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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A MISSÃO TRANSCULTURAL DOS APÓSTOLOS E AS TERRAS POR ONDE PASSARAM

 “Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas” (Is 54.3).
Estrada túnel na China-Uma das estradas mais
perigosas do mundo
  




 O primeiro grande desafio da 
missão transcultural é o desafio geográfico. 

Mas ao comissionar os seus discípulos e apóstolos através da Grande Comissão, Deus já tinha providenciado caminhos direitos através dos quais eles podiam ir aos pontos mais distantes do mundo de então.
Estrada romana







Percorrendo a ampla malha viária do império romano pelas quais poderiam atravessar toda Ásia Menor e a atual Europa Ocidental e a região dos Balcans até a Iuguslávia e alcançar os povos Eslavos do Sul, que eram os descendentes de Javan, filhos de Jafé.
O apóstolo Paulo soube tirar o melhor proveito dos meios existentes, para se deslocar de uma região para outra, ou atravessar os continentes. E soube também vencer as barreiras étnicas, lingüísticas e culturais.           
Como ele conhecia o hebraico, o aramaico, o grego e o latim – pôde se utilizar desse conhecimento para com pequena ajuda, se comunicar dentro daquela diversidade cultural e lingüística daqueles povos.
Um exemplo aconteceu na cidade de Listra com um povo visitado por Paulo e Barnabé em sua primeira viagem na região Frígio-Gálata, que falava a língua Licaônica – de difícil compreensão, da qual Paulo não tinha o domínio total, mas conseguiu comunicar através de mímica.
A língua foi um obstáculo vencido por Paulo, adicionado ao obstáculo de aceitação, porque queriam oferecer holocaustos a Paulo e Barnabé por julgarem que Paulo era o deus Mercúrio e Barnabé, o deus Júpter – duas das divindades do Panteão grego que achavam ter se disfarçado em homem, através de Paulo e Barnabé.                               
O missionário não deve aceitar nenhuma glória para si (At 14.8-18). Nessa cidade Paulo foi apedrejado e julgaram que ele já estava morto, mas no outro dia, os irmão o apanharam levando ele e Barnabé para Derbe, uma cidade na fronteira da Licaônica, na parte Sudeste da Galácia e a Sudoeste de Listra que distava a 80 km.
Com todas as dificuldades, nesta primeira viagem missionária houve um grande sucesso onde milhares de pessoas aceitaram a Cristo.
Deus abrira as portas da fé aos gentios e eles tiveram acesso às bênçãos do evangelho (At 14.19; 1 Co 16.9; 2 Co 2.12; Cl 4.3). 
 Dos apóstolos, não foi apenas Paulo que saiu a evangelizar ao redor do mundo.
Uma antiga tradição cristã informa que após a subida de Jesus aos céus, e depois das grandes perseguições que culminou com a morte de Estevam, os crentes foram dispersos permanecendo em Jerusalém apenas os apóstolos (At 8.1).
Essa tradição conta que eles se reuniram, e geograficamente dividiram o mundo em partes, e lançaram sorte entre si, decidindo assim para que região cada um deles deveria seguir.
Eles sofreram muito por causa da fé e por amor ao Senhor Jesus Cristo, e a maior parte deles morreu de morte violenta por causa do testemunho que deram.
Pedro, segundo a tradição, foi martirizado na cidade de Roma no ano de 66 d.C., durante a perseguição do Imperador Nero.
Conta a tradição que ele se julgou indigno de ser crucificado da mesma forma que fora Jesus, pedindo assim aos seus algozes que o crucificassem de cabeça para baixo.    André, conta-nos Eusébio de Cesaréia, que ele foi para a terra dos “canibais” que está ligada a alguns                             
países que hoje gravitam em torno da Rússia, na região da Sítia.
Os cristãos daquela região atestam que ele foi o primeiro a levar o evangelho para lá.
Pregou também o evangelho na Turquia e foi o fundador da Igreja em Bizâncio, atual Istambul e é considerado o primeiro patriarca de Constantinopla.
Tomé, a princípio foi para o Leste da Síria, e segundo a tradição, ele seguiu pela lendária Estrada da Seda, chegando até a Índia, onde evangelizou uma comunidade de cristãos indianos conhecida até hoje como Martoma. 

Até hoje eles o reverenciam como seu fundador e atestam que Tomé foi morto naquela região pela lança de quatro soldados.
Felipe, uma tradição diz que ele exerceu um ministério poderoso em Cartago, no Norte de África, e também na região da Ásia Menor, atual porção da Turquia Asiática, onde fora morto em represália por ter pregado o evangelho a mulher de um Procônsul, a qual aceitou Cristo.
Mateus, uma antiga tradição diz que ele fora impelido pelo Espírito Santo a pregar o evangelho na antiga Pérsia atual Irão e na Etiópia.
Os cristãos dessas regiões afirmam que ele não chegou a ser martirizado, outra tradição diz que ele foi apunhalado até a morte na Etiópia.
Bartolomeu, fez viagens missionárias para muitas partes. Uma antiga tradição diz que ele foi á Índia com Tomé, depois evangelizou a Armênia,
foi a Etiópia e ao Sul da Arábia Saudita, onde acredita-se que ele tenha encontrado a morte, como mártir do evangelho.
Tiago, filho de Zebedeu – chamado também de Tiago o Menor, não chegou a ir ao campo missionário, mas por ser muito ativo na pregação, junto com Pedro foi morto à espada por Herodes (At 12.1,2).
Tiago, filho de Alfeu – cognominado de Tiago Menor – a tradição diz que ele foi para a região da Síria, onde pregou o evangelho.
Simão, o zelote – foi companheiro de Mateus na Pérsia, onde segundo a tradição foi morto por ter se negado a fazer sacrifícios ao deus Sol.
Tadeu ou Lebeu, segundo a tradição pregou o evangelho na Judéia, na Samaria, depois foi pra Mesopotâmia, hoje Iraque e Pércia – atual Irão, onde foi martirizado.
Patmos
João, uma antiga tradição informa que ele escapou sem se queimar, depois de ter sido jogado num caldeirão de óleo fervendo.
Por não ter morrido o imperador mandou lançá-lo na Ilha de Pátmos, onde escreveu o Livro do Apocalipse. Morreu de morte natural na cidade Éfeso.
Matias, foi escolhido para ficar no lugar de Judas Iscariotes. A tradição diz que ele foi para Síria, onde foi martirizado numa fogueira.
Barnabé, se despede do cenário missionário navegando para Chipre, junto com João Marcos (At 15.39). Segundo a tradição morreu de morte natural em boa velhice.                                                          
  Paulo, segundo a tradição, sofreu o martírio no reinado de Nero, sendo decaptado à espada no ano 68 da era cristã.    
Dizem que próximo ao local em que ele foi decaptado existe hoje uma igreja que leva o seu nome.         
 Desde que as missões evangélicas cristãs transculturais, começaram com os apóstolos atendendo ao Ide da Grande Comissão, durante o período dos imperadores romanos Tibério, Cláudio e Nero; já eram um movimento de alcance universal; utilizando-se das amplas malhas viárias do império romano que em seu apogeu chegava até 150.000km.
Segundo registro de notáveis pesquisadores, estas vias davam acesso à lendária Estrada da Seda que conduzia até a Ásia Central.          
Enquanto transitavam por essas vias cargas e especiarias, idéias religiosas eram propagadas por todos os cantos, onde cristãos anônimos, viajando entre as caravanas de mercadores, levavam a Palavras de Deus a todos os rincões da Ásia, de África e da Europa.
Na China essas caravanas pegavam a rota da Seda marítima e iam até a China Meridional, Filipinas, Brunei, Sião e Málaca.   Assim, os cristãos do primeiro século evangelizaram todo o mundo conhecido e habitado no seu tempo conforme
o apóstolo Paulo  escreveu aos Colossenses exortando-os a permanecerem firmes:
                               “Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro” (Cl 1.23).

 O texto em apreciação é baseado nas Obras:
SOUZA, Itamar Neves de. Atos dos Apóstolos - Uma História Singular. Editora Descoberta.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Elias, o Tisbita - Lição 02 - 1º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 13.01.13


Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva
 Texto da Lição: 1 Reis 17.1-7
                          
I   -  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Descrever a vocação e a chamada de Elias.
  2. Compreender como se deu a atuação do profeta Elias.
  3. Destacar o papel de Elias junto a monarquia e nas Escrituras.

II  - INTRODUÇÃO: Elias aparece em cena de maneira surpreendente e repentina. Ele é apresentado sem qualquer informação sobre sua vida anterior, sem referência à sua família ou tribo em Israel, e até mesmo seu lugar de nascimento, Tisbe – não é conhecido ao certo até o dia de hoje.

Não lhe é atribuída nenhuma linhagem elaborada por meio da qual talvez pudéssemos identificá-lo no registro social do antigo Israel, e não é mencionado nenhum grupo específico do qual ele pudesse ser considerado o porta voz.

Habitava em Gileade, uma área periférica no antigo Israel, isolada do outro lado do Jordão. Ele não tinha fama nem notoriedade, nenhuma influência política específica. Não tinha credenciais para comandar um interrogatório, nem um título acadêmico acompanhando o seu nome. Todavia Deus chamou este homem enigmático que protagonizou os fatos mais importantes na história do profetismo de Israel.

III – DESENVOLVIMENTO

  1. A IDENTIDADE DE ELIAS:
  1. 1 – Seu nome – A palavra hebraica para Deus no Antigo Testamento era Heloim, usada em alguns momentos na forma abreviada de El. A palavra jah é o termo usado para Jeová. Assim, no nome de Elias – Elijah encontramos as palavras usadas para “Deus e Jeová”. Entre elas existe um pequeno “i” que, em hebraico, é uma referência ao pronome pessoal “meu”. Colocando as palavras juntas, descobrimos que o significado do nome Elias é “meu Deus é Jeová” ou “o Senhor é meu Deus”.

1. 2 – Sua terra sua gente – Elias era de Tisbe, um lugarejo na região de Gileade e a leste do rio Jordão. Esse lugar não aparece em outras passagens bíblicas, mas é citado somente no contexto do profeta Elias (1Re 21.17; 2Re 1.3.8; 9.36).

Gileade, região onde vivia o profeta Elias, era um lugar solitário e de vida ao ar livre, onde seus habitantes eram provavelmente rudes, queimados do sol, musculosos e fortes.

Nunca foi um lugar de educação, sofisticação e diplomacia. Era uma terra árida, e muitos acham que a aparência de Elias tinha uma relação com sua terra. Seus hábitos beiravam o grosseiro e o áspero, o violento e o severo.

1. 3 – Sua fé em Deus – Elias era um homem comprometido com a adoração verdadeira. Como um israelita professava sua fé no Deus verdadeiro que através da história havia se revelado ao seu povo.Com o desenrolar dos fatos, vemos o profeta afirmando essa verdade. Quando ele desafiou os profetas de Baal, orou: 

“Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sabido que tu és Deus em Israel e que eu sou teu servo e que segundo a tua palavra fiz todas essa coisas” (1Re 18.36).


  1. O MINISTÉRIO PROFÉTICO DE ELIAS:
 
2. 1 – Sua vocação e chamada – Elias foi convocado para fazer um julgamento; ele estava armado com “poder de fechar o céu para que não chovesse nos dias de sua profecia”. 

Somente a luz da verdade, a luz que iluminou a escuridão do mundo preservou a nação da extinção total. A vocação  e chamada de Elias foram, portanto, divinas, da mesma forma como foram as vocações e chamadas dos demais profetas canônicos.

Podemos perceber estes fatos quando vemos o profeta Elias colocar Deus como a fonte por trás de suas enunciações proféticas: “Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou” (1Re 17.1). Em outras passagens bíblicas Elias diz que suas ações obedeciam diretamente a uma determinação divina (1Re 18.36). 

A vocação de Elias se manifesta em um contexto onde não havia referenciais. No Antigo Israel os reis não agiam apenas como governantes do povo, mas também como referencial espiritual. Quando um rei fazia o que era mal aos olhos do Senhor, as consequências de suas ações eram logo sentidas pelo povo.

Como havia uma apostasia generalizada, isso servia como um modelo referencial para seguir. Acabe com sua esposa, Jezabel, infelizmente eram modelos de um culto idólatra. É nesse contexto que Deus levanta o profeta de Tisbe para trazer o povo novamente para um verdadeiro modelo de adoração. Elia se torna o referencial a ser seguido.

Logo que chegou a posição de rainha em Israel, Jezabel empreendeu uma campanha para exterminar os profetas do Senhor (1Re 18.4). O desastre só não foi total porque o Senhor preservou os sete mil que não se dobraram diante de Baal (1Re 19.18). No lugar dos verdadeiros profetas, Jezabel pôs seus profetas particulares:

“Vendo-o, disse-lhe: és tu o perturbador de Israel? Respondeu Elias: eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixaste os mandamentos do Senhor e seguiste os Baalins. Agora, pois, manda juntar a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas do poste-ídolo que come da mesa de Jezabel” (1Re 18.17-19).

Os profetas que “comiam da mesa de Jezabel” eram aqueles aos quais ela havia alugado. Eram profetas comprados, profetizavam somente o que ela e seu marido gostavam de ouvir. O verdadeiro profeta não se vende porque nenhum profeta de Deus fala da sua própria vontade (2Pe 1.20).

2. 2 – A natureza do seu ministério – O ministério do profeta Elias é atestado  pela inspiração e autoridade divina que o acompanhava. A história do profeta de Tisbe é uma história de milagres. O primeiro livro dos Reis atribui ao profeta Elias sete grandes milagres:

1- Elias faz cessar as chuvas. 2- Multiplica a comida da viúva. 3- Restaura à vida o filho da viúva. 4- Faz descer fogo do céu no monte Carmelo. 5- Restaura as chuvas. 6- Invoca fogo sobre soldados. 7- Divide as águas do Jordão.

É, portanto, uma história de intervenções divinas no reino do norte. Encontramos por toda parte do livro dos Reis as marcas da inspiração profética no ministério de Elias.

  1. ELIAS E A MONARQUIA:
 3. 1 – Buscando a justiça social – Na verdade, as ações do profeta revelam uma luta incansável não somente em busca do bem estar espiritual, mas também social do povo de Deus. Quando um monarca  como o rei Acabe se afastava de Deus, as consequências poderiam logo ser percebida na opressão do povo.

A morte de Nabote, por exemplo, revela esse fato de uma forma muito clara (1Re 21.1-16). Acabe foi confrontado e denunciado pelo profeta Elias pela forma injusta como agiu.

3. 2  – A restauração do culto – Nos dias do profeta Elias, as ações de Acabe e sua mulher Jezabel sofreram oposição ferrenha do profeta porque elas estavam pulverizando o verdadeiro culto (21Re 19.10). 

Em um diálogo que teve com Deus, Elias afirma que a casa real havia derrubado o altar de adoração ao Deus verdadeiro e em seu lugar levantado outros altares para adoração aos deuses pagãos. Como profeta de Deus, coube a Elias a missão de restaurar o altar do Senhor que estava em ruínas (1Re 18.30).

  1. ELIAS E A LITERATURA BÍBLICA:
4. 1 – No Antigo Testamento – Nessa Literatura Bíblica encontramos os profetas sendo enviado por Deus para exortar o povo a fim de que não se renegue o verdadeiro culto a Javé. Os profetas dispõem de poderes milagrosos e sua palavra se realiza. O Antigo Testamento mostra que com Elias tem início a tradição profética dentro do contexto da monarquia. 

Foi Elias quem abriu o caminho para outros profetas que vieram depois. Mas Elias não possuía apenas um ministério de cunho profético e social, seu ministério também era escatológico (Ml 4.5).
 
4. 2 – No Novo Testamento – Nesta literatura encontramos Jesus identificando João – o Batista, como aquele que viria no poder e espírito de Elias (Lc 1.17; Mt 1.14; 17.10-13). No monte da transfiguração o evangelista afirma que Elias e Moisés falavam com o Senhor acerca da “sua partida” (Mt 17.3; Lc 9.30-31).

Quando o Senhor censurou a falta de fé em Israel ele trouxe como exemplo a visita que Elias fizera à viúva de Sarepta. No judaísmo dos tempos de Jesus Elias era uma figura bem popular devido aos feitos miraculosos, o que levou alguns judeus acharem que Jesus seria o Elias redivivo (Mt 16.14; Mc 6.15; 8.28).

 IV – CONCLUSÃO:

A mensagem do profeta Elias visava primeiramente produzir arrependimento e não a manifestação da ira divina. Isto é visto claramente quando Acabe se arrepende e o Senhor adia o julgamento que havia revelado para os seus dias (1Re 21.27-29). Fica, pois, a lição para nós revelada na história do profeta Elias, que a graça de Deus é maior que o pecado e suas consequências.

Alguns homens de Deus não podem ser explicados, em face do que acontece a eles, desde o nascimento até que chegam à idade adulta. Há poderes maiores em operação. Elias foi um precursor dos profetas, e os escritos dos profetas, a partir dos seus dias, adquiriram imensa proeminência nas Escrituras. Ele deu um tremendo exemplo de poder espiritual e de busca pela verdade, pela justiça e pela santidade em Israel, tudo o que veio a tornar-se o tema dos profetas que se seguiram.

Se você quer ser um homem ou uma mulher de Deus, é essencial encarar as situações impossíveis da vida com fé, tal qual Elias fez. Se você é um jovem que deseja viver uma vida piedosa que vai deixar marcas neste mundo, então deve colocar-se à sombra do seu Salvador, confiando que ele vai operar através das provações que surgirão e de situações extremas com que você não é capaz de lidar sozinho.

O Deus de Elias é seu Deus, ele é Deus das situações impossíveis. Ele é aquele que faz o que nenhuma pessoa na terra pode fazer. Elias encarou o impossível com calma e alegria, com bondade e autocontrole com fé e humildade. Visivelmente, Elias foi heroico em atos de bravura e fé, mas sempre foi um modelo de humildade.



Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 1º. Trimestre 2013 – (Comentarista: José Gonçalves).
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

GONÇALVES, Josué. Porção Dobrada (Uma análise bíblica, teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu). Rio de Janeiro 2012. 1ª. Edição. CPAD

SWINDOLL, Charles R. Elias – Um homem de heroísmo e humildade. São Paulo, 2001.  10ª. reimpressão 2012. Editora Mundo Cristão

WISEMAN, Donald J. 1 e 2Reis – Introdução e Comentário. Inglaterra, 1993. Brasil, 2006. Série Cultura Bíblica – Editora Vida Nova.

CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

CHAMPLIN. R. N. Dicionário do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Por: Pastor João Barbosa da Silva Assim falou Deus por intermédio do Profeta Isaias: “Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás à mão direita e à esquerda; e a tua posteridade possuirá as nações e fará que sejam habitadas as cidades assoladas” (Is 54.2,3). Toda missão transcultural enfrenta três grandes desafios para a obra missionária: o desafio geográfico, o desafio étnico e o desafio urbano. E todo missionário deve estar consciente desses obstáculos a ser transposto. Mas o que observamos no relato de Atos dos Apóstolos é que o apóstolo Paulo assim como os demais apóstolos não viram estes desafios, como obstáculos intransponíveis, para cumprir o ide da Grande Comissão estabelecida por Jesus: “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15) “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8). Numa visão panorâmica sobre as viagens missionárias de Paulo podemos constatar que ele encontrou e venceu todos estes desafios: o desafio geográfico, o desafio étnico e o desafio urbano. Arqueologia: Antioquia da Siria Na sua primeira viagem sem levar em conta os obstáculos geográficos, o apóstolo Paulo partiu da cidade de Antioquia da Síria junto com Barnabé e João Marcos, sobrinho de Barnabé, que foi o escritor do Evangelho que leva o seu nome. De lá ele foi 25km até o porto de Seleucia, onde apanharam um barco e navegaram 208 km até o porto de Salamina extremidade oriental da Ilha de Chipre. De Salamina eles atravessaram a Ilha de Chipre até a cidade de Pafos, capital da Ilha, percorrendo 144 km possivelmente a pé; mas Deus já havia criado as condições para que o Evangelho prosperasse naquele lugar. Sinagoga judaica Ali ele pregou nas Sinagogas dos judeus, pois Barnabé era natural da Ilha de Chipre, e muitos se decidiram ao Evangelho, e o Procônsul, autoridade máxima da Ilha, aceitou a Cristo como seu Salvador (Atos 13.6). De Pafos eles navegaram para a cidade de Perge, capital da província da Panfília no Sul da Ásia Menor. Desembarcou em Atália, Porto Marítimo de Perge, de onde João Marcos retornou para casa por não suportar as intempéries da viagem. E Paulo e Barnabé prosseguiram viagem para a Antioquia da Pissídia, onde havia um entroncamento de vias rodoviárias romanas que dava acesso á todas as províncias do Império. Antioquia da Pissídia ficava próximo da fronteira da região Frígio-Gálata, de onde eles caminharam em direção ao Norte. Da cidade de Perge para Antioquia da Pissídia que distava 160 km, eles percorreram a pé. Quando havia condições eles seguiam de cavalo, mas quando não tinham, como no caso que ora estavam na estrada, ora tinham que apanhar um barco – oscilando entre terra e mar, esses percursos comumente eram feitos a pé – passando por vales, aldeias e montanhas. Estrada romana Deus tinha providenciado através do império romano uma ampla malha viária, que cobria toda aquela parte tanto do império romano ocidental como oriental, que se complementava com a lendária Estrada da Seda que conectava Chang’an (atual Xi’an) na China até Antioquia na Ásia Menor, assim como há outros locais. A influência da Estrada da Seda expandiu-se até a Coréia e o Japão e formava a maior rede comercial do mundo antigo. Antiga Estrada da Seda Essas rotas que foram tão significativas para o desenvolvimento e florescimento de grandes civilizações tanto da região do crescente fértil como do Vale do Nilo, da Antiga Pérsia, Índia, China, e também do Império Romano; foram amplamente utilizadas pelos apóstolos, principalmente o apóstolo Paulo, e que Jesus possivelmente fez menção a elas no Ide da Grande Comissão. Quando disse-lhes Ide por todo mundo – Jesus sabia da existência dessas malhas viárias e marítimas que levariam o evangelho a todos os povos, nações, tribos e línguas. O relato histórico e bíblico nos mostram que a igreja dos tempos modernos enumera mais obstáculos à propagação do evangelho do que os primitivos cristãos que não viam nenhum obstáculo, pois ouviam constantemente a ordem do Mestre: “Ide”. O texto em apreciação é baseado nas Obras: SOUZA, Itamar Neves de. Atos dos Apóstolos - Uma História Singular. Editora Descoberta. Wilkpédia – Enciclopédia Livre WINTER, Ralph D. e Outros. Perspectivas no Movimento Cristão Mundial. Editora Vida Nova. SILVA, Severino Pedro da. A Igreja e as Sete Colunas da Sabedoria. Editora CPAD Bíblias: Estudo Pentecostal (CPAD) - Estudo de Genebra (Edit.Cultura Cristã e Soc. Bíblica do Brasil) CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia Vol.2- Editora Hagnos LARAYE, Tim. Estudo Profética. Editora Hagnus-Juerp - Estudo Defes

Por: Pastor João Barbosa da Silva
Assim falou Deus por intermédio do Profeta Isaias:                                                             
“Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam; não o impeças; alonga as tuas cordas e firma bem as tuas estacas. Porque transbordarás à mão direita e à esquerda; e a tua posteridade possuirá as nações e fará que sejam habitadas as cidades assoladas” (Is 54.2,3).
 Toda missão transcultural enfrenta três grandes desafios para a obra missionária: o desafio geográfico, o desafio étnico e o desafio urbano. E todo missionário deve estar consciente desses obstáculos a ser transposto.
Mas o que observamos no relato de Atos dos Apóstolos é que o apóstolo Paulo assim como os demais apóstolos não viram estes desafios, como obstáculos intransponíveis, para cumprir o ide da Grande Comissão estabelecida por Jesus:
 “Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15) “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8).
Numa visão panorâmica sobre as viagens missionárias de Paulo podemos constatar que ele encontrou e venceu todos estes desafios: o desafio geográfico, o desafio étnico e o desafio urbano.
Arqueologia: Antioquia da Siria 
Na sua primeira viagem sem levar em conta os obstáculos geográficos, o apóstolo Paulo partiu da cidade de Antioquia da Síria junto com Barnabé e João Marcos, sobrinho de Barnabé, que foi o escritor do Evangelho que leva o seu nome.
De lá ele foi 25km até o porto de Seleucia, onde apanharam um barco e navegaram 208 km até o porto de Salamina extremidade oriental da Ilha de Chipre.
De Salamina eles atravessaram a Ilha de Chipre até a cidade de Pafos, capital da Ilha, percorrendo 144 km possivelmente a pé; mas Deus já havia criado as condições para que o Evangelho prosperasse naquele lugar.        
Sinagoga judaica
 Ali ele pregou nas Sinagogas dos judeus, pois Barnabé era natural da Ilha de Chipre, e muitos se decidiram ao Evangelho, e o Procônsul, autoridade máxima da Ilha, aceitou a Cristo como seu Salvador (Atos 13.6).
De Pafos eles navegaram para a cidade de Perge, capital da província da Panfília no Sul da Ásia Menor.
Desembarcou em Atália, Porto Marítimo de Perge, de onde João Marcos retornou para casa por não suportar as intempéries da viagem.
 E Paulo e Barnabé prosseguiram viagem para a Antioquia da Pissídia, onde havia um entroncamento de vias rodoviárias romanas que dava acesso á todas as províncias do Império.
Antioquia da Pissídia ficava próximo da fronteira da região Frígio-Gálata, de onde eles caminharam em direção ao Norte.
Da cidade de Perge para Antioquia da Pissídia que distava 160 km, eles percorreram a pé.
Quando havia condições eles seguiam de cavalo, mas quando não tinham, como no caso que ora estavam na estrada, ora tinham que apanhar um barco – oscilando entre terra e mar, esses percursos comumente eram feitos a pé – passando por vales, aldeias e montanhas.
Estrada romana


Deus tinha providenciado através do império romano uma ampla malha viária, que cobria toda aquela parte tanto do império romano ocidental como oriental, que se complementava com a lendária Estrada da Seda que conectava Chang’an (atual Xi’an) na China até Antioquia na Ásia Menor, assim como há outros locais.

A influência da Estrada da Seda expandiu-se até a Coréia e o Japão e formava a maior rede comercial do mundo antigo.
Antiga Estrada da Seda
Essas rotas que foram tão significativas para o desenvolvimento e florescimento de grandes civilizações tanto da região do crescente fértil como do Vale do Nilo, da Antiga Pérsia, Índia, China, e também do Império Romano; foram amplamente utilizadas pelos apóstolos, principalmente o apóstolo Paulo, e que Jesus possivelmente fez menção a elas no Ide da Grande Comissão.
Quando disse-lhes Ide por todo mundo – Jesus sabia da existência dessas malhas viárias e marítimas que levariam o evangelho a todos os povos, nações, tribos e línguas.
O relato histórico e bíblico nos mostram que a igreja dos tempos modernos enumera mais obstáculos à propagação do evangelho do que os primitivos cristãos que não viam nenhum obstáculo, pois ouviam constantemente a ordem do Mestre: “Ide”.

O texto em apreciação é baseado nas Obras:
SOUZA, Itamar Neves de. Atos dos Apóstolos  - Uma História Singular. Editora Descoberta.
Wilkpédia – Enciclopédia Livre
WINTER, Ralph D. e Outros. Perspectivas no Movimento Cristão Mundial. Editora Vida Nova.
SILVA, Severino Pedro da. A Igreja e as Sete Colunas da Sabedoria. Editora CPAD


Bíblias: Estudo Pentecostal (CPAD) - Estudo de Genebra (Edit.Cultura Cristã e Soc. Bíblica do Brasil)
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia Vol.2- Editora Hagnos
LARAYE, Tim. Estudo Profética. Editora Hagnus-Juerp - Estudo Defesa da Fé. CPAD

A Apostasia no Reino de Israel - Lição 01 - 1º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 06.01.13


Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva
            http://nasendadacruz.blogspot.com
 Texto da Lição: 1 Reis 16.29-34
                          
I   -  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Identificar as causas e os agentes da apostasia em Israel.
  2. Conscientizar-se sobre os perigos da apostasia.
  3. Compreender quais foram as consequencias da apostasia para Israel.

II  - INTRODUÇÃO: Tendo assumido o poder sobre o reino do norte, Jeroboão procurou descentralizar o culto da capital do reino do sul, Jerusalém, para os centros de adoração que ele mesmo havia criado: Dã e Betel, locais situados nos extremos norte e sul do seu reino.

Jeroboão temia que o povo do norte fosse influenciado pela adoração realizada no templo de Salomão em Jerusalém. Para evitar que isso acontecesse, ele construiu altares; um em Dã e outro em Betel. E neles pôs seus bezerros de ouro como objeto de adoração, e constituiu sacerdotes dos mais baixos do povo que não eram dos filhos de Levi (1Re 12.25-33).

Assim, a idolatria foi fomentada pelo próprio Jeroboão e todos os reis do norte posteriores a ele num total de dezenove reis seguiram seus passos sendo infiéis ao verdadeiro Deus.

“E fez o que era mau perante o Senhor; porque andou nos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel; não se apartou deles” (2Re 13.2,11; 14.24; 15.9,18,24,28.).

III – DESENVOLVIMENTO

  1. CAUSAS DA APOSTASIA:
  
1. 1 - Casamento Misto – A história bíblica nos mostra que a mistura do povo de Deus com outros povos foi sempre um período real. E sempre que os fundamentos que determinam os limites de separação entre o santo e o profano é ultrapassado o povo cai em pecado.

Nos dias pós-exílicos Neemias precisou tomar medidas drásticas para frear esta prática (Ne 13.23-29). O texto de nossa lição põe o casamento misto de Acabe com Jezabel, filha de Etbaal rei dos Sidônios, como uma das causas da apostasia no reino do norte.

As Escrituras nos mostram que Acabe “tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos Sidônios; e serviu a Baal e o adorou” (1Re 16.31). Foi em decorrência desse casamento pagão que a idolatria entrou com força em Israel. Embora se fale de um casamento político, as consequências dele foram, na verdade, espirituais. A mistura sempre foi um perigo constante da história do povo de Deus (Dt 7.3-5; 2Co 6.14,15).

1. 2 – A institucionalização da idolatria – Quando o rei Acabe casou-se com Jezabel, as consequências desse casamento misto teve um efeito imediato, pois, instigado por Jezabel, ele “levantou um altar a Baal, na casa de Baal que edificaram em Samaria “ (1Re 16.32).

O culto idólatra promovido pelo estado foi formalizado quando Acabe “fez um poste-ídolo, de maneira que cometeu mais abominação para irritar o Senhor, Deus de Israel, do que todos os reis de Israel que foram antes dele” (1Re 16.33).

Observamos com muita clareza que o culto a Baal estava substituindo o verdadeiro culto a Deus. Havia uma idolatria estabelecida e financiada pelo estado pois Jezabel tinha 450 profetas de Baal mais 400 profetas de Aserá que comiam com ela em sua mesa.

  1. OS AGENTES DA APOSTASIA:
 2. 1 - Acabe – Onri, pai de Acabe, foi o sétimo rei de Israel. Ao se legitimar como rei, comprou a colina de Samaria tendo construído ali a capital do seu reino. (1Re 16.22-24). A Bíblia fala muito pouco acerca deste rei. Exceto que foi o mais perverso “aos olhos do Senhor” do que todos que foram antes dele, até mesmo Jeroboão, filho de Nebate.

Adorava e encorajava a adoração a ídolos, um ponto que foi lembrado na profecia de Miquéias (Mq 6.16). Esta dinastia teve uma influência tão maléfica a ponto de afetar o reino do sul, Judá. Acazias, rei de Judá era filho de Atalia, neta de Onri. Sob a influência da mãe, ele “fez o que era mau aos olhos do Senhor” (2Cr 22.2-4; 2Re 8.26). Finalmente Onri morreu e seu filho Acabe o sucedeu no trono de Israel (1Re 16.28-30).

2.2  - Jezabel – O texto bíblico diz que Acabe tomou por mulher a Jezabel. Em nenhum outro evento antes desse, temos a menção do nome das esposas dos reis. Agora, de repente, temos informações não apenas do próximo rei Acabe, como também do nome da mulher com quem ele se casou, Jezabel.

Por que Deus fez o escritor do livro parar e se debruçar sobre o casamento de um rei?  Qual o propósito de mostrar a ascendência da mulher de Acabe?  Alguns estudiosos acreditam que existem duas razões principais:

Primeiro, ela era o parceiro dominante no casamento. Quem realmente mandava no reino era Jezabel. Ela era o poder por trás do trono. A administração de Acabe era, no sentido mais real, um governo de saias. Jezabel mandava no marido, o rei, e, portanto, governava sobre o povo de Israel.

Segundo, ela foi a precursora da adoração a Baal. O pai de Jezabel, Etbaal, era o rei dos Sidônios. A adoração a  Baal, teve início com os cananeus, existia a tempos naquela parte do mundo. Mas a verdadeira adoração a Baal não havia encontrado eco entre os israelitas até que foi introduzida por meio do casamento de Acabe. Como parte do dote de Jezabel ela trouxe na bagagem sua herança religiosa: a adoração idólatra a Baal.

Baal era adorado como o Deus da chuva e da fertilidade, aquele que controlava as estações do ano, as colheitas e a terra. Quando a adoração a Baal entrou no reino de Israel, trazendo suas práticas pagãs e os sacrifícios bárbaros, a impiedade da terra só fez crescer.

  1. AS CONSEQUÊNCIAS DA APOSTASIA:
 
3.1 – A perda da identidade nacional e espiritual – Desde a sua criação como nação eleita, Israel foi identificado como povo de Deus (Ex 19.5). A identidade dessa nação como povo escolhido é algo bem definido nas Escrituras Sagradas. Mas nos dias de Acabe o povo estava dividido.  As palavras de Elias: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? ” (1Re 18.21), revela a crise de identidade dos israelitas do reino do norte.

A adoração a Baal havia sido fomentada com tanta força pela casa real que o povo estava totalmente dividido em sua adoração. Quem deveria ser adorado, Baal ou o Senhor?  O relato bíblico nos mostra que Deus havia preservado alguns verdadeiros adoradores, mas a grande massa popular estava totalmente propensa á adoração falsa. A nação que sempre fora identificada pelo nome do Deus a quem servia, estava agora perdendo a sua verdadeira identidade.

3. 2 – O julgamento divino – É nesse cenário de falta de identidade nacional e espiritual que, como quem surge do nada, aparece o profeta Elias para predizer uma grande seca (1Re 17.1; 18.1), a fim de que a nação não viesse a perder de vez a sua identidade espiritual e até mesmo deixar de ser vista como povo de Deus. O Senhor enviou o seu mensageiro para trazer um tratamento de choque à nação.

Elias se distinguia dos falsos profetas, porque enquanto eles prediziam o que o povo gostaria de ouvir, ele falava o que estava na mente de Deus. Por outro lado, Elias não previu o julgamento apenas para o reino do norte. O reino do sul, com sua sede em Jerusalém, experimentou julgamento semelhante.

Isso ocorreu durante o reinado de Jeorão, filho de Josafá e genro de Acabe, que recebe uma carta do profeta Elias. Nela é anunciado o juízo divino sobre sua vida e reinado (2Cr 21.1-20). O Senhor mostrou claramente que a causa do julgamento divino estava associada ao abandono da verdadeira fé em Deus. O apóstolo Paulo nos adverte da necessidade de fazermos um auto julgamento (1Co 11.31.32).

4. A APOSTASIA 

4.1 - Um perigo real – A apostasia era algo bem real no reino do norte e estava espalhada por toda a parte. Na verdade a palavra apostasia significa abandono da fé ou mudar de religião. Foi exatamente isso que os israelitas estavam fazendo. Estavam abandonando a adoração devida ao Deus verdadeiro para seguirem aos deuses cananeus. Estavam trocando Jeová por Baal.

No Novo Testamento observamos que os cristãos são advertidos sobre o perigo da apostasia. Na carta aos Hebreus, o autor coloca a apostasia como um perigo real e não apenas como uma mera suposição (Hb 6.1-6). Se o cristão não estiver vigilante é possível sim, que ele venha a naufragar na fé.

Há dezenas de passagens bíblicas que mostram que alguém pode apostatar ou perder a sua salvação. Jesus por exemplo, diz que por se multiplicar a impiedade o amor de muitos esfriará (Mt 24.12,13). E adverte que aqueles que olham para trás são indignos do reino de Deus (Lc 9.62). E exorta-nos a estar sempre lembrados da mulher de Ló (Lc 17.32).

4. 2 – Um mal evitável – A apostasia, portanto, é uma real possibilidade, mas não devemos nos centrar nela, e sim na graça de Deus. A Bíblia de Estudo Pentecostal observa que, embora seja um perigo para todos que vão se desviando da fé e se apartam de Deus, a apostasia não se consuma sem o constante e deliberado pecar contra a voz do Espírito Santo. “Hoje se ouvirdes a sua voz não endureçais os vossos corações” (Hb 3.7,8,15; 4.7).

No caso de Acabe, observamos que este foi um rei mau (1Re 16.30), que em vez de seguir os bons exemplos como os de Davi, esse monarca do reino do norte preferiu seguir os maus exemplos. O cronista destaca que, “ninguém ouve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau diante do Senhor, porque Jezabel sua mulher, o instigava” (1Re 21.25).

Ainda de acordo com este mesmo capítulo, Acabe se contristou quando foi repreendido pelo profeta, mas tudo mostra que foi um arrependimento tardio (1Re 21.17-29). Tivesse ele tomado essa atitude antes, o seu reinado teria sido diferente.

 IV – CONCLUSÃO

As lições deixadas são bastante claras para nós: Não podemos fazer aliança com o paganismo mesmo que isso traga algumas vantagens políticas ou sociais. A verdadeira adoração a Deus deve prevalecer sobre toda e qualquer oferta que nos seja feita mesmo que essas ofertas tragam grandes ganhos no presente.

Ainda hoje encontramos pessoas que ficam na brecha, aquelas que ainda lutam para nos manter acordados. São homens e mulheres de coragem, prontos para se levantarem e cumprirem a missão que lhes foi confiada por Deus. Moisés, José, Elias, Davi, Ester e muitos outros. Eram homens e mulheres que queriam permanecer firmes contra as forças poderosas de seus dias, sem relutar ou ter qualquer empecilho para proclamar o nome do Senhor. 

Lembremo-nos das palavras que o Senhor mandou Ezequiel escrever: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas não achei”. (Ez 22.30). O Senhor ainda está procurando pessoas que façam a diferença. A vida de Elias nos ensina o que o Senhor requer de cada um de nós.  

Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 1º. Trimestre 2013 – (Comentarista: José Gonçalves).

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

GONÇALVES, Josué. Porção Dobrada (Uma análise bíblica, teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu). Rio de Janeiro 2012. 1ª. Edição. CPAD

SWINDOLL, Charles R. Elias – Um homem de heroísmo e humildade. São Paulo, 2001.  10ª. reimpressão 2012. Editora Mundo Cristão

WISEMAN, Donald J. 1 e 2Reis – Introdução e Comentário. Inglaterra, 1993. Brasil, 2006. Série Cultura Bíblica – Editora Vida Nova.

CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

CHAMPLIN. R. N. Dicionário do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.