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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Poema para uma Amiga Centenária - Lica


Da Missionária Laudicéa para Irmã Lica

Parabéns amiga quase Centenária – Você é um presente de Deus para mim e para todos da 2iba

Em breve festejaremos com muita alegria o seu Centenário

Alongar a juventude é desejo de todos, viver uma velhice alegre e saudável é sabedoria de poucos.
Nos seus 93 anos juntos compartilhamos este poema para sua alegria

Lica.... Parabéns!!!
Hoje é o teu Dia
Felicidades almejamos

As bênçãos do Salvador a ti e aos teus desejamos
Paz, saúde, mil venturas
93 anos bons e de muita alegria
Com a Palavra de Deus
No coração cada dia

Que muitas e muitas datas
Possas assim festejar
E a Palavra de Deus
Aos pecadores levar



Que muitos aniversários
Possas fazer bem feliz
Isso terás se escutares
O que o bom Jesus te diz.


Um abraço muuuuuito apertado e um quente beijo no coração.
É o que te deseja todas as amigas do 1º. Retiro da Terceira Idade da 2iba, bem como o Pr. Paulo e toda Equipe de Trabalho desse Retiro: 12 a 14 de outubro de 2012
Aldeia – Camaragibe – PE – Brasil

Joel - O Derramamento do Espírito Santo - Lição 03 - 4º. Tri. 2012 - EBD CPAD - 21.10.12

 Texto da Lição: Joel 1.1; 2.28-32
                           
I   -  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Explicar o contexto histórico, a estrutura e a mensagem do livro de Joel.
  2. Compreender que o Espírito Santo é uma pessoa divina.
  3. Saber que o livro de Joel é escatológico.
II   - TEXTO ÁUREO:
“E nos últimos dias acontecerá , diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos” (Atos 2.17).

III – VERDADE PRÁTICA: O Espírito Santo não veio ao mundo cumprir uma missão temporária, mas guiar a igreja até a vinda do Senhor.

IV – PALAVRA CHAVE: Derramamento
 O termo em destaque equivale as ações de espalhar, dispersar, distribuir, esparzir, verter, repartir, propagar e difundir.
ADM ODIVELAS - Lisboa - Portugal 2008
                                             Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva          http://nasendadacruz.blogspot.com

V  COMENTÁRIO – Apresentação
Quando o Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja, em Jerusalém, 

muitas pessoas ficaram atônitas com o fenômeno, pois viram gente simples falando línguas totalmente desconhecidas deles.

Outros, no entanto, zombavam, afirmando que essas pessoas estavam “cheias de mostos” ou “embriagadas”. 

Nessa ocasião o apóstolo Pedro se levantou, junto dos demais apóstolos (At 2.14) e expôs sistematicamente os pontos centrais da revelação de Deus através de Jesus Cristo.

Ele evocou a profecia de Joel a respeito do derramamento do Espírito Santo (At 2.15-21). E conclamou-os: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.

Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.38,39).

OBJETIVO 1: Explicar o contexto histórico, a estrutura e a mensagem do livro de Joel.

Quase nada se sabe virtualmente acerca do profeta Joel, seu ministério, sua família, nem mesmo sua vida pessoal; apenas que ele era profeta do reino de Judá e que o seu pai chamava-se Petuel (Jl 1.1). 

Alguns situam as profecias de Joel em cerca de 800 a.C., enquanto outros imaginam ser dos tempos pós- exílicos.Apesar de suas profecias terem sido dirigidas especificamente ao reino do Sul, Judá, a sua mensagem é universal. 

Se aceitarmos a data mais antiga, então o seu ministério se deu na época em que Judá estava sob a regência de Joiada durante a infância de Joás (2Cr 3.16-21; 22 – 24).

Assim sendo, é possível que tenha conhecido Elias, quando ainda era menino, e por certo era contemporâneo de Eliseu. Joel escreveu uma obra prima poética, falando sobre a devastadora praga de gafanhotos que havia assolado a Palestina (Jl 1.4;2.25).

O profeta vê nessa calamidade uma visitação do Senhor e se refere a ela como um tipo do castigo final do mundo, o “Dia do Senhor“ (Jl 1.15). Como muitos outros profetas, Joel prediz o futuro à luz do tempo presente, um acontecimento iminente como símbolo de um acontecimento futuro.

Por isso ele vê na invasão dos gafanhotos um indício da invasão vindoura do exército assírio (Jl 2,1-7; Is caps 36 e 37). Projetando sua visão ainda mais para o futuro ele vê a invasão da Palestina pelos exércitos confederados do Anticristo.

Para compreender melhor os terríveis efeitos que essa praga dos gafanhotos teve sobre Judá, basta analisarmos a ocorrência desse tipo de juízo divino sobre o Egito afetando grandemente aquela nação (Ex 10.1-19).

Todavia, seu poema profético envolve quatro mensagens centrais. Além da espantosa devastação produzida pelos gafanhotos (símbolo da ira divina, e de poder predizer outros juízos divinos).

Joel também falou da frutificação renovada da terra, sob a condição de arrependimento; o dom do Espírito nos últimos dias e o julgamento final das nações que tinham perseguido ou causado dano à nação de Israel.

Os estudiosos conservadores vêm sentido escatológico ainda mais profundo em seus escritos, afirmando que eles se aplicam ao final da nossa dispensação. De fato, o esquema profético de Joel é o mais completo do Antigo Testamento, embora o autor nos apresente esse esquema em largas pinceladas.

O estilo de Joel é dramático e prende a atenção do leitor. Os processos da natureza, bem como aqueles provocados pelos homens estão sob o controle de Deus de tal modo que, em todas as vicissitudes da vida, a nossa responsabilidade primária é diante de Deus. 

O juízo de Deus não consiste em mera vingança. Antes é um meio de produzir o bem, visando especificamente esse bem. Joel é anterior a todos os profetas literários, pois tem-se como certo que ele escreveu suas profecias 835 a.C. 

A mensagem divina foi entregue ao profeta por meio da palavra (Jl 1.1). O pano de fundo histórico e propósito do livro é a grande praga de gafanhotos e o julgamento divino, ou dia de juízo, simbolizado por aquela praga, foram o que deu origem ao livro.

Grandes pragas de gafanhotos ocorriam periodicamente, no Oriente Próximo, até onde a história é capaz de registrar, pelo que é impossível identificar qualquer praga particular, como aquela mencionada por Joel.

Se este livro foi escrito em tempos pré-exílicos, em antecipação ao castigo das nações de Israel e de Judá, pelos assírios e babilônios, respectivamente, então esse foi um dos motivos da composição do livro. Todavia, uma coisa não podemos esquecer: Joel antevia um julgamento divino final, o “Dia do Senhor”.

Alguns eruditos vinculam as profecias de Joel, ao Armagedom através da invasão da Palestina por parte de potências gentílicas do norte (Jl 2.1-10). A destruição desses exércitos invasores aparece em (Jl 2.1-11). O arrependimento da nação de Israel no fim, é visto em (Jl 2.12-17), nos últimos dias (At 2.16,17).

Também há menção à infusão ou derramamento do Espírito, em bases mundiais em (Jl 2.12-17), nos últimos dias, o que para nós parece ainda futuro. Todavia, devemos entender que, para Pedro, o início do cristianismo já marcava o início dos “últimos dias” (At 2.16,17).

O retorno do Senhor Jesus ao mundo – a parousia, é visto em (Jl 2.30-32), e o recolhimento do disperso povo de Israel em sua própria terra, em (Jl 3.1-16). Em seguida aparecem as bênçãos do reino milenar (Jl 3.17-21).

Naturalmente o livro fala do arrependimento, a condição “sine qua non”, para alguém estar espiritualmente preparado para aqueles momentos dos acontecimentos finais.

O derramamento universal do Espírito Santo aparece em (Jl 2.28,29). Os cristãos primitivos aplicavam isso ao Pentecostes e aos seus resultados, conforme se vê em Atos 2,16 ss, mas não exclusivamente a eles, 

porque o restante do Novo Testamento prevê um derramamento muito maior e cabal do Espírito Santo, durante o período da Grande Tribulação, com uma colheita de almas inigualável em toda a história do mundo.

“Depois destas coisas vi, e eis grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, povos e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos, e clamavam em grande voz, dizendo: Ao nosso Deus que se assenta no trono e ao Cordeiro, pertence a salvação” (Ap 7.9,10).

OBJETIVO 2. Compreender que o Espírito Santo é uma pessoa divina.

O Espírito Santo está presente em toda a Bíblia que o mostra claramente como uma pessoa e não como uma mera influência. Ele é inteligente (Rm 8.27). Tem emoções (Ef 4,30), e vontade (At 16.6-11; 1 Co 2.11).

O Espírito Santo é divino. Ele é chamado textualmente de Deus de Israel (2Sm 23.2,3). Ele é igual ao Pai e ao Filho em poder, glória e magestade. Ao longo da história o Espírito Santo sempre revestiu homens de Deus a fim de equipá-los para serviços especiais.

Um exemplo notável no Antigo  Testamento, era José, a quem fora outorgado o Espírito para capacitá-lo a agir de modo eficaz na casa de Faraó (Gn 41.38-40). Também Bezalel e Ooliabe, aos quais Deus concedeu a plenitude do seu Espírito para que fizessem o trabalho artístico necessário à construção do Tabernáculo, e também para ensinarem aos outros (Ex 31.1-11; 35.30-35). 

A plenitude do Espírito Santo, não é exatamente a mesma coisa que o Batismo no Espírito Santo no Novo Testamento.

No Antigo Testamento o Espírito Santo vinha sobre uns poucos indivíduos selecionados para servirem a Deus de modo especial e os revestia de poder (Ex 31.3). O Espírito do Senhor veio sobre muitos dos juízes tais como Otniel (Jz 3.9,10), Gideão (Jz 6.34), Jefté (Jz 11.29) e Sansão (Jz 14.5,6; 15.14-16). 

Estes exemplos revelam o princípio divino que ainda perdura; quando Deus opta por usar grandemente uma pessoa, o seu Espírito vem sobre ela.

Note-se que, nos tempos do Antigo Testamento o Espírito Santo vinha apenas sobre umas poucas pessoas, enchendo-as a fim de lhe dar poder para o serviço ou a profecia. Não houve nenhum derramamento geral do Espírito Santo sobre Israel.  

O derramamento do Espírito Santo de forma mais ampla (Jl 2.28,29; At 2.4,16-18) começou no grande dia de Pentecostes.

OBJETIIVO 3. Saber que o livro de Joel é escatológico.
O livro do Profeta Joel é sobretudo escatológico. O primeiro capítulo descreve a desolação causada em Judá por uma invasão de gafanhotos – um dos instrumentos do julgamento divino mencionado por Moisés em sua profecia (Dt 28.38,39) e por Salomão em sua oração (1 Re 8.37). e que havia sido usado por Deus contra o Egito (Ex 10.12-20).

A principal mensagem de Joel é que Deus julga, e essa mensagem da realidade do juízo divino, conforme orientação do profeta ao povo, não deveria ser esquecida, mas recontada às gerações seguintes (Jl 1.3).

Não é àtoa que Deus permitiu que essa obra inspirada pelo Espírito Santo ficasse para a posteridade, para que sua mensagem nunca fosse olvidada e pudesse reverberar durante séculos, despertando vidas.

Joel fala do derramamento do Espírito Santo nos últimos dias e faz alusão ainda sobre aparição de sinais em cima no céu e embaixo na terra, de sangue, fogo e colunas de fumaça, do sol convertendo-se em trevas, e da lua tornando-se sangue (Jl 2.30,31).

São manifestações teofânicas de Jeová para revelar a si mesmo e também para executar juízo sobre o pecado (Ex 19.18; Ap 8.7). O primeiro advento de Cristo e o derramamento do Espírito Santo são eventos introdutórios aos “últimos dias” (Ap 2.17).

Os sinais cósmicos acompanhados de fogo, coluna de fumaça, etc., ausentes do dia de Pentecostes, dizem respeito à Grande tribulação, no epílogo da história, “antes que venha o grande e terrível dia do Senhor” (Jl 2.31,; At 2.20).
CONCLUSÃO:
A vinda do Espírito Santo, além de revestir os crentes em Jesus, resulta também em salvação a todos que desejam encontrar a vida eterna. O apóstolo Paulo termina a citação de Joel com estas palavras:

“Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (At 2.21). O apóstolo Paulo citou essa passagem referindo-se a Jesus e afirmando que o Meigo Nazareno é o mesmo grande Deus Jeová de Israel (Rm 10.13).

O derramamento do Espírito Santo inaugura a dispensação da igreja, que, acompanhado de grandes sinais, faz do cristianismo uma religião sui generis. A igreja continua recebendo o poder do alto e prossegue anunciando a salvação a todos os povos.

Nisso vemos a múltipla operação do Espírito Santo, revestindo de poder os crentes em Jesus e convencendo o pecador de seus pecados (At 1.8; Jo 16.7-11). Há dimensões tanto presentes quanto futuras em todas as aplicações de Joel no Novo Testamento.

Os dons do Espírito que começaram a fluir através do povo de Deus, no Pentecostes, ainda se acham à disposição dos crentes no tempo presente (1 Co 12.1 – 14.40).

Além disso, os versículos que precedem a profecia a respeito do Espírito Santo e a analogia da colheita com as chuvas temporãs e seródias (Jl 2.23-27), e os versículos que se seguem, e os sinais que se darão nos céus no final dos tempos, (Jl 2.30,32), 

indicam que a profecia sobre o derramamento do Espírito (Jl 2.28,29), inclui não somente a chuva inicial no Pentecoste, como também um derramamento final e culminante sobre toda a raça humana no final dos tempos.


Consultas:
Li0ções Bíblicas EBD-CPAD - 4º. Trimestre 2012 – (Comentarista: Esequias Soares).

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. CPAD – Rio de Janeiro, 2012.

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico. 8ª. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo..  Editora Hagnos.

CHAMPLIN. R. N. Dicionário do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

DOCKERY, David S. Manual Bíblico Vida Nova – 1ª. ed. São Paulo, Editora Vida, 2001.
RICHARDS Lawrence. Comentário Bíblico do Professor. 3ª. Imp. São Paulo: Editora Vida, 2004.
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. 3ª. ed. São Paulo: Editora Vida Nova, 1997.
RADMARCHER, Earl D.; ALLEN, Ronald B; HOUSE, H. Wayne. O Novo Comentário Bíblico do Antigo Testamento com Recursos Adicionais. 1ª. ed. Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2010

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Oséias – A Fidelidade no Relacionamento com Deus -Lição 02 - 4º. Tri. 2012 - EBD CPAD - 14.10.12

Texto da Lição: Oséias 1.1,2; 2.14-17,19,20
                           
I   -  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Conhecer a estrutura do livro de Oséias.
  2. Compreender a linguagem simbólica usada no livro.
  3. Conscientizar-se de que Deus está pronto a nos reconciliar e acolher        
Assembléia de Deus em CASA CAIADA-Olinda-PE-Brasil
 COMADALPE-30.09.2012
                                       Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva    
                                                       http://nasendada cruz.blogspot.com
TEXTO ÁUREO:
“Porque estou zeloso de vós com o zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem para o marido, a saber, a Cristo” (Filipenses 4.12,13).

III – VERDADE PRÁTICA: O casamento de Oséias ilustra a infidelidade de Israel e mostra a sublimidade do amor de Deus.

IV – PALAVRA CHAVE: Matrimônio
Os termos matrimônio e casamento são sinônimos; vocábulos que no grego equivalem a leito conjugal (Hb 13.4) e bodas (Jo 2.1,2). O casamento é uma instituição divina estabelecida por Deus desde a criação do mundo.

Em, seu sentido natural e histórico, o matrimônio pode ser definido como uma relação pessoal e íntima entre um homem e uma mulher, com o intuito de perdurar por toda a vida (Mt 19.6) e com a finalidade de procriação e estabelecimento de uma família.

Essa união de caráter indissolúvel tem uma relação legal, social e espiritual. É no casamento que acontece o processo legítimo de procriação (Gn 1.27,28), proporcionando oportunidade para a felicidade humana e o companheirismo – “Deus faz que o solitário habite em família” (Sl 68.6a).

V  – COMENTÁRIO – Apresentação
O casamento de Oséias em seus simbolismos reflete o amor, a beleza e a felicidade que o verdadeiro casamento pode proporcionar. No caso de Israel, Deus almeja que a nação deixe o caminho do adultério espiritual e retorne ao amor inefável do esposo que, acima de tudo, o ama.

A intimidade, o amor, a beleza, o gozo e a reciprocidade que o casamento proporciona fazem dele o símbolo da união e do relacionamento entre Cristo e a sua Igreja (2Co 11.2; Ef 5.31-33; Ap 19.7). Essa figura é notada desde o Antigo Testamento.

Considerando a santidade do casamento confirmada em toda a Bíblia, a ordem divina parece contradizer tudo o que as Escrituras falam sobre o matrimônio.

“O princípio da palavra do SENHOR por Oséias; disse, pois, o SENHOR a Oséias: Vai, toma uma mulher de prostituições e filhos de prostituição; porque a terra se prostituiu, desviando-se do SENHOR” (Os 1.2).

Através do casamento de Oséias, e seu difícil relacionamento familiar, Deus tinha uma mensagem para o povo, pois a esposa e os filhos de Oséias, assim como o abandono e a prostituição dela, e o seu sofrimento e perdão, são sinais e profecias sobre Israel e Judá ao longo dos séculos.

OBJETIVO 1: Conhecer a estrutura do livro de Oséias.
O livro de Oseias pode ser dividido em duas partes significantes: A primeira é uma biografia profética, que descreve a crise do relacionamento de Oséias com sua esposa infiel, Gomer. Ao mesmo tempo que compara essa crise conjugal com a infidelidade e a apostasia do seu povo (Os 1 – 3).

A segunda parte apresentada em uma literatura poética, se constitui de profecias proferidas durantre um longo intervalo  de tempo (Os 4 – 14). O assunto do livro é a apostasia de Israel e o grande amor de Deus demonstrado pela nação de Israel através da vida do profeta Oséias e o seu casamento e compreende a advertência, juízo divino e promessas de restauração futura (Os 8.11 – 14; 11. 1-9; 14.4-9).

Oséias viveu uma realidade literal atrávés do seu casamento com uma mulher de prostituição – Gomer, cujos filhos são de prostituições, bem como os nomes dados aos seus três filhos, que projetaram a avaliação espiritrual do relacionamento matrimonial entre Oséias e Gomer por permissão de Deus a fim de ilustrar de forma simbólica o relacionamento infiel da nação de Israel com o seu Deus (Os 1.1-6).

A abordagem do livro de Oséias à mensagem profética que tinha de entregar baseava-se em sua relação de esposo. Isso representava o fato de que Yaweh havia sido ofendido por sua esposa infiel, a nação de Israel. A fim de que essa mensagem fosse sentida e entregue com eficácia, era mister que Oséias passasse por uma situação real de traição sofrida.

E, para que isso acontecesse  realmente, como é óbvio, ele teria de manter profundo amor por sua esposa. Somente então ele poderia sentir a agressividade da infidelidade, compreendendo, metaforicamente, a ofensa de Israel, contra o Senhor, em sua infidelidade, que consistia na idolatria e corrupção moral.

Através da vida do profeta Oséias e do casamento com sua esposa infiel, Deus demonstra o seu amor e misericórdia para com a nação de Israel que havia se prostituído com os ídolos – Baal, Baalins e Poste-ídolos.



De sorte que todo o livro de Oséias encontra-se permeado do amor e da misericórdia de Deus através do envolvimento do profeta com a esposa infiel mostrando o amor insondável de Deus para com a nação adúltera e o convite de Deus para sua reconciliação com o Senhor.

OBJETIVO 2. Compreender a linguagem simbólica usada no livro.

Mesmo num contexto de decadência moral, o amor de Deus é descrito de forma bela e surpreendente (Os 2.14-16; 11.1-4; 14.4-8). A poesia do livro de Oséias está repleta de metáforas e símbolos dirigidos aos contemporâneos. Sua mensagem denuncia o pecado do povo  e a corrupção das instituições sociais, políticas e religiosas das dez tribos do norte (Os 5.1).

O emprego das coisas do dia a dia como ilustração facilita a compreensão da mensagem divina no livro de Oséias. Variados são os recursos literários encontrados na Bíblia para fazer compreender uma determinada situação. O casamento é o símbolo perfeito para compreendermos o relacionamento de Deus  com o seu povo, e do Senhor Jesus Cristo com o cristão.

No seu livro Oséias descreve os acontecimentos como literias, a ponto de dizer que Gomer teve três filhos depois de se casar com ele, embora não seja encontrada nenhuma referência bíblica de que o casamento de Oséias com Gomer possa ser entendido como uma figura parabólica.

Dentre todas as controvérsias existentes é salutar saber quem foi Oséias e a certeza de que ele fôra um homem de Deus que ouviu a sua voz para cumprir uma ordem nada aceitável humana e espiritualmente: casar-se com uma mulher dada á prostituição.

O casamento de Oséias com uma “mulher de prostituições” é uma comparação clara com a própria nação de Israel. Deus considerava o assunto prostituição de forma dupla: no sentido físico, quando os israelitas participavam de cultos a outros deuses que envolviam a prática sexual como parte da liturgia, e no sentido espiritual, deixando a adoração ao Senhor para envolverem-se  com outros deuses.

Há também um profundo simbolismo através dos nomes dos filhos de Oséias com Gomer (Os 1.3-9). De forma geral os nomes dados aos filhos de Oséias Jezrreel (Deus espalhou), Lo-Ruama (não amada) e Lo-Ami (não-meu-povo), mostram o que estava acontecendo e o que haveria de acontecer à nação de Israel.

Jezrrel tinha dois sentidos: para o passado ele falava do julgamento que Deus executou sobre a casa de Acabe (1Re 19.13-17; 21.21-24; 2Re 9.6-10; 10.30); para o futuro do julgamento que Deus exerceria sobre Israel por causa da sua infidelidade quando foi para o cativeiro assírio. Isso tratava do julgamento vindouro de Deus sobre as dez tribos de Israel ou Reino do Norte, por causa do sangue de Jezrrel (Os 1.4).
OBJETIIVO 3. Conscientizar-se de que Deus está pronto a nos reconciliar e acolher.

A linguagem da reconciliação no livro de Oséias é apresentada através do amor, tema principal do livro. Ao reconciliar-se com Gomer (Os 3.2), Oséias ilustra de maneira nova o amor de Deus por Israel. Ao que parece, Gomer havia abandonado o marido a fim de continuar prestando sua imoral adoração a Baal (Os 2.5).

Oséias, no entanto, jamais desistiria de seu amor por ela, embora estivesse com o coração partido. Ele devia procurá-la para expressar-lhe novamente seu amor e cuidado assim como Deus o faria em relação aos israelitas Os 3.3). Estes também haviam partido o coração do Altíssimo ao se voltarem para outros deuses, e se deliciarem com os “bolos de uvas” das festas pagãs (Os 3.1).

É muito provável que, agora, Gomer estivesse endividada, prestes a ser vendida como escrava, conforme previam as leis. Oséias, no entanto, resgata-a por um alto preço (Os 3.2), tal atitude ilustra o amor redentivo de Deus pelos pecadores, que não tem como redimir-se ou salvar-se a si mesmos; sua única esperança é a graça divina.
Deus está pronto a nos reconciliar e acolher – “E tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação” (2Co 5.18,19).

A doutrina da reconciliação, segundo a própria palavra significa essencialmente, troca ou permuta. Consiste da mudança da relação de hostilidade que pode existir entre dois indivíduos passando eles a serem amigos entre si. Essa relação de hostilidade é alterada para a relação de paz.

Há, portanto, a permuta de estado. Do estado de paz, em seguida, fluem as bênçãos, da salvação, isto é, a salvação que se deriva da vida de Cristo. No sentido cristão, a mudança nas relações entre Deus e um homem é efetuada por meio de Cristo.

O movimento de Deus em direção ao homem, tendo em vista quebrantar a hostilidade humana, recomenda o amor e a santidade divina ao homem convencendo-o da enormidade de seu pecado e das consequências do mesmo. É Deus quem inicia esse movimento, na pessoa e na obra de Jesus Cristo (Rm 5.6,8; Ef 1.6; 1 Jo 4.19).

CONCLUSÃO:
A profecia de Oséias foi a última tentativa de Deus em levar Israel a arrepender-se de sua idolatria e iniqüidade persistentes, antes que ele entregasse a nação ao seu pleno juízo. O livro foi escrito com o objetivo de revelar:
a) Que Deus conserva o seu amor a seu povo segundo o concerto, e deseja intensamente redimi-lo de sua iniqüidade;

b) E que conseqüências trágicas se seguem quando o povo persiste em desobedecer a Deus, e em se sujeitar ao seu amor redentor. A infidelidade da esposa de Oséias é registrada como ilustração da infidelidade de Israel.

c) Gomer vai atrás de outros homens, ao passo que Israel corre atrás de outros deuses. Gomer comete prostituição física; Israel, comete prostituição espiritual. 

Consultas:
Li0ções Bíblicas EBD-CPAD - 4º. Trimestre 2012 – (Comentarista: Esequias Soares).

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. CPAD – Rio de Janeiro, 2012.

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico. 8ª. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo..  Editora Hagnos.

CHAMPLIN. R. N. Dicionário do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

DOCKERY, David S. Manual Bíblico Vida Nova – 1ª. ed. São Paulo, Editora Vida, 2001.
RICHARDS Lawrence. Comentário Bíblico do Professor. 3ª. Imp. São Paulo: Editora Vida, 2004.
DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. 3ª. ed. São Paulo: Editora Vida Nova, 1997.
RADMARCHER, Earl D.; ALLEN, Ronald B; HOUSE, H. Wayne. O Novo Comentário Bíblico do Antigo Testamento com Recursos Adicionais. 1ª. ed. Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2010


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A Atualidade dos Profetas Menores - Lição 01 - 4º. Trimestre. 2012 - EBD CPAD - 07.10.12


 
Texto da Lição: Filipenses 4.10-13
                           
I   -  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Descrever o panorama geral dos profetas menores.
  2. Analisar a procedência das mensagens dos profetas menores.

  1. Compreender que os escritos dos profetas menores são divinamente inspirados.

II – TEXTO ÁUREO:
“Mas que se manifestou agora e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus Eterno, a todas as nações para obediência da fé” (Filipenses 4.12,13).

III – VERDADE PRÁTICA: Por ser revelação de Deus, a mensagem dos profetas é perfeitamente válida para os nossos dias.

IV – PALAVRA CHAVE: Atualidade
Ao conjunto dos acontecimentos atuais denominamos o termo atualidade.
                                   
                                            Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva
            http://nasendadacruz.blogspot.com
Ass. Deus COMADALPE-EBD Sapucaia de Fora - Olinda-PE-Brasil
Sábado 29.09.12
V  – COMENTÁRIO DA LIÇÃO – Apresentação
Deus falou no passado por profetas (Hb 1.1) e a mensagem destes continua sendo referencial para os dias atuais – “Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir com justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra ” (2 Tm 3.16,17).

Dessa forma as mensagens dos profetas do Antigo Testamento são de suprema importância para o nosso viver cristão, bem como de valor permanente, haja vista serem eles não somente pregadores morais, mas também vigias e sentinelas erigidos por Deus Jeová para despertar e exortar as gerações nas quais estavam inseridos e assim se contextualizavam.

OBJETIVO 1: Descrever o panorama geral dos profetas menores.
A palavra profética tornava-se palavra viva para os profetas. Muitas vezes, Deus os chamava para fazer algo mais do que pregar. Ele os levava a retratar a mensagem na própria vida. 

Os profetas tinham de experimentar o significado e as consequências da Palavra de Deus para seu povo. Assim seus atos simbolizavam para o povo o que Deus faria a Israel (Os 1.2).

Os assim denominados profetas menores: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias, estes profetas viveram em um período de tempo que vai do VIII Século a.C. ao V. Século a.C. Porém, sua mensagem continua tão atual quanto se eles fossem nossos contemporâneos.

Pois eles nos trazem princípios e advertências direcionados para questões sociais, políticas, geopolíticas, espirituais e familiares, as quais se aplicam plenamente às realidades da vida dos crentes de todas as épocas.

Essa classificação “profetas menores” cabe aos doze livros proféticos relativamente pequenos que fazem parter do volume do Antigo Testamento. O fato de eles serem  chamados “menores” não significa que seus autores foram  homens de importância secundária.

Mas apenas que os rolos que eles deixaram escritos são menos volumosos, quando confrontados com os chamados “profetas maiores”: Isaias, Jeremias. Ezequiel e Daniel.

Os profetas menores são divididos em pré-exílico (antes do exílio babilônico) e pós-exílico (depois do exílio babilônico). Os profetas que profetizaram antes do exílio babilônico foram:

Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque e Sofonias. Os profetas que profetizaram depois do exílio foram: Ageu, Zacarias e Malaquias.

Há uma outra forma de orgnização desses profetas menores ao observarmos em que época eles profetizaram e para qual público eles se dirigiam. Dessa forma podemos assim dividí-los:

Aqueles profetas cujas mensagens estão direcionadas ao reino de Judá: “Joel, Miquéias, Habacuque e Sofonias”. E aqueles cujas mensagens estão direcionadas para o reino de Israel: Amós e Oséias.

Os que falaram cujas mensagens foram dirigidas as nação foram: Jonas, Naum e Obadias. E aqueles cujas mensagens foram dirigidas aos judeus remanescentes do exílio: Ageu, Zacarias e Malaquias.

Os profetas que profetizaram ao reino de Israel profetizaram no VIII Século a.C.; os profetas que profetizaram no reino de Judá profetizaram no VIII. e VII Séculos a.C.; e os profetas pós-exílico profetizaram no VI e V Séculos a. C.

Nos profetas menores encontramos revelações escatológicas relacionadas com o futuro de Israel, das quais algumas já se cumpriram e outras ainda irão se cumprir.

Há muitas profecias relativas ao Messias, tanto referentes a sua vida, paixão e morte como à sua segunda vinda em que na primeira parte secretamemte ele arrebata a igreja e na segunda parte, em glória, ele vem para destruir o reino do Anticristo, libertar israel e implantar o seu reino milenar.

Ordem Cronológica e data aproximada
       Profetas
   Referências
       Bíblicas
Reis Envolvidos
837 – 800 a.C.
Joel
Jl 1.1; 2Re 11,13, 14
Joás, Amazias, Jeroboão II
825 – .... a.C.
Jonas
Jn 1.1; 2Re 14, 15
Jeroboão II
810 – 785 a.C.
Amós
Am 1.1; 2Re 15 15 - 20
Jeroboão II
782 – 725 a.C.
Oséias
Os 1.1; 2Re 15 - 20
Usias, Jotão e Acaz
740 – 695 a.C.
Miquéias
Mq 1.1; 2Re 15.8-20; Is 7,8; Jr 26.17-19 2Cr 27-32
Ezequias
640 – 630 a.C.
Naum
Na 1.1; Jn; Is 10; Sf 2.13-15
Josias
640 – 610 a.C.
Sofonias
Sf 1.1; 2 Re 22, 23; 2Cr 34 - 36
Josias
609 – 598 a.C.
Habacuque
2 Re 23, 24; 2Cr 36.1-10
Joaquim; Zedequias; Josias
586 – 583 a.C.
Obadias
2Reis 25; 2Cr. 36.11-21
Exílio; Nabucodonozor
520 a.C.
Ageu
Ed 5,6
Após o Exílio; Ciro; Esdras
520 – 518 a.C.
Zacarias
Ed 5,6
Após o Exílio; Dario I; Esdras
433 – 425 a.C.
Malaquias
Ne 12
Após o Exílio; Artaxerxes I; Neemias

OBJETIVO 2: Analisar a procedência das mensagens dos profetas menores.
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A mensagem dos profetas é de procedência divina e tem, como cenário, as ocorrências do dia a dia, a exemplo do casamento de Oséias (Os 1.2-5; 3.1-5), e tantos outros acontecimentos que se repetem nos dias atuais à despeita das diferenças culturais, políticas e sociais entre as pessoas e os tempos.

Os profetas pregaram tudo que diz respeito à vida e a piedade. Os temas pregados pelos profetas eram diversos: Eles falaram acerca de Deus, falaram acerca do ser humano e da criação.

Se não fosse a mensagem dos profetas estaríamos hoje como um barco à deriva sem um porto seguro para ancorar. Suas palavras nos conduzem a Cristo.

“Surgido no Século VII a.C., em Israel, o “Profetismo”, foi um Movimento que tinha por objetivo restaurar o monoteísmo hebreu, combater a idolatria, denunciar as injustiças sociais.

Proclamar o Dia do Senhor e reacender a esperança messiânica num povo que já não podia esperar contra a esperança. Tendo sido iniciado por Amós, foi encerrado por Malaquias. João Batista é visto como o último representante deste movimento” (Mt 11.13).

“O profeta era tido como o porta-voz de Deus. Enquanto pregava para a própria geração, o profeta também predizia eventos no futuro. O aspecto duplo do ministério do profeta incluía declarar a mensagem de Deus e predizer as ações de Deus. Assim também chamado de vidente, porque podia ver eventos antes de estes acontecerem.

A idéia de os profetas falarem as palavras de Deus tinha uma consequencia prática: fazia muita diferença na maneira como o povo dava ouvido ao profeta. Na verdade, uma vez que quem ouvia o profeta estava convencido de que as palavras do homem de Deus tinha autoridade divina absoluta.

Eles não se arriscavam, portanto, a desobedecer ou a não acreditar até mesmo na menor parte da mensagem, temendo ser punido pelo próprio Deus (Dt 18.19; 1Sm 8.7; 15.3; 1 Re 20.36; IS 30.212-14; Jr 6.10,11, 16-19).

A Bíblia apresenta o profeta como alguém que era aceito nas câmeras do conselho divino, onde Deus “revela o seu segredo” (Am 3.7). A palavra do Senhor era comunicada ao profeta e mediada ao povo pelo Espírito Santo – com uma convicção poderosa e precisão exata (1Re 13.2,3; 2 Re 23.15-20).

Neste texto encontramos uma profecia predita no reinado de Jeroboão I e que teve o seu cumprimento no reinado do piedoso rei Josias, trezentos anos depois.

Através do Espírito Santo, Deus capacitava ao profeta para falar por Ele. O fato de os profetas falarem as próprias palavras que Deus lhe confiara é enfatizado frequentemente no Antigo Testamento:

“Eu estarei com você ensinando-lhe o que dizer” (Ex 4.12; 24.13) – “Direi somente o que Deus puser na minha boca” (Nm 22.38; 23.5,16) – “Agora ponha em sua boca as minhas palavras” (Jr 1.9) – “Você lhes falará as minhas palavras” (Ez 2.7; 3.17).

Encontramos nas Escrituras do Antigo Testamento os profetas falando as palavras de Deus na primeira pessoa do singular, dizendo coisas como: “Eu farei isso” ou “Eu fiz aquilo”, quando estão falando em lugar de Deus e não por si mesmo (2Sm 7.14-16; 1Re 20.13,42; 2 Re 17.13; 21.12-15).

Inúmeras vezes encontramos nos profetas essa completa identificação das palavras dos profetas com as palavras de Deus, quando os profetas se expressavam da seguinte forma: “...e saberá que Eu sou o Senhor” (1Re 20.13) ou “...Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro; além de mim não há salvador” (Is 45.5).

Observe que nenhum Israelita que ouvisse essa expressão do profeta de Deus pensava que o profeta estivesse afirmando que tais palavras eram suas. Para os israelitas havia uma convicção de que o profeta estava repetindo as palavras de quem o havia enviado (1 Re 13.26).

“E temos, mui firmes, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vossos corações, sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação (2Pe 1.19, 20).

OBJETIVO-3: Compreender que os escritos dos profetas menores são divinamente inspirados.

Os apóstolos Mateus e João, e o próprio Jesus, afirmam o cumprimento do que escreveram os profetas do Antigo Testamento (Mt 26.56; Lc 24.47; Jo 1.45). Tiago e Paulo confirmaram ser a mensagem do Antigo Testamento, a mesma da Igreja do Novo Testamento (At 15.15-17; 26.22,23).

Jesus ressaltou que toda mensagem da Lei e dos Profetas do Antigo Testamento é cumprida em sua regra áurea (Mt 7.12b). E os apóstolos Tiago e Paulo salientaram que a mensagem dos profetas do Antigo Testamento é essencialmente a mesma da Igreja no Novo Testamento (At 15.15-17; 26.22,23).

Paulo sublinhou também que “Tudo que dantes foi escrito [no Antigo Testamento] para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4).
                                                                                        
Muitas são as profecias relativas ao Messias proferidas pelos profetas menores no Novo Testamento:

Oséias profetizou que o Messias seria o Filho de Deus e seria chamado do Egito (Ex 4.22; Os 11.1a; Mt 2.13-15); que o Messias venceria a morte (Os 13.14; 1Co 15.55-57).

Joel predisse que a salvação seria para todos (Jl 2.32; Rm 10.12,13).

Amós profetizou que o Sol escureceria ao meio dia (Am 8.9; Mt 27.45,46).

Miquéias profetizou que o Messias nasceria em Belém (Mq 5.2; Mt 1.2).

Ageu predisse que o Messias visitaria o segundo tempo (Ag 2.6-9; Lc 2.27-32).

Zacarias profetizou que o Messias seria Deus encarnado e habitaria entre o seu povo (Zc 2.10,11; Jo 1.14); seria recebido com alegria em Jerusalém (Zc 9.9; Mt 21.8-10); que o Messias viria a Jerusalém montado num jumento (Zc 9.9; Mt 11.29); que Ele era a pedra angular que foi rejeitada pelos edificadores (Zc 10.4; Ef 2.20); seria traído e trocado por trinta moedas de prata (Zc 11.12; Mt 26.14,15);

E que as trinta moedas de prata seriam lançadas na casa do Senhor (Zc 11.13; Mt 27.3-5); e que seria usada para comprar o campo do oleiro (Zc 11.13b; Mt 27.6,7); que o Messias teria o seu corpo traspassado (Zc 12.10; Jo 19.34); e que seus discípulos seriam dispersos (Zc 13.7b; Mt 26.31-56).

Malaquias anunciou que um mensageiro prepararia o caminho do Messias (Ml 3.1; Mt 11.10) e que o precursor converteria muitos a justiça (Ml 4,6; Lc 1.16,17).

CONCLUSÃO:
Dentre os profetas menores Miquéias e Zacarias foram os que deram mais ricos detalhes acerca de alguns aspectos da vida do Messias. Os profetas menores falaram do Messias de forma tal que pareciam estar vivendo aquele período, como se eles fossem contemporâneos do Messias.

Consultas:
Li0ções Bíblicas EBD-CPAD - 4º. Trimestre 2012 – (Comentarista: Esequias Soares).

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. CPAD – Rio de Janeiro, 2012.

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

ANDRADE, Claudionor Corrêa. Dicionário Teológico. 8ª. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999.

LAHAYE, Tim. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. 1ª. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008.

CHAMPLIN. R. N. O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Editora Hagnos.

DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. Editora Hagnos.

DOCKERY, David S. Manual Bíblico Vida Nova – 1ª. ed. São Paulo, Editora Vida, 2001.

GRUDEM, Wayne. O Dom de Profecia do Novo Testamento aos Dias Atuais. 1ª. ed. São Paulo, Editora Vida, 2001.

RICHARDS Lawrence. Comentário Bíblico do Professor. 3ª. Imp. São Paulo: Editora Vida, 2004.

DAVIDSON, F. O Novo Comentário da Bíblia. 3ª. ed. São Paulo: Editora Vida Nova, 1997.