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sábado, 18 de agosto de 2012

A Rebeldia dos Filhos - Lição 08 - 3º. Tri. 2012 - EBD CPAD - 19.08.12


 Texto da Lição: 1Samuel 2.12-14, 17, 22-25
                          
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Compreender que a disciplina evita a rebeldia.
  2. Discutir a respeito de alguns exemplos bíblicos de filhos que foram rebeldes.
  3. Conscientizar-se de que mesmo diante da rebeldia de um filho os pais devem demonstrar um amor incondicional.
Resenha Crítica – Escrita por: Pr. João Barbosa da Silva
Apoio literário e pedagógico: Profª. Laudicéa Barboza
Introdução: Salomão caracteriza os filhos como herança do Senhor (Sl 127.3). No antigo concerto, uma família numerosa era tida como bênção, ao passo que o não ter filhos era tido como maldição (Gn 30 2.18; 33.5; 48.9; Dt 7.13). No novo concerto, ter muitos filhos não é precisamente um evidência do favor divino, e não poder tê-los não deve ser tido como maldição.
Uma família grande pode tornar-se um pesadelo se os filhos não forem devidamente criados e se não conhecerem a salvação em Cristo.

Desenvolvimento: Só quando os pais e os filhos ensinam, aceitam e seguem os caminhos e os mandamentos do Senhor é que desfrutarão a plena bênção de Deus “....os teus filhos, como planta de oliveira, à roda da tua mesa.....”(Sl 128).

No livro dos Provérbios (22.6), encontramos a diretriz para os pais que desejam ter sucesso na criação de seus filhos – “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele”.
Os pais devem comprometer-se a ensinar e disciplinar seus filhos de modo agradável a Deus.

A palavra hebraica para “instruir” significa “dedicar”.
Assim sendo, o ensino bíblico no lar tem como propósito a dedicação dos nossos filhos a Deus, o que é possível, separando-os das influências malignas deste mundo e instruindo-os nas coisas de Deus.

A mesma palavra original também pode significar “gostar de”. Os pais devem pois, motivar seus filhos a buscarem a Deus, e assim desfrutarem de experiências espirituais que nunca esquecerão.

A disciplina é de grande importância na criação dos filhos, pois a mesma conduz a criança ao caminho da obediência; e os pais que a negligenciam cometem grave pecado diante de Deus.

No entanto não se deve confundir disciplina com castigo ou punição.
Disciplinar é dar limites e estabelecer parâmetros; não castigar.
O texto bíblico de (Pv 23.3) é um alerta para os pais: “Não retires a disciplina da criança”.

A disciplina não pode ser retirada porque é imprescindível para a formação moral dos filhos. Quando administrada com sabedoria transmite segurança, aceitação e faz com que a criança se sinta amada.

Muitos são os fatores que podem levar os filhos a agirem com rebeldia contra Deus e contra os pais. Questões de ordem emocional ou ausência física dos pais, uma doença, exagero nas expectativas em torno deles, cobrança excessiva devido o seu limite de faixa etária, entre muitos outros componentes da realidade.

A Bíblia ensina que as crianças não são boas por natureza; elas não são uma folha de papel em branco na qual podemos escrever nossos valores.
Elas não são inocentes nem estão predispostas a ser geneticamente boas.

Na realidade a Bíblia ensina que elas estão predispostas para serem geneticamente más, porque toda criança nasce com o pecado original e uma natureza rebelde – “

A imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice” (Gn 8.21).
É o que se vê desde o início do mundo, e assim escreveu o Salmista: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl 51.5).

À medida que os filhos forem crescendo, a verdadeira natureza emergirá.
Por isso devemos como pais crentes ensinar-lhes o caminho em que devem andar. “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Pv 22.6).

Se a Bíblia for o manual de formação dos arquivos mentais de nossos filhos desde o ventre, dificilmente as influências da mídia que inevitavelmente – e porque não dizer louvado seja Deus, pelo desenvolvimento tecnológico e pela globalização disponível ás novas gerações – trazem na sua esteira os efeitos intencionais da arte, dependendo de quem criou, direcionou, consagrou e pôs em ação os objetivos de seu fazer pedagógico, que encaminhará ou determinará os rumos também do fazer daquela criança que o assiste, que o lê e que pode transformá-lo no seu herói.

Na educação dos filhos para um futuro que lhes proporcione identificação com Cristo e com os exemplos dos personagens da Bíblia cujas vidas foram pautadas sob o temor de Deus, é definitivo que desde a primeira infância, Deus seja o expoente de suas aprendizagens em relação a tudo que o cerca, desde a formação do seu próprio corpinho até a forma de contemplar o mundo, a ciência, as pessoas que o cercam e o modo como devem se relacionar com tudo isso.

A criança deve entender que como pessoa ele é da forma como Deus o fez (ou homem ou mulher). Ele não precisa procurar ser diferente porque essa é a vontade de Deus para a vida dele – “E criou Deus o homem à sua imagem à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”. (Gn 1.27).

Para isto quatro coisas são indispensáveis e a primeira delas é o exemplo dos pais. “Exemplo, Exemplo e Exemplo....”, é o que devemos aos nossos filhos se quisermos que os cuidados descritos funcionem.

Em segundo lugar vem o ensino, preenchendo o intelecto da criança: a mente e o coração – de forma a não deixar o mínimo espaço para o mal que anda comprando e vendendo as almas de nossas crianças através de recursos artísticos, haja vista toda arte ser intencional para o bem ou para o mal.

A mente e o coração da criança, devem regularmente, tal qual o alimento e os cuidados pessoais, serem ocupados por louvores de adoração e ensinos sobre Deus, através de ritmo e som adequados à idade da criança, adicionados a ensinamentos também devidamente transmitidos através dos mais variados e avançados recursos artísticos e tecnológicos que nos são disponíveis em nosso tempo.

Deus, a sua vontade, o seu agir na vida do ser humano e o seu plano de salvação para a humanidade deve ser conhecido da criança, ainda mesmo quando ela não está na idade da compreensão subjetiva que só começa a partir dos oito anos.

Sem sombra de dúvida essas ações pedagógicas serão de um valor insubstituível se aplicadas desde a mais tenra idade. E ao serem elas a ocupante da casinha espiritual da criança, tornar-se-ão uma muralha para os insultos do mal, que anda a espreita de pais e educadores céticos e descuidosos.

Como pais e educadores nossa responsabilidade é ensiná-los no temor do Senhor. Entretanto, sabemos que após adquirirem uso de razão, cada filho assume responsabilidade por seus próprios atos e é confortante termos a consciência de que cumprimos o nosso dever – “....amarás, pois, o Senhor, teu deus, de todo teu coração, e de toda tua alma, e de todo teu poder. E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais da tua casa e nas tuas portas” (Dt 6.5-8).

Em terceiro lugar buscar ajuda do Senhor em oração – Orar pelos filhos e com os filhos. “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl 127.1).

Em quarto lugar os pais devem abençoar seus filhos. Jacó é um dos maiores exemplos de um pai que abençoava seus filhos e netos.

No livro de Gênesis encontramos Jacó abençoando a José e aos seus filhos com uma tríplice bênção: “E abençoou a José e disse: O Deus, em cuja presença andaram os meus pais Abraão e Isaque, o  Deus que me sustentou, desde que eu nasci até este dia, o anjo que me livrou de todo mal, abençõe estes rapazes; e seja chamado neles o meu nome e o nome de meus pais Abraão e Isaque; e multipliquem-se como peixes em multidão, no meio da terra” (Gn 48.15,16).

Jacó tinha a bênção de Isaque – “E disse-lhe Isaque, seu pai: Ora, chega-te e beija-me, filho meu. E chegou-se e beijou-o. Então, cheirou o cheiro das suas vestes, e abençoou  e disse: Eis que o cheiro do meu filho é como o como o cheiro do campo, que o Senhor abençoou. Assim, pôs, te dê Deus, do orvalho dos céu, e da gordura da terra, e abundância de trigo e de mosto. Sirvam-te povos, e nações se encurvem a ti; sê senhor de teus irmãos, e os filhos da tua mãe se encurvem a ti; maldito sejam os que te amaldiçoarem, e bendito sejam os que te abençoarem” (Gn 27.27-29).

E Isaque tinha a bênção de Abraão. Deus aparece a Isaque em Gerar – “E apareceu-lhe o Senhor e disse: não desças ao Egito. Habita na terra que eu te disser; peregrina nesta terra, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e á tua semente darei todas estas terras e confirmarei o juramento que tenho jurado a Abraão, teu pai. E multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei á tua semente todas estas terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra, porquanto Abraão obedeceu à minha voz e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis. Assim, habitou Isaque em Gerar” (Gn 26.2-6).

E Abraão tinha as bênçãos de Deus – “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarei; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.1-3).

Entre os variados exemplos descritos na Bíblia sobre filhos rebeldes, podemos citar o exemplo de Eli o sumo-sacerdote de Israel e seus dois filhos: Hofni e Finéias. Os quais lamentavelmente tiveram um pai que de alguma forma deixou de exercer o seu papel de ensinador e disciplinador:

Em sua época as pessoas faziam rebeldemente o que era reto aos seus próprios olhos, e talvez isso tenha influenciado no comportamento da família do sacerdote, que não recebera a devida correção quando eram ainda crianças – “Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21.25).
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A Bíblia cognomina os filhos de Eli, como “filhos de Belial”, eles não conheciam o Senhor” (1 Sm 2.12). O significado literal da palavra hebraica beliya’al no Antigo Testamento é traduzido como inútil, sem valor; logo, essa palavra está associada ao mal.

Deus usa de seus profetas para falar com Eli. Deus fala da forma como Hofni e Finéias tratavam a oferta de manjares, e acusa Eli de honrar mais seus filhos do que ao Senhor, e ainda engordar com as ofertas.

A ira do Senhor é apresentada contra Eli, porque de forma passiva, ele participava dos pecados de seus filhos. Eli não roubava a carne dedicada ao Senhor, mas comia a carne roubada por seus filhos, a tal ponto de se tornar um homem gordo! (1Sm 2.29).
Podemos entender que isso durou muito tempo, ou seja, não foi um fato isolado que ocorreu apenas uma vez.

A palavra de Deus adverte: “A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a injustiça do ímpio cairá sobre ele” (Ez 18.20).

Dura foi a sentença de Deus para Eli e seus filhos – “E isto te será por sinal, a saber, o que sobrevirá a teus dois filhos, a Hofni e a Finéias: que ambos morrerão no mesmo dia (1 Sm 2.34; 4.11).

ConclusãoDeixar de corrigir os filhos não é uma expressão ou ato de amor. Se os filhos estão rebeldes precisamos usar de sabedoria no trato com eles, se o queremos ganhar para Cristo – antes de tudo corrigindo-nos a nós mesmos.

Em Efésios 6.1-4, Paulo adverte a pais e filhos:
Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isso é justo.

Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa, para que te vá bem e vivas muito tempo sobre a terra.

vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor”.

Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2012 – (Comentarista: Eliezer de Lira e Silva)

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
CHAMPLIN. R. N. O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Editora Hagnos.
CHAMPLIN. R. N. O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Editora Hagnos.

ALEXANDER, T. Desmond. Novo Dicionário de Teologia Bíblica. Editora Vida.

DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. Editora Hagnos.
CHAMPLIN, R. N e BENTES, M.J. Ph.D. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos.
COELHO, Alexander e DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. CPAD-2012.

sábado, 11 de agosto de 2012

A Divisão Espiritual no Lar - Resenha Crítica da Lição 07 - 3º. Tri. 2012 - EBD CPAD - 12.08.12


 1Coríntios 7.12-16                          

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Explicar como deve ser o procedimento do crente quando um dos cônjuges não é crente.
  2. Conscientizar-se de que quando um dos cônjuges não é crente é preciso agir com muita sabedoria.
 3.  Compreender o valor da evangelização no lar. 
                   Resenha Crítica
                                 Escrita por: Pr. João Barbosa da Silva                               http://nasendadacruz.blogspot.com
 O lar é aquele lugar do aconchego nas horas difíceis onde cada pessoa é ela própria. Nele as famílias se encontram física e espiritualmente dentro de um clima de amor, confiança, respeito e dignidade.

A casa é o abrigo do lar transformado no paraíso do casal pelos laços sacramentais do matrimônio, o lugar onde através do amor conjugal a família é constituída e se expande.

Dependendo do direcionamento espiritual levado a efeito pelos dois ou simplesmente um dos cônjuges, a vida familiar prossegue com menor ou maior dificuldade, haja vista um casal ser formado por pessoas de naturezas diferentes.

Embora segundo a Bíblia, no casamento ambos tornam-se uma só carne (Gn 2.24; Mt 19.5,6), existem as questões humanas de visão de mundo, intelecto, situação financeira e educação doméstica entre inúmeros fatores que muitas vezes levam o casal a carregarem um jugo desigual.

Metaforicamente uma casa pode indicar a linhagem de uma pessoa (Lc 1.27; 2.4). Também aponta para a descendência de uma pessoa (Js 24.15; Sl 113.9;). Pode indicar uma família ou clã (Gn 43.16). O corpo humano é a casa da alma enquanto ela estiver neste mundo (2Co 5.1).

A Bíblia nos fala de “jugo desigual” (Dt 22.8-10) – “Quando edificares uma casa nova, farás no telhado um parapeito, para que não ponha culpa de sangue na tua casa, se alguém de alguma maneira cair dela. Não semearás a tua vinha de diferentes espécies de semente, para que se não profane o fruto da semente que semeares e a novidade da vinha. Com bois e com jumentos juntamente não lavrarás”.

Nessa passagem bíblica é vedada a combinação de animais de diferentes raças em várias formas de trabalho. Por exemplo, um boi não podia ser atrelado ao arado juntamente com um jumento. Deus tornou distintas as espécies de animais e o homem não deve juntar-se àquilo que naturalmente é separado.

O jugo desigual não se refere a alguma forma de “desigualdade”, como se o crente, em qualquer associação, fosse o elemento “melhor” do par, e assim tivesse a necessidade de dar a essa associação a sua superior qualidade, ao passo que o lado incrédulo, naturalmente, corrompesse a associação de alguma maneira. É possível que assim realmente aconteça, em muitas oportunidades, mas não é isso o que está em foco nestes versículos.

O jugo desigual no casamento implica em uma distinção natural entre o crente e o incrédulo. No crente existe a implantação da natureza moral divina, o que o incrédulo não possui; por isso mesmo, certas formas de associação com os incrédulos pode corromper a expressão de justiça dos crentes.

O crente representa a luz mas o incrédulo representa as trevas. Há certas modalidades de associação que requerem comunhão íntima. Tais associações um crente não pode estabelecer com um incrédulo, porquanto não existe base firme para comunhão necessária a tais relações.

O crente e o incrédulo são representantes de reinos diferentes e opostos um ao outro, é impossível de serem reconciliados. Portanto, não podem associar-se com certa intimidade sem provocar conflitos.

Os crentes em cristo não podem concordar sobre as questões mais importantes da fé com os incrédulos, os quais não recebem e nem respeitam a Jesus de Nazaré como Senhor e Salvador.
A comunhão entre o crente e o espírito de Deus é tão íntima que o Senhor faz do crente um templo seu. O Espírito Santo habita nos crentes, individualmente, e coletivamente.

Portanto, um crente não pode ter qualquer conexão com a idolatria, em nenhuma de suas variadas formas; a presença permanente do Espírito do Senhor na vida do crente requer desta forma de santidade que não pode ser mantida se o crente insistir em suas associações más com os incrédulos.

O templo de Deus é corrompido por essas associações íntimas com os incrédulos. O crente faz parte do povo de Deus. Isso fala sobre possessão e direitos diversos. Não pertencemos a nós mesmos, mas antes, fomos comprados por grande preço; e isso requer uma conduta agradável ao proprietário dos templos, que são os remidos (1Co 6.19,20).
O apóstolo Paulo aconselha: “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? Ou que comunhão tem a luz com as trevas? Que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o crente com os incrédulos? E que consenso tem o santuário de Deus com os ídolos? Pois nós somos santuários do Deus vivo, como Deus disse; Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo”   (2 Co 6.14-16).

Havia na igreja de Corinto, muitos crentes casados onde a mulher era pagã e outros casos em que a mulher era cristã e o homem pagão. Mas ambos haviam constituído famílias antes de conhecerem a Cristo.

A questão era se eles deveriam continuar juntos ou separarem-se. Entretanto, como haviam se conhecido antes de aceitarem a Cristo, o apóstolo Paulo aconselha a ambos não se separarem.

“Para os que já estão casados tenho um mandamento que não é meu, mas do Senhor: que a mulher não se separe do seu marido. Porém, se ela se separar, que não se case de novo, ou então que faça as pazes com o marido e que o homem não se divorcie da sua esposa.

Aos outros digo eu mesmo, e não o Senhor: Se um homem cristão é casado como uma mulher que não é cristã, e ela concorda em continuar vivendo com ele, que ele não se divorcie dela. E, se uma mulher cristã é casada com um homem que não é cristão, e ele concorda em continuar vivendo com ela, que ela não se divorcie dele.

Pois, Deus aceita o homem que não é cristão por ele estar unido com sua esposa cristã; e aceita a mulher que não é cristã por ela está unida com o seu marido cristão. Se não fosse assim, os filhos deles não pertenceriam a Deus. Mas sendo assim eles pertencem”. (Bíblia de Estudo Despertar. NTLH.S.B.Brasil).

Deus estabeleceu o casamento para o bem estar e felicidade da família, o que somente será possível pelo amor.
Os gregos tinham pelo menos quatro palavras que definiam o amor em suas várias formas.
O “phileo” = amor fraternal relacionado á amizade entre duas pessoas a exemplo da amizade que havia entre Davi e Jônatas.
O “storge” = sentimento de afeição como o amor entre pais e filhos.
O “eros” = amor desejo; trata-se do amor entre pessoas de sexos opostos.
O “ágape” = amor na sua dimensão mais elevada e mais pura, o amor de Deus.

Entre os cônjuges deve existir o amor nas suas quatro dimensões. O amor puro sincero e verdadeiro acompanhado de atenção, carinho, cavalheirismo, paciência, tato e compreensão, são essenciais para perpetuar o amor entre os cônjuges (Ef 5.25; Cl 3.19; 1Pe 3.7).

A Bíblia ensina que marido e mulher devem se agradar mutuamente (1Co 7.33,34). E a mulher deve ao marido, tanto agrado como a obediência. Amor e obediência são deveres (Rm 3.8). O agrado é um fruto que brota espontaneamente do amor, da gratidão e do contentamento.

A mulher como esposa quer ser valorizada pelo que é, e por aquilo que ela proporciona ao marido como sua auxiliadora idônea (Gn 2.18). Seu amor pelo marido manifesta-se através do respeito, da dedicação, da solidariedade, das tarefas e dos cuidados no dia a dia. Tudo pela motivação do amor (Ct 2.4).

As relações na família têm sido fortemente influenciadas pelos efeitos da mídia. O mundo globalizado encontra na mídia o seu mais forte aliado para uma comunicação sem fronteiras, deixando sobre o livre arbítrio dos homens desse novo tempo a seletividade e a capacidade crítica de abraçar todos os recursos e informações disponíveis ou estabelecer critérios, limites e paradigmas a esse bojo de opções, entre os quais ferve o caldeirão dos pecados que exala odor atrativo aos que estão de olhos vendados pelo príncipe deste século.

Entretanto, a família cristã, poderá encontrar na Palavra de Deus o verdadeiro antídoto para resistir e enfrentar altaneiramente ás pressões do mundo moderno (1 Jo 2.16,17).

Os meios de comunicação têm a capacidade de formar opiniões nas esferas social, intelectual, financeira, sexual e educacional.
Entretanto, de forma geral, as opiniões emitidas costumam ser adulteradas por interesses malignos e tendenciosos, e nem sempre aquilo que se vê ou ouve nos meios de comunicação representa a verdade do acontecido.

O mau uso dos meios de comunicação prejudica o relacionamento familiar e a comunhão com Deus, roubando-lhe o tempo da oração, da leitura bíblica, do culto doméstico e até mesmo dos cultos regulares da igreja, destruindo os valores morais e espirituais.

Deus disse a Moisés: “Não meterás, pois, abominação em tua casa, para que não sejais anátema...” (Dt 7.26). Se faltar rigor no controle desses meios de comunicação o prejuízo será irreparável na vida conjugal, no desenvolvimento dos filhos e na manutenção do padrão ético cristão estabelecido por Deus para a família.

Os homens de Deus no passado fizeram uso dos meios de comunicação disponíveis no seu tempo, sempre com o objetivo de usufruir o melhor daqueles recursos. Noé sentindo a necessidade de saber como estava a situação da terra soltou um corvo e depois soltou uma pomba para ver se já havia condições de descer da arca com sua família. Aquelas aves iriam indicar a Noé as condições do tempo (Gn 8.7-14).

O rei Ezequias se utilizou dos correios, o mais eficiente meio de comunicação de sua época, para convidar os filhos de Israel a subirem a Jerusalém para celebrarem a Páscoa (2Cr 30.6,10,13-16).

Entendemos que o avanço tecnológico é uma grande bênção para os homens, porém o seu mau uso é uma maldição, pois através destes meios o príncipe das potestades do ar tem controlado a humanidade comprando e vendendo as suas almas. O apóstolo Paulo bem nos adverte: “Examinai tudo e retende o bem” (1Ts 5.21).

Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2012 – (Comentarista: Eliezer de Lira e Silva)
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
CHAMPLIN. R. N. O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Editora Hagnos.
CHAMPLIN. R. N. O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Editora Hagnos.

ALEXANDER, T. Desmond. Novo Dicionário de Teologia Bíblica. Editora Vida.

DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. Editora Hagnos.
CHAMPLIN, R. N e BENTES, M.J. Ph.D. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos.

Assessoria literária redacional e pedagógica da Mssª. Laudicéa Barboza da Silva em http://nasendadacruz.blogspot.com  Visite-nos e confira nossas produções bíblico-literárias e pedagógicas contextualizadas com os temas.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A Despensa Vazia - Esboço da Lição 06 - 3º. Trimestre 2012 - EBD CPAD - 05.08.12


  2Reis 4.1-7                        
 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Compreender que a fé em Deus nos ajuda a lutar contra os imprevistos.
  2. Conscientizar-se de que Deus age segundo aquilo que temos.
  3.  Explicar a providência divina no Antigo e Novo Testamento.
                   Esboço:

Mesmo com as grandes conquistas sociais do nosso tempo ainda existem milhões de famílias que vivem abaixo da linha da pobreza passando por privações e escassez de alimentos básicos, vestuário, moradia, saúde, higiene e educação.

Muitas são as causas que podem levar uma família a viver essa vida precária, tudo acontecendo desde o descaso dos poderes constituídos, a outros fatores como desemprego, indisposição para o trabalho, falta de capacitação para se inserir no competitivo mercado de trabalho e até mesmo desinteresse de parentes e amigos próximos àquele grupo.

A providência de Deus é suficientemente vigorosa para excluir a possibilidade de um fracasso final.
O plano de Deus encerra muitos retrocessos, mas ele jamais desiste.
Algumas vezes ele pode recuperar-se usando os restos que homens e mulheres deixaram para trás, os seus equívocos, seus ataques e seus sacrifícios.

O propósito da providência de Deus consiste em preservar a vida, não somente a duração da vida terrena, mas também a boa qualidade dessa vida.
Há ocasiões em que enfrentamos situações por mais difíceis para nós as vencermos sozinhos, e isso faz necessária a ajuda divina ou a intervenção divina.

A tribulação, embora nos pareça sempre tão desagradável, com freqüência nos serve de ajuda em nosso progresso espiritual, e não de empecilho, porque, em seu desenrolar, vamos obter as porções apropriadas e necessárias de vitórias e felicidades.

 O Antigo Testamento relata o caso de uma mulher que ficou viúva com dois filhos e uma dívida para ela considerada impagável. Embora tivesse uma casa para morar, não era detentora de outros bens, senão os dois filhos e uma botija de azeite (2Re 4.1-7).

À pobre viúva sobraram dívidas assumidas por seu marido, e os abutres estavam à sua caça.
O caso era tão sério que um credor tinha ameaçado vender os dois filhos da mulher á servidão, para que a dívida fosse saldada.
Isso ele acabaria fazendo, sem dúvida. A viúva então apelou para o profeta Eliseu intervir no caso, da forma que Yahweh o instruísse a agir.

Eliseu perguntou a mulher o que ela tinha em casa; e esta respondeu: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite (2Re 4.2).
Ela tinha em casa um bem precioso e de grande valor comercial – uma botija de azeite. Produto esse que colocado à venda não haveria nenhuma dificuldade de comercialização, haja vista, todos precisarem de azeite, pois ele possuía utilidades incontáveis.

O azeite figurava entre os principais artigos do comércio, juntamente com os cereais e o vinho (Nm 18.12; Dt 7.13).
Era largamente negociado (Ez 27.17; Lc 16.6).
As riquezas de uma pessoa eram parcialmente calculadas em termos de azeite. Óleo batido (que era o melhor azeite) formava parte do pagamento anual do rei Salomão a Irão rei de Tiro (1Re 5.11).

O azeite era um produto de valor suficiente para que Eliseu aconselhasse à viúva a pagar sua dívida mediante a venda do azeite (2Re 4.7).
Ao tomar conhecimento de que a mulher possuía uma botija de azeite e conhecendo o seu alto valor comercial a instruiu a pedir muitos vasos emprestados aos seus vizinhos.

A mulher procedeu de acordo com as instruções do profeta e em seguida pediu uma nova instrução ao homem de Deus; que lhe mandou vender o azeite, pagar as dívidas e junto com os filhos viver do restante que lhe sobrasse.

Pela sua preciosidade, o azeite era guardado nos tesouros reais juntamente com o ouro, a prata e outras especiarias (2Re 20.13).
E também o azeite era usado como pagamento de tributos (Os 12.1).

O azeite era utilizado como cosméticos, para ungir a pele do corpo, os cabelos, ou simplesmente para efeito de beleza (Dt 28.40; 2Sm 12.20; 14.2; Rt 3.3).
Na medicina da época o azeite servia de medicamento, sendo esfregado no corpo quando a pessoa estava febril, ou era usado em banhos e na unção de ferimentos (Is 1.6; Lc 10.34).

A mulher de que trata o episódio era a esposa de um dos discípulos dos profetas. Ela tinha acabado de perder seu marido. O homem tinha sido servo de Eliseu, ou seja, era alguém que estava debaixo de suas instruções, visto ser ele, o cabeça das escolas dos profetas; uma escola que acredita-se ter sido Samuel o seu fundador (1Sm 10.1,5; 19.20).

Alguns estudiosos entendem que esse homem filho ou discípulo dos profetas, esposa desta mulher tenha sido Obadias, um homem de influência nos dias de Acabe e que escondeu cem homens dos profetas em uma caverna para que escapasse da fúria da rainha Jezabel, esposa do rei Acabe; e os alimentou com pão e água durante os três anos e seis meses de fome nos dias de Elias (1Re 18.8-13).

Seja como for este era um homem digno que tinha observado a lei de Yahweh e não estava envolvido na idolatria. Pela sua condição digna, sua viúva mereceu ajuda de Eliseu que foi o responsável por essas escolas de profetas durante o seu ministério tendo em vista ser Eliseu o substituto do profeta Elias (2Re 2.14-16).

Essas escolas, posteriormente, foram mais firmemente estabelecidas por Elias e Eliseu no reino do norte ou das dez tribos. Elas seguiam o modelo ideal hebreu, da relação entre professor e aluno.

Eles viviam em comunidades e o ensinamento era bíblico, místico e através do exemplo pessoal. Transmitiam a seus discípulos conhecimentos e instruções acerca do ofício profético.
Várias escolas de profetas foram estabelecidas em Ramá e Gibeá (1Sm 19.20; 10.5,10). Também havia centros dessas atividades em Gilgal, Betel e Jericó (2Re 4.38; 2.3,5,7,15; 4.1; 9.1).

Cem estudantes de uma dessas escolas acompanhavam Eliseu nas refeições em Gilgal (2 Re 4.38, 42, 43).
 Cinquenta desses discípulos achavam-se com Elias e Eliseu quando eles foram até o rio Jordão (2Re 2.7.16,17).

Acredita-se que eles viviam em uma casa comum na companhia dos profetas, ou, em uma mesma comunidade (2Re 6.1).
Alguns desses profetas eram casados, e tinham seus próprios lares (2 Re 4.1).

A profecia e seus poderes acompanhantes, e o ministério, eram dádivas da parte de Deus.
Comumente, alguns desses homens tiravam proveito de sua associação com os grandes homens de Deus.
Há indicação de que a música sacra e a poesia fazia parte do curriculum, ou, pelo menos, pessoas habilidosa nesse campo se associavam com os estudantes daquela escola (1Sm 10.5).

A música espiritual de boa qualidade tem efeitos benéficos sobre o espírito dos homens, da mesma maneira que a música de má qualidade corrompe.



Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2012 – (Comentarista: Eliezer de Lira e Silva)
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
CHAMPLIN. R. N. O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Editora Hagnos.
CHAMPLIN. R. N. O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Editora Hagnos.

ALEXANDER, T. Desmond. Novo Dicionário de Teologia Bíblica. Editora Vida.

DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. Editora Hagnos.
CHAMPLIN, R. N e BENTES, M.J. Ph.D. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos.

Assessoria literária redacional e pedagógica da Mssª. Laudicéa Barboza da Silva em http://nasendadacruz.blogspot.com  Visite-nos e confira nossas produções bíblico-literárias e pedagógicas contextualizadas com os temas.

sábado, 28 de julho de 2012

Esboço - As Aflições da Viuvez - Lição 05 - 3º. Trimestre 2012 - EBD CPAD - 29.07.12


  Lucas 2.35-38; Tiago 1.27
                        
 OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Conceituar o estado da viuvez.
  2. Descrever exemplos bíblicos de viuvez.
  3. Destacar o aspecto social da viuvez.
                     Esboço:
Caracteriza-se viúva, a mulher que perdeu o marido na morte e que não se casou de novo.
A morte do marido ou vice versa, corta o vínculo marital, deixando a viúva (o), livre para casar-se de novo, se assim desejar.

“Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido.
De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for doutro marido; mas, morto o marido, livre está da lei e assim não será adúltera se for doutro marido” (Rm 7.2, 3).

Esta é a recomendação do apóstolo Paulo a Timóteo: “Honra as viúvas que são verdadeiramente viúvas. Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam eles primeiro a exercer piedade para com a sua própria família, e a recompensar seus progenitores; porque isto é agradável a Deus” (1Tm 5.3,4).
Continuando Paulo diz a Timóteo: “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel” (1Tm 5.8).

Desde tempos remotos, as viúvas trajavam de modo apropriado à sua condição social (Gn 38.14,19), despojavam-se de seus ornamentos, vestiam-se de saco, não se penteavam nem ungiam rosto.

Deus sempre mostrou compaixão especial para com as classes desprotegidas e, principalmente, para com as viúvas.
Para os israelitas Moisés deixou muito claro que Deus não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas; faz justiça ao órfão e à viúva (Dt 10.17,18).

A lei mosaica determinava que as viúvas fossem tratadas com justiça e consideração, determinando severas penas a quem a violasse (Ex 22.22-24).
Tiago ensinou que “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27).

Nas igrejas ao cuidado de Timóteo, certas viúvas, que eram verdadeiramente viúvas, sem filhos ou netos que lhe prestassem auxílio, eram socorridas pelas igrejas e ocupavam cargos de beneficência – “Se algum crente ou alguma crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que se possam sustentar as que deveras são viúvas” (1Tm 5.16).

Para desempenhar certas funções, era preciso que as viúvas tivessem ao menos 60 anos, que tivessem tido um só marido, que tivessem bom testemunho na prática das boas obras, conforme Tiago 5.9,10.

No Antigo Testamento Deus se utilizou de uma viúva gentia da cidade de Serepta ou Zarefate, onde Deus operou o milagre da farinha de trigo na panela e o azeite de oliveira na botija.

As viúvas geralmente não se encontravam em boa situação financeira, principalmente na condição que encontramos nesse texto, pois havia uma grande fome por causa da seca em toda Palestina e nações circunvizinhas.

Devido Elias haver entregue uma mensagem contrária a Acabe, Deus ordenou que ele se ocultasse do mesmo que estava furioso.
Elias deveria esconder-se junto ao ribeiro de Querite, e os corvos lhe levavam mantimento e ele tomava água do ribeiro (1 Re 17.1.6).
Quando a torrente do Querite secou Deus ordenou que ele fosse para Serepta em Sidom, pois já havia ordenado a uma mulher viúva que o sustentasse.

Elias foi para Serepta, e bem no portão da cidade encontrou a viúva que juntava gravetos para fazer fogo para cozinhar. Então, ele pois, fez sua primeira exigência.
Queria água, e isso ela foi capaz de prover-lhe. Quando ela estava indo buscar água, ele a chamou para pedir-lhe pão.

Ora, isso ela não tinha.
Ela não tinha nem pães nem bolos, mas tinha um pouco de farinha de trigo e de azeite. Isso era o suficiente para preparar um único bolo.
E o profeta exigiu que ela o servisse primeiro.

As necessidades daquela viúva eram muito grandes. Ela tinha um filho pequeno, cuja sobrevivência dependia de seus esforços. As coisas chegaram a tal ponto que a viúva imaginou ser aquela a sua última refeição. Ela e o menino comeriam aquilo e depois morreriam. Era essa sua expectativa. (1 Re.17.11,12).

Um milagre estava prestes a aliviar seu desespero. A viúva aprenderia uma grande lição espiritual através de toda aquela experiência, quando Elias disse para ela: “Não temas; vai e faze conforme a tua palavra; porém faze disso primeiro para mim um bolo pequeno e traze-mo para fora; depois, farás para ti e para teu filho.

Porque assim diz o Senhor, Deus de Israel: A farinha da panela não se acabará, e o azeite da botija não faltará, até ao dia em que o senhor der chuva sobre a terra. E foi ela e fez conforme a palavra de Elias; e assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias.
Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Elias” (1Re 17.13-16).

O judaísmo sempre teve o zelo de cuidar dos órfãos e das viúvas, enfatizando a necessidade de doação aos pobres, isso tanto dentro da comunidade religiosa como fora dela.
Naquela época, tal como agora as mulheres geralmente tinham vida terrena mais longa que os homens, e isso produzia certo número de mulheres idosas e dependentes, sem recursos financeiros, sem meio de se sustentarem, ainda que fossem saudáveis para trabalhar.

Naquele tempo não havia programa sociais, como se vê nos dias atuais, conforme acontece em muitas sociedades modernas.
Portanto, cabia aos familiares das viúvas, ou aos membros da igreja, cuidar de tais mulheres, quando elas fossem cristãs.

Mas houve muitos abusos, porquanto viúvas mais jovens, que poderiam trabalhar ou casar-se novamente, se aproveitavam da possibilidade de viver “às custas” da igreja.
Além disso, havia aquelas famílias egoístas que lançavam a carga do sustento de suas viúvas sobre a comunidade cristã, quando elas mesmas facilmente poderiam ter cuidado de suas viúvas necessitadas.

Por causa de tais abusos é que surgiu a ordem das viúvas no seio da igreja primitiva conforme podemos observar em 1Tm 5.3-16.
Daí a recomendação do apóstolo Paulo no versículo 4 – “Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam eles primeiro a exercer piedade para com sua própria família, e a recompensar seus progenitores; porque isto é agradável a Deus”.

Adverte ainda o apóstolo quanto a estes abusos - “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel” (v.8).
E Tiago complementa: “A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e guardar-se da corrupção do mundo” (Tg 1.27).

O cuidado pelas viúvas e pelos órfãos é um aspecto natural que os piedosos sentem pelos que sofrem e pelos desamparados.
Essa foi sempre uma característica da sociedade judaica – “Deus faz com que o solitário viva em família” (Sl 68.6a).

Em Dt 24.17 encontramos a seguinte recomendação: “Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva”.
E Isaias recomenda: “Aprendei a fazer o bem; praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas” (Is 1.17).

Essas atitudes foram transferidas para a igreja cristã (At 6.1-7). Isto também é mencionado como parte das normas eclesiásticas, por parte de diversos pais da igreja, como Inácio de Esmirna e Justino Mártir.

Com freqüência as viúvas formavam uma espécie de grupo distinto dentro da igreja, exercendo as funções de oração e de serviços prestados aos pobres; e assim se tornavam elementos úteis (At 9.39,41).

Nos dias de Tertuliano havia listas oficiais de viúvas. Duas classes eram distinguidas entre elas:
a)    Haviam as que eram objeto de honra e caridade;
b)    E haviam aquelas que ocupavam posições de ofício ativo da igreja.

O versículo de 1Tm 5.9,10 dá idéia da existência de uma lista oficial no seio da igreja. Assim afirma o apóstolo Paulo: “Não seja inscrita como viúva nenhuma que tenha menos de sessenta anos e só a que tenha sido mulher de um só marido, aprovada com testemunho de boas obras, se criou filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu aos atribulados, se praticou toda sorte de boas obras”.

Esta passagem provê a mais antiga evidência bíblica acerca da existência de uma ordem de viúvas na igreja cristã.
E que isso já havia na igreja primitiva, bem nos primórdios de sua história também fica subentendido em At 9.39,41.

Naquele tempo, quando a expectativa de vida era extremamente curta, talvez abaixo de 40 anos, bastaria essa exigência para que restasse um pequeno grupo de mulheres capazes de fazer parte dessa lista como viúvas autênticas.

A condição da idade avançada, sem dúvida alguma, se alicerçava, tal como no caso paralelo dos “anciãos”, de que as mulheres mais idosas tendiam para ser mais dedicadas e devotas ao Senhor do que as mulheres jovens.

Essa condição também visava impedir arrolar mulheres mais jovens, que pendessem por um novo casamento, o que as afastaria da vida dedicada a Deus, que deveria caracterizar todas as mulheres membros daquele grupo.



Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2012 – (Comentarista: Eliezer de Lira e Silva)
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
Bíblia de Estudo Despertar – Nova Tradução na Linguagem de Hoje – Sociedade Bíblica do Brasil
CHAMPLIN. R. N. O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Editora Hagnos.
CHAMPLIN. R. N. O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Editora Hagnos.

ALEXANDER, T. Desmond. Novo Dicionário de Teologia Bíblica. Editora Vida
DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. Editora Hagnos.
CHAMPLIN, R. N e BENTES, M.J. Ph.D. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos.

Assessoria literária redacional e pedagógica da Mssª. Laudicéa Barboza da Silva em http://nasendadacruz.blogspot.com  Visite-nos e confira nossas produções bíblico-literárias e pedagógicas contextualizadas com os temas.