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quarta-feira, 14 de maio de 2014

O Ministério de Profeta - Lição 07 -- 2º Tri EBD CPAD 18.05.2014

   Subsídios para o Ensino da Lição: Pr João Barbosa da Silva
http://nasendadacruz.blogspot.com - pastorjoaobarbosa@gmail.com
    Texto da Lição: 1Co 12.27-29; Ef 4.11-13

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
Descrever a função do profeta no Antigo Testamento
Compreender o ofício do profeta em o Novo Testamento
Discernir o verdadeiro do falso profeta

CONSIDERAÇÕES
Os profetas são mensageiros de Deus - A função principal do profeta do Antigo Testamento era a de mensageiro de Deus, enviado para falar a homens e mulheres as palavras do próprio Deus. 
Lemos o seguinte sobre o profeta Ageu: "Então Ageu o mensageiro do Senhor, trouxe esta mensagem do Senhor para o povo" (Ag 1.13; Ob 1.1). De maneira similar, o Senhor enviou o profeta Natã com uma mensagem ao rei Davi (2Sm 12.25) e deu ao profeta Isaias uma mensagem para ser entregue ao rei Ezequias (2Re 20.4-6).
O fato é que o verdadeiro profeta é aquele que é considerado "verdadeiro enviado do Senhor" (Jr 28.9). Os falsos profetas que profetizaram mentiras são aqueles de quem o Senhor diz: "Eu não os enviei" (Jr 29.9; Ez 13.6).
Pense no embaixador de um país estrangeiro que lê uma mensagem de seu presidente ou do primeiro ministro. Ele não considera a mensagem como sua nem vai a lugar algum baseado na própria autoridade. 
A mensagem que ele entrega expressa a autoridade do líder que o enviou. Era o que acontecia com os profetas do AT. Eles sabiam que não estavam falando por si mesmos, mas em lugar de Deus, que os havia enviado, e então falavam mediante a autoridade do Senhor.
As palavras dos profetas eram palavras de Deus - A autoridade dos mensageiros de Deus - os profetas - não estava limitada ao conteúdo geral ou simplesmente às ideias principais de suas mensagens. 
Em vez disso, afirmavam repetidamente que suas palavras eram as palavras de Deus, entregues a eles para que fossem levadas ao povo. Vemos isso no fato de que a característica que distinguia o verdadeiro profeta era esta: 
Ele não falava palavras dele próprio ou "as palavras do seu coração", mas palavras que Deus lhe havia ordenado que falasse. O fato de os profetas falarem  as próprias palavras que Deus lhes confiara é enfatizado frequentemente no AT.
  • "... eu estarei com você, ensinando-lhe o que dizer" ( Ex 4,12; 24.3).
  • "Direi somente o que Deus puser em minha boca" (Nm 22.38; 23.5,6).
  • "... porei minhas palavras na sua boca" (Dt 18.18,21,22).
  • "Agora ponho em sua boca as minhas palavras" (Jr 1.9).
  • "Você lhes falará as minhas palavras" (Ez 2.7; 3.17).
A absoluta autoridade divina das palavras proféticas - Não acreditar ou desacreditar às palavras do profeta é não acreditar ou desobedecer a Deus. A ideia do profeta falar as palavras de Deus tinha uma consequência prática: fazia muita diferença na maneira como o povo dava ouvidos ao profeta.
Na verdade, uma vez que quem ouvia o profeta estava convencido de que as palavras do homem de Deus detinham autoridade divina absoluta, ele não se arriscava a desobedecer ou a não acreditar até mesmo na menor parte da mensagem, temendo ser punido pelo próprio Deus (Dt 18.19; 1Sm 8.7; 15.3 com os v. 18 e 23; 1Re 20.36; 2Cr 25.16; Is 30.12-14;  Jr 6.10,11, 16-19 etc).
Outras passagens poderiam ser citadas, mas o padrão é bastante claro: não acreditar ou desobedecer a qualquer coisa que o profeta dissesse em nome de Deus não era pouca coisa: significava desacreditar ou desobedecer a Deus.
Profetas em o Novo Testamento - Os profetas eram homens que falavam sob o impulso direto do Espírito Santo, e cuja motivação e interesse principais eram a vida espiritual e pureza da igreja. 
Sob o novo concerto, foram levantados pelo Espírito Santo e revestidos pelo seu poder para trazerem uma mensagem da parte de Deus ao seu povo (At 2.17; 4.8; 21.4).
O ministério profético do AT ajuda-nos a compreender o do NT. A missão principal dos profetas do AT era transmitir a mensagem divina através do Espírito, para encorajar o povo de Deus a permanecer fiel, conforme os preceitos da antiga aliança. 
Às vezes eles também prediziam o futuro conforme o Espírito lhes revelava. Cristo e os apóstolos são um exemplo do ideal do AT (At 3.22.23; 13.1,2). 
A função do profeta na igreja incluía o seguinte: proclamava e interpretava cheios do Espírito Santo, a palavra de Deus, por chamada divina. Sua mensagem visava admoestar, exortar, consolar e edificar (At 2.14-36; 3.12-26; 1Co 12.10; 14.3). 
O profeta tanto do NT como do AT tinham a finalidade de desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17). 
Por causa da sua mensagem de justiça, o profeta podia esperar ser rejeitado por muitos nas igrejas, em tempo de mornidão e apostasia. O caráter, a solicitude espiritual, o desejo e a capacidade do profeta incluem: 
Zelo pela pureza da igreja (Jo 17.15-17; 1Co 6.9-11; Gl 5.22-25); Profunda sensibilidade diante do mal e a capacidade de identificar e detestar a iniquidade (Rm 12.9; Hb 1.9); 
Profunda compreensão do perigo dos falsos ensinos (Mt 7.15; 24.11,24; Gl 1.9; 2Co 11.12-15); 
Dependência contínua da palavra de Deus para validar sua mensagem (Lc 4.17-19; 1Co 15.3,4; 2Tm 3.16; 1Pe 4.11); 
Interesse pelo sucesso espiritual do reino de Deus e identificação com os sentimentos de Deus (Mt 21.11-13; 23.37; Lc 13.34; Jo 2.14-17; At 20. 27-31).
A mensagem do profeta atual na igreja não deve ser considerada infalível. Ela está sujeita ao julgamento da igreja, doutros profetas e da palavra de Deus. A congregação tem o dever de discernir e julgar o conteúdo da mensagem profética se ela é de Deus  (1Co 14.29-33; 1Jo 4.1).
Os profetas continuam sendo imprescindíveis ao propósito de Deus para a igreja. A igreja que rejeitar os profetas de Deus caminhará para a decadência, desviando-se para o mundanismo e o liberalismo quanto aos ensinos da Bíblia (1Co 14.3; Mt 23.31-38; Lc 11.49; At 7.51,52).
Se ao profeta não for permitido trazer a mensagem de repreensão e de advertência denunciando o pecado e a injustiça (Jo 16.8-11), então a igreja não mais será o lugar onde se possa ouvir a voz do Espírito Santo. A política eclesiástica e a direção humana tomarão o lugar do Espírito (2Tm 3.1-9; 4.3-5; 2Pe 2.1-3,12-22).
Por outro lado, a igreja com os seus dirigentes, tendo a mensagem dos profetas de Deus, será impulsionada à renovação espiritual. O pecado será abandonado, a presença e a santidade do Espírito serão evidente entre os fiéis (1Co 14.3; 1Ts 5.19-21; Ap 3.20-22).
Profetas são aqueles que através da palavra exaltam de maneira suprema a pessoa de Cristo e edificam a igreja. Esse dom ministerial comumente acontece na pregação ou no ensino da palavra. 
Por isto, na igreja que estava em Antioquia, havia alguns homens que eram profetas doutores. Foi dentre estes homens que o Espírito Santo mandou escolher dois para a obra de missão, a saber, Paulo e Barnabé (At 13.1-4).
A Bíblia faz menção de outros profetas no NT (At 11.28;). "Naqueles dias, desceram profetas de Jerusalém para Antioquia. E levantando-se um deles, por nome  Ágabo, dava a entender pelo Espírito que haveria uma grande fome em todo o  mundo, e isso veio a acontecer durante o reinado de Cláudio César".
Em Efésios 4.11-13, Paulo desenvolve as implicações da vida da igreja como corpo de Cristo. O Cristo ressurreto é descrito como aquele que dá à igreja pessoas como dons para a edificação do corpo de Cristo (Ef 4.12). 
Em Ef 4, o apóstolo Paulo não está falando a respeito de dons espirituais, mas de pessoas que se tornaram dons de Deus e foram dadas ao corpo de  Cristo com propósitos especiais que são os apóstolos, os profetas, os evangelistas, os pastores e doutores ou mestres, que são chamados por Deus (1Co 12.28).



Consultas:
Lições Bíblicas EBD  CPAD - 2º Trimestre 2014 - Comentarista Pr. Elinaldo Renovato
GRUDEM, Wayne. O Dom de Profecia - Do NT aos Dias Atuais. São Paulo, 2004 - Editora Vida.
RENOVATO,  Elinaldo.Os Dons Espirituais e Ministeriais. Rio de Janeiro, 2014 - CPAD.
CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática Atual e Exaustiva. São Paulo, 2000 - Editora Vida.
Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD



















primeiramente 






quinta-feira, 8 de maio de 2014

Ser Mãe

Mãe onde estás?                   Autora: Norma Penido

Ser mãe não é um simples ato de gerar

É mais que isto, ser mãe é também amar
Por que existe quem gera, mas não ama
E existe quem ama sem gerar…
O amor é uma prova eficaz da maternidade
Através do amor, reconheceu o rei Salomão
Entre duas mulheres, qual era a mãe de verdade
Ser mãe é gerar um filho dentro do coração
Independente das circunstâncias ou situação
Às vezes anônimas, ocultas, ou não reconhecidas
Ou quem sabe se como as violetas, escondidas
Mas sempre perfumando a vida que não gerou
Mãe, onde estás? Que lindo coração é o teu!
Que sublime missão o Senhor te concedeu!
A missão de se tornar mãe, através do amor
De amar sem limites, como nos ama o Senhor
Teu amor se expressa nas lágrimas de emoção
Quando clama por teu filho através da oração
Está na tua mão estendida, pronta para abençoar
E nas noites indormidas que passas a acalentar
Nas renúncias, no sonho que não tornou realidade
Pois o trocaste pelo sonho maior da maternidade
Tu és mãe, não apenas porque geraste um filho
És mãe, porque não podes ofuscar o brilho
Que nos teus olhos reflete o teu grande amor
És bem aventurada, és virtuosa e agraciada
Como foi Maria, a mãe do meu Senhor…

Homenagem às Mães

                                             
                 A mulher na frente do Fogão 
                                         Poema de  Gióia Junior

Uma constante chama de gás
aquece  a panela que chia na cozinha
enquanto um cheiro forte  de tempero
enche a casa.

Ela está na frente do  fogão
trincheira de mais de vinte anos
de  pé, a esperar.


Na frente do fogão  enquanto os filhos crescem
vão sendo modelados pela vida e pelo tempo
chegam e a beijam na testa
e ela na frente do fogão.

Chegam e dizem um "olá" distante
e ela na frente do fogão.
Chegam e não dizem nada
e ela na frente do fogão.

Porque a chama abraça o fundo da panela
para que o jantar fique pronto,
para que eles matem a fome
e cresçam mais e se afastem dela cada vez mais.
 
Ali na frente do fogão
o seu rosto outrora liso e jovem
foi sendo curtido
em sal e fogo
em fumaça e tempo
em sofrimento e espera
em susto e ingratidão.

E ela, paciente e quieta, em frente do fogão.
Chega o marido
que o tempo também  se incumbiu de transformar
em cansaço e desesperança
e traz para a cozinha
os problema da rua, 
a  insegurança do serviço,
o orçamento estourado,
a fila, a espera, o desconforto, a condução
e ela na frente do fogão!
 
Não  mais o beijo quente do retorno
o olhar em festa
os planos em comum.


Um acre silêncio tempera a janta,
uma dua troca de olhares
que já  não se perguntam
porque não há respostas a dar.

É o boa noite de sempre
nas ruas os amigos,
 no bar bebendo a mesma
dura cachaça e nervosa insatisfação.

Em casa o vazio que os filhos deixam
quando saem a medir a noite com os amigos
e os coloridos sonhos  de novela
e a companhia da televisão.
 
Eu te peço por ela
nesta hora em que as sombras
iniciam a escalada  de mais uma noite 
pela sua alegria
pela sua ilusão.
Guarda a mulher em frente do fogão
 
Nesta hora marcada
pelo cheiro forte do tempero
pela chama  quase parada do fogão de gás,
enquanto eles não chegam dos caminhos da noite
dos perigos do trânsito
e do ódio dos homens
que ela tenha calma,
que ela tenha paz.
 
Sobre sua cabeça  envelhecida
estende a Tua poderosa mão.
E que ela possa ter a alegria da vida
na hora do preparo da comida
em frente do fogão.
 
 

O Ministério de Apóstolo – Lição 06 – 2º. Tri EBD CPAD – 11.05.2014

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: Efésios 4.7-16     
  
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:

  1. Analisar biblicamente o colégio apostólico
  2. Descrever o ministério apostólico de Paulo
  3. Conscientizar-se a respeito da apostolicidade atual

CONSIDERAÇÕES:
Os apóstolos foram embaixadores especiais do colégio apostólico, diferentes dos profetas e dos atuais ministros da Palavra. Na história da igreja e do mundo, eles ocuparam uma posição única e têm uma importância peculiar.
Por essa razão, este assunto merece uma discussão especial. Antes de sua ascensão, Jesus predisse repetidas vezes que eles deveriam testemunhar somente depois que recebessem o Espírito Santo e fossem revestidos de poder (At 1.8; Jo 20.22).
Até que essa promessa fosse cumprida eles deveriam permanecer ocultos em Jerusalém. E quando eles estendessem o estandarte da cruz, começando por Jerusalém até aos confins da terra, deveriam apelar para o poder do Espírito Santo (Lc 24.47-49), como o segredo de sua existência.
Pelo pecado, muitas coisas se tornaram impuras. Antes que o pecado entrasse no mundo todas as coisas eram santas; essa parte da criação que se tornou corrompida permanece em oposição a Deus e a tudo que é santo. Por essa razão, nós confessamos que os apóstolos de Jesus foram separados ao serviço do santo Reino de Deus e qualificados para sua vocação pelo poder do Espírito Santo.
Os apóstolos de Cristo foram homens que seguiram as pegadas do Mestre, desde o batismo de João até o dia em que ele foi recebido nos céus (At 1.21-26). Por isso, seus nomes estão escritos nos fundamentos do muro da Jerusalém Celestial (Ap 21.14).
Portanto, entende-se por colégío apostólico o grupo de doze homens que Jesus escolheu de entre os seus discípulos, os quais os chamou de apóstolos (Lc 6.12-16; Mt 10.1-4;Mc 3.13-19). Jesus vocacionou e os enviou a pregar o evangelho (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20). Mas antes de sair pelo mundo a pregar o evangelho, os onze escolheram Matias para compor o lugar deixado por Judas, o Iscariotes (At 1.15-26).
Os doze apóstolos constituíram a base ministerial para o desenvolvimento e a expansão da igreja no mundo. Sendo primeiro, revestidos de poder pelo Espírito Santo (Lc 24.49; At 1.8; 2.1-36). Para estes doze homens não há substituto; eles andaram com Jesus durante o seu ministério desde o batismo do Senhor no rio Jordão (Mt 3.13-17; 4.23-25), conviveram com ele (Mc 6.7; Jo 6.66-71; At 1.21-23), e receberam autoridade do Senhor (Jo 20.21-23; Mc 16.17,18; At 2.4). Somente esses doze apóstolos do Cordeiro têm seus nomes escritos nos fundamentos do muro da santa cidade – a Nova Jerusalém (Ap 21.14).
O apóstolo Paulo – Quem exatamente eram os apóstolos? Quantos apóstolos haviam? Quais eram os requisitos para ser considerado apóstolo? Será que ainda temos apóstolos em nossos dias? Só será possível compreender bem estas perguntas se entendermos o significado da palavra apóstolo. Em nossos dias, muitos usam a palavra apóstolo em sentido amplo; dizem que apóstolos são aqueles eficientes plantadores de igreja ou algum importante pioneiro no trabalho missionário.
Exemplo: William Carey – considerado o Apóstolo da Índia.  Se olharmos neste sentido, ainda há apóstolos nos dias de hoje, pois temos em nossos dias muitos missionários e plantadores de igrejas, em missões transcultural.
Existe um sentido geral para a palavra grega apóstolos e (“apóstolo”), com o sentido de mensageiro ou aquele que é enviado, o termo grego é usado nesse sentido em três ocasiões no NT (Jo 3.16; 2Co 8.23; Fp 2.25). Mas essas passagens não mencionam o ofício dos apóstolos de Jesus Cristo, que é o sentido mais aceito no NT, mas existe outro sentido para a palavra “apóstolo” no NT.
A palavra normalmente se refere a um ofício em especial – os apóstolos de Jesus Cristo. Nesse sentido mais restrito não há mais apóstolos hoje e não se deve esperam que surjam outros. As qualificações para que alguém fosse considerado um apóstolo eram: a) Ter visto Jesus depois de sua ressurreição com os próprios olhos. b) Deviam ser testemunha ocular de sua ressurreição. c) Ter sido especialmente comissionado por Cristo (At 1.22).
Foi aos apóstolos que Jesus se apresentou depois de sua ressurreição (At 1.2,3; 4.33; Jo 20.19-21). Paulo reivindica o fato de ele ter realmente cumprido esse requisito mesmo tendo sido de forma incomum, na Estrada de Damasco. E Jesus o nomeou apóstolo (At 9.4-8, 10-18; 26.15-18; At 22.7; 1Co 1.1; 2Co 1.1; Gl 1.1, 15-19).
Mesmo assim com muita humildade Paulo reconheceu que não pertenceu ao colégio apostólico, porém Paulo não estava entre aqueles que ouviram Jesus dizer: “E vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas tentações” (Lc 22.28).
O fato de ter visto Cristo, não é condição determinante. Paulo também viu (1Co 9.1,2), Porém, terem aceito seu chamado diretamente de sua parte, terem caminhado com ele três anos ao seu lado ouvindo suas palavras, vendo seus milagres, tendo comido e dormido ao seu lado, mesmo ele não tendo onde reclinar a cabeça (Mt 8.20).
Só os doze compartilharam momentos expressivos da humildade assim como da sua divindade (Jo 1.1; 10.30; 14.9; 2Pe 1.16-18; 1Jo 1.1,2). Paulo e Barnabé foram reconhecidos como apóstolos (At 14.14) e Tiago, irmão de Jesus (Gl 1.19; At 15.13-21).
Dom Ministerial de Apóstolo – O ministério de Apóstolo no sentido dos doze não existe mais; ele é restrito e exclusivo aos apóstolos originais que andaram com Jesus, do batismo de João até sua subida aos céus. Estes, não têm sucessores (At 1.21,22). Hoje, temos o dom ministerial de apóstolo (Ef 4.11,12).
O objetivo desses homens dados como dom à igreja por Deus, seus ministérios têm por finalidade á edificação do corpo de Cristo (Ef 4.12), e a unidade do Espírito (Ef 4.3). Esses homens, eram de reconhecida e destacada liderança espiritual, ungidos com o poder do Espírito Santo para defrontar-se com os poderes das trevas e confirmar o evangelho com milagres. Cuidavam do estabelecimento de igrejas, na verdade e pureza apostólica.
Eram servos intinerantes que arriscavam a vida em favor do evangelho (At 11.21-26; 13.50; 14.19-22; 15.25,26). Eram homens de fé e oração, e cheios do Espírito Santo (At 11,23-25; 13.2-5, 46-52; 14.1-7, 21-23).



Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 2º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato).RENOVATO, Elinaldo. Os Dons Espirituais e Ministeriais- Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro, 2014 – CPAD - GRUDEM, Wayne. O Dom de Profecia – Do NT aos dias atuais. São Paulo, 2004. Edit.Vida - GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática – Atual e Exaustiva.São Paulo, 2004 Edit.Vida - BARCLAY, William. As Obras da Carne e o fruto do Espírito. Vl 2. São Paulo, 2000. Edit. Vida Nova - SOUZA, Itamir Neves de. Atos dos Apóstolos – Uma história singular. Paraná. 2ª. reimpressão, 2005. Descoberta Editora Ltda. - CARSON. A. D. A manifestação do Espírito – A Contemporaneidade dos dons à luz de 1º. Coríntios 12 a 14. São Paulo, 2013. Edit. Vida Nova   A Obra do Espírito – O Espírito Santo em ação na igreja e no indivíduo. São Paulo, 2-010. Ed.Cultura Cristã. Bíblia de Estudo Pentecostal CPAD – SILVA, Severino Pedro Pr. As Sete Colunas da Sabedoria Rio de Janeiro 2010. CPAD 1ª. Edição – ARAMIS de. Barros - Doze Homens e uma Missão. São Paulo 2006 – Editora Hagnos 1ª. Edição. 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Dons de Elocução – Lição 05 – 2º. Tri EBD CPAD – 04.05.2014

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
  Texto da Lição: 1Co 12.7, 10 -12     
  
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:

1. Analisar biblicamente os dons de elocução.
2. Compreender o dom de variedades de línguas.
3. Valorizar o dom de interpretação de línguas.

CONSIDERAÇÕES:
Antes do estudo dos dons de elocução, e em particular o dom de profecia no NT conforme exposição de Paulo no cap.12 – 14 de 1 Coríntios, é importante conhecermos o ofício de profeta na AT, com homens como Moisés, Samuel, Natã, Gade, Elias, Eliseu, Isaias, Jeremias, Ezequiel e Daniel.
Qual era o propósito desses profetas? E que autoridade eles possuíam? O que acontecia quando alguém ousava desobedecê-los? O profeta do AT era um mensageiro de Deus, enviado para falar a homens e mulheres as palavras do próprio Deus (Ag 1.13; Ob 1.1).
De forma similar, o Senhor enviou o profeta Natã com uma mensagem ao rei Davi (2Sm 12.25), e deu ao profeta Isaias uma mensagem para ser entregue ao rei Ezequias (2Re 20.4-6). O Senhor era com Samuel e nenhuma de suas palavras deixou de se cumprir (1Sm 3.19). Por isto, o servo de Saul dizia acerca de Samuel: “Tudo que ele diz acontece” (ISm 9.6).
O dom de profecia no NT – A palavra hebraica para profeta é nabi, que vem da raiz verbal naba. Essa palavra signifca anunciador, declarador e por extensão, aquele que anuncia as mensagens de Deus, recebidas por revelação ou discernimento intuitivo.
No NT a palavra comumente usada é prophétes; essas palavras derivam-se do grego pro, antes, em favor de, e phemi, falar, ou seja: alguém que fala por outro e, por extensão – intérprete, especialmente da vontade de Deus.
Tais palavras gregas, naturalmente, estão por trás do termo português, profeta. O teólogo petencostal Stanley Horton, descreve o dom de profecia como relatado pelo apóstolo Paulo em 1Co 14, como uma mensagem espontânea, inspirada pelo Espírito Santo em uma língua conhecida para quem fala e também para quem ouve.
Com o objetivo de edificar, exortar, e consolar (1Co 14.3). O dom de profecia é tão importante na igreja, que o apóstolo Paulo exortou os crentes da igreja em Corinto a buscarem o dom de profecia (1Co 14.1). Esse dom de profecia está relacionado nas epístolas paulinas, entre os dons espirituais (1 Co12.10; 14.1-4), entre  os dons de serviço (Rm 12.6-8) e entre os dons ministeriais (Ef 4.11).
Segundo os teólogos Earl D. Radmacher, Ronald B. Allen, e H. Wayne House, em seu “O Novo Comentário Bíblico do Novo Testamento”, comentando sobre dons, afirma que essa palavra grega (charisma), é uma referência às habilidades determinadas por Deus, as quais deveriam ser utilizadas para edificar os membros do corpo de Cristo. Embora os dons de Deus não possam ser cancelados ou mudados (Rm 11.29), eles podem ser administrados e podem ser desenvolvidos (1Pe 4.10).
Profecia – Essa palavra é usada em Rm 12.6 como uma referência geral a todos os dons espirituais que envolvem o anúncio da palavra de Deus, por exemplo (1Co 14.3). O termo exortação é um dom relacionado à profecia. Em um sentido mais estrito, profecia significa a revelação da vontade de Deus em uma situação particular (At 13.1-3).
Ministério – ou seja serviço. Esse é um dom que está em contraste com os dons relacionados ao falar, ou anunciar, algo (1 Pe 4.11). A Bíblia lista cinco dons relacionados com a pregação: profecia, ensino, encorajamento, palavra de sabedoria e palavra de conhecimento. Além disso, são nomeados sete dons de serviço: socorro, misericórdia, fé, discernimento de espírito, liderança, administração, e mordomia.
Dentre as muitas dificuldade que o apóstolo Paulo foi forçado a lidar em Corintio, com o orgulho dos que tinham dons espirituais mais perceptíveis (1Co 1.31; 4.7; 5.6; 10.12; 13.4,5), e o sentimento de menor importância daqueles que tinham dons de menor percepção externa (1Co 3.2,3; 10.10; 14.4), o apóstolo lida com todos esses problemas de uma só vez, ao afirmar:
E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar; socorros; governos e variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos?
São todos profetas? São todos doutores? São todos operadores de milagres? Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas? Interpretam todos? Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelentes”.
Esse caminho mais excelente é exatamente 1 Co 13.1-13. Embora encontramos alguns profetas fora do contexto como relatado acima, como Ágabo (At 11.28; 21.10,11) e as quatro filhas de Filipe (At 21.8,9). Esses profetas não se equiparam aos profetas da antiga dispensação. Foram manifestações esporádicas, e não se tem conhecimento de seu desenvolvimento na igreja primitiva.
Na economia do NT Deus tem formas sublimes de se revelar àqueles que lhe buscam. E quando essas formas de revelação são usadas não se trata de profecia.  Em Atos 8, 29, o Espírito Santo diz a Filipe: “Aproxime-se dessa carruagem...; Em Atos 10.19, enquanto pedro ainda estava pensando na visão, o Espírito lhe disse: “Simão, três homens estão procurando por você...” – não é profecia.
Atos 18.9: “Certa noite o Senhor falou a Paulo em visão, não tenha medo, continue falando e não fique calado” – não é profecia. Atos 15.28: “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não impor a vocês nada além das seguintes exigências necessárias” – não é profecia.
Atos 16.6,7: “Paulo e seus companheiros viajaram pela região da Frígia e da Galácia, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na província da Ásia. Quando chegaram a fronteira da Mísia, tentaram entrar na Bitínia, mas o Espírito de Jesus o impediu” – não há indicação de que isto seja profecia.
Atos 16.9: “Durante a noite Paulo teve uma visão, na qual um homem da Macedônia estava em pé e lhe suplicava: Passe à Macedônia e ajude-nos.” – não é profecia. Atos 20.23: “O Espírito Santo me avisa que prisões e sofrimentos me esperam.” – aqui pode-se incluir profecias e/ou, outros tipos de comunicação do Espírito Santo.
Variedade de línguas – Esse dom, provavelmente faz menção à capacidade de o crente falar várias línguas que não entende e que jamais estudou, para fins de louvor, oração ou transmissão de uma mensagem divina.
A língua falada através deste dom não é aprendida e quase sempre não é entendida, tanto por quem fala (1Co 14.14), como pelos que ouvem (1Co 14.16). A variedade de línguas é importante se for seguida de interpretação (1Co 14.26-28).
Interpretação de línguas – Esse dom resulta da capacidade de explicar ou interpretar as línguas faladas na congregação,  para que todos os crentes presentes possam se beneficiar com a oração feita por quem fala em línguas (1Co 14.13, 28). As línguas, ao contrário da profecia não edificam ou exortam a igreja. Elas são para a devoção espiritual do crente que recebe este dom.
À medida que o servo de Deus fala em línguas estranhas vai sendo também edificado, pois o Espírito Santo o toca e renova diretamente (1Co 14.2). Tal mensagem interpretada para a igreja reunida, pode conter ensino sobre a adoração e a oração, ou pode ser uma profecia.
Toda congregação pode assim desfrutar dessa revelação vinda do Espírito Santo. A interpretação de uma mensagem em línguas pode ser um meio de edificação da congregação inteira, pois toda congregação recebe a mensagem.
Variedade de línguas + interpretação de línguas = a profecia.


 Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 2º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato).RENOVATO, Elinaldo. Os Dons Espirituais e Ministeriais- Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro, 2014 – CPAD - GRUDEM, Wayne. O Dom de Profecia – Do NT aos dias atuais. São Paulo, 2004. Edit.Vida - GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática – Atual e Exaustiva.São Paulo, 2004 Edit.Vida - BARCLAY, William. As Obras da Carne e o fruto do Espírito. Vl 2. São Paulo, 2000. Edit. Vida Nova - SOUZA, Itamir Neves de. Atos dos Apóstolos – Uma história singular. Paraná. 2ª.reimpressão, 2005. Descoberta Editora Ltda. - CARSON. A. D. A manifestação do Espírito – A Contemporaneidade dos dons à luz de 1º. Coríntios 12 a 14. São Paulo, 2013. Edit. Vida Nova   KUYPER Abraham. OSBORN. T.L. Curai os Enfermos e Expulsai os Demõnios. rio de Janeiro, 200. Graça Editorial. A Obra do Espírito – O Espírito Santo em ação na igreja e no indivíduo. São Paulo, 2-010. Ed.Cultura Cristã. CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol.1 Editora Hagnus   

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Dons de Poder – Lição 04 – 2º. Tri EBD CPAD – 27.04.2014

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
http://nasendadacruz.blogspot.com – pastorjoaobarbosa@gmail.com
Texto da Lição: 1Co 12.4, 9-11

I - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
1. Compreender o que significa o dom da fé.
2. Analisar biblicamente os dons de curar.
3. Saber a respeito dos dons de maravilhas.

CONSIDERAÇÕES:
Os dons de poder são capacitações especiais em situações que demandam a ação sobrenatural do Espírito Santo na vida do crente, produzindo fé, cura e operação de maravilhas. No NT encontramos uma diversidade de tipos de fé (Hb 11.1; 1Co 12.9).

1. Fé Objetiva – Esse é o objeto da fé. Aquilo em que se crê. O sistema de princípios religiosos, como é o caso do cristianismo.

2. A fé Salvadora – É aquela que recebemos na ocasião de nossa conversão a Cristo (Rm 10.9,10,17; Ef.2.8).

3. A fé como Fruto do Espírito – É uma elevadíssima confiança em Deus, a partir de uma profunda e íntima comunhão com Deus (Gl 5.22; Hc 3.17,18). Esta fé como virtude, é a mesma fé subjetiva em ação na vida diária do crente; é a contínua outorga da alma a Cristo, que é o princípio orientador da vida cristã.

4. A fé como Dom – Trata-se de uma fé sobrenatural e especial comunicada pelo Espírito Santo a crer em Deus para a realização de coisas extraordinária e milagrosa. Esta é a fé que remove montanhas (Mt 17.20; 21.21; Lc 17.6). Esse dom é concedido em momentos especiais, quando só um milagre pode resolver.

Esse dom operou na vida de Moisés (Ex 14.13,14); na vida de Elias (1Re 18.22-39); na vida de Daniel (Dn 6.16-23); de Abraão (Rm 4.16-18; Gn 5.5,6). Quando esse dom está em ação, gera na vida da igreja uma atmosfera de fé em Deus e nas suas promessas, e a convicção de que tudo é possível (Lc 1.37; Mc 9,23; Jo 11.40-44; Ts 5.17).

Ter fé, é crer que Deus fará aquilo que Ele diz em sua Palavra que fará. Deus nunca pediu que alguém cresse que Ele faria algo que não prometeu fazer. Deus disse: “Eu sou o Senhor que te sara” (Ex 15.26c). O profeta Isaias disse:

 “Ele (Jesus) foi ferido pelas nossas transgressões (...) e, pelas suas pisaduras, fomos sarados. Jesus disse ao leproso: Quero; sê limpo (Mt 8.3b). Disse ao centurião: “Eu irei e lhe darei saúde” (Mt 8.7). Ao cego disse: Vê (Lc 18.42).

Pedro disse: “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados (...) pelas suas feridas fostes sarados” (1Pe 2.24). Jesus disse: “Em meu nome, expulsarão demônios e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão” (Mc 16.17,18). Tiago disse: “Está alguém entre vós doente? (...) A oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará (Tg 5.14,15).

Ter fé é somente crer que Deus fará estas e outras coisas que já disse em Sua Palavra que faria, se tão somente crermos. “Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê (Mc 9.23). Podemos resumir este assunto citando a ordem de Jesus: “Tende fé em Deus” (Mc 11.22).Os Dons de Curar (1Co 12.9) – Esses dons são concedidos à igreja para restauração da saúde física por meios divinos e sobrenaturais (Mt 4.23-25; 10.1; At 3.1-10; 4.30; 6,6; 8.5-8).

É interessante notar que todos os outros dons estão no singular. Mas os “dons de curar” estão no plural. Refere-se portanto, à curas de diferentes enfermidades e sugere que cada ato de cura vem de um dom especial de Deus. Não há assim, um “dom de curar”, mas uma variedade deles.

Ninguém pode dizer: “Eu tenho o dom de curar”, como se este dom pudesse ser possuído e ministrado ao bel-prazer da pessoa. Cada cura necessita um dom especial, não para a pessoa que ministra a cura, mas por meio dessa pessoa para o indivíduo doente, de forma que Deus receba toda a glória. Ele é quem cura (At 4.30).

A cura divina no Antigo Testamento – Deus fez com Israel uma aliança de cura (Ex 15.25,26). Deu-lhe ali estatutos e uma ordenação. Isto não fala de promessas temporárias, mas de uma aliança permanente em que o povo de Deus deveria incorporar à sua vida diária. Deus nunca rescindiu esta promessa.

Quando Deus fez esta aliança de cura, se utilizou de um de seus nomes redentivo: “Jeová-Rafá”. Deus não disse: Eu era, mas, “Eu Sou o Senhor que te sara” (Ex 15.26; 3.13,14; Jo 8.58; Hb 13.8). Deus não permitiu que entre as tribos que subiram do Egito para Canaã houvesse um só inválido (Sl 105.37).

Exemplos de Curas no Antigo Testamento:
Miriã – Cura da lepra (Nm 12.12-15).
Ressurreição – Do filho da viúva (1Re 17.17-24); do filho da sunamita (2Re 4.18-37).
Naamã – Curado de lepra (2Re 5.1-15).
Ezequias – Acréscimo vital de 15 anos (2Re 20.1-11).
Jó – Cura de todas suas aflições (Jó 42.10-13)
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Estas circunstâncias mostram, que Jeová é o médico por excelência. “O Senhor que te sara” (Ex 15.26). A cura divina no Novo Testamento: (Ministério de Jesus) – Jesus foi a expressão da vontade do Pai durante toda a sua vida e ministério (At 10.38; Mt 4.23-25; Jo 6.38-40; 14.10).

Um total de 27 milagres individuais de curas creditados a Jesus são encontradas nas Escrituras; assim como em 10 ocasiões registramos a cura de um grande número de pessoas. Seu ministério tratava de uma imensa variedade de problemas humanos, possessões demoníacas, doenças, acidentes e até morte.

Em cada caso Jesus apresentou-se espontânea e francamente como objeto de fé, em quem deveriam crer com sinceridade. Em face de um ministério de cura assim impressionante, é verdadeiramente notável que eu ele prometesse aos discípulos: “...aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas...” (Jo 14.12).

Ao ministrar aos males físicos o Senhor curava com uma palavra (Mt 8.5-10,13); resuscitou o filho da viúva de Naim (Lc 7.11-16). Ele curou os que estavam perto e os que estavam distante (Jo 4.46-54). Ele curou no sábado (Lc 13.10-17). Curou tanto indivíduos (Mt 8.16,17), como grupos em geral (Mt 4.23,24). E de uma só vez curou a muitos à vista dos discípulos de João (Lc 7.18-22).

João ainda acrescenta: “Na verdade fez Jesus diante dos outros discípulos muitos outros sinais que não estão escritos nestes livros” (Jo 20.30). Se todas as coisas que Jesus fez fossem relatadas uma por uma, certamente, nem no mundo caberia os livros que seriam escritos (Jo 21.25).

Milagres (2Co 12.10) – Um milagre é a manifestação, de poder sobrenatural no reino natural. Esse dom também é chamado dom de operação de maravilhas. O dom de milagres provoca o despreendimento da energia divina, a fim de operar grandes mudanças na ordem natural das coisas.

Encontramos na Bíblia quatro grandes eras de milagres: a era de Moisés (Ex 4.2-7; 4.21; 8 – 14;). Finalmente, os milagres operados na era de Moisés são incontáveis. A era de Elias: 1Re 17.8-16 Elias multiplicou o azeite da viúva, com uma palavra; 1Re 18.20-40 Elias faz descer fogo do céu, no Monte Carmelo; 2Re 2.1-12 uma carruagem de fogo com cavalos separa Elias de Eliseu e num redemoinho, Elias sobe aos céus; 2Re 4.32-37; 13.20,21 pessoas são ressuscitadas dentre os mortos. 2Re 19.20-37 o exército da Síria foi eliminado por intervenção divina.

Era de Jesus – quando esteve conosco, como Deus-homem extensiva também a era dos apóstolos e que podemos dizer que permanece à disposição da igreja também em nossos dias. Resta ainda uma era de milagres quando Deus visitará esta terra como uma série de juízos devastadores conforme podemos encontrar no livro de Apocalipse principalmente nos capítulos 6, 7, 8, 11, 13, 17, 18.
Milagres efetuados pelos apóstolos e por outros cristãos: A morte súbita de Ananias e Safira (At 5.11); o livramento de Pedro do cárcere (At 12.1-19); os milagres não descritos realizados por Estevão (At 6.8); a miraculosa transferência de Filipe de Gaza para Azoto (At 8.39); a súbita cegueira e recuperação de Paulo (At 9.8,18); milagres de cura realizados através de Paulo mediante o uso de lençóis e aventais (At 19.11.12). 
Todos os milagres efetuados por Jesus no evangelho de João são chamados de sinais. Um sinal significa alguma coisa, podendo ser de advertência ou de regulamentação. Os textos descritos em Jo 2.33; 3.2; 4.54; 6.2; 14.26,30; 7.31; 9.16; 10.41; 11.47; 12.18,37; 20.30; são milagres, porém usados como sinais.


Consultas: Lições Bíblicas EBD-CPAD - 2º. Trimestre 2014 – (Comentarista: Pr. Elinaldo Renovato).RENOVATO, Elinaldo. Os Dons Espirituais e Ministeriais- Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro, 2014 – CPAD - GRUDEM, Wayne. O Dom de Profecia – Do NT aos dias atuais. São Paulo, 2004. Edit.Vida - GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática – Atual e Exaustiva.São Paulo, 2004 Edit.Vida - BARCLAY, William. As Obras da Carne e o fruto do Espírito. Vl 2. São Paulo, 2000. Edit. Vida Nova - SOUZA, Itamir Neves de. Atos dos Apóstolos – Uma história singular. Paraná. 2ª.reimpressão, 2005. Descoberta Editora Ltda. - CARSON. A. D. A manifestação do Espírito – A Contemporaneidade dos dons à luz de 1º. Coríntios 12 a 14. São Paulo, 2013. Edit. Vida Nova. KUYPER Abraham. OSBORN. T.L. Curai os Enfermos e Expulsai os Demônios. rio de Janeiro, 200. Graça Editorial. A Obra do Espírito – O Espírito Santo em ação na igreja e no indivíduo. São Paulo, 2-010. Ed.Cultura Cristã. CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo – Vol.1 Editora Hagnus