Total de visualizações de página
sábado, 12 de outubro de 2013
Lição EBD CPAD-13.07.13
Informamos aos nobres amigos e irmãos em Cristo que por motivos técnicos e também pessoais, não foi possível a publicação do esboço da lição em estudo neste domingo. Estaremos de volta na próxima semana se assim Deus nos permitir.
sábado, 5 de outubro de 2013
O valor dos bons conselhos – Lição 01 – 4º. Tri EBD CPAD - 06.10.2013
Subsídios
para o Ensino da Lição: Pr. João
Barbosa
Texto da Lição: Provérbios
1.1-6
I -
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
- Conhecer o conceito geral dos
livros de Provérbios e Eclesiastes.
- Identificar as fontes da sabedoria dos sábios antigos.
- Compreender o propósito da sabedoria ensinada em
Provérbios e Eclesiastes.
II -
INTRODUÇÃO
São bons conselhos que revelam a sabedoria divina. A sabedoria é um
atributo de Deus e um presente especial de Deus aos homens (At 6.10; Ef 1.17).
Jesus Cristo é a sabedoria personificada – “Em
quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência” (Cl 2.3).
Deus tornou conhecida a sua sabedoria na natureza e na revelação. Ele
abre à intuição humana se um homem for piedoso e estiver em busca de um caminho
mais alto (Is 5.8; Rm 11.33). O livro de Provérbios, por sua vez, é um registro
de sabedoria.
Se lido do ponto de vista do homem, é apenas um livro de sabedoria
humana, falando de guardar a lei e de toda ética humana, visando aperfeiçoar o
caráter do homem, e tornando-o uma pessoa moralmente justa. Mas se lido com
revelação espiritual, veremos que a verdadeira sabedoria é Cristo – “Em quem estão escondidos todos os tesouros
da sabedoria e da ciência”.
Portanto, aqueles que estão em Cristo e dele se utilizam para viver,
terá uma vida humana elevada, perfeita e totalmente agradável a Deus como a
vida que Cristo teve na terra (Mt 2.17; 1Pe 2.21-23).
III –
DESENVOLVIMENTO
1. Jóias da literatura sapiencial – Grande parte dos
teólogos e comentaristas que escreve sobre o livro dos Provérbios, acha
necessário incluir à estrutura, o título de “Os autores de Provérbios”. Pois o
próprio livro indica que houve vários escritores e que estes escritos não foram
apresentados em ordem específica.
Tradicionalmente o volume maior do livro de Provérbios tem sido atribuído a
Salomão, filho de Davi e rei de Israel (Pv 1.1.) – Provérbios de Salomão (Pv 10.1) e Provérbios
de Salomão – “Também estes são Provérbios
de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá” (Pv 25.1).
O próprio livro de Provérbios menciona dois
outros autores, a saber: Agur (Pv 30.1) e Lemuel (Pv 31.1). Salomão não reuniu
todos os seus Provérbios, formando um único volume. Ele deixara muitos de seus
provérbios dispersos, que séculos mais tarde os escribas do rei Ezequias
coligiram. Se juntarmos a isso as palavras de Agur e de Lemuel teremos o que é
hoje o livro de Provérbios.
A narrativa bíblica sobre a vida de Salomão em
1Re 3.4-13; 4.30-34 e 2Cr 9.1-24, dá para entendermos a sabedoria e
versatilidades inigualáveis de Salomão, na composição de afirmações de
sabedoria. O livro de Provérbios como conhecemos hoje deve ter sido formado
desta forma nos dias do rei Ezequias (Pv 25.1), lá pelos idos de 687 a.C.
2. A sabedoria dos antigos – A paz e a prosperidade que caracterizaram o
período do governo de Salomão ajustam-se bem ao desenvolvimento de uma
sabedoria reflexiva, e à produção de obras literárias desta natureza.
As trinta declarações dos sábios em 22.17 –
24.23, contêm similaridades com as trinta seções “da sabedoria de Amenemope”, produzida
no Egito e que eram mais ou menos contemporânea à época de Salomão rei de
israel. Por semelhante modo, a personificação da sabedoria, tão proeminente
nos capítulos 1 – 9, como podemos ver no cap. 1.20; 3.15-18 e
8.1-36;
O papel desempenhado pelos homens do grande rei
Ezequias (Pv 25.1), indica que importantes seções do livro de Provérbios foram
copilados entre 715 e 687 a.C., em um período de grande renovação espiritual
liderado por aquele grande monarca.
Ezequias tinha grande apreço pelos escritos de
Davi e de Azafe, 2Cr 29.30. Provavelmente neste tempo foram copiladas as
palavras de Agur (Pv 30.1) e Lemuel (Pv 31.1) e também as palavras dos sábios
(Pv 22.17 – 24.22; 24.23-34).
3. As
fontes da sabedoria. Apesar de a
sabedoria ser exaltada como uma virtude por todo o livro de Provérbios, é no seu
oitavo capítulo que encontramos o tratamento da sabedoria como uma
hipostatização. Ao que tudo indica, ali, esse atributo divino aparece como um
ser que inter relaciona-se com os homens (Pv 1.20-33; 8.1-36; 9.1-6,13,18).
A íntima correspondência entre as atividades da
sabedoria no livro de Provérbios, e as atividades de Yahweh em todo o AT, é
algo deveras notável, o clamor da sabedoria. A sabedoria derrama o Espírito
(Pv.1.23).
Deus chama, mas Israel não responde (Pv
1.24-26). O Espírito de Deus é a sabedoria (Pv 8.13; Is 11.2). A sabedoria
promove justiça (Pv 8.15,16; Is 11.3-5). A sabedoria prepara o seu banquete (Pv
9.5).
A vida doméstica é um assunto frequentemente
mencionado no livro dos Provérbios (Pv 18.22; 21.9,19; 27.15,16; 31.30). As
relações entre pais e filhos (Pv 10.1; 17.21,25; 19.18,24; 22.24; 25.17). O
livro de Provérbios apresenta pelo menos quatro tipos de loucos ou tolo:
O primeiro deles é o tolo simples que pode ser
ensinado (Pv 1. 4,22; 7.7,8; 21.11). O segundo tipo de insensato é o insensato imperdenido (Pv 1.7; 10.23; 17.10; 20.3; 27.22). O terceiro tipo é o tolo
arrogante (Pv 3.34; 21.24; 22.10; 29.8). O quarto louco é o brutal – aborrece a
decência e a boa ordem (Pv 17.21; 26.3; 30.22; Sl 14.1).
4. O
propósito da sabedoria. Os seis
primeiros versículos de Provérbios mostram com muita clareza que o propósito do
livro é o cultivo dos valores éticos e morais (Pv 1.1-6). O livro de Provérbios
é rico em ilustrações sobre o comportamento humano e sem dúvida procura
trabalhar o caráter do homem. As amostras de comportamento que se espalha
diante de nossas vistas são equilatadas. Todas elas, por um único critério que
poderia ser resumido na pergunta: Isso é sabedoria?
Em qualquer coisa bem feita a sabedoria deixa a
sua assinatura. “O temor do Senhor é o
princípio da sabedoria” (Pv 1.7). Ao escrever este livro os valores
espirituais também estavam na mente de Salomão. Em Eclesiastes, Salomão nos
mostra que nenhuma moral social se firma se não tiverem valores morais e
espirituais como princípio. Jesus fez amplo uso dos ensinos de Provérbios na
sua doutrinação prática.
Muitas das suas parábolas estão calcadas em seus
ensinos. Por exemplo: A parábola dos primeiros lugares quando convidados para
banquete, está firmemente relacionado com Pv. 25.6,7 onde se lê: “Não te glories no meio dos reis nem te
ponha no meio dos grandes, porque melhor
é que te digam: sobe para aqui, do que seres humilhado diante do príncipe”.
A parábola do rico insensato está retratada em
Pv 27. Jesus em sua conversa com Nicodemos, parece, que copiou a palavra de
Agur, filho de Jaque (Pv 30.4). E quando se refere ao povo, dizendo que a
sabedoria é justificada por seus filhos está citando Provérbios no seu todo.
IV – CONCLUSÃO
Provérbios é dividido em quatro livro:
Primeiro livro: 1.1 – 9.18, que contém dezesseis discursos extensos de
admoestações, advertências e instruções, incluindo dois poemas que personificam
a sabedoria (1.20-23 e 8.1-36).
Segundo livro: 10.1 – 22.16, intitulado Provérbios de Salomão, pleno de
máximas expressivas sob a forma de linhas poéticas paralelas que tratam das
virtudes, dos vícios e de suas consequências.
Terceiro livro: 22.17 – 24.22, que são as admoestações de um professor a
seu aluno, chamado de seu filho. A principal ideia é o treinamento pela
responsabilidade.
Quarto livro: 25.1 – 29.27, também chamado Provérbios de Salomão e com
tipo similar de material, conforme se vê no segundo livro.
Podendo ser encontrado ainda uma série de apêndices que podem ser
identificados em trechos como Pv 30.1-9; 30.10-33; 31.10.31. A passagem de Pv
24.23,34 é considerada o primeiro desses apêndices, por isso, acredita-se que
podem ser encontrados cinco apêndices em Provérbios.
A leitura sapiencial representada no livro de
Provérbios e Eclesiastes, revela que o temor do Senhor é o fundamento de todo o
saber. Ninguém pode ser considerado sábio de fato, se os seus conselhos não
revelam princípios do saber divino. Um sábio não é alguém dotado apenas de
muita informação ou inteligência, mas alguém que aprendeu que o temor do Senhor
é a base de toda a moral social.
Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 4º.
Trimestre 2013 – (Comentarista: Pr. José Gonçalves).
Bíblia de Estudo Pentecostal –
CPAD
DAVIS, John. Novo Dicionário da
Bíblia – Ampliado e Atualizado. São Paulo 2005 – 1ª Edição. Editora
Hagnos.
GONÇALVES, José. Sábios conselhos
para um viver vitorioso – Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Rio
de janeiro, 2013, 1ª. Edição
CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento
Interpretado Versículo por Versículo. V.4.
GRONIGEN. Gerard Van. Criação e
Consumação. Volume III – O Reino, A Aliança e o Mediador. São Paulo, 2008.
Editora Cultura Cristã.
LAN, Dong Yu. Cântico dos Cânticos –
Os oito estágios do crescimento espiritual. São Paulo, 1996. Editora Árvore da
Vida.
SILVA. Severino Pedro. A igreja e as
sete colunas da Sabedoria. Rio de Janeiro, 2010. Editora CPAD.
Bíblias de Estudo Almeida.
Bíblia de Estudo de Genebra.
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
O Sacrifício que Agrada a Deus - Lição 13 - 3º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 29.09.2013
Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
Texto da Lição: Filipenses 4.14-23
I - OBJETIVOS
DE APRENDIZAGEM:
1.
Compreender como foi a
participação da igreja de Filipos nas tribulações de Paulo.
2.
Explicar o ato de reminiscência entre Paulo e os
filipenses.
3.
Analisar a oblação e a generosidade dos filipenses.
II - INTRODUÇÃO
A
palavra oblação na cultura religiosa judaica, faz parte dos vários tipos de
ofertas que existiam em alguns atos rituais e litúrgicos na relação do povo de
Israel para com Deus. Cada oferta tinha sua finalidade e a sua importância na
liturgia judaica.
Havia dois tipos de ofertas: As ofertas expiatórias e as
ofertas de consagração. As ofertas expiatórias eram identificadas como ofertas
pelo pecado (Lv 4. 1-35; 6.24-30) e oferta pela culpa (Lev 5. 14-16; 7.1-7).
As
ofertas de consagração eram identificadas como holocausto “aquilo que sobe” –
que significava a entrega total da pessoa a Deus, em que o animal não podia ser
partido (Lv 1.3-17; 6.8-13), e as ofertas de manjares – oblação.
Esse termo no latim
é oblato, “algo oferecido”. Designava
a oferta oferecida ao Senhor, tanto o que era movido quanto o que era derramado
no altar (Lv 2.4; Nm 15.7-10).
Nas Escrituras
aparecem as palavras hebraicas: gorban,
referindo-se à oferta apresentada (Lv 2.4,7,9,10) e terumah, que significa mover. Refere-se a algo tirado de alguém
para ser oferecido a Deus, para manutenção do santuário e dos ministros (Is 40.20;
Ez 44.30; 45.1) e massekah –
derramamento, uma libação, referindo-se ao azeite, ao leite, a água, ao mel e
ao vinho, que eram derramados como ofertas.
III – DESENVOLVIMENTO
1. A participação da igreja nas tribulações de Paulo (Fp 4.14). – Paulo disse aos filipenses: “Fizestes
bem (v.14). Ele estava não só elogiando, mas interpretando o gesto amoroso dos
filipenses como a participação em suas aflições. No texto grego, a expressão é Kalospoiein, que significa “vós agistes
bem”.
A participação dos filipenses nas suas tribulações segundo o sentimento
do coração de Paulo era um dos modos ou uma das formas de Deus agir em seu
favor a fim de fortalecê-lo. Era, também, uma demonstração da obra regeneradora
do Espírito Santo na vida dos irmãos.
O que Paulo queria passar para os irmãos em
Filipos era que em sua penúria material ele não se sentia pobre, e na abundância,
ele usufruía daquilo que Deus dava de consciência tranquila.
Paulo não apenas
aprendeu a não levar em conta as circunstâncias adversas, os apetites e desejos
naturais, porque podia dizer: “Posso
todas as coisas naquele que me fortalece”.
No v.15, Paulo declara que, provavelmente, doze
anos atrás, no início da obra em Filipos e em toda Ásia Menor, nenhuma igreja
da Macedônia o ajudou com qualquer donativo para sustentá-lo. Somente a igreja
de Filipos teve a iniciativa de ajudá-lo e, por isso, ele era agradecido a Deus
e aos filipenses.
O compartilhamento da igreja no sustento de seus
obreiros implica contribuir para a causa de Cristo. Era uma demonstração de
maturidade espiritual da igreja, e não uma imposição para que as pessoas o
sustentasse.
Paulo sabia que havia entre os irmãos os recalcitrantes e fracos
na fé que sempre interpretavam e julgavam seu ministério de forma maldosa. Entretanto, ele não levava em conta essas oposições,
uma vez que tantos outros eram fiéis, leais e entendiam o seu ministério.
Os
filipenses viam o ministério de Paulo como uma santa oblação para suas vidas. Por
isso, cooperavam em tudo que podiam. Era, de fato, uma prática demonstrada
desde os dias da igreja pós Pentecostes. E, agora, a igreja de Filipos fazia o
mesmo com muito amor e consideração ao apóstolo (At 4.42-47).
2. Reminiscência: Ato de dar e receber (Fp 4.15-17). – Em relação à liderança,
deve haver todo cuidado com as tentações das dádivas e do dinheiro e, nesse
sentido, Paulo era cuidadoso.
Os servos de Deus que pregam e ensinam nas
igrejas, e que dependem das ofertas para o seu sustento, ou mesmo os que
pastoreiam igrejas e/ou aqueles que exercem o ministério da Palavra com itinerância,
precisam ter cuidado com o amor ao dinheiro.
O sábio Salomão declarou: “O que amar o dinheiro nunca se fartará dele”
(Ec 5.10). E Paulo adverte que o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de
males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmo
com muitas dores (1Tm 6.10).
As igrejas devem respeitar e amar os que vivem
apenas do ministério, mas estes não
devem permitir que o dinheiro os escravizem e se tornem senhor de suas vidas. O
dar e receber está dentro do contexto da mordomia cristã que une trabalho e
recompensa com a finalidade de colocar o Reino de Deus em primeiro lugar.
É preciso haver um total desprendimento material daqueles
que servem na obra de Deus. Os crentes filipenses sentiam comunhão com Paulo,
em sua aflição comum. Sentiam a tensão da situação do aspóstolo e fizeram o que
estava ao seu alcance, como se eles mesmos estivesse afligido.
Essa é a indicação do verbo aqui usado, sunkoinoneo, que quer dizer associar-se
com, compartilhar, ser sócio em. Na forma nominal, essa palavra era usada para
indicar os colegas obreiros nas lides do evangelho.
Paulo afirma que os crentes
filipenses compartilharam com a sua aflição. Os crentes filipenses haviam
demonstrado a regra da preocupação fraternal, a lei do amor, o princípio
normativo da família de Deus.
As ofertas às missões deveriam ser encaradas sob
esse prisma; e é uma afirmativa geral verdadeira que quando Deus toma conta de
nossos corações, também conquista nosso bolso.
Aqueles que assim contribuem fazem bem; e nenhuma
dádiva dessa natureza deixará de ser reconhecida e recompensada por Deus,
porquanto até mesmo um copo de água fria e dado em seu nome, não deixará de
receber galardão, segundo se apreende em Mt.10.42
– “E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes
pequeninos, em nome de discípulo, em verdade vos digo, que de modo algum perderá
o seu galardão”.
3. A oblação de amor e saudações finais – Oblação de modo mais explícito já sabemos que
se trata de uma palavra típica da vida religiosa dos judeus nos tempos do AT. Vários
tipos de ofertas faziam parte do sistema sacrificial dos filhos de Israel em
suas peregrinações no deserto e posteriormente em Canaã.
Esta palavra está contida no contexto da expressão
“cheiro de suavidade e sacrifício agradável” (v.!8). O sentido da palavra é: “dádiva,
oferta” que se oferecia nos atos de entrega a Deus, conforme já mencionamos
anteriormente – oferta de consagração.
Portanto, entre todos os tipos de ofertas
do sistema sacrificial, a oblação é a oferta de algo comestível. Fruto da
gratidão pelas provisões materiais da parte de Deus ao seu povo.
Essas ofertas não eram queimadas nem podiam ser
comidas “aleatoriamente”. Paulo usa a expressões do culto a Deus e diz que a
oferta dos filipenses era cheiro suave, como sacrifício agradável a Deus.
A expressão cheiro suave encontramos
repetidamente no AT, a começar pelo sacrifício de Noé depois que a arca pousou
num dos montes de Ararat (Gn 8.210,21). O texto de Gênesis diz: O Senhor
cheirou o suave cheiro do sacrifício que Noé lhe ofereceu.
Na mensagem de Paulo, a dádiva dos filipenses
exalava um aroma suave, como um sacrifício aceitável e aprazível a Deus (Ex 29.18;
Gn 4.4). Ele entendia, como uma prática de justiça e misericórdia, como sendo
um sacrifício agradável ao Senhor. No NT, Cristo é o sacrifício pelos pecados do
mundo e é a oblação de cheiro suave como oferta a Deus (Ef 5.2).
A atitude dos filipenses era vista por Paulo como
se fosse uma oferta de manjares oferecida a Deus que exalava um cheiro suave diante
do Senhor. A igreja em Filipos não tinha muitos recursos financeiros.
Por isso,
a sua contribuição envolvia sacrifício e muito amor. Era uma igreja que dava não
do que sobrava, mas fazia além do que tinha e o fazia com um sentimento de amor
ao Senhor Jesus e ao seu pastor.
O apóstolo Paulo estava feliz pela generosidade
dos filipenses e declara que aquela atitude de amor da parte deles lhes seria
uma porta aberta para as suas vidas com todas as bênção e riquezas materiais e
espirituais.
Paulo lembra aos filipenses de que a sua atitude
magnânima para com ele era o fruto do verdadeiro doador de todas as coisas, que
é o Senhor por quem somos abençoados e a quem fazemos as coisas por gratidão
(v.19) – “O meu Deus, segundo as suas
riquezas, suprirá todas as vossdas necessidades em glória por Cristo Jesus”.
IV – CONCLUSÃO
O pensamento de Paulo, de que fora gentilmente
auxiliado pelos crentes de Filipos, e que o rico suprimento de Deus visa todos
os seus filhos, levou-o a irromper nessa doxologia a Deus, como nosso Pai.
“Ora, a nosso Deus e Pai seja dada glória
pelos séculos dos séculos. Amém” (Fp 4.20). Em Rm 8.15 o apóstolo Paulo declarou
aos irmãos que eles não haviam recebido o espírito de escravidão para que
pudessem estar outra vez em temor e afirmava:
"Mas recebestes o espírito de adoção
de filhos pelo qual clamamos: aba, Pai".
Na epístola aos Efésios a ideia da paternidade de Deus é constantemente
reiterada; pois aquela epístola, acima de qualquer outro livro do NT,
mostra-nos as riquezas da glória de Deus como nosso Pai, outorga a seus filhos
transformando os remidos segundo a imagem de Cristo.
As doxologias são empregadas nas Escrituras a fim
de salientar ou enfatizar as mensagens faladas ou a serem ditas, atribuindo
louvor a Deus, em face das bênçãos que foram ou serão descritas.
O apóstolo
Paulo conclue a epístiola com uma saudação a todos os santos em Cristo e
encerra a sua carta com a tradicional saudação: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com vós todos”.
Consultas:
Lições
Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Pr. Elienai Cabral).
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
DAVIS,
John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. São Paulo 2005 – 1ª
Edição. Editora Hagnos.
RICHARDS,
Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2007
CABRAL.
Elienai, Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de
Janeiro 2013. 1ª. Edição. CPAD
CHAMPLIN.
R. N.Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos.
CHAMPLIN.
R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. V.1 –Uma abordagem
científica à crença na alma e em sua sobrevivência ante a morte física e V. 5 –
Carta aos filipenses - Editora Hagnos.
LEWIS, Sperry Chafer.
Teologia Sistemática – Vl.1,2 –São Paulo 2008.
2ª. Ed. Editora Hagnus
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
A Reciprocidade do Amor Cristão - Lição 12 - 3º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 22.09.2013
Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
Texto da Lição: Filipenses 4.10-13
I - OBJETIVOS
DE APRENDIZAGEM:
1.
Saber que as dádivas dos filipenses era resultado da
providência divina.
2.
Compreender que o cristão tem contentamento de Cristo em
qualquer situação.
3.
Explicar a respeito da principal fonte de contentamento
do cristão.
II - INTRODUÇÃO
Reciprocidade é um
sentimento de correspondência, de intenções ou ações entre duas pessoas ou
entre dois grupos. Neste contexto reciprocidade representa manifestação amorosa
dos cristãos filipenses para com o apóstolo Paulo. Essa reciprocidade deve ser
típica da vida da igreja cujos interesses são comuns a todos (At 2.42-47).
O apóstolo Paulo
inspirado pelo Espírito Santo, escreveu na carta aos Coríntios que; “O amor é sofredor, é benigno; que o amor não
é invejoso, o amor não trata com leviandade, o amor não se ensoberbece, o amor
não se porta com indecência, o amor não busca os seus interesses, o amor não se
irrita, o amor não suspeita mal; o amor não folga com a injustiça, mas o amor
folga com a verdade; o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”
(1Co 13.4-7).
Nesta lição o apóstolo
Paulo expressa sua gratidão aos filipenses pela sua generosidade para com ele.
Os crentes filipenses se tinham mostrados generosos em seu apoio financeiro,
reconhecendo as necessidades de Paulo e as crises de toda a ordem pelas quais
ele passava.
Eles queriam aliviar pelo menos suas dificuldades financeiras, e
até onde isso lhe fosse possível, pelo que lhe tinham enviado dinheiro em
diversas ocasiões.
Ora, neste ponto o
apóstolo Paulo faz uma pausa a fim de agradecer a essas doações. A última
ocasião em que os filipenses tinha enviado auxílio financeiro a Paulo foi
quando da vinda de Epafrodite, o qual agora retornaria a eles como portador da
presente epístola, bem como o seu representante, autorizado a corrigir alguns
problemas que afligiam aquela comunidade cristã.
Ordinariamente Paulo não
recebia doações das igrejas que fundava, não apenas para dar exemplo de tal
parcimônia a outros, mas provavelmente porque não queria que seu serviço prestado
à causa de Cristo desse a impressão de ser visto a troco de uma cobrança.
Estava muito mais interessado em prestar seus serviços gratuitamente, posto
que, antes de sua conversão a Cristo havia perseguido à igreja do Senhor.
Por exemplo, no caso da
igreja de Corinto, sob hipótese alguma aceitou doações da mesma, visto que
alguns de seus membros o tinham criticado concernente a essa questão, ao passo
que outros, mui provavelmente, tinham dito que ele trabalhava no evangelho a
fim de ter uma vida financeira abastada. Nessas críticas, realmente havia um
ataque contra o seu próprio apostolado.
III – DESENVOLVIMENTO
1. As
ofertas dos filipenses como providência divina – Muito me regozijei no Senhor, foi a forma como o apóstolo Paulo se
dirigiu a igreja de Filipos para demonstrar que ele suportava as privações da
prisão em Roma com uma atitude de gratidão a Deus, o qual lhe proporcionava
grande alegria no seu espírito.
O gozo do Senhor na alma e no espírito é o
nutriente que fortalece o crente: espiritual, moral e material quando estamos
limitados e privados de conforto no nosso cotidiano.
Todo crente em Cristo deve
estar consciente da presença imanente do Espírito Santo em todas as
circunstâncias da sua vida. Já haviam se passado alguns anos desde a ultima
oferta enviada a Paulo pelos filipenses.
Ele agradecia a Deus pelo suprimento feito pela
igreja para ajudá-lo nas suas necessidades. O apóstolo se lembrava da primeira
oferta quando esteve em Tessalônica e foi agraciado pelo amor daqueles irmãos
(Fp 4.15,16).
Nessa carta, o apóstolo Paulo agradece pela surpresa agradável da
segundo oferta enviada para ele, exatamente quando estava preso em Roma. Ele
agradece e se regozija pela lembrança dos irmãos. Foi por esse amor demonstrado
para com ele que ele declara: “muito me regozijei no Senhor” (v.10).
Ele estava
declarando que a oferta dos filipenses era o fruto da providência divina e da
reciprocidade quando lhes pregou o evangelho em Filipo. Ele coloca a
providência de Deus acima de qualquer sentimento porque entendia que era o
Senhor quem inspirava esse amor demonstrado para com ele pelos filipenses.
A igreja de Filipos fora fundada por Paulo
enfrentando muita oposição, perseguição, prisão e muito sofrimento. Agora a
igreja demonstrava sua gratidão ao apóstolo cuidando dele e ajudando-o nas suas
necessidades.
Esse cuidado da igreja tinha um caráter espiritual, pois o que
importava nessa ação da igreja era a sua motivação. Essa reciprocidade foi
manifesta no reconhecimento da igreja de Filipos e a necessidade do apóstolo.
Essa reciprocidade envolvia o dar e receber entre ambos (1Co 9.11; Rm 15.27).
2. O
contentamento em Cristo em qualquer situação – O apóstolo Paulo nos dá uma grande lição quando diz: “aprendi a contentar-me com o que tenho”
(v.11). O ideal que dominava o coração do apóstolo era pregar o evangelho em
toda parte.
Nada para ele era mais importante do que pregar o evangelho.
Nenhuma circunstâncias negativa, nenhuma dificuldade financeira, absolutamente
nada, roubaria a visão missionária do apóstolo.
Ele não se angustiava por causa
das condições material e social que estava vivendo. Em tudo isso ele conseguia
tirar forças para prosseguir no seu ministério (Hb 11.34). Ele vivia contente
com a própria suficiência em Cristo.
Ele sabia que o descontentamento é como uma planta má
que faz brotar a avareza e o roubo (Hb 13.5,6; Lc 3.14). E não deixava que as
preocupações com as coisas materiais o sufocasse. Por isso o apóstolo afirma: “já aprendi a contentar-me com o que tenho”.
O foco de sua vida era a pregação do evangelho. Ele não se prendia a nenhuma
circunstância externa. Precisava de donativos para poder manter-se, mas
contentava-se com o que tinha.
Ele satisfazia-se com a convicção de que Cristo
lhe era plenamente suficiente, daí ele poder afirmar: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13).
A Bíblia nos mostra que o descontentamento gera
avareza. E o autor da carta aos Hebreus diz: “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes;
porque ele disse: não te deixarei, nem te desampararei. E, assim com confiança
ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o
homem” (Hb 13.5,6).
Jesus ensinou o risco que corre aqueles que se
preocupam com as coisas materiais quando diz: “Não andeis cuidadosos quanto a vossa vida, pelo que haveis de comer ou
haveis de beber, nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a
vida mais do que o mantimento e o corpo, mais do que a vestimenta?” (Mt
5.26).
Nosso contentamento não deve ser confundido com
comodismo, mas deve ser expresso com atitude de reconhecimento pela suficiência
que só Cristo pode nos dar. Quando o apóstolo Paulo afirmava que podia
contentar-se com o que tinha (Fp.4.11).
Ele estava refutando a filosofia dos
estoicos, que davam valor excessivo à virtude da auto-suficiência, ou de
independência externa.
Essa filosofia sustentava que o homem deve se
abastar-se a si mesmo e contentar-se inteiramente com todas as coisas que lhe
sobrevêm. Mas paulo refuta essa filosofia declarando-se auto dependente da
providência divina.
Seu contentamento baseava-se no fato de que Deus cuida de
seus servos e os ensina a viver de forma inteligente e confiante nele. Ao
escrever aos Corintos Paulo afirma: “Não
que sejamos capazes por nós de pensar alguma coisa como de nós mesmos: mas a
nossa capacidade vem de Deus” (2Co 3.5).
3. A principal
fonte do contentamento – A vida cristã se baseia em
convicções firmes. Quando o apóstolo Paulo declara “sei”, referia-se à certeza
absoluta de que Deus lhe provia todas as necessidades, físicas, materiais,
emocionais e espirituais.
Paulo experimentou pobreza várias vezes e aceitava
esse estado de vida como privilégio de ser humilhado como Cristo foi humilhado.
O ter e o não ter, ter abundância e ter falta de coisas de primeira
necessidade, não fazia com que o apóstolo perdesse a paciência e o alvo maior
de sua vida, que era o de cumprir o desígnio de Cristo no mundo.
O apóstolo Paulo não tinha nenhuma dificuldade para
compreender qualquer situação negativa. Sua experiência com Cristo era
sufuciente para ter fé absoluta no cuidado de Deus.
O apóstolo Paulo ilustra o
aprendizado a que se submeteu envolvendo todo tipo de sofrimento físico material e até espiritual. Mas sem perder a confiança de que valia a pena sofrer tudo
isso por amor ao Senhor Jesus Cristo.
Como afirma o escritor aos Hebreus “porque ainda que era filho, aprendeu a
obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a
causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem” (Hb 5.8,9).
Depois de abrir o coração e expor à igreja os
sofrimentos que ele e outros apóstolos haviam passado, e ainda padeciam
privações e sofrimentos físicos, conclui de modo triunfal a principal fonte do
seu contentamento: “Posso todas as coisas
naquele que me fortalece”.
Com este versículo Paulo nos ensina que em
Cristo está toda a suficiência do crente. Ele não está ensinando que os servos
de Cristo precisam sofrer e suportar as viviscitudes da vida.
Ele está dizendo
que essas dificuldades são inevitáveis, mas que o segredo da vitória está na
autodisciplina, no autocontrole do cristão e do obreiro na batalha da vida
cristã. Aquele que deixa tudo para trás e olha somente para Cristo (Fp 13,14).
IV –
CONCLUSÃO
A igreja tem a obrigação de cuidar de seus obreiros.
Quando a igreja em Filipos ainda não tinha uma estrutura organizacional nem
condições de se autosustentar, não deixou de fazer o que era possível para
executar a obra de Deus.
Em nossos tempos modernos não se justifica que uma
igreja local que tenha uma estrutura material e financeira não faça a obra
missionária; e deixe seus obreiros sofrendo privações.
Este é o princípio
bíblico que deve nortear a igreja no sentido de sustentar seus ministros. Porque
diz as Escrituras: “Não ligarás a boca do
boi que debulha. E digno é o obreiro de seu salário” (1Tm 5.18).
Para isso,
a igreja deve organizar um sistema financeiro equilibrado para a manutenção da
vida eclesiástica. Nenhum obreiro pode fazer da missão pastoral um modo de
ganhar dinheiro.
A igreja deve assumir a responsabilidade de dar o
sustento necessário para que seus pastores possam efetuar as atividades
eclesiásticas que lhes são confiadas, vivam bem e possam realizar a obra de
Deus sem ficarem restritos à falta de recursos para o seu bem estar social e de
sua família.
Paulo sofreu com a falta de sensibilidade da igreja
de Corintos, que deixou de pagar-lhe o que lhe era devido. Por outro lado a
igreja de Filipos não deixou de cuidar do sustento do seu pastor (2Co 8.8,9;
12.13).
Consultas:
Lições
Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Pr. Elienai Cabral).
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
LUTERO.
Martinho. Nascido Escravo. São Paulo 2007 – 2ª Edição em Português. Edit. Fiel
RICHARDS,
Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2007
CABRAL.
Elienai, Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de
Janeiro 2013. 1ª. Edição. CPAD
CHAMPLIN.
R. N.Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos.
CHAMPLIN.
R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. V.’1 –Uma abordagem
científica à crença na alma e em sua sobrevivência ante a morte física e V. 5 –
Carta aos filipenses - Editora Hagnos.
STRINE,
Hildomar Campostrini. O homem de Adão a cristo. Rio de Janeiro, 1995 – Edição do Autor. EBAR Editora
CAMPOS, Heber Carlos
de. A União das Duas Naturezas do Redentor. São Paulo, 2004 – 1ª. Ed. Edit.
Cultura Cristã.
CAMPOS, Heber Carlos
de. A Pessoa de Cristo - As Duas Naturezas do Redentor. São Paulo, 2004 – 1ª.
Ed. Edit. Cultura Cristã.
LEWIS, Sperry Chafer.
Teologia Sistemática – Vl.1,2 –São Paulo 2008.
2ª. Ed. Editora Hagnus
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Uma Vida Cristã Equilibrada - Lição 11 - 3º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 15.09.2013
Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
Texto da Lição: Filipenses 4.5-9
I - OBJETIVOS
DE APRENDIZAGEM:
1.
Conscientizar-se a respeito da excelência da
mente cristã.
2.
Compreender o que deve ocupar a mente do cristão.
3.
Analisar a conduta de Paulo como modelo.
II - INTRODUÇÃO
O crente não deve se
deixar assaltar por ansiedades e dúvidas a respeito de qualquer coisa e não
deve fazer nada em excesso, mas deve exercer a moderação, para que todos os
homens percebam o espírito moderado que há nele. “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições
sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas com ações de
graças” (Fp 4.6).
No original grego temos
para moderação o termo “eiekes”, que
significa clemência, gentileza, graciosidade e complacência. Podendo também
significar autocontrole ou restrição paciente.
Não devemos ansiar por
coisa alguma porque a Vinda do Senhor está próxima, havendo ainda à nossa
disposição o recurso da oração, que é um poder criativo, que pode alterar os
acontecimentos e conferir-nos forças para enfrentar as adversidades (Ef 6.18).
Por meio da oração, a
força espiritual se faz presente, porquanto põe à nossa disposição o mesmo Senhor
que em breve voltará. A oração contínua serve de salva guarda contra toda e
qualquer ansiedade, e Paulo a descreve em uma sentença comprimida, falando
sobre a natureza da oração autêntica.
Antes de tudo, envolve a
atitude de esperar em Deus; em seguida, indica que, em nossa debilidade,
rogamos a sua ajuda; e finalmente, fica esclarecido que devemos deixar bem
claro aquilo que queremos da parte de Deus, confiando que ele nos atenderá os
pedidos. A oração serve de elemento disciplinador e de determinador da vontade
de Deus.
III – DESENVOLVIMENTO
1. A excelência
da mente cristã – A alma possui três funções:
1. A
mente – que é a sede do pensamento.
É ela que nos dá condições de conhecer, pensar, imaginar, lembrar e entender. O
intelecto, a sabedoria, a inteligência e o raciocínio humanos, pertencem a
mente. De modo geral a mente é o cérebro. A mente exerce um importante papel na
vida humana porque o pensamento influencia a ação.
2. A
vontade ou volição – que é a
faculdade que permite ao homem tomar decisões; querer ou não querer, escolher
ou não escolher, são operações típicas da vontade. Ela é o leme que nos permite
navegar pelo mar da vida. Alguém já disse que a vontade é o nosso verdadeiro
ego.
A ação da vontade é nossa própria ação. O homem
precisa submeter sua vontade à soberania de Deus para que a ação do Espírito Santo
em sua vida posso levá-lo ao arrependimento para a vida (At.11.18).
3. A emoção – A nossa emoção produz alegria, felicidade,
animação, agitação, júbilo, estímulo, desalento, tristeza, pesar, melancolia,
lamento, abatimento, ansiedade, zelo, frieza, afeição, aspirações, ambição,
compaixão, bondade, preferência, interesse, expectação, orgulho, temor,
remorso, ódio.
A mente é o órgão que nos leva a pensar e
relacionar. A vontade é o órgão da nossa escolha e decisões, tudo mais, brota
da emoção. O sentimento abrange uma área tão vasta da nossa existência, que a
maior parte das ações carnais pertence a área da emoção. A vida emocional do
homem é bastante ampla e por isso altamente complicada. A Palavra de Deus
exorta-nos a preenchermos a nossa mente com aquilo que gera vida e maturidade
espiritual, pois nós temos a mente de Cristo (1Co 2.16).
Alguns especialistas resumem todas as expressões da
emoção em três grupos: afeição, desejo e sentimento. Esses três grupos cobrem
os três aspectos da emoção. Andar no caminho espiritual significa vencer os
três aspectos da emoção. (Gl 5.16,17; Rm 8.1-17).
2. O
que deve ocupar a mente do cristão – (Fp
4.7,8). A fim de que tenhamos uma melhor compreensão do v.8 precisamos conhecer
a ideia de segurança e estímulo do v.7 que diz: “E a paz de Deus que excede todo entendimento, guardará os vossos
corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”.
Essa afirmação do apóstolo Paulo une coração e
mente. O coração, nessa passagem, é apresentado de forma metafórica porque o
coração é entendido como o centro das motivações da mente, da vontade e das
emoções de uma pessoa (Pv 4.23) – “Sobre
tudo que se deve guardar, guarda o teu coração porque dele procede as saídas da
vida”.
Jesus repreendendo aos fariseus sobre a tradição dos
anciãos deixa registrado em Mc 7.21.22 – “Porque
do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as
prostituições, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a
dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura”.
A mente é a sede do raciocínio e do entendimento. Da
vontade da pessoa advém as decisões e dos sentimentos, todas as emoções da vida
pessoal. Paulo ensinou aos filipenses que Deus guardará nossos corações e
nossos sentimentos para que sejam motivados por coisas boas. A paz de Deus é
como um muro de proteção e como uma torre de vigia que avisa à nossa mente
contra inimigos externos que são os maus pensamentos.
Mas, os pensamentos alimentados por uma mente cristã
tem coisas boas. Essas coisas boas se manifestam pelo menos em seis qualidades
ou virtudes relacionadas em Fp 4.8, as quais devem ocupar a mente do crente e
ser praticadas em seu viver diário a fim de que ele tenha paz com Deus.
Os filósofos costumam dizer que o homem é aquilo que
ele pensa. Devemos fechar a nossa mente para tudo que é vil e pernicioso e
devemos abrir os portais da nossa mente para tudo o que é justo – “Quanto ao mais, irmãos, tudo que é
verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o
que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum
louvor, nisso pensai” (Fp 4.8).
A expressão verdadeiro conforme está escrito no
grego bíblico como “alethe”, que
significa verdade e se opõe a tudo que é falso, e que é irreal e ao que não
contém substância. Vivemos em um mundo de mentiras que influencia a vida da
humanidade. O papel do cristão é não só proclamar a verdade, mas viver a
verdade no seu cotidiano.
A palavra honestidade da língua grega do NT tem três
termos: “Kalos” que significa aquilo
que é excelente e nesse sentido, bom. “Semnos” que significa aquilo que é venerável
e honrável. O terceiro termo grego é “euschemonos”
que significa decente, decoroso. Na língua grega a palavra justo é “dikaios” que significa praticar as
coisas certas e retas e também fazer tudo aquilo que não prejudique o seu irmão
ou o seu próximo.
Pureza – implica limpeza, algo não contaminado ou
poluído. No grego do NT a palavra puro advém de “hagnus”. Essa palavra grega sugere e descreve aquilo que é
moralmente puro e livre de sujeiras ou de manchas. Amável é tudo aquilo que se
pode amar para sermos dignos de sermos amados por aquele que nos amou com amor
profundo (Jo 3.16).
As coisas amáveis são coisas que atraem e causam
prazer a todas as pessoas. Significa pensar naquilo que promove amor fraternal
e amizade. O termo boa fama, aparece no grego bíblico como “euphemos”, um adjetivo que sugere um
sentido ativo de falar bem de. Virtude refere-se à excelência, bondade moral e
ética, que rejeite qualquer inversão de valores. As coisas excelentes são
coisas elevadas e deve permear a mente do cristão. No mundo em que vivemos
percebe-se a falta de virtudes que empobrecem a vida moral e espiritual. O
cristão tem por obrigação demonstrar para o mundo a excelência de seu modo de
viver e pensar.
3. A
conduta de Paulo como modelo – “O que também aprendestes, e recebestes, e ouviste, e vistes em mim, isso
praticai, e o Deus de paz seja convosco (Fp 4.9). Nesse versículo de maneira
enfática, Paulo se apresenta uma vez mais como exemplo a ser seguido (Fp 3.17;
1Co 11.1).
Quando alguém se torna seguidor do exemplo de Paulo
torna-se também seguidor do exemplo de Jesus Cristo. Isso porque o apóstolo dos
gentios ensinava preceitos verazes, vivendo-os pessoalmente, de modo que
ninguém podia culpar-se de não haver compreendido as exigências cristãs de
ordem moral em contraste com aquilo que os cristãos primitivos estavam
acostumados a ver no paganismo.
A expressão “paz com Deus” não está em foco apenas a
calma e a tranquilidade, mas também a paz interior devido a reconciliação com
Deus e com os outros homens que também foram assim reconciliados com o Senhor.
Esse senso de bem estar, baseado na realidade do bem estar da alma, vem da
parte de Deus.
IV –
CONCLUSÃO
Na batalha da mente o ser humano recebe muitas
impressões exteriores, tanto no campo científico quanto no campo espiritual. O
cristão, na sua conversão, recebe uma limpeza total dos antigos pensamentos do
homem natural e carnal. Mas o cristão regenerado não está imune aos ataques do
mundo espiritual na sua mente (2Co 5.17) “Assim
que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram;
eis que tudo se fez novo”.
Satanás procura romper a proteção de nossas mentes
com pensamentos fúteis e carnais para que não pensemos nas coisas que são de
cima, isto é, do céu.
Paulo exortou aos colossenses: “Pensai nas coisas que são de cima e não nas que são da terra” (Cl
3.2). Nossa mente absorve muitas coisas do que se vê e ouve, e do que se faz no
dia a dia. Por isso, precisamos ter controle sobre a nossa mente. Mentes
ocupadas por pensamentos maus produzem coisas más. Porém, mentes ocupadas com
coisas boas produzem coisas boas.
Consultas:
Lições
Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Pr. Elienai Cabral).
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
LUTERO.
Martinho. Nascido Escravo. São Paulo 2007 – 2ª Edição em Português. Edit. Fiel
RICHARDS,
Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de
Janeiro: CPAD, 2007
CABRAL.
Elienai, Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de
Janeiro 2013. 1ª. Edição. CPAD
CHAMPLIN.
R. N.Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos.
CHAMPLIN.
R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. V.’1 –Uma abordagem
científica à crença na alma e em sua sobrevivência ante a morte física e V. 5 –
Carta aos filipenses - Editora Hagnos.
STRINE,
Hildomar Campostrini. O homem de Adão a cristo. Rio de Janeiro, 1995 – Edição do Autor. EBAR Editora
CAMPOS, Heber Carlos
de. A União das Duas Naturezas do Redentor. São Paulo, 2004 – 1ª. Ed. Edit.
Cultura Cristã.
CAMPOS, Heber Carlos
de. A Pessoa de Cristo - As Duas Naturezas do Redentor. São Paulo, 2004 – 1ª.
Ed. Edit. Cultura Cristã.
LEWIS, Sperry Chafer.
Teologia Sistemática – Vl.1,2 –São Paulo 2008.
2ª. Ed. Editora Hagnus
Assinar:
Postagens (Atom)
