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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O Homem Vestido de Linho – Lição 11 – EBD CPAD – 4º. Tri 14.12.14

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Daniel 10.1-6, 9, 10, 14

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:.
1.    Discorrer sobre a visão celestial de Daniel.
2.    Explicar o significado do homem vestido de linho.
3.    Saber que os anjos de Deus são seres espirituais ajudadores.

 CONSIDERAÇÕES
A Daniel foi revelada coisas extrtaordinárias acerca do seu povo e acerca de coisas futuras, não apenas concernetes a Israel, mas abrangente a todo o mundo, inclusive à igreja.

Uma visão celestial (Dn 10.1-3) - O décimo capítulo de Daniel desperta curiosidade porque apresenta uma figura que revela alguém singular, diferente de todas as figuras

de linguagem que ilustra o próprio Deus e, que, de forma teofânica, indica a Pessoa de Jesus Cristo.

Era, de fato, a revelação do Cristo pré-encarnado, que corresponde com a visão de
Ezequiel (Ez 1.26) e depois, no Novo Testamento com o Apocalipse de João (Ap 1.12-20).

Em todo este capítulo, “o homem vestido de linho” é o personagem central das revelações feitas a Daniel.

“E levantei os meus olhos, e olhei, e vi um homem vestido de linho, e os seus lombos, cingidos com ouro fino de Ufaz” (Dn 10.5).

Logo, o capítulo 10 se constitui, de fato, numa preparação para a revelação que Deus queria dar a Daniel.

Nesse momento da vida de Daniel, quando já vivia a mais de 90 anos, mesmo estando exilado e servindo a reis pagãos, ele não se descuidou de sua vida de jejum e oração,

não se deixando abater por sua melancolia. Daniel tinha certeza de que no tempo certo Deus concretizaria seus desígnios e que o plano de Deus para o seu povo não havia findado.

Como homem de oração, Daniel sentiu o peso da tristeza acerca da revelação das últimas coisas.

Indiscutivelmente, Daniel é um dos modelos de vida devocional mais importante da Bíblia.

Ele soube conciliar sua atividade palaciana com a sua vida devocional. Era o seu quarto de dormir o seu altar de adoração e serviço a Deus, através da oração.

Foi desse modo que ele teve as grandes revelações dos desígnios de Deus para o seu povo.

A visão do homem vestido de linho (Dn 10.4,5) - A visão de Daniel acerca do homem vestido de linho é semelhante a que o apóstolo João teve na ilha de Patmos e com a do profeta Ezequiel.

Tanto João como Ezequiel tiveram a mesma reação diante de tal visão: desfaleceram.
Eles não encontraram força para ficar de pé (Dn 10.8; Ap 1.17).

Estava Daniel à margem do grande rio Hidequel (Dn 10,4). Na verdade esse rio é o mesmo rio Tigre.

É um rio que nasce nas montanhas da Armênia e atravessa a planície da Mesopotâmia, por mais de 1.800 kms e, depois se junta ao rio Eufrates desaguando no Golfo Pérsico.

É importante notar que Daniel não fora arrebatado em espírito para ver a grande visão, mas ele estava, literalmente naquele local “à borda do rio” acompanhado de alguns homens.

Estes homens não viram a visão, apenas ficaram assustados com o ambiente e fugiram porque notaram que estava acontecendo algo extraordinário (Dn 10.7)

A Daniel foi dada a visão e a mais ninguém. O versículo 5 confirma dizendo: “E levantei os meus olhos, e olhei.....”

“....e eis um homem vestido de linho”. Deus sempre utilizou figuras de linguagem que pudessem aclarar suas revelações.

O “homem vestido de linho” que lhe aparecera era literal, ainda que de forma magnífica e angelical.

Segundo alguns estudiosos, esse “homem” pode ser uma aparição teofânica do próprio Cristo, cuja descrição pode ser comparada  à visão que João apóstolo, teve na Ilha de Patmos (Ao 1.13-12).

Ora, uma teofania significa Deus manifestando-se, tomando formas distintas, para falar com o homem.

Na Bíblia, temos teofanias (manifestações de Deus) e temos angelofonias (manifestações angelciais).

Geralmente essas manifestações são com formas humanas. No caso da experiência de Daniel, quem poderia ser: um anjo ou o próprio Deus?

Alguns exegetas não veem o “homem vestido de linho” como uma teofania, mas insistem em que o personagem é um ser angelical.

Porém, o contexto bíblico fortalece a ideia de que seja, de fato, o próprio Deus manifestando-se de modo pessoal e visível como “um homem” a Daniel.

Daniel é confortado por um anjo (Dn 10.1-12) – A visão estrondosa e magnífica que Daniel teve do homem vestido de linho, provocou-lhe um efeito extraordinário.

Ele não teve forças físicas para se manter de pé e caiu adormecido pela glória “do homem vestido de linho”.

Daniel foi tocado pelo anjo. “...me tocou os lábios” (Dn 10.16). Daniel tinha caído por terra por não ter tido condições físicas e emocionais de suportar toda aquela revelação.

Ficou sem fala, mas ao ser tocado nos lábios, abriu a boca e começou a falar, à semelhança do que aconteceu com o profeta Isaias (Is 6.7).

A mesma experiência que João teve na Ilha de Patmos com a visão do Cristo glorificado (Ap 1.17,18) foi experimentada por Daniel junto ao rio Hidekel, ou seja o rio Tigre.

A visão de João, o apóstolo, na Ilha de Patmos se ajusta perfeitamente com as características desse “homem” que apareceu a Daniel.

Não devemos forçar uma interpretação, mas o contexto contribui para que creiamos que esse “homem” especial não podia ser outro senão Jesus Cristo, a segunda Pessoa da Trindade.

Ele estava vestido de “linho”, um tecido utilizado especialmente na roupagem dos sacerdotes segundo a liturgia hebraica e significa santidade, pureza e justiça.

Em Ap 1.13, o Senhor Jesus aparece em visão a João, na Ilha de Patmos, vestido de glória e majestade, e diz que, “um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa cumprida”.

Daniel reergueu-se de seu desmaio e foi confortado por um anjo da parte de Deus depois da grande peleja que houve no céu entre os comandados de Satanás e os anjos

de Deus, naqueles 21 dias de oração do grande servo de Deus. O anjo falou-lhe que era muito amado (Dn 10.12) por Deus.

Os anjos são uma realidade espiritual (Dn 10.5,6,13,20) – A realidade dos anjos é indiscutível. Eles não são meras figuras de retórica, nem são invencionices de homens.

Eles são seres pessoais criados por Deus. Anjos e homens são criações distintas de Deus.

Ambos são seres pessoais, diferenciados nas finalidades da criação. Os anjos são criados como espíritos sem a capacidade pró criativa que Deus deu aos homes (Lc 20.36; Hb 1.14; Sl 148.5).

Serviços prestados pelos anjos: na criação dos anjos o Criador os classificou em categorias especiais de serviços (Cl 1.16).

Os anjos existem para cumprirem os interesses de Deus no universo. A carta aos Hebreus diz que os anjos são espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação (Hb 1.13,14).

Da mesma sorte, os espíritos que se rebelaram e acompanharam a Lúcifer na sua rebelião contra Deus, os quais denominamos como “anjos caídos” obedecem às ordens de seu chefe – Satanás (Is 14.12-15; Ap 12.7-12; Mt 25.41).

Eles são realidades invisíveis e muito atuante no mundo que se opõe contra a obra de Deus (Ef 2.2; 6.12; Cl 1.13,16).
Neste capítulo nos deparamos com duas categorias de seres angelicais.

Os anjos da parte de Deus (anjos eleitos), e os anjos da parte de Satanás (anjos decaídos).

Os anjos da parte de Satanás são identificados na Bíblia como “espíritos maus”, “demônios”, e que, na realidade, são considerados os anjos caídos da presença de Deus e que seguiram a Lúcifer.

Eles obedecem ao comando de seu chefe que é o Diabo. Neste capítulo, eles aparecem com funções de liderança opositora aos interesses de Deus contra Israel (vs 13,20).

Eles podem tomar forma diferente no mundo físico sem ficarem retidos a essas formas porque são seres espirituais.

Deus não os criou como demônios ou maus. Todas as milícias angelicais foram criadas para a glória de Deus (Jó 38.6,7).

Foram criados seres morais e livres. Porém, a Bíblia fala de anjos que pecaram e não guardaram o seu principado tornando-se maus (2Pe 2.4; Jd 6; Jó 38.18-21).

Pelo fato de serem espíritos sem corpos materiais, eles podem tomar formas materiais representando figurativamente coisas ou pessoas, como é o caso dos anjos que representam “o príncipe do reino da Pérsia” e “o príncipe do reino da Grécia” (Dn 10. 13,20).

“O príncipe do reino da Pérsia” e “o príncipe do reino da Grécia” subtende-se que Satanás designou dois dos seus anjos para influenciarem os reis da Pérsia e da Grécia e colocá-los contra o povo de Deus, Israel.

No contexto do conflito no céu do capítulo 10, estas figuras procuraram impedir e resistir ao anjo Gabriel, mensageiro de Deus que tinha resposta à oração de Daniel.

Deus enviou o arcanjo Miguel defensor dos interesses divinos para com Israel, a fim de possibilitar o cumprimento da missão do anjo Gabriel.

Satanás tem sua própria organização angelical e esse texto indica que ele estabelece categorias de comandos.

Em Dn 10.13,20, Satanás incumbe anjos perversos com poder delegado para agir contra as nações do mundo.

São espíritos que assumem territórios, e alguns teólogos interpretam esta ação demoníaca como ação de “espíritos territoriais”, que exploram culturas e crendices para aprisionamento de corações contra a possibilidade de conhecerem o Deus verdadeiro.

Segundo Paulo em sua carta aos Efésios cap. 6, esses espíritos atuam nas regiões celestiais para resistirem e criarem obstáculos à obra de Deus e à realização da sua vontade.

Os príncipes citados em Dn 10.13, 20, não são os reis da Pérsia e da Grécia, mas são figuras metafórica de dois seres angelicais demoníacos designados pelo Diabo para atuarem sobre os reinos da Pérsia e da Grécia.

O anjo Gabriel declarou que a resistência de Satanás viria também por parte do “príncipe da Grécia” na sua volta à presença de Deus.

Esses dois príncipes terrenos representavam neste conflito dois espíritos da parte do Diabo que atuavam sobre aquelas nações, são os chamados espíritos territoriais.

É interessante notar que o “homem vestido de linho” que falava com Daniel declarou que Miguel, o anjo de Deus, era o “príncipe” de Israel, para defender e proteger os interesses de Deus na vida desse povo (Dn 12.1).

O anjo Gabriel que trouxe a resposta de Deus, disse a Daniel que havia sido retido no céu por 21 dias, com a resposta de Deus, às suas petições.

Esses dois príncipes das milícias satânicas: “O príncipe do reino da Pérsia” e “o príncipe do reino da Grécia” (Dn 10,13,20) que tentaram impedir que Gabriel trouxessem a

resposta, eram, na verdade, figuras desses príncipes satânicos que operam pelo poder do Diabo, de forma organizada sobre as nações do mundo.



Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 4º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Elienai Cabral).
CABRAL. Elienai. Integridade Moral e Espiritual – O legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. RJaneiro, 2014. CPAD
BALDWIN, Joyce C. Daniel – Introdução e Comentário. SPaulo, 2008. Ed. Vida Nova
GRONINGEN, Gerad Van. Revelação Messiânica no AT. SPaulo, 2003. Editora Cultura Cristã
YULAM, Dong. Daniel – O Destino do Governo humano na Economia de Deus. SPaulo, 1993 – Edit. Árvore da Vida
Bíblia de Estudo Cronológico. SPaulo. Editora Vida
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecias Bíblicas. RJaneiro, 2010. CPAD
DAYER, Charles H. O Ressurgimento da Babilônia – Sinal do Final dos Tempos. SPaulo, 1995. Editora Unilit.
LAHAYE, Tim. Bíblia de Estudo Profética – Editora Hagnus
SCOFIELD. Bíblia de Estudo
WALVOORD. John F.Todas as Profecias da Bíblia. SPaulo, 2012 – Edit. Vida
TOGNINO, Enéas. O Arrebatamento da Igreja. SPaulo, 1970. Edições Enéas Tognino.

GILBERTO Antonio. Daniel e Apocalipse. RJaneiro, 2001 - CPAD

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

As Setenta Semanas de Daniel – Lição 10 – EBD CPAD – 4º. Tri 07.12.14

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Daniel 9.20-27

 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:.
1.  Conhecer que Daniel compreendeu o futuro de Israel após estudar as profecias de Jeremias.
2.    Compreender as setenta semanas profetizadas no livro de Daniel.
3.    Saber os propósitos da septuagésima semana.

 CONSIDERAÇÕES

Narra os vers. 1   e 2 do nono capítulo de Daniel, que no primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus,

no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi, pelos livros, que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de durar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos.

O ano dessa visão foi o primeiro ano de Dario, o medo por volta de 538 a.C., e Daniel entendeu, pelos livros, que os anos das assolações de Jerusalém estavam para cumprir-se.

Para obter esse entendimento, ele não se baseou em apenas um livro, mas “em livros”.  Esses livro são Jeremias e Isaias.

Os versículos de Jeremias nos quais se baseou são os seguintes: “Toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos.

Acontecerá porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, castigarei a iniquidade do rei de Babilônia e a desta nação, diz o Senhor, como também a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas” (Jr 25.11,12).

“Assim diz o Senhor: logo que se cumprirem para Babilônia setenta anos atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar”
(Jr 29.10).

Daniel teve esse entendimento dois anos antes de Ciro decretar o retorno dos cativos a Jerusalém, a fim de reedificarem o templo (536 a.C.).

Ao buscar as escrituras, e ao ler Isaias capítulos 41 a 45, Daniel entendeu que Ciro, rei da Pérsia, era servo do Senhor e que seria usado por Ele para libertar os cativos e reedificar o templo (Is 41.2,25; 42.1a; 44.26-28; 45.1-7; 13,14).

Acredita-se que Ciro tomou conhecimento dessas escrituras por meio de Daniel, o que deve tê-lo impressionado muito, pois ele é chamado pelo Senhor por nome, algo registrado cento e sessenta anos antes.

Isso deve tê-lo levado a decretar a libertação e o retorno dos judeus a Jerusalém a fim de reedificarem o templo (Ed 1).

Daniel intercede a Deus pelo seu povo (Dn 9.3-19) - Ao obter esse entendimento, Daniel, antes de qualquer coisa, orou ao Senhor (Dn 9.3-19).
Deus atende a oração dos justos (Tg 5.16). Daniel era um justo.

Ele viu que os setenta anos estavam-se cumprindo. Era tempo de os israelitas voltarem para reedificar o templo.

Mas ainda estavam em cativeiro; por isso Daniel precisava orar de tal maneira que levasse Deus a agir em favor do povo.

“Voltei o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, pano de saco, e cinza” (Dn 9.3).

Daniel jejuou com pano de saco e cinzas. O jejum denota um encargo muito pesado, e o pano de saco e cinzas denotam um arrependimento cabal.
Daniel confessou seus pecados. “Orei ao Senhor meu Deus, confessei, e disse...” (v.4a).
Ao orarmos, primeiro devemos esvaziar-nos de todas as coisas negativas e encher-nos do espírito. Então Deus atenderá as palavras que falarmos. Essa foi a atitude de Daniel:
“Ah! Senhor! Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam  os teus mandamentos; temos pecado e cometido iniquidades, procedemos perversamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus
mandamentos e dos teus juízos; e não demos ouvidos aos teus servos, os profetas que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes e nossos pais, como também a todo o povo da terra” (vs.4b-6).
O povo cometeu pecado por não atentar às palavras dos profetas. Daniel reconheceu isso, e em nome do povo pediu perdão a Deus. “A ti, ó Senhor, pertence a justiça mas a nós o corar de vergonha, como hoje se vê; a nós, os homens de Judá, os moradores
de Jerusalém, todo o Israel, quer os de perto, quer os de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas transgressões que cometeram contra ti. Ó
Senhor, a nós pertence o corar de vergonha, aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, porque temos pecado contra ti” (vs, 7,8).
Daniel orou pelo povo e pelos líderes.  Por causa da desobediência do povo de Israel, Deus permitiu que o exército de Babilônia viesse para castigá-los.
Antes que Daniel pedisse para Deus fazer qualquer coisa, em primeiro lugar confessou os pecados do povo.
“.......Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos
as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias.
Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor atende-nos e age; não te retardes, por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome” (vs. 16-19).
Para que as nossas orações sejam atendidas e tenham eficácia, precisamos primeiramente confessar os nossos pecados. No vs 20 vemos algo precioso que nos
serve de exemplo e orientação. Daniel confessou primeiramente o seu pecado, e, depois, os pecados do seu povo Israel; ele não orou pelos seus próprios interesses, mas orou pelo monte santo de Deus.
Deus revela o futuro do seu povo (Dn 9.24-27) – Daniel orava ainda, quando chegou Gabriel, o mensageiro de Deus, que ele já conhecia de ocasião anterior (Dn 8.16), para
instruí-lo acerca dos acontecimentos que haviam de vir sobre o seu povo e sobre a sua santa cidade de Jerusalém.
A profecia das “setenta semanas”, das quais falam os vs 24 a 27 de Daniel, constitui-se numa das passagens mais difíceis da Bíblia.
Estes 4 versículos contêm um esboço profético de todo plano de Deus para com Israel desde o fim do cativeiro babilônico até o início do reino milenar de nosso Senhor Jesus Cristo.
Estas semanas são semanas de anos e não de dias (Gn 29.18,27; Nm 14.33,34).
As setenta semanas de Daniel são divididas em 3 períodos distintos:
1. Sete semanas de anos ou 49 anos.
2. Sessenta e duas semanas de anos ou 434 anos perfazendo um total de 483 anos.
3. Uma semana de anos ou 7 anos perfazendo um total de 490 anos.
No final destas setenta semanas de anos, seis coisas deveriam estar realizadas:
1.     Fazer cessar a transgressão;
2.     Dar fim aos pecados;
3.    Expiar a iniquidade;
4.    Trazer a justiça eterna;
5.    Selar a visão e a profecia;
6.     Ungir o Santo dos Santos.
O início das sessenta e nove semanas: - Foi dito a Daniel que esse período de 490 anos, estava determinado sobre o seu povo e sobre a sua santa cidade de Jerusalém (Dn 9.24).
São mencionados dois príncipes diferentes, que não devem ser confundidos: o primeiro é chamado “Ungido” (Messias), o príncipe (Dn 9.25). O segundo é designado “o príncipe que há de vir” (Dn 9.26).
O começo de todo o período das setenta semanas é claramente fixado desde “a saída da ordem para restaurar e para reedificar Jerusalém”,
contando a partir daí as sete semanas de anos.
Esta ordem sem dúvida, foi dada pelo rei Artaxerxes no vigésimo ano do seu reinado, ou seja, no ano de 445 a.C., (Ne 2.1-5-8).
Aqui temos pela primeira vez o consentimento oficial para a reconstrução da capital da Judéia.
Os vs. 25 e 26 do cap. 9 de Daniel, dizem que transcorreriam sete semanas, isto é, 49 anos desde a ordem para restaurar e edificar Jerusalém até o término da reedificação,
e 62 semanas, ou seja, 434 anos desde o término da reedificação de Jerusalém até o Messias, isto é, até Cristo ser morto.
Portanto, o intervalo desde a ordem para reedificar Jerusalém até a crucificação de Cristo, é de 69 semanas, que correspondem a 483 anos cumprindo-se a profecia de
Zacarias sobre a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém montado em um jumentinho (Zc 9.9; Lc 19.28-44).
Então, depois das 69 semanas “o Messias, o Príncipe” será “morto” e Jerusalém será destruída novamente pelo povo do outro príncipe que há de vir (Dn 9.26).
Após esses dois importantes acontecimentos chegamos a septuagésima semana cujo início será marcado pelo estabelecimento de uma firme aliança ou tratado
entre “o príncipe que há de vir” e a nação judia, por um período de uma semana (Dn 9.27).
Em meio a septuagésima semana, “o príncipe que há de vir” rompe o seu tratado, fará cessar o sacrifício judeu e lançará esse povo num período de ira   e desolação como nunca houve desde os dias da antiguidade (Jr 30.6,7).
Os propósitos da septuagésima semana (Dn 9.27) – Existe um espaço entre a sexagésima nona e septuagésima semana que é o tempo da graça, a era da igreja,
que vai de Pentecostes até o arrebatamento da igreja e início da grande tribulação com o aparecimento do “príncipe que há de vir”.
Esse príncipe é identificado como o “pequeno chifre” (Dn 7.19-25), também identificado como “o rei feroz de cara” (Dn 8.23),
“o rei que fará segundo a sua vontade” (Dn 11.36), como “o homem da iniquidade” (II Ts 2.4-10), e como “a besta que subiu do mar” (Ap 13.1-10).
Visto que todas as alianças feitas por Deus com Israel são eternas, o Messias não pode ser aquele que fará uma aliança temporária.
Essa aliança fará com que muitos em Israel acreditem que o homem da iniquidade é o próprio Deus (Jo 5.43; II Ts 2.6).
É a proclamação dessa falsa aliança que marcará o início da septuagésima semana.
O fim desse período de sete anos trará ao fim a série das setenta semanas e introduzirá Israel nas grandes bênçãos prometidas por Deus ao seu povo.


Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 4º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Elienai Cabral).
CABRAL. Elienai. Integridade Moral e Espiritual – O legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. RJaneiro, 2014. CPAD
BALDWIN, Joyce C. Daniel – Introdução e Comentário. SPaulo, 2008. Ed. Vida Nova
GRONINGEN, Gerad Van. Revelação Messiânica no AT. SPaulo, 2003. Editora Cultura Cristã
YULAM, Dong. Daniel – O Destino do Governo humano na Economia de Deus. SPaulo, 1993 – Edit. Árvore da Vida
Bíblia de Estudo Cronológico. SPaulo. Editora Vida
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecias Bíblicas. RJaneiro, 2010. CPAD
DAYER, Charles H. O Ressurgimento da Babilônia – Sinal do Final dos Tempos. SPaulo, 1995. Editora Unilit.
LAHAYE, Tim. Bíblia de Estudo Profética – Editora Hagnus
SCOFIELD. Bíblia de Estudo
WALVOORD. John F.Todas as Profecias da Bíblia. SPaulo, 2012 – Edit. Vida
TOGNINO, Enéas. O Arrebatamento da Igreja. SPaulo, 1970. Edições Enéas Tognino.

GILBERTO Antonio. Daniel e Apocalipse. RJaneiro, 2001 - CPAD

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O Prenuncio do Tempo do Fim – Lição 09 – EBD CPAD – 4º. Tri 30.11.14

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Daniel 8.1,3-11

 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:.

1.    Conhecer os símbolos proféticos do carneiro e do bode.
2.    Identificar a visão do chifre pequeno.
3.    Compreender o período do tempo do fim.

 CONSIDERAÇÕES
O capítulo 8 de Daniel é paralelo aos capítulos 2 e 7. A visão que Daniel teve, contudo, não é um sonho como o que foi registrado no capítulo 7.

Daniel foi transportado em espírito até Susã, e através do tempo. O profeta nos revela o marco histórico em que ocorreu a visão:

No terceiro ano do rei Belsazar; que estava em Babilônia, Deus transportou a Daniel, em espírito até Susã, capital do reino da província de Elão e junto ao rio Ulaí.

Susã era uma cidade importante mesmo depois da queda da Babilônia, uma espécie de residência de verão onde os reis medo-persas residiam por aproximadamente 3 meses durante o ano.

Neste capítulo, Deus mostra a Daniel, a queda dos dois último impérios, o medo-persa e o grego, representado pelas figuras de outros animais: Um bode e um carneiro.

Os mesmos impérios tratados no capítulo 7 e representados pelo urso (Dn 7.5) e pelo leopardo (Dn 7.6) ganham um sentido especial e particular no capítulo 8.

Os 2 outros animais, com características especiais eram um carneiro (Dn 8.3,4) e um bode (Dn 8.5-9).

Ambos eram animais poderosos, mas foram destruídos, porque ninguém pode prevalecer contra o cetro de Deus.

Neste capítulo, Deus revela a Daniel as características dos 2 impérios, o medo-persa e o grego, representados por 2 animais, “o carneiro e o bode”.

Os elementos históricos da profecia tiveram seu cumprimento no passado; porém, algumas características desses 2 impérios personificam o futuro de Israel e o que acontecerá no “tempo do fim” (Dn 8.19).

A visão do carneiro e do bode (Dn 8.3-5) – A visão do surgimento de um rei que é o protótipo do Anticristo escatológico, o pequeno chifre.

Esse pequeno chifre do capítulo 8 é diferente do pequeno chifre do capítulo 7.

O capítulo 7 fala do Anticristo escatológico, que emerge do quarto reino (o império romano).

O pequeno chifre do capítulo 8 emerge dos 4 reis oriundos da queda do grande rei grego, Alexandre magno. Este pequeno chifre é o maior protótipo do Anticristo escatológico.
Daniel ficou amedrontado e prostrado diante da visão de Gabriel, o agente de Deus que lhe revelou a interpretação da visão (Dn 8.17).

Ele caiu sem sentidos, de rosto em terra, quando Gabriel falou com ele. Daniel ficou fraco e enfermo diante dos fatos futuros que haviam de vir.

Essa visão prova que Deus é quem dirige a história. Daniel descreve o carneiro de 3 maneiras distintas.

Em primeiro lugar, fala que ele tem 2 chifres (Dn 8.3,20). Essa é uma descrição do império medo-persa que se levantaria para conquistar a Babilônia.

Na mesma noite em que o rei Belsazar fazia uma festa e profanava os vasos do templo, a Babilônia caiu nas mãos dos medo-persas.

O carneiro persa derrotou o império babilônico e tornou-se o senhor do mundo. O chifre mais alto é uma descrição do poder prevalecente dos persas na liderança do império.

Ciro, o persa tomou o lugar de Dario, o medo. Ciro tomou o controle da Média. Assim, se cumpriu a profecia.

O carneiro persa derrotou a Babilônia e, por algum tempo, tornou-se senhor do mundo.
Daniel viu sua ascensão e queda, 210 anos antes dos acontecimentos.

Em segundo lugar, Daniel diz que o carneiro é irresistível (Dn 8.3,4). A união dos medos e dos persas em um só império criou um exército poderoso que conquistou territórios:

Para o oeste, Babilônia, Síria e Ásia Menor, ao norte (Armênia) e ao sul (Egito e Etiópia).
Nenhum exército existente naquela época tinha a força e a capacidade necessárias para conter a força e o avanço dos medo-persas.

Em terceiro lugar, Daniel diz que o carneiro engrandeceu-se (Dn 8.4).
Nenhum exército naqueles dias podia resistir ou deter o avanço do reino medo-persa.

Isso levou esse reino a tornar-se opulento, poderoso e cheio de soberba. Por isso, engrandeceu-se, e nisto está a gênese de sua queda.

A visão do bode (Dn 8.5-8,21) – O bode é uma descrição profética acerca de um dos maiores líderes político e militar da história da humanidade – Alexandre Magno, filho de Filipe II, da Macedônia.

Daniel vê 4 fatos a seu respeito. Em primeiro lugar, fala da rapidez de suas conquistas (Dn 8.5,21).

Esse bode representa o império grego. As conquistas de Alexandre foram extensas e raras.

Segundo os historiadores, em apenas 13 anos, Alexandre conquistou todo o mundo conhecido do seu tempo.

O império medo-persa foi desmantelado, dando lugar ao império grego.
Em 334 a.C., Alexandre cruzou o estreito de Dardanelos e derrotou os sátrapas.

Pouco tempo depois, venceu Dario III, na batalha de Issos, em 333 a.C.
Em 331, venceu o grosso das forças medo-persas na batalha de Gaugamela.
Em segundo lugar, Daniel fala do poder deste líder (Dn 8.5).
Alexandre é descrito como o chifre notável. Foi um líder forte, ousado e guerreiro.

Era um homem irresistível, um líder carismático, com punho de aço.
Em terceiro lugar, Daniel fala dos triunfos de Alexandre sobre o império medo-persa (Dn 8.6,7).

 O poderio e a força de Alexandre são descritos na maneira como enfrentou o carneiro.
Primeiro, feri-o; segundo, quebra seus 2 chifre; terceiro, derruba-o na terra e quarto pisoteia-o.

Em último lugar, Daniel fala do engrandecimento e queda de Alexandre e seu reino (Dn 8.8).

“O engrandecimento de um império é ao mesmo tempo prelúdio de sua queda e decadência.

Quanto mais se aproxima do auge de seu poder, tanto mais está perto também de seu fim”.

O império grego-macedônio não foi uma exceção. O versículo 8 profetiza a morte inesperada de Alexandre na Babilônia em 323 a. C., exatamente quando ele queria reconstruir a cidade da Babilônia, contra a palavra profética de que a cidade jamais seria reconstruída.

Com sua morte, o império grego foi dividido em 4 partes entre seus 4 generais legionais que se tornaram reis: A Cassandro, coube a Macedônia e a Grécia no ocidente.

A Lísímaco, coube a Trácia e a Bitínia, no norte. A Ptolomeu, coube a Palestina, a Arábia e o Egito, no sul.

A Selêuco, coube a Síria e a Babilônia ao oriente. Após a morte de Alexandre e a divisão de seu reino entre esses 4 generais (Dn 8.22), o grande império grego desintegrou-se e enfraqueceu-se.

A profecia de Alexandre cumpriu-se literalmente, conforme a visão dada a Daniel, no ano 63. A.C.

Todos os vestígios do império grego caíram sobre o domínio do império romano.

O chifre pequeno (Dn 8.8,9,22) – Daniel fala sobre um pequeno chifre diferente daquele descrito no capítulo 7.

Esse pequeno chifre é apenas um protótipo daquele. Em primeiro lugar, Daniel fala sobre sua procedência.

O pequeno chifre do capítulo 8.9 não deve ser confundido com o pequeno chifre do cap. 7.8.
A origem do pequeno chifre do cap. 7.8 é o quarto império (o império romano).
A origem do pequeno chifre do cap. 8.9 é o bode, o terceiro reino (o império grego).

O pequeno chifre do cap. 8, é um personagem futuro e profético para Daniel; mas para nós, é um personagem do passado, enquanto o pequeno chifre do cap.7.8 é um personagem escatológico para Daniele para nós.

O pequeno chifre de Daniel 8.9 é o principal percursor do Anticristo escatológico.

Principal, porque muitos Antricristo precursores do Anticristo escatológico já passaram pelo mundo (Todo aquele que nega a Cristo, ou que ele veio em carne, pode ser considerado de Anticristo. 1Jo 2.18,22).

Mas nenhum reuniu em si tantas características como esse de Daniel 8.9.

Antíoco Epifânio: O protótipo do Anticristo – Esse pequeno chifre do cap.8 é o rei Selêucida, Antíoco IV, chamado de Antíoco Epifânio, que reinou na Síria entre 175 e 163 a.C.

O Anticristo escatológico imporá uma única reunião em seu reino e perseguirá e matará todos os que não o adorarem (Ap 23.12,15).

Ele se levantará em tempo de grande apostasia, como a apostasia do período do fim (2 Ts 2.3,4. E abrirá a porta para o Anticristo.

Esse rei Seulêcia, foi um feroz perseguidor dos judeus (Dn 8.4), porque os fiéis judeus do seu tempo não se prostraram diante de seus ídolos, por isso fora duramente perseguidos.

Calcula-se que 100.000 judeus foram mortos por Antíoco Epifânio.
O Anticristo escatológico também será implacável na sua perseguição aos cristãos (Ap 3.15-17).
O maior engano do fim dos tempos envolverá o culto mundial ao Anticristo. Mas o

Anticristo não subirá ao poder sozinho. Seu sucesso resultará do engano espiritual mundial provocado pelo falso profeta.

A capacidade que esse profeta tem de operar sinais milagrosos o capacitará a convencer o público mundial de que o Anticristo é o líder mundial pelo qual todos procuram.

Quando nos altos círculo políticos mundial se diz de alguém: “Esse é o Cara”, está se fazendo referência ao poder do Anticristo – “Aquele que todos esperam”.

Ap 13, apresenta 10 características identificadoras do falso profeta:

1.            Ele surge da terra (Ap 13.11).
2.            Controla assuntos religiosos (Ap 13.11).
3.            É motivado por Satanás (Ap 13.11).
4.            Promove o culto à Besta (Anticristo) (Ap 13.12).
5.            Opera sinais e milagres (Ap 13.11).
6.            Engana ao mundo todo (Ap 13.14).
7.            Dá poder à imagem da Besta (Ap 13.15).
8.            Mata todos que se recusam a adorar (Ap 13.15).
9.             Controla todo o comércio a nível mundial e local (Ap 13.17).
10.          Controla as marcas da Besta (Ap 13.17,18).


Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 4º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Elienai Cabral).
CABRAL. Elienai. Integridade Moral e Espiritual – O legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. RJaneiro, 2014. CPAD
BALDWIN, Joyce C. Daniel – Introdução e Comentário. SPaulo, 2008. Ed. Vida Nova
GRONINGEN, Gerad Van. Revelação Messiânica no AT. SPaulo, 2003. Editora Cultura Cristã
YULAM, Dong. Daniel – O Destino do Governo humano na Economia de Deus. SPaulo, 1993 – Edit. Árvore da Vida
Bíblia de Estudo Cronológico. SPaulo. Editora Vida
LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecias Bíblicas. RJaneiro, 2010. CPAD
DAYER, Charles H. O Ressurgimento da Babilônia – Sinal do Final dos Tempos. SPaulo, 1995. Editora Unilit.
LAHAYE, Tim. Bíblia de Estudo Profética – Editora Hagnus
SCOFIELD. Bíblia de Estudo
WALVOORD. John F.Todas as Profecias da Bíblia. SPaulo, 2012 – Edit. Vida
TOGNINO, Enéas. O Arrebatamento da Igreja. SPaulo, 1970. Edições Enéas Tognino.

GILBERTO Antonio. Daniel e Apocalipse. RJaneiro, 2001 - CPAD