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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Gerados pela Palavra da Verdade – Lição 04 – 3º. Tri EBD CPAD –27.07.2014

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Tg 1.9-11, 16 - 18 

I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Analisar a relação entre os pobres e os ricos da igreja
  2. Defender a verdade que Deus só faz o bem
  3. Compreender que os filhos de Deus são as primícias dentre as criaturas
 CONSIDERAÇÕES

 A epístola de Tiago apresenta nos primeiros versículos do seu primeiro capítulo, versículos 9-11, um esclarecimento sobre a forma como o cristão deve encarar a pobreza e a riqueza.
Estas condições sociais são enfatizadas pelo apóstolo como circunstâncias transitórias da vida; como situações passageiras, porquanto terrenas, e também como conjuntura em meio às quais o cristão deve aprender a estar sempre satisfeito.
Em segundo lugar, Tïago aborda o tema de que Deus é a fonte de todo o bem verdadeiro (Tg 1.16,17). E, na sequencia desse assunto, o apóstolo fala do maior de todos os dons que o Senhor nos concede, o de sermos gerados de novo pelo poder da Palavra de Deus (Tg 1.18).
Satisfação na riqueza ou na pobreza – Diz Tiago: “Mas glorie-se o irmão abatido na sua exaltação, e o rico em seu abatimento...” (Tg 1.9).
O rico Salomão lembrava que como não podemos levar as riquezas conosco para a eternidade (Ec 5.15), não faz sentido apoiar-se em algo passageiro, fugaz. O rico Jó afirmou o mesmo (Jó 1,21).
A Bíblia apresenta como absolutamente natural tanto um servo de Deus pobre enriquecer quanto um servo de Deus rico empobrecer, e ambos devem, segundo o texto de Tiago, se alegrar e ficar contentes em quaisquer circunstâncias (Jó 1.12, 20-22; 42.10-12).
O apóstolo Paulo escreveu: “.... já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter em abundância;
em toda maneira, e em todas as coisas, estou instruído tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância como a ter necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.11-13).
O que Tiago e Paulo estão dizendo é que, seja rico ou pobre, o cristão deve ser sempre humilde e temperante, o cristão deve aprender a ser contente e satisfeito em todas as situações da vida.
Em 1Tm 6.8, o apóstolo ainda declara “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes”.
Deus a fonte de todo bem verdadeiro – Nos versículos 16 e 17 do seu primeiro capítulo, o apóstolo Tiago afirma em sua epístola, que a origem de todo bem está em Deus.
Ele declara expressamente que o Pai celestial é a fonte de todo bem verdadeiro: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (v.17).
E mais: ao se referir a Deus como o “Pai das luzes” Tiago está enfatizando que nEle não há trevas, isto é, não há fingimento, falsidade, maldade, mentira, erro, imperfeição.
E ele não muda: nEle “não há mudança nem sombra de variação”. Como o próprio Deus fala se utilizando do profeta Malaquias “Eu, o Senhor, não mudo” Ml 3.6.
Pelo salmista “O conselho do Senhor permanece para sempre, os intentos do seu coração de geração em geração” Sl 33.11.
E pelo profeta Isaias “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade: Que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade” Is 46.9,10.
Ou seja, Deus é e continuará sendo a fonte de todo bem.
De um modo simples mais claro diz o salmista acerca de Deus: “Eles perecerão, mas tu permaneces; todos eles envelhecerão como vestido, como roupa os mudarás, e serão mudados. Tu, porém, és sempre o mesmo, e os teus anos jamais terão fim” (Sl 102.26,27).
“Tu, porém, Senhor, permaneces para sempre, e a memória do teu nome de geração em geração” (Sl 102.12).
Os decretos de Deus são resoluções que o Senhor tomou na eternidade afim de que sejam cumpridas ou realizadas na história do mundo.
Ele decreta todos acontecimentos grande e pequenos, sejam diretamente relacionados com a história da redenção ou não.
Tudo que acontece em nosso mundo e em nossa vida pessoal é produto da vontade decretiva de Deus. Mas, se ele resolveu alguma coisa, quem pode dissuadir?
O que ele deseja, isso fará. “Porque ele cumprirá o que está ordenado ao meu respeito, e muitas coisas como estas ainda tem comigo” (Jó  23.14a).
Todas as coisas que os homens planejam serão executadas, contanto, que estejam de acordo com os planos do Altíssimo (Is 14. 24,27; 43.13; Pv 19.21).
Ao escrever que toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, Tiago declara que apenas as boas virtudes vêm de Deus.
Não há sombra de variação no Pai das luzes, isto é, nele não há momentos de trevas e outros momentos de luzes. Nele só há luz. Ele não muda (Lc11.11-13).
Primícias de sua criatura – A regeneração é um milagre proveniente do Pai das luzes, segundo a sua vontade (Tg 1.17).
Foi ele que nos gerou pela palavra da verdade (1Pe 1.23). Ser gerado de novo é uma ação realizada exclusivamente pelo Pai das luzes através do Espírito Santo.
Ele limpa o homem de seus pecados (Is 1.18), dando-lhe um novo coração e implantando um novo caráter (Jo 14.23).
O Pai é a fonte de nossa vida espiritual (Jo1.12,13). A salvação é a maior bênção de Deus para a humanidade.
 O propósito divino não é primeiramente abençoar o crente com bênçãos matérias, mas fazer dele primícias de suas criaturas (Ef 2.8).
As primícias eram a colheita do melhor fruto (Lv 23.10,11; Ex 23.19; Dt 18.4). O apóstolo Pedro menciona essa regeneração pela palavra em sua primeira epístola –
Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de Deus, viva que permanece para sempre” (1Pe 1.23).
O apóstolo define a regeneração como uma operação divina com base na ressurreição de Jesus Cristo (1Pe 1.3).
E que essa regeneração nos torna novas criaturas pelo poder da Palavra de Deus. Essa ação é operada em nós pelo Espírito Santo (Jo 3.3,5,7; Tt 3.5; Tg 1.18).

Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Eliezer de Lira e Silva).
COELHO. Alexandre e DANIEL Silas.  Fé e Obras – Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. RJaneiro, 2014. CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD
Bíblia de Estudo Palavras Chave: Hebraico/Grego – Editora CPAD
CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol.6 Editora Hagnus 
 CHAMPLIN. R. N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filososfia – Vol.5 Editora Hagnus 
A. A Hodge. Esboço de Teologia. São Paulo, 2001. Editora PES
 JONES – Lloyd. Grandes Doutrinas Bíblicas – Deus o Pai, Deus o Filho. Vol.1 São Paulo, 1977. Editora PES
GRUDEM Wayne. Teologia Sistemática Atual e Exaustiva. São Paulo, 2009. Editora Vida Nova
CAMPOS. Heber Carlos de. O ser de Deus e os seus Atributos. São Paulo, 2002. Editora Cultura Cristã






quinta-feira, 17 de julho de 2014

A Sabedoria Humilde – Lição 03 – EBD CPAD – 3º. Trimestre – 20.07.14

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Tg 1.5; 3.13-18

I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
1.      Descrever a sabedoria
2.      Demonstrar na prática a sabedoria humilde
3.      Compreender a distinção entre a verdadeira sabedoria e a arrogante

 CONSIDERAÇÕES

A verdadeira sabedoria tem sua origem em Deus, e por isso, apresenta as características de Cristo em cada crente que a recebeu.
Além disso, o crente revela essa sabedoria a todos os que estão ao seu redor – crentes e não crentes.
A sabedoria é um atributo de Deus (1Tm 1.17; Jd 25) É um presente especial de Deus ao homens (At 6.10;Ef 1.17; Tg 1.5; 3.15-17).
Jesus o Cristo, era a sabedoria personificada (1Co 1.30). Tiago lembra a seus leitores que a sabedoria genuína é dom de Deus ao cristão e conduz à sabedoria prática, que se manifesta em caráter e conduta boa e piedosa (Tg.1.5-8; 3.13-18).
A carta de Tiago é profundamente influenciada pela tradição sapiencial, judaica antiga (Pv 6.17,18).
Uma vez que a tradição sapiencial hebraica procurava interpretar a vida e o mundo, por meio de exortação e conduta correta.
Não é de surpreender que a tradição sapiencial tenha influenciado a ética cristã primitiva (1Co 5.9-11; 6.9,10; Gl 5.19-23; Ef 5.5; Fp 4.8; Cl 3.5,8,12), além de normas domésticas (Ef 5.22-33; 6.1-9; Cl 3.18-25;4.1; 1Tm 2.8-15; 6.1,2; Tt 2.1-10).
Esses conselhos e admoestações, podem ser comparados com formas e conceitos semelhantes da antiga dispensação e da tradição sapiencial judaica antiga (Pv 1.20-33; 9.1-6).
A sabedoria vem de Deus (1Re 3.28; Is 10.13; 31.2; Dn 2.20-23, 27,28). Deus tornou sua sabedoria conhecida na natureza e na revelação especial (Rm 11.33-36; 1Co 1.24,26; 2 Co 2.6-13).
Ele a abre a intuição humana. A sabedoria divina não pode ser alcançada pelo homem em sentido completo, para atuar de modo correto e em seus respectivos lugares.
O cristão e a igreja precisam de sabedoria e entendimento; Tiago instruiu ao leitor como obter sabedoria:
Deve pedir a Deus, que dá generosamente e sem encontrar desculpas, e lhe será dada (Tg 1.5). Tiago faz uma pergunta retórica. Quem dentre vós é sábio e tem verdadeiro entendimento? Que o demonstre por seu bom proceder cotidiano, mediante obras praticadas com humildade que têm origem na sabedoria (Tg 3.13).
Uma pessoa sábia também tem experiência, conhecimento e habilidade. A sabedoria consiste em ter visão interior e capacidade de tirar conclusões corretas.
Há um provérbio que diz: “Uma visão do futuro é melhor que uma visão do passado, mas a melhor visão é interior. ”
O oposto de um espírito amável controlado pela sabedoria, é um coração repleto de inveja, amargura, ambição e orgulho.
O apóstolo Paulo escrevendo aos gálatas, ele faz menção entre o fruto do Espírito, a mansidão e o domínio próprio (Gl 5.23).
Entre as obras da natureza pecaminosa ele menciona inveja, discórdia, dissenções, facções (Gl 5.20,21).
Se alguém se julga sábio, mas abriga em seu coração inveja, amargura e ambição egoísta, Tiago afirma que esse tipo de sabedoria não vem dos céus, mas é terrena; não é celestial, mas demoníaca (Tg 3.14-16).
Sabedoria celestial – A sabedoria que vem do alto é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia (Tg 3.17).
São as sete colunas da sabedoria mencionadas em Pv 9.1 – “A sabedoria edificou sua casa; ergueu suas sete colunas”.
As grandes edificações pagãs, como o magnífico templo de Afrodite e o palácio do rei assírio Senaqueribe, costumavam ser sustentados por sete imponentes colunas.
Mas a sabedoria que vem do Senhor, revela suas sete colunas, nos sete dias da criação (Gn 1.31; 2.2).
E mais: na instrução, no conselho, no ensino, no entendimento, na inteligência, no conhecimento pleno para receber, no coração a sabedoria e na prudência a melhor maneira de se aplicar o saber.
Estas palavras são as chaves para a compreensão da sabedoria tanto no livro de Provérbios como em Tiago.
Voltando às sete colunas da sabedoria encontramos:
Em primeiro lugar – A  Sabedoria pura: É uma sabedoria não contaminada e sem qualquer defeito moral, sem motivos interiores, livre de espírito faccioso; livre da ambição humana e da auto- glorificação.
Tal sabedoria é isenta das corrupções humanas, que fazem parte integrante da sabedoria mundana; não contempla qualquer facção e nem exaltação de um homem sobre outro; não contempla maldade moral, mas seu intuito constante é a prática do bem e seu propósito é glorificar unicamente a Deus.
Segundo – A Sabedoria pacífica: Não é contenciosa, nem facciosa e nem beligerante;  não busca seus próprios interesses às custas de outrem conforme faz a carnal sabedoria humana.
Pelo contrário, confere a paz; alimenta-se da harmonia (Pv 3.17). Os seus caminhos são caminhos deliciosos e todas as suas veredas de paz.
“Bem aventurado são os pacificadores, porquanto serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9).
TerceiroModerada: Razoável, cheia de consideração, gentil, sem exagero, comedida e prudente. Qualidade esta que os homens facciosos e ambiciosos não possuem.
QuartoTratável: que cumpre tratos, cumpre acordos, esforça-se para cumprir o que promete. Ela também é honesta, sempre justa. Essa sabedoria é aberta à razão. Capaz de ouvir o ponto de vista de outros e mudar a sua própria opinião.

QuintoCheia de misericórdia e de bons frutos: Produz profundo sentimento de misericórdia no homem interior. Um homem verdadeiramente sábio será pleno de misericórdia, tal como Deus, que através de sua misericórdia nos permite continuar em tolerância, mesmo com os nossos erros.

SextoImparcial: Literalmente não dividido em julgamento, sem variação. O homem verdadeiramente sábio, já se desfez da mente dúplice entre as coisas terrenas e espirituais e vive exclusivamente para a dimensão eterna; pode julgar com imparcialidade, tratando os homens com justiça e com honestidade.

Sétimo – Sem hipocrisia ou fingimento: O homem verdadeiramente sábio não precisa ser insincero nem hipócrita; porquanto nada tem a ocultar e não busca suas próprias vantagens.
Tal homem não precisa viver como um ator, desempenhando um papel falso, antes, vive na sinceridade (Rm 12.9; 2Co 6.16). Essa sabedoria não opera por detrás de uma máscara, supostamente para o bem de outro.

Verdadeiramente, a “Sabedoria Humilde”, não pode ser obtida em troca de ouro, e nem a prata será pesada como seu preço. Feliz é o homem que a encontra (Pv 3.13-17).

Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Eliezer de Lira e Silva).
COELHO. Alexandre e DANIEL Silas.  Fé e Obras – Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. RJaneiro, 2014. CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD
Bíblia de Estudo Palavras Chave: Hebraico/Grego – Editora CPAD
Bíblia King James – Atualizada. São Paulo 2012, Editora Abba e SBA
RICHARDS, Laurence O.Comentário Histórico Cultural do NT. RJaneiro 2012, CPAD
KISTEMAKER, Simon. Comentário do NT: Tiago e Epístola de João. SPaulo, 2006,, Editora Cultura Cristã.
ARCHER, Gleason. Enciclopédia de Temas Bíblicos
CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol.4 Editora Hagnus –
CHAMPLIN. Enciclopédia de Bíblia e Teologia – Vol.6 Editora Hagnus –
BARROS, Arami C. de. Doze homens e uma Missão. São Paulo, 200, Agnus
GEISLER, Norman e... Manual Popular de dúvidas, enigmas e contradições da Bíblia. SPaulo, 1999. Editora Mundo Cristão

RADMACHER Earl D. RJaneiro, 2010 Central Gospel

sexta-feira, 11 de julho de 2014

O Propósito da Tentação - Lição 02 – 3º. Tri EBD CPAD – 13.07.2014

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Tg 1.2-4, 12-15 

I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Conceituar a tentação
  2. Pontuar a origem da tentação
  3. Compreender o propósito da tentação
 CONSIDERAÇÕES

A epístola de Tiago pertence à categoria de escritos bíblicos chamados de epístolas gerais: Hebreus, Tiago, 1ª.Pedro, 2ª.Pedro; 1ª.João, 2ª.João, 3ª.João e Judas.
Algumas dessas epístolas não têm destinatários, no caso de Hebreus e de 1ª.João. Também falta o nome do autor. Tiago nos dá o seu nome, o nome daqueles a quem se referem e sua saudação.
Comparada com outras cartas canônicas, a epístola de Tiago também é uma epístola autêntica. Tiago é um dos quatro irmãos de Jesus Cristo, e líder da igreja em Jerusalém (Mt 13.55-57; Jo 7.2-5; At 15.13).
Não deve ser confundido com o apóstolo Tiago, irmão de João e filho de Zebedeu, pois, esse morreu muito cedo para ter escrito esta carta (ano 44d.C).
O apóstolo Paulo após ter se convertido, em sua primeira visita a Jerusalém, conheceu Tiago e passou a considerá-lo “apóstolo”. E, “coluna da igreja” (Gl 1.19; 2.9).
Pedro, assim que foi solto da prisão, mandou avisar a Tiago (At 12.2,17). O apóstolo Judas considerava Tiago, tão conhecido que o menciona em sua carta, somente como irmão Tiago (Jd 1.1).
Tiago foi torturado, apedrejado e morto, às mãos do sumo sacerdote Anano, por causa de Cristo, em 62d.C. Esta é uma das mais antigas cartas do NT cerca de 50.d.C. e foi endereçada primeiramente aos judeus cristãos que haviam sido dispersos pelo mundo conhecido da época. (At 11.19). Tiago usa a expressão hebraica Kyrios sabaoth, que significa “Senhor dos exércitos”, para se referir ao título de Deus, conhecido pelos judeus (Tg 5.4).
Usa também outra expressão hebraica, traduzida para o grego como synagoge, “sinagoga” que significa “assembleia”, para referir-se à igreja como lugar de “reunião” dos membros do corpo de Cristo (Tg 2.2).
O que é a tentação? – O termo tentação é empregado na Bíblia tanto no hebraico –  “massah”, quanto no grego – “peirasmos”. E significa “prova” provação, ou teste. Podendo estar relacionado a conflito moral ou não.
Deus não tenta a homem algum para a prática do mal. (Tg 1.12). Embora ele permita que as tribulações nos sobrevenham (Mt 6.13). E destas últimas, o Senhor Jesus orou pedindo livramento.
Satanás foi capaz de tentar ao Senhor Jesus com o mal (Mt 4.1-7). Nada disso o Diabo jamais poderia fazer sem a permissão divina.
Deus não pode ser tentado, porque é santo por natureza, e, nada existe no pecado que lhe interesse, ao passo que, o ser humano, tem uma queda natural para o pecado (Gn 3.6-22), que pode ser vencida pelo poder do Espírito Santo, à medida que o crente descobre quão magnífico é o prazer de viver de acordo com a vontade de Deus.
As palavras “tentação” e “provação” têm origem na mesma expressão grega peirasmos. Contudo, Deus considera todos os nossos obstáculos como provas de fé para a vitória, enquanto que, Satanás, espera que sejamos tentados, isto é, iludidos por nossas vontades; derrotados e destruídos, assim como ele próprio.
Em Gn 21.1, Deus prova a fé de Abraão, e em Mt 4.1, Deus permite que Satanás tente  a Jesus. Satanás não é criativo, mas, grande plajeador das coisas de Deus, que habilmente procura usar para suas intenções maléficas. Suas maneiras de agir não mudou em todos esses milênios de história da humanidade.
Os passos destrutivos – cobiça, pecado e morte, foram usados para seduzir os primeiros seres humanos (Gn 3.6-22), e outros homens de Deus ao longo da história (2Sm 11.2-17).
A tentação, se não for dominada, destrói a fibra moral. Mas, uma vez que lhe oferecemos resistência, isso melhora a qualidade moral do nosso ser.
Existem muitas pessoas que pensam que são tentados por Deus. Mas Tiago afirma com muita segurança, que, ninguém ao ser tentado deverá dizer: “Estou sendo tentado por Deus”.
Ora, Deus não pode ser tentado pelo mal, e a nenhuma pessoa tenta. Cada um, porém, é tentado pelo próprio mal desejo, sendo por este iludido e arrastado (Tg 1.13,14 – B.k.J.).
Há situações em que Deus, prova o homem por este ter saído de sua vontade e ter sido rejeitado por Deus, como foi o caso do rei Saul, onde um espírito maligno vindo da parte de Deus atormentava Saul (1Sm 16,14-23).
Quando Deus rasgou de Saul o reino de Israel (1Sm 15.28), um espírito maligno passou a atormentar Saul, pois Deus já não falava com ele nem por Urim, nem por Tumin, nem por profetas, e Saul passou a consultar até pitonisa (1Sm 28.7,8).
A presença do Espírito de Deus que conferia a Saul, poder, proteção e segurança, foi removido da sua vida, por isso que um espírito maligno o atormentava e ele só era aliviado quando Davi tocava sua harpa (1Sm 16.23).
Temos o caso de Acabe, quando a misericórdia de Deus já tinha cessado para aquele ímpio monarca, e o Senhor queria matá-lo. Deus permite que um espírito de mentira engane Acabe (1Re 22.13-23, 34).
O caso do censo, quando Davi mandou contar o povo, contra a vontade de Deus. A ideia que temos em 24.1 de 2Samuel, é que Deus incitou a Davi contra a própria nação. Mas em 1Cr 21.1, quem incitou Davi, foi Satanás. Aqui está o mistério da presença e da prática do mal.
Esta passagem relata o pecado de Davi em levantar o censo do povo de Israel e Judá. O versículo afirma que Deus incitou Davi a fazer isso. Entretanto, de acordo com 1Cr 21.1, foi Satanás quem incitou Davi nesse sentido.
Afinal, quem foi o responsável a instigar Davi a agir assim?
Solução: As duas afirmações são verdadeiras, embora tenha sido Satanás quem diretamente incitou Davi, foi Deus quem permitiu essa provação.
Embora o propósito de Satanás tenha sido destruir Davi e o povo de Deus, o objetivo de Deus era de humilhar a Davi e ensiná-lo uma valiosa lição espiritual.
Essa situação é bem semelhante àquela descrita nos primeiros capítulos do livro de Jó, nos quais tanto Deus quanto Satanás estivera envolvido no sofrimento de Jó (Jó 1.12).
Semelhantemente, o mesmo acontece na crucificação de Jesus. O propósito de Satanás era destruir o Filho de Deus (Jo 13.2; 1Co 2.8). O objetivo de Deus foi redimir a humanidade pela morte de seu filho (At 2.22-39; Ez 14.9, At 4.27,28).

Satanás é uma criatura, e, absolutamente subordinada à soberania de Deus. As atividades e os desejos de Satanás, não podem criar um espaço isento do controle de Deus, e que fuja dos propósitos divinos.
Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Eliezer de Lira e Silva).
COELHO. Alexandre e DANIEL Silas.  Fé e Obras – Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. RJaneiro, 2014. CPAD
Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD
Bíblia de Estudo Palavras Chave: Hebraico/Grego – Editora CPAD
Bíblia King James – Atualizada. São Paulo 2012, Editora Abba e SBA
RICHARDS, Laurence O.Comentário Histórico Cultural do NT. RJaneiro 2012, CPAD
KISTEMAKER, Simon. Comentário do NT: Tiago e Epístola de João. SPaulo, 2006,, Editora Cultura Cristã.
ARCHER, Gleason. Enciclopédia de Temas Bíblicos
CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol.4 Editora Hagnus –
CHAMPLIN. Enciclopédia de Bíblia e Teologia – Vol.6 Editora Hagnus –
BARROS, Arami C. de. Doze homens e uma Missão. São Paulo, 200, Agnus
GEISLER, Norman e... Manual Popular de dúvidas, enigmas e contradições da Bíblia. SPaulo, 1999. Editora Mundo Cristão
RADMACHER Earl D. RJaneiro, 2010 Central Gospel 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Tiago - Fé que se mostra pelas Obras -06.07.14 – Lição 01 – 3º. Tri EBD CPAD

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Tg 2.14-26 

I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Descrever as questões de autoria, local, data e destinatário da epístola
  2. Entender o propósito da epístola
  3. Destacar a atualidade da epístola
 CONSIDERAÇÕES

Tiago é um magnificente monumento literário à sensibilidade e interesse moral da igreja primitiva. Para Tiago, as implicações éticas de se seguir a Jesus se estendem a todos os aspectos da vida cristã.
E o que significa ser crente é ilustrado por exemplos concretos de uma ampla variedade de situações, indo da desilusão pessoal até o planejamento de negócios.
Com tudo, a despeito de sua imponente perspectiva ética, Tiago é negligenciado por muitos crentes modernos. A epístola de Tiago traz em si mais prática que doutrina.
Com tudo, Tiago contém afirmações teológicas. “Deus é o pai das luzes, em que não há mudança nem sombra de variação” (Tg 1.17).
Jesus é o Senhor da glória” (Tg 2.1), uma referência divindade de Jesus. Tiago ensinou aos judeus da diáspora que Jesus está voltando (Tg 5.7,8), e, em sua segunda vinda, julgará toda a humanidade. (Tg 5.9)
Mas a grande questão teológica em Tiago é o binômio fé e obras (Tg 2.14-26). Muitos argumentam que Tiago esteja falando sobre a verdadeira fé versus a falsa fé.
Mas parece óbvio que Tiago não esteja questionando se quem recebia a fé eram cristãos autênticos; ele, por repetidas vezes, chama-os de irmãos, meus irmãos ou meus amados irmãos (Tg 2.1,14). É claro que se trata de pessoas que estavam exercitando a fé salvadora. Portanto, o que Tiago está discutindo é a fé por si só, ou seja, sem obras.
Ele chama a fé sem obras de morta, mostrando que se trata da fé que antes era viva (Tg 2.17,26). Para Tiago, as obras são consequências naturais da fé. Quando uma pessoa realmente crê em algo, ela age com base naquilo em que crê.
Com essa carta, Tiago estava emitindo uma alerta para todos os cristãos: “Faça com que sua vida esteja de acordo com aquilo em que você crê”.
A epístola de Tiago foi escrita, provavelmente, em Jerusalém, onde Tiago serviu como pastor. Tiago escreveu esta epístola como orientação pastoral prática aos judeus cristãos que foram dispersos pela perseguição nos dias de Estevão (At 8.4; 11.19,20).
Ele escreveu esta carta às “doze tribos que se encontravam na dispersão”. Pode ter sido uma descrição figurada do corpo dos cristãos dispersos entre as nações incrédulas (Tg 1.1).
Mas a referência a um distinto corpo de judeus crentes parece indicar que Tiago estava escrevendo para judeus cristãos.
Acontecimentos históricos forçaram os judeus a fugirem de sua pátria, Judéia, e a estabelecerem-se em áreas onde o evangelho ainda não havia chegado.
Tiago queria que esses crentes – alguns dos quais tinham sido anteriormente membros da congregação de Jerusalém – se engajassem na missão deles. Para tanto, instrui-os a amadurecer como cristãos e persuadi-os para que assumissem a reponsabilidade pelo seu próprio progresso espiritual.
Tiago estava ciente da luta que seus leitores enfrentariam ao levar avante sua fé cristã sob a perseguição. Ele ofereceu a eles palavras de encorajamento e os alertou para focalizarem na vitória que, certamente, pertencia a eles.
Além disso, Tiago forneceu conselhos práticos para unificar os cristãos, cuja comunhão estava ameaçada pela falta de amor, pelo discurso não cristãos e atitude amargas.
Para alcançar a maturidade espiritual descrita nesta epístola, Tiago alertou os crente a desenvolverem sua fé na busca pela sabedoria de Deus (Tg 3.17,18).
Ele os fez lembrar de que tinham uma escolha: poderiam entregar-se ao pecado e sofrer trágicas consequências, ou manter-se firmes e experimentar a maturidade da fé, aceitando as provações que inevitavelmente, viriam.
Tiago afirmava que a segunda escolha produziria paciência e iria aperfeiçoá-los e completá-los como cristãos (Tg 1. 2-4). O tema predominante desta epístola é como desenvolver uma fé perseverante.
Embora não seja um consenso, é forte a evidência de que Tiago é um dos livros mais antigos do NT. Uma vez que a carta não contém referências específicas à época e aos eventos que indicariam uma data específica, deve-se considerar o tom judaico da carta e a reflexão precisa da carta acerca da situação geral encontrada na igreja primitiva.
Muitos estudiosos estipulam uma data provavelmente entre 44 e 46d.C. A primeira data é a época em que Tiago se tornou líder da igreja em Jerusalém, assumindo o lugar de Pedro depois que este foi solto da prisão no ano em que Herodes Agripa I morreu (At 12.5-23).
A tradição afirma que esse Tiago, o irmão do Senhor (1Co 15.7) era largamente conhecido como Tiago – o justo. E que ele foi morto pelas mãos dos fariseus apoiados pelo sumo sacerdote Ananus, os quais, tomados de grande ira, o teria precipitado do pináculo do templo de Jerusalém em cerca de 62/63 d.C.
Conta-se que os líderes judeus constrangeram-no a proclamar das galerias do templo que Jesus não era o Cristo. Ao fazer exatamente o contrário daquilo que propuseram seus oponentes, ele foi precipitado do cimo do santuário.
Como a queda não fora fatal, seus perseguidores o espancaram e consumaram o martírio com o tradicional apedrejamento, sepultando-o a seguir no Monte das Oliveiras.
Tão respeitado e estimado pelos judeus de Jerusalém, era Tiago o justo, que muitos judeus teriam considerado o cerco e a destruição de Jerusalém, ocorrido alguns anos depois, como um castigo dos céus pelo assassinato do santo apóstolo.


Quatro  “tiagos” são mencionados no NT:
1. Tiago, chamado o “maior” – filho de Zebedeu e irmão mais velho de João (Mt 4.21; 10.2; 17.1;Mc 1.19,29; 3.17; 5.37; 9.2; 10. 35,41; 13.3; 14.33; Lc 5.10; 6.14; 8.51; 9.28. 54; At 1.13).
2. Tiago, chamado o “menor” – filho de Alfeu, e provavelmente irmão de Mateus (Mt 10.3; Mc 3.18; Lc 6.15; At 1.13.
3. Tiago, pai de Judas Tadeu – (Lc 6.16;).
4. Tiago, irmão de Jesus – escritor desta carta (At 12.17; 15.13; 21.18; Gl 2.9; Tg 1.1). Esse quarto Tiago, cumpriu um papel importante na liderança da igreja primitiva. Trata-se de Tiago, irmão de Jesus.
Tiago, o justo, assim como seus irmãos, não reconheceu Jesus como o Messias antes de sua ressurreição (Mt 13.55-57; Jo 7.3-5). Dessa forma, não esteve entre os doze discípulos que seguiram o Salvador em seu ministério terreno.
No entanto, o testemunho da ressurreição de Cristo, registrado por Paulo em 1Co 15.7, trouxe-lhe mais tarde a experiência da conversão, compartilhada a seguir com os seus demais irmãos.
A presença de Tiago, o justo, durante o Pentecostes não é citada, mas pode ser inferida, já que ali se encontravam, ao lado dos apóstolos, de Maria e de muitas outras testemunhas, os irmãos de Jesus (At 1.14).


Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Eliezer de Lira e Silva).
COELHO. Alexandre e DANIEL Silas.  Fé e Obras – Ensinos de Tiago para uma Vida Cristã Autêntica. RJaneiro, 2014. CPAD
Itamir Neves de. Atos dos Apóstolos – Uma história singular. Paraná. 2ª.reimpressão, 2005. Descoberta Editora Ltda.
Bíblia da Mulher – Editora Mundo Cristão e Sociedade Bíblica do Brasil
Bíblia de Estudo Pentecostal – Editora CPAD
Bíblia de Estudo Palavras Chave: Hebraico/Grego – Editora CPAD
BROADMAN. Comentário Bíblico.V.12 Hebreus a Apocalipse. Novo Testamento RJaneiro 1986: JUERP
CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol.4 Editora Hagnus –
BARROS, Arami C. de. Doze homens e uma Missão. São Paulo, 200, Agnus
O Novo Comentário Bíblico do NT com recursos adicionais.

RADMACHER Earl D. RJaneiro, 2010 Central Gospel