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sábado, 8 de agosto de 2015

Conselhos Gerais – Lição 06 - 3º. Tri EBD CPAD – 09.08.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
                                                  1Timóteo 5.17-22; 6.9,10
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Reflexão: Conselho pode ser definido como uma opinião que se emite, para que possa ser adotada.
Na igreja primitiva, os anciãos exerciam autoridade sobre as  igrejas locais como governantes daquela organização. Um bispo ou supervisor tinha autoridade sobre uma região.
Eles eram quem nomeavam os anciãos conforme vemos em Tt 1.5.
Na igreja neo-testamentária, o pastorado era sempre plural, havendo pastores em cada congregação local. Mas, quando o ministério profissionalizado veio à luz, “um único pastor” tomou o lugar atribuído “aos anciãos”, e foi criado um cargo de muito menor autoridade e influência, chamado presbíteros, formado pelos anciãos.
Isso é o que ocorre até hoje em alguns grupos denominacionais, como a Assembléia de Deus, que na “Convenção Geral” de 1937 na AD de São Paulo (SP), estabeleceu a hierarquia eclesiástica que vigora até o dia de hoje: Diáconos, Presbíteros e Ministros: Evangelistas e Pastores.
Originalmente, as funções dos anciãos consistiam de  primeiro, governar (1 Tm 3.4,5; 5.17).
Segundo, defender a doutrina cristã, opondo-se aos falsos ensinos na igreja (Tt 1.9).
Terceiro, desempenhar a função pastoral, supervisionando e cuidando do rebanho (At 20.28; Jo 21.26; Hb 13.17; 1Pe 5.2).
Quarto, Ensinar e pregar. Conforme 1Tm 5.17, deveriam ser homens devidamente nomeados (At 14.23; Tt 1.5; 1Tm 4).
Na lição anterior o apóstolo Paulo faz uma série de advertência ao jovem pastor Timóteo, sobre o cuidado que ele deveria ter com os falsos mestres que se levantariam no seio da igreja, que ele chamou de espíritos enganadores e doutrina de demônios.
O apóstolo aconselha Timóteo sobre a diligência no ministério (1Tm 4,11-16; 5.4-16). “Ensine a igreja”: Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza.
Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina, persevera nestas coisas; porque, fazendo isto te salvarás tanto a ti mesmo quanto aos que te ouvem.
O apóstolo prossegue aconselhando a como tratar os mais velhos, as mulheres, as viúvas e os jovens (1Tm 5.1-6).
Pela importância que tinha a missão dos líderes da igreja, o apóstolo Paulo aconselha a comunidade dos santos que tenham a consideração e respeito por todos os que se dedicavam ao ensino da Palavra.
Na igreja primitiva, muitos obreiros dedicavam-se à obra em tempo integral. Não tinham a menor estrutura social que garantisse alguma segurança material para o final de suas missões. Tudo era feito por fé, atendendo ao chamado divino.
Paulo exorta de forma direta: “Digno é o obreiro do seu salário (1Tm 5.17; Lc 10.7; 1Co 9.14).
Não se deve aceitar acusação contra os presbíteros (pastores); só através de duas ou três testemunhas (1Tm 5.19).
Repreensão aos obreiros que pecarem – “Aos que pecarem reprende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor (1 Tm 5.20).
Restauração de obreiros – A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; comnserva-te a ti mesmo puro (1Tm 5.22).
A sã doutrina é o conjunto de ensinos proferidos por nosso Senhor Jesus Cristo em sua fonte primária que são os quatro evangelhos.
As cartas de Paulo, e os ensinos dos demais apóstolos, os evangelhos, merecem credibilidade por se tratarem de relatos escritos, como autênticos e inspirados pelo Espírito Santo.
É deles que podemos extrair a “sã doutrina”. Os ensinos dos apóstolos de Jesus merecem todo crédito porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus, falaram inspirados pelo Espírito Santo (2 Pe 1.20, 21).
Porém, na igreja de Éfeso, sempre houve alguns ensinadores, “mestre” ou “doutor” que resolveu ministrar ensinos e inovações diferentes que em vez de edificar causam confusão no meio dos crentes.
Paulo considera tais ensinadores de falsas doutrinas como soberbos, presunçosos, e promotores de contendas. Corruptos, que acham que a piedade seja causa de ganho.
 Pesquisa
Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2015 – (Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato).
RENOVATO Elinaldo. As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais. Rio de Janeiro, 2015 – CPAD
LOPES, Hernandes Dias. 1 Timóteo – O Pastor, sua vida e sua Obra. Edit. Hagnus. SPaulo, 2014.

CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol.5 Editora Hagnus   

sábado, 1 de agosto de 2015

Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério – Lição 05 – 3º. Tri EBD CPAD –02.08.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
3º. Trimestre / 2015
                                                  1Timóteo 4.1,2,5-8,12,16
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Reflexão: A apostasia e a infidelidade a Deus, são características marcantes do tempo do fim.
Duas portas e dois caminhos – Dois destinos esperam o homem em sua jornada na terra; e depende da escolha de cada um.
Seja qual for a escolha, as consequências serão inevitáveis. Quem quer ser salvo precisa entrar pela porta estreita e seguir viagem pelo caminho estreito (Mt 7.13,14).
Jesus advertiu a todos aqueles que haveriam de escolher a “porta estreita”, que seriam perseguidos por falsos profetas que surgiriam de seu próprio meio (Mt 7.15).
Esses falsos mestres são capazes de enganar a qualquer um que lhe der ouvido (Mt 24.24; At 20.28-31).
A apostasia dos homens (1Tm 4.1-5) – “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios” (1Tm 4.1).
A palavra apostasia (gr. apostasis), significa “desvio” “afastamento” “abandono”. Tem o sentido também de “revolta”, “rebelião” no sentido religioso.
Numa clara definição, apostasia quer dizer “abandono da fé”.
No original do NT, apostasia vem do verbo “aphistemi, com o sentido de “rejeitar uma posição anterior, aderindo à posição diferente e contraditória à primeira fé, e repelindo-a em favor de uma nova crença”.
Hoje estamos vivendo período semelhante ao que se refere o apóstolo Paulo (Tm 4.1).
Espíritos enganadores – A influência desses espíritos maus iriam induzir falsos mestres a se enganarem e a enganarem aos crentes (2Tm 3.13).
O apóstolo advertiu: “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas tendo comichões nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências, e deviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” (2Tm 4.3,4).
Antes da sua conversão, Paulo fora extremamente zeloso e defensor  das “tradições” judaicas daquelas minucias que foram criadas em uma das  doutrinas ensinadas no AT, e que os fariseus observavam com tanto respeito (Gl 1.14).
Ao converter-se, porém, o apóstolo teve de abandonar grande parte daquele acervo, ficando somente com o que concordava com Cristo e sua mensagem.
Assim se formou uma nova tradição. As várias instruções paulinas refletem algumas vezes tradições, pois fazem parte dos princípios éticos que vieram a compor a fé cristã (2Ts 3.10).
Os ensinos eréticos em Éfeso, eram contrários à sã doutrina (1Tm 1.10).
No grego “didaskalia”, que significa “doutrina”, um vocábulo empregado por nada menos de quinze vezes nestas “epístolas pastorais’ como se fora uma espécie de termo técnico que indica a “doutrina do evangelho”, os “ensinamentos cristãos” este é um daqueles termos que se desenvolveram dentro do vocabulário teológico do NT, e dos quais estas “epístolas pastorais” são ricas.
Fora das epístolas pastorais, esse vocábulo se refere ao ato de ensinar ou mesmo aquilo que é ensinado. Nestas epístolas seu sentido varia entre essas duas possibilidades.
Porém, quando aquilo que é ensinado está em pauta, obtemos a ideia de alguma doutrina formal de algum sistema doutrinário. (Ver a ideia do ensinamento ativo em 1Tm 4.1, 13-16; 5.17; 2Tm 3.16; 4.3; Tt 1.4; 2.1-10).
Sã, no grego é “ugiaino” que significa “saudável”, “higido”, indicando boa saúde física (At 8.13; Lc 5.31). Figuradamente, entretanto, significa “correto”, “certo”, e “normativo”.
A expressão sã doutrina se encontra exclusivamente nas “epístolas pastorais” (2Tm 4.3; Tt 1.9; 2.1; 1Tm 6.3; Tt 2.8).
A nova tradição – Como observamos acima, anteriormente, Paulo vivera de conformidade com a antiga tradição (Gl 1.14).
Depois de sua conversão, chegou não somente a viver em consonância com uma nova tradição, mas também se tornou em parte, criador da mesma, a saber, aquele sistema cristão com seus ensinamentos e práticas (2Ts 2.15).
A sã doutrina aqui referida, quase chega a ser um sinônimo dessa “tradição”. Na composição do canon do NT tudo aquilo que estivera contido na sã doutrina fora incorporado ao novo canon.
Mas o que é mesmo a sã doutrina? – Primeiro vem o ensinamento do Senhor Jesus Cristo, tanto o que ele fez, como também ensinou.
Depois vieram os ensinamentos do apóstolo Paulo e dos demais apóstolos. Gradualmente foi tomando forma um novo sistema de doutrina e de princípios éticos.
A união dos ensinos de Cristo, mas os ensinos do póstolo Paulo e dos demais apóstolos, esses ensinos pois, é a “sã doutrina”.
Em 1Tm 1.9,10; o apóstolo Paulo relaciona uma série de vícios referindo-se aos opositores da igreja em Éfeso (Ef 1.9).
Reconhecendo que a lei não é feita para o justo, mas para os transgressores e insubordinados, irreverentes e pecadores, os ímpios e profanos, para os parricidas;
Matricidas e homicidas, para os devassos, os sodomitas, os roubadores de homens e mentirosos, os perjuros, e para tudo o que for contrário à sã doutrina, segundo o evangelho da graça que me foi confiado.
Isto é – Transgressores, que significa pessoas sem lei;
Rebeldes, que significa indisciplinadas;
Desobedientes; pessoas que são contra o bem e a lealdade;
Irreverentes, pessoas sem piedade, ímpias.
Pecadores, alguém que erra o alvo, pessoas irreligiosas;
Ímpias, que significa profanas; aqueles que desconsideram todas as regras divinas;
Profanas, que significa mundanas, pessoas que vivem exclusivamente para aquilo que é material;
Parricidas e matricidas, pessoas que ferem pai e mãe;
Homicidas, alguém que mata o seu semelhante;
Impuros, porne, que significa prostituta;
Sodomitas, que significa homem que tem contato sexual com outros homens;
Raptores de homens, que significa todos aqueles que exploram outros homens e mulheres para suas próprias finalidades; egoístas, e etc, etc.
Mentirosos, alguém que distorce a verdade particular ou publicamente, formal ou informal;
Perjuros, que significa alguém que jura ou que quebra um juramento.
Assim agiam os hereges na  igreja de Éfeso.

Pesquisa
Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2015 – (Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato).
RENOVATO Elinaldo.As Ordenanças de Cristo nas Cartas Pastorais. Rio de Janeiro, 2015 – CPAD
SAUTTER, Gerhard. New Age – A Nova Era à Luz do Evangelho. Edições vida Nova. SPaulo, 1992.
 FRANGIOTTI, Roque. História das Heresias (Séculos I-VIII). Conflitos Ideológicos dentro do Cristianismo. Edit. Paullus. SPaulo, 1995.
MANZANARES Cesar Vidal. As Seitas perante a Bíblia. Ediciones San Pablo, Madrid, 1991.
LOPES, Hernandes Dias. 1 Timóteo – O Pastor, sua vida e sua Obra. Edit. Hagnus. SPaulo, 2014.
BYBECK, Mark I. O Reavivamento Satânico. Edit. Candeia.SPaulo, 1993.

CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol.1 Editora Hagnus   

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Pastores e Diáconos – Lição 04 – 3º. Tri EBD CPAD –26.07.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
3º. Trimestre / 2015
                                                            1Timóteo 2.1-5, 9-11
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Reflexão: Os pastores e os diáconos são líderes, escolhidos por Deus, através do ministério, para cuidarem do serviço cristão na igreja local.
Em termos bíblicos, o cargo de pastor é dar condições para o “aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério” (Ef 4.11-16).
O pastor tem a função específica de fazer que as outras partes do corpo de Cristo trabalhem. É decisivo incorporar o desígnio de Deus para o pastor em sua descrição do cargo que desempenha.
O título “pastor” é o termo de ternura que designa a tarefa do ministro de apascentar, de pastorear, a qual exige afetividade, renúncia e amor. No AT, “pastor” é alguém que, literalmente, cuida de ovelhas.
No hebraico a palavra correspondente é “raah”, baseada na ideia de  “cuidar dos rebanhos”, “dar pastos”, a qual figura por setenta vezes no AT.
Já em o NT, conforme encontramos em Ef 4.11, segundo o Manual do Pastor Pentecostal – Ed.CPAD, é a única passagem do NT onde o termo grego “poimen” é traduzido com o sentido de pastor de igreja.
Em todas as outras ocorrências o termo grego “poimen” é traduzido com acepção de “pastor de ovelhas”. Pastores designados por Deus empenharão todas as energias em amar, cuidar e alimentar o rebanho. Nessa suprema vocação, grandeza pode ser verdadeiramente encontrada.
Ministério de significado para a igreja do Senhor sempre será prioridade para o pastor que tem coração de “pastor de ovelhas”. Isso sempre foi e sempre será o cerne para o ministério de pastor.
Quando o apóstolo Paulo escreveu que o Senhor deu uns para pastores [...] imediatamente apresentou a razão de Deus dar pastores querendo o aperfeiçoamento dos santos para a obra de ministério, para a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.11.12).
Esse ponto relevante nunca deve ser deslocado. Pastores são dons de Deus para a igreja. Quando Deus dá um dom deve-se presumir que o dom é de grande valor a quem recebe.
O ministério pastoral – Nenhuma igreja poderá funcionar sem dirigentes para dela cuidar. Logo, conforme Atos 14.23, a congregação local, cheia do Espírito, buscando a direção de Deus em oração e jejum elegiam determinados irmãos para o cargo de presbítero ou bispo, de acordo com as qualificações espirituais estabelecidas pelo Espírito Santo em (1Tm 3.1-7; Tt 1.5-9).
Na realidade é o Espírito Santo quem constitui o dirigente da igreja. O discurso de Paulo diante dos presbíteros de Éfeso, (At 20.17-35), é um trecho básico quanto a princípios básicos sobre o exercício do ministério de pastor de uma igreja local.
A igreja verdadeira consiste somente daqueles que pela graça de Deus e pela comunhão do Espírito Santo são fiéis ao Senhor Jesus Cristo e à Palavra de Deus.
Por isso, é de grande importância na preservação da pureza da igreja de Deus que os seus pastores mantenham a disciplina corretiva com amor (Ef 4.15), e reprovem com firmeza (2Tm 4.1-4; Tt 1.9-11) quem na igreja fale coisas perversas contra à Palavra de Deus e ao testemunho apostólico (At 20.30).
O pastor é essencial ao propósito de Deus para sua igreja. A igreja que deixar de selecionar pastores piedosos e fiéis não será pastoreada segundo a mente do Espírito (1Tm 3.1-7).
Será uma igreja vulnerável às forças destrutivas de Satanás e do mundo (At 20.28-31). Haverá distorção da Palavra de Deus, e os padrões do evangelho serão abandonados (2Tm 1.13,14).
Membros da igreja e seus familiares não serão doutrinados conforme os propósitos de Deus (1Tm 4.6, 14-16; 6.20,21). Muitos se desviarão da verdade e se voltarão às fábulas (2Tm 4.4).
Se por outro lado os pastores forem piedosos, os crentes serão nutridos com as palavras da fé e da sã doutrina, e também disciplinados segundo o propósito da piedade (1Tm 4,6,7).
A instituição dos diáconos – O crescimento vertiginoso da igreja trouxe diversos problemas; entre os conversos, havia pessoas de outros lugares.
Além dos judeus, ou seja, os judeus de fala grega – que eram os da diáspora – havia os judeus crentes, que viviam e moravam em toda a Palestina com a sua maioria em Jerusalém.
Os problemas não tardaram a surgir. O evangelista Lucas escritor dos Atos do Apóstolos, registrou que naqueles dias, quando a comunidade cristã cresceu grandemente, surgiram diversos problemas,  incluindo os de ordem social.
Por uma decisão sábia e unânime, escolheram sete homens, com qualidades exemplares para cuidarem daquele ‘importante negócio”, que era dar assistência aos novos convertidos nas suas necessidades básicas;
Visto que muitos aceitavam a Cristo e ficavam em situação difícil, rejeitados por suas famílias e expulsos de casa e desprezados da sociedade.
Diante de uma crise de caráter humanitário, os apóstolos tiveram de tomar medidas que serviram de base para a criação do cargo ou da função de diácono, que faz parte, até hoje, do ministério ordenado nas igrejas cristãs.
“Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano. 
Não é razoável que deixemos a Palavra de Deus e sirvamos às mesasEscolhei, pois, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheio do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.
Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da Palavra. E este parecer contentou a toda multidão, e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócolo e Nicanor, e Timão e Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia;
E os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. E crescia a Palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedeciam a fé” (At 6.1-7).
O perfil do diácono – Na conceituação de diácono, vimos que além de serem considerados “servos” e “serviçais”, e até “escravos”, há também a conceituação de “ministros”.
Paulo considerou a si próprio e a Apolo como ministros de Cristo. “Pois quem é Paulo e quem é Apolo senão ministro sobre os quais crestes e conforme o Senhor deu a cada um” (1Co 3.5).
A qualificação do diácono – No NT, os apóstolos são também intitulados de diáconos (2Co 6.4); 9.19; Ef 3.7; Cl 1.23). O próprio Cristo é chamado de diácono da circuncisão (Rm 15.8).
Visto que essa palavra implica em ministrar ou servir, ela é aplicada a todos aqueles que possuíam a tarefa de ajudar aos  homens sem importar se fossem apóstolos, pastores, ou até mesmo a comunidade dos irmãos em Cristo.
Nesse contexto, temos o sentido geral da palavra “diakonos” onde qualquer ministro cristão ou mesmo cada cristão é um diácono.
Entretanto, com o passar do tempo, a palavra passou a ter um significado especial (Fp 1.1; 1Tm 3.8-13), designando aqueles que foram eleitos para deveres especiais na igreja local. Os diáconos precisam ser equipados moral, espiritual e mentalmente (At 6.1-6).
Só devem ser eleitos para o diaconato aqueles que realmente tenham o dom de ministrar ou servir.
De acordo com 1Tm 3.8-13 devem ser:
a)    Honestos e sábios em suas decisões;
b)    Não de língua dobre;
c)    Temperantes;
d)    Bom administrador de suas próprias posses;
e)    Devem ser testados primeiro;
f)     Devem ser pessoas de fé;
g)     Devem ser irrepreensíveis;
h)    Deve ser monogâmicos;
i)     Devem governar bem seus filhos e sua própria casa.
Semelhantemente, os diáconos devem cuidar das necessidades das famílias da igreja, pois os problemas sociais e filantrópicos absorvem muito tempo e energia das igrejas em nosso tempo.
Sendo assim, os pastores não ficarão sobrecarregados e poderão dedicar-se mais ao ministério da pregação da palavra, à semelhança da igreja de Jerusalém (At 1.6,7).
Existem outras responsabilidades que os diáconos podem exercer na igreja, tais como:
Ajudar a igreja no levantamento das ofertas, ajudar o pastor nas visitações e na disciplina eclesiástica, visitar os novos crentes e os doentes nos hospitais, evangelizar, e dirigir cultos.
Os diáconos devem ficar à disposição durante o trabalho da igreja para ajudá-la em qualquer serviço ou necessidade.
Até mesmo quando o pastor, evangelista ou presbítero não estiver presente por algum motivo, e não haja ninguém escalado para substituí-lo, o diácono pode então ficar á frente do trabalho da igreja.
Não existe tempo específico para o ministério diaconal.
Pesquisa
Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 2º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato).
RENOVATO Elinaldo. Os Dons Espirituais e Ministeriais- Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro, 2014 – CPAD
Itamir Neves de. Atos dos Apóstolos – Uma história singular. Paraná. 2ª.reimpressão, 2005. Descoberta Editora Ltda.
 CARSON. A. D. A manifestação do Espírito – A Contemporaneidade dos dons à luz de 1º. Coríntios 12 a 14. São Paulo, 2013. Edit. Vida Nova
MARTINS, Jaziel Guerreiro – Manual do Pastor e da igreja, Curitiba, 2005. Santos, Editora.
 CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol.1 Editora Hagnus  

CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol.1 Editora Hagnus   

sábado, 18 de julho de 2015

Lição 03 - Oração e Recomendação às Mulheres Cristãs - 19.07.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
3º. Trimestre / 2015
                                                 1Timóteo 2.1-5, 9-11

Reflexão: A oração é o meio pelo qual falamos com Deus, intercedemos por nossas necessidades e em favor do próximo.

Por que devemos orar se Deus já conhece as nossas necessidades?
Spurgeon ensina aos seus alunos: “Tudo o que  Deus quer de nós são as nossas necessidades”.

Por esta razão tudo o que temos e somos devemos contar a Deus. Ele tem interesse por nós.

Da mesma forma que um pai anela que os seus filhos compartilhem consigo os detalhes corriqueiros de seu dia a dia, Deus anela ouvir de nós os menores detalhes de nossa vida. 

A oração é um tema de grande destaque na Bíblia.

O conselho de Paulo, a Timóteo é que se deveria orar por todos os homens (1Tm 2.1). Pelos reis e por todos os que estão em eminência (1Tm 2.2).

Essa exortação foi feita no momento em que a igreja primitiva passava pela mais implacável perseguição, pois em julho de 64 d.C., o imperador Nero mandou incendiar a cidade de Roma, capital do império.

Esse incêndio durou do dia 18 até o dia 24 daquele mês. E dos quatorze bairros da cidade de Roma, dez foram destruídos. Os outros quatro bairros que restaram eram habitados por judeus e cristãos. A fim de se livrar da acusação Nero lançou a culpa sobre os cristãos.


A partir desta data, acusado de incendiários, os cristãos foram perseguidos cruelmente. Conta o Pastor Ernani Dias Lopes, em seu Comentário a 1ª. Timóteo, que naquele tempo faltou madeira para fazer cruz, tal a quantidade de crentes crucificados em Roma.

Nesse tempo Paulo estava solto, visitando as igrejas. Deixou Tito em Creta, e Timóteo em Éfeso. Acredita-se que um pouco mais tarde Paulo foi capturado, possivelmente em Tróade, estando em casa de Carpo.

Era este o contexto da segunda prisão de Paulo, que dentro de uma prisão insalubre, escreve a Timóteo, exortando-o a orar pelas autoridades (1Tm 1.1,2).

Oração por todos os homens – Os gnósticos dividiam os homens em três classes:

a) Os “hilykoi”, De uma palavra grega que significa “material”, indicando, portanto, homens totalmente “terrenos”.

Esse grupo envolvia a grande maioria dos homens, sendo pessoas totalmente incapazes de redenção, visto que sua lealdade as coisas materiais era tão grande, que nada podia libertá-los delas. Esses homens estavam perdidos e por esses não se deviam orar.

b) Os “psychikoi”, que seria como os profetas do AT, os quais por não prestarem lealdade as coisas materiais, tinham então um grau de espiritualidade.

Mas faltava a estes, o conhecimento “místico” dos gnósticos, e, portanto, os indivíduos desse segundo grupo seriam passíveis de uma redenção de níveis inferiores.

c) Finalmente havia um reduzido grupo de pessoas que seriam Os “pneumatikoi”, isto é, os espirituais, os quais viviam na esfera do conhecimento “místico” ou “gnosis’ (termo que dá origem à palavra gnóstico).

Esses seriam passíveis da redenção mais elevada, de grande glória, podendo ser absorvidos no próprio ser de Deus, quando ele recolhesse para si mesmo todas as suas emanações.

Esse sistema limitava a redenção a um grupo muito reduzido de pessoas. Essa redenção não estaria na dependência de Cristo.

Deus, diziam os gnósticos, achava-se tão inacessível, que era impossível que ele se aproximasse da matéria, por isso eles criaram muitas emanações e mediadores, o que levou o apóstolo Paulo a afirmar: “Porque há um só mediador entre Deus e os homens; Jesus, homem” (1Tm 2.5).

O apóstolo Paulo menciona a importância fundamental da oração no culto público. Antes de tudo exorto que se use a prática de súplicas.

O apóstolo Paulo fala de primazia, de importância, e não de tempo. A oração é uma parte importante do culto, e não um apêndice do culto, mas uma parte vital do ofício religioso (At 6.4).

Deve-se usar a prática de súplicas, orações, intercessões e ações de graças (1Tm 2.1). Podemos observar que o objetivo de Paulo era insistir na centralidade da oração mais que uma análise de seus tipos.

O apóstolo Paulo usa aqui quatro formas de oração.
A primeira, são as súplicas – que se relaciona a apresentação de um pedido ou de uma necessidade a Deus. A palavra grega “deesis”, é um sentimento de necessidade.

A oração começa com o reconhecimento de nossa total dependência de Deus. Na oração a insuficiência humana se aproxima da suficiência de Deus. Quando isto acontece há o mover divino em nosso favor.

Segundo, “as orações” – demonstra o movimento da alma em direção a Deus, quando a alma quebrantada e contrita exulta a Deus pelos seus atributos e por sua misericórdia.

Se a palavra grega “deesis” pode ser usada para súplicas a outro ser humano, “proseuche” (oração), é um termo grego que só pode ser usado, quando aplicado a Deus.

Há coisas que só Deus pode fazer. Só Deus pode salvar ou perdoar. Por isso, só ele merece honra, glória e louvor.

Terceiro, “as intercessões” – se relaciona com a súplica em favor de alguém ou alguma coisa. A palavra grega para “intercessões” é “enteuxis”, dando a ideia de entrar na presença do rei para lhe fazer uma petição.

Pela oração entramos na presença de Deus Onipotente, Soberano, que está assentado na sala de comando do universo, e tem o controle do universo e da história em suas mãos.

Pedido algum é grande demais para ele, pois para Deus não há impossível (Lc 1.37).

Quarta, “as ações de graças” – referem-se à nossa gratidão a Deus pelo que ele tem feito. A palavra grega para “ações de graça” é “eucaristia”, com o sentido de orar.

Não é apenas aproximar-se de Deus para adorá-lo pelo que ele é, e para rogar a ele suas bênçãos, mas sobretudo, para agradecer por aquilo que ele tem feito.

O apóstolo Paulo destaca três alcances das orações:

1) Orar por todos os homens.

2) Orar por todos os reis mesmo que estes sejam perversos como era o caso do imperador Nero. Devemos orar pelas autoridades mesmo que sejam pessoas indignas.
A posição que elas ocupam merece nosso respeito e deve ser objeto de nossas orações.

3) Orar em favor dos que se acham investidos de autoridade, pois toda autoridade procede de Deus (Rm 13.1-3).

Assim teremos vida tranquila, viveremos com toda piedade e respeito porque isto é agradável a Deus.

Orar em pé com as mãos levantadas varia de cultura para cultura, mas a santidade, o amor e a paz com que os homens devem orar, são princípios eternos.

A conduta das mulheres na igreja – 1Tm 2.12-14). Paulo disse: “Não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homens; esteja, porém, em silêncio”.

De igual modo, em 1ª. Coríntios 14.34, ele acrescentou: “Conservem-se as mulheres caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar; mas estejam submissas como também a lei o determina” (1Pe 3.5,6).

Isso não proíbe o ministério das mulheres, e não degrada a personalidade delas? Solução: De forma nenhuma.

Quando devidamente compreendidas em seu contexto, essas e muitas outras passagens da Bíblia exaltam o papel da mulher e lhes dão um tremendo ministério no corpo de Cristo.

Temos de ter em mente várias coisas concernentes a essa questão do papel da mulher na igreja.

Primeiro, a Bíblia declara que as mulheres, tal como os homens, são imagens de Deus (Gn 1.27). Isto é, elas estão em igualdade com os homens por natureza.

Não há nenhuma diferença essencial – tanto o macho como a fêmea são igualmente seres humanos por criação.

Segundo, o homem e a mulher são iguais por redenção. Ambos têm o mesmo Senhor e partilham exatamente da mesma salvação.

Pois em Cristo “não pode haver.... nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28).


Terceiro, não há distinção de sexo nos dons ministeriais apresentados na Bíblia. Ela não diz: “Dom de ensino: para homens; dom de socorros: para mulheres”.

Em outras palavras, as mulheres têm os mesmos dons que os homens têm para ministrar no corpo de Cristo.

Quarto, por toda Bíblia, Deus deu dons, abençoou e usou muito as mulheres no ministério. Isso inclui Miriã, a primeira ministra de música (Ex 15.20).

Debora, juíza (Jz 4.4); Hulda, a profetisa (2Cr 34.22); Ana, a profetisa (Lc 2.36); Priscila, uma professora da Bíblia que discipulou Apolo (At 18.26), e Febe, que alguns acredita que tenha sido uma diaconisa na igreja primitiva (Rm 16.1).

Quinto, muitas mulheres assistiram a Jesus no seu ministério (Lc 8.1-3; 23.49; Jo 11).
Com efeito, é bastante significativo, naquela cultura patriarcal, ter Jesus aparecido primeiro às mulheres em suas duas primeiras aparições depois da ressurreição (Mt 28.1-10; Jo 20.10-18).

Só em terceiro lugar ele apareceu a Pedro (1Co 15.5).

Sexto, seja o que for que o apóstolo Paulo tenha querido dizer com a frase “Que a mulher... esteja... em silêncio”, é certo que ele não queria dizer que elas não devessem ter ministério algum na igreja.

Isso é claro por várias razões. Antes de mais nada, uma mesma carta, 1ª. Coríntios, Paulo instrui as mulheres sobre como elas deveriam orar e profetizar na igreja, a saber, de maneira ordeira e descente (1Co 11.5).

Também, ele disse que em certos momentos todos os homens deveriam permanecer em silencia, da mesma forma, ou seja, quando outra pessoa estivesse ministrando a palavra de Deus.

Finalmente, Paulo não hesitou em usar mulheres para assisti-lo em seu ministério, como fica evidente por ter ele dado a Febe o importante encargo de levar até o seu destino a epístola ao Romanos (Rm 16.21).

Sétimo, quando entendidas em seu contexto, as passagens “do silêncio feminino” não estão negando o ministério das mulheres, mas estão limitando a autoridade delas.

Paulo afirma que as mulheres não devem ter autoridade sobre os homens (1Tm 2.12 NVI). 
De igual modo, depois de sua exortação às mulheres de permanecerem caladas (1Co 14.34), ele as lembra de permanecerem “submissas”.

É claro, os homens também estavam debaixo de uma autoridade, e tinham de se submeter a supremacia de Cristo sobre ele (1 Co 11.13). Isto é uma prova cabal de que não há nada degradante em se estar submisso a alguém, é que Cristo, que foi Deus em carne humana, sempre é submisso ao Pai tanto na terra (Fp 2.5-8) como no céu (1Co 15.28).

É também evidente que a supremacia e liderança do homem não é simplesmente uma questão cultural devido ao fato desse basear na própria ordem da criação (1Co 11.9; 1Tm 2.13).

Assim, os oficiais da igreja devem ser homens, cada um sendo “esposo de uma só mulher” (1Tm 3.2). Isso, contudo, de forma alguma desmerece ou diminui o papel das mulheres, tanto no âmbito familiar como da igreja.

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Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

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