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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Legado de Elias - Lição 08 - 1º. Trimestre 2013 - EBD CPAD – 24.02.13


Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva
            http://nasendadacruz.blogspot.com
 Texto da Lição: 1 Reis 19.16,17,19-21
                          
I   -  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Reconhecer o caráter divino da vocação e chamada de Elias.
  2. Detalhar os princípios da exclusividade, autoridade da vocação e a chamada de Elias.
  3. Compreender como se deu a sucessão e o discipulado de Eliseu. 
II  - INTRODUÇÃO: A vida heroica e humilde de Elias nos motiva a ser como Cristo – a levantar nossos olhos acima das aflições e angústias de hoje e voltar nossa atenção para a glória e esperança do Grande Deus e Salvador Jesus Cristo.

Estudar a vida de Elias nos dá uma oportunidade de ver pequenos traços de Jesus refletidos na vida do profeta, enquanto aguardamos ver o Senhor face a face em sua glória. Qualquer pessoa que fizer uma lista dos grandes homens da Bíblia – mesmo que seja uma lista pequena – certamente incluirá Elias, homem de heroísmo e humildade.

Elias revelou-se um homem valioso para Deus, pois era humilde o suficiente para curvar-se à vontade do seu Senhor, sem jamais desobedecer-lhe, independentemente da missão que lhe era confiada.

 III – DESENVOLVIMENTO

  1. O LONGO PERCURSO DE ELIAS:  
1. 1 – Uma volta às origens – Biblicamente a origem da chamada de Elias é desconhecida, no entanto podemos acompanhá-lo  através de suas jornadas:

Treinado em Querite, lapidado e refinado em Sarepta, usado de maneira magnífica no monte Carmelo, ungido poderosamente para colocar-se diante do rei Acabe em várias ocasiões, e, finalmente, recebendo a companhia de seu fiel amigo e substituto Eliseu.

O profeta Elias surgira como um homem de Deus num momento heróico de maneira quase inacreditável, ainda que humilde de coração, Elias parecia ter alcançado o pináculo das experiências de sua vida. Mas agora ele iria passar pela maior de todas as experiências anteriores: iria escapar da morte. A foice da morte não o encontraria.

Não passar pela morte colocava Elias na rara categoria “de partidas sem morte”. Somente duas pessoas em todos os registros bíblicos não foram apanhadas pelas garras da morte. Isso mesmo: apenas duas pessoas foram levadas desta terra diretamente à presença de Deus. O primeiro foi Enoque (Gn 5.21-24), e Elias foi o segundo (2Re 2.11,12).

A última experiência deste tipo acontecerá com os crentes que estiverem vivos na terra no momento da primeira parte da segunda vinda de Cristo. Não sabemos nem o dia nem a hora (1Co 15.51,54; 1Ts 4.13-18).

1. 2 – Uma revelação transformadora – Enclausurado em uma caverna, Elias pode descobrir que Deus tinha grandes planos para a sua vida bem como pode assegurar-se através do diálogo de Deus com ele naquele lugar solitário, que Deus continuava sendo o Senhor da sua vida e, equivocadamente ele não estava sozinho naquele combate, o seu trabalho não teria sido em vão.

O Senhor revelou a Elias que não somente ele estava sendo fiel para o serviço de Deus, mas havia ainda sete mil remanescentes fiéis de adoração a Deus. Posteriormente Deus revelou ao profeta a necessidade de um sucessor para Elias – daí surgir no cenário Eliseu, discípulo de Elias (1Re 19.15-18).


  1. ELIAS NA CASA DE ELISEU: 
2.1 – A exclusividade da chamada – Deus mandou Elias ungir Eliseu como seu sucessor. Note-se que naqueles dias não somente sacerdotes e reis eram ungidos para seus respectivos cargos, mas também profetas.

Eliseu iria auxiliar Elias, ungir Hazael rei da Síria e Jeú, rei de Israel, e ajudar a derrotar os inimigos de Deus. Também era tarefa de Eliseu proclamar a Palavra de Deus ao remanescente fiel (1Re 19.16-18).

Embora Deus tenha ordenado a Elias que ungisse a Hazael rei da Síria e Jeú, rei sobre Israel, ele apenas conseguiu cumprir a parte de ungir a Eliseu profeta em seu lugar, pois o tempo dele aqui na terra findara. Ficando o profeta Eliseu para cumprir o restante da tarefa.

Eliseu foi um fiel servidor do profeta ancião e ficou conhecido como “aquele que deitava água sobre as mãos de Elias” (2Re 3.11).

2.2 – A autoridade da chamada – “Partiu, pois, Elias dali e achou Eliseu, filho de Zafate, que andava lavrando com doze juntas de bois adiante dele; ele estava com a duodécima. Elias passou por ele e lançou o seu manto sobre ele.

Então, deixou este os bois, correu após Elias e disse: deixa-me beijar meu pai e a minha mãe e, então, te seguirei. Elias respondeu-lhe: vai em volta; pois já sabes o que fiz contigo.

Voltou Eliseu de seguir a Elias, tomou a junta de bois, e os imolou, e, com os aparelhos dos bois, coseu as carnes, e as deu ao povo, e comeram. Então, se dispôs, e seguiu a Elias e o servia” (1Re 19.19-21).

Na cultura bíblica, o manto é símbolo da autoridade profética (1Re 19.19; 2Re 1.8; 2.14). Lançá-lo sobre outrem demonstrava transferência de poder e autoridade. Ao ser envolvido pelo manto de Elias, Eliseu estava sendo credenciado para o ofício profético.

  1. ELIAS E DISCIPULADO DE ELISEU: 
3.1 – As virtudes de Eliseu – Eliseu tinha conhecimento do que o Senhor estava prestes a realizar na vida de Elias (2Re 2.1). Ele estava consciente de que algo extraordinário envolvendo o profeta Elias aconteceria a qualquer momento (2Re 2.3), e sabia que também fazia parte dessa história, daí a sua perseverança em não deixar Elias.

Antes de ser arrebatado para o Céu, Elias visitou três lugares: Gilgal, Betel e Jericó. Os historiadores afirmam que estes três lugares eram os antigos seminários. Provavelmente fundados por Samuel: escolas onde rapazes eram treinados para responder ao chamado divino e aprender o estilo de vida de um profeta (2Re 2.2-6).

Gilgal era o lugar do início. De acordo com Josué 4, Gilgal foi o lugar onde os filhos de Israel acamparam logo depois de terem cruzado o Jordão em direção a Canaã. Ali os filhos de Israel foram circuncidados e o Senhor disse a Josué: Hoje revolvi de sobre vós o opróbrio do Egito (Js 5.7-9). Gilgal foi o lugar da preparação da jornada final de Elias.

Betel, a próxima parada de Elias, era o lugar de oração. “Bet-el” significa “casa de Deus”. Foi ali onde Abraão construiu um altar e frequentemente se encontrava com Deus (Gn 12.8).

Elias foi então para Jericó, o lugar da batalha. Jericó foi o lugar onde o povo de Deus lançou fortes bases contra a oposição. Jericó foi para os israelitas o que foi o dia D significou para os Aliados na Segunda Guerra Mundial. Foi a Normandia do povo de Deus. Jericó era uma cidade de grandes e vivas lembranças.

Finalmente Elias se dirige ao Jordão o lugar da morte – não da morte física, mas da morte do eu. Ali Elias lembrou-se dos dias em que morrera para seus próprios desejos, seus planos e onde rendeu as forças da sua própria carne.

 3.2 – A nobreza de um pedido – Quando Elias chegou ao Jordão seu último destino terreno, Eliseu disse: “Tão certo como vive o Senhor, não te deixarei”. Elias tentava separar-se de Eliseu desde Gilgal, cremos, porém que o que Elias estava tentando fazer não era se livrar de Eliseu, mas colocar seu amigo íntimo e sucessor à prova.

Mas Eliseu foi inflexível. E assim ambos foram juntos ao Jordão. “Então Elias tomou a sua capa, e a dobrou e feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas; e passaram ambos em seco.

Elias disse a Eliseu: pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti. E disse Eliseu: peço que haja porção dobrada do teu Espírito sobre mim E disse: coisa dura pediste; se me vires quando for tomado de ti, assim se fará, porém, se não, não se fará” (2Re 2.8-10).

Eles continuaram a andar e iam conversando. Mas, de repente, um carro de fogo, com cavalos de fogo surgiu no meio deles e separou os dois; Eliseu admirado viu quando Elias era levado ao Céu num redemoinho. (Bíblia Viva).

O que vendo Eliseu clamou: Meu Pai, meu Pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando das suas vestes as rasgou em duas partes. Também levantou a capa de Elias, que lhe caíra e voltou-se às bordas do Jordão” (2Re 2.11-13).

  1. O LEGADO DE ELIAS:
4. 1 – Espiritual – Elias foi uma daquelas grandes vidas humanas que desafiam qualquer explicação natural. Elias foi um homem cujas ações e realizações não conseguem ser explicadas em termos humanos. Era homem dedicado a oração e de grande poder espiritual, evidenciados por sua vida e por seu ministério em geral.

4. 2 – Moral – O valor e coragem de Elias são evidentes ao confrontar os profetas de Baal reprimindo-os severamente (1Re 18.19). Elias serviu a Deus com integridade e foi um modelo para o seu sucessor.

 IV – CONCLUSÃO

Elias foi o precursor do profetismo no seu tempo, e os escritos dos profetas, a partir de seus dias, adquiriram imensa proeminência nas Escrituras. Ele deu um tremendo exemplo de poder espiritual e de busca pela verdade, pela justiça e pela santidade em Israel. Tudo o que veio a tornar-se temas dos profetas que se seguiram.

Elias exerceu um ministério excepcional no reino do Norte e, foi o responsável por ajudar o povo de Deus a manter a sua identidade. Na qualidade de principal profeta da época, precisou fazer finca pé, e, subitamente, compareceu diante do rei Acabe a fim de anunciar a iminente vingança de Yahweh.
Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 1º. Trimestre 2013 – (Comentarista: José Gonçalves).

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

GONÇALVES, Josué. Porção Dobrada (Uma análise bíblica, teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu). Rio de Janeiro 2012. 1ª. Edição. CPAD

SWINDOLL, Charles R. Elias – Um homem de heroísmo e humildade. São Paulo, 2001.  10ª. reimpressão 2012. Editora Mundo Cristão

WISEMAN, Donald J. 1 e 2Reis – Introdução e Comentário. Inglaterra, 1993. Brasil, 2006. Série Cultura Bíblica – Editora Vida Nova.

CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

CHAMPLIN. R. N. Dicionário do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A Vinha de Nabote - Lição 07 - 1º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 17.02.13


Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva
            http://nasendadacruz.blogspot.com
 Texto da Lição: 1 Reis 21.1-5; 15,16
                          
I   -  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Identificar o objeto da cobiça de Acabe.
  2. Citar as causas da cobiça.
  3. Conscientizar-se dos frutos e consequências da cobiça.

II  - INTRODUÇÃO: A cobiça é uma consequência da visão de mundo que o ser humano possui. O mundo em que vivemos é um mundo materialista (estilo de vida pautado nas coisas materiais), hedonista (ética pautada na busca intensa do prazer inteiramente pessoal) e pragmatista (estilo de vida que objetiva o lucro pessoal). Todavia o evangelho demanda de cada um de nós um estilo rigorosamente contrário ao mundano.

Acabe não se contentou com o que tinha, que não era pouco. Ele tinha “apenas” o governo da nação de Israel, o reino do  norte, à sua disposição. Poderia comprar ou possuir qualquer terra em Israel, mas tomado pela cobiça do seu coração, cegou pela vinha de Nabote, chegando ao extremo de rendido aos desejos da cobiça e apoiado na impiedade de sua maligna esposa Jezabel que administrou a morte de Nabote, afim de prover Acabe de condições favoráveis a possuí-la.

 III – DESENVOLVIMENTO

  1. O OBJETO DA COBIÇA:
 1. 1 – O direito à propriedade no antigo Israel – Deus disse aos israelitas que eles não eram os verdadeiros donos da terra; pois ela lhe pertencia; eles eram simplesmente administradores da terra (Lv 25.23).

Dessa forma o direito à terra era apenas uma concessão de usufruto que conforme Números 36.7-9, a herança dos filhos de Israel não passaria de tribo em tribo devendo os filhos de Israel segundo ordem de Deus, se chegarem cada um à herança da tribo de seus pais.

A ordem era que qualquer filha que herdasse alguma herança dos filhos das tribos de Israel se casaria com alguém da geração da tribo de seu pai; para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais. Assim a herança não passará de uma tribo a outra; pois as tribos dos filhos de Israel se chegarão cada um à sua herança.

Como Nabote era temente a Deus, ele tinha esses princípios em mente e não queria vender, nem tampouco arrendar a sua vinha que era uma dádiva de Deus para a família, além disso, ele não estava passando por nenhuma necessidade.  – uma brecha concedida na lei de arrendamento temporário, àqueles que eventualmente fossem acometidos de uma necessidade; sendo conveniente, deixar bem claro que no ano do Jubileu essas terras deveriam ser devolvidas para seu dono original (Lv 25.25-27).

1. 2 – A herança de Nabote – A vinha de Nabote ficava muito próxima ao palácio do rei Acabe em Jezreel. Para tornar o seu palácio mais belo e atraente, bem como tornar-lhe suprido de frutas e verduras frescas além de arvoredos que tornaria o ambiente de sua propriedade mais agradável, Acabe cobiçou aquele maravilhoso empreendimento – a vinha de Nabote, um homem simples que temia a Deus, para transformá-la numa horta.

O rei Acabe tentou adquirir as terras de Nabote, ou a dinheiro ou em troca de um vinhedo melhor. Mas Nabote recusou-se a negociar, sob a alegação de que aquelas terras faziam parte da herança da sua família.

Ora, a lei mosaica protegia as heranças (Lv 25.23-28; Nm 36.7-9). Naturalmente, devemos pensar que um rei não teria achado dificuldade para garantir uma herança de família para Nabote, em algum outro lugar, e que talvez até Nabote saísse ganhando nas negociações.

No entanto, Nabote parece ter temido a sinceridade de Acabe, e simplesmente não quis estabelecer negociações. Embora com relutância, Acabe já se dispunha a aceitar a decisão de Nabote; entretanto, Jezabel, a pagã rainha esposa de Acabe, não concordou com isso e partiu para seus intentos maléficos afim de realizar os propósitos do seu coração bem como do rei Acabe.

  1. AS CAUSAS DA COBIÇA:
 2. 1 – A casa de campo de Acabe – Era uma segunda residência de Acabe em Jezreel – uma casa de verão que ficava entre o monte Carmelo e Samaria (1Re 18.45,46).

Desse modo, possuía Acabe um palácio – a casa real, e uma casa de campo; mas não estava satisfeito e foi engodado a cobiçar a pequena vinha do simples Nabote, indo até as consequências finais por não resistir e dar um basta ao seu pecado, bem como a impiedade de sua esposa – rainha Jezabel.

2. 2 – A horta de Acabe – Possuído pela cobiça Acabe não mais se contentava com a casa real e a casa de campo que certamente era um lugar belo e confortável. Totalmente dominado pelos desejos cobiçosos do seu coração, não se importava de quebrar o mandamento divino “Não cobiçarás” (Ex 20.17).

Seu palácio era um lugar suntuoso, mas parecia melhor ainda se contasse com um jardim adjacente. A dificuldade porém, foi que Nabote era o proprietário das terras vizinhas ao palácio e isso impedia a aventura estética de Acabe.

Kimch informa-nos que era costumeiro às pessoas mais ricas ocupar-se de pequenos projetos agrícolas, próximo de suas casas, a fim de embelezá-las além de dar-lhes um suprimento de verduras frescas. A oferta de Acabe para Nabote foi “cortês e liberal”, mas era contrária à herança dos hebreus.

  1. O FRUTO DA COBIÇA:
 3.1 – Falso testemunho  – Ao ver seu marido sob forte estresse e pressão, Jezabel teve a ousadia de assumir o controle da situação e age sozinha. Jezabel, porque era ímpia, vivia sua vida na carnalidade da satisfação de seus próprios desejos, não possuía qualidades de pedir a Deus que atuasse no coração de seu marido nem foi capaz de avaliar sabiamente a situação.

“Eu cuido disso para você, meu marido – apenas saia da frente, conjecturou Jezabel”. Ela não tinha autoridade para escrever cartas em nome do rei. Mas este não foi o seu maior crime. Ao escrever aquelas cartas, ela coloca em ação um plano para matar Nabote.

“Então escreveu cartas em nome de Acabe, selou-as com o sinete dele e as enviou aos anciãos e aos nobres que havia na sua cidade e habitavam com Nabote. E escreveu nas cartas dizendo:
Apregoai um jejum e trazei Nabote para a frente do povo. Fazei sentar defronte dele dois homens malignos, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei. Depois levai-o para fora e apedrejai-o, para que morra” (1Re 21.8-10).

 3.2 – Assassinato e apropriação indevida  – O plano ardiloso de Jezabel foi cumprido sem o mínimo embaraço. Para que não houvesse dificuldades futuras com a herança de Nabote, seus filhos também foram apedrejados e mortos ((2Re 9.26).

Resolvido o problema, agora o rei apoderar-se-ia da vinha de Nabote – “E sucedeu que, ouvindo Acabe que já Nabote era morto, Acabe se levantou, para descer para a vinha de Nabote, o jezreelita, para a possuir (1Re 21.16).

  1. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA:
4. 1 – Julgamento divino – Tão logo Acabe apossou-se da vinha de Nabote, ordena Deus ao profeta Elias que se apresentasse ao rei e lhe proclamasse o juízo divino: “Falar-lhe-ás dizendo: Assim diz o Senhor: 

Porventura, não mataste e tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais, dizendo: Assim diz o Senhor: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, os cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo” (1Re 21.19,20).

Essa profecia se cumpriu quando Acabe foi morto na batalha e os cães lamberam o seu sangue, ao ser lavado o seu carro, no qual ele morreu (1Re 22.25,38). Os filhos de Acabe também morreram de modo violento (2Re 1.2,17; 9.22-26), e a esposa de Acabe, Jezabel, também teve uma morte violenta (2Re 9.30-37).

4. 2 – Arrependimento e morte – Logo após Acabe receber a profecia sentenciando sua morte “... rasgou as suas vestes e cobriu a sua carne de pano de saco, e jejuou; e dormia em cima de sacos e andava mansamente. Então, veio a palavra do Senhor a Elias, o tisbita, dizendo:

“Não viste que Acabe se humilha perante mim, não trarei esse mal nos seus dias, mas nos dias de seus filhos, trarei este mal sobre a sua casa” (1Re 21.27-29). Acabe arrependeu-se, mas mesmo assim não teve como se livrar das consequências de suas ações (1Re 22.29-40; 2Re 1.1-17). O pecado sempre tem seu alto custo.

 IV – CONCLUSÃO

A paciência de Deus tem limites – Deus, em sua grandiosa paciência e misericórdia, espera que ouçamos sua voz e lhe obedeçamos. Por intermédio da história do rei Acabe, podemos estar certos de que o pecado não compensa.

Acabe fracassou porque esqueceu-se da palavra de Deus. A cobiça é uma forma de auto-adoração que expulsa Deus de nossas vidas. Devemos em primeiro lugar medir nossas intenções pela Palavra de Deus e em seguida levarmos a efeito os nossos desejos. Nossas ações devem glorificar a Deus em vez de satisfazer nosso próprio ego.

 O principal objetivo da vida do crente é agradar a Deus e promover a sua glória. Sendo assim, aquilo que não pode ser feito para a glória de Deus, e em sua honra e ações de graças como nosso Senhor, Criador e Redentor não deve ser feito de modo nenhum. 

Viver para Deus deve ser uma norma fundamental em nossa vida, o alvo da nossa conduta, e teste das nossas ações.

O apóstolo Paulo assim escreveu aos corintos: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31).
Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 1º. Trimestre 2013 – (Comentarista: José Gonçalves).

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

GONÇALVES, Josué. Porção Dobrada (Uma análise bíblica, teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu). Rio de Janeiro 2012. 1ª. Edição. CPAD

SWINDOLL, Charles R. Elias – Um homem de heroísmo e humildade. São Paulo, 2001.  10ª. reimpressão 2012. Editora Mundo Cristão

WISEMAN, Donald J. 1 e 2Reis – Introdução e Comentário. Inglaterra, 1993. Brasil, 2006. Série Cultura Bíblica – Editora Vida Nova.

CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

CHAMPLIN. R. N. Dicionário do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

A Viúva de Sarepta - Lição 06 - 1º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 10.02.13


Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva
            http://nasendadacruz.blogspot.com
 Texto da Lição: 1 Reis 17.8-16
                          
I   -  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Compreender que Deus é o nosso provedor.
  2. Explicitar o poder da graça de Deus para com os povos gentílicos.
  3. Conscientizar-se do poder da Palavra de Deus e da oração. 
II  - INTRODUÇÃO: Para prover a necessidade de seus filhos, Deus se utiliza de recursos e meios que jamais poderíamos esperar. Quando somos fiéis a Deus, obedecendo-o e fazendo a sua vontade temos o privilégio de ver suas promessas cumpridas em nossas vidas.

Como afirmou o apóstolo Paulo em Filipenses 4.19 “O meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades”. 
 III – DESENVOLVIMENTO

  1. UM PROFETA EM TERRA ESTRANGEIRA:  
1. 1 – A fonte de Querite  – Este foi o primeiro local para onde Deus orientou Elias a refugiar-se após tornar-se uma persona non grata no reinado de Acabe (1Re 17.3). Apesar de ser uma fonte, Querite – aquele lugar de muita sombra e água fresca, não era permanente (1Re 17.7); foi uma provisão para aqueles dias de crise.

Em Querite Elias aprendeu a confiar em Deus, dia após dias. A razão de muitos de nós vivermos extenuados, tensos, distraídos e ansiosos é que nunca conseguimos a arte de viver um dia após o outro. 

Vivemos fisicamente um dia atrás do outro. Isto não pode ser mudado, mas mentalmente, vivemos os três tempos verbais ao mesmo tempo (presente, passado e futuro).

Mas em Querite Elias aprendeu exatamente isso, viver confiando em Deus, dia após dia. Quando Elias chegou ao palácio, o Senhor lhe contou o que deveria dizer. Depois de ter falado, Deus disse: “Agora vá para Querite”. Ele não disse o que aconteceria em Querite; falou apenas: “Vá para o riacho e se esconda”.

Elias não sabia nada sobre o futuro, mas tinha a promessa de Deus: “Eu te sustentarei”. E Deus não lhe disse qual seria o próximo passo até que o riacho se secou.

1. 2 – Elias em Sarepta – Mas, o ribeiro se secou. O riacho seco era apenas o começo. Deus tinha planos para Elias que o levaria para longe daqueles dias calmos de isolamento e meditação, onde a vida ao lado do riacho e aves que cumpriam fielmente a tarefa de garçons de suas refeições era apenas uma rotina simples, ininterrupta e regular.

Mediante o novo quadro, Elias no entanto, não tomou atitude alguma enquanto a Palavra de Deus não lhe veio para dizer o que fazer. Ainda em Querite, o profeta recebe o chamado de Deus para se deslocar para a Fenícia. 

Era como se Deus estivesse dizendo a seu servo: “Levei você primeiramente a Querite para que se desacostumasse dos holofotes e da presença do público, para colocá-lo na linha e reduzi-lo ao homem que confia em mim em toda situação. Foi ali que comecei a renovar seu homem interior por meio das disciplinas da solidão e da obscuridade”.

“Dispõe-te e vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei a uma mulher viúva quê te dê comida” (1Re 17.9). “Demora-te ali” – foi a segunda orientação de Deus para Elias em Sarepta. 

Alguns intérpretes falam que a estadia de Elias na casa da viúva, foi de dois anos, mas esse período pode ter sido maior, uma vez que a seca durou três anos e meio.

Ao tomar as atitudes de dispor-se e demorar-se em Sarepta, Elias foi capaz de criar condições para que o plano de Deus em sua vida se concretizasse. A direção de Deus inclui a sua provisão. De nada adianta recebermos um chamado divino se não tomarmos uma atitude com relação a mesma.

Sarepta era uma cidade entre Tiro e Sidom, ao que parece, localizada à beira-mar, ao norte de Tiro, na costa do mar Mediterrâneo  a mais ou menos 150km a oste de Querite. Segundo alguns estudiosos ela situava-se na principal estrada da região.

Isso pôs Elias em território estrangeiro, onde ele estaria em segurança e poderia formular o plano em oposição a Acabe e a sua horrenda esposa Jezabel.

  1. UMA ESTRANGEIRA NO PLANO DE DEUS:
 2. 1 – A soberania e graça de Deus – Uma viúva foi o elemento que Deus escolhera para dar prosseguimento ao refúgio de Elias. Uma mulher viúva, estrangeira e desconhecida foi a única escolhida entre tantas para que através dela Deus manifestasse seu propósito de proteção e provisão na vida de Elias (Lc 4.25,26).

“Ordenei ali a uma mulher viúva” – Mulher anônima, desconhecida, mas escolhida por Deus em sua graça e soberania. Era uma gentia que, graças ao desígnio divino contribuiu para a construção e desenvolvimento do plano de Deus. 

Elias precisava estar distante do território de Acabe e Deus que estava no controle de tudo mais uma vez proveu casa e alimento para o profeta. Vale salientar que Tiro e Sidom era a terra onde reinava Etbaal, pai de Jezabel.

2. 2 – A providência de Deus – Quando Deus dirige, ele provê. Foi isto o que sustentou Elias. A direção de Deus inclui a sua provisão. Tudo que já havia sido manifesto a Elias através dos corvos em Querite (1Re 17.4-6), é repetido agora, em Sarepta por intermédio de uma mulher viúva, pobre sem recurso algum aos seus próprios olhos.

Cumpre-se assim o que escrevera Paulo em 1Co 1.27 – “Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes”. 

Nos versículos 25 – 29 deste mesmo capítulo, Paulo acentua que os padrões e os valores de Deus são diferentes dos aceitos pelo mundo e que agora Ele está aniquilando os falsos padrões do mundo; bem como sua sabedoria.

  1. O PODER DA PALAVRA DE DEUS:
 3.1 – A escassez humana e a suficiência divina  – Somente um punhado, ou seja, muito pouco, de farinha na panela e um bocado de azeite numa botija era o tudo que a viúva possuía quando Elias se deparou com ela na entrada da cidade (1Re 17.12). 

No entanto, era através dessa viúva que Deus queria operar o grande milagre de provisão na vida do profeta, pois não era Elias que iria ajudar a pobre viúva, ao invés disso era a pobre viúva que ajudaria este famoso profeta do Senhor que estivera diante da face do rei.

 Mas Deus estava também atento às necessidades e aflições de uma pobre viúva. Ele enviou Elias para fortalecer-lhe a fé e trazer-lhe bênçãos materiais no momento em que ela julgava que tudo estava perdido – “.... e vês aqui, apanhei dois cavacos e vou prepará-lo para mim e para o meu filho, para que o comamos e morramos” (1Re 17.12).

 3.2 – Deus, a prioridade maior  – A fé que essa viúva tinha em Deus e na sua palavra através do profeta Elias, levou-a a permutar o certo pelo incerto e o visível pelo invisível quando decidiu atender ao pedido do profeta – “.......E Elias lhe disse:

Não temas; vai e faze conforme a tua palavra, porém faze disso primeiro um bolo pequeno para mim e traze-mo para fora; depois, farás para ti e para teu filho....” (1Re 17.10-16). O profeta era um agente de Deus, e atendê-lo primeiro significava colocar a Deus em primeiro lugar – “E foi ela e fez segundo; a palavra de Elias e assim comeu ela e sua casa por muitos dias” (1Re 17.15).

  1. O PODER DA ORAÇÃO:
4. 1 – A oração intercessória – Elias era um homem sujeito às mesmas paixões que nós, e, orando, pediu que não chovesse, e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra (Tg 5.17). Elias predisse a seca em Israel, a seca aconteceu, mas tudo isso acompanhado da oração intercessória.

Em Sarepta Elias se deparou com um novo desafio que somente foi vitorioso através do poder da oração. Ao morrer o filho da viúva (1Re 17.17-20), Elias toma as dores da pobre mulher e, pondo-se em seu lugar clama intercessoriamente ao Senhor que ouviu e respondeu a oração do profeta.
                                                         
4. 2 – A oração perseverante – A perseverança de Elias o levou ao triunfo no caso do filho da viúva que lhe foi apresentado sem vida. Mediante o quadro do menino sem vida estendido sobre a cama (1Re,17.21).

Elias orou perseverantemente, e orou uma vez, duas vezes, três vezes deitado sobre o menino até que de Deus respondeu a sua oração – “E o Senhor ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu” (1Re 17.22).

Jesus nos exorta através da parábola do juiz iníquo em Lc 18.1 – a nunca desfalecer da oração. Orar sempre é uma tônica por toda a Palavra de Deus. O empenho constante de Jesus era levar seus seguidores a reconhecerem a necessidade de estarem continuamente em oração, para cumprirem a vontade de Deus nas suas vidas. A oração perseverante é considerada como fé (Lc 18.8).

IV – CONCLUSÃO

Quando olhamos para a mudança de rumo na vida e no ministério de Elias encontramos quatro lições valiosas para nossas vidas:

1. A orientação de Deus é sempre surpreendente; não tente analisá-la. Se Deus o manda para Sarepta, não tente entender por quê. Apenas vá. Se Deus coloca você numa situação difícil e você tem paz no coração de que deve permanecer ali, não tenta analisar ou fugir. Fique firme.

2. Os primeiros dias geralmente são os mais difíceis; não desista.  Se a primeira impressão é aterrorizante e tentar levá-lo ao pânico, persista. O inimigo de nossas almas é expert em tirar-nos do caminho, nos desencorajar e levar-nos a desistir.

Aprendamos com o exemplo de Elias. Nem mesmo uma pobre viúva, que mal tinha energia para apanhar lenha para preparar sua última refeição, foi capaz de desmotivá-lo. Deus ainda usou a fé de Elias para reacender a fé da viúva e dar-lhe uma razão para prosseguir.

3. As promessas de Deus dependem de obediência; não deixe de fazer sua parte. “Elias, levante-se e vá”, disse Deus. E Elias se levantou e foi. “Mulher, entre e prepare a comida”, disse Elias. E ela foi e preparou. 

Uma promessa cumprida geralmente é o resultado de nossa obediência. Quando as promessas têm condições, nossa obediência precede a provisão de Deus. Descansar no Senhor é uma coisa; indiferença passiva é algo completamente diferente.

4. As provisões de Deus são justas; não deixe de agradecer-lhe. Talvez você não tenha o emprego que gostaria, mas você tem um emprego. Talvez não esteja na posição que sonhou, mas as provisões de Deus são suficientes e justas.

É bem provável que a maioria de nós tenhamos em algum momento da vida passado por Querite, ou que venhamos a passá-lo em algum dia no futuro. Querite e Sarepta – tudo isso pode ser plano de Deus em nossa vida.

Nunca devemos esquecer que o Senhor Jesus foi um “homem de dores e que sabe o que é padecer” (Is 53.3). Nunca poderemos ser iguais a ele se não passarmos por momentos de dificuldades. Na jornada cristã que vai da fé à maturidade todos os caminhos passam por Sarepta.



Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 1º. Trimestre 2013 – (Comentarista: José Gonçalves).
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
Bíblia de Estude -  Aplicação Pessoal - CPAD
GONÇALVES, Josué. Porção Dobrada (Uma análise bíblica, teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu). Rio de Janeiro 2012. 1ª. Edição. CPAD
SWINDOLL, Charles R. Elias – Um homem de heroísmo e humildade. São Paulo, 2001.  10ª. reimpressão 2012. Editora Mundo Cristão
WISEMAN, Donald J. 1 e 2Reis – Introdução e Comentário. Inglaterra, 1993. Brasil, 2006. Série Cultura Bíblica – Editora Vida Nova.
CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.
CHAMPLIN. R. N. Dicionário do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.
RICHARDS. Lawrence. Comentário Bíblico do Professor – São Paulo: Editora Vida, 2004
BOYER. Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica – Rio de Janeiro: CPAD 2009