
sequência dos acontecimentos ao passar uma caravana a caminho do Egito, tiraram
José da cisterna e o venderam como escravo por vinte moedas a um oficial de
Faraó chamado Potifar (Gn 37.25-28).
JOSÉ ELEVADO DE SIMPLES ESCRAVO A FUNÇÃO
DE MORDOMO
Potifar
percebeu que José era um serviçal diferente. Tinha ideias e contribuiu para o
seu Senhor para fazer prosperar sua fazenda.
Ele
percebeu, também, que José era um jovem com qualidades morais invejáveis. Por
isso não teve dúvidas em elevá-lo de simples escravo a função de mordomo,
gerindo sobre todos os negócios de sua casa.
Os
negócios geridos por José na casa de Potifar prosperaram grandemente, e Deus
era com ele.
José
manteve sua fé em Deus, e os traços do seu caráter se manifestaram em sua
lealdade ao seu Senhor em sua fidelidade ao seu Deus.
JOSÉ RESISTIU A TENTAÇÃO SEXUAL DA MULHER
DE POTIFAR
José
estava sob a guarda de Deus. Os planos divinos não foram desfeitos da vida de
José por causa daquela circunstancia de sua escravatura. Pelo contrário, José
sabia que os sonhos eram de Deus e não seriam frustrados.
José era
fisicamente um homem bonito, com porte atlético que chamava a atenção. A mulher
de Potifar não tinha escrúpulo nem decência moral. Por isso atraída pela beleza
de José, procurou seduzi-lo para um caso extraconjugal.
Mas José
fiel a seus princípios de temor a Deus e respeito próprio e pelo seu senhor,
rejeitou a proposta daquela mulher (Gn 39.12). Ela se fez de vítima e acusou
José de tentativa de sedução e estupro (Gn 39.14-18).
Potifar
deu crédito à sua mulher e mandou José para a prisão. José sofreu essa
humilhação, mas no fundo do seu coração sabia que Deus tinha algo maior para a
sua vida.
SABEDORIA PARA ADMINISTRAR A CRISE
Deus
preparou o espírito de José para as crises que enfrentaria e para que pudesse
desfrutar de uma posição privilegiada no deserto.
Na prisão
José alcançou graça aos olhos do carcereiro. Ali interpretou os sonhos do
copeiro-mor e padeiro que com ele estavam presos.
Posteriormente
interpretou os sonhos de Faraó (Gn 41.18). Faraó impressionado com a sabedoria
de José viu que ele seria o homem certo para gerenciar o Egito nos tempos de
fartura e de crise, e nomeou José governador do Egito, trazendo-o da prisão
para o palácio.
José foi
exaltado em todo o Egito e ninguém era maior que ele. Como governador José
soube ser leal a Faraó e administrar todo o Egito com muita lucidez e graça
diante de Deus.
José não
se esqueceu de que Deus estava com ele, não só nas humilhações, mas também
quando exaltado diante dos homens para que a glória de Deus fosse lembrada.
Bibliografia:
Lições Bíblicas EBD
CPAD - 4º. Trimestre 2016. Comentarista: Pr. Elienai Cabral
CABRAL Elienai. O Deus
de Toda Provisão. CPAD RJaneiro 2016
RADMACHER Earl D e
outros. Editora Gospel RJaneiro 2010
O Novo Comentário
Bíblico do Novo Testamento.
CHAMPLIN R. N. O Antigo
Testamento Interpretado Versículo por Versículo Vl 1.
Editora Hagnus - São Paulo, 2001
Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
Bíblia de Estudo Almeida SBB
Lição 06: Deus O Nosso Provedor - 06.11.16 - EBD CPAD
Igreja Evangélica Assembleia de Deus
em Abreu e Lima Pernambuco
Pr Presidente Roberto José do Santos
Subsídios
Bibliológicos para o Tema: O Deus de Toda Provisão:
Gênesis 26.1-6
Por: Pr. João Barbosa e Prof. Laudicéa Barboza
DESENVOLVIMENTO:
Deus havia
feito uma promessa ao patriarca Abraão e seus descendentes. No entanto, isto
não significava que eles não enfrentariam obstáculos e crises.
Enfrentaram
a crise da falta de alimentos e de água; além de vizinhos invejosos e
perversos. Mesmo enfrentando dificuldades com seus vizinhos, Isaque não deixou
de trabalhar.
Isaque
continuou investindo e crendo na provisão divina. Seus inimigos por diversas
vezes, entulharam seus poços, mas ele continuou crendo.
A fé de
Isaque fez com que ele cavasse vários poços e em tudo isso, ele pode ver a
suficiência divina.
Em meio às crises, o crente pode ver a
suficiência divina – No tempo de Abraão, a
terra estava enfrentando novamente um período de escassez.
Então,
Isaque foi buscar pastagem no território de Abimeleque, perto da fronteira com
o Egito.
Deus,
porém lhe apareceu e disse-lhe para não descer ao Egito e também renovou as
promessas que foram dadas ao seu pai Abraão dizendo: “Serei contigo e te
abençoarei”.
Assim como
seu pai, Isaque foi obediente e habitou em Gerar. Permanecendo em Gerar os
homens da terra se encantaram por Rebeca e com medo de morrer a confiança de
Isaque falhou ao dizer que Rebeca era sua irmã e não sua esposa (Gn 26.7), tal
qual seu pai (Gn12.13).
A beleza
de Sara fora destacada tal qual a beleza de Rebeca, porque era formosa de
aparência (Gn 12.14).
O temor de
Abraão e de Isaque de que uma mulher bonita poderia ser arrebatada por algum
chefe tribal injusto, deixando o seu marido morto, era justificado, motivo pelo
qual foi escolhido um mal menor, uma mentira, para salvar a vida.
Naturalmente,
é claro que a virtude da esposa seria assim sacrificada. No caso de Sara, no
Egito, nada é revelado se assim aconteceu com ela (Gn 20.6). Mas no caso de
Rebeca, vemos em (Gn 26.10) que nada lhe aconteceu.
Crise com os vizinhos – Deus manteve suas promessas de abençoar Isaque. Os
vizinhos filisteus ficaram enciumados porque tudo que Isaque fazia parecia dar
certo, e assim tentaram livrar-se dele.
A inveja é
uma força divisória, potente o suficiente para despedaçar a mais poderosa nação
ou os amigos mais íntimos.
Ao longo
da história dos judeus, os filisteus sempre foram inimigos de Israel. Sempre
procuraram apossar-se das terras de Israel e desfazer seu trabalho. Na história
de Abraão e Isaque, os filisteus tornaram-se seus inimigos por causa da prosperidade
de ambos.
No cap. 26
de Gênesis, a história se repete quando Isaque foi para a terra dos filisteus
em Gerar. Prosperou tanto que o próprio rei dos filisteus reconheceu que Isaque
era mais rico que ele (Gn 26.22).
A inveja é
um princípio ativo de hostilidade dirigido maliciosamente a um aspecto de
superioridade real ou suposta de outra pessoa. A inveja é como algo que faz
parte com que alguém tenha ressentimento contra outra pessoa por ter algo que
ele mesmo deseja, sem, porém, possuí-lo.
Em toda Bíblia
existe muitos textos que condena a inveja como algo que é repudiado por Deus. A
inveja ao sucesso de prosperidade de Isaque foi a razão que levou os filisteus
a entulharem os poços de água para que os pastores de Isaque não tivesse água
para dar ao gado.
Isaque,
com espírito pacífico evitou brigar com os filisteus, e sempre abria poços em
outro lugar, numa demonstração de bom senso e mansidão.
Cavando poços – A desolada área de Gerar estava localizada na
extremidade de um deserto. A água era tão preciosa quanto o ouro.
Se alguém
cavasse um poço estava reivindicando aquela terra. Alguns poços possuíam
trancas para que os ladrões não roubassem água.
Encher o
poço de água com sujeira era um ato de guerra, e também considerado um dos
crimes mais sérios que poderiam existir.
Isaque
tinha razão em revidar quando os filisteus arruinaram seus poços, mas ele
escolheu manter a paz. Ao final, os filisteus respeitaram pela sua paciência.
Por três
vezes Isaque e seus homens cavaram novos poços. Quando as duas primeiras
disputas surgiram, Isaque partiu.
Finalmente,
houve espaço suficiente para todos. Ao invés de dar início a um grande
conflito, Isaque comprometeu-se com a paz.
Isaque é
um exemplo de homem obediente a Deus, humilde, gentil e manso.
Não ter ido
para o Egito foi um ato de obediência e fé. Ele mostrou confiar na provisão
divina e mesmo em tempos de escassez, pode experimentar o milagre de Deus em
sua vida.
Simbologia dos poços entulhados – Deus tem dado ao seu povo poços de água viva que rejuvenescem,
fertilizam, saciam a sede, como Jesus falou à mulher Samaritana: “Porque a agua
que eu lhe der se fará nele uma fonte de água viva” (Jo 4.14).
Na vida
cristã o Espírito nos leva a cavar poços de água que possam não apenas saciar a
nossa sede, mas que fertilizam a terra para a semeadura. Precisamos ter o
cuidado para que os filisteus modernos do mundo não entrem na igreja para
entulhar os poços abertos pelo Espírito Santo.
As águas
purificadoras precisam continuar a jorrarem na vida da igreja e dos crentes em
particular.
Os poços
que cavamos podem simbolizar as conquistas espirituais que fazemos, mas que são
alvos de invejas e porfia de nossos inimigos espirituais. Isaque dá uma lição de paciência e mansidão
em não revidar os ataques dos filisteus. Mão não desistiu de lutar pelos seus
objetivos.
Às vezes,
nossos inimigos procuram entulhar nossos poços com as pedras da censura, da
calúnia e da mentira para que desistamos de lutar.
Bibliografia:
Lições Bíblicas EBD
CPAD - 4º. Trimestre 2016. Comentarista: Pr. Elienai Cabral
CABRAL Elienai. O Deus
de Toda Provisão. CPAD RJaneiro 2016
RADMACHER Earl D e
outros. Editora Gospel RJaneiro 2010
O Novo Comentário
Bíblico do Novo Testamento.
CHAMPLIN R. N. O Antigo
Testamento Interpretado Versículo por Versículo Vl 1.
Editora Hagnus - São Paulo, 2001
Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD
Bíblia de Estudo Almeida SBB
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