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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Lição 08- O Poder de Jesus sobre a Natureza e os Demônios - 24.05.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
2º. Trimestre / 2015
                                              Lucas 8.22-25, 35-39  http://nasendadacruz.blogspot.com – pastorjoaobarbosa@gmail.com


Reflexão: Ao mostrar o poder de Jesus sobre as forças naturais e sobrenaturais, as Escrituras sublinham sua natureza divina e identidade messiânica.

É importante notar na Bíblia, começando pelos livros mais antigos o controle de Deus sobre a natureza que criara.

Por isso o Salmista cantava: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos.

Um dia faz declaração a outro dia e uma noite mostra sabedoria a outra noite.
Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes em toda a extensão da terra, e as suas palavras, até ao fim do mundo” (Sl 19.1-4).

Poder sobre a natureza – Resumo de algumas citações que mostram o controle de Deus sobre qualquer manifestação da natureza:
1º. – O dia e a noite (Gn 1.14, 16-18; Sl 74.16).
2º. – As estações do ano (Sl 74.17; Gn 1.14).
 3º. – A medida exata das águas (Jó.28.25).
4º. – A Meteorologia (Jó.28.25,26).
5º. – Deus vigia a extremidade da Terra (Jó.28.24).
6º. – As leis da Genética nos seres humanos, animais irracionais e vegetais segundo sua espécie (Gn 1.11,12).
7º. – Regulagem das Leis da Meteorologia (Jó.28.26; At 14.17; Gn 2.6; Jó 36.27-29; 37.16; Sl 104.1-32).

No Antigo Testamento, Deus se utilizou de homens que detiveram o Sol e a Lua (Jz 10.12-14).

Elias orou e pediu para que não chovesse, e por três anos e seis meses não choveu sobre a terra e orou outra vez e o céu deu chuva (Tg 5.17,18; 1Re 17.1; 18.41-45). Tanto Elias como Eliseu passaram a pé enxuto pelo Jordão.

Deus ordenou aos ventos que eles se detivessem no deserto do Sinai e que soprassem sobre o mar e o mar abriu caminho para os filhos de Israel passar a pé enxuto.

O apaziguamento da tempestade é o primeiro milagre que Jesus opera. Nele é demonstrado a autoridade de Jesus sobre a natureza e sobre os demônios, a doença e a morte.

Cada inimigo aparentemente domina a situação, mas todos são dominados por Jesus que mostra a extensão da sua autoridade. Que tipo de tempestade era essa?

A razão para essa ventania era a área ao redor do lago. As águas naquela localidade ficam 213 metros abaixo do nível do mar.

Chuvas fortes no mar da Galileia era algo que sempre acontecia, e esse tipo de tempestade que Jesus e seus discípulos enfrentaram era uma ocorrência frequente naquela área.

E é naquele local que ocorre o desaguamento de rios que cortam os profundos vales cercados por planícies e montanhas.

Esses vales funcionam como um funil que conduz o ar frio das montanhas para baixo quando os ventos passam pelas planícies.

Assim, quando o ar com temperatura mais baixa atinge a massa de ar quente da costa do lago, violentas tempestades são geradas sem aviso prévio.

Vários discípulos eram pescadores experientes, acostumados com o mau tempo.

Entretanto, eles nunca tinham visto ventos como os que sopraram em direção à sua embarcação naquele dia (Lc 8.23), o que fez com que aterrorizados, fossem acordar o Mestre pois temiam não sobreviver.

Todavia, seu medo dos ventos e das ondas deu lugar ao milagre e à admiração quando Jesus se levantou e acalmou as águas.

Poder sobre os demônios – Embora as forças espirituais do mal pareçam maiores que nós, Jesus é mais poderoso do que todas elas.

Se a natureza é uma força impessoal, o mesmo não se pode dizer do Diabo.
A Bíblia mostra que ele é um ser pessoal, isto é, dotado de personalidade. Jesus e seus discípulos tiveram que enfrenta-lo muitas vezes.

A Bíblia desconhece a ideia de um Diabo mitológico ou que é um produto da cultura humana.

Nas Escrituras, Satanás e seus demônios são mostrados como seres reais e uma das mais poderosas armas do Diabo é tentar mostrar que ele não existe.

Os evangelhos registram que havia muitas pessoas oprimidas e possuídas pelos demônios no antigo Israel.

De fato, a missão de Jesus como o  Messias prometido, incluía a libertação das pessoas dominadas pelo Diabo.

Chegando a Nazaré onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler.

E foi-lhe dado o livro do profeta Isaias; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito:

O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.16-19).

Nesses confrontos uma coisa ficou logo evidente – Jesus, durante o seu ministério terreno exerceu autoridade sobre todas as castas de demônios.

As pessoas viram isso e admiradas, se perguntavam que poder era aquele, pois Jesus ordenava aos demônios que eles saíssem e eles obedeciam.

Até os próprios demônios estavam conscientes de poder de Jesus sobre eles: “Ah! Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!” (Lc 4.34).

Lucas mostra que Jesus não apenas possuía autoridade sobre os demônios como também delegou para seus discípulos essa autoridade.

E voltaram os setenta com alegria dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu.

Eis que vos dou poder para pisar serpentes, e escorpiões, e toda a força do Inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lc 10.17-19).

O cristão portanto, possui autoridade sobre o reino do mal. Isso se tornou possível porque Jesus conquistou a vitória sobre Satanás na cruz do Calvário:

Havendo riscado a cédula que era contra nós, nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.

E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Cl 2.14,15).

Estando em Cristo, o crente agora encontra-se em posição de domínio sobre o poder das trevas:

Que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo principado e poder, e potestade, e domínio, e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro.

E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja” (Ef 1.20-22).

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo, (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Ef 2.4-6).
 Fonte de pesquisa:
GONÇALVES, José – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 2 Trimestre 2015
GONÇALVES. José. Lucas. O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Janeiro de 2015.
BUBECK. Mark I. O Adversário. S. R. Edições Vida Nova. SPaulo, 1993.
WAGNER, Doris. Como Ministrar Libertação. Editora Vida. SPaulo 2005.
OSBORN, T. L. Curai e Expulsai Demônios. Edit. Graça Editorial. RJaneiro, 2000.
GIOIA, Egídio. Notas e Comentários A Harmonia dos Evangelhos. Editora Juerp. RJaneiro, 1981.
Bíblia de Estudo Pentecostal.

Bíblia de estudo Scofield.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Lição 07 – Poder sobre as Doenças e Morte - 17.05.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
2º. Trimestre / 2015
                                              Lucas 4.38,39; 7.11-17  http://nasendadacruz.blogspot.com – pastorjoaobarbosa@gmail.com

Reflexão: Ao curar os enfermos e dar vida aos mortos, Jesus demonstrou o seu poder messiânico e provou também o amor de Deus pela humanidade caída.


O problema das doenças e das enfermidades está diretamente relacionado ao problema do pecado e da morte (Rm 5.12).

Doente é o que sente dor, o que sofre, o que padece. Enfermo é o que está debilitado, enfraquecido pela doença.

A gênesis das enfermidades, doenças e mortes, são consequências da queda.

Embora não se possa negar a existência de problemas psicológico ou psicossomáticos, a Bíblia nos mostra que o problema subjacente ou fundamental desses males está ligado a condição espiritual do homem para com Deus.

Esses males são de dois tipos: o pecado que alterou toda constituição física do homem e Satanás (At 10.38; Mc 9.17-29; Lc 13.11-13; At 19.11,12).

Quando vemos ainda a interpretação dada por Mateus de Isaias 53.45, e Mt 8.16,17, a palavra hebraica traduzida por dores em Isaias 53, é traduzida em todos outros lugares da Bíblia como doenças; e também por suas pisaduras (feridas) fomos sarados.

A expressão “tomou sobre si”, em Mt 8.17, significa “substituição” – “sofrendo por”, e não compaixão, que quer dizer: sofrendo com.

O contexto dar a entendermos que, se Cristo tomou nossas enfermidades, não temos que viver enfermos.

Em Dt 28, encontramos a doença como uma parte da maldição, mas em Gl 3.13, está escrito que Cristo nos resgatou da maldição da lei.

As pessoas precisam ouvir a verdade acerca de Jesus. “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8.32).

E se a verdade vos libertar, então, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).

Por que muitas pessoas não são curadas? Por falta de ensino da Palavra de Deus.
Rm 10.17 nos diz: “A fé vem pelo ouvir, e o ouvir a palavra de Deus”.

É por falta de ensinar esta grande verdade que muitas pessoas não recebem a cura divina.
Para sermos curados precisamos do ensino da Palavra de Deus quanto a este assunto.

O doente não é curado por nossa compaixão. Ele é curado pela fé do doente junto com a fé do que ora, ou simplesmente a fé do que ora (Mc 2.5).

Quando o pai do menino que tinha um espírito mudo, disse: se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, Jesus disse: “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê” ((Mc 9.17-29).

Se quisermos ver as pessoas libertas da escravidão da doença, devemos ensinar-lhes a porção das Escrituras com relação à cura divina, esse conhecimento da palavra, e a fé de que Deus vela sobre sua palavra para as cumprir (Jr 1,11,12).

Devemos ter convicção de que Jesus Cristo quer curar a todos (Is 53.4,5; 1Pe 2.24).
Seja-vos feito segundo a vossa fé” (Mt 9.29b). Tiago admoesta: “Peça com fé não duvidando” (Tg 1.6).

A cura na Bíblia, é tanto física como espiritual. As duas maldições que satanás tem lançado contra a humanidade são o pecado e a doença.

Ambas, entraram no mundo pela desobediência do primeiro casal.
As duas bênçãos redentoras que Cristo trouxe ao mundo são a salvação e a cura – libertação do pecado e da doença.

Não admira que Jesus tenha dito ao paralítico: “Filho, perdoado são os teus pecados” (Mc 2.5; Mt 9.2).

Quando ele se levantou, tomou sua cama e andou, deixou seus pecados e suas enfermidades para trás (Mc 2.9). Devemos sempre ver uma plena libertação em Jesus Cristo.

A palavra grega traduzida por salvo em Rm 10.9, “serás salvo”, é a mesma palavra usada por Marcos, quando escreveu:

“E todos os (enfermos) que lhe tocavam, saravam” (Mc 6.56). Ambas as palavras “salvo” e ‘saravam”, foram traduzidas do verbo grego sozo.

Vejamos o que estas palavras significam no texto original. Cada uma das palavras encontradas nas seguintes passagens das Escrituras são traduzidas do mesmo verbo grego sozo:

Sare (Mc 5,23); salvo (Mc 16.16); salvo (Lc 8.36); salvo (At 2.21); curado (At 14.9); salvos (Ef 2.8); salvou (Lc 18.42); salvará (Tg 5.15; Mc 5.34); sararei (Mc 5.28); salvou (Lc 17.19); curado (At 4.9, 12); saravam (Mc 6.56). Todas essas palavras vêm do verbo grego sozo.

Não deveria haver tantos enfermos em nosso meio, porque Jesus tomou sobre si as nossas enfermidades (fraquezas) e levou as nossas doenças (moléstias) (Mt 8.17; Is 53.4; 1Pe 2.24).

A provisão de Deus através da redenção é tão abrangente quanto as consequências da queda.

Para o pecado Deus provê o perdão; para a morte Deus provê a vida eterna e a vida ressurreta.

E para a enfermidade Deus provê a cura (Sl 103.1-5; Lc 4.18; 5.17-26; Tg 5.14,15). No seu ministério terreno Jesus ensinava a Palavra de Deus, pregava o arrependimento (problema do pecado), e as bênçãos do reino de Deus (a vida).

E a cura de todo tipo de moléstias, doenças e enfermidades entre o povo (Mt 4.23-25).
Curar seu povo é um compromisso de Deus. Ele fez com seu povo uma aliança de cura (Ex 15.25,26).

Quando os filhos de Israel saíram do Egito, algo em torno de três milhões de pessoas, o Senhor determinou que entre as suas tribos não haveria nenhum um só enfermo (Sl 105.37).

Um dos sete nomes redentores de Deus que encontramos nas notas de rodapé da Bíblia de “Scofields” podemos destacar Jeová-Rafah: “Eu sou o Senhor que te sara” (Ex 15.26).

Esse nome é dado para revelar nosso privilégio redentor de sermos curados.
Isaias, no capítulo da redenção – 53, declara: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si” (Is 53.45; Mt 8.17).

A primeira aliança que Deus fez depois da passagem pelo Mar Vermelho, um tipo de nossa redenção, foi a aliança de cura.

Foi naquela ocasião que Deus se revelou como nosso médico, pelo primeiro nome redentor da aliança – Jeová-Rafah: “Eu sou o Senhor que te sara”.

Isto é um estatuto e uma ordenança (Ex 15.25). Assim como nessa ordenança antiga, temos no mandamento de Tiago 5.14 uma ordenança de cura em nome de Cristo tão sagrada e obrigatória a toda igreja, hoje, como a ordenança da Ceia do Senhor e do batismo dos cristãos.

Uma vez que Jeová-Rafah é um dos nomes redentores de Deus selando a aliança de cura, Cristo em sua exaltação não podia abandonar seu ofício de curar como não abandonou seus ofícios revelados em outros nomes.

Isaias inicia o capítulo da redenção com a pergunta: “Quem deu crédito a nossa pregação? E a quem se revelou o nome do Senhor?” (Is 53.1).

A pregação continua dizendo que ele levou nossos pecados e enfermidades. “A fé vem pelo ouvir e o ouvir a Palavra de Deus” (Rm 10.17).

Nosso futuro é tanto físico como espiritual. Nossa redenção também é tanto física como 
espiritual (1 Co 15.54).

Impedimentos à cura – Às vezes, há, na própria pessoa, impedimentos à cura divina, como:
1. Pecado não confessado (Tg 5.16).
2. Opressão ou domínio demoníaco (Lc 13.11-13).
3. Medo ou ansiedade aguda (Pv 3.5-8; Fp 5.6,7).
4. Insucessos no passado que debilitam a fé hoje (Mc 5.26; Jo 5.5-7).
5. O impedimento do povo (Mc 10.48).
6. Ensino antibíblico (Mc 3.1-5; 7.13).
7. Negligência dos presbíteros no que concerne à oração da fé (Mc 11.22-24; Tg 5.14-16).
8. Descuido da igreja em buscar e receber os dons de operação de milagres e de curas, segundo a provisão divina (At 4.29,30; 6.8; 8.5,6; 1Co 12.9,10, 29-31; Hb 2.3,4).
9. Incredulidade (Mc 6.3-6; 9.19,23,24). 
10. Irreverência com as coisas santas do Senhor (1Co 11.29,30).

Casos há que não está esclarecida a razão da persistência da doença física em crentes dedicados (Gl 4.13,14; 1Tm 5.23; 2Tm 4.20).

Noutros casos, Deus resolve levar seus amados santos ao céu, durante uma enfermidade (2Rs 13.14,20).

Fonte de pesquisa:
GONÇALVES, José – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 2 Trimestre 2015
GONÇALVES. José. Lucas. O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Janeiro de 2015.
BUBECK. Mark I. O Adversário. S. R. Edições Vida Nova. SPaulo, 1993.
WAGNER, Doris. Como Ministrar Libertação. Editora Vida. SPaulo 2005.
OSBORN, T. L. Curai e Expulsai Demônios. Edit. Graça Editorial. RJaneiro, 2000.
GIOIA, Egídio. Notas e Comentários A Harmonia dos Evangelhos. Editora Juerp. RJaneiro, 1981.
Bíblia de Estudo Pentecostal.
Bíblia de estudo Scofield.



sexta-feira, 8 de maio de 2015

Lição 06 – As Mulheres que Ajudaram Jesus - 10.05.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
2º. Trimestre / 2015  
                                                           Lucas 8.1-3    http://nasendadacruz.blogspot.com – pastorjoaobarbosa@gmail.com
EBD COMADALPE
Reflexão: A mulher sempre teve um papel importante na expansão do Reino de Deus.

Jesus e as mulheres (Lc 7.11-17, 36-50; 8.1-3; 10.38-42; 13.10-17; 23.27-31) – Além dos outros evangelhos, somente o livro de Lucas registra seis episódios entre Jesus e as mulheres.

Tais referências comprovam a importância das mulheres no ministério do Senhor Jesus Cristo e na expansão do seu Reino, conforme enfoca o objetivo geral da lição em estudo.

As mulheres tiveram uma participação especial no ministério terreno de Jesus, para as quais, Jesus tornou-se não só o Salvador pessoal de cada uma delas, mas também, aquele que resgatou a dignidade da condição social feminina, que em sua época eram consideradas inferior.

Jesus as valorizou como ninguém jamais o fez. Foi professor, amigo, libertador dos poderes malignos, juiz, Salvador, e ainda concedeu-lhes o privilégio de poderem contribuir financeiramente para a expansão do Reino de Deus.

Na cultura judaica do primeiro século, as mulheres eram geralmente tratadas como cidadãs de segunda classe, tendo apenas alguns direitos que os homens tinham.

Mas Jesus ultrapassou estas barreiras, e Lucas mostrou o cuidado especial que o mestre tinha pelas mulheres. Jesus tratou todas com o mesmo respeito.

As passagens acima remetem a acontecimentos em que Jesus falou com várias mulheres e salvou-as.

Jesus, o Judaísmo e as Mulheres – Tem causado espanto em muitos pesquisadores, o relato dos evangelhos sobre a participação feminina no ministério público de Jesus.

Essa admiração existe em razão da atenção que os evangelistas, especialmente Lucas, dão às mulheres. O relato lucano mostra que as mulheres tiveram participação ativa no ministério de Jesus.
E aconteceu, depois disso, que andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus;
e os doze iam com ele, e algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades:

Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas” (Lc 8.1-3).

O escritor José A. Pagola destaca essa atenção especial que o evangelho de Lucas, dispensa ás mulheres. Em seu relato, aparecem personagens femininas de uma força extraordinária.

Maria, mãe de Jesus, Izabel, Ana, a viúva de Naim, a pecadora na casa de Simão, suas amigas Marta e Maria. Maria de Magdala, uma mulher anônima que tece elogios à sua mãe...

Lucas tem um interesse especial em apresentar Jesus curando mulheres enfermas – a sogra de Simão, a mulher que sofria de hemorragia, a anciã encurvada, Maria de Magdala, da qual liberta sete demônios (Lc 8.2).

Também sublinha sua compaixão e sua ternura com a mulher pecadora (Lc 7.36-50), com a viúva de Naim (7.11-17), com as que saem chorando ao seu encontro no caminho da cruz (23.27-31).

Pagola destaca ainda, que essas mulheres são seguidoras de Jesus e acompanham os doze: Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza, Suzana, e muitas outras que o serviam com seus bens (8.1-3).

Quando os varões abandonaram Jesus, elas permanecem fiéis até o fim junto à cruz (23.49).

São as primeiras a anunciar a ressurreição de Jesus, embora os discípulos não acreditaram nelas (24.22).

O Evangelho de Lucas nos ajudará a olhar as mulheres como Jesus olhava, para defender sua dignidade e para fazer com que elas ocupem em sua comunidade o lugar que lhes corresponde.

Essa forma de enxergar a mulher, não a tratando como objeto como fazia, por exemplo, o antigo judaísmo, era totalmente inusitada na Palestina dos dias de Jesus.

Jesus, portanto, mudou o paradigma que via as mulheres como “coisa” e não como um ser especial formado por Deus.

O contraste existente, portanto, entre o tratamento que Jesus deu às mulheres e aquele que elas recebiam da sociedade de seus dias, é de fato enorme.

Na verdade, Jesus promoveu uma verdadeira “inversão” de valores naqueles dias. O objeto passou a ser sujeito!

De uma forma geral, a cultura oriental era bastante rígida com a participação feminina na coletividade.

Ainda sobre a presença feminina na vida pública da Palestina nos dias de Jesus, o escritor e historiador J. Jeremias destaca que as mulheres não podiam sair de casa sem terem seus rostos cobertos por uma espécie de burca.

Dessa forma não era possível nem mesmo reconhecer seu rosto. É conhecido o caso de um sacerdote que mandou açoitar a própria mãe porque não a reconheceu por causa da indumentária que ela vestia!

J. Jeremias destaca que a mulher que saia de casa sem ter a cabeça coberta, quer dizer, sem o véu que ocultava o rosto, faltava de tal modo aos bons costumes que o marido tinha o direto, até mais, tinha o dever de despedi-la sem ser obrigado a pagar a quantia que, no caso de divórcio, pertencia à esposa, em virtude do contrato matrimonial.

As regras do decoro, observa ainda J. Jeremias, proibiam encontrar-se sozinho com uma mulher casada, e até mesmo cumprimenta-la.

Seria vergonhoso para um aluno de escriba falar com uma mulher na rua. Aquela que conversasse com alguém na rua ou ficasse do lado de fora de sua casa podia ser repudiada sem receber o  pagamento previsto no contrato de casamento.

Isso nos permite entender outros textos dos Evangelhos onde Jesus aparece conversando com mulheres!

No Evangelho de Lucas, por exemplo, vemos Jesus dialogando com as irmãs Marta e Maria e no Evangelho de João a clássica história da samaritana.

Até mesmo os apóstolos, que acompanhavam Jesus de perto, admiraram-se dessa ousadia do Mestre.

Mulheres que tiveram um encontro pessoal com Jesus – A escritora Wanda de Assumpção ao apresentar um esboço sobre as mulheres que tiveram um encontro pessoal com Jesus, divide em quatro grupo todas as mulheres que de alguma forma se encontraram com Jesus.

No grupo das que tiveram Jesus como seu sustento e consolo, estão: Ana, a profetisa, a viúva de Naim e a viúva pobre.

No grupo de mulheres que tiveram Jesus como a sua justificação, estão: a pecadora que ungiu os pés de Jesus e a mulher adúltera.  

No grupo das que tiveram Jesus como a cura, estão: a sogra de Pedro, a mulher com hemorragia, a mulher curvada por enfermidade, a mulher siro-fenícia e Maria Madalena.

Por último, no grupo das mulheres que tiveram Jesus como água viva que sacia a sede, encontram-se: a mulher samaritana, Marta, Maria de Betânia, a mãe de Tiago e João e Maria, a mãe de Jesus.

De todas essas histórias, a narrativa sobre a mulher pecadora que ungiu os pés de Jesus se mostra como uma das mais belas e fascinantes.

Ela mostra que Jesus valorizou as mulheres e devolveu-lhes a dignidade perdida.


                Fonte de pesquisa: Este estudo foi baseado no Comentário da Revista do Mestre – EBD CPAD – 2 Trimestre 2015 / no Capítulo 6 do livro de: GONÇALVES. José. Lucas. O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Janeiro de 2015. E na Bíblia de Aplicação Pessoal (Comentário de Lucas cap. 8).

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Lição 05 – Jesus Escolhe seus Discípulos -  03.05.2015
Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
2º. Trimestre / 2015
                                             Lucas 14.25-35  

Reflexão: O chamado para a salvação é de graça, mas o discipulado tem custos.

Jesus ensina a uma grande multidão o custo de ser discípulo (Lc 14.25-35) – O Senhor Jesus revela aos discípulos as condições do discipulado, sob cinco aspectos:

1) Uma escolha de lealdade a ser feita pelo discípulo (v.26) – Jesus exige sincera e plena lealdade a ele e a seu evangelho. Mais do que aos próprios pais, patrões, nação ou à própria vida.

Aborrecer, porém, não significa, de modo nenhum, odiar, desprezar, mas apenas é no sentido de amar menos do que a Cristo (Mt 10.37).

Lealdade a Cristo é um princípio fundamental do cristianismo. Isto, no que diz respeito ao discipulado, porquanto o Senhor, no seu eterno propósito, já havia chamado e escolhido a cada um destes crentes para serem seus discípulos, como o fizera com os doze e com os setenta, sob aspecto especial.

“Vós não me escolhestes a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos designeis para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça” (Jo 15.16).

O Senhor, pois, tem sempre a iniciativa e preeminência em tudo. Ele é o Senhor. Mas, como já consideramos acima, ele exigia lealdade, amor, sacrifício e voluntariedade em segui-lo.

2) O preço do discipulado a ser pago – O genuíno discípulo de Cristo está pronto a sofrer tudo por amor à bendita Causa do evangelho.

Disto temos prova, não somente do exemplo de centenas, senão de milhares de seus servos, que o seguiram no seu ministério, aqui na terra, e prosseguiram no tempo apostólico e através dos séculos, e até nossos dias.

Outrossim, o genuíno discípulo de Cristo está pronto a seguir seu Mestre em todos os seus santos mandamentos.

E, repitamos: Lealdade a Cristo é um princípio fundamental do Cristianismo. E o preço do discípulo deve ir mesmo até ao sacrifício da própria vida: tomar a sua própria cruz e segui-lo (v.27).

3) O preço do discipulado deve ser pago, ainda, com inteligência, nobreza, seriedade, honra e louvor a Deus – O discípulo de Cristo deve estar também preparado intelectual, moral e doutrinariamente. Precisa ter conhecimento intelectual pelo menos à altura da mentalidade e cultura da sociedade no meio da qual vive e age.

Precisa inteligentemente discernir o grau moral da sociedade, para poder alcançar a estatura e compreensão dos homens moralmente.

Precisa, ainda, ter um conhecimento doutrinário seguro e verdadeiro do evangelho, para poder dar a razão de sua fé.

O discípulo de Cristo deve envidar todos os esforços para adquirir conhecimento sobre todas as doutrinas genuinamente bíblicas.

Para tanto, deverá buscar preparo intelectual e espiritual em nossas instituições, desde os cursos de estudos bíblico para obreiros, feitos pela igreja e seus pastores, até aos Institutos, Escolas, Seminários e Faculdades Teológicas até o Doutorado.
Todos esses cursos, sem exceção, são necessários e preciosos para o discípulo de Cristo. Nenhum deles deve ser desprezado.

4) Mais: O discípulo de Cristo terá de pagar o preço do seu discipulado, com renúncia de todos os bens terrestres, por amor aos bens celestes, para ele e para o povo a quem prega a felicidade eterna em Cristo.

Não pode ser discípulo, que honre o Mestre, aquele que se deixa levar por sentimentos e honrarias humanas.

Não pode ser discípulo do Mestre divino, aquele que tem acanhamento em declarar-se cristão verdadeiro.

5) Finalmente, o espírito de sacrifício e serviço coroará o discipulado de Cristo (vv. 34,35) – Ser discípulo de Cristo é ter a maior honra que o homem pode alcançar na terra.

Ser discípulo de Cristo importa em dar os frutos bons do discipulado, pelo serviço a Cristo e sua bendita Causa, até ao sacrifício.

Ser discípulo de Cristo é permanecer fiel e leal à nova vida, à nova natureza em Cristo, doutro modo, não se é digno de ser chamado discípulo.

Para ser um verdadeiro discípulo de Cristo, é preciso pois, ter um profundo senso de responsabilidade, pensar e calcular seriamente e, ainda, considerar inteligentemente a obra que se vai fazer.

Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar?

O discípulo deve considerar o começo, o meio e o fim completo da obra, semelhantemente a um rei que vai entrar em guerra, e que precisa inteligentemente e com muita prudência fazer os planos e considerar se pode ou não iniciar a guerra e vencer o inimigo.

Em caso contrário, é preferível que não entre na luta e peça condições de paz, a fim de não ser destruído.

Assim, o discípulo de Cristo precisa compreender e estar preparado para a luta contra as trevas e contra as hostes infernais.

Nada deve fazer sem a ordem suprema de seu Senhor, Jesus Cristo. Precisa ser um discípulo apto para a luta da grande tarefa.

Depois de passar uma noite em oração, Jesus escolhe os doze apóstolos (Lc 6.13-16; 14.25-35).

1) Jesus e a oração, a sós, com Deus“Naqueles dias retirou-se para o monte a fim de orar; e passou a noite toda em oração a Deus”.

Jesus estava em pleno ministério da oração. Já passara, certamente, outras noites e madrugadas em oração, mas agora, necessário lhe era passar uma noite em comunhão com Deus.

Posto que não nos é dado saber o que Jesus falou a Deus, nessa noite de oração, contudo, o texto sagrado nos deixa inferir pelo menos quatro atitudes que Jesus tomou diante do Pai:

Jesus orou secretamente: “retirou-se para o monte a fim de orar”.
Jesus orou insistentemente: “e passou a noite toda em oração”.
Jesus orou com submissão absoluta: “em oração a Deus”.
Jesus orou com objetivo definido: “chamou seus discípulos, e escolheu doze entre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos”.

Jesus orou muitas vezes em companhia de seus amados discípulos (Jo 12.28; Jo 17; Mt 11.25,26), mas as oração em secreto, a sós, lhe era insubstituível.

É a oração em espírito. É a oração sem palavras audíveis. É a oração que pode ser incessante. A esta oração Jesus se referiu, mais tarde, dizendo aos discípulos:

Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6.6).

A oração para ser atendida por Deus, deve ser feita com absoluta submissão à vontade do Espírito Santo, porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26).

E finalmente, a oração a Deus deve ter sempre um objetivo definido. Orar mecanicamente, é mera reza e não oração. A verdadeira oração é comunhão íntima com Deus.

2) Jesus escolhe seus doze apóstolos“Depois do amanhecer, chamou seus discípulos, e escolheu doze entre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos” (Lc 12.13).

Jesus após haver passado a noite em oração, depois do amanhecer, desceu o monte, cujo nome e local nos é declarado no texto, para um local mais plano, onde estava grande multidão de discípulos e do povo que ali se ajuntara naquela manhã histórica para o cristianismo.

Então Jesus chamou dentre o grupo de discípulos, os que ele quis, doze, aos quais deu também o nome de apóstolos.

Esta é a terceira chamada de Jesus a estes discípulos – a chamada ao apostolado. A primeira foi para a salvação; a segunda, para serem pescadores de homens; a terceira, ao apostolado.

Apóstolo significa enviado, mensageiro, embaixador. Os apóstolos seriam embaixadores de Cristo; imediatamente às doze tribos de Israel; e imediatamente, a todos os povos da terra.

Seus requisitos como apóstolos eram:

a) Ser testemunhas palpáveis, oculares e auriculares do Filho de Deus, em carne; dos acontecimentos de sua vida ministerial; de seu ensino e doutrina; de seu caráter; de seu poder humano e divino; do seu sacrifício vicário na cruz; de sua morte; de sua sepultura e de sua ascensão.

É necessário, pois, dos varões que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrava e saia entre nós, começando desde o batismo de João até o dia em que dentre nós foi recebido em cima, um deles se torne testemunha conosco da sua ressurreição

b) Ser chamados e escolhidos pelo Senhor; e disto não fazem exceção, tanto Matias quanto Paulo, porque o primeiro foi eleito após a oração da igreja, para que o Senhor mostrasse qual dos dois ele havia eleito (At 1.24-26).

E o segundo, Paulo, foi chamado pelo Senhor Jesus para o apostolado, no caminho de Damasco, e viu também a sua glória (At 9; Rm 1.1; 1Co 1.1; etc).

3) nome dos apóstolos e sucintas biografias:
Nas quatro listas dos apóstolos, dadas pelos Sinóticos e por Atos dos Apóstolos, o nome de Pedro vem sempre em primeiro lugar, enquanto que Judas Iscariotes vem sempre em último.

Entre os apóstolos havia três pares de irmãos; e quanto aos nomes dos outros apóstolos, há pequena diferença, tanto dos nomes, quanto da ordem em que estão colocados.

As discrepâncias que aparecem, porém, são aparentes. Todos eles eram da Galileia, à exceção de Judas, que era da Judéia.

Possuíam dons variados, mas constituíram um maravilhoso grupo de homens a serem treinados pelo maior Mestre do mundo, no trabalho do reino de Deus.

Será que eles justificarão a escolha de Jesus? Ele havia arriscado tudo com eles, e os escolhera como disse mais tarde, porque os conhecia...

Será que Jesus errou ao escolher esses homens? Onde poderia ele ter achado homens mais adaptados aos seus propósitos? Mesmo Judas Iscariotes tinha aptidões especiais, ou não teria sido tesoureiro... Ele teve a sua oportunidade, apesar de não ter aproveitado bem dela.

Relação dos discípulos:
01 – Simão Pedro: Cujo sobrenome significa pedra. Na língua siríaca é Cefas, e, na grega, Petros.
02 – André: Seu nome significa varonil. Era irmão de Simão Pedro e também pescador.
03 – Tiago: Seu nome significa suplantador, era filho de Zebedeu e Salomé, e irmão de João – o evangelista.

Devemos distinguir 3 Tiagos; Tiago, comumente chamado o maior – que foi o apóstolo acima descrito, Tiago, chamado o menor – que era filho de Alfeu e de Maria, e Tiago o irmão do Senhor (Gl 1.19; Mc 13.55; Mc 6.3; At 12.17).

04 – João: Seu nome significa a quem Deus ama, era filho de Zebedeu e Salomé. Jesus chamou-o também, filho do trovão. Era de caráter impulsivo e violento (Lc 9.55), mas transformado pelo Senhor, passou a ser calmo, amoroso, idealista e espiritual. Por isso é chamado o apóstolo amado.

05 – Filipe: Seu nome significa amador de cavalos.
06 – Bartolomeu: Seu nome significa filho de Tolmai – Fez a Jesus sua profunda confissão; “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel” (Jo 1.45,51 e 21.2).

07 – Tomé: Vocábulo hebraico “taom” que significa gêmeo. É também chamado Dídimo, que, no grego, traduz-se por gêmeos.
08 – Mateus: É da mesma raiz que Matias, e significa dom de Jeová – Era também chamado Levi, o filho de Alfeu. Fora empregado público, cobrador de impostos.

09 – Tiago, filho de Alfeu: é Chamado, o menor, para distingui-lo de Tiago, filho de Zebedeu e Salomé. Sua mãe chamava-se Maria.
10 – Judas, irmão de Tiago, ou Tadeu e Lebeu: Seu nome real era Judas mesmo, mas para ser distinguido de outros Judas, era então chamado de Tadeu e Lebeu.

11 – Simão, o cananeu, ou Simão, o Zelote: Era irmão de Tiago, filho de Alfeu, e Judas, não o Iscariotes.

12 – Judas Iscariotes: Era o único apóstolo não galileu. Parece ser natural de da vila Keriot ou Queriote. Ele fora designado, pelo Mestre, para ser o tesoureiro, o administrador do patrimônio do “Colégio Apostólico”.

Mas era mesquinho, infiel, avarento, traidor e diabólico. Entretanto, Jesus o sabia desde o princípio (Jo 6.70; Mt 26.14-29; Mc 14.10; Jo 13.2; Mt 26.47-50; At 1.18). Seu fim foi sumamente trágico.

O apostolado – Apóstolo: Palavra que significa enviado, mas que também subentende aquele que faz serviço especial, em nome e pela autoridade de quem o enviou.

É empregada por Mateus pela primeira vez, (Mt 10.2). Mas os trechos paralelos de Mc 3.13-19 e Lc 6.12-16) mostram que foram escolhidas antes do Sermão do Monte, depois que Jesus passou a noite inteira em oração.

O termo não é usado exclusivamente para fazer alusão aos doze, mas também se refere a Jesus em Hb 3.1. Mais tarde alude a Paulo em diversas ocorrências, alude a Barnabé em At 14.124; alude a Matias, escolhido para ocupar o lugar de Judas Iscariotes em At 1.16-26.

Em seu sentido mais restrito, aplica-se ao ofício especial dos apóstolos (Ef 4.11).

Os sinais confirmatórios dos apóstolos são:
1. Tinham de ser testemunhas oculares (At 1.21,22; 1Co 9.1) escolhidas pelo próprio Cristo.
2. Eram dotados de poderes miraculosos, como suas credenciais (Mt 10.1; At 5.15,16.
3. Eram preceptores especiais, tanto do reino como da igreja (Mt 10.5,6; Ef. 2.20).
4. Um serviço definido esperava-os no futuro (Mt 19.28).

               

                Fonte de pesquisa: GONÇALVES, José – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 2 Trimestre 2015 / GONÇALVES. José. Lucas. O Evangelho de Jesus, o Homem Perfeito. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Janeiro de 2015. /GIOIA, Egídio .Notas e Comentários À Harmonia dos Evangelhos. Editora JUERP. 2ª. Edição. RJaneiro, 1981 / MACARTHUR, John. Uma Vida Perfeita – Tudo que a Bíblia revela de Jesus, de Gênesis a Apocalipse. Edit. Thomas Nelson. RJaneiro, 2014. / Bíblia Sagrada Tradução King James – Atualizada. / Bíblia de Estudo Macarthur. CHAMPLIN. R.N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Edit Hagnos.