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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Lição 07 – Honrarás Pai e Mãe - 15.02.2015

Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
1º. Trimestre / 2015
                                             Exodo 20.12; Ef 6.1-3; Mc 7.10-13    

Reflexão: “Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus te dá”. (Ex 20.12).


O quinto mandamento está registrado em êxodo 20.12, assim: “Honra o teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus te dá”. A versão Deuteronômica é um pouco mais longa:

Honra a teu pai, e a tua mãe, como o Senhor, teu Deus, te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” (Dt 5.16).

Ela nos lembra da fonte da ordem e acrescenta uma segunda bênção à versão de Êxodo, prometendo prosperidade além de vida longa.

É claro, vida longa sem prosperidade não é uma bênção, por isso, tal como no quarto mandamento, Deuteronômio apenas deixa claro o que já estava implícito em Êxodo.

Com este mandamento, passamos do grupo dos primeiros quatro mandamentos às vezes denominado de “primeira” tábua da lei – para os últimos seis – a “segunda” tábua.

A primeira tábua se concentra no nosso dever para com Deus, enquanto a segunda tábua 
se concentra no nosso dever para com os outros.

Já vimos que os primeiros quatro mandamentos tem muito a dizer sobre nosso relacionamento com outras pessoas.
Até mesmo o mandamento do sábado se importa profundamente com a misericórdia e a justiça.

Só servimos a Deus de coração se verdadeiramente também expressamos nosso amor para com os outros.

“Honrar” é o verbo ativo do quinto mandamento, a ação que Deus quer que realizemos. 
Honra é o respeito que um “inferior” oferece a um “superior”.

O alcance geral do quinto mandamento é o cumprimento dos deveres que mutuamente temos um para com os outros nas nossas diversas relações como inferiores, superiores ou iguais.

Qual é a honra que os inferiores devem aos superiores? A honra que os inferiores devem aos superiores é toda a devida reverência em coração, em palavras e em procedimentos;

a oração e ações de graça por eles; a imitação das suas virtudes e graças; a pronta obediência aos seus mandamentos e conselhos legítimos; a devida submissão às suas correções;

a fidelidade, a defesa, a manutenção e o apoio devido à pessoa e à autoridade deles, conforme os seus diversos graus e a natureza das suas posições;

suportando as suas fraquezas e cobrindo-as com amor, para que seja uma honra para ele e para o seu governo.

Quais são os pecados dos inferiores contra os seus superiores?
Os pecados dos inferiores contra os seus superiores são: Toda a negligência dos deveres exigidos para com eles; 

a inveja, o desprezo, a rebelião contra a pessoa e a posição deles
 em seus conselhos, mandamentos e correções legítimos; a maldição, a zombaria e todo comportamento rebelde e escandaloso que venha a ser uma desonra e vergonha para ele e para o seu governo.

Examinamos o conceito bíblico de honra, e agora chegamos a expressão “teu pai e tua mãe” no mandamento.

O sentido dessa expressão pode parecer óbvio. Temos falado de pais e mães extensivamente, sem qualquer necessidade particular de definirmos termos.

O que significa as palavra “pai” e ‘mãe” no quinto mandamento? As palavra “pai” e ‘mãe” no quinto mandamento, abrangem não somente os próprios pais, mas também,

todos os superiores em idade e dons, e especialmente todos aqueles que por ordenação de Deus, estão colocados sobre nós em autoridade, quer na família, quer na igreja, quer no estado.

A estrutura das metáforas familiares na Escritura – A Escritura usa pai e mãe para uma ampla faixa de relacionamentos além da família literal.
Esses termos designam governantes (Gn 45.8; Jz 5.7; Is 49.23).

Chefes militares (2Re 5.13), Profetas (2re 2.12), Mestres da sabedoria (Sl 34.11; Pv 1.8;10.15).

Líderes de igreja (1Co 4.15; Gl 4.19; 1Tm 1.2; Tt 1.4) e pessoas mais idosas (Lv 19.32; 1Tm 5.1).

A linguagem do quinto mandamento se aplica ao próprio Deus. “O filho honra ao pai, e o servo, ao seu senhor. Se eu sou pai onde está aminha honra?

E se eu sou o senhor onde está o meu temor, diz o Senhor dos exércitos ó sacerdotes que desprezais o meu nome (Ml 1.6).

Deus pode invocar o primeiro mandamento para exigir honra para si. Mas, em vez disso, aqui em Malaquias ele escolhe invocar o quinto mandamento.

Assim, qualquer pecado contra Deus – ou seja, todo pecado é uma violação do quinto mandamento. Esse é “o sentido amplo” do quinto mandamento:

Uma ordem para honrar a Deus como Pai. Esse aspecto do mandamento tem um sentido mais rico para com os crentes do      Novo Testamento, pois foram ensinados por Jesus a chamar Deus especificamente de Pai (Mt 6.9; Ef 3.14-25).

Esses usos metafóricos de pai e mãe estendem o alcance do quinto mandamento a muitas esferas da sociedade e a muitas estruturas de autoridades diferente.

Como veremos, toda estrutura de autoridade gera uma obrigação semelhante a dos filhos para com seus pais.

E a fidelidade em cada uma dessas relações resulta na promessa divina de vida longa e prosperidade.

A promessa de prosperidade – Paulo chama o quinto mandamento de “o primeiro mandamento com promessa”. (Ef 6.2). 
E esse é, literalmente o caso.

O segundo mandamento (Ex 20.6), inclui uma declaração de que Deus faz “misericórdia até mil gerações daqueles que o amam e guardam os seus mandamentos, mas não especifica quais bênção este amor os trará.

Ex 20.6 é uma declaração do amor de Deus no presente, porém não é bem uma promessa, pois não é uma predição de algo específico que acontecerá no futuro aos que forem obediente.

Assim, no decálogo, a promessa é algo distintivo do quinto mandamento. Apesar disso, essa promessa não é uma passagem isolada nas Escrituras como um todo.

É um princípio geral da lei bíblica que a obediência a Deus, traz as bênçãos de vida longa e prosperidade (Dt 5.32 –  6.3).

Este mandamento deixa antever o recebimento de muitas bênçãos, decorrentes de uma atitude de respeito e obediência aos pais.

Por outro lado, temos muitos trechos bíblicos que apontam os problemas que podem advir quando o quinto mandamento é quebrado.

A peculiaridade do quinto mandamento é exatamente essa: Ele vem com uma promessa anexada – prolongamento de vida.

O mandamento é individual. A promessa é concedida coletivamente a toda sociedade. A aplicação não foi restrita à sociedade de Israel. Certamente o direcionamento principal era Israel, como lemos em Dt.5.16.

Mas toda e qualquer sociedade que respeita a instituição da família se manterá forte e viva por mais tempo.

Toda aquela que despreza e destrói essa fundação procedente de Deus, se deteriorará com incrível rapidez, como está ocorrendo com a nossa sociedade atual, que destrói os valores absolutos, conforme Sl 11.1-3.

Deus reforça a família, como célula principal da sociedade, demandando obediência e honra aos pais concedendo promessas pessoais e genéricas à sociedade que demonstra esse respeito.

A abrangência do quinto mandamento – Honra e obediência aos pais é um mandamento repetido em vários locais e de várias formas pela palavra de Deus. Ele compreende, por extensão, o respeito devido aos velhos e às autoridades em geral (Lv 19.3,32)

 “Cada um respeitará à sua mãe e a seu pai... e diante das cães te levantarás e honrarás a presença do ancião, e temerás o teu Deus...”

A punição para desobediência aos pais, estabelecida na lei civil do estado de Israel, no Antigo Testamento, era terrivelmente severa (Dt 21.18-21).

Deus queria que todos constatassem a gravidade da ofensa, para preservar uma sociedade ordeira.

O NT apresenta de forma bastante explícita o quinto mandamento, dirigindo-se tanto aos filhos como aos pais (Ef 6.1,4; Cl 3.20,21).

Devemos estar conscientes da abrangência e da importância pessoal, social e familiar do quinto mandamento.


Fonte de pesquisa:
SOARES Esequias – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 1tri 2015
SOARES Esequias. Os Dez Mandamentos – Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Outubro / 014
CHAMPLIN. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia Vl 3
REIFLER, Hans Ulrich. A Ética dos Dez Mandamentos. Soc.
Teologia Sistemática – Vl.8 Editora Hagnus. SPaulo, 2003.
FRAME, John M. A Doutrina da Vida Cristã. Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2013
PORTELA, Solano. A Lei de Deus Hoje. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000
KEVAN, Ernest. A Lei Moral. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000
Bíblia de Estudo Macartur – Versão Almeida Revista e Atualizada
Bíblia B. K. J. Sociedade Bíblica Íbero-Americana., SPaulo 2012
Comentário Bíblico Broadman V.1 – Gênesis - Èxodo. Editora Juerpe. Rio de Janeiro 1986.

Obs – As referências bíblicas desses estudo são da versão B.K.J atualizada

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Viver servindo ao Senhor com alegria faz a diferença


                                         Pastor João Barbosa, nesta data,
                    Setenta e dois anos louvando e bendizendo ao nome do Senhor
                                                                     Éramos dois
                                                           Por um bom tempo fomos seis






















Hoje somos algumas dezenas
Sempre caminhando ao lado do Senhor

                     Servindo a ele com alegria
         E desfrutando da sua presença maravilhosa

E assim seguimos pelos caminhos da vida afora
               Proclamando ao mundo inteiro

                                Que Deus é grande, poderoso e soberano
                                              Em nossas vidas

                    Mais um ano servindo ao Senhor
                                Com glória, louvor e ações de graças






Um, dois, três
Anos sem cessar 













                                        Quatro, cinco seis
                                                      Vamos te louvar









                        Muitos anos idos
                                  Louvando ao teu nome Senhor


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Lição 06 – Santificarás o Sábado - 08.02.2015


Abordagem de Conteúdos Transversalizados com o Tema em Estudo
1º. Trimestre / 2015
                                             Exodo 20.8-11; 31.12-17    

Reflexão: “Lembra-te do dia do sábado para o santificar”. (Ex 20.8).

Existe um forte elo de ligação e continuidade, entre o sábado dado a Adão (Gn 2.3) o sábado do decálogo, e o Dia do Senhor no Novo Testamento.

A celebração da obra divina completada é chamada de “descanso”. Como um ser Eterno e Onipotente, Deus não precisa descansar no sentido literal.

Mas ele realmente concluiu tarefas, e a conclusão de suas tarefas principais é importante para Deus, e foi um momento para celebração.

Na criação, Deus viu tudo quanto tinha feito e declarou que era muito bom (Gn 1.31). Na conclusão da redenção, haverá um descanso sabático final para todo o povo de Deus (Hb 4.9), a consumação do reino celestial, antecipada pela conquista da terra prometida por Israel (Dt 3.20); 12.9; 1Re 8.56).

Portanto dentro deste conceito, a observância de um sábado, pelo homem, é de algum modo, uma confissão de que Yahweh é o seu Senhor.
Deus completou a sua obra da criação em seis dias e descansou no sétimo dia.

Deus “descansou” ou seja, cessou. O significado desse verbo no hebraico é, shabat, “cessar, desistir, descansar” (Gn 8.22. Jó 32.1; Ez 16.41).
Esse descanso é sinônimo de cessar de criar dando a entender que a obra está concluída (Is 40.28; Jo 5.17).

A instituição do sábado legal no decálogo tinha um propósito social e outro espiritual, cessar o labor a cada seis dias de trabalho para homens e para o animais.
Embora todos os dez mandamentos seja uma dádiva de Deus, o quarto, de forma especial é             qualificado como presente de Deus. Em Ex 16.29,30 o sábado é apresentado como um dom de Deus que visa o descanso e o benefício do homem.

A palavra sábado, vem do   vocábulo hebraico sbt; que literalmente significa descansar, folgar, feriar, cessar, desistir, parar.
O shabat não significa sétimo dia, mas, descanso, fôlego. Nas três versões contidas no decálogo, este mandamento aparece primeiro sob a forma de substantivo em Ex 20.8. E depois na forma verbal (Dt 5.12 e Ex 34.21).

Além disso, encontramo-lo no livro da aliança, outra vez, na forma verbal (Ex 23.12). Ex 20.8 enfatiza a lembrança, enquanto Dt 5.12 fala da guarda.

O sábado foi dado a Israel por causa de sua libertação do cativeiro do Egito (Dt 5.15). O judaísmo santifica o sétimo dia da semana em lembrança à libertação do Egito,
enquanto os cristão, desde a igreja primitiva, observa o primeiro dia da semana como o Dia do Senhor, em memória da libertação, do cativeiro do pecado e da ressurreição de Jesus Cristo (At 20.7; 1Co 16.2).

O importante não é observar o sétima dia no sábado, ou em qualquer outro dia de forma legalista ou casuísta (Rm 14.5).

Mas, santificá-lo como o dia da vitória do Senhor, cultuando na igreja, na devoção particular, na adoração e na santa comunhão com os irmãos para o desenvolvimento dos dons da igreja.

O domingo abre-nos os horizontes para o grande e futuro “Dia do Senhor”, quando cessará todo o trabalho cansativo do homem (Ap 21.4.23; 1Jo 4.17; At 17.31, 1Co 1.8; 1Ts 5.2).

Pelo cumprimento ou não desse mandamento podemos observar o progresso ou a decadência espiritual de um povo. Mas finalmente qual é o dia do descanso? Sábado ou Domingo?

Os pontos centrais de cumprimento ao quarto mandamento são: O descanso, a questão da separação de um dia para Deus, é a sistematização ou repetibilidade desse dia.

O dia em si, é uma questão temporal, principalmente porque depois de tantas e sucessivas modificações no calendário, é impossível qualquer seita ou religião afirmar categoricamente que estamos observando exatamente o sétimo dia da criação.

Nós usamos o calendário gregoriano, feito no século XVI. Os judeus atuais usam o calendário ortodoxo estabelecido no III século d.C., e assim, por diante.

No final da revolução francesa lá pelos idos de 1793, Pariz e toda a França estava atravessando um dos mais turbulentos períodos de sua história.
Idealistas, intelectuais, prisioneiros, aproveitadores, e o povo comum, todos deram as mãos unidos contra a decadente e corrupta monarquia.

No propósito de criarem oportunidades para todos, romperam com tudo que lembrasse a sociedade anterior.
Nessa visão, invadiram palácios, decapitaram nobres e formaram uma nova classe regente, determinada a começar tudo do zero.

A igreja católica também atraiu a ira dos revolucionários, pois compartilhava com todos os demandos anterior. Foi desprezada e atacada.

O extremismo era tal que até pessoas da própria organização interna eram perseguidas, e na tentativa de apagar a história passada até aquela ocasião uma das ações da revolução francesa, foi a reformulação do calendário.

Assim jogaram fora a forma de se contar o tempo conforme Deus organizou no princípio, porque entendiam que essa forma estava por demais associada com a igreja e ao clero.
Criaram o calendário republicano. Nele os nomes dos meses e dos dias da semana foram mudados, porém a maior violência ao tempo foi a criação da semana decimal, onde ao invés de semana de sete dias, estipularam três semanas de dez dias para cada mês.

Assim modificaram algo que faz parte da estrutura dos habitantes da terra, desde a sua criação.
Era a tentativa de descristianizar o calendário. O calendário republicano não funcionou.
Em primeiro de janeiro de 1.806, a França voltou a observar o calendário gregoriano até os dias atuais.

Os escritos da igreja primitiva, desde o I século começando com a epístola de Barnabé (Ano 100d.C.) até o grande historiador Euzébio no ano 324 d.C,
concordam que a igreja cristã inicialmente formada por judeus e gentios guardavam conjuntamente o sábado e o domingo.

Essa prática foi gradativamente mudando para a guarda específica do domingo, na medida que se entendia que o domingo era o dia de descanso apropriado em substituição ao sábado.

Semelhantemente, a circuncisão e o batismo foram inicialmente observados, permanecendo depois apenas o batismo na igreja cristã primitiva.
Em 321 d.C, o imperador Constantino promulgou o édito que leva o seu próprio nome (Constantino), determinando oficialmente o domingo como dia de repouso para os cristãos em todo império romano como uma forma de honrar a ressurreição de Cristo.

Embora a igreja primitiva já observava o domingo desde os dias do apóstolo Paulo (1Co 16.2; At 20.7; Rm 14.5,6). O imperador Constantino tornou em lei aquilo que já era observado por tradição.

Cl 2.16,17, mostra que o aspecto do sétimo dia era uma sombra do que haveria de vir, não devendo ser ponto de julgamento de um cristão sobre o outro.

Os principais eventos da era cristã aconteceram no domingo. Jesus ressuscitou no domingo (Jo 20.1); em um domingo Jesus apareceu aos discípulos duas vezes (Jo 20.19,26).

O pentecostes aconteceu em um domingo (Lv 23.15,16; At 2.14). Jesus apareceu a João na Ilha de Patmos em um domingo (Ap 1.10).

Jesus o Senhor do sábado – Embora Jesus Cristo tenha se identificado como o Senhor do sábado (Mc 2.28), mesmo assim ele não estava depreciando o sábado. Jesus estava apontando para o verdadeiro significado do sábado.

Embora ele tivesse o costume de frequentar a sinagoga no dia de sábado (Lc 4.16), e cumprir todos os mandamentos de seu Pai Celeste (Jo 15.10), havia um conflito crescente com os fariseus e saduceus (Mt 12.1-4; Mc 2.23-28; Lc 6.1-11).

Nosso Senhor salientou perante os judeus o fato de que eles entendiam mal o mandamento do AT. Tentavam impor a obediência do sábado mais rigorosa do que o exigido por Deus.

Não é errado comer no sábado, ainda que o alimento tivesse de ser debulhado o grão da espiga nas mãos. Não é errado fazer o bem no dia de sábado. As curas eram uma obra de misericórdia (Jo 5.1-18; Lc 13.10-17; 14.1-6).

Cumprir o quarto mandamento no contexto do NT vai muito além de evitar o mal, mas implica em fazer o bem (Mt 12.1). Ali Jesus ensina o resgate de uma ovelha que caiu numa cova no dia de sábado.

Nos evangelhos encontramos seis conflitos envolvendo o sábado: (Mc 2.23-28; Lc 6.1-5; Mt 12.1-8).

O homem da mão mirrada (Mc 3.1-6; Lc 6.6-11; Mt 11.9-14). Duas vezes de forma peculiar em a cura de uma mulher encurvada (Lc 13.10-17) e a cura de um hidrópico (Lc 14.1-6).

Duas vezes em João: O paralítico do tanque de Betesda, (Jo 5) e a cura do cego de nascença (Jo 9). Esses textos nos mostram que Jesus declara Senhor e criador do sábado (Mt 12.8; Mc 2.28; Lc 6.5).
Jesus cumpriu o sábado (Jo 15.10).

Fonte de pesquisa:
SOARES Esequias – Comentarista da Revista do Mestre – EBD CPAD – 1tri 2015
SOARES Esequias. Os Dez Mandamentos – Valores Divinos para uma Sociedade em Constante Mudança. CPAD. 1ª. Edição. RJaneiro, Outubro / 014
CHAMPLIN. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia Vl 3
REIFLER, Hans Ulrich. A Ética dos Dez Mandamentos. Soc.
Teologia Sistemática – Vl.8 Editora Hagnus. SPaulo, 2003.
FRAME, John M. A Doutrina da Vida Cristã. Editora Cultura Cristã. SPaulo, 2013
PORTELA, Solano. A Lei de Deus Hoje. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000
KEVAN, Ernest. A Lei Moral. Editora Os Puritanos. SPaulo, 2000
Bíblia de Estudo Macartur – Versão Almeida Revista e Atualizada
Bíblia B. K. J. Sociedade Bíblica Íbero-Americana., SPaulo 2012
Comentário Bíblico Broadman V.1 – Gênesis - Èxodo. Editora Juerpe. Rio de Janeiro 1986.

Obs – As referências bíblicas desses estudo são da versão B.K.J atualizada

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O Maior e o Menor no Reino dos Céus - Mt 11.11; Hb 7.7


Por Pr. João Barbosa da Silva (Capelão)


ETEADALPE
Abertura do Ano Letivo 2015 – 1º. Semestre

Introdução – A grandeza de João Batista é ilustrada neste texto através das palavras de Jesus.

O caráter de João não se assemelhava a um caniço. João era homem de determinação, dotado de vontade firme e dedicado à sua missão.

Não era como certas autoridades dos judeus que buscavam favores políticos e enfraqueciam a sua independência religiosa.

Não frequentava os palácios dos reis procurando favor de indivíduos investidos de alta posição; mas tinha prazer em ser um homem simples.

Era profeta do nível mais elevado. Foi o maior dos profetas antigos de toda a história de Israel.

Ser maior ou menor não é uma questão de idade, de posição social, de cargo importante que a pessoa exerça na sociedade, de posição eclesiástica ou pelo seu conhecimento intelectual.

Ser maior é uma questão da medida de Cristo. Somos maiores, ou menores de acordo com a nossa condição para com Cristo.

Desenvolvimento: Em Mateus 11.11 o Senhor Jesus afirma: “Em verdade vos digo: entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele”.

Qual é a razão de João ser classificado por Jesus como sendo maior de que seus antecessores patriarcas, profetas, legisladores e reis?

É que todos estes desejaram ver ao Messias, e não o viram (Jo 8.56). A razão de João ser o maior homem nascido de mulher em todos os tempos é que ele foi o homem que desenvolveu a mais profunda comunhão com Jesus, a ponto de afirmar aos demais:

Eu vi, o Espírito Santo descer sobre ele em forma corpórea de uma pomba” (Jo 1.32).

Embora tenha sido por pouco tempo, o contato de João com Jesus superou em muito e em significado, a todos os demais que o antecederam.

Mesmo Abraão, Moisés e Davi, sendo grandes não viram a Cristo da forma como João o viu.

O tempo determinado por Deus para Jesus iniciar seu ministério terreno havia chegado (Mt 13.1,2 – “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus. Porque este é o referido por intermédio do profeta Isaias: Voz do que clama no deserto: preparai o caminho do Senhor, e endireitai as suas veredas”).

Mas duas coisas precisavam acontecer: O seu batismo nas águas do rio Jordão por João – o Batista (Mt 3.16,17 – “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.

E eis que uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”);

e sua unção com o Espírito Santo e com poder, por Deus o Pai (At 10.38 – “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré como Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele).

(Jo 1.29-31 – “No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha ter com ele, e disse: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!

É este a favor de quem eu disse: Após mim vem um varão que tem a primazia, porque já existia antes de mim.

Eu mesmo não o conhecia, mas, a fim de que ele fosse manifestado a Israel, vim, por isso, batizando com água”).

Em sua pregação no deserto da Judéia, João afirmava: “Eu vos batizo com água, para arrependimento de pecado;

mas aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar, ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11).  

Mesmo João não conhecendo Jesus, haveria um sinal que o distinguiria dos demais homens, que seria o Espírito Santo vindo sobre ele em forma corpórea de uma pomba (Jo 1.33 – “Eu não o conhecia; aquele, porém, que me enviou a batizar com água: Aquele sobre quem vires descer e pousar o Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo”).

Mas Jesus se distinguia tanto dos demais homens, que João o conheceu antes de qualquer sinal no céu, e se opunha a efetuar o batismo de Jesus (Mt. 3.13.15 – “Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galileia, para o Jordão, a fim de que João o batizasse. Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? Mas jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu”).

O sinal que distinguia Jesus dos demais homens, o Espírito Santo vindo sobre ele em forma corpórea de uma pomba, só aconteceu depois que ele foi submergido e saiu das águas do rio Jordão (Mt 3.16,17).

Esta proximidade de João com Jesus, da qual nenhum de seus antecessores ou predecessores teve, tornou-o maior que qualquer homem nascido de mulher.

Então ser maior ou menor depende de nossa comunhão com Deus.

Quando Jacó desceu ao Egito para se encontrar com seu filho José, todos pensavam que o maior homem da terra era o Faraó.

Mas, quando José apresentou Jacó a Faraó, o Senusert III, este prostrou-se diante de Jacó e Jacó o abençoou (Gn 47.7,10 – “Trouxe José a Jacó, seu pai, e o apresentou a Faraó; e Jacó abençoou a Faraó ..... E, tendo Jacó abençoado a Faraó, saiu de sua presença”).

O próprio José compreendeu que Deus o havia colocado por pai de Faraó e Senhor em toda sua casa e governador de toda a terra do Egito (Gn 45.8 – “Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e sim Deus, que me pôs por pai de Faraó, e senhor de toda sua casa, e como governador em toda terra do Egito”).

De acordo com a Bíblia Palavra Chave (Pág.1260. Ref.1288), Faraó ajoelhou-se, prostrou-se em sinal de reverência.

Jacó era maior do que Faraó porque o homem com quem Deus tratava não era Faraó, mas Jacó.

Por isso o escritor aos Hebreus diz: “Ora, sem contradição alguma, o menor é abençoado pelo maior” (Hb 7.7- ARC).

Mas Jesus disse também que o menor no reino dos céus é maior do que João Batista porque no reino dos céus, a comunhão dos salvos com Cristo, ainda será maior e mais sublime do que o encontro de João Batista com Jesus no rio Jordão (1Jo 3.2 – “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhante a ele; porque assim como o é o veremos”).

Conclusão: Quanto maior a comunhão do homem com Deus, maior será o seu galardão (2 Tm 4.6-8 – “Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente as mim, mas a todos os que amarem a sua vinda”).


Bibliografia
CHAMPLIN. R.N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vl  I. Editora Hagnos. SPaulo
Bíblia de Estudo Macartur – Versão Almeida Revista e Atualizada. SBB
Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico – Grego. CPAD
Bíblia de Estudo da Mulher. CPAD
LEE. Witness. Estudo-Vida de Gênesis Vl II, III. Editora Árvore da Vida. SPaulo, 1989
DAVIDSON. F. O Novo Comentário da Bíblia. Edição Vida Nova. SPaulo, 2008

RADMACHER. Earl D. Comentário Bíblico do Novo Testamento com recursos adicionais. Editora Gospel. RJaneiro, 2010