Total de visualizações de página

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A Família e a Igreja - Lição 12 - 2º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 23.06.2013

Síntese do Estudo Bíblico: Pr. João Barbosa
 Texto da Lição: Romanos 16.1-5,7,10,11,13,15,24                
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
1.      Identificar a família como elemento básico de funcionalidade da igreja local.
2.      Fazer da igreja um local de acolhimento das famílias.
3.      Compreender  que a família deve se envolver com a igreja local. 

II  - REFLEXÃO BÍBLICA:
“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR”.
(Salmos 122.1)
III - DESENVOLVIMENTO:

A família e a igreja local são instituições que se confundem em seus objetivos. Ambas foram criadas por Deus; a família tem a finalidade de preservar e desenvolver social, moral e eticamente todo ser humano. A igreja local visa educar espiritualmente o homem segundo a proclamação e absorção do Evangelho bem como as outras esferas da vida.
 A igreja local é formada por pessoas que se unem, e se reúnem, para adorar e servir a Deus, em um determinado lugar (bairro, região país, etc.). Ela é formada pelos crentes, e é vista por Deus, e, também, pelas pessoas em geral. No meio dessa igreja (local), estão “o trigo” e “o joio”, ou seja, os crentes fiéis, e, ao mesmo tempo, aqueles que não são fiéis, ou santos.

Como organização, a igreja precisa de direção, de atividades, normas, de estatutos,  e de direção humana. É a igreja local o ambiente especial, consagrado para Deus, a fim de que as famílias e as pessoas em geral se reúnam para a adoração, para a pregação, o ensino, o discipulado e a assistência espiritual, moral ou social de que necessitem.

A família é o elemento básico da igreja – Sem a família a igreja não funciona. Não podemos ignorar a importância da igreja local junto à família, pois a saúde da igreja está diretamente ligada ao bem estar moral e espiritual da família. Uma igreja cujas famílias estão arruinadas espiritual e moralmente não terá condições de acolher os não crentes, nem terá autoridade para atuar junto á outras famílias na comunidade em que está inserida.

A família fortalecida na igreja é tão importante que o apóstolo Paulo aconselhou o pastor Timóteo a respeito da qualidade de um candidato ao episcopado. O apóstolo destaca a relação do aspirante com a própria família: “Convém, pois que o bispo [....] governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia;
Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus? (1Tm 3.2,4,5). Aqui ele expressa o impacto do  relacionamento familiar com a funcionalidade da igreja local. Famílias desgovernadas, inevitavelmente geram uma igreja sem direção. Portanto, é a família o elemento básico para a boa funcionalidade da igreja.
 Família e igreja local são inseparáveis. Uma depende da outra, e uma é a extensão da outra – não se excluem – jamais, ao contrário, se completam e caminham juntas. A família é um elemento indispensável ao bem-estar da igreja local. Portanto, falar da igreja sem priorizar a família é ignorar o óbvio. Servir a Deus na igreja local juntamente com toda família é um incomparável privilégio.

Em todos os lugares onde há pessoas, há problemas de relacionamento humano. A igreja no seu aspecto local, não poderia ser diferente. Ela não é formada por anjos, ou por espíritos, mas por pessoas, de carne e osso, com suas virtudes e defeitos. Só a igreja no seu sentido universal, como noiva do Cordeiro, é que não tem problemas ou defeitos.

A igreja local tem grande valor para a formação espiritual das famílias cristãs. É a única instituição em que o cristão e sua família podem apoiar-se neste mundo de mudanças e incertezas, sendo abençoado por Deus em todas as áreas de sua vida.

Os lares em geral estão sofrendo terríveis ataques das intempéries espirituais que  combatem contra a família e muitos não têm resistido e sucumbido espiritualmente. A escola é uma instituição prejudicada pelas falsas visões de mundo, sendo dominadas pelo materialismo. Só resta á igreja, fundamentada na Palavra de Deus como ponto de apoio espiritual e moral para a família.

A igreja é um lugar de acolhimento. Ela não pode atender a todas as necessidades pessoais, mas pode usar os recursos concedidos por Deus para ajudar as pessoas em suas necessidades. Podemos resumir as necessidades das pessoas e de suas famílias em:

1.                Necessidades espirituais – São as necessidades mais prementes do espírito humano. As pessoas quando aceitam a Cristo como Salvador, vêm do mundo sentindo grandes necessidades espirituais. Eles necessitam de salvação, graça, conhecimento Deus, amor de Deus, e de paz com Deus (Rm 5.1); suas almas anelam ter alegria espiritual (Lc 1.47); paz de espírito (Fp 4.6). É a igreja local que torna essas assistência completa na vida das pessoas, elevando-as a uma direção espiritual mais elevada (2Pe 3.18).

2.                Necessidades emocionais – São as necessidades da alma. O salmista expressou esse tipo de necessidade quando exclamou: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante á face de Deus?” (Sl 42.2). A igreja proporciona ás pessoas satisfação de necessidades inatingíveis que os bens materiais não podem satisfazer, através da adoração, da comunhão fraternal e do bom relacionamento, tornando-se acolhedora e relevante  para a maioria dos que a ela se dirigem.

IV  - VERDADE PRÁTICA: Podemos dizer que o lar deve ser uma extensão da igreja, e a igreja, uma extensão do lar. A família cristã deve viver e conviver no ambiente do lar, de tal forma que a presença de Deus possa ser sentida, no seu seio, não apenas quando seus membros reúnem-se na igreja local. Quando uma família serve a Deus, e os pais cultivam o saudável hábito de realizar o culto doméstico, os filhos valorizam o lugar onde se adora ao Senhor coletivamente.

Na igreja local toda a família deve servir ao Senhor participando do corpo de Cristo, de maneira ativa e comprometida, adorando a Deus. É uma grande bênção quando a família sente-se alegre em ir á igreja para adorar a Deus, participando ativamente do culto e não apenas como meros assistentes (Sl 122.1).

Não há dúvida de que servir a Deus numa igreja local juntamente com toda a família é uma bênção. No entanto, para que este relacionamento continue a abençoar vidas é preciso zelar pelos seguintes princípios:

1.      Na igreja local a família não deve se fechar em si mesma;
2.      Não dever haver motivações que desrespeitem a liderança constituída ou a qualquer outra pessoa;
3.      A família deve investir tempo para se relacionar com outras famílias também.

Os pais devem dar o exemplo engajando-se no serviço de Deus e estimulando seus filhos a fazerem o mesmo.  Quando os filhos participam de  atividades na igreja local, cantando, tocando, participando da evangelização, quando são alunos da EBD, ao lado de seus pais, dificilmente o maligno consegue afastá-los do caminho do Senhor. Envolvidos na obra do Senhor os filhos se afastam do mundo.   

Desde cedo a família deve ser ensinada sobre o valor da contribuição para a casa do Senhor. Os filhos precisam conscientizar-se de que entregar o dízimo, fielmente e contribuir com ofertas voluntárias, é também uma forma de adoração a Deus, através dos rendimentos familiares.

A família deve ser educada a saber comportar-se no ambiente da igreja local. Quando os membros das igrejas dão mau testemunho, contribuem para o desgaste e o descrédito da igreja local.  A maior parte das famílias no mundo atual estão desorientadas, sem rumo e sem segurança em direção á eternidade. O espírito do Anticristo trabalha de dia e de noite para destruir a instituição familiar.

Jesus Cristo é a única entidade no mundo, que se preocupa com o futuro espiritual da família. É no ambiente da igreja local que a comunidade em sua volta pode descobrir que existe uma proposta relevante para o fortalecimento do casamento, do lar e da família.  É na igreja que se aperfeiçoam os relacionamentos entre os cônjuges, pais e filhos, avós e netos. A família cristã se desenvolve no dia a dia da igreja local.                                                           



Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 2º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Elinaldo Renovato).  - Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007                  
LIMA, Elinaldo Renovato de. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Rio de Janeiro 2013. 1ª. Edição. CPAD
VEITE Jr. Gene Edwuard.  Tempos Pós-Modernos – Uma avaliação do pensamento cristão e da cultura de nossa época. São Paulo 1999. 1ª. Edição  Editora Cristã.
KOSTENBERGER, Andréas J. Deus, Casamento e Família – Reconstruindo o fundamento bíblico. São Paulo 2011 – Editora Vida Nova
Gilberto, Pr. Antonio – Manual da Escola Dominical – Edição CPAD
SCHALKWIJK, Frans Leonard. Igreja e Estado no Brasil Holandês. 1630 – 1640. Soc. Religiosa. Edt. Vida Nova

Revista Eclésia – abril. 2000

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A Família e a Igreja - Lição 12 - 2º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 23.06.2013

Síntese do Estudo Bíblico: Pr. João Barbosa
 Texto da Lição: Romanos 16.1-5,7,10,11,13,15,24                
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
1.      Identificar a família como elemento básico de funcionalidade da igreja local.
2.      Fazer da igreja um local de acolhimento das famílias.
3.      Compreender  que a família deve se envolver com a igreja local. 

II  - REFLEXÃO BÍBLICA:
“Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do SENHOR”.
(Salmos 122.1)
III - DESENVOLVIMENTO:

A família e a igreja local são instituições que se confundem em seus objetivos. Ambas foram criadas por Deus; a família tem a finalidade de preservar e desenvolver social, moral e eticamente todo ser humano. A igreja local visa educar espiritualmente o homem segundo a proclamação e absorção do Evangelho bem como as outras esferas da vida.

A igreja local é formada por pessoas que se unem, e se reúnem, para adorar e servir a Deus, em um determinado lugar (bairro, região país, etc.). Ela é formada pelos crentes, e é vista por Deus, e, também, pelas pessoas em geral. No meio dessa igreja (local), estão “o trigo” e “o joio”, ou seja, os crentes fiéis, e, ao mesmo tempo, aqueles que não são fiéis, ou santos.

Como organização, a igreja precisa de direção, de atividades, normas, de estatutos,  e de direção humana. É a igreja local o ambiente especial, consagrado para Deus, a fim de que as famílias e as pessoas em geral se reúnam para a adoração, para a pregação, o ensino, o discipulado e a assistência espiritual, moral ou social de que necessitem.

A família é o elemento básico da igreja – Sem a família a igreja não funciona. Não podemos ignorar a importância da igreja local junto à família, pois a saúde da igreja está diretamente ligada ao bem estar moral e espiritual da família. Uma igreja cujas famílias estão arruinadas espiritual e moralmente não terá condições de acolher os não crentes, nem terá autoridade para atuar junto á outras famílias na comunidade em que está inserida.

A família fortalecida na igreja é tão importante que o apóstolo Paulo aconselhou o pastor Timóteo a respeito da qualidade de um candidato ao episcopado. O apóstolo destaca a relação do aspirante com a própria família: “Convém, pois que o bispo [....] governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia;

Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus? (1Tm 3.2,4,5). Aqui ele expressa o impacto do  relacionamento familiar com a funcionalidade da igreja local. Famílias desgovernadas, inevitavelmente geram uma igreja sem direção. Portanto, é a família o elemento básico para a boa funcionalidade da igreja.

Família e igreja local são inseparáveis. Uma depende da outra, e uma é a extensão da outra – não se excluem – jamais, ao contrário, se completam e caminham juntas. A família é um elemento indispensável ao bem-estar da igreja local. Portanto, falar da igreja sem priorizar a família é ignorar o óbvio. Servir a Deus na igreja local juntamente com toda família é um incomparável privilégio.

Em todos os lugares onde há pessoas, há problemas de relacionamento humano. A igreja no seu aspecto local, não poderia ser diferente. Ela não é formada por anjos, ou por espíritos, mas por pessoas, de carne e osso, com suas virtudes e defeitos. Só a igreja no seu sentido universal, como noiva do Cordeiro, é que não tem problemas ou defeitos.

A igreja local tem grande valor para a formação espiritual das famílias cristãs. É a única instituição em que o cristão e sua família podem apoiar-se neste mundo de mudanças e incertezas, sendo abençoado por Deus em todas as áreas de sua vida.

Os lares em geral estão sofrendo terríveis ataques das intempéries espirituais que  combatem contra a família e muitos não têm resistido e sucumbido espiritualmente. A escola é uma instituição prejudicada pelas falsas visões de mundo, sendo dominadas pelo materialismo. Só resta á igreja, fundamentada na Palavra de Deus como ponto de apoio espiritual e moral para a família.

A igreja é um lugar de acolhimento. Ela não pode atender a todas as necessidades pessoais, mas pode usar os recursos concedidos por Deus para ajudar as pessoas em suas necessidades. Podemos resumir as necessidades das pessoas e de suas famílias em:

1.                Necessidades espirituais – São as necessidades mais prementes do espírito humano. As pessoas quando aceitam a Cristo como Salvador, vêm do mundo sentindo grandes necessidades espirituais. Eles necessitam de salvação, graça, conhecimento Deus, amor de Deus, e de paz com Deus (Rm 5.1); suas almas anelam ter alegria espiritual (Lc 1.47); paz de espírito (Fp 4.6). É a igreja local que torna essas assistência completa na vida das pessoas, elevando-as a uma direção espiritual mais elevada (2Pe 3.18).

2.                Necessidades emocionais – São as necessidades da alma. O salmista expressou esse tipo de necessidade quando exclamou: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante á face de Deus?” (Sl 42.2). A igreja proporciona ás pessoas satisfação de necessidades inatingíveis que os bens materiais não podem satisfazer, através da adoração, da comunhão fraternal e do bom relacionamento, tornando-se acolhedora e relevante  para a maioria dos que a ela se dirigem.

IV  - VERDADE PRÁTICA: Podemos dizer que o lar deve ser uma extensão da igreja, e a igreja, uma extensão do lar. A família cristã deve viver e conviver no ambiente do lar, de tal forma que a presença de Deus possa ser sentida, no seu seio, não apenas quando seus membros reúnem-se na igreja local. Quando uma família serve a Deus, e os pais cultivam o saudável hábito de realizar o culto doméstico, os filhos valorizam o lugar onde se adora ao Senhor coletivamente.

Na igreja local toda a família deve servir ao Senhor participando do corpo de Cristo, de maneira ativa e comprometida, adorando a Deus. É uma grande bênção quando a família sente-se alegre em ir á igreja para adorar a Deus, participando ativamente do culto e não apenas como meros assistentes (Sl 122.1).

Não há dúvida de que servir a Deus numa igreja local juntamente com toda a família é uma bênção. No entanto, para que este relacionamento continue a abençoar vidas é preciso zelar pelos seguintes princípios:

1.      Na igreja local a família não deve se fechar em si mesma;
2.      Não dever haver motivações que desrespeitem a liderança constituída ou a qualquer outra pessoa;
3.      A família deve investir tempo para se relacionar com outras famílias também.

Os pais devem dar o exemplo engajando-se no serviço de Deus e estimulando seus filhos a fazerem o mesmo.  Quando os filhos participam de  atividades na igreja local, cantando, tocando, participando da evangelização, quando são alunos da EBD, ao lado de seus pais, dificilmente o maligno consegue afastá-los do caminho do Senhor. Envolvidos na obra do Senhor os filhos se afastam do mundo.   

Desde cedo a família deve ser ensinada sobre o valor da contribuição para a casa do Senhor. Os filhos precisam conscientizar-se de que entregar o dízimo, fielmente e contribuir com ofertas voluntárias, é também uma forma de adoração a Deus, através dos rendimentos familiares.

A família deve ser educada a saber comportar-se no ambiente da igreja local. Quando os membros das igrejas dão mau testemunho, contribuem para o desgaste e o descrédito da igreja local.  A maior parte das famílias no mundo atual estão desorientadas, sem rumo e sem segurança em direção á eternidade. O espírito do Anticristo trabalha de dia e de noite para destruir a instituição familiar.

Jesus Cristo é a única entidade no mundo, que se preocupa com o futuro espiritual da família. É no ambiente da igreja local que a comunidade em sua volta pode descobrir que existe uma proposta relevante para o fortalecimento do casamento, do lar e da família.  É na igreja que se aperfeiçoam os relacionamentos entre os cônjuges, pais e filhos, avós e netos. A família cristã se desenvolve no dia a dia da igreja local.                                                           



Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 2º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Elinaldo Renovato).  - Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007                    
LIMA, Elinaldo Renovato de. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Rio de Janeiro 2013. 1ª. Edição. CPAD
VEITE Jr. Gene Edwuard.  Tempos Pós-Modernos – Uma avaliação do pensamento cristão e da cultura de nossa época. São Paulo 1999. 1ª. Edição  Editora Cristã.
KOSTENBERGER, Andréas J. Deus, Casamento e Família – Reconstruindo o fundamento bíblico. São Paulo 2011 – Editora Vida Nova
Gilberto, Pr. Antonio – Manual da Escola Dominical – Edição CPAD
SCHALKWIJK, Frans Leonard. Igreja e Estado no Brasil Holandês. 1630 – 1640. Soc. Religiosa. Edt. Vida Nova

Revista Eclésia – abril. 2000

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A Família e a Escola Dominical - Lição 11 - 2º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 16.06.2013

Síntese do Estudo Bíblico: Pr. João Barbosa
 
Portugal - Ano 2008
Texto da Lição: Neemias 8.1-7                
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
1.      Conhecer a origem da Escola Dominical.
2.      Aprender as finalidades da Escola Dominical.
3.      compreender o quanto a Escola Dominical fortalece a família.  
II  - REFLEXÃO BÍBLICA:
“Ajunta o povo, homens, e mulheres, e meninos, e os teus estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam, e aprendam, e temam ao SENHOR, vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta Lei”.
(Deuteronômio 31.12)
III - DESENVOLVIMENTO:
 A Escola Dominical, a Escola de ensino que evangeliza enquanto ensina conjugando assim os dois lados da comissão de Jesus à Igreja conforme Mateus 28.20, e Marcos 16.15; não é uma parte da Igreja, é a própria Igreja ministrando ensino bíblico metódico. Milhões e milhões de vidas são discipulados nos bancos da Escola Dominical. É sem dúvida a maior agência de serviço voluntário em todo o mundo.

Essa Escola ministra o ensino da Palavra de Deus de forma acessível a todos os alunos – desde o berçário aos adultos – contemplando todas as faixas etárias, se torna de grande significado moral e espiritual para toda a família.  Em virtude de conforme afirmam os estudiosos, a personalidade ser definida aos sete anos, o que se aprende nesta fase, reflitirá decisivamente em nosso desenvolvimento psíquico, emocional, afetivo e social, influenciando-nos por toda a vida.
 A Escola Dominical é gratuita e conta com o apoio de homens e mulheres devidamente competentes, que voluntariamente lecionam a Palavra de Deus. É o maior trabalho que se pode realizar na igreja. Os seus professores e organizadores não têm qualquer retorno financeiro a não ser a alegria de saber que são instrumentos de Deus para abençoar vidas através do ensino da Bíblia Sagrada. Os que exercem esse ministério sabem que esta é a maior recompensa.
 O movimento religioso que deu origem a Escola Dominical como a temos hoje, começou em 1780, na cidade de Gloucester, no Sul da inglaterra. O seu fundador foi o jornalista evangélico episcopal Robert Raikes, de 44 anos, redator do “Gloucester Journal” da Inglaterra.

Raikes foi inspirado a fundar a Escola Dominical ao sentir compaixão pelas crianças de sua cidade, perambulando pelas ruas, entregues à delinquência, pilhagem, ociosidade e ao vício sem qualquer orientação moral nem espiritual, brigavam muito e falavam palavrões incessantemente. Ele, que já há quinze anos trabalhava com os detentos  das prisões da cidade, pensou no futuro daquelas crianças e decidiu fazer algo em seu favor, a fim de que mais tarde não fossem também parar nas cadeias.

O marco inspirador que levou Raikes a reunir as crianças para lhes ensinar a Palavra de Deus remonta ao Antigo Testamento, quando o Senhor deu ordem aos israelitas para que priorizassem a educação dos filhos, onde os pais tinham a responsabilidade de ensinar a seus filhos a respeito dos atos do Senhor em favor dos filhos de Israel (Sl 78.5; Dt 4.9,10). Esse ensino prosseguiu durante e após o cativeiro babilônico quando foi fundada as sinagogas chegando até os dias do Novo Testamento.

As sinagogas eram um centro de instrução onde os meninos judeus aprendiam a respeito da lei. Mesmo havendo essas escolas a educação no lar era prioritária. O próprio Jesus como menino judeu, participou do ensino nas sinagogas, pois seus pais cumpriam os rituais judaicos (Lc 2.21-24,39-42) de forma tal que já em sua pré adolescência Jesus sabia de cor a Torá e chegava a confundir os doutores da Lei (Lc 2.46,47).

Raikes procurava as crianças em  plena rua e em casa dos pais e as conduzia ao local de reunião, fazendo-lhes apelos para que todos os domingos estivessem ali reunidas. De acordo com as diretrizes de Raikes, nas reuniões dominicais, além do ensino da Bíblia Sagrada eram também ministrada às crianças rudimentos de linguagem, aritmética e instrução moral e cívica.

O ensino das Escrituras consistia quase sempre de leitura e recitação. Em seguida, teve início a prática de comentar os versículos lidos. Muito depois é que surgiu a revista da Escola Dominical, com lições seguidas e apropriadas.

Raikes enfrentou oposição. As igrejas da época encararam o surgimento da Escola Dominical como inovação e coisas desnecessárias. Os mais zelosos acusavam Raikes de “profanador do domingo”. Diziam os seu opositores que reuniões de crianças mal comportadas, no templo, era uma profanação. Raikes não levava em conta tais insinuações e a obra continuava e tomava vulto.

O jornal do qual ele era redator foi uma coluna forte na defesa e apoio da nova instituição, publicando extensa série de artigos sobre o título A ESCOLA DOMINICAL, reproduzidos nos jornais londrinos. Foi assim o começo da Escola Dominical – o começo de um dos mais poderosos movimentos da história da igreja.

Alguns fatos históricos marcam a Escola Dominical. O primeiro deles em 20.07.1780, marca  a primeira ação da Escola Dominical quando Robert Raikes estabeleceu os seguintes compromissos: Experimentar por três anos o trabalho em andamento; Em seguida, ele divulgaria ao mundo os frutos da Escola Dominical.

Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo terrestre chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus que a igreja dispõe.

Nessa fase experimental  1780 – 1783, Raikes fundou sete Escolas Dominicais somente em Gloucester, tendo cada uma trinta alunos em média. Os abençoados frutos do trabalho logo surgiram entre as crianças, refletindo isso profundamente nos próprios pais. Estava dando certo a experiência do ensino com a Palavra de Deus.

Foi na data de 03.11.1783 em que Raikes triunfalmente publicou em seu jornal e correspondentes, o grande impacto do novo trabalho e a transformação ocorrida na vida das crianças, extensiva aos familiares. A partir daí as igrejas passaram a dar apoio ao trabalho de Raikes. A Escola Dominical passou das casas particulares para os templos, os quais enchiam-se de crianças. Desde então, na Inglaterra, a data de 03.11.1783 é considerada o dia natalício da Escola Dominical.

Antes de Raikes já havia reuniões semelhantes de instrução bíblica, mas foi ele quem usado por Deus, popularizou e dinamizou o movimento da Escola Dominical. O atual sistema de Escola Pública inspirou-se no movimento da Escola Dominical.

Após o despontar do século XIX, muitos outros países adotaram a Escola Dominical, sempre com excelentes resultados. A própria Inglaterra reconhece que foi preservada de movimentos políticos extremistas e radicais como o da revolução Francesa em 1789, graças ao despertamento espiritual através de Wesley,  White Field e a educação religiosa promovida pela Escola Dominical.

Durante muito tempo, só as crianças frequentavam a Escola Dominical, os adultos ingressaram posteriormente. Hoje em inúmeros lugares ocorre o inverso. Quase só os adultos são beneficiados ficando as crianças em último plano. Em 1784 – quatro anos após o início do movimento, a Escola Dominical já contava com duzentos e cinquenta mil alunos matriculados.


IV  - VERDADE PRÁTICA: A Escola Dominical considerada a Escola da família cristã, é de grande importância para a Igreja do Senhor Jesus, pois é considerada hoje um dos fatores de promoção do Reino de Deus e dos destinos do mundo, através dos cidadão nela formados. De uma obra tão pequena e humilde chegou a tão elevados dividendos cumprindo-se o que avalia o profeta Zacarias (Zc 4.10).

“Quem despreza o dia das coisas pequenas?” Para alguns a obra que Raikes realizava parecia sem importância. No entanto, nenhuma obra feita sob o poder do Espírito de Deus, e com sua bênção, deve ser considerada insignificante. Pelo contrário: tem valor e importância eternos.

No Brasil a Escola Dominical teve início em 19.08.1855 na cidade de Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro. O fundador foi o Ms. Robert Kalley e sua esposa D. Sarah Poulton Kalley – casal de missionários da Igreja Congregacional. Eram escoceses. Ele fora um médico ateu que aceitou a Cristo sob circunstâncias especiais e chamado por Deus, entregou-se á obra missionária.

Na primeira reunião de Escola Dominical realizada pelo casal, na data acima, a frequência foi de cinco crianças. Essa mesma Escola Dominical deu origem à Igreja Congregacional no Brasil. Desde então o crescimento da Escola Dominical tem sido maravilhoso.

Antes de 1855 houve reuniões de Escola Dominical no Rio de Janeiro, porém em caráter interno e no idioma inglês entre os membros da comunidade americana. Remontando ao passado, as primeira reuniões de instruções bíblicas no Brasil, ocorreram durante a permanência aqui, dos crentes calvinistas que desembarcaram na Guanabara em 1557.

Nessa ocasião realizaram o primeiro culto evangélico em terras do continente americano em 10 de março do mesmo ano. A segunda fase de tais reuniões deu-se durante o domínio holandês  no Nordeste, a partir de 1630, por crentes da Igreja Reformada Holandesa, quando vários núcleos evangélicos foram estabelecidos nesta região.

Na mesma época  - primeira invasão holandesa, foram realizados cultos em Pernambuco e na Bahia onde também foram implantados núcleos evangélicos. Tudo foi interrompido com o fim do domínio holandês e a campanha movida pela Igreja Católica Romana de então. Mas em 1855 a Escola Dominical veio para ficar e ficou, avançando como fogo em campo aberto impelida pelo zelo de milhares de seus obreiros inflamados pelo Espírito Santo.

Desde então, vem a Escola Dominical crescendo sempre, em todas as denominações evangélicas.
E onde quer que estas cheguem, a Escola Dominical é logo implantada produzindo sem demora seus excelentes resultados na vida dos alunos, na igreja, no lar, na comunidade e sobretudo na nação inteira. Foi assim o começo da Escola Dominical – um dos mais poderosos avivamentos da história da Igreja. Não esqueçamos: A Escola Dominical nasceu como um movimento entre as crianças.
                                                                       
Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 2º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Elinaldo Renovato).  - Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007                    
LIMA, Elinaldo Renovato de. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Rio de Janeiro 2013. 1ª. Edição. CPAD
VEITE Jr. Gene Edwuard.  Tempos Pós-Modernos – Uma avaliação do pensamento cristão e da cultura de nossa época. São Paulo 1999. 1ª. Edição  Editora Cristã.
KOSTENBERGER, Andréas J. Deus, Casamento e Família – Reconstruindo o fundamento bíblico. São Paulo 2011 – Editora Vida Nova
Gilberto, Pr. Antonio – Manual da Escola Dominical – Edição CPAD
SCHALKWIJK, Frans Leonard. Igreja e Estado no Brasil Holandês. 1630 – 1640. Soc. Religiosa. Edt. Vida Nova

Revista Eclésia – abril. 2000

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A Necessidade e a Urgência do Culto Doméstico - Lição 09 - 2º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 09.06.2013

Síntese do Estudo Bíblico: Pr. João Barbosa
 Texto da Lição: Dt 11.18-21; 2Tm 3.4-17                
I  - OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
1.      Conhecer as bases bíblicas do Culto Doméstico.
2.      Classificar as bênçãos provenientes do Culto Doméstico.
3.      Organizar o Culto Doméstico.  
II  - REFLEXÃO BÍBLICA:
“E ensinai a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”.
(Deuteronômio 11.19)
III - DESENVOLVIMENTO:
 Como o nome sugere, o culto doméstico é uma reunião de família, sob a liderança dos pais cristãos, com a finalidade de cultuar a Deus no lar. Sua realização tem sólido fundamento bíblico. O resultado da ausencia da adoração nos lares, diariamente, é a causa para a maioria dos  problemas que os casais e as famílias cristãs enfrentam nestes “tempos trabalhosos”, previsto na Palavra de Deus. Que o Senhor Jesus desperte os pais cristãos para tomar a decisão sábia e firme de desenvolver esse trabalho, que é simples, mas de grande efeito sobre a formação espiritual, moral e social da família cristã.

 O Culto Doméstico no Antigo Testamento: No Éden, começou o Culto Doméstico. Não é força de expressão ou apenas uma linguagem metafórica. Os seres criados podiam não apenas crer, mas falar e ouvir o próprio Criador. Em atitude de reverênciia e adoração, ouviam a voz de Deus que os visitava (Gn 3.8). Ali, havia um maravilhoso Culto Doméstico, onde a presença de Deus era real. E, se não fosse a desobediência, não só o Éden, mas toda a terra seria um ambiente de adoração ao criador.

Enquanto Adão e Eva permaneceram naquele estado santo diante de Deus, só havia bênção. Aquele culto doméstico foi prejudicado, quando desobedeceram a ordem do Senhor. E ouviram a voz do tentador.  Deus não mais se fez presente ali. O Culto Doméstico deixou de ser realizado no jardim, porque o casal deu ouvido a voz de Satanás. Hoje, acontece muitas coisas semelhantes.

Quando os pais de famílias, os líderes e sacerdotes do lar, deixam de obedecer ao Senhor, todos são prejudicados. A primeira coisa que acontece é ausência de Deus no lar. E quando Deus não está no lar, coisas terríveis acontecem. O adversário da família, promove a desarmonia, a falta de paz, a falta de amor, assim a desunião, a desconfiança, o ciúme e as contendas têm lugar.  

A multidão que sobreviveu ao deserto estava ás portas de Canaã. Achavam-se acampados na planície de Moabe, na parte oriental ao Jordão e ao Mar Morto. Moisés reuniu-os e lhes fez saber a vontade de Deus, através da sua Lei dos estatutos e juízos (Lv 19.37).

As palavras que receberam do Senhor deveriam ser ensinadas às gerações presentes e também aos filhos de seus filhos, às gerações futuras. Lamentavelmente, nos dias presentes, não se vê essa determinação das famílias atuais, mesmo no meio dos cristãos falta uma cultura de adoração a Deus no lar.

O cativeiro egípcio e a caminhada no deserto ensinaram ao povo que a desobediência tem um alto preço a pagar. O deserto abrasador, onde a sobrevivência de mais ou menos três milhões de pessoas era um risco tremendo, o povo teve as oportunidade de conhecer o poder de Deus em suas vidas. Mesmo assim, com tanto sinais e maravilhas, jamais imaginadas, na vida de um povo, os hebreus costumavam a esquecer-se de Deus, quando as circunstâncias se tornavam adversas. Desta forma Deus determinou que as famílias deveriam adorá-lo, não apenas no Tabernáculo, mas o culto a Deus deveria começar nos lares conforme registra o capítulo 6 do livro de Deuteronômio.

A Bíblia destaca o valor da Palavra arraigada e amalgamada no coração (Pv 4.20-23). Se os pais guardam a Palavra podem ensinar aos seus filhos. O ensino das Escrituras têm um efeito extraordinário na formação do caráter dos filhos. Elas são vida para os que as acham e saúde para o corpo. Quando o crente guarda a Palavra e as pratica, ela se torna uma fonte de vida espiritual e produz equilíbrio emocional, que resulta até mesmo em saúde para o corpo (Hb 4.2).

 Os pais devem ensinar a Palavra de Deus em seu lar. Esse ensino deve ser ministrado de modo persuassivo, com muita sabedoria. Os pais devem ser os sacerdotes do lar. E precisam ter autoridade espiritual para dizerem aos filhos que a Palavra de Deus é a Lei do Senhor, e que devemos nos submeter a ela.  Isso deve ser ensinado aos filhos desde a mais tenra idade.

Pois se deixarem para fazer quando eles forem adolescentes ou jovens, certamente terão muita dificuldade para que eles possam dar ouvidos à Palavra de Deus. “Ensina o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer, não se desviará dele (Pv 22.6).

Os pais devem ter a Palavra de Deus nas mãos. Moisés ensinou aos pais que atassem as Palavras de Deus por sinal nas suas mãos e fossem estas Palavras lhes fossem por testeiras entre os seus olhos (Dt 6.8). Na testa, e entre os olhos, para estar sempre lembrados da lei do Senhor. “E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (Dt 6.9). Isto significa que os pais devem escrever trechos da lei, nos umbrais das portas de suas casas, a fim de que seus filhos sempre tenham em mente os preceitos sagrados e o dever de cumprí-los para serem abençoados em sua vida.

Entre os dez mandamentos, o honrar pai e mãe estava destacado: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias, na terra que o Senhor teu Deus te dá” (Ex 20.12). No tempo de Moisés, no Antigo Testamento, a Palavra de Deus, ou a sua lei, tinham de ser ensinada aos filhos ao começar do lar e não do Tabernáculo.

O Culto Doméstico no Novo Testamento: Podemos observar que a valorização do Culto Doméstico no Novo Testamento não é menos exigido do que observa-se no Antigo Testamento. Não temos no NT tanta referência como encontramos no AT. Porém, o sentido e a essência da adoração verdadeira no NT são muito mais elevadas do que as tradições e o ritualismo em que se fundamentam a adoração no AT. Como disse Jesus à mulher samaritana: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade, porque os Pai procura a tais que assim o adore” (Jo 4.34).

A criação de Jesus revela um lar piedoso. Não temos nenhuma dúvida de que José e Maria cultivavam a adoração a Deus em seu lar. José, pai adotivo de Jesus, e sua mãe, Maria, tinham extremo cuidado para com seus filhos. Principalmente com seu filho primogênito Jesus. Desde os primeiros dias de sua vida cumpriram fielmente às ordenanças da lei para a apresentação da criança no templo (Lc 2.21-24).

Desde sua primeira infância, Jesus demonstrava que tinha uma excelente formação espiritual, como resultado do cuidado e zelo de seus pais: “E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2.40). Em sua pré-adolescência já sabia de cor a Thorá, a lei do Senhor, de forma tal que confundia os doutores da lei no templo de Jerusalém (Lc 2.46,47).
IV  - VERDADE PRÁTICA: São ínúmeras as bênçãos de Deus sobre a família que realiza o Culto Doméstico. Quando realizado desde que os filhos são pequenos, são indeléveis as marcas impressas em suas mentes para toda a vida. Até aos sete anos a personalidade da criança já está definida, segundo os psicólogos. Crianças que participam das reuniões em família, louvando a Deus, lendo a Bíblia, ou mesmo ouvindo por causa da pouca idade, e vêem seus pais orando com elas, certamente terão menos probabilidade de se desviarem dos caminhos do Senhor.

O Culto Doméstico não se destina apenas ás crianças. Adolescentes e jovens precisam muito desse momento especial, na sua formação espiritual.  Falando a seus discípulos o Senhor prometeu: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ai estou Eu no meio deles” (Mt 18.20). Aquele pequeno período de adoração do Culto Doméstico pode definir todo o futuro de uma família. A família deve aprender e considerar que, com a presença do Senhor em sua vida não há o que temer (Sl 23.4).

Nos momentos de louvor a Deus, pai e filhos são abençoados e unidos na presença do Senhor. Ele habita no meio dos louvores (Sl 22.3). Deus se agrada de ver um lar que se transforma em um ambiente de adoração. Ao orarem, pais e filhos atraem as bênçãos, o poder e a proteção de Deus para as suas vidas; os laços espirituais são fortalecidos (Sl 133).

 Nos dias presente, essa tomada de posição faz-se mais necessária. Se a família não se unir em torno do Senhor Jesus, não haverá esperança. Mas se os pais com os filhos unirem-se no altar da adoração a Deus em seu lar, toda a família servirá ao Senhor. Como disse Paulo ao carcereiro de Filipo: “Serás salvo tu e a tua casa” (Atos 16.31).  Vale a pena o esforço para a realização do culto doméstico. Barreiras espirituais contra as forças do mal são levantadas e há fortalecimento na vida espiritual de todos do lar.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      


                                                                       
Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 2º. Trimestre 2013 – (Comentarista: Elinaldo Renovato).  - Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007                  
LIMA, Elinaldo Renovato de. A Família Cristã e os Ataques do Inimigo. Rio de Janeiro 2013. 1ª. Edição. CPAD
VEITE Jr. Gene Edwuard.  Tempos Pós-Modernos – Uma avaliação do pensamento cristão e da cultura de nossa época. São Paulo 1999. 1ª. Edição  Editora Cristã.
KOSTENBERGER, Andréas J. Deus, Casamento e Família – Reconstruindo o fundamento bíblico. São Paulo 2011 – Editora Vida Nova
JOHNSON, Greg; YORKEY, Mike. A Segunda década do Amor: Renovando o casamento antes que os filhos saiam para viver suas próprias vidas. 1ª.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo Vl-1. Editora Hagnos.