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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

OS BEBÊS PODEM APRENDER QUE FORAM CRIADOS POR DEUS

Interação Pedagógica


           PREPARANDO O AMBIENTE PARA A  APRENDIZAGEM
                                      
Todos sabemos que os Bebês requerem cuidados especiais.
É preciso estar atentos com a limpeza e higiene do ambiente.
Os produtos de limpeza a serem usados devem ser neutros.
Odores fortes podem causar problemas alérgicos e respiratórios, que prejudicam a saúde da criança.
Semanalmente os brinquedos devem ser lavados, assim como os lençóis, as lixeiras, as luminárias, etc.
É preciso passar pano no chão, aspirar tapetes, desinfetar armários, móveis, mesas e cadeiras, e o ar deve ser sempre renovado.
Quando em uma salinha de Berçário, o professor deve chegar cedo e abrir as janelas.
Mas em casa a Mamãe ou a Vovó também deve seguir todos os requisitos para a segurança do Bebê.

1. INTERAJA COM O BEBÊ ENSINANDO O VERSÍCULO
     (Ele nos fez......Sl 100.3)
Podemos orientar os Bebês a conhecer Deus, o seu Criador.
Muitas pessoas duvidam da capacidade de aprendizagem dos Bebês sobre Deus.
Entretanto, é plenamente possível ensinar-lhes as verdades bíblicas, haja vista, serem muito inteligentes e estarem prontos a aprender.
Para ensinar ao Bebê sobre as verdades de Deus (o versículo bíblico) mantenha-o bem próximo a você.
Coloque-o no colo confortavelmente em um ambiente propício à aprendizagem e tenha sempre à mão uma Bíblia ilustrada, aberta em ilustrações que correspondam ao ensino que ele vai receber.
Seu cérebro fotografará as imagens e arquivos mentais através da conexão dos neurônios serão criados em sua mente.
Algo que devido á idade receptiva à aprendizagem jamais se apagará.
 Converse com ele sobre a Bíblia e diga-lhe que aquele livro é a Palavra de Deus, não importa a sua idade, se tem 2 meses ou 2 anos, a informação não voltará vazia.
Ao dizer-lhe que o livro é a Palavra de Deus, fale o versículo correspondente ao tema – Deus me criou.
 Repita para o Bebê várias vezes: “Ele nos fez...”

Para aprender a história bíblica, o Bebê deve estar acomodado em uma cadeira especial para Bebê, se possível, no “Bebê-Conforto”.

Permita que se veja no espelho. Então diga:
Deus criou.....(fale o nome da criança).
Ele criou você com uma boquinha (aponte para a boca).

Ele criou você com dois olhinhos (aponte para os olhos) e criou você com um nariz, também (aponte para o nariz).

Fale: Deus é bom. Deus criou você.
Conte essa história para ele por toda a semana, diariamente.

Ensine o versículo á criança de 1 e 2 anos, (Ele nos fez......Sl 100.3),  enfeitando com papel de presente uma caixa de papelão.
Coloque dentro dela um espelho.
A caixa deve ficar sobre uma mesa.
Explique que Deus criou o céu, as flores, os animais.
 Mas hoje, ele vai conhecer alguém mais especial e muito importante que Deus criou.
Depois convide-o para olhar para dentro da caixa.
Ele verá sua própria imagem refletida no espelho.

É hora de explicar que fomos criados por Deus.
Recite o texto bíblico e experimente fazê-lo vivenciar a experiência juntos e em vários momentos.

Para contar-lhe a história bíblica sente com ela no chão sobre um tapete, se tiver com 2 ou mais crianças, forme um círculo.
Mostre-lhes figuras ou fotos de diferentes crianças.
A medida que forem vendo as figuras ou fotos, vá dizendo:
Deus nos criou.
Ele criou essa criança.

Mostre a figura ou a foto, e se for conhecida, cite o nome dela.
Depois, diga que Deus também a criou (cite o seu nome).
Vamos agradecer a Deus por ter nos criado. Amém.
 2. INTERAJA COM O BEBÊ LOUVANDO
 As crianças de 0 a 2 anos aprendem através da música, através do olhar, do ouvir, ou simplesmente por imitar aqueles que o cercam no seu dia a dia.

Desde cedo devemos proporcionar ao Bebê impulsos sonoros, pois assim terá mais capacidade para desenvolver sua capacidade cognitiva.

Para o Bebê, a música não tem unicamente a finalidade de entretenimento.
A música é para ele uma importante ferramenta de aprendizagem.
Por isso valorize a música na vida do seu Bebê.
Cante com ele, faça gestos e bata palmas.
                                        Logo, logo ele irá reproduzir tudo que viu e ouviu.
 3. INTERAJA COM O BEBÊ BRINCANDO
 Embora nos primeiros meses de vida a criança passe a maior parte do tempo dormindo, ela não é um ser passivo.
Precisa de interação para se sentir acolhida.
E a melhor maneira é brincar com ela.
Nesta fase o bebê não precisa de brincadeiras muito elaboradas.
 Conversar, pegá-lo no colo e fazer leves cócegas; já tem um sentido lúdico.
Brinque com o Bebê cobrindo o rosto com um lenço e em seguida incentive a criança a tirá-lo com perguntas do tipo Cadê?

Depois de alguns segundos é só puxar o lenço, e dar um sorriso acompanhado do “achou”!
E repetir: “Deus criou o Bebê”!
Também vale esconder os brinquedos ou tapar os olhos com as mãos

As crianças de 1 e 2 anos estão em uma fase de familiarização com as relações de causa e efeito,  por isso ficam atraídas por objetos que possam empilhar.
Tirar e por bugigangas dentro de uma caixa também pode ser o máximo para elas.

Então pegue a mesma caixa que utilizou para ensinar o versículo e coloque dentro dela alguns bichinhos de borracha e alguns bonecos.
Deixe que esvazie e encha a caixa por algumas vezes e na medida que pegue os brinquedos vá dizendo para ela:

“Deus criou o coelhinho, Deus criou o peixinho, Deus criou o gatinho.
De acordo com o animal que for sendo retirado, vá dando o destaque.

Dê nomes conhecidos aos bonecos e por fim diga: “Deus criou você também”.

5. COMO SE COMPORTAM OS BEBÊS
Por volta dos 7 meses, o Bebê é muito simpático e social.
Porém em torno dos 8 meses, começam a ter atitudes que deixam pais, e pessoas que lidam com eles como os professores, totalmente desconcertados.
                                    Recusam o colo que não seja da mamãe ou do papai.
Muitas vezes, nem a vovó, o vovô, ou parentes próximos estão livres de serem rejeitados.
Porém essa é uma reação normal da criança, faz parte do processo do seu amadurecimento, onde ela recusa contato fora do seu ambiente doméstico.

Por isso, deve-se evitar a troca de Professores e Auxiliares nas Classes do Berçário.
O famoso rodízio deve ser evitado.
A adaptação da criança na classe será mais fácil quando o estranho for superado.
Então a criança será capaz de estabelecer novos contatos.

6. CURIOSIDADES SOBRE OS BEBÊS
.A convivências dos pequeninos com outras crianças deve ser estimulada logo cedo.
Porém, é comum acontecerem algumas brigas ocasionais.
As crianças de 1 e 2 anos não são muito interativas em grupos.
As brincadeiras são muito pessoais.
.A sociabilização só vai ser maior a partir do terceiro ano, no maternal.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Segundo afirma Piaget, a criança de 0 a 2 anos está no seu estágio sensório-motor e aprende a partir de reflexos neurológicos básicos.
O Bebê começa a construir esquemas de ação para assimilar mentalmente o meio.
Também é marcado pela construção prática das noções de objeto, espaço, causalidade e tempo.

As noções de espaço e tempo são construídas pela ação, configurando assim, uma inteligência essencialmente prática.
Segundo a teoria de Piaget o comportamento é aprendido pela observação dos modelos, os quais podem exercer uma influência direta ou indireta sobre o comportamento do indivíduo.
 A criança aprende progressivamente através de várias fontes, tais como a família, a escola, os amigos e os “media”.
Atualmente para além da televisão, destaca-se mais os “medias” – a internet, uma porta aberta para o mundo, que contribuem para a sociabilização da criança.

O brincar é o principal modo de expressão da infância e uma das atitudes mais importantes para que a criança se constitua como objeto da cultura.
Desde a idade do berçário, 0 a 2 anos, pais e professores devem observar e registrar as ações das crianças ao longo da brincadeira para propor desafios diferenciados, de acordo com a idade e a situação.

Quando brinca, a criança usa seus recursos para explorar o mundo, amplia sua percepção sobre o ambiente e sobre si, organiza o pensamento, além de trabalhar seus afetos e sensibilidades.
 Entre 0 e 2 anos, os Bebês praticam os chamados jogos de exercício – as brincadeiras sensório-motoras, designadas por Piaget, como quando os pequenos descobrem novos objetos ou imitam os gestos corporais e vocais de seus parceiros mais experientes, colocando em ação um conjunto de condutas que os ajudam a desenvolver suas potencialidades.


Fontes:
Texto baseado no Manual do Berçário ½ da Escola Dominical – CPAD
Comentarista:Telma Bueno
revistaescola.abril.com.br
Wikipédia




sábado, 11 de fevereiro de 2012

TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE - Lição 07 - 1º. Trimestre 2012 - EBD-CPAD – Esboço

     Filipenses 4.10-19
      Pr. João Barbosa

Assessoria literária redacional e pedagógica da Mssª. Laudicéa Barboza da Silva  laudiceabarboza@hotmail.comhttp://nasendadacruz.blogspot.com  Visite-nos e confira nossas produções bíblico-literárias e pedagógicas contextualizadas com os temas.
Ouça a Nossa Rádio Missionária: nasendadacruz.com e
desfrute das temáticas de urgência mundial proferidas através do Programa Missionário Andando Por Onde jesus Andou e das Mensagens pregadas pelo Pr. João Barbosa em Portugal, além de muita música evangélica de boa qualidade.  
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
1.   Conscientizar-se de que a prosperidade também ocorre na adversidade.
2.   Reconhecer que a prosperidade fundamenta-se na dependência de Deus.
3.   Identificar a unidade e a solidariedade como fundamentos necessários para a prosperidade.
Esboço
A expressão Paulina, cuja, é alvo temático na lição em destaque “Tudo posso naquele que me fortalece” tem sido objeto de interpretação equivocada, fora do seu contexto, por incontáveis pseudos intérpretes da referida expressão.
Tais pessoas induzem uma expectativa de que realmente, tudo podemos fazer sendo esta a compreensão de muitos cristãos, quase que de forma geral.
Entretanto todo estudioso da Bíblia tem a ciência da importância dada ao contexto imediato de toda passagem bíblica que quisermos interpretar.
No caso, o apóstolo Paulo estava a escrever para a igreja em Filipos, quando se achava preso em Roma e queria agradecer-lhes pela oferta generosa que o enviaram.
Na oportunidade o apóstolo reafirma, antes de mais nada, sua total dependência de Cristo e agradece pela lembrança dos amados irmãos, bem enfatizando:
“Não digo isto por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade.
Posso todas as coisas naquele que me fortalece.Todavia fizestes bem em tomar parte na minha aflição” (Fp 4.11-14).
Assim Paulo demonstra que toda a nossa suficiência acha-se em Deus e não em nós mesmos. Apesar de estar atravessando um momento de grandes dificuldades, os apóstolos dos gentios conforta os irmãos de Filipos, mostrando que durante o seu ministério muito cresceu espiritualmente, aprendendo  tanto a ter fartura como a padecer necessidades.
Um ensinamento que se sobressai na carta de Paulo aos Filipenses é que a real felicidade fundamenta-se tanto em nosso relacionamento com Deus quanto com o próximo (Fp 2.1-6; 4.2).
O segredo do contentamento e da satisfação, porém, em qualquer circunstância, é reconhecermos           que Deus nos concede em cada situação de dificuldade, tudo quanto necessitamos para uma vida vitoriosa.
A alegria do cristão independe de circunstâncias, pois é a demonstração da verdadeira paz com Deus. O contentamento do crente não depende da abundância ou da escassez dos bens materiais, mas da suficiência em Cristo.
Era uma constante vivência do apóstolo Paulo a declaração de que Deus pela sua infinita graça, sempre nos faz triunfar em Cristo.
Este era o caráter revertido em frutos no ministério do apóstolo Paulo, que o levava a manifestar em todo lugar o cheiro do seu conhecimento como resultado da certeza de que Deus o conduzia, bem como conduz a cada crente dos dias atuais em um verdadeiro triunfo, não obstante aos ataques das hostes infernais da maldade nos lugares celestiais, tentando desviar a nossa sinceridade e devoção a Cristo.
O triunfo dos seguidores de Cristo em qualquer circunstância é o resultado evidente e visível do exalar o suave aroma de Cristo pela vida redimida que reflete a glória do Senhor, experimentando a sua presença, o seu amor, a sua graça, a sua justiça e o seu poder através da oração e do Espírito Santo, ao permanecermos nele e na sua Palavra, até sermos transformados à sua semelhança (Cl 1.3).

Afirma o apóstolo João em sua primeira carta: “Porque todo que é nascido de Deus vence o mundo, e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (1 Jo 5.4). A fé que vence o mundo é uma fé que vê as realidades eternas, que experimenta o poder de Deus e que ama a Cristo de tal maneira que os prazeres pecaminosos, os valores seculares, o proceder ímpio, o materialismo egoísta, não somente perdem sua atração para nós, como também temos por eles repugnância, aversão e antipatia.

Os adeptos da Teologia da Prosperidade tomam a expressão “Tudo posso naquele que me fortalece”, ignorando o contexto do referido texto para utilizá-lo indevidamente, fazendo com que muitos incautos acreditem que podem possuir o que quiserem. Crendo que já que é Deus quem lhes garante isso, Ele o apoiará em todas as circunstâncias, transformando o tão decantado verso “posso todas as coisas” em um mantra que garante tudo na vida, independentemente da vontade divina.
O próprio Jesus nos ensina “Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).
Enganosamente, falsos mestres da Teologia da Prosperidade deixam de ensinar a verdadeira realidade, de que a prosperidade tem sua fundamentação na dependência de Deus, como nos deixa bem claro o viver do apóstolo Paulo quando afirma; “...porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas...”.
Através da citada declaração o apóstolo Paulo deixa bem claro que embora já houvesse experimentado escassez e abundância, jamais deixou de confiar no Senhor. Experimentou muitas necessidades, a dor, o sofrimento e a escassez. Tudo isto, porém, serviu para fortalecer a sua fé e o seu caráter cristão, motivo pelo qual o Senhor Jesus não o livrou de tais padecimentos. Todavia, Ele o fortaleceu e o capacitou para enfrentar todos os momentos difíceis com coragem.

Abaixo apresentamos um quadro descritivo de parte das situações adversas vividas pelo apóstolo Paulo:
1. Ele enfrentou “muitas tribulações” ao servir a Deus (At 14.22).
2. Foi afligido no “espírito”, por causa do pecado dominante na sociedade (At 27.16).
3. Derramou muitas lágrimas (2 Co 2.4).
4. Experimentou angústia de espírito, por causa do pecado tolerado dentro das igrejas (2 Co 2.1-3).
5. Vivenciou tribulações por causa do seu compromisso com a pureza moral e doutrinária da igreja (2 Co 7.5).
6. Sofreu três naufrágios e foi apedrejado (2 Co 11.25).
7. Enfrentou muitos perigos ( 2 Co 11.26).
8. Curtiu frio, fome e nudez (2 Co 11.27).
Uma análise especulativa a respeito da vida de Paulo contraria os prognósticos da Teologia da Prosperidade, pois podemos observar que Paulo não ficou rico no seu exercício ministerial. Pelo contrário, iniciou o seu ministério fazendo tendas (At 18.3) e terminou a sua carreira em uma prisão em Roma (Fp 1.3; At 28.30).
No final de seus dias, o apóstolo precisou que Timóteo lhe enviasse uma capa, para se aquecer no cárcere (2 Tm 4.13). Tal fato evidencia uma grande verdade: a alegria do cristão independe de circunstâncias, pois é a demonstração da verdadeira paz com Deus.
Portanto, ao contrário de que muita gente possa imaginar, a prisão do apóstolo estava sendo uma fonte de bênçãos para o progresso do Evangelho assim como fora a sua liberdade (Fp 1.13,14).
O importante para ele era que o Senhor Jesus fosse exaltado através do seu testemunho, ainda que dentro de uma masmorra.
O crente, seja ele rico ou pobre, deve sempre depender do Senhor, porque sem Ele, nada podemos fazer.
Nossa suficiência procede dEle. Por conseguinte, o “tudo posso” do apóstolo Paulo revela nossa total e completa dependência de Deus. O apóstolo não moldava a sua vida pelas circunstâncias. Cristo era o centro de sua existência. O mesmo Deus que o fortalecia na abundância, também o sustentava na escassez.
 Dessa forma também podemos afirma com ousadia “Tudo posso naquele que me fortalece”.

                                                          
Fontes:
GONDIM, Ricardo. O Evangelho da Nova Era – Uma análise e refutação bíblica da chamada Teologia da Prosperidade. Press Aba
GONÇALVES, José. Lição EBD-CPAD – 1º. Trimestre 2012. Manual do Mestre
CHAMPLIN, R. N e BENTES, M.J. Ph.D. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos.
OLSON, Roger. História da Teologia Cristã – 2000 Anos de Tradição e Reformas. Vida Acadêmica
DESMOND, T. Alexander e ROSNER, Brian. S – Novo Dicionário de Teologia Bíblica – Editora Vida.
CHAFER. Teologia Sistemática. (V.7,8) Editora Hagnus
HAGIN, E. Kenneth. Como Ser Dirigido Pelo Espírito de Deus. Graça Editorial
 Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ANJOS – QUEM SÃO ELES?

Programa Missionário “Andando Por Onde Jesus Andou”.
Produção e Apresent. do Pr. João Barbosa da Silva e da Mssª. Laudicéa Barboza
Em nosso SITE nasendadacruz.com  assista diariamente a reapresentação de um de nossos Programas “Andando por Onde Jesus Andou”

Texto Bíblico Chave
“E havia um homem de Zorá da tribo de Dan, cujo nome era Manoá; e sua mulher era estéril e não tinha filhos. E o anjo do Senhor apareceu a esta mulher e disse-lhe: eis que, agora, és estéril e nunca tens concebido; porém conceberás e terás um filho.......Então, Manoá disse ao anjo do Senhor: ora, deixa que te detenhamos e te preparemos um cabrito. Porém o anjo do Senhor disse a Manoá: ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e, se fizeres holocausto, o oferecerás ao Senhor. Porque não sabia Manoá que fosse o anjo do Senhor”.   
                                    (Juízes 2. 3,9,10,13,15-18,20 )
 ESBOÇO
 Os anjos não são eternos, mas fazem parte do universo que Deus criou através de Jesus Cristo o seu eterno Filho, conforme Colossenses 1.16, 17; - “Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”. João 1. 3 – “Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”.
O grande sacerdote Esdras em uma expressão de adoração a Deus diz: “Só tu és Senhor, tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército....” (Ne 9.6; Sl 148.2,5).
 O apóstolo Paulo nos diz que Deus criou todas as coisas, as visíveis e as invisíveis, por meio de Cristo e para ele, e se expressa com muita propriedade sobre o mundo dos anjos, com a seguinte expressão “sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades”.  Os anjos exercem juízo moral. Isto se percebe no fato de alguns deles terem se rebelado contra Deus e caído de seus postos (2 Pe 2.4; Jd 6).
Os anjos são espíritos incorpóreos (Hb 1.14; Lc 24.39), ou criaturas espirituais.  Por esta razão não podemos vê-los, a menos que Deus nos dê uma capacidade especial e específica capaz de enxergá-los (2 Re 6.17; Lc 2.13; 1.11).
Os anjos são invisíveis nas suas atividades normais de nos guardar e proteger (Sl 34.7; 91.11; Hb 1.14). E muitas vezes se unem aos crentes quando estão em adoração a Deus (Hb 12.22). Todavia, em algumas circunstâncias eles apareceram em forma corpórea a diversas pessoas nas Escrituras (Mt 28.5; Hb 13.2).
Os guinósticos ensinavam que entre Deus e os homens havia uma interminável série de emanações formadas por poderes superiores a quem chamavam de aeons, por isso, cultuavam aos anjos, contrariando o ensino bíblico que somente Deus deve ser adorado. “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Is 42.8; 49.11). Deus não divide sua honra com ninguém. O apóstolo Paulo afirma que há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens – Jesus Cristo, Homem (1 Tm 2.5).
Muitas vezes ensinos errôneos e falsos induzem os homens a viverem apegados a preceitos e normas que não têm fundamentos na Palavra de Deus. Os Colossenses estavam sendo pressionados pelos hereges guinósticos, a seguirem determinadas ordenanças e até exigiam, a prática de culto aos anjos (Cl 2.18); da abstinência de alimentos e a guarda dos dias de festas, sábados e luas novas.
O apóstolo Paulo ao tomar conhecimento, escreveu em sua carta aos Colossensses: “Portanto ninguém vos julgue pelo comer, pelo beber, ou por causa dos dias de festas ou luas novas ou dos sábados que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Cl 2.16,17; Hb 8.5; 10.1).
A verdadeira doutrina da salvação consiste num ato de fé na morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. No Novo Testamento há poucas recomendações a respeito do que comer. Os judaizantes procuravam perturbar os novos convertidos exigindo que os mesmos cumprissem os preceitos alimentares da lei de Moisés.
Mas os apóstolos, orientados pelo Espírito Santo, deram instrução apropriada. Tiago levantou a voz e disse: “Pelo que julgo que não se deve perturbar àqueles, dentre os gentios que se convertem a Deus, mas, escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue“ (At 15.19,20).
Há um perigo no culto aos anjos. O apóstolo João conta que ao ouvir e ver toda a glória da Cidade Santa, a Nova Jerusalém, prostrou-se aos pés do anjo para o adorar. Mas o anjo disse: “Não faças tal, adora a Deus. Eu sou teu conservo e de teus irmãos” (Ap 19.10; 22.8,9).
Os anjos não aceitam ser adorados. Ao longo de toda Escrituras, homens e mulheres que tiveram visões com anjos não lhes prestaram adoração.
Os anjos apareceram ao patriarca Abraão (Gn 18.2) à Agar (Gn 16.13), livraram a Ló da destruição das cidades ímpias de Sodoma e Gomorra (Gn 19.15).
Jacó, no deserto, teve uma visão de uma escada onde anjos de Deus subiam e desciam (Gn 28.12). E lutou com um anjo no Val de Jaboque, quando retornava de Padan Arã (Gn 32.22-30).  
Os anjos acampam ao redor dos que servem a Deus (Sl 34.7;91.11), livram os servos do Senhor (Dn 3.28;6.22). Os anjos livraram aos amigos de Daniel na fornalha de fogo e a Daniel na cova dos leões.
Anunciaram o nascimento de Jesus (Lc 2.13).
São enviados a favor dos que hão de herdar a salvação (Hb 13,14). E não cessam de louvar a Deus (Sl 148.2).
Mas os anjos não são divinos nem são eternos, pois, foram criados por Deus (Cl 1.16). Por isso, não merecem adoração ou culto. Paulo menciona os anjos eleitos (1 Tm 5.21), e os apóstolos Pedro e Judas referem-se aos anjos que não guardaram  sua habitação – anjos caídos (2 Pe 2.4; Jd v.6).
Em sua carta aos Efésios, o apóstolo Paulo fala das hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais (Ef 6.12).
O livro de Cantares, faz referência a uma luta que a Igreja, ali, prefigurada na pessoa da Sulamita, trava contra leões e leopardos, nos cumes de Amaná, de Senir e de Hermom (Ct 4.8).
Amaná, significa verdade. Senir, significa armadura (Ef 6.11,13,14).
Isto fala da luta que o povo de Deus trava contra as hostes espirituais da maldade nos lugares celestiais. Esta luta é travada contra anjos de natureza caída e demônios.
Na cruz, Jesus derrotou os anjos caídos (Cl 2.15).
Embora os anjos eleitos sejam de grande importância para a igreja e muitos são dotados de grande poder, não podemos adorá-los.
Eles desejaram até pregar o Evangelho, mas lhes foi negado, pois, pregação do Evangelho é privilégio dos homens regenerados por Cristo (1 Pe 1.12).
Toda revelação para que o homem e a Igreja saibam como se relacionar com Deus, já foi revelada nas Escrituras. Não se faz necessário quanto a isso, revelação de anjos.
Uma renomada revista semanal datada de 21 de dezembro de 2011, trouxe um artigo intitulado: “A volta dos anjos”, onde afirma que o mundo vive uma nova era dos anjos e acrescenta: eles desceram dos altares e estão sendo escalados pelas pessoas para atuar ao lado delas nas tarefas mais prosaicas do seu dia-a-dia.
E descreve as atividades destes seres para com os seres humanos, como no ato de cozinhar, estacionar um carro, achar um objeto perdido ou ir bem numa prova. E prossegue aquele escritor, que no campo do esoterismo os anjos são incluídos nas mais diferentes correntes místicas, tais como na cromoterapia, na yoga, no reiqi, na cabala, ma astrologia, nos cristais, e chama isto de a nova era angelical; dando a entender ser esta a verdade no que se refere aos anjos, embora existam alguns pontos positivos quando ele se refere à hierarquia dos anjos e fala de serafins, querubins, tronos, domínios, virtudes, potestades, principados, arcanjos e anjos.

Fontes:
CHANPLIN. Enciclopédia de Bíblia Filosofia eTeologia -  Edit. HAGNOS
COENEN. Lotar e BROWN, Colin. Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. Edit. Vida Nova
CHANPLIN. Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Edit. HAGNOS
CHANPLIN. Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Edit. HAGNOS
HINDSON, Tim Lahaye Ed. Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Editores Gerais. Editora CPAD
ALMEIDA, Abraão de. Babilônia, Ontem e Hoje. Editora CPAD
GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática – Atual e Exaustiva. Editora Vida Nova
Revista Isto É nº. 2197 de 21.12.2011 – Págs. 84-91
Bíblias:
De Estudo Pentecostal. Editora CPAD
De Estudo Defesa da Fé. Editora CPAD
Em Ordem Cronológica: Nova Versão Internacional. Editora Vida
De Estudo Profética Tim Lahaye. Editora Hagnos
Estudo de Genebra (Edit.Cultura Cristã e Soc. Bíblica do Brasil

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS - Lição 06 - 1º. Trimestre 2012 - EBD-CPAD – Esboço

            
                                             Mateus 5.1-12
  Pr. João Barbosa

Assessoria literária redacional e pedagógica da Mssª. Laudicéa Barboza da Silva  laudiceabarboza@hotmail.com
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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:

1.   Saber quais são os fundamentos das bem-aventuranças.
2.   Explicar as bem-aventuranças da mansidão e da misericórdia.
3.   Conscientizar-se de que a prosperidade dos bem-aventurados firma-se nas coisas espirituais e não nas materiais.
Esboço
As bem-aventuranças são promessas feitas aos discípulos fiéis do reino dos céus.
Apesar de Jesus ter proferido as bem-aventuranças registradas em Mateus 5, originalmente a Israel, não há que duvidar que ele queria que elas se aplicassem plenamente ao Novo Israel – a Igreja.
Para os gregos antigos, ser bem-aventurado, ou feliz, era viver livre de sofrimentos e preocupações.
Os judeus entendiam a bem-aventurança principalmente em termos de bem-estar material, mas também como recompensa pela observância fiel da lei.
Para o crente, entretanto, a felicidade consiste na participação do reino de Deus. Esse último conceito ajusta-se perfeitamente à doutrina de Cristo.
Como em quase tudo o mais, Jesus veio ensinar-nos noções contrárias àquilo que os homens concebem, em seu estado de perdição e embotamento espiritual.
Aquilo que o Senhor considerou bem-aventuranças ou felicidades invertem diariamente o julgamento humano.
Nas bem-aventuranças sempre de acentua a disposição interna do indivíduo, e não alguma condição externa.
Felicidade é um estado de alma.
Toda as Escrituras Sagradas encarregam-se de ensinar  que essa disposição interna – ser feliz – não é natural do homem; antes, é-lhe outorgada pela operação renovadora e regeneradora do Espírito Santo.
Isso se vê desde o Antigo Testamento, pois Ezequiel já profetizara: “Dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro em vós espírito novo....” (Ez 36.26).
O Novo Testamento reafirma: “Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus” (Jo 3.5).
Pode-se dizer que todos os aspectos da vida cristã consistem em bênçãos conferidas pelo Senhor.
Assim, a felicidade consiste na apropriação da sabedoria divina – ”Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento” (Pv 3.13).
A verdadeira felicidade consiste em ouvir a Deus e ser-lhe obediente; em ter confiança no Senhor (Pv 16.20); em observar os seus mandamentos (Pv 29.18).
O contrário disso só traz infelicidade: “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe, pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30.19).
Se a perfeição espiritual importa em felicidade, então conclui-se que ninguém é mais feliz do que Jesus Cristo.
De fato, ele é o Cristo, o filho do Deus Bendito (Mc 14.61), pois Deus é supremamente bem-aventurado e rico em bem-estar espiritual (1 Tm 1.11; 6.15).
·       O nascimento de Jesus envolveu bem-aventurança (Lc 1.42, 48).
·       A Ceia do Senhor é chamada de “cálice da bênção” (1 Co 10.16).
·       O ministério de Cristo entre os homens foi bendito, superior á administração do Antigo Testamento (Hb 7.1-6).
·       O segundo advento de Cristo promete bênçãos singulares (Ap 14.13; 16.15; 19.9; 22.7, 14).
·       O Pacto firmado no sangue de Cristo confere-nos uma bem-aventurança especial, a saber, a participação no Espírito Santo (Gl 3.8; 13, 14).
O crente é bem-aventurado porque é uma pessoa que foi justificada (Rm 4.7).
Por sua vez, o crente deve invocar bênçãos até sobre os seus perseguidores (Rm 12.14; 1 Co 4.12; Mt 5.10-12).
Os crentes servem de bênçãos uns para os outros, tanto nas coisas materiais quanto nas espirituais (Rm 15.29).
As bem-aventuranças mostram como seremos abençoados se fizermos delas a regra de nossas vidas.
A retidão é mais do que a súmula dos mandamentos do Senhor Jesus; é uma total atitude de mente, uma forma particular do caráter.
Aqueles que são louvados no evangelho, são homens e mulheres humildes, amorosos, confiantes, fiéis e convertidos.
Seus interesses e desejos se voltam na direção do reino de Deus.
A verdadeira felicidade inclui aquele bem-estar ou estado de bem-aventurança associado á correta relação ao homem para com Deus.
Ela não reside no acúmulo de bens materiais, mas se encontra na abundância dos bens espirituais que a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo nos proporciona.
Portanto, essa felicidade não se origina dos bens materiais que possuímos, mas em termos os nossos pecados perdoados por Jesus.
Somente aqueles que receberam a Cristo como único e suficiente Salvador podem desfrutar dessa felicidade, uma alegria que  acompanhará o crente por toda a eternidade.
Dentro do contexto desses tempos pós modernos, onde a velocidade muitas vezes transforma a roda da vida num estressante caminhar, levando às pessoas a se refugiarem na violência em oposição à ponderação, à reflexão e à paz, é digno de nota o destaque desta lição em sua estrutura pedagógica elegendo como um dos seus objetivos de aprendizagem a compreensão das bem-aventuranças da mansidão e da misericórdia.
Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra”.....Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia” (Mt 5. 5,7).
A bem-aventurança da mansidão, traduzida por serenidade, se alicerça no Sl 37.11 – “Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz”.
Os homens que padecem sob o mal, sem se deixarem contaminar pelo espírito de amargura, mas com paciência possuem qualidades aprovadas por Deus, tais homens, como Natanael, são israelitas em quem não há dolo (Jo 1.47).
O Messias mostra que a nova ordem do reino de Deus promete a terra a tais pessoas.
Ser manso é uma das características dos regenerados.
Quanto a bem-aventurança atribuída aos misericordiosos, evidentemente a palavra vem dos registros bíblicos: Sl18.25; Cl 3.13; e Ef 4.32  – “Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero” ....”Suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro, assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também”..... “Antes sede uns para com os outros misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”
Os textos citados mostram que o crente é alvo de misericórdia, precisa da misericórdia divina e tem a obrigação de exercer essa qualidade.
Deus mostra sua misericórdia, sem merecimento da parte de quem a recebe.
O povo de Deus deve imitá-lo, lembrando-se especialmente que ainda precisa de algo.
Mt 18.23-25, na parábola do credor incompassivo, ensina que aqueles que recebem misericórdia estão na obrigação de demonstrá-la, e que, se assim não fizerem, receberão mais severo julgamento (Lc 6.39; Tg 5.9).


Fontes:
GONDIM, Ricardo. O Evangelho da Nova Era – Uma análise e refutação bíblica da chamada Teologia da Prosperidade. Press Aba
GONÇALVES, José. Lição EBD-CPAD – 1º. Trimestre 2012. Manual do Mestre
CHAMPLIN, R. N e BENTES, M.J. Ph.D. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora Hagnos.
OLSON, Roger. História da Teologia Cristã – 2000 Anos de Tradição e Reformas. Vida Acadêmica
DESMOND, T. Alexander e ROSNER, Brian. S – Novo Dicionário de Teologia Bíblica – Editora Vida.
CHAFER. Teologia Sistemática. (V.7,8) Editora Hagnus
HAGIN, E. Kenneth. Como Ser Dirigido Pelo Espírito de Deus. Graça Editorial
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD