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quinta-feira, 18 de julho de 2013

O Comportamento dos Salvos em Cristo - Lição 03 - 3º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 21.07.2013

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa

Texto da Lição: Filipenses 1.27-30; 2.1-4               
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
1.      Compreender as características comportamentais de um cidadão do céu.
2.      Contextualizar o comportamento digno do crente ante uma posição oposta.
3.      Promover a unidade da Igreja. 

II  - INTRODUÇÃO
O estudo do comportamento do ser humano, tem como objetivo ajudar a entender as ações realizadas pelas pessoas em determinadas situações, bem como os motivos que condicionam tais ações, e todas as possíveis alterações que o meio e as relações sociais, ao longo da vida, proporcionam a cada indivíduo.
O comportamento humano é a expressão da ação manifestada pelo resultado da interação de diversos fatores internos e externos que vivemos, tais como: personalidade, cultura, expectativas, papéis sociais e experiências.  É assim a ação do ser humano se relacionar com o mundo.
III – DESENVOLVIMENTO
1. O comportamento do cidadão dos céus – (Fp 1.27). Como um cidadão dos céus, os filipenses deveriam viver do mesmo modo como cada cidadão romano tinha de viver de acordo com as leis do império. Muito mais, como cidadãos romanos, os cristãos deveriam viver de modo digno do evangelho sem ofender a lei terrena, mas nunca negando a salvação recebida de Cristo Jesus.
Por isso, um cidadão consciente sabia que deveria sempre respeitar as leis do império para ter privilégio de cidadão (Rm 13.1-7). Do mesmo modo, o cristão deveria comportar-se como cidadão dos céus porque sua nova pátria é o reino de Deus. “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador e Senhor Jesus Cristo” (Fp 3.20).
O cristão deve, portanto, comportar-se de forma digna dessa cidadania celestial. Todo aquele que for nascido de novo, é nova criatura e tem seu nome escrito no livro da vida do cordeiro, por isso faz parte da família celestial.
Em sua visão ética da vida cristã o apóstolo Paulo faz constante apelo ao padrão de conduta ética para as igrejas sob sua orientação pastoral.  Aos tessalonicenses ele escreveu: “Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós como o pai a seus filhos, para que vos conduzísseis dignamente para com Deus, que vos chama para o seu reino de glória” (1Ts 2.12).
Quando recomendou uma irmã em Cristo, chamada Febe, que era membro da igreja em Cencréia, Paulo escreveu aos romanos dizendo: “Recebei, pois, a Febe, nossa irmã, a qual serve á igreja que está em Cencréia. Peço-vos que a recebais no Senhor como convém aos santos” (Rm 16.1,2). Percebemos, portanto que é o evangelho quem estabelece as normas éticas do comportamento cristão.
A maior dificuldade do mundo está na palavra “conduta” que é vista como um modo de cercear a liberdade. A liberdade de ser e de fazer o que quiser. Entretanto, do ponto de vista bíblico, essa palavra cabe perfeitamente no estilo e no modo de vida cristã. A conduta requerida aqui não é um cerceamento á liberdade; pelo contrário, é um modo de exercer liberdade com domínio sobre todos os ímpetos da natureza humana.
Notemos o que o texto diz: “Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo.....” (Fp 1.27,28). A palavra chave nessa frase é “portar-se” que melhor traduzida e de acordo com o contexto se refere ao comportamento de um cidadão.
Portanto, como “cidadão dos céus” os cristãos devem conduzir-se de um modo digno do evangelho. Esse modo digno de conduzir-se implica agir com firmeza e equilíbrio na vida do cotidiano. Como está escrito: “Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade”. (Pv 16.32).
2. O comportamento ante a oposição – (Fp 1.28-30). A resistência ao ensino do evangelho vinha de fora por intermédio de pregadores que negavam a divindade de Cristo e os valores ensinados pelo apóstolo Paulo. Essa resistência de alguns tinha por objetivo intimidar e ameaçar os cristãos sinceros.

Paulo estava preso. Então eles se aproveitaram da ausência do apóstolo e dos outros obreiros auxiliares de Paulo para exercerem influência nos pensamentos e no afastamento da fé cristã. Mas Paulo apela ao sentimento daqueles cristãos estimulando-os a permanecer firmes sem se deixar enganar e desanimar.

A oposição identificada no seio da igreja vinha de fora da comunidade abrindo o caminho para dentro da igreja e passando a influenciar alguns cristãos. “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crê nele como também padecer por ele” (Fp 1.29).

A voz passiva da frase “vos foi concedida” atribui todas as coisas que estava acontecendo à soberana vontade de Deus. Deus é quem concede experiência ao cristão de padecer por Cristo. 

O apóstolo Pedro em sua epístola escreveu: “Alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação de sua glória vos regosigeis e alegreis” (!Pe 4.13).

Paulo via seus sofrimentos como um serviço que ele fazia para Cristo. Ele tinha consciência desse sentimento porque ouviu a palavra de Ananias em Damasco que foi à casa onde ele aguardava uma orientação do Senhor. 

A palavra de Deus para Ananias acerca de Paulo foi essa: “Eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome” (At 10.16). Essa predição cumpriu-se literalmente na experiência apostólica de Paulo. E ele aceitou seus sofrimentos como participação nos sofrimentos de Cristo (Fp 3.10).

Quando temos uma visão genuína do nosso futuro, não temos problemas com os sofrimentos presentes em nosso viver cristão. Lucas nos relata no livro de Atos como os apóstolos foram açoitados e lançados na prisão (At 5.18). 

E acrescenta que esses apóstolos sentiam-se privilegiados em sofrer por Jesus Cristo (At 5.40.41). Tudo que Paulo desejava dos filipenses é que eles enfrentassem seus sofrimentos e afrontas com a alegria de sofrerem  pelo nome de Jesus.  

3. Os cristãos devem ter uma conduta que promova a unidade da igreja – (Fp 2.1-4).  Nos tempos atuais, a igreja de Cristo tem sido invadida por falsos pregadores e ensinadores. São obreiros falsos que trazem para o seio da igreja doutrinas falsas que contrariam a sã doutrina.

O apóstolo Paulo, em meio aos seus pensamentos expressos na carta, deixa de lado assuntos sobre sofrimentos exteriores envolvendo perseguições e privações materiais e focaliza um outro tipo de sofrimento que estava afetando a vida da igreja. 

Alguns acontecimentos internos na vida eclesiástica que estavam prejudicando a unidade da igreja eram do conhecimento do apóstolo, e ele não podia estar presente para dirimir dúvidas e desfazer alguns equívocos.

Como uma igreja poderá conseguir unidade quando se depara com pessoas com atitudes contenciosas, egoístas e cheias de vã glória, divergindo e contestando as doutrinas ensinadas pelo apóstolo? 

Essas pessoas divergiam do pensamento central do cristianismo, que é o Senhor Jesus Cristo disseminando doutrinas cristãs com pensamentos filosóficos.

O apóstolo alerta que esses falsos conceitos visavam promover a discórdia entre os irmãos e dispersá-los da convivência e da comunhão fraternal que há em Cristo Jesus. O apóstolo apela aos irmãos para que tenham um mesmo sentimento e um mesmo parecer (Fp 2.2).

A despeito de os seres humanos serem de culturas e temperamentos diferentes, podiam compartilhar o mesmo sentimento que também houve em Cristo Jesus. E escreveu; “Que haja em vós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” (Fp 2.5).

A presença interior do Espírito Santo na vida dos crente faz-nos lembrar de que Jesus é o Senhor sobre todas as coisas. Sua presença em nós promove a paz e a união no seio da igreja. 

A lealdade a Cristo torna-se o fruto dessa presença que nos faz obedecer á sua Palavra, o novo mandamento deixado por Jesus. “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. (Jo 13.34,35).
IV – CONCLUSÃO
A perseguição e as tribulações redundam em benefícios para o cristão. A tribulação ajuda-nos tanto a compreender como a ajudar outras pessoas que também sofrem tribulações.  

A tribulação nos torna conselheiros e guias mais sábios. A tribulação e a perseguição podem servir-nos de excelentes disciplinadores, ensinando-nos os valores espirituais certos e próprios.
A tribulação e a perseguição podem fazer com que nossa entrada futura em nossa herança celestial do que seria de outra maneira, se porventura não experimentássemos também a adversidade. 

Não nos devemos olvidar que o próprio Senhor Jesus aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. “Ainda que era Filho aprendeu a obediência por aquilo que padeceu” (Hb 5.8).
A tribulação nos torna cônscio do fato de que somo criaturas muito dependentes. De que somente Deus é independente e serve de lei para si mesmo. Todas as demais entidades são criaturas que dependem da sua bondade e do seu poder divinos. 

As enfermidades graves, os choques severos, a tristeza avassaladora, os desânimos do próprio coração, as desilusões, todas essas coisas nos ensinam a depender somente de Deus e não de nós mesmos.
A tribulação também faz nos aproximarmos um dos outros, especialmente daqueles que também estão sendo atribulados conosco, como nenhuma outra experiência humana é capaz de fazer. 

As tribulações unem as famílias e as igrejas, as comunidades e as nações. E esses grupos tomam propósitos de unidade em meio à tribulação.



Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Pr. Elienai Cabral).
 Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007                  
CABRAL. Elienai, Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro 2013. 1ª. Edição. CPAD
SOUZA.Itamir Neves de. Atos dos apóstolos; Uma história singular. Londrina / PR. 1ªd. 1999. Descoberta Edit. Ltda.
CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Editora Hagnos.


domingo, 14 de julho de 2013

Poesia: Último Combate


                              Poesia:
                                      De Mário Barreto França

- “O combate será a uma hora da tarde!”
Foi a voz que se ouviu, como horrível alarde,
Ao longo da trincheira... E o dia era tão lindo!...

- Como é belo morrer quando se vai sorrindo
Para a luta cruel, numa manhã como esta,
Toda cheia de luz, toda cheia de festa!...
(Era um belo rapaz que me falava.)

- Escuta,
(Perguntei-lhe) não tens receio desta luta?
Ele não respondeu, porém, sentidamente,
Cantou ao violão uma canção pungente...
E me disse, depois, com olhos rasos d’água:

- Não! Eu não temo a morte! O que me causa mágoa
É me sentir tão longe, é me ver tão sozinho
E não voltar jamais ao calor do meu ninho,
Onde, entre beijos bons de minha doce esposa,
Meu filhinho me espera, e, esperando, repousa...

Quando eu vim para cá, beijando-me, ele disse
Uma frase qualquer, uma linda tolice...
Mas, depois, enxugando uma lagrimazinha,
Deu-me um livro, dizendo: “É uma lembrança minha,

Papai! Quando o senhor estiver em perigo,
Leia este livro, ouviu? Jesus é nosso amigo!
E o senhor não será mais sozinho nem triste,
Porquanto onde Ele está tudo o que é bom existe!”
E ele continuou a cantar.

Que tristeza
Começava a pesar em toda a natureza!...
E eu fiquei a invejar sua alma comovida,
Porque era triste só no deserto da vida...


A chuva começara a cair lenta e fina...
Como interrogação fatídica, a colina
Mostrou-se ao nosso olhar, cheio de nostalgia,
Perversamente verde e tristemente fria.
... ... ... ... ... ... ... ...
A luta começou terrível. A metralha
Ia levando a morte ao campo de batalha.
Gritos, imprecações e vozes de comando
Juntavam-se no espaço escuro e formidando...
Pungente agonizar de uma tarde cinzenta,

Tarde que quis ser linda e que foi tão cruenta!...
Quando a noite caiu, negra e fria, tornou-se
Mais bárbaro o combate. Era como se fosse
Rude destruição de uma cidade antiga
Pelo ódio figadal da vingança inimiga.

Quando a manhã raiou, o combate findara,
Mas era horrível ver tudo o que se passara...
Espraiei meu olhar pelo campo assolado,
E o pranto me feriu o coração magoado:

É que aquele soldado, inda tão moço e alheio
A essas contradições do Destino, encontrei-o,
Ensangüentado, assim, de bruços na trincheira,

Prendendo ao coração, numa ânsia derradeira,
Da esposa e do filhinho, um retrato cinzento,
Colado à capa azul de um Novo Testamento.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Esperança em meio a Adversidade - Lição 02 - 3º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 14.07.2013

Subsídios para o Ensino da Lição: Pr. João Barbosa
 Texto da Lição: Filipenses 1.12-21               
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
1.      Saber que as adversidades podem contribuir para a expansão do Evangelho.
2.      Explicar as motivações de Paulo para a pregação do Evangelho.
3.      Compreender que o significado da vida consiste em vivermos para o Evangelho. 

II  - INTRODUÇÃO
Ao concluir suas saudações iniciais o apóstolo Paulo começa a fornecer algumas informações sobre sua
situação presente e também dos resultados de seu aprisionamento em Roma. Podemos até lamentar o fato de que muitos acontecimentos na vida do apóstolo não tenham sido registrado. Todavia o mais importante foi preservado para nós. A saber, o exemplo da preocupação do apóstolo pela causa do  Evangelho de Cristo e sua suprema dedicação ao mesmo.

Isso deixa-nos a certeza do seu altruísmo, pois, sua ansiedade se voltava plenamente para o trabalho cristão e para o avanço do evangelho e não para si mesmo. Ele deixa claro que sua prisão estava ajudando na propagação do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. Ao afirmar: “E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram tem antes contribuído para o progresso do evangelho” (Fp 1.22).

III – DESENVOLVIMENTO
1.              O Evangelho é mais poderoso do que cadeias e grilhões – (Fp 1.12,13). O aprisionamento do apóstolo Paulo se tornou largamente conhecido, visto tratar-se de um caso incomum. Isso ilustra até que ponto a reputação de Paulo havia penetrado por todo o mundo antigo. Seu encarceramento tornou-se motivo de interesse público. Paulo, na qualidade de embaixador de Cristo, devido á notoriedade do seu caso, publicava o evangelho de Cristo.

Paulo não era apenas um prisioneiro a mais, ele era o prisioneiro de Cristo, pois, era mantido em custódia, devido  á sua lealdade a Cristo. E todos sabiam disto. Seu próprio encarceramento se tornou um meio de chamar a atenção dos homens para Cristo e seu evangelho. Ao invés de seu aprisionamento fazer cessar o seu testemunho, as tribulações que sofria era um meio de mais ainda propagar-se a sua mensagem (Fp 1.14).
2.                Paulo conquista a simpatia da guarda pretoriana – (Fp 1.13). O que era a guarda pretoriana? Era a guarda imperial, guardas do “pretor” – título de certo oficial romano que ficava um pouco abaixo da categoria dos cônsules. Essa guarda foi instituída por Augusto, por quem foi denominada de cortes pretorianas. Augusto postou três mil deles na cidade de Roma, e os demais foram espalhadas pelas cidades adjacentes.
Sob o imperador Tibério, todos foram trazidos de volta á Roma tendo ficado alojados em um acampamento fortificados. Esse grupo, devido ás qualificações e ao serviço superior que prestavam, recebia pagamento duplo, além de outros favores especiais. 

Seu tempo de serviço era de doze anos, o qual mais tarde foi ampliado para dezesseis anos; e grande soma em dinheiro era dada acada um de seus componentes quando iam para a reserva. Parece que sua patente como um corpo militar, equivalia a centuriões, e com o tempo obtiveram tanto poder que até imperadores chegaram a cortejar o seu favor.

No ano de 193 d.C. a guarda pretoriana foi dispensada, quando Severo subiu ao trono. Seus membros foram banidos. Porém, alguns anos mais tarde, o grupo foi reorganizado, e seu número se quadruplicou. Mais finalmente, foram suprimidos por Constantino (306 – 337 d.C), o primeiro imperador cristão de Roma. O contato do apóstolo dos gentios com a guarda pretoriana fez com que a sua fama se espalhasse paralelamente á fama do Senhor Jesus Cristo e do evangelho que Paulo propagava.

O apóstolo Paulo estava sob a vigilância dessa guarda em sua própria casa alugada (At 28.16,31). Essa forma de encarceramento era intitulada “custódia militar”. Sendo cidadão romano, Paulo foi alvo de algumas demonstrações de consideração, que outros cristãos primitivos não desfrutaram; porém isso não diminuiu em coisa alguma a ameaça de morte que ele enfrentava. E provavelmente após um segundo período de aprisionamento, ele sofreu martírio na própria Roma.

3.                Motivações da propagação do Evangelho – (Fp 1.14-18).  As motivações que estavam na mente e no coração dos cristãos espalhados por toda a Ásia Menor, que era o campo missionário do apóstolo Paulo e também da Europa (região da Macedônia) eram tanto positivas como negativas. Essa motivação produziu no coração e na mente dos cristãos filipenses uma renovação e disposição para continuar fiel ao propósito da propagação do evangelho.

A questão positiva dizia respeito ao estímulo dos filipenses quanto ás notícias da simpatia da guarda pretoriana á situação prisional de Paulo e as motivações negativas eram quando alguém pregava também o evangelho, mas pregava para tirar proveito próprio, por isso diz o apóstolo: pregavam por inveja, por porfia e por contenda, com o objetivo de tirarem proveitos pessoais e não em prol da causa de Cristo, enquanto que um bom número faziam de boa vontade.

Mas o apóstolo admoestou a igreja a não proibir que aquele grupo faccioso continuasse propagando a Cristo mesmo por inveja e contendas (Fp 1.15-18). “...Mas o que importa, contanto que Cristo seja anunciado de toda maneira, ou com fingimento, ou em verdade, nisso me regozijo e me regozijarei ainda”.
Quando o apóstolo Paulo afirma, importa que Cristo seja anunciado de toda maneira, essa atitude revela o anseio do apóstolo pelo crescimento da igreja, sem se importar quais meios, visto que o poder do evangelho superaria os problemas dos homens. O apóstolo entendia que todos esses problemas redundaria em bênçãos e na salvação de muitas pessoas, e assegurava que na sua intensa expectação não ficaria envergonhado ou confundido (Fp 1.20).
4.                O dilema de Paulo– (Fp 1. 20,21).  Paulo vê a morte e a vida em sua experiência pessoal. “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. Em sua carta aos Gálatas 2.20, o apóstolo afirma: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim”.
Paulo percebia que essa forma de vida nos é dada mediante a crucificação para o eu, onde damos o primeiro lugar ao Senhor, e isso mediante a crucificação juntamente com Cristo. E ainda acrescentou na sua carta aos gálatas; “Mas longe esteja de mim gloriar-me a não ser na cruz do Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo esta crucificado para mim, e eu para o mundo”. (Gl 6.14).
Ao expressar porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro, isso revela o sentimento que dominava o coração e a mente do apóstolo. Viver, para ele, era a vida que estava vivendo. E não seu passado que não era vida, mas um passado de morte. Essa declaração do apóstolo não significa apenas viver para servir a Cristo, para fazer o melhor que possa no seu reino aqui na terra, para agradá-lo, fazer a sua vontade ou para ganhar muitas almas para Cristo. 
Essa declaração do apóstolo para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro, significa uma total identificação com Cristo no sentido de que o viver é ter Cristo em sua própria vida. As coisas do mundo não podiam mais afetar o apóstolo visto ele assegurar estou crucificado com Cristo.
IV – CONCLUSÃO
Na mente do apóstolo, continuar vivo fisicamente significaria continuar fazendo o seu trabalho missionário. Pois ele via o seu sofrimento físico como um modo de glorificar a Cristo no seu corpo, pois o seu ideal estava acima de qualquer sofrimento.
A morte traria lucro pessoal para Paulo, porque ele poderia estar para sempre com o Senhor. Porém, o que importava era a pregação do evangelho. Por vida ou por morte, tudo o que Paulo queria era que Cristo fosse engrandecido no mundo (Fp 1.21).
Ele queria viver para servir a Cristo, para agradar-lhe e fazer a sua vontade, mas ao mesmo tempo entendia, que o que importava era Cristo, não ele propriamente. Por isto, dizia: “Não vivo mais eu; mas cristo vive em mim “.
Sua consagração a Cristo era total e completa. Cristo para Paulo era o principio, a essência e o fim na sua vida pessoal. Nele o apóstolo vivia e se movia para honra e glória do Senhor. Por isso podia dizer: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”.

Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Pr. Elienai Cabral).
 Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007                  
CABRAL. Elienai, Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro 2013. 1ª. Edição. CPAD
SOUZA.Itamir Neves de. Atos dos apóstolos; Uma história singular. Londrina / PR. 1ªd. 1999. Descoberta Edit. Ltda.

CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Editora Hagnos.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Paulo e a Igreja de Filipos - Lição 01 - 3º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 07.07.2013

Síntese do Estudo Bíblico: Pr. João Barbosa
 Texto da Lição: Filipenses 1.1-11               
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:

1.      Introduzir a Epístola aos Filipenses destacando a cidade, a data e o local da autoria.
2.      Explicar o propósito, a autoria e os destinatários da epístola.
3.      Compreender  os atos de oração e ação de graças do apóstolo Paulo. 

II  - DESENVOLVIMENTO:
Cidade de Filipos
A igreja cristã de Filipo teve sua origem com os próprios esforços do apóstolo Paulo, durante a sua segunda viagem missionária, conforme o registro de Atos 16.12-40, tendo ouvido o chamado do Espírito Santo.

Os objetivos de Paulo era continuar pregando o evangelho na região da Frígia e pela província da Galácia, mas juntamente com Silas e Timóteo fora impedido pelo Espírito Santo de anunciar a Palavra naquela região da Ásia.
Lugar público na cidade de Filipos
Não podendo pregar o evangelho naquela região chegaram a Mísia, com a intenção de irem para Bitínia mas foram outra vez impedidos pelo Espírito Santo.

 O apóstolo Paulo junto com seus companheiros de viagem agora decidiram esperar unicamente pela direção do Espírito Santo. Contornaram a Mísia e desceram á Tróade, quando se juntou a comitiva, Lucas, o médico amado. Em Tróade, Paulo teve uma visão quando um varão da Macedônia lhe rogava dizendo: “Passa á Macedônia e ajuda-nos”. Com esse chamamento eles concluíram que o Senhor os chamava para anunciar o evangelho na Macedônia, que foi a porta de entrada do evangelho para toda Europa, pela região dos Balcãs (At 16.6-11).

A segunda viagem missionária do apóstolo Paulo tem sido datada entre os anos de 48 a 51/52 d.C. A visita a cidade de Filipos ocorrera provavelmente entre os anos de 48 a 49 d.C. Supõe-se que no começo a região da Macedônia era povoada pelos descendentes de Quintin, um dos filhos de Javã, filho de Jafé (Gn 10.4).

Diz Champlin em sua Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia – Volume 4, que possivelmente o termo “Quintin”, no Antigo Testamento, faça referência aos povos da região da Macedônia. A história antiga daquela região segundo aquele historiador é um tanto obscura, pois as informações mais dignas de confiança  só surgiram no começo do VII século a.C.

O reino da Macedônia foi fundado por Perdicas. Seus sucessores foram: Filipe I, Alexandre I, Perdicas II e Arquelau, cerca de 413 a.C. sob Filipo II, 359 – 337 a.C. Esse reino começou a ter uma influência mundial. Ele reuniu os gregos contra os persas e foi bem sucedido em seus esforços, porém sua vida foi ceifada através de um assassinato, por um nobre macedônico.

Seu filho e sucessor foi Alexandre “O Grande”, na verdade naqueles tempos, conhecidos como Alexandre III. Depois de Alexandre “O Grande”, várias dinastias macedônias governaram os territórios por toda a bacia oriental do Mar Mediterrâneo até que foram ultrapassadas pelos romanos em 167 a.C.

Depois do ano 4 a.C, o procônsul romano passou a residir em Tessalônica, enquanto que a Assembleia se reunia em Beréia. Essa província incluía seis colônias romanas, uma das quais era  Filipos. Ali Paulo obteve um extraordinário sucesso em suas pregações. Em Filipos Paulo começou a pregar a Cristo quando uma mulher vendedora de púrpura chamada Lídia que era da cidade de Tiatira creu e aceitou a Cristo como o Salvador e recebeu os apóstolos em sua casa (At 16.14,15).

Filipo não tinha sinagoga, pois havia poucos judeus naquela cidade. Mas havia muita gente de outras nações, pois ali era uma colônia romana onde soldados legionários do exército romano já reformados, habitavam. Entre os primeiros convertidos da cidade de Filipo, além de Lídia, de uma jovem de quem Paulo expulsou um espírito de adivinhação, foram ainda acrescentados ao evangelho o carcereiro da cidade junto com sua família (At 16.22-34).

No seu segundo aprisionamento em Roma, entre os anos de 63 d.C. um obreiro da igreja de Filipo por nome Epafrodito, amigo e fiel companheiro, visitou o apóstolo em sua prisão em Roma, enviado pela igreja de Filipo, levando uma oferta para o apóstolo (Fp. 4.18).

Epafrodito foi acometido de uma enfermidade ao chegar á Roma (Fp 2.27), mas recuperou-se. E quando estava se preparando para voltar a Filipos, Paulo resolveu escrever uma carta áquela igreja. Esta tinha por objetivo exortar e animar aos Filipenses, bem como alertá-los sobre boatos mentirosos a respeito de sua pessoa, espalhados por falsos obreiros que procuravam denegrir a imagem de Paulo e minar a unidade da igreja em Filipo.

Ao mesmo tempo, o apóstolo Paulo agradecia á igreja a oferta enviada para ajudá-lo no seu sustento durante o tempo de sua prisão. Mesmo como prisioneiro e com sua vida correndo risco de extermínio, Paulo demonstrou á igreja, o gozo e a alegria que havia em sua alma, o que o ajudava a suportar todas as adversidades (Fp 1.4; 4.11-13).

Alguns eventos anteriores ao envio da carta aos filipenses, indicam que em sua segunda viagem missionária Paulo estabeleceu igrejas em Filipos, Tessalônica, Beréia, Atenas e Corinto (At 17.1-23). Quando empreendeu a terceira viagem missionária Paulo confirmou aquelas igrejas fundadas em sua primeira e segunda viagem.
Estando em Éfeso, uma igreja fundada por ele em sua segunda viagem (At 19.1-40), Paulo voltou á Macedônia (At 20.1) quando visitou a igreja em Filipos, da qual recebia ajuda e sustento. No fim de sua terceira viagem missionária, Paulo foi á Jerusalém onde foi preso (At 21.37 – 23.30). Depois foi transferido de Jerusalém para Cesaréia onde esteve preso por dois anos (At 23.31; 26.32).
Posteriormente, por ter reivindicado ser ouvido pelo imperador, foi enviado para Roma, onde durante dois períodos de aprisionamento que duraram entre dois a três anos, nestas prisões em Roma, Paulo escreveu algumas de suas cartas como Éfeso, Colossenses e Filemon, entre as quais ele escreveu também a carta aos Filipenses e enviou-a á igreja através de Epafrodito.
A epístola aos Filipenses, é essencialmente uma epístola da gratidão e reconhecimento pelo amor demonstrado por aquela igreja para com a pessoa de Paulo e também pela quantias em dinheiro que aquela igreja em Filipo lhe enviara, a fim de aliviar suas necessidades. Pois, apesar de se achar preso, o apóstolo orava em uma casa alugada sob a vigilância de soldados romanos (At 8.16).
Esta epístola aos Filipenses, reflete as amigáveis relações entre aquela igreja local e seu pastor e fundador, Paulo. O livro transpira a devoção e a lealdade ardente de Paulo a Cristo. Seu tom é cheio de afeição, porém, solene e fervoroso. Esta é a mais espontânea das epístolas de Paulo, escrita para uma congregação local onde não havia grandes problemas de ordem doutrinária e prática. E que também se haviam mostrado especialmente amigável para com ele.
Também é o documento mais humano e pessoal de todo o NT, escrito por um homem  que experimentava grandes sofrimentos, apesar de suas experiências e estatura espiritual. Assim, grandes temas teológicos surgem na epístola de forma espontânea sem complicações. É ali que aparecem algumas das mais excelentes expressões da literatura sagrada mundial. Exemplo: o seu segundo capítulo se equipara em importância ao que há de melhor sobre o tema da humanidade de Cristo.
O terceiro capítulo é uma das seções mais claras no tocante á inquirição espiritual para que sejamos semelhantes a Cristo. Paulo era alguém que, por causa de Cristo, tinha sofrido a perda de tudo, por amor a Cristo; assim ele nos relata, o que isso significou para si mesmo e o que isso pode significar para nós, se quisermos seguir o seu exemplo.
A epístola é um modelo de ensinamento e de pregação. Sendo profunda e pessoal ao mesmo tempo, essa forma da pregação deveria servir de modelo para todos, de tal maneira que, na igreja, haja o desejo de permanecer, de ouvir e de aprender.
Não seria um erro se os pregadores de hoje começassem a imitar o apóstolo Paulo na prédica, aprendendo seus sentidos profundos, expondo seus conceitos elevados e expressando sua vocação fervorosa. Isso com certeza melhoraria imensamente a qualidade da pregação na igreja nos dias atuais, e a qualidade da vida cristã dos ouvintes.
Na carta aos Filipenses, primeiramente Paulo faz uma auto apresentação de sua pessoa e também de Timóteo (Fp 1.1) e dirige-se á toda a liderança da igreja. Em seguida, o apóstolo saúda a igreja ao estilo judaico que era uma saudação de paz que no hebraico aparece como “Shalom” (Fp 1.2). Depois ele os saúda com ações de graças que é a razão congratulatória de suas orações (FP 1.3-6).
Ao dar graças a Deus pela lembrança que vinha á sua mente pelos cristãos de Filipos, ele está, de fato, afirmando que apesar de estar preso fisicamente sabia que os irmãos estavam firmes na fé e sem se deixar se levar pelos enganos dos falsos mestres que tentavam desmerecer o trabalho do apóstolo. Daí ele usava a expressão todas as vezes que me lembro de vós.
No capítulo 1.6-8 a epístola registra uma oração de gratidão pelas atitude espirituais dos Filipenses para com o seu ministério. Ele estava totalmente convicto acerca da salvação e sabia que nada podia interromper a obra da salvação de Deus na vida daqueles que a receberam (Rm 8.26-39). Aquele que em vós começou a boa obra, ele mesmo aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo, assim orava Paulo (Cl 1.6).
Em 1.9-11 é registrado o conteúdo da oração intercessória pelos filipenses. Na verdade Paulo faz oração de ações de graça pelos filipenses mas revela ao mesmo tempo o conteúdo de sua oração por eles (v.9)  a fim de que eles pudessem aumentar mais e mais em amor; que o Senhor lhe desse ciência, conhecimento, capacidade para discernir as coisas excelentes e que o fruto da justiça pudesse ser reproduzido na vida dos filipenses.
As circunstâncias adversas no ministério do apóstolo Paulo eram amenizadas com a demonstração de amor das igrejas locais que foram plantadas por ele. Nesse sentido ele expressava sobejas razões para agradecer a Deus por todos aqueles a quem amava.

Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Pr. Elienai Cabral).
 Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007                  
CABRAL. Elienai, Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro 2013. 1ª. Edição. CPAD
SOUZA.Itamir Neves de. Atos dos apóstolos; Uma história singular. Londrina / PR. 1ªd. 1999. Descoberta Edit. Ltda.
CHAMPLIN. R. N. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Editora Hagnos.



sábado, 29 de junho de 2013

Eu e a Minha Casa Serviremos ao Senhor - Lição 13 - 2º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 30.06.2013

Síntese do Estudo Bíblico: Pr. João Barbosa
 Texto da Lição: Josué 24.14-18, 22,24                
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
1.      Conhecer o exemplo de Noé.
2.      Imitar a decisão de Josué.
3.      Compreender  a fidelidade dos recabitas. 

II  - REFLEXÃO BÍBLICA:
“Porém se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolheis hoje a quem sirvais, se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”.
(Josué 24.15)
III - DESENVOLVIMENTO:
Levar a família a servir ao Senhor, nos dias presentes, é um desafio que só se vence com a graça e o poder de Deus. Hoje, nestes tempos trabalhosos, a quem se referiu o apóstolo Paulo, não é fácil ter uma família inteira servindo a Deus. A vida moderna conspira contra a família, contra o lar, e contra o casamento.

Se na época de Josué o grande líder que substituiu Moisés na liderança do povo israelita em direção a Canaã, era um desafio levar a família a servir ao Senhor, não é difícil entender que essa missão é muito desafiadora e preocupante nos dias presentes.

A Bíblia nos relata a vida do patriarca Noé como um exemplo para os pais de família destes últimos tempos. Noé viveu numa sociedade corrompida, cuja época foi marcada por uma imoralidade incontrolável e por uma completa ausência de temor de Deus (Gn 6,1,12).
  
Metusalém o homem que mais viveu em toda história do ser humano na terra – novecentos e sessenta e nove anos, foi filho de Enoque, que se tornou um exemplo de servo de Deus, dotado de qualidades especiais, a ponto de não ter passado pelo aguilhão da morte, sendo arrebatado aos céus (Gn 5.2,24).

Enoque teve um filho, chamado Lameque, que foi pai de Noé. Este, quando tinha quinhentos anos, gerou três filhos: Sem, Cão e Jafé (Gn 5.31), os quais marcaram a história da humanidade, como únicos sobreviventes da castástrofe diluviana.

Noé viveu uma das épocas mais terríveis em termos morais e espirituais (Gn 6.11,12), um mundo corrompido como o atual, que desdenha da santidade, e valoriza a promiscuidade pecaminosa do homem sem Deus. A corrupção, a violência, a depravação sexual e outros males eram globais.

Em toda a história, houve pecaminosidade. Mas nos dias atuais, essa pecaminosidade tem sido aumentada em índices muito elevados que ultrapassam o que havia no tempo do patriarca do Dilúvio. Este é o tempo que precede a volta de Jesus (Mateu 24.37-39).

Pais de família estão perplexos ao verem seus filhos sendo levados pela onda avassaladora de imoralidade, violência e corrupção. E o único caminho a seguir é confiar no Deus Todo-Poderoso, o Deus de Noé que teve uma vida vitoriosa por servir, obedecer e confiar nesse Deus.

Em meio à humanidade de sua época, somente Noé e sua família escaparam da catástrofe mundial, que devastou o planeta Terra. Noé tinha qualidades pessoais que o fizeram digno de receber a graça e a misericórdia de Deus. Era justo, reto e andava com Deus, a exemplo de seu bisavô Enoque (Gn 5.24).

Um outro exemplo que podemos destacar é o posicionamento do líder Josué em uma época em que Canaã estava vivendo um tempo de lassidão moral e idolatria. Naturalmente o povo de Deus foi influenciado por esse contexto de trevas.

Mas Josué não deixou de se posicionar e, categoricamente afirmou: “..... se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolheis hoje a quem sirvais, se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR”.

Josué tomou uma firme decisão, a fim de preservar a sua família da idolatria e da lassidão moral de Canaã (Js 24.15). Como pai de família, Josué não se omitiu diante da idolatria que ameaçava as tribos israelitas, e decidiu firmemente levar toda a sua casa a servir somente a Deus. Como Josué devemos educar nossos filhos. Essa decisão tem de ser prioritária em nossa vida. Assim agiu Josué, porque ele sabia que de outra forma não haveria esperança para o seu lar.

Os recabitas, uma tribo nômade aparentada com os queneus e com Jetro sogro de Moisés (Jz 1.16; 1Cr 2.55) havia recebido dos seu ancestral Jonadabe, os princípios da lei do Senhor( 2Re 10.15-27). Este ordenara a seus filhos mais de duzentos anos antes, que não bebessem nehum tipo de vinho. Aos seus filhos, Recabe transmitira fielmente os princípios da Lei de Deus. Passados duzentos anos, seus descendentes continuavam a observar-lhe as ordenanças e a respeitar-lhe as tradições. Por isso o Senhor resolveu mostrar-lhes como exemplo de fidelidade aos filhos de Judá.

Instruído por Deus, Jeremias leva-os a uma das câmaras do Santo Templo e oferece vinho áqueles homens (Jr 35.1-14). Mas eles se recusam a beber, porque se mantinham obedientes á voz de Recabe: “Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos mandou dizendo: Nunca bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos; [...] Obedecemos, pois, á voz de Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, em tudo quanto nos ordenou [...]” (Jr 35.6,8).

Por sua obediência foram os recabitas poupados por Deus na destruição de Jerusalém pelos babilônios, ao passo que os judeus infiéis vieram a perecer. Se encaminharmos nossos filhos nas Sagradas Escrituras, eles também serão preservados da tribulação que virá sobre este mundo que jaz no maligno. Isnstruamos portanto, nossa casa na doutrina e na admoestação do Senhor.


IV  - VERDADE PRÁTICA: Quando analisamos a sociedade pós-moderna, podemos concluir que não há diferença entre o nosso século e o século do qual viveu o santo patriarca Noé. Desta forma nos encontramos diante de um dos mais fortes prenúncios da iminente volta de Jesus conforme nos relata Mateu 24.37-44.

“E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem.

Então, estando dois no campo, será levado um e deixado o outro; estando duas moendo no moinho, será levada uma e deixada  outra. Vigiai pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir á hora a que não penseis”.

Se os pais de família de hoje quiserem entrar com os seus na “Arca da Salvação”, que é Cristo, precisam seguir o exemplo de Noé. Não obstante todo mundo se corromper, Noé soube dar exemplo á sua família, transmitindo-lhes os ensinamentos de Deus que os havia de livrar da destruição pelo Dilúvio. Noé serviu ao Senhor com sua casa, foi salvo e viu sua família escapar da destruição.

Não podemos também exitar em tomar a mesma decisão de Josué que firmemente declarou: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Este é um exemplo que todo cristão deve seguir. Caso contrário, nosso cônjuge e filhos serão destruídos pela iniquidade. Preservar valores morais, éticos e espirituais é nossa responsabilidade como pais, educando os nossos filhos com amor e firmeza, impondo-lhes limites.

É muito importante porém, não confundir disciplina com brutalidade, pois a esse respeito a Palavra de Deus é bem clara: “E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4b).  Isso significa que não podemos nos omitir, mas agir com sabedoria.

O momento em que vivemos requer firmeza e coragem. Se não agirmos como estes servos de Deus em estudo, certamente corremos o risco de ver o nosso lar destruído pelo Maligno. Quantos pais, nos dias presentes, têm sido fruistrados em sua criação para com os filhos.

Por não observarem as orientações da Palavra de Deus não conseguiram enfrentar e debelar a terrível influência mundana sobre sua família e choram, lamentando ao ver os filhos perdidos, desviados, longe de Deus, muitas vezes tragados pelos vícios, pela prostituição ou pela violência.

Tomemos a decisão de Josué “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Isso não é mágico, repentino, ilusório. É necessário que uma série de atitudes e ações sejam desenvolvidas para que esse objetivo seja alcançado. É uma decisão, um propósito. Precisa haver firmeza de fé e de caráter nos membros da família, a começar dos pais que devem ser exemplo para eles.

Vigiemos e oremos em todo o tempo, para que a nossa casa não seja alcançada pelas águas do dilúvio moral que encobre o presente século. Digamos pois, ousadamente: Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”.



Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 2º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Elinaldo Renovato).  - Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007                    
LIMA, Elinaldo Renovato de. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Rio de Janeiro 2013. 1ª. Edição. CPAD
VEITE Jr. Gene Edwuard.  Tempos Pós-Modernos – Uma avaliação do pensamento cristão e da cultura de nossa época. São Paulo 1999. 1ª. Edição  Editora Cristã.
KOSTENBERGER, Andréas J. Deus, Casamento e Família – Reconstruindo o fundamento bíblico. São Paulo 2011 – Editora Vida Nova
Gilberto, Pr. Antonio – Manual da Escola Dominical – Edição CPAD
SCHALKWIJK, Frans Leonard. Igreja e Estado no Brasil Holandês. 1630 – 1640. Soc. Religiosa. Edt. Vida Nova

Revista Eclésia – abril. 2000