Total de visualizações de página

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ageu – O Compromisso do Povo da Aliança Lição - 11 - 4º. Tri. 2012 - EBD CPAD - 16.12.12


Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva
            http://nasendadacruz.blogspot.com
 Texto da Lição: Ageu 1.1-9
                           
I   -  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Conhecer o contexto histórico do livro de Ageu.
  2.  Elencar os principais problemas encontrados pelos judeus para reconstruir o templo.

  1. Saber que temos responsabilidade diante de Deus e dos homens.
II  - DESENVOLVIMENTO DO TEMA
Ageu é o primeiro livro profético depois do exílio babilônico onde o profeta registro quatro discursos dirigidos aos judeus que retornaram a Jerusalém em 520 a.C. Dezoito anos haviam se passado desde a chegada dos que retornaram do cativeiro a Sião.

A comunidade estava desencorajada devido ao fracasso nas colheitas, a seca e a hostilidade das populações vizinhas, a ponto de que alguns dos ex-exilados já pensavam em retornar à Babilônia. Ageu repreendeu-os por terem deixado o templo semi destruído.

Após terem iniciado uma pequena estrutura, Ageu falou novamente convocando o povo a construir um edifício ainda mais glorioso que o de Salomão. Ageu foi diferente dos outros reformadores antes do exílio, por ser mais sacerdotal em caráter, salientando a adoração no templo e os rituais, como a chave para maior prosperidade.
É possível determinar precisamente a data deste livro, porque os oráculos (profecias) teriam ocorrido durante o reinado de Dario I (522 – 486 aC.). O primeiro conforme Ageu 1.1-11, foi entregue “no sexto mês no primeiro dia do mês” – “Mês hebraico de elul” (equivalente a 29 de agosto). Esta mensagem é uma repreensão divina pelo povo ter abandonado o compromisso de reconstruir o templo.
Ela foi direcionada aos líderes do povo pós-exílio, ao governador Zorobabel e ao sumo sacerdote Josué. Primeiro os líderes deveriam se conscientizar do que estava acontecendo para, em seguida, o povo ser conclamado a ouvir aquela mensagem.
Zorobabel e Josué eram homens tementes a Deus e deram ouvidos à mensagem do Senhor, tanto pelo ministério do profeta Ageu como pelo ministério do profeta Zacarias. A primeira coisa que Ageu chama a atenção é o argumento usado pelo povo para adiar o projeto de reconstrução do templo:
Diziam que ainda não era o tempo de  a casa do Senhor ser edificada (Ag 1.2), e consideravam mais importante adornar suas casas (Ag 1.3). Através do profeta Deus conclama o povo a atentar para os seus caminhos e responde à pergunta do povo – Por que Deus tem permitido que a seca e  escassez nos atinjam.
O profeta mostra que as dificuldades porque passavam como seca e dificuldade na colheita eram falta de compromisso com a obra de Deus. Pois deixaram a obra do Senhor em segundo plano (Ag 1.5-11). Quando Zorobabel e Josué entregaram essa mensagem ao povo, houve arrependimento e constrição (Ag 1.12-15).
Nesse oráculo Ageu menciona a negligência do povo. Eles haviam iniciado a construção do templo e abandonado a sua construção. Dezoito anos haviam se passado (Ed 3.4), e concentraram todos os seus esforços em suas próprias residências (Ag 1.4). Os desastres por eles sofridos, a seca e a ausência de colheitas eram lembretes de Deus de que eles deveriam por em primeiro lugar as coisas principais (Mt 6.33).
O segundo oráculo Ageu 2.1-9, sétimo mês, ao vigésimo primeiro dia do mês – “Mês hebraico de tisrei”, (equivalente a17 de outubro). Esta segunda mensagem teve o propósito de animar o povo, visto que eles não dispunham da riqueza dos tempos de Salomão quando foi construído. Mas Deus estaria com eles (Ag 2.4,5), e que a glória desse segundo templo seria maior que a do primeiro templo construído por Salomão.
Alguns teólogos entendem que essa glória da segunda casa teve um parcial cumprimento por ocasião da encarnação de Cristo, quando este templo reerguido na época do profeta Ageu, e reformado por Herodes – O Grande, receberia o Filho de Deus, encarnado e seria o palco de milagres efetuados pelo ministério de Cristo e dos apóstolos.
Alguns teólogos também pensam que essa profecia parece apontar para tempos mais distantes, quando o templo reconstruído se encherá de uma glória nunca antes experimentada. Em seguida o profeta conclui essa segunda mensagem falando do juízo de Deus e da vinda do Messias (Ag 2.7-9).
O futuro templo seria maior que o de Salomão. Os próprios gentios contribuiriam para torná-lo assim. Alguns estudiosos da profecia pensam que haja nesta profecia uma referência ao templo de Herodes que foi maior que o de Salomão; e, espiritualmente falando, poderia referir-se ao novo templo formado por judeus e gentios, encarnado na igreja, na era do evangelho (Ef 2.17-22).
Seja como for, o futuro referente ao templo e ao seu sentido espiritual é grande, e isso deveria encorajar a todos a fazer investimentos na sua realização.
O terceiro oráculo tem registro em Ageu 2.10-20, “vigésimo quarto dia do mês nono” – “Mês hebraico de quisleu” (equivalente a dezoito de dezembro). Ageu começa lembrando que as coisas santificadas não tem o poder de santificar outras coisas pelo mero contágio. 
Ao passo que o pecado costuma a afetar e contaminar tudo à sua volta, como ensinava o ritual da purificação da lei mosaica. O profeta afirma que não adiantava o povo oferecer sacrifícios se não possuíam uma real disposição em abandonar o pecado de suas vidas, bem como um sincero arrependimento (Ag 2.24; Sl 51.16,17).
Ele conclui essa mensagem lembrando ao povo que; a seca e a escassez o atingiram pela sua desobediência (Ag 6.16-19). Somente com a reconstrução de um novo templo o povo ficaria livre da contaminação das ruínas do antigo templo.
O quarto oráculo teve lugar ao mesmo tempo, que o terceiro conforme Ageu 2.20-23. Esta última mensagem do profeta tem um duplo sentido: Primeiro – Um cumprimento imediato. Segundo – Um significado messiânico.
No primeiro plano Deus está dando uma mensagem de segurança a Zorobabel e ao povo de Israel; que ficassem tranquilos, pois, nos próximos anos, muitas nações seriam abaladas; haveria muitas turbulências, como aconteceu antes, mas o povo estaria em segurança e Deus confirmaria o governo de Zorobabel (Ag 2.20 - 23).
Mas em segundo plano, o profeta Ageu aponta para o futuro, e ao final, o Messias, descendente de Zorobabel, que era descendente de Davi e que, portanto, representava simbolicamente o Messias, haveria de vir e reinar estabelecendo a segurança plena e definitiva para o seu povo Israel (Ag 2.23).
A palavra Ageu parece ter se derivado do termo hebraico que significa festividade; provavelmente porque seu nascimento coincidiu com uma das festas judaicas ou festividades. Coisa alguma nos é informada sobre seu passado, família, e genealogia.
Desconhecemos totalmente seu lugar e época de nascimento; até mesmo os principais acontecimentos de sua vida. Mas, sabemos que ele começou a profetizar no segundo ano de Dario Histaspes (Ag 1.1), e juntamente com o profeta Zacarias salientou fortemente o reinício da reconstrução do templo. O povo judeu, animado por esses dois líderes – Ageu e Zacarias, completou a construção no reinado de Dario I (Histaspes) em 515 a.C.
Ageu surge, portanto, quando a dominação babilônica já havia terminado. Os judeus estão novamente em sua terra, mas ainda dominados. Agora, o domínio é da Pérsia. A liberdade de que desfruta é uma liberdade vigiada, porque os Persas estão atentos.
É por essa razão que o profeta cita por três vezes os dominadores. Em Ag 1,1; 2.1; 2.10. Ele cita o rei Dario Histaspes, o benevolente rei mencionado em Esdras 4.24. A presença do dominador, de qualquer forma não pode ser esquecida.
Israel, o Reino do Norte, já nasceu sobre o signo da idolatria, como podemos observar em 1Re12.27-32. O Sul, sempre sobre a dinastia de Davi, custou mais a se envolver com os ídolos e experimentou períodos de avivamentos.
Em 722 a.C., veio o fim de Israel (Reino do Norte), diante do poder assírio. Assim acabou o Reino do Norte (2 Re 17). A destruição de Judá, o Reino do Sul, foi mais lenta. Em 605 começou a sua derrocada diante da Babilônia, quando o rei Jeoiaquim foi vencido pelos caldeus (2Cr 36.7).
Em 597 a.C., outro rei de Judá, Joaquim, foi vencido por Nabucodonozor, rei dos caldeus (2Cr 36.10). Foi o segundo grande golpe contra Judá. O Reino do Sul estava chegando ao fim.
Até 587, Zedequias, um rei fantoche que Nabucodonozor colocara no lugar de Joaquim, quis ser rei de verdade e se rebelou contra seu dominador. Foi o fim. Jerusalém foi arrasada, o templo saqueado, incendiado e destruído e a dinastia davídica interrompida (2Cr 36.11-20).
Levados para o cativeiro na Babilônia os sobreviventes amargaram a dor do banimento da terra prometida, onde, há séculos, o Senhor os havia introduzido. Mas se não houve retorno para Israel, houve para Judá. A poderosa babilônia sucumbiu diante do império persa, como podemos observar em Daniel 5.
O rei persa, Ciro, manifestou um padrão de tolerância incomum para aquela época, ordenou o retorno dos judeus para a terra santa. Este movimento foi um segundo êxodo. Pela segunda vez Israel entrara na terra que Deus lhe prometera.
O quadro cronológico a seguir nos dá uma visão panorâmica do tempo de Ageu e o sentimento do profeta para com todos os eventos passados:
Em 537 a.C. Sob a liderança de Zorobabel, 50.000 judeus, apenas, regressaram da Babilônia.
 537 a.C. No mesmo mês: os retornados edificam o altar e oferecem sacrifício.
536 a.C., No segundo mês: a reconstrução do templo é iniciada e depois suspensa.
520 a.C. no sexto mês: no dia primeiro Ageu faz um apelo para reinício da reconstrução.
  • No sexto mês: no dia 24 o povo reinicia a construção.
  • No sétimo mês: no dia 21 Ageu faz o seu segundo apelo.
  • No oitavo mês: a primeira pregação de Zacarias recordando que ele é contemporâneo e companheiro de Ageu.
  • No nono mês: dia 24 terceiro e quarto apelos de Ageu.
  • No undécimo mês: dia 24 Zacarias tem as suas visões.
518 a.C. No nono mês: mais visões do profeta Zacarias.
536 a.C. No duodécimo mês: dia 3, reconstrução do templo é concluída.

515 a.C. No primeiro mês: dias 14 a 21 a Páscoa é celebrada pela primeira vez no novo templo.
458 a.C. Esdras chega, e empreende reformas.
444 a.C. Neemias, em cinquenta e dois dias, leva o povo à reconstrução das muralhas de Jerusalém, após noventa anos de conformismo diante das ruínas.
444 – 435 a.C. Malaquias exerce o seu ministério profético.
III – CONCLUSÃO
Este quadro cronológico nos possibilita ter uma visão do período pós-exílico e nos ajuda a encaixar bem a pessoa de Ageu em um contexto histórico.

Era um momento de desencanto, de pobreza, de aturdimento. Judá era agora uma área muito pequena, ocupando pouco mais de 30 km².  Reiniciar a vida em um país em escombros não permitia gastos supérfluos e o povo havia se acostumado a viver sem o templo na Babilônia.

Este não era, portanto, tão necessário para a sobrevivência do judaísmo. Também renhida oposição dos samaritanos, e outros vizinhos contra a reconstrução do templo desalentara os retornados. Tudo isso contribuía para a reconstrução do templo permanecer interrompida por 15 anos.

Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 4º. Trimestre 2012 – (Comentarista: Esequias Soares).

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. Rio de Janeiro, 2012.. CPAD

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

FILHO, Isaltino Gomes Coelho. Ageu: Nosso Contemporâneo. Rio de Janeiro, 1991. Editora Juerp.

Bíblia de Estudo de Genebra – Editora Cultura Cristã – Soc. Bíblica do Brasil

CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

CHAMPLIN. R. N. Dicionário do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

RICHARDS Lawrence. Comentário Bíblico do Professor. 3ª. Imp. São Paulo. 2010 Editora Vida.
Grandes Doutrinas da Bíblia Vol.1. 1ª. Edição em Português. São Paulo. 1997. Edit. PES.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Sofonias – O Juízo Vindouro - Lição 10 - 4º. Tri. 2012 - EBD CPAD - 09.12.12


                                       Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva
Texto da Lição: Sofonias 1.1-10

I   - OBJETIVOS:
  1. Explicar a estrutura e a mensagem do livro de Sofonias.
  2. Compreender a linguagem predominante do livro de Sofonias.
  3. Saber que o juízo de Deus é uma doutrina bíblica e irrevogável.

II   - DESENVOLVIMENTO DO TEMA

O nome de Sofonias significa “o Senhor esconde”, era um tataraneto do rei Ezequias. Ele profetizou durante o reinado de Jozias (640-609 a.C.), o último governante piedoso de Judá. A reforma religiosa do reino de Judá aconteceu em 621 a.C., no ano XVIII do seu reinado (2Re 22.3).

Quando começou a reforma, Jeremias exercia o ofício de profeta a cinco anos. O seu chamado deu-se no XII ano do reinado de Josias (Jr 1.2). E esse período corresponde a 627 a.C.

É possível que o rei Josias tenha sido despertado pelos oráculos do profeta Sofonias, quando ele denunciava os pecados de Judá e o sincretismo religioso do culto no templo; pois se cultuava a outros deuses ao mesmo tempo, que se dizia estar cultuando ao Senhor (2 Re 23.4-14).

Josias levantado por Deus promoveu a reforma (621 a.C), para acabar com a idolatria e o sincretismo religioso que era uma abominação ao Senhor. (2 Re 23.15-20).
Embora Josias não conhecesse a profecia que falava a seu respeito, seu nome havia sido mencionado pelo profeta quase trezentos anos antes (1Re 13.1-4). Quando Sofonias pronunciava seus oráculos contra Jerusalém e Judá é provável que Josias fosse ainda um adolescente.

O grande momento dessa reforma foi quando encontraram no Templo o Livro da Lei do Senhor (2Cr 34.8-21), ocasião em que ao ouvir a leitura do texto sagrado o jovem rei, compreendeu quão grande era o pecado de seu povo, e conclamou todo o povo ao arrependimento e profundo ainda mais a reforma (2 Cr 8.35-19). No momento da leitura do texto sagrado, é provável que o rei Josias tenha se lembrado do profeta Sofonias.

Mas, ao que tudo indica este já havia falecido; visto que quando o rei ordena ao sumo sacerdote Hilquias a Aicão, a Abdon, a Zafã, o escrivão, e a Asaias, ministro do rei, que procurassem um profeta do Senhor para consultarem a Deus sobre o assunto, eles não procuraram o profeta Sofonias que era a pessoa mais próxima do palácio e homem temente a Deus, mas buscaram a profetisa Hulda que também morava em Jerusalém (2 Cr 34.21,22).

Na sua maior parte, o livro é uma advertência sóbria a respeito do castigo divino contra o pecado. Embora percebesse um castigo vindouro em escala mundial (Sf 1.2; 3.8), Sofonias focalizava especialmente o julgamento que viria contra Judá (Sf 1.4-18; 3.1-7).

Os seus oráculos estão organizados em três partes principais: A primeira anuncia o juízo contra as nações da terra, incluindo Judá (Sf 1.1 – 2.3). Na segunda mensagem Sofonias especifica quais povos entrarão neste julgamento global e menciona a Filístia, Moabe, Amom, Etiópia e Assíria (Sf 2.4-15).

Na terceira mensagem o profeta Sofonias faz referência ao castigo de Jerusalém e da restauração de um remanescente fiel (Sf 3.1-20). O tema dessa terceira mensagem é o “Dia do Senhor” – ocupa todo o oráculo divino.

O juízo de Deus sobre as nações do mundo é uma doutrina bíblica. Em alguns momentos de seu oráculo o profeta Sofonias usa a expressão escatológica “O Dia do Senhor”, referindo-se ao julgamento das nações. No capítulo 1, versículo 2 e 3 o profeta menciona um juízo global e ainda prossegue falando deste juízo no capítulo 1.14 – 2.1-3).

A partir do capítulo 2 versículo 4, há um julgamento para nações específicas. O julgamento sobre a Filístia compreende os versículos 4 – 7 do capítulo 2. As quatro cidades citadas Gaza, Asquelom, Asdode e Eclom pertenciam aos filisteus que habitavam ao sudeste de Judá, na costa do Mediterâneo. Depois o profeta fala do juízo sobre Moabe e Amom que haviam escarnecido do povo de Deus (S 2.8-10).

Os etíopes também são alvo do juízo divino (Sf 2.12). No livro de Ezequiel lemos que os territórios de Amom e Moabe serão absorvidos na distribuição das terras com as tribos de Israel durante o milênio (Ez 45.1-25; 47.13 – 48.25).

Sofonias ainda profetizou acerca do juízo e da destruição da Assíria (Sf 2.13-15), que teve o seu cumprimento dezoito anos após a profecia; fato o corrido em 612 a.C.
O julgamento de Jerusalém também foi profetizado por Sofonias. Visto que o povo de Israel não dava ouvido aos seus alertas (Sf 3.2), mesmo quando os juízos divinos tinham o seu fiel cumprimento sobre outras nações (Sf 3.6,7), ainda assim Israel não dava ouvidos à palavra do Senhor.

III – CONCLUSÃO:
Havia Príncipes e juízes corruptos e opressores, profetas levianos, aproveitadores e enganadores; sacerdotes profanos que violentavam a lei (Sf 3.3,4). Mas o profeta do Senhor viu o final dos tempos depois do julgamento das nações quando haverá uma conversão mundial e a instituição de um culto onde todas as nações  junto com Israel adorariam ao 
Senhor Jeová um único espírito (Sf 3.9,10).

Então o profeta pronuncia os oráculos sobre s restauração de Israel (Sf 3.12,13) Todos os inimigos de Israel serão punidos por Deus e nenhum juízo mais cairá sobre o seu povo Israel (Sf 3.15). O Senhor habitará para sempre no meio deles (Sf,..3.17).

A sorte do povo de Israel será completamente mudada (Sf 3.18-20). Quando o Messias retornar com grande poder e glória. Então haverá alegria e regozijo. O final dessa história não será de tristeza nem será de vitória do mal. Mas será de alegria incomparável do povo de Deus para sempre (Sf 3.14-17).

.Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 4º. Trimestre 2012 – (Comentarista: Esequias Soares).

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Os Doze Profetas Menores. Rio de Janeiro, 2012.. CPAD

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

Bíblia de Estudo de Genebra – Editora Cultura Cristã – Soc. Bíblica do Brasil

CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

CHAMPLIN. R. N. Dicionário do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

RICHARDS Lawrence. Comentário Bíblico do Professor. 3ª. Imp. São Paulo. 2010 Editora Vida.
Grandes Doutrinas da Bíblia Vol.1. 1ª. Edição em Português. São Paulo. 1997. Edit. PES.

domingo, 25 de novembro de 2012

Assíria: Subsídios Históricos

Pr. João Barbosa da Silva
DESENVOLVIMENTO DO TEMA:

Império assírio de grande poder bélico
A Assíria tem seu nome originado de Assur, a principal divindade da Assíria e Assur, o segundo filho de Sem. Portanto, a Assíria é o país ocupado pelos descendentes desse neto de Noé (Gn 10.22).

A Assíria era o nome de um país, e depois, o de um poderoso império que dominou o mundo bíblico dos séculos IX a VII a.C. Incluía a Babilônia, o Elão, a Média, a Síria, a Palestina, a Arábia, o sul de Anatólia, a Cilícia e o Egito.

Assíria era o antigo nome do distrito de ambos os lados do rio Tigre, variando em suas dimensões, dependendo da época, mas geralmente confinada à região da parte norte do moderno Iraque entre a presente fronteira Síria e o pequeno rio Zabe.

A oeste, era limitada pelo platô desértico da Mesopotâmia central, e a leste pelas montanhas do Curdistão; ao norte ficava a Armênia, e ao sul a Babilônia.

Assírios descendentes da raça semita
A capital original do país, de onde também se derivava o nome do país, era Assur, modernamente Qalat Sharqat. Ficava na margem ocidental do Tigre, acima da boca do pequeno Zabe.

Para o norte cerca de 97km dali ficava Nínive, modernamente Kuyunjik, que foi fundada muito tempo antes da cidade de Assur, mas que finalmente tornou-se capital do novo império Assírio. Entre essas duas cidades ficava Calá, moderna Ninrud, que foi capital do império durante parte dos séculos IX e VII a.C.
Palácios assírios
A nordeste de Nínive ficava Dur Sharruquin, modernamente Corsadabe, que foi a capital durante o século de Sargão II (721 -705 a.C.). Importantes cidades secundárias eram, Arbela, modernamente, Erbil ou Arbil, a sudoeste de Nínive; Harã era o principal centro do poder do novo império assírio; na parte oeste da Mesopotâmia, e última capital do império, após a queda de Nínive em 612 a.C.

A Assíria e a Babilônia tiveram ambas impressionantes histórias, compartilhando de um idioma comum, conhecido como assírio-babilônico, ou acadiano. 
Jardins suspensos da Babilônia
Uma avançada civilização se desenvolvera na Babilônia em cerca de 3000 a.C., que permaneceu o centro cultural da Mesopotâmia até o século VI a.C.

No novo império a partir de (900 – 612 a.C), Tuculti-Niunrta II de (890 – 885 a.C.) combateu os opressores da Assíria. Seu filho, Assur Nasirpal II (805 – 860 a.C) mediante uma série de campanhas militares, subjugou muitos povos, como os que estavam no médio rio Eufrates, os do Líbano, os filisteus, e os povos das colinas Orientais da Babilônia.
No oeste, ele entrou em conflito com Israel. Seu filho Salmaneser III ( 824 – 757 a.C.) herdou a máquina de combate e conduziu campanhas contra a Síria-Palestina, em uma das quais lutou contra Acabe, rei de Israel, em Carcá, sobre o rio Orontes.

Em outra campanha recebeu tributo de Jeú, filho de Onri, rei de Judá. Esse monarca assírio fazia alta opinião de si mesmo, dizendo que ele era “o poderoso rei, rei do universo, rei sem rival, o autocrata, o poderoso dos quatro reinos do mundo, que esmigalha os príncipes do mundo inteiro, que despedaçou todos os seus adversários como potes de barro”.

Palácio de Assurbanipal
Apesar de tanta jactância, ele morreu em meio a revolta que seu filho, Samsi-Adad V, (823 – 811 a.C.) teve de enfrentar. Adad-Nirari III  (810 – 783 a.C) deu prosseguimento a interminável guerra com bom êxito.

Mas Salmaneser IV (782 – 783 a.C.) Asurdan III (752 – 755 a.C.) e Assur-Nirari V (754 – 745 a.C.) não se mostraram muito bons nas matanças (ou seus adversários eram superiores), o 
que explica o declínio do império assírio.

Foi então que surgiu em cena o grande guerreiro e estadista, Tiglati-Pileser III, inspirado pelos feitos do grande matador em massa, Tiglati-Pileser I do século XI a.C. Nessa inspiração sanguinária, ele reconquistou todos os territórios, incluindo a Babilônia, onde se tornou conhecido pelo nome de Pulo (Na Bíblia, Pul 2Re 15.19).

Esse homem conquistou Israel e enviou para o cativeiro uma parte da sua população. Após a sua morte, Oséias, rei de Israel revoltou-se contra a Síria. Em face disso, Salmaneser V (726 – 722 a.C) atacou Samaria, a capital de Israel o reino israelita do norte. 

Antes da queda de Israel consumar-se, Sarruquim II, também conhecido como Zargão II (721 – 705 a.C) assumiu as rédeas do poder.

Seu reinado foi inaugurado com a queda de Israel. O ano de 722 a.C. aparece como a data do cativeiro de Israel. Zargão é mencionado no Antigo Testamento, somente em Is 20.1. Mas as escavações feitas em seu esplêndido palácio, em Dur Sarrucuim ou Corsabade, com muitas descobertas, fizeram dele um dos mais bem conhecidos reis assírios.

Seu filho, Senaqueribe, sucedeu-o no trono em 704 a.C tendo governado a Assíria até o ano de 681 a.C. As crônicas da Babilônia informam que ele foi assassinado por seu próprio filho. Seu filho mais jovem, não envolvido no assassinato, teria perseguido seus irmãos rebeldes e comparsas no crime, até o sul da Armênia.

Portão de Nínive
Senaqueribe foi um construtor, e não apenas um guerreiro, tendo construído palácios, portões e templos em Nínive. Também construiu arquedutos e represas. Prisioneiros, entre os quais havia judeus, foram forçados a ajudar nessas obras.

O filho mais novo de Senaqueribe, Esar-Hadon (680 – 669 a.C.) subiu ao poder e tornou-se um dos maiores conquistadores assírios de todos os tempos, distinção essa nada fácil, em meio a tão grande número de sanguinários matadores.

A história da Assíria fornece uma lista quase interminável de campanhas. Judá parece entre aqueles que pagavam tributos a Esar-Hadon. A Assíria chegou a invadir o Egito, estabelecendo governadores assírios em Tebas e em Mênfis.

Porém, uma vez morto Esar-Hadon, começaram as inevitáveis revoltas. O Egito libertou-se. Então coube a Assurbanipal (669 – 627 a.C.) recuperar o controle sobre o Egito. Esse homem também era um sábio e um humanista.

As conquistas territoriais foram subsequentemente perdidas, e o poder assírio começou a declinar radicalmente. 

Nabopolassar, o caldeu, expulsou os assírios da Babilônia, em 625 a.C. Os babilônios aliaram-se aos medos e capturaram a cidade de Assur, em 614 a.C., e então, em julho e agosto de 612 a.C., conforme havia sido profetizado por Naum e Sofonias, Nínive caiu.

CONCLUSÃO:       

As suas muralhas fora feitas em pedaços por enchentes (Na 1.8). Durante dois anos, Assur-Ubaniti manteve-se em Harã, mas nenhuma ajuda chegou da parte do Egito. O faraó Neco marchou tarde demais, e assim a cidade foi conquistada pelos babilônios.

Esse foi o fim da Assíria e o começo do novo império babilônico. Tendo início um novo período histórico. É admirável que uma potência importante e de tão longa duração pudesse ter sido conquistada com tanta rapidez.
 Consultas:  
MESQUITA. Antonio Neves de. Povos e Nações do Mundo Antigo. 7ª. Edição. São Paulo, 2001. Editora Hagnos. \ Bíblia de Estudo de Genebra – Editora Cultura Cristã – Soc. Bíblica do Brasil \ CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volumes 1 e 7 - Editora Hagnos.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Subsídios Históricos sobre a Cidade de Nínive


Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva
 DESENVOLVIMENTO DO TEMA: 
Começo da derrocada de Nínive
Nínive é a transliteração hebraica do nome assírio Ninus, um dos nomes da deusa Istar. O sinal cuneiforme consistia em um peixe dentro de um cercado. O termo hebraico nun significa “peixe”, embora não haja conexão real entre esses dois vocábulos.

O termo grego Ninos, como designação ocorreu por assimilação ao nome de um herói grego. Após o século XII a.C., Nínive tornou-se uma das residências reais da Assíria. O antigo título da cidade, conforme já afirmamos era Ninus.

As pairagens que assinalam o antigo local de Nínive, ficam situadas à margem oriental do rio Tigre, diante da moderna cidade da Mosul, no norte do Iraque (Mesopotâmia superior). 

A Bíblia informa-nos de que foi Ninrode quem fundou essa cidade, após ter fundado o mais antigo império babilônico sobre o qual se tem conhecimento (Gn 10.8-11).

Em 2.300 a.C. Nínive já era um lugar fluorescente. Em 1800 a.C., Nínive tornou-se um centro de culto religioso e de comércio, na época dos reis assírios, como Sansi-Adade I. Ele restaurou o templo de Istar, tal como o fez Hamurabi, da Babilônia.

Hamurabi conseguiu predominar sobre a Assíria cerca de vinte anos após Sansi-Adade I. Foi por essa época que ele publicou seu famoso código legal, “que glorificou o nome de Istar”.

Em 1400 a.C. os reis de Mitani exerciam pelo menos alguma forma de controle sobre Nínive. Nessa época, Dusrata enviou uma estátua de Istar, de Nínive ao Egito para curar o enfermo Faraó. Dessa época é que se originou o famoso hino a Istar no idioma hurriano.

Em 1300 a. C. Nínive voltou ao poder assírio. Em 1100 a.C. Tiglate-Pileser I construiu o seu palácio em Nínive. Em 800 a.C Assurmasirpal II construiu também seu palácio em Nínive. Em 860 a.C. o profeta Jonas evangeliza Nínive com sucesso. Jonas é o missionário do Antigo Testamento.

Em 722 a.C. o reino do Norte cuja capital era Samaria foi conquistado pela Assíria, e seus habitantes foram levados para o cativeiro. Em 704 – 681 a.C. Nínive tornou-se capital do império Assírio que anteriormente era Assur, por instigação de Senaqueribe, tornando-a a mais importante cidade oriental da época.

O palácio de Senaqueribe tinha 9.178m² com paredes que tinha relevos retratando as suas vitórias, incluindo o cerco de Laquis e a cobrança de tributos a Judá. Ele construiu ou ampliou as muralhas da cidade. Introduziu um novo sistema de suprimento de água, com canais que vinha desde o rio Gomel, em Baviã.

Portão de Nínive
Nínive dispunha de quinze portões principais. Cada um desses portões eram guardados por um touro gigantesco. Senaqueribe também construiu parque, jardins botânicos e um jardim zoológico, além de haver edificado muitos edifícios. 2Reis 18.15 revela-nos que ele cobrou tributo de Ezequias rei de Judá.

Em 681 a.C. Senaqueribe foi assassinado, e seu filho caçula e sucessor Esar-Hadon, subiu ao trono, após ter derrotado os rebeldes que haviam conseguido controlar por algum tempo a coroa. Esar-Hadon construiu um palácio em Nínive, embora preferisse passar a maior parte de seu tempo em Calá.
Nínive 612 a.C
669 – 627 a.C. durante o governo dos filhos de Esar-Hadon a economia da nação declinou e a nobreza assíria revoltou-se contra o poder dominante. 612 a. C. uma força combinada de medos babilônios e citas atacou e capturou a cidade de Nínive, e assim desapareceu para sempre o cruel império assírio.

Esse acontecimento foi eloquentemente referido pelos profetas Naum e Sofonias (Sf 2.13-15). O local foi subsequentemente habitado, mas nunca mais adquiriu qualquer significação especial. 

Na época do profeta Jonas, Nínive contava com uma população de cerca de 120.000 habitantes; Calá tinha cerca de 70.000 habitantes.

Ninrode o Rebelde, fundador de Nínive era filho de Cuxe, um descendente de Cã. Um guerreiro e caçador. Fundou o reino da Babilônia, que com o tempo chegou a incluir a Assíria (Gn 10.6-8). Como filho de Cuxe (1Cr 10.10), Ninrode estava relacionado ao Cuxe Camito de Gn 10.6.

Ninrode foi um antigo tirano, um homem furioso, caçador, incansável, o fundador de Babel (Babilônia). Ele proveu “a união da paixão pela caça com habilidade na guerra”. E assim foi uma espécie de protótipo dos monarcas assírios.

Ele era violento, arrogante, matador, exatamente coisas que as pessoas admiram, protótipo dos grandes tiranos que se seguiriam. Os reis assírios, eram famosos por sua habilidade na caça, que era um esporte, mas também um meio de exibir suas habilidades violentas.

Ninrode fundou várias cidades, que se tornaram centro de oposição aos filhos de Israel. Daí dizer-se: como Nirode, poderoso caçador. O seu nome tornou-se proverbial, e muitas lendas surgiram em torno dele.

Outros homens entregaram-se à atividade pastoril, mas não Ninrode. Ele sabia onde e como obter fama e glória humana, e fez outros homens o temer, e com bons motivos. Fazia de suas presas tanto a animais quanto a homens, e ambos fugiam dele.

Ninrode era tido como benfeitor público. Organizava caçadas e distribuía alimentos ao povo. Também organizava comunidades e obras públicas.
Era um líder de homens e muito respeitado, apesar de sua violência. Deu início a seu pequeno império, que, sob outros líderes floresceu nas formas dos impérios assírio e babilônico.

John Gill afirmou que parte da fama de Ninrode residia no alegado fato de que, após o dilúvio, as feras aumentaram grandemente em número; e então qualquer homem, como Ninrode, que pudesse reduzir a ameaça e o desconforto provocado pelos animais ferozes seria naturalmente respeitado e honrado.

A caça conforme informou Aristóteles era tida como um aspecto das artes militares. Há uma certa lógica nisso. Na guerra, os homens caçam uns aos outros para se matarem; e, na caça os homens caçam os animais, uma triste atividade. Xenofonte escreveu que os reis da Pérsia eram preparados para o governo por meio da pesca e da caça.

É curioso que a família real da Inglaterra sempre tenha se especializado na cavalaria e na caça. E muitos deles, mesmo em nossos dias têm se distinguido como militares.

Os assírios deificaram Ninrode e, em sua mitologia, puseram-no entre as constelações, após a sua morte, a fim de conferir-lhe perpetuidade. Ele chegou a ser chamado de Órion.

Apesar de muitos outros homens já terem caçado, talvez o relato bíblico queira dar a entender que foi Ninrode quem deu origem à caça como uma verdadeira arte.

A Bíblia fornece-nos algum relato em relação a Ninrode, mas o significado do seu nome, “Rebelde” faz dele uma espécie de anti-herói indesejável.
Ele era um tipo de rei que Deus jamais aprovaria, um caçador e matador, em contraste com a idéia de um rei pastor (2Sm 5.2; 7.7; Ap 2.27; 19.15). 

Um caçador satisfaz-se às custas de suas vítimas, mas um pastor preocupa-se em proteger seus rebanhos e cuidar deles.

Por outro lado, a declaração de que ele foi “poderoso caçador diante do Senhor” (Gn 10.9), poderia ter a intenção de ser um elogio.

Coisa alguma era e continua sendo mais comum do que a glorificação da força bruta, por parte dos homens; nada é mais comum do que dar pouca importância ao sofrimento humano.                


Consultas:    
MESQUITA. Antonio Neves de. Povos e Nações do Mundo Antigo. 7ª. Edição. São Paulo, 2001. Editora Hagnos. \ Bíblia de Estudo de Genebra – Editora Cultura Cristã – Soc. Bíblica do Brasil \ CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. Volumes 1 e 7 - Editora Hagnos.