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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Lição 02 EBD CPAD - O Padrão da Lei Moral - 11.01.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
1º. Trimestre / 2015
Deuteronômio 9.9-11; 10.1-5

Reflexão: “Encontraram-se a graça e a verdade, a justiça e a paz se beijaram” (Salmos 85.10)

A transitoriedade da Lei para a dispensação da Graça – Os teólogos cristãos têm distinguido três tipos de Leis dentro do código mosaico.

Essas são as leis morais (questões do bem e mal, que não se alteram com a passagem do tempo);

as leis cerimoniais (os ritos que acompanhavam a legislações mosaica, quanto aos preceitos que não envolviam questões morais, e que podiam ser alterados com a passagem do tempo);

e as leis civis (os estatutos que governavam os cidadãos de Israel, questões agrárias, e etc. E que não tinham aplicação a povos fora da antiga nação de Israel, excetuando, talvez, como ideia sugestiva).

O argumento de muitos teólogos cristãos, pois, é que os crentes em Cristo que o aceitaram como Senhor e Salvador, estão na obrigação de observar somente os preceitos morais, ao passo que os outros tipos de lei tornaram-se obsoletos com a morte e ressurreição de Cristo  (Hb 10.1,11,12).

É verdade que o Novo Testamento incorpora a lei moral em seus ensinamentos éticos; mas faz isso através da lei espiritual.

Porém, a lei moral do Antigo Testamento não é nosso guia nem nosso impulsionador. Esses dois ofícios pertencem ao Espírito Santo (Rm 8.1).

A lei cerimonial inclui coisas que eram altamente obrigatórias e morais, como a circuncisão. Porém, o Novo Testamento descontinuou completamente essas cerimônias, que não fazem parte na prática cristã, embora ela sinalizem realidades espirituais (At 15.19,20)

– “Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue”.

A lei de Deus e os Dez Mandamentos não são a mesma coisa. Os Dez Mandamentos encabeçam os demais preceitos entregues por Deus a Moisés no monte Sinai desde Ex 19.16-19, até Lev 26.46 e 27.34.

Esses preceitos são identificados com frequência como estatutos, juízos, leis e mandamentos. Muitos deles são repetidos nos livros de Números e Deuteronômio.


Todo esse sistema legal integra o Pentateuco, que aparece na Bíblia como lei, livro da lei, lei de Moisés, lei de Deus, e lei do Senhor.

Então, o que a Bíblia quer dizer quando usa as palavras Lei de Deus? O termo aparece sete vezes nas Escrituras, quatro no AT e três no Novo, e nenhum lugar diz respeito ao Decálogo.

As quatro primeiras ocorrências referem-se a toda a lei de Moisés e ao Pentateuco como livro. Josué escreveu estas palavras no livro da lei de Deus (Js 24.26).

E leram o livro, na lei de Deus... (Ne 8.8,18; 10.29). Assim, as expressões “lei de Deus”, Lei do Senhor” e Lei de Moisés”, dizem respeito à mesma coisa (Ne 8.1; 8.18; Lc 2.22,23).

Trata-se do Pentateuco no seu todo e não do decálogo, do livro, e não das tábuas de pedra. As outras três aparecem somente em Romanos e nenhuma dizem respeito ao Decálogo (Rm 7.22,25; 8.7).

Os preceitos cerimoniais e civis derivam dos preceitos morais. Esses três tipos de leis estão presentes no Pentateuco, entretanto, tudo é a lei de Moisés.

Mas, em nenhum lugar do NT no qual aparece o termo “Lei” afirma-se que essa lei é moral, cerimonial ou civil.

O que significa quando o Senhor Jesus declara que não veio destruir a lei, mas cumprir?

“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir... ” (Mt 5.17,18).

A lei teve a função de conduzir os homens a Cristo como um aio (Gl 3.24). A lei serviu de mestre-escola ou aio, mas, assim que Cristo veio, a lei perdeu essa função (Gl 3.24). Uma vez unido ao Pai, o crente não mais precisa de aio (Gl 3.25,26).

A lei era apenas uma sombra, e não a substância própria da espiritualidade (Cl 2.16,17). Todas as obrigações morais da lei cumpre-se na lei do amor (Rm 13.8-10).

A lei e a epístola aos Hebreus – A questão da lei do AT é destacada nessa epístola. Ali a lei é vista como cumprida em Cristo, o novo Moisés, superior ao antigo Moisés.

O antigo sacerdócio, que promovia a lei e cumpria suas exigências, foi substituído por Cristo, o nosso Sumo Sacerdócio.

Toda lei teve seu cumprimento nesse novo sumo sacerdote. O verdadeiro propósito da lei consistiu em antecipar a pessoa de Cristo, que cumpria todas as exigências e ofícios representados simbolicamente na lei.

Através do novo sumo sacerdote, os homens têm acesso final a Cristo. A introdução dessa epístola afirma isto, desde as suas primeiras declarações: “Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo filho” (Hb 1.1,2).

A legislação mosaica era apenas uma sombra da superior revelação que seria dada em Cristo. Assim, aquela revelação inferior fora substituída por uma revelação superior, alicerçada sobre superiores promessas.

Uma antiga aliança foi assim substituída por um novo pacto (Hb 8.3-8; 10.1). E os que eram os ministradores e guardiães da lei foram substituídos e não aprimorados pelo eterno Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo (Hb 7.28; Sl 110.4).

Dentro da teologia cristã, a graça indica o favor divino gratuitamente oferecido com base na missão de Cristo, recebida na confiança humana através de sua morte vicária no Calvário (Tt 2.11) – “Portanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”.

A graça de Deus não é um simples atributo divino da graça, mas é o próprio Jesus Cristo, a graça encarnada, a dádiva graciosa de Deus à humanidade caída (Jo 1.14)

– “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do Unigênito do Pai”.

Daí o apóstolo Paulo afirmar em sua carta aos Ef 2.8,9 – “Porque pela graça sois salvos mediante a fé, isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie”.

“Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”. (Jo 1.17).

Fonte de pesquisa: SOARES Esequias – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 1tri 2015
SOARES Esequias. Os Dez Mandamentos – Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Outubro / 014.
CHAMPLIN. Enciclopédia de|Bíblia teologia e Filosofia Vl3
REIFLER, Hans Ulrich. A Ética dos Dez Mandamentos. Soc. Religiosa Edições Vida Nova. SPaulo, 1992.
CHAFFER. Teologia Sistemática – Vl.8 Editora Hagnus. SPaulo, 2003.
FRAME, John M. A Doutrina da Vida Cristã. Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2013
PORTELA, Solano. A Lei de Deus Hoje. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000
KEVAN, Ernest. A Lei Moral. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000
Bíblia de Estudo Macartur – Versão Almeida Revista e Atualizada



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Lição 01 - Deus dá a sua Lei ao Povo de Israel - 04.01.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
1º. Trimestre / 2015
Exodo 20.18-22, 24; 24.4,6-8

        Reflexão: Ora, destruídos os fundamentos, o que poderá fazer o justo?
                                                   (Salmos 11.3)


Processo de desenvolvimento da lei de Deus – Por meio de Moisés, Deus ordenou a Faraó que libertasse Israel, de modo que pudesse cultua-lo (Ex 4.22,23; 5.1-3).

Faraó endureceu o seu coração, mas Deus libertou Israel, e levou a nação a um lugar fora do Egito para cultua-lo.

Portanto, o encontro de Israel com Deus no monte Sina

É necessário atentarmos para o contexto histórico da ocasião. Foi a primeira vez que Deus falou coletivamente ao seu povo.

Existiram inúmeras preparações necessárias para ouvi-los. Estas estão todas relatadas em detalhes a partir do início do capítulo 19 do livro do Êxodo.

Quando lemos os capítulos 19 e 20 do Êxodo cuidadosamente procurando nos colocar na situação em que o povo estava passando naquela ocasião.

Podemos observar o temor do povo perante a santidade de Deus. Isso é impressionante. Tendo ouvido ao Senhor e a Moisés, o povo suplicou que Moisés intercedesse.

Após este contato com Deus tamanho era o temor do povo perante o Deus Todo-Poderoso (Ex 20.16-21). O incidente da entrega da lei e os acontecimentos mostram a fragilidade do povo de Deus, e do homem em geral.

Após a estupenda manifestação de poder e de santidade, o povo de forma muito rápida se esqueceram de Deus, e deixaram evidente sua ingratidão e criaram um ídolo, o bezerro de ouro e passaram a adorá-lo (Ex 32.1-35).

Neste capítulo fica evidente o desprezo do homem, caído, pelas ordenanças de Deus. Moisés apresenta o contexto de forma dramática: Trovões e relâmpagos (Ex 19.16; 20.18).

Espessa nuvens e trevas (Ex 20.21; Dt 4.11), um misterioso clangor de trombetas (Ex 19.16; 20.18) fumaça, fogo e terremoto (Ex 19.18), até ao meio dos céus (Dt 4.11).

Então, veio a coisa mais aterrorizante de todas: A voz do próprio Deus (Ex 19.9; Dt 4.12,33, 36; 5,22-26). Como outros milagres da Escritura, os fenômenos do Sinai fizeram três coisas: Foram as exibições do poder divino, forneceram instruções e geraram temor.

A singularidade dessa experiência (Dt 4.32,36), como os acontecimentos na montanha revelam a grandeza e a glória de Deus (Dt 5.24).

Como instrução, esses fenômenos reforçam as palavras de Deus (Dt 4.10,36). Eles servem para confirmar Moisés como o mediador da aliança de Deus (Ex 19.9; 20.18,19),

também confirmam o conteúdo da lei (Ex 20.22-26; Dt 4.10), a certeza da misericórdia e do julgamento de Deus (Dt 4.24,33) no contexto, e a identidade do próprio Deus (Dt 4.35,36).

Os fenômenos também geraram temor, nos dois sentidos que consideramos no capítulo 19: terror do julgamento (Ex 19.16; 20.18,19; Dt 5.5,25; Hb 12.18-21) e reverência santificadora (Ex 20.20; Dt 4.10).

Portanto, essa ocasião particular deixou uma marca profunda nos israelitas. Deuteronômio se refere a isso como o grande “dia da congregação”, quando o povo estava reunido (Dt 9.10; 10.4; 18.16).

Também é um grande dia na história da igreja do Novo Testamento, pois esse acontecimento também é parte da nossa história. Deus nos deu os títulos dado a Israel em Ex 19.6 e 1Pe 2.9. Chegamos ainda mais perto de Deus na nova aliança, por meio de Cristo (Hb 12.18-22).

Mas essa experiência é paralela a Ex 19. E Hebreus, como Êxodo, nos lembra que “nosso Deus é fogo consumidor” (Hb 12.29). “Então falou Deus todas estas palavras: Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20.1-3;).


A lei    que Deus deu a Moisés divide-se em três aspectos distintos – Não podemos conseguir a salvação seguindo leis, mas não devemos desprezar essa dádiva graciosa de Deus para nossa instrução.

É verdade que não podemos conseguir a salvação seguindo a Lei, mas também é verdade que demonstramos amor quando obedecemos os mandamentos (Jo 14.15-21).

Uma das grandes dificuldades do nosso entendimento é que a expressão “Lei de Deus” é bastante abrangente e pode ter vários significados e aspectos bíblicos.

Queremos enfatizar os aspectos morais da      Lei de Deus, bem como examinar o resumo dessa lei moral apresentada pelo próprio Deus nos Dez Mandamentos, e também de Jesus Cristo na sua resposta aos fariseus (Mt 22.34-40).

O que é a Lei de Deus – O Senhor revelou diversas determinações e deveres para o homem em diferentes épocas da história da humanidade. Sua vontade para com o homem constitui a sua Lei, e ela representa o que é de melhor para os seus.

Quando estudamos a Lei de Deus mais detalhadamente devemos, entretanto, discutir os diversos aspectos apresentados na Bíblia. Mal entendidos e doutrinas erradas podem ser evitados se conhecermos os três aspectos da Lei de Deus.

1.            A lei Civil ou Judicial
2.            A Lei Religiosa ou Cerimonial
3.            A Lei Moral

A Lei Civil – Tinha a finalidade de regular a sociedade civil do estado teocrático de Israel, que era temporária e necessária para a época a qual foi concedida, mas foi específica para aquele estado teocrático.

Como tal não tem aplicação normativa em nossa sociedade, (todavia existem aspectos da lei civil que são válidos para os nossos dias). Um exemplo de erro de compreensão encontrado em determinado grupo dito cristão, é que eles aplicam parte da lei civil

promulgada por Moisés em seu dia a dia, como mandamento, mas se tornam incoerentes, visto que jamais vão conseguir aplicação em sua totalidade nos dias atuais.

A Lei Religiosa ou Cerimonial – Existia com a função de impressionar os homens à santidade de Deus e chamar suas atenções para o Messias que havia de vir (Gn 3.15; Dt 18.15-18; Jo 1.29, 40-45).

O escritor aos Hebreus nos mostra como essa lei cerimonial teve seu cumprimento em Cristo que estabeleceu uma nova aliança, um novo pacto.

Como tal, essa lei teve seu cumprimento em Cristo Jesus. Essa lei foi cumprida em sua vinda e não se aplica aos nossos dias, da forma como os antigos israelitas se utilizaram no deserto, no santuário e no templo. Alguns tentam aplicar à igreja hoje, essa lei, mas a nossa lei é Cristo.

Existe determinados grupos “evangélicos” que ao interpretar o texto bíblico ao pé da letra e fora do seu contexto exegético exige o cumprimento para nosso dias,

de determinados preceitos da lei cerimonial, mas o Concílio de Jerusalém determina que não se deve perturbar aqueles que dentre os gentios se convertem a Deus, mas escreve-lhe que se abstenham das contaminações dos ídolos, das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue. (At 15.19-20).


A lei religiosa ou cerimonial possui validade parcial, isto é histórica, pois se encontra entrelaçada na história da revelação de Deus e da redenção do seu povo.

Temos também a validade didática, pois cada detalhe dela demonstra a insuficiência dos sacrifícios repetitivos e a intensidade dos pecados individuais que nos separam de Deus.

E temos sua validade reveladora. Essa ação reveladora da lei cerimonial apontava aos antigos judeus, o caminho, para o Messias (Hb 10.1-19-24), e não para nós que contamos com a completa descrição histórica da vinda do Messias prometido, Jesus Cristo.

Por isso, sua validade normativa não existe mais para os nossos dias. A lei cerimonial tendo sido cumprida em Cristo, não mais pode ser adotada como norma para aqueles que existem em nossa era, após o sacrifício do Calvário para onde a lei cerimonial apontava.

A Lei Moral (Decálogo) – De forma objetiva e didática, essa lei tem a finalidade de apontar com muita clareza aos homens os seus deveres, enquanto ao mesmo tempo revela suas carências, e o orienta no discernimento do bem e do mal.

Essa lei é aplicável em todas as épocas e ocasiões. Foi desta forma que esta lei foi apresentada a Jesus que nunca a aboliu. Ela não pode ser confundida ou misturada com as duas outras leis, civil ou cerimonial.

Então o que é a lei moral de Deus que é válida em todos os tempos e para todos os homens e em todas as gerações? Os Dez Mandamentos estabelecem tanto obrigações como limites para o homem.

Um estudo aprofundado dos Dez Mandamentos, podemos descobrir a insondável e infinita sabedoria de Deus e também a harmonia que norteiam sua palavra, enquanto deixa bem evidente a insignificância do homem caído perante Deus, e nossa dependência e necessidade da redenção de Deus.

Os Dez Mandamentos reforçam nossas obrigações para com Deus e com nossos semelhantes. Há um incidente bíblico que reafirma a lei moral para nossos dias, e reforça o relacionamento entre a lei e o amor.

A pergunta do fariseu procurando confundir a Jesus: Perguntaram a Jesus qual o maior dos mandamentos? Tentando indispor o mestre da Galileia, a pergunta dos fariseus faz referência a duas passagens das Escrituras Sagradas (Dt 6.5 e Lv 19.18).

Estes dois versículos fornecem um resumo dos Dez Mandamentos a resposta de Jesus em (Mt 22.34-40). Os mandamentos de 1 a 4 apresentam nossas obrigações para com o nosso Deus Criador.

Os mandamentos de 5 a 10 apresentam nossas obrigações para com nossos semelhantes. Jesus apresenta exatamente esse entendimento da lei (Mt 22.37-40). Temos nos acostumado a considerar “amor” como algo inatingível, indescritível, totalmente subjetivo e abstrato,

Mas o que a Bíblia nos ensina acerca do amor é muito diferente. Ele é tangível, somos recebedores e experimentamos o amor de Deus e temos a capacidade de amar aos nossos semelhantes;

Ele é descritível (1 Co 13), é totalmente objetivo, mas sobretudo, o verdadeiro amor se demonstra em ações concretas que agradam a Deus.Se me amas, guardareis os meus mandamentos (Jo 14.15). A fé cristã verdadeira tem todas as suas primícias básicas estabelecidas na objetiva Palavra de Deus.

Esta lei chama-se Decálogo ou os Dez Mandamentos. Possui validade total, como histórica, pois está entrelaçada na história da revelação de Deus e da redenção do seu povo.

Como didática ela ensina o respeito ao nosso Criador e aos nossos semelhantes. Como reveladora, ela nos revela o caráter e a santidade de Deus, e também a pecaminosidade das pessoas.

Como normativa, ela especifica com bastante clareza o procedimento requerido por Deus à cada uma das suas criaturas que habitam a sua criação em todos os tempos (Lv 18.19; Dt 6.5; Mt 22.34-40).

Os Dez Mandamentos – Na dádiva das “Tabuas da Lei” ou nos Dez Mandamentos (Ex 20.1-13), Deus resumiu a sua lei moral, apresentando-a formalmente, e registrando-a  sucinta e objetivamente para o benefício do seu povo.

Os Dez Mandamentos representa a forma objetiva de Deus indicar o que espera de cada um de nós. No decálogo Deus não nos deu uma religião subjetiva, cujas doutrinas depende da cabeça de cada um, mas nos escreveu objetivamente a sua palavra.

Nessa palavra (a Bíblia), ele nos revelou a sua lei moral – sua vontade eterna às suas criaturas, refletindo a sua majestade e santidade. Jesus não é apenas alguém que cumpriu perfeitamente a lei, de acordo com sua humanidade.

Ele é também aquele a quem honramos e adoramos, de acordo com a sua divindade, quando cumprimos a lei.  No decálogo, a obediência segue a redenção. Deus diz a seu povo que o tirou do Egito. A lei não é algo a cumprir para merecer a redenção.

Deus já os redimiu. Cumprir a lei é o modo de agradecer a Deus pela salvação misericordiosamente dada.

Fonte de pesquisa: SOARES Esequias – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 1tri 2015
SOARES Esequias. Os Dez Mandamentos – Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Outubro / 2014.
REIFLER, Hans Ulrich. A Ética dos Dez Mandamentos. Soc. Religiosa Edições Vida Nova. SPaulo, 1992.
CHAFFER. Teologia Sistemática – Vl.8 Editora Hagnus. SPaulo, 2003.
FRAME, John M. A Doutrina da Vida Cristã. Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2013
PORTELA, Solano. A Lei de Deus Hoje. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000
KEVAN, Ernest. A Lei Moral. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000 / Bíblia de Estudo Macartur - Almeida

VEITH, Gene Edward, JR.Tempos Pós Modernos. Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2013

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O tempo da Profecia de Daniel – Lição 13 – EBD CPAD – 4º. Tri 28.12.14

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Daniel 12.1-4, 7,9, 11-13

 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:.
1.    Compreender o tempo do cumprimento da profecia entregue a Daniel.
2.    Explicar a doutrina da ressurreição do corpo na Bíblia.
3.    Reconhecer a nossa limitação e finitude como seres humanos.

 CONSIDERAÇÕES

O tempo da profecia – A expressão “naquele tempo” do capítulo 12 e vs. 1 de Daniel, se refere ao período da Grande Tribulação, quando o Anticristo liderará o mundo política e belicamente.

Será um período de brutal e sangrenta perseguição contra os judeus e tantos quantos estiverem a favor de Israel (Dn 11.35,40).

Em suas terras, o povo judeu sofreu muitas invasões de inimigos. Porém, nem as piores incursões contra Israel, como as da Babilônia e os horrores do

holocausto nos dias de Hitler (1939-1945), podem se comparar com o “tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo” (v.1)

A proporção deste conflito ultrapassará qualquer outro momento da história da civilização (Mt 24.21,22; Jr 30.5-7).

Tal tempo será pior do que qualquer coisa conhecida da história da humanidade; muito pior do que a destruição de Jerusalém em 70 d.C. (1 milhão de vítimas),

do que a Peste Negra (9 milhões de mortos), do que Primeira Guerra Mundial (20 milhões de mortos) do que a desvastação da Segunda Guerra Mundial (alguns enumeram cerca de 50 milhões de mortos),

e o Holocausto de Hitler (6 milhões de judeus e pelo menos 4 milhões de cristãos mortos).

As Escrituras dão mais espaço para descrever a vindoura Tribulação do que qualquer outro evento profético.

Os profetas hebreus a mencionam 39 vezes, chamando-a de “tempo de angústia de Jacó” (Jr 30.7), “angústia” (tribulação, Dt 4.30), e muitas outras variantes que indicam tribulação.

O NT a chama de “o dia do Senhor” (1Ts 5.2), “a ira de Deus” (Ap 14.10; 15.1,7; 16.1) e “a ira do Cordeiro” (Ap 6.16,17).

Ap 6-19 descreve os eventos desse período de tribulação, a melhor descrição desse terrível e próximo tempo que todo mundo experimentará.

Daniel, o profeta hebreu que Jesus mais citou predisse que tempos difíceis durariam sete anos e seriam

inaugurados com a assinatura de uma aliança de sete anos entre Israel e “o príncipe que há de vir” (chamado em outro lugar de “anticristo” ou “a besta”.

Então ele predisse que essa “besta” ou governante político quebraria tal aliança no meio da Tribulação e profanaria o Templo (Dn9.26,27).

Novamente, Daniel predisse que quando o Anticristo surgisse, ele seria fortalecido pelo próprio Satanás com

“todo o poder e sinais e prodígios de mentira” (2Ts 2.9), e profanará o Templo e exibirá uma imagem de si mesmo, exigindo que as pessoas o adorem.

Há pouca dúvida quanto a quando a Tribulação ocorre ou quanto tempo durará. Daniel prediz que durará “uma semana” (sete anos – Dn 9.27).

Em Apocalipse, João a divide em três anos e meio cada, ou 1.260 dias cada, perfazendo o total de sete anos.

Durante os primeiros três anos e meio, mais da metade da população mundial morre.

Durante a segunda metade,  as condições pioram ainda mais, depois que Satanás é expulso do céu e possui o corpo do Anticristo e exige que o mundo o adore.

Nosso Senhor Jesus predisse que essa Tribulação terminaria imediatamente antes do Seu retorno para estabelecer seu reino terreno por mil anos (Mt 24.29; Dn 9.24).

Não devemos jamais perder de vista o verdadeiro propósito desse período da Tribulação: uma expressão divina da Sua misericórdia e graça.

Pois nesse breve período de sete anos, num tempo em que a população do mundo estiver maior, Deus abalará a terra numa tentativa de diminuir a falsa sensação de segurança do homem.

Ele enviará 144 mil testemunhas judias cheias do Espírito Santo (Ap 7; Joel 2.28-32) e outras testemunhas.

Deus usará das medidas mais extremas de toda a história durante os dias finais da vida do homem na terra para trazer um número enorme de almas à fé nEle,

a fim de que multidões de pessoas possam gozar das bênçãos que ele tem preparado para o seu futuro eterno.

Ressurreição e vida eterna – Quando lemos o AT temos a impressão de não vermos a doutrina da ressurreição dos mortos com clareza, principalmente nos livros da lei, o Pentateuco.

Entretanto, aqui, Daniel não deixa dúvida quanto a veracidade dessa gloriosa doutrina: “E muitos dos que dormem no pó da terra ressucitarão, uns para a vida eterna e outro para desprezo e vergonha eterna” (v.2).

Daniel 12.1 nos informa um livro onde consta os nomes dos santos a ressuscitar para a vida eterna e dos ímpios para vergonha e desprezo eterno.

Entretanto, o vers 2 não se refere a uma ressurreição geral, isto é, de todos os que já dormem. O texto diz apenas muitos dos que dormem.

Esta expressão pode se referir aos mártires da grande tribulação que ressuscitarão (Ap 7.14,15).

O texto sugere também o advento das duas ressurreções conforme vemos no Apocalipse 20.12,13.

A primeira ressurreição refere-se aos justos e a segunda, após o milênio, aos ímpios (Jo 5.28,29; Mt 25.46; Dn 12.2; 1Co 15.51,52).

Os estudiosos modernos concordam que o apóstolo Paulo é a maior testemunha das manifestações de Jesus após sua ressurreição.

Tendo sido um adversário ardente do cristianismo (Gl 1.13,14; 1Co 15.9; Fp 3,4-7), Paulo explica que a sua incredulidade terminou quando viu a Jesus ressurreto (1Co 15.9; At 9.3-9).

Convertido do judaísmo para tornar-se um dos maiores estudiosos do cristianismo, Paulo é com certeza uma

excelente testemunha tanto da doutrina da ressurreição como da ressurreição de Jesus.

No entanto, por mais crucial que seja o testemunho ocular de  Paulo sua contribuição é muito maior do que esta experiência.

Em 1Co15.3-7 Paulo registra uma tradição muito antiga, que é na verdade anterior a ele.

Vemos um comentário sucinto do conteúdo do evangelho da igreja primitiva:

Cristo morreu por nossos pecados, foi sepultado, resuscitou dos mortos, e depois apareceu tanto individualmente como em grupo.´

Paulo explica de modo espécífico que a parte mais importante de sua mensagem consistia desse evangelho e que ele o estava passando adiante exatamente como recebera dos outros (1Co 15.3; 11.23).

Muitos pensam que Paulo primeiro ouviu esse testemunho quando fez sua viagem a Jerusalém por volta do ano 35 d.C., apenas três anos após a sua conversão.

Ali ele passou um tempo com Pedro e Tiago, irmão de Jesus (Gl 1.18,19), falando sobre o evangelho (Gl 1.11 – 2.10),

mas Paulo não parou depois de uma única viagem para investigar este testemunho apostólico.

Ele estava tão interessado na verdade do evangelho que voltou a Jerusalém 14 anos depois (Gl 12.1-10).

E explica que fez isto a fim de ter absoluta certeza de que esta mensagem não era falsa (Gl 2.2).

Desta vez não só Pedro e Tiago estavam presentes, mas também João, o apóstolo e juntos confirmaram a mensagem de Paulo (Gl 2.9,10).

Paulo acrescenta ainda mais informações: não só os outros principais apóstolos aprovavam a sua pregação do evangelho,

como também Paulo explica que estava bem ciente dos ensinos deles com relação as manifestações da ressurreição.

Eles ensinavam a mesma verdade que Paulo ensinava (1Co 15.11). Juntos, eles pregavam que foram testemunhas dos aparecimentos de Jesus (1Co 15.12,15, 20).

A profecia foi selada – Daniel recebeu a ordem de “fechar” e “selar” a profecia sobre a história do mundo.

O livro de Daniel é a chave de todas as profecias bíblicas. Sem ele, remotas revelações escatológicas e seu escopo profético são inexplicáveis.

“As grandes profecias do Senhor, no discurso sobre o monte das Oliveiras (Mt 24 – 25; Mc 13, Lc 21), bem como 2Ts 2 e o livro de Apocalipse (ambos

mencionam o Anticristo de Daniel 11), só podem ser compreendidas com a ajuda das profecias de Daniel” (Unger, Commentary, p.1606).

O que o futuro nos reserva? – A Bíblia prediz os principais eventos futuros, e nos dá a visão geral do que virá no tempo do fim.

Os detalhes específicos não são sempre claros e devemos ser cautelosos quanto a tentar especular além do que a própria Bíblia revela.

O nosso objetivo é que sejamos equilibrados, sem minimizar nem maximizar o futuro. Não devemos tentar fazer a Bíblia dizer mais do que realmente está dizendo.

Aqueles que preferem uma interpretação literal da profecia prevêem  o retorno de Israel à terra, a reconstrução do Templo, o surgimento de um Anticristo  literal,

a assinatura e o rompimento de um verdadeiro tratado de paz, e a derradeira invasão de Israel, que levará á batalha do Armagedom.

As declarações básicas da profecia bíblica não devem simplesmente ser espiritualizadas.

O arrebatamento significa “ser levado” ao céu (1Ts 4.13-17) e os “mil anos” do reinado de Cristo significam literalmente mil anos (Ap 20.4; 2.26;).

Não deve ser descartado o uso de linguagem figurada ou simbólica nas passagens proféticas (tal como “o Cordeiro”, “a besta, e o “dragão”),

Mas pode-se crer que as passagens proféticas que apontam para a segunda vinda de Cristo referem-se à pessoas e

eventos específicos, como as passagens proféticas que apontavam para a sua primeira vinda, como Is 53.

De acordo com o ponto de vista pré-tribulacional, Jesus Cristo retornará para arrebatar a Igreja, antes da tribulação.

Ao comentar este evento espetacular, o apóstolo Paulo escreveu: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu

com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trobeta de Deus, e os que morreram em  Cristo resuscitarão primeiro; depois,

nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados [gr. harpazo, “agarrados e levados”] juntamente com eles, nas nuvens,

a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1Ts 4.16-17).

A visão do futuro na profecia bíblica encontra-se em quinze predições-chave, muitas envolvendo sinais do retorno de Cristo no fim da Tribulação.

Algumas destas profecias já se cumpriram, de modo que estamos provavelmente muito próximos do fim,

porque o arrebatamento precederá o retorno final de Cristo à terra (Ap 22.20; 1.7).

Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 4º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Elienai Cabral).

BALDWIN, Joyce C. Daniel – Introdução e Comentário. SPaulo, 2008. Ed. Vida Nova
YULAM, Dong. Daniel – O Destino do Governo humano na Economia de Deus. SPaulo, 1993 – Edit. Árvore da Vida
Bíblia de Estudo Cronológico. SPaulo. Editora Vida
Bíblia de Estudo Macarthur. SPaulo, 2013. SBB.
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecias Bíblicas. RJaneiro, 2010. CPAD
LAHAYE, Tim. Bíblia de Estudo Profética – Editora Hagnus
LAN Dong Yu. Daniel – O Destino do Governo Humano na Economia de Deus. SPaulo 1993. Editora Árvore da Vida.
CHAFFER. Teologia Sistemática – Vls,  7 e 8. SPaulo, 2003. Hagnos.
LADO. George Eldon.Teologia do NT. SPaulo, 2014. Editora Hagnus.